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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Educação]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Reformas do Estado e políticas públicas: trajetórias de democratização e privatização em educação. Brasil e Portugal, um diálogo entre pesquisas]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[State reforms and public policies: Pathways of democratization and privatization in education. Brazil and Portugal, a dialogue between research studies]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[On the basis of concrete empirical research trajectories, the article addresses how the State relates to the private sector regarding education, and what the implications to democratization and the right to education in Brazil and Portugal are. The ways and the meanings in which the State takes on new roles are analysed, keeping public funding in some cases, whereas in others the funding is private; in some situations public power remains in control and in others private actors take the direction and control of the policies. In this sense, the growing centrality of education in public policies seems to correspond, among other phenomena, to an expansion of educational responses and of the populations concerned, accompanied by the multiplication of the modalities of privatization and commodification of education. It is concluded that the market logic has actively participated in the direction and execution of educational policies, with serious consequences for the process of democratization.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="fr"><p><![CDATA[En s'appuyant sur des recherches empiriques, l'article discute des relations entre l'Etat et le secteur privé dans l'éducation et quelques de ses implications pour la démocratisation et le droit à l'éducation au Brésil et au Portugal. On analyse des formes et des sens dont l'Etat assume de nouveaux rôles, restant le financement public dans certains cas, tandis qu'en d'autres le financement est privé; dans quelques situations, le pouvoir public retient le contrôle et dans d'autres le secteur privé prend la direction et le contrôle des politiques. En ce sens, à la centralité croissante de l'éducation dans les politiques publiques semble correspondre, entre autres phénomènes, un élargissement soit des réponses soit de la population concerné, accompagnée par la multiplication des formes de privatisation et de la marchandisation de l'éducation. On conclut que la logique du marché a contribué activement à la direction et à l'exécution des politiques éducatives, avec de graves conséquences pour le processus de démocratisation.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Redefinições no papel do Estado]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS</b></p>     <p><b>Reformas do Estado e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas: trajet&oacute;rias de democratiza&ccedil;&atilde;o e privatiza&ccedil;&atilde;o em educa&ccedil;&atilde;o. Brasil e Portugal, um di&aacute;logo entre pesquisas</b></p>     <p><b>State reforms and public policies: Pathways of democratization and privatization in education. Brazil and Portugal, a dialogue between research studies</b></p>     <p><b>R&eacute;formes de l'&Eacute;tat et politiques publiques: trajectoires de d&eacute;mocratisation et de privatisation de l'&eacute;ducation. Br&eacute;sil et Portugal, un dialogue de recherches</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>F&aacute;tima Antunes<sup>i&nbsp;</sup>Vera Peroni<sup>ii</sup></b></p>     <p>i Universidade do Minho, Portugal</p>     <p>ii Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#c0">Endereço para Correspondência</a><a name="topc0"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A partir de trajet&oacute;rias concretas de investiga&ccedil;&otilde;es emp&iacute;ricas, o artigo debate como o Estado se relaciona com o setor privado em educa&ccedil;&atilde;o e quais as implica&ccedil;&otilde;es para a democratiza&ccedil;&atilde;o e o direito &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, no Brasil e em Portugal. Analisa-se os modos e os sentidos em que o Estado assume novos pap&eacute;is, em alguns casos financiando, enquanto em outros o financiamento &eacute; privado, em alguns casos permanecendo o poder p&uacute;blico no controlo e em outros assumindo o privado a dire&ccedil;&atilde;o e o controlo das pol&iacute;ticas. Nesse sentido, &agrave; crescente centralidade da educa&ccedil;&atilde;o nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas parece corresponder, entre outros fen&oacute;menos, uma amplia&ccedil;&atilde;o das respostas e das popula&ccedil;&otilde;es abrangidas acompanhada da multiplica&ccedil;&atilde;o das modalidades de privatiza&ccedil;&atilde;o e de mercadoriza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o. Conclui-se que a l&oacute;gica mercantil tem participado ativamente na dire&ccedil;&atilde;o e execu&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas educacionais, com graves consequ&ecirc;ncias para o processo de democratiza&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><b>Palavras-chave:&nbsp;</b>Redefini&ccedil;&otilde;es no papel do Estado; Pol&iacute;ticas educacionais; Gerencialismo; Mercadoriza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o; Direito &agrave; educa&ccedil;&atilde;o</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>On the basis of concrete empirical research trajectories, the article addresses how the State relates to the private sector regarding education, and what the implications to democratization and the right to education in Brazil and Portugal are. The ways and the meanings in which the State takes on new roles are analysed, keeping public funding in some cases, whereas in others the funding is private; in some situations public power remains in control and in others private actors take the direction and control of the policies. In this sense, the growing centrality of education in public policies seems to correspond, among other phenomena, to an expansion of educational responses and of the populations concerned, accompanied by the multiplication of the modalities of privatization and commodification of education. It is concluded that the market logic has actively participated in the direction and execution of educational policies, with serious consequences for the process of democratization.</p>     <p><b>Key-words:</b> Redefinition of the role of the State; educational policies; marketization of education; the right to education; managerialism</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>R&Eacute;SUM&Eacute;</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>En s&rsquo;appuyant sur des recherches empiriques, l'article discute des relations entre l'Etat et le secteur priv&eacute; dans l'&eacute;ducation et quelques de ses implications pour la d&eacute;mocratisation et le droit &agrave; l'&eacute;ducation au Br&eacute;sil et au Portugal. On analyse des formes et des sens dont l'Etat assume de nouveaux r&ocirc;les, restant le financement public dans certains cas, tandis qu&rsquo;en d'autres le financement est priv&eacute;; dans quelques situations, le pouvoir public retient le contr&ocirc;le et dans d'autres le secteur priv&eacute; prend la direction et le contr&ocirc;le des politiques. En ce sens, &agrave; la centralit&eacute; croissante de l'&eacute;ducation dans les politiques publiques semble correspondre, entre autres ph&eacute;nom&egrave;nes, un &eacute;largissement soit des r&eacute;ponses soit de la population concern&eacute;, accompagn&eacute;e par la multiplication des formes de privatisation et de la marchandisation de l'&eacute;ducation. On conclut que la logique du march&eacute; a contribu&eacute; activement &agrave; la direction et &agrave; l'ex&eacute;cution des politiques &eacute;ducatives, avec de graves cons&eacute;quences pour le processus de d&eacute;mocratisation.</p>     <p><b>Mots-cl&eacute;s:</b> Red&eacute;finition du r&ocirc;le de l'Etat ; politiques &eacute;ducatives ; manag&eacute;rialisme ; marchandisation de l'&eacute;ducation ; droit &agrave; l'&eacute;ducation</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Este texto prop&otilde;e-se realizar um di&aacute;logo entre duas pesquisadoras que, desde realidades pr&oacute;prias, analisam, a partir de estudos recentes, as redefini&ccedil;&otilde;es do papel do Estado neste per&iacute;odo particular do capitalismo e a sua materializa&ccedil;&atilde;o nas pol&iacute;ticas educativas, e, mais especificamente, como as fronteiras entre os dom&iacute;nios p&uacute;blico e privado est&atilde;o continuamente a modificar-se, ficando cada vez menos precisas, nas pol&iacute;ticas sociais em geral, e na educa&ccedil;&atilde;o em particular.</p>     <p>Tanto no Brasil (no per&iacute;odo de abertura pol&iacute;tica, p&oacute;s 1985) quanto em Portugal (ap&oacute;s a revolu&ccedil;&atilde;o de abril de 1974 e a instaura&ccedil;&atilde;o da democracia), os avan&ccedil;os das lutas por direitos sociais aconteceram no momento p&oacute;s-ditadura, no mesmo per&iacute;odo em que entrava em crise o modelo fordista/keynesiano (cf. Antunes, 1999; Santos, 1990). Em seu lugar, o capitalismo propunha um conjunto de estrat&eacute;gias para retomar o aumento das taxas de lucro, reduzindo direitos, com graves consequ&ecirc;ncias para a constru&ccedil;&atilde;o da democracia e da efetiva&ccedil;&atilde;o dos direitos sociais.</p>     <p>Os dois pa&iacute;ses viveram um processo de democratiza&ccedil;&atilde;o recente, enquanto por todo o mundo o mercado novamente assume um maior protagonismo, retomando princ&iacute;pios da sua l&oacute;gica pr&oacute;pria, como o individualismo, a competitividade, a produtividade, a avalia&ccedil;&atilde;o com foco no produto. Isso ocorreu em detrimento da constru&ccedil;&atilde;o de valores democr&aacute;ticos, como a aprendizagem da participa&ccedil;&atilde;o, da coletiviza&ccedil;&atilde;o das decis&otilde;es e do conhecimento como um direito.</p>     <p>O di&aacute;logo tem esta entrada comum, apesar de as pesquisas terem caminhos espec&iacute;ficos, explorando no Brasil diversos casos e modalidades de reconstru&ccedil;&atilde;o do papel do Estado, tanto no avan&ccedil;o do direito &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, quanto dos processos de privatiza&ccedil;&atilde;o da dire&ccedil;&atilde;o e execu&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas educacionais. Os estudos evocados sobre Portugal visibilizam novos pap&eacute;is para o Estado, no quadro de processos de democratiza&ccedil;&atilde;o, europeiza&ccedil;&atilde;o e privatiza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o, fomentando a contratualiza&ccedil;&atilde;o da provis&atilde;o pela via do financiamento por programas europeus.</p>     <p>Procura-se, atrav&eacute;s desta interlocu&ccedil;&atilde;o entre pesquisas, examinar e sublinhar a dimens&atilde;o din&acirc;mica, relacional e processual das realidades e fen&oacute;menos socioeducacionais em estudo; pretende-se insistir que, quer do ponto de vista anal&iacute;tico (o estudo das rela&ccedil;&otilde;es sociais), quer fenomenol&oacute;gico (as formas observadas), a reconstru&ccedil;&atilde;o do Estado e do seu papel no bem-estar social em educa&ccedil;&atilde;o, bem como das rela&ccedil;&otilde;es entre os dom&iacute;nios p&uacute;blico e privado, continuam em aberto e em mudan&ccedil;a. Os conflitos em torno da reestrutura&ccedil;&atilde;o do capitalismo, da negocia&ccedil;&atilde;o do contrato social, da disputa sobre a redistribui&ccedil;&atilde;o do rendimento, em curso desde os anos 70 do s&eacute;culo passado, desenham ainda os contornos de realidades que se procura questionar.</p>     <p>A seguir apresentaremos as pesquisas, os seus enfoques te&oacute;rico-metodol&oacute;gicos e alguns dados que nos permitam conhecer como os processos de reforma do Estado e de privatiza&ccedil;&atilde;o ocorrem suportados pelas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de educa&ccedil;&atilde;o nos dois pa&iacute;ses. No final, retomaremos o debate em torno do que &eacute; poss&iacute;vel compreender atrav&eacute;s das nossas pesquisas sobre materializa&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas das redefini&ccedil;&otilde;es entre o p&uacute;blico e o privado e do papel do Estado, com implica&ccedil;&otilde;es na consecu&ccedil;&atilde;o do direito &agrave; educa&ccedil;&atilde;o e para o processo de democratiza&ccedil;&atilde;o nas realidades nacionais em estudo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <ol>       <li><b> Uma diversidade de pap&eacute;is e de rela&ccedil;&otilde;es do Estado e do privado em educa&ccedil;&atilde;o: O que as pesquisas demonstram sobre o Brasil</b></li>     </ol>     <p>A pesquisa sobre a parceria de escolas p&uacute;blicas com o Instituto Ayrton Senna envolveu grupos de dez estados brasileiros para analisar as suas implica&ccedil;&otilde;es em realidades regionais t&atilde;o diversas como a brasileira. A investiga&ccedil;&atilde;o atual tem por objetivo analisar como as redefini&ccedil;&otilde;es no papel do Estado reorganizam as fronteiras entre o p&uacute;blico e o privado, materializando-se das mais diferentes formas na educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica p&uacute;blica, e as suas implica&ccedil;&otilde;es para o processo de democratiza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o no Brasil.</p>     <p>Entendemos que as fronteiras entre o p&uacute;blico e o privado t&ecirc;m-se modificado no contexto atual de crise do capitalismo e as suas estrat&eacute;gias de supera&ccedil;&atilde;o &ndash; neoliberalismo, globaliza&ccedil;&atilde;o, reestrutura&ccedil;&atilde;o produtiva e <i>terceira via</i> &ndash; redefinem o papel do Estado, principalmente para com as pol&iacute;ticas sociais.</p>     <p>O neoliberalismo e a forma de social-democracia conhecida como <i>terceira via</i> (Giddens, 2001) t&ecirc;m o mesmo diagn&oacute;stico de que o culpado pela crise &eacute; o Estado e que o mercado deve ser par&acirc;metro de qualidade. O papel do Estado para com as pol&iacute;ticas sociais &eacute; alterado, pois, com esse diagn&oacute;stico, as prescri&ccedil;&otilde;es s&atilde;o no sentido de racionalizar recursos e esvaziar o poder das institui&ccedil;&otilde;es, j&aacute; que se alega que as institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas s&atilde;o perme&aacute;veis &agrave;s press&otilde;es e demandas da popula&ccedil;&atilde;o e improdutivas, pela l&oacute;gica de mercado. Nessa perspetiva, a responsabilidade pela execu&ccedil;&atilde;o e dire&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas sociais deve ser repassada para a sociedade. Assim sendo, tanto o neoliberalismo quanto a Terceira Via trazem implica&ccedil;&otilde;es para o projeto democr&aacute;tico, por quererem esvaziar as institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas das decis&otilde;es. O neoliberalismo porque se acredita que a democracia &eacute; respons&aacute;vel pelas demandas sociais que provocam a distribui&ccedil;&atilde;o de renda atrav&eacute;s das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, ocasionando o d&eacute;fice fiscal. A Terceira Via, por sua vez, por ter o mesmo diagn&oacute;stico de crise do Estado; a sua proposta de reform&aacute;-lo passa por princ&iacute;pios gerenciais, com a l&oacute;gica da sociedade civil empreendedora que deve executar as tarefas do Estado (Peroni, 2013). De alguma forma, as duas teorias prop&otilde;em a transfer&ecirc;ncia para a sociedade, em alguma medida, da dire&ccedil;&atilde;o e da execu&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas sociais, o que Rhodes (1996) define como a privatiza&ccedil;&atilde;o via dire&ccedil;&atilde;o e execu&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas educativas.</p>     <p>Depreendemos que essa situa&ccedil;&atilde;o envolve um processo de mercantiliza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o sem precedentes na hist&oacute;ria. Rikowski (2014) ajuda-nos a entender tal processo, quando apresenta os conceitos de mercantiliza&ccedil;&atilde;o, comoditiza&ccedil;&atilde;o e capitaliza&ccedil;&atilde;o. E cita Marginson (1997), que apresenta a &lsquo;mercantiliza&ccedil;&atilde;o&rsquo; como uma s&iacute;ntese das tend&ecirc;ncias dos mercados na educa&ccedil;&atilde;o, composta pelos processos sociais e econ&oacute;micos que fomentam o desenvolvimento, a intensifica&ccedil;&atilde;o e a for&ccedil;a dos mercados na educa&ccedil;&atilde;o e outras &aacute;reas da vida social. Ainda citando Marginson (1997), Rikowski (2014, p. 28) apresenta cinco caracter&iacute;sticas necess&aacute;rias para o estabelecimento de um mercado educacional: 1. Os mercados envolvem a produ&ccedil;&atilde;o de mercadorias (<i>commodities</i>)&nbsp; (que s&atilde;o compradas e vendidas); 2. H&aacute; um campo de produ&ccedil;&atilde;o definido (por exemplo, escolaridade, forma&ccedil;&atilde;o ou ensino superior); 3. H&aacute; uma troca monet&aacute;ria entre produtor e consumidor de mercadorias (<i>commodities</i>); 4. Existem rela&ccedil;&otilde;es de concorr&ecirc;ncia entre os produtores; 5. H&aacute; mercado de subjetividades&nbsp; &ndash; as atitudes e comportamentos adequados ao mercado de produ&ccedil;&atilde;o, consumo e troca. Verificamos que o processo de mercantiliza&ccedil;&atilde;o envolve, no caso brasileiro, o campo da educa&ccedil;&atilde;o e a constitui&ccedil;&atilde;o desta como mercadoria, conforme as caracter&iacute;sticas 1 a 4 do autor (cf. Adri&atilde;o &amp; Garcia, 2014; Adri&atilde;o, 2014; Adri&atilde;o, Garcia, Borghi, &amp; Arelaro, 2009; Robertson &amp; Verger, 2012). Parece ainda estar em curso a forma&ccedil;&atilde;o de subjetividades, quanto &agrave;s atitudes e comportamentos vinculados ao mercado de produ&ccedil;&atilde;o, consumo e troca, para que tem sido chamada a aten&ccedil;&atilde;o em pesquisas em torno do conte&uacute;do da educa&ccedil;&atilde;o (cf., por exemplo, Peroni, 2015, 2016).</p>     <p>Laval (2004) tamb&eacute;m apresenta v&aacute;rias formas de mercantiliza&ccedil;&atilde;o na educa&ccedil;&atilde;o: a que destina a escola a fornecer m&atilde;o-de-obra adaptada &agrave;s necessidades da economia; a interven&ccedil;&atilde;o mais direta das empresas na pedagogia, conte&uacute;dos escolares, valida&ccedil;&atilde;o das estruturas curriculares e diplomas, que pretende instituir nas escolas a l&oacute;gica de mercado; a ado&ccedil;&atilde;o de escolas por empresas, interferindo no seu programa educativo; a publicidade, atrav&eacute;s do financiamento de artigos escolares com o logo da empresa. Laval (2004) observa, ainda, que esses movimentos geram dois tipos de fen&oacute;menos: a escola como mercado (publicidade ou venda de produtos) e a escola como produtora de mercadorias espec&iacute;ficas (suportes e conte&uacute;dos de ensino). Verificamos que, mais do que privatizar escolas, importa ao mercado interferir na pol&iacute;tica educacional, principalmente nos casos de parcerias dos Institutos Ayrton Senna e Unibanco com escolas do ensino fundamental e m&eacute;dio, em que o conte&uacute;do da educa&ccedil;&atilde;o &eacute; monitorizado, com metas estabelecidas pelos Institutos, o que Laval chama de "mercadorias espec&iacute;ficas" (Peroni, 2016).</p>     <p>Concordamos que o processo de mercantiliza&ccedil;&atilde;o ocorre tamb&eacute;m quando o privado define o conte&uacute;do da educa&ccedil;&atilde;o. Semelhante processo de privatiza&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico tem consequ&ecirc;ncias para a democratiza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o, pois concordamos com Vieira (1998) quando diz que "n&atilde;o h&aacute; est&aacute;gio democr&aacute;tico, mas h&aacute; processo democr&aacute;tico pelo qual a vontade da maioria ou a vontade geral vai assegurando o controle sobre os interesses da administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica" (p. 12). Afirma tamb&eacute;m: "Quanto mais coletiva a decis&atilde;o, mais democr&aacute;tica ela &eacute;. Qualquer conceito de democracia, e h&aacute; v&aacute;rios deles, importa em grau crescente de coletiviza&ccedil;&atilde;o de decis&otilde;es" (Vieira, 1998, p. 12). No entanto, a coletiviza&ccedil;&atilde;o das decis&otilde;es como parte da constru&ccedil;&atilde;o do processo democr&aacute;tico foi cada vez mais subsumida pelo processo de privatiza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Destacamos que, nas nossas pesquisas, entendemos que a mercantiliza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica n&atilde;o &eacute; uma abstra&ccedil;&atilde;o, mas ocorre via sujeitos e processos. Trata-se de sujeitos individuais e coletivos que est&atilde;o cada vez mais organizados, em redes do &acirc;mbito local ao global, com diferentes graus de influ&ecirc;ncia e que falam de diferentes lugares: setor financeiro, organismos internacionais, setor governamental. Algumas institui&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m fins lucrativos e outras n&atilde;o, ou n&atilde;o claramente, mas &eacute; importante destacar que entendemos as redes como sujeitos (individuais e coletivos) em rela&ccedil;&atilde;o com projetos de classe (Peroni, 2016).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Wood (2014) tamb&eacute;m trata do importante papel do Estado para o capital neste per&iacute;odo particular do capitalismo, de financeiriza&ccedil;&atilde;o e globaliza&ccedil;&atilde;o: "O capital global ainda (na verdade, mais do que nunca) exige uma ordem pol&iacute;tica, social e legal rigidamente regulada e previs&iacute;vel" (p. 11). A autora argumenta que</p>     <p>     <blockquote>o capitalismo precisa de estabilidade e previsibilidade nas suas organiza&ccedil;&otilde;es sociais. O Estado na&ccedil;&atilde;o ofereceu isso por meio de uma elaborada estrutura legal e institucional, apoiada pela for&ccedil;a coercitiva, para sustentar as rela&ccedil;&otilde;es de propriedades do capitalismo, seu complexo aparelho contratual e suas intrincadas transa&ccedil;&otilde;es financeiras. (Wood, 2014, p. 26)</blockquote>     <p></p>     <p>Alguns autores apontam que o estado nacional est&aacute; em decl&iacute;nio; no entanto, para a autora, o "Estado &eacute; hoje mais essencial do que nunca para o capital mesmo &ndash; ou especialmente &ndash; em sua forma global. A forma pol&iacute;tica da globaliza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; um estado global, mas um sistema global de Estados m&uacute;ltiplos" (Wood, 2014, p. 18). E a autora explica por que o Estado &eacute; t&atilde;o importante para a acumula&ccedil;&atilde;o de capital no per&iacute;odo de financeiriza&ccedil;&atilde;o do capital: "o poder econ&oacute;mico do capital n&atilde;o pode existir sem o apoio da for&ccedil;a extra-econ&oacute;mica; e a for&ccedil;a extra-econ&oacute;mica &eacute; hoje, tal como antes, oferecida primariamente pelo Estado" (Wood, 2014, p. 18).</p>     <p>Assim, a globaliza&ccedil;&atilde;o, principalmente a financeira, mas tamb&eacute;m a produtiva, com as mudan&ccedil;as nos mercados mundiais, n&atilde;o minimiza o papel do Estado, mas o redefine. Enfim, s&atilde;o mudan&ccedil;as profundas n&atilde;o apenas na produ&ccedil;&atilde;o, mas no modo de vida da sociedade. Entendemos que essas redefini&ccedil;&otilde;es no papel do Estado modificam as fronteiras entre o p&uacute;blico e o privado e materializam-se das mais variadas formas.</p>     <p>Entendemos que, se as redefini&ccedil;&otilde;es no papel do Estado e o aumento da privatiza&ccedil;&atilde;o em &acirc;mbito internacional (cf. Ball &amp; Junemann, 2012; Ball &amp; Olmedo, 2013; Ball, 2012; Robertson &amp; Verger, 2012; Robertson, Mundy, Verger, &amp; Menashy, 2012) apresentam importantes implica&ccedil;&otilde;es para o processo de democratiza&ccedil;&atilde;o e para a minimiza&ccedil;&atilde;o de direitos universais e de qualidade para todos, tal &eacute; ainda mais problem&aacute;tico em pa&iacute;ses que viveram ditaduras e est&atilde;o num processo recente de luta por direitos materializados em pol&iacute;ticas.</p>     <p>Desse modo, &eacute; importante ressaltar a especificidade brasileira na an&aacute;lise das redefini&ccedil;&otilde;es do papel do Estado, pois ele foi, historicamente, vinculado aos interesses privados (cf. Pires, 2015; Vieira, 1998). Os avan&ccedil;os das lutas por direitos sociais ocorreram no momento p&oacute;s-ditadura, na d&eacute;cada de 1980, em que entraram em debate processos de democratiza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o, participa&ccedil;&atilde;o, coletiviza&ccedil;&atilde;o das decis&otilde;es, assim como direitos sociais materializados em pol&iacute;ticas. Ao mesmo tempo, os processos de neoliberalismo, reestrutura&ccedil;&atilde;o produtiva e financeiriza&ccedil;&atilde;o redefiniam o papel do Estado para com as pol&iacute;ticas sociais, com um diagn&oacute;stico de crise fiscal e redu&ccedil;&atilde;o de custos, com graves consequ&ecirc;ncias para a constru&ccedil;&atilde;o da democracia e da efetiva&ccedil;&atilde;o dos direitos sociais, materializados em pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, dando lugar ao que temos chamado de "naturaliza&ccedil;&atilde;o do poss&iacute;vel" (cf. Peroni, 2003, 2013). Ocorreram avan&ccedil;os ineg&aacute;veis no acesso &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, como a amplia&ccedil;&atilde;o de direitos pela universaliza&ccedil;&atilde;o do acesso, inclus&atilde;o de alunos com necessidades especiais, maior participa&ccedil;&atilde;o na vida escolar; no entanto, n&atilde;o ocorreram as condi&ccedil;&otilde;es materiais com a mesma intensidade das mudan&ccedil;as, que foram realizadas com os "recursos poss&iacute;veis" e, muitas vezes, em detrimento de sal&aacute;rios e condi&ccedil;&otilde;es de trabalho dos profissionais da educa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Assim sendo, vivemos a contradi&ccedil;&atilde;o de que estamos avan&ccedil;ando lentamente em alguns direitos materializados em parte na Constitui&ccedil;&atilde;o Federal de 1988 e na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) de 1996, como a gest&atilde;o democr&aacute;tica da educa&ccedil;&atilde;o, a educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica entendida como educa&ccedil;&atilde;o infantil, fundamental e m&eacute;dia, a gratuidade da educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, entre outros. E, ao mesmo tempo, num processo de correla&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as, a privatiza&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico &eacute; cada vez maior, conforme analisamos nas pesquisas apresentadas neste artigo. N&atilde;o temos a pretens&atilde;o de mostrar todas as formas de privatiza&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico, pois s&atilde;o muitas e cada vez mais variadas; assim, escolhemos estudar em cada etapa e modalidade da educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica a que melhor a materializa. Tivemos a inten&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m, de demonstrar diferentes processos em que o setor p&uacute;blico transfere a execu&ccedil;&atilde;o ou em que a oferta &eacute; p&uacute;blica mas o privado assume a dire&ccedil;&atilde;o, como nas parcerias, conforme apresentaremos nos pr&oacute;ximos itens.</p>     <p><b>1.1. A oferta permanece p&uacute;blica e o privado atua na dire&ccedil;&atilde;o e execu&ccedil;&atilde;o definindo o conte&uacute;do da educa&ccedil;&atilde;o via parcerias</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No ensino fundamental e m&eacute;dio no Brasil, a garantia do acesso &agrave; educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica foi ampliada, o que consideramos um avan&ccedil;o neste processo. No entanto, tamb&eacute;m verificamos a presen&ccedil;a cada vez maior do privado mercantil na defini&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica. O Estado continua a ser o respons&aacute;vel pelo acesso, e inclusive amplia as vagas p&uacute;blicas, mas o "conte&uacute;do" pedag&oacute;gico e de gest&atilde;o da escola &eacute; cada vez mais determinado por institui&ccedil;&otilde;es que introduzem a l&oacute;gica mercantil, com a justifica&ccedil;&atilde;o de que, ao agir assim, est&atilde;o a contribuir para a qualidade da escola p&uacute;blica. A oferta &eacute; p&uacute;blica em 84,26% das matr&iacute;culas no ensino fundamental (EF) e 86,75% do ensino m&eacute;dio (EM), sendo que em institui&ccedil;&otilde;es privadas est&atilde;o inscritos apenas 15,73% dos alunos no EF e 13,25% no EM<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>. A oferta aumentou para quem historicamente n&atilde;o teve acesso e esta amplia&ccedil;&atilde;o ocorreu na escola p&uacute;blica. O que se privatizou nestas etapas do ensino obrigat&oacute;rio foi o que chamamos de "conte&uacute;do da educa&ccedil;&atilde;o". A privatiza&ccedil;&atilde;o ocorre atrav&eacute;s de parcerias (cf. Adri&atilde;o &amp; Peroni, 2010) ou venda de sistemas privados (cf. Adri&atilde;o et al., 2009). As parcerias envolvem processos de privatiza&ccedil;&atilde;o da escola p&uacute;blica, atrav&eacute;s da execu&ccedil;&atilde;o e da dire&ccedil;&atilde;o, pois definem o conte&uacute;do da educa&ccedil;&atilde;o e executam a sua proposta por meio da forma&ccedil;&atilde;o, da avalia&ccedil;&atilde;o, da monitoriza&ccedil;&atilde;o, da premia&ccedil;&atilde;o e de aplica&ccedil;&atilde;o de san&ccedil;&otilde;es que permitem um controlo de que o seu produto ser&aacute; executado.</p>     <p>Demos prioridade, nas pesquisas, &agrave;s parcerias que t&ecirc;m atua&ccedil;&atilde;o nacional e influenciam em maior escala a educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica no Brasil, como foi o caso do Instituto Ayrton Senna (IAS), no ensino fundamental, e do Instituto Unibanco, no ensino m&eacute;dio. Os Institutos atuam no conte&uacute;do da educa&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s da forma&ccedil;&atilde;o de professores, do material did&aacute;tico, da rotina das aulas, e tamb&eacute;m atrav&eacute;s da monitoriza&ccedil;&atilde;o das escolas e da atua&ccedil;&atilde;o do professor, numa rela&ccedil;&atilde;o de controlo e exig&ecirc;ncia dos resultados. A atua&ccedil;&atilde;o do setor privado ocorre cada vez mais na dire&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas, com o pressuposto de que a qualidade da educa&ccedil;&atilde;o deve ser definida pela l&oacute;gica de mercado.</p>     <p>O financiamento ocorre em parte atrav&eacute;s do governo federal ou da ren&uacute;ncia de receitas, em que as empresas deixam de pagar impostos cujo montante doam para estes Institutos. &Eacute; importante ainda destacar que n&atilde;o h&aacute; controlo p&uacute;blico efetivo sobre onde s&atilde;o gastos os recursos das ren&uacute;ncias de receitas<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>.</p>     <p>Os Institutos sabem que n&atilde;o adianta ter apenas as grandes normas da pol&iacute;tica e da educa&ccedil;&atilde;o e que &eacute; preciso influenciar na sala de aula para efetivar a mudan&ccedil;a. O Instituto Ayrton Senna (IAS) iniciou programas complementares no per&iacute;odo inverso ao das aulas e depois apenas em classes de acelera&ccedil;&atilde;o, mas passou a influenciar na pol&iacute;tica educacional como um todo, indo desde o curr&iacute;culo e a aula at&eacute; &agrave; gest&atilde;o do sistema e da escola. O Instituto percebeu que, para ter mudan&ccedil;as substantivas, n&atilde;o adiantaria atuar apenas em quest&otilde;es focalizadas, mas na educa&ccedil;&atilde;o como um todo. Portanto, atualmente planeia, monitoriza e avalia os sistemas p&uacute;blicos atrav&eacute;s da Rede Vencer.</p>     <p>O IAS vincula a aprendizagem &agrave; gest&atilde;o das escolas. Entende que a escola deve ter uma gest&atilde;o gerencial, rigidamente monitorizada e com atividades padronizadas, atrav&eacute;s de aulas prontas e uma rotina pr&eacute;-fixada. Define que o foco deve ser na matem&aacute;tica e na l&iacute;ngua materna, que s&atilde;o as atividades avaliadas nas provas nacionais. Entende que a aprendizagem &eacute; um produto, que pode ser mensurado atrav&eacute;s dos resultados das avalia&ccedil;&otilde;es e de metas pr&eacute;-estabelecidas (cf. Adri&atilde;o &amp; Peroni, 2010).</p>     <p>O Instituto Unibanco (IU) atua em escolas de ensino m&eacute;dio com o Projeto Jovem de Futuro (PJF), em parceria com o Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o, no Programa Ensino M&eacute;dio Inovador (PROEMI). A parceria passou a chamar-se ProEMI/JF. A proposta do PROEMI &eacute; focada no curr&iacute;culo, enquanto o PJF apresenta uma proposta mais vinculada &agrave; gest&atilde;o da escola como indutora da aprendizagem dos alunos. Para o Instituto Unibanco, a gest&atilde;o da escola &eacute; considerada ineficiente e ineficaz, e prop&otilde;e a Gest&atilde;o Escolar para Resultados (GEpR), que adota sistemas de informa&ccedil;&atilde;o voltados para a monitoriza&ccedil;&atilde;o, controlo e avalia&ccedil;&atilde;o. Este deslocamento do curr&iacute;culo para a gest&atilde;o &eacute; parte do diagn&oacute;stico neoliberal, de que a crise atual &eacute; uma crise de m&aacute; gest&atilde;o do setor p&uacute;blico, que com uma gest&atilde;o gerencial seria resolvida. Este diagn&oacute;stico parte de um pressuposto de que a aprendizagem &eacute; um produto e que deve ser mensurada e tratada atrav&eacute;s de mecanismos gerenciais para que o &lsquo;resultado&rsquo; esteja de acordo com as metas definidas (cf. Caetano &amp; Peroni, 2015).</p>     <p>&nbsp;&nbsp; Verificamos que nos dois Institutos estudados s&atilde;o refor&ccedil;adas as disciplinas vinculadas &agrave;s avalia&ccedil;&otilde;es internacionais, os m&eacute;todos s&atilde;o padronizados e replic&aacute;veis, menos cr&iacute;ticos e com cada vez menos conhecimento. E estes processos t&ecirc;m-se estabelecido com certa naturalidade na comunidade educacional e sociedade em geral, pois s&atilde;o muitas vezes vistos como sucesso escolar.</p>     <p><b>1.2 O poder p&uacute;blico transfere a execu&ccedil;&atilde;o da oferta educacional para o setor privado com ou sem fins lucrativos</b></p>     <p>Destacamos que, no ensino fundamental e m&eacute;dio, a oferta foi expandida via escola p&uacute;blica e a privatiza&ccedil;&atilde;o ocorreu mais no conte&uacute;do da educa&ccedil;&atilde;o; no entanto, outras etapas da educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, como a educa&ccedil;&atilde;o infantil ou as modalidades de educa&ccedil;&atilde;o de jovens e adultos (EJA) e educa&ccedil;&atilde;o profissional, vivem outro processo em que o poder p&uacute;blico transfere a execu&ccedil;&atilde;o da oferta educacional para o setor privado com ou sem fins lucrativos, como forma de barateamento ou racionaliza&ccedil;&atilde;o de recursos. Por exemplo, nas creches e na Educa&ccedil;&atilde;o de Jovens e Adultos (EJA), setores mais fr&aacute;geis envolvendo crian&ccedil;as ou adultos que n&atilde;o tiveram acesso &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, muitas vezes n&atilde;o s&atilde;o contratados professores com forma&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que os professores concursados lentamente adquiriram direitos e a transfer&ecirc;ncia de responsabilidades (terceiriza&ccedil;&atilde;o) &eacute; feita com profissionais mais baratos, muitas vezes volunt&aacute;rios, o que consideramos um processo de precariza&ccedil;&atilde;o do trabalho docente. Um estudo de Susin (2009) demonstra que nas creches comunit&aacute;rias os espa&ccedil;os nem sempre s&atilde;o adequados, os processos democr&aacute;ticos no interior da escola, que foram uma conquista da escola p&uacute;blica, nas institui&ccedil;&otilde;es contratadas n&atilde;o est&atilde;o normalmente presentes. A admiss&atilde;o dos estudantes n&atilde;o tem crit&eacute;rios transparentes e nem sempre o ensino &eacute; gratuito. Normalmente s&atilde;o institui&ccedil;&otilde;es para alunos muito pobres, e mesmo uma mensalidade baixa j&aacute; onera o or&ccedil;amento das fam&iacute;lias, o que consideramos question&aacute;vel do ponto de vista do direito &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, pois no Brasil muito lutamos pela gratuidade da educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica.</p>     <p>Na EJA, observamos ainda que os professores muitas vezes s&atilde;o contratados em outro turno com bolsa, recebendo menos do que o seu sal&aacute;rio, o que tamb&eacute;m entendemos como uma forma de precariza&ccedil;&atilde;o (cf. Brasil, 2012; Comerlato &amp; Moraes, 2013).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na educa&ccedil;&atilde;o profissional destacamos o programa proposto pelo governo federal em 2011, o PRONATEC (Programa Nacional de Acesso ao Ensino T&eacute;cnico e Emprego), que visa a melhoria da qualidade do ensino m&eacute;dio p&uacute;blico por meio da articula&ccedil;&atilde;o com a educa&ccedil;&atilde;o profissional e a amplia&ccedil;&atilde;o das "oportunidades educacionais dos trabalhadores por meio do incremento da forma&ccedil;&atilde;o e qualifica&ccedil;&atilde;o profissional" (Brasil, 2011b, art. 2). Para a execu&ccedil;&atilde;o do programa est&aacute; prevista a participa&ccedil;&atilde;o de institui&ccedil;&otilde;es privadas: "O PRONATEC poder&aacute; ainda ser executado com a participa&ccedil;&atilde;o de entidades privadas sem fins lucrativos, devidamente habilitadas, mediante a celebra&ccedil;&atilde;o de conv&ecirc;nio, acordo, contrato, ajuste ou instrumento cong&ecirc;nere" (Brasil, 2011b, art. 8). Questionamos a conce&ccedil;&atilde;o de trabalho proposta pelo governo federal, que, ao transferir recursos tamb&eacute;m para institui&ccedil;&otilde;es privadas para execu&ccedil;&atilde;o do programa, abre m&atilde;o de uma proposta de forma&ccedil;&atilde;o profissional.</p>     <p>Verificamos tamb&eacute;m que, ao mesmo tempo, expandiu-se a rede p&uacute;blica de educa&ccedil;&atilde;o profissional, mas n&atilde;o ao ritmo necess&aacute;rio, e em paralelo foi feita a amplia&ccedil;&atilde;o via parcerias, atrav&eacute;s do PRONATEC (cf. Brasil, 2011b; Rodrigues &amp; Santos, 2013).</p>     <p>A Educa&ccedil;&atilde;o Especial foi historicamente vinculada a institui&ccedil;&otilde;es filantr&oacute;picas e vista como caridade. Quando lutamos por educa&ccedil;&atilde;o para todos, pensamos em todos com as suas especificidades. Foi definido um processo denominado de inclus&atilde;o em que as crian&ccedil;as com necessidades especiais foram acolhidas nas escolas regulares. No entanto, tal ocorreu, com algumas exce&ccedil;&otilde;es, sem recursos humanos e materiais para que a inclus&atilde;o fosse feita com qualidade. Assim que, atualmente, ocorre o retorno de parcerias com as institui&ccedil;&otilde;es filantr&oacute;picas (cf. Borowsky, 2013; Peroni, 2011).</p>     <p>Apesar de, nas normas, o poder p&uacute;blico ter alguma regula&ccedil;&atilde;o, na pr&aacute;tica muitas vezes n&atilde;o h&aacute; fiscaliza&ccedil;&atilde;o, ou h&aacute; o entendimento de que &eacute; melhor garantir o funcionamento prec&aacute;rio do que fechar e deixar a popula&ccedil;&atilde;o desassistida.</p>     <p>Verificamos que, apesar de uma das justifica&ccedil;&otilde;es para transferir responsabilidades para o setor privado ser a racionaliza&ccedil;&atilde;o de recursos, o poder p&uacute;blico, em alguns processos, diminui custos para as popula&ccedil;&otilde;es mais vulner&aacute;veis com as creches, a educa&ccedil;&atilde;o de jovens e adultos, a educa&ccedil;&atilde;o profissional, mas, por outro lado, contrata assessorias e parcerias e compra produtos privados que oneram em muito o or&ccedil;amento (cf. Bittencourt &amp; Oliveira, 2013).</p>     <p><b>1.3 A atua&ccedil;&atilde;o do setor privado na dire&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas educativas</b></p>     <p>Apesar de serem muitos os editais, formas de terceiriza&ccedil;&atilde;o e compra dos mais diversos "produtos", desde a forma&ccedil;&atilde;o, gest&atilde;o, aprendizagem, apresentamos aqui a influ&ecirc;ncia dos empres&aacute;rios na dire&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas educativas e venda de produtos educacionais atrav&eacute;s do Movimento Todos pela Educa&ccedil;&atilde;o (TPE). O Movimento TPE atua influenciando a agenda da pol&iacute;tica educacional no pa&iacute;s, monitorizando e avaliando resultados e pressionando diretamente o poder executivo e legislativo para cumprir o seu programa educacional.</p>     <p>Destacamos a presen&ccedil;a de empres&aacute;rios vinculados ao Movimento TPE na venda de tecnologias educacionais, atrav&eacute;s de um Guia de Tecnologias certificado pelo governo federal. O Guia &eacute; parte do Plano de Desenvolvimento da Educa&ccedil;&atilde;o (PDE)<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>, que prev&ecirc; a&ccedil;&otilde;es de assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica e/ou financeira, que podem ser solicitadas pelos munic&iacute;pios em quatro dimens&otilde;es: gest&atilde;o educacional; forma&ccedil;&atilde;o de professores e de profissionais de servi&ccedil;o e apoio escolar; pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas e avalia&ccedil;&atilde;o; infraestrutura f&iacute;sica e recursos pedag&oacute;gicos (cf. Bernardi, Uczak, &amp; Rossi, 2015; Brasil, 2011a).</p>     <p>Quanto &agrave; atua&ccedil;&atilde;o do Estado neste processo de rela&ccedil;&atilde;o p&uacute;blico-privado verificamos que, em muitos casos, o Estado continua a financiar os programas, apesar de a execu&ccedil;&atilde;o ser privada. No que se refere &agrave; dire&ccedil;&atilde;o, observamos em alguns casos que o poder p&uacute;blico continua a ser o executor, mas a dire&ccedil;&atilde;o e o controlo passam para institui&ccedil;&otilde;es privadas, como nos casos brasileiros do Instituto Ayrton Senna e Instituto Unibanco.</p>     <p>Quanto ao controlo, observamos que o Estado em parte permanece atuando, no Brasil, por via da avalia&ccedil;&atilde;o institucional, mas tamb&eacute;m atrav&eacute;s dos editais de contrata&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es do terceiro setor, que v&atilde;o executar as pol&iacute;ticas educativas. Neste caso, o governo acaba por definir um determinado &lsquo;produto&rsquo; e contrata quem se ajusta a este perfil. Isto tamb&eacute;m prejudica o processo de democratiza&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que o desenvolvimento das pol&iacute;ticas educativas n&atilde;o ocorre no &acirc;mbito de institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, perme&aacute;veis &agrave; correla&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as, num processo de coletiviza&ccedil;&atilde;o das decis&otilde;es.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este &eacute; outro ponto pol&eacute;mico da rela&ccedil;&atilde;o entre o p&uacute;blico e o democr&aacute;tico. Quando o governo compra um &lsquo;produto&rsquo; educacional atrav&eacute;s de editais com recursos vultuosos, ocorre o contr&aacute;rio da democratiza&ccedil;&atilde;o como coletiviza&ccedil;&atilde;o das decis&otilde;es, que tratamos no in&iacute;cio do artigo, e fortalece-se a ideia neoliberal de retirar o poder das institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas por serem perme&aacute;veis &agrave; correla&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as (cf. Buchanan, MacCormick, Tollison, &amp; Pardo, 1984). As institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, se s&atilde;o democr&aacute;ticas, s&atilde;o o espa&ccedil;o da correla&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as, e o produto final, num processo verdadeiramente democr&aacute;tico, n&atilde;o pode ser definido <i>a priori</i>. &Eacute; importante resgatar as institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas como espa&ccedil;os democr&aacute;ticos, com interesses coletivos e com par&acirc;metros de justi&ccedil;a social.</p>     <p>&nbsp;</p> <ol start="2">       <li><b> Portugal. Uma problem&aacute;tica para um questionamento sobre a constru&ccedil;&atilde;o do Estado de Bem-estar: Globaliza&ccedil;&atilde;o, europeiza&ccedil;&atilde;o, governa&ccedil;&atilde;o e gerencialismo</b></li>     </ol>     <p>Os estudos aqui discutidos sobre educa&ccedil;&atilde;o em Portugal partem de um enfoque te&oacute;rico-metodol&oacute;gico que partilha as principais perspetivas anal&iacute;ticas desenvolvidas pelo grupo de pesquisas brasileiro; as quest&otilde;es de investiga&ccedil;&atilde;o que, de seguida, s&atilde;o especificamente exploradas procuram articular as problem&aacute;ticas da <i>governa&ccedil;&atilde;o</i> e da reforma do Estado <i>gerencial</i>, no quadro da <i>globaliza&ccedil;&atilde;o</i> e <i>europeiza&ccedil;&atilde;o</i> da educa&ccedil;&atilde;o. Estes questionamentos pretendem contribuir para elucidar transforma&ccedil;&otilde;es do papel do Estado, que envolvem processos de privatiza&ccedil;&atilde;o, no dom&iacute;nio do bem-estar e dos direitos sociais, em particular o direito fundamental &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, no nosso pa&iacute;s, a partir dos anos 80 do s&eacute;culo passado.</p>     <p>A problem&aacute;tica da governa&ccedil;&atilde;o e da reforma do Estado gerencial &eacute; convocada para dar conta da cria&ccedil;&atilde;o de novas modalidades de provis&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o (e outros bens e servi&ccedil;os que concretizam direitos sociais) e de coordena&ccedil;&atilde;o sociopol&iacute;tica que envolvem a reconstru&ccedil;&atilde;o em novos moldes da centralidade (para fazer o qu&ecirc;? Em nome e em benef&iacute;cio dos interesses de quem?) e das prioridades do Estado e outras autoridades pol&iacute;ticas (a Uni&atilde;o Europeia (UE), por exemplo) (cf. Clarke &amp; Newman, 1997; Dale, 1997). Tem vindo assim a ser progressivamente fabricado um universo educacional de fronteiras movedi&ccedil;as, "formas organizacionais hibridizadas, arranjos de governan&ccedil;a inovadores" (Newman &amp; Clarke, 2012, p. 353), com "o envolvimento de uma multiplicidade de novos provedores de diferentes tipos, e a redistribui&ccedil;&atilde;o de poder e responsabilidade" (Junemann &amp; Ball, 2013, p. 423). Os fen&oacute;menos de desestatiza&ccedil;&atilde;o do regime pol&iacute;tico ocorrem ent&atilde;o a par e passo com desenvolvimentos de desnacionaliza&ccedil;&atilde;o do Estado, alterando escalas, atribui&ccedil;&otilde;es, protagonistas (Jessop, 1995, cit. em Santos, 2001), e impulsionando, no dizer de alguns, uma desloca&ccedil;&atilde;o de governo para governa&ccedil;&atilde;o (<i>a shift from government to governance</i>) (Jessop, 1995). Lan&ccedil;ado no bojo das crises do capitalismo e da democracia e na sequ&ecirc;ncia das cr&iacute;ticas e propostas, de sinal contr&aacute;rio, em torno da legitimidade ou da governabilidade, o programa da governa&ccedil;&atilde;o, entendida como matriz de regula&ccedil;&atilde;o sociopol&iacute;tica de orienta&ccedil;&atilde;o hegem&oacute;nica, &eacute; tematizado a partir daquela &uacute;ltima (Santos, 2005). &Eacute; esse o sentido das tend&ecirc;ncias e propostas de mudan&ccedil;a de regime, em torno da privatiza&ccedil;&atilde;o, mercantiliza&ccedil;&atilde;o e liberaliza&ccedil;&atilde;o, dominante entre meados dos anos 80 e 90. Por seu lado, tamb&eacute;m as reivindica&ccedil;&otilde;es de participa&ccedil;&atilde;o popular, inclus&atilde;o e justi&ccedil;a sociais marcam a agenda pol&iacute;tica da governa&ccedil;&atilde;o contra-hegem&oacute;nica, promovida por atores e processos comprometidos com a interpela&ccedil;&atilde;o do capitalismo e da democracia em termos de redistribui&ccedil;&atilde;o e emancipa&ccedil;&atilde;o social e protagonizada por uma pluralidade de sujeitos e de projetos (cf. Santos, 2005). Como insistentemente sublinha Cardoso (2005),</p>     <p>     <blockquote>Importa reflectir sobre os interesses que s&atilde;o promovidos e sobre o que esses interesses est&atilde;o fazendo &agrave; rela&ccedil;&atilde;o Estado-mercado-sociedade civil &hellip; e faz&ecirc;-lo num quadro em que os resultados de qualquer iniciativa ou desenvolvimento s&atilde;o avaliados pela forma como os padr&otilde;es de igualdade e de justi&ccedil;a social se manifestam em cada local (p. 113).</blockquote>     <p></p>     <p>Assim, a genealogia da governa&ccedil;&atilde;o, inscrita nas transi&ccedil;&otilde;es, quer do regime de acumula&ccedil;&atilde;o, quer do sistema pol&iacute;tico, situa os desenvolvimentos em discuss&atilde;o na gesta&ccedil;&atilde;o de formas pol&iacute;ticas alternativas, em que capitalismo e democracia se interpelaram no bojo da instabiliza&ccedil;&atilde;o do regime fordista de Estado de Bem-estar.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As din&acirc;micas de <i>globaliza&ccedil;&atilde;o</i> inscrevem-se nestes processos, modelando-os e sendo alimentadas por eles. Considera-se, ent&atilde;o, que as prioridades, orienta&ccedil;&otilde;es, demandas, problemas e solu&ccedil;&otilde;es colocados e encontrados (constituindo uma agenda) para a educa&ccedil;&atilde;o, nos diversos espa&ccedil;os pol&iacute;ticos relevantes (nacional, bloco regional, continental, subnacional), s&atilde;o constru&iacute;dos e impulsionados por press&otilde;es, exig&ecirc;ncias, protagonistas e processos globais. Estes consistem em <i>feixes diferenciados, assim&eacute;tricos, contradit&oacute;rios e desequilibrados</i> de "rela&ccedil;&otilde;es sociais de escala mundial" (Santos, 1997, p. 14), pelos quais "determinada condi&ccedil;&atilde;o ou entidade local estende a sua influ&ecirc;ncia a todo o globo desenvolvendo a capacidade de designar como local outra condi&ccedil;&atilde;o social ou entidade rival" (Giddens, 1992, p. 50). Argumenta-se que as rela&ccedil;&otilde;es entre educa&ccedil;&atilde;o e globaliza&ccedil;&atilde;o podem ser descritas e exploradas questionando os termos da <i>agenda globalmente estruturada para a educa&ccedil;&atilde;o </i>(que prioridades? que protagonistas? que estruturas? que processos?) (Antunes, 2004; Dale, 2001).</p>     <p>A discuss&atilde;o que a seguir se apresenta procura ent&atilde;o elucidar altera&ccedil;&otilde;es no papel do Estado, enquanto protagonista de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas que t&ecirc;m vindo a impulsionar mudan&ccedil;as em educa&ccedil;&atilde;o com impacto na concretiza&ccedil;&atilde;o do bem-estar social e do direito da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa &agrave; educa&ccedil;&atilde;o. Este debate &eacute; enquadrado por investiga&ccedil;&otilde;es sobre as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de cria&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento do subsistema de escolas profissionais (de n&iacute;vel secund&aacute;rio) entre 1989-1998 e sobre a cria&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento do dispositivo de reconhecimento, valida&ccedil;&atilde;o e certifica&ccedil;&atilde;o de adquiridos experienciais, no quadro da pol&iacute;tica de educa&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o de adultos, entre 1999-2011.&nbsp;</p>     <p><b>2.1. Trajet&oacute;rias de democratiza&ccedil;&atilde;o, europeiza&ccedil;&atilde;o e privatiza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o: Notas de pesquisas </b></p>     <p>Em Portugal foram sendo constitu&iacute;das nestas &uacute;ltimas d&eacute;cadas e s&atilde;o hoje observ&aacute;veis m&uacute;ltiplas din&acirc;micas de privatiza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o, impulsionadas por medidas estatais, pela a&ccedil;&atilde;o de setores e grupos mais ou menos organizados e aut&oacute;nomos (Associa&ccedil;&otilde;es EPIS, do Ensino Particular e Cooperativo, empresas) ou por estrat&eacute;gias das fam&iacute;lias (como ocorre com as &lsquo;explica&ccedil;&otilde;es&rsquo;) (cf. Costa, Neto-Mendes, &amp; Ventura, 2008). No entanto, mesmo constituindo um t&oacute;pico presente no debate pol&iacute;tico nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, com den&uacute;ncias recorrentes e mesmo com investiga&ccedil;&otilde;es policiais e judiciais em curso, com ecos regulares na comunica&ccedil;&atilde;o social<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>, esta problem&aacute;tica n&atilde;o tem originado um corpo de pesquisas cient&iacute;ficas suficientemente vasto para permitir a constitui&ccedil;&atilde;o de conhecimento abrangente e consistente, pelo que persiste como uma esp&eacute;cie de face ignorada da realidade educacional no terreno.</p>     <p>As pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, as din&acirc;micas e processos sociais associados &agrave;s globaliza&ccedil;&otilde;es e &agrave; constitui&ccedil;&atilde;o da UE, a reestrutura&ccedil;&atilde;o da economia global em curso, tamb&eacute;m desde meados dos anos 70, a negocia&ccedil;&atilde;o da posi&ccedil;&atilde;o (semiperif&eacute;rica?) da economia e da sociedade portuguesas, no quadro da UE (Santos, 2012), e as altera&ccedil;&otilde;es estruturais da sociedade portuguesa (Costa, 2012) constitu&iacute;ram os principais motores e fatores envolvidos na constru&ccedil;&atilde;o do Estado de Bem-estar portugu&ecirc;s, j&aacute; em per&iacute;odo dess&iacute;ncrono, e at&eacute; em contraciclo, face a mudan&ccedil;as em curso nas sociedades do centro e norte da Europa (Afonso, 1998). Nessa medida, em Portugal constru&iacute;mos o que alguns designam um <i>semi-Estado-Provid&ecirc;ncia</i> (Santos, 1990) e vivemos, em consequ&ecirc;ncia, a (sua) simult&acirc;nea crise e consolida&ccedil;&atilde;o da escola de massas, processo muito fortemente presente nos anos 90 (Stoer, 1994).</p>     <p>Para esclarecer a materializa&ccedil;&atilde;o de algumas destas mudan&ccedil;as socioeducativas s&atilde;o adiante convocados estudos recentes sobre o desenvolvimento de pol&iacute;ticas educativas no pa&iacute;s, neste per&iacute;odo hist&oacute;rico em que se interseta(ra)m mudan&ccedil;as societais estruturais, com a instaura&ccedil;&atilde;o e consolida&ccedil;&atilde;o da democracia (desde 1974) e a ades&atilde;o &agrave; ent&atilde;o Comunidade Econ&oacute;mica Europeia (desde 1985/1986) e &agrave; moeda &uacute;nica (desde 1999/2001).</p>     <p>As pol&iacute;ticas p&uacute;blicas s&atilde;o, assim, cruciais em Portugal, quer para sustentar a democratiza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o e os direitos sociais, quer para impulsionar reformas do Estado que, tamb&eacute;m desde os anos 90, bem se pode dizer foram a express&atilde;o da crise do semi-Estado de Bem-estar portugu&ecirc;s. Na verdade, um dos primeiros afloramentos do debate sobre privatiza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o em Portugal ocorre desde os anos oitenta em torno do ensino superior, da educa&ccedil;&atilde;o de inf&acirc;ncia e da educa&ccedil;&atilde;o profissional (cf. Est&ecirc;v&atilde;o, 1998; Seixas, 2000; Vilarinho, 2000). Em qualquer destes casos, o dom&iacute;nio privado assumiu uma dimens&atilde;o significativa, acolhendo largas percentagens dos inscritos. Naqueles setores, &agrave; &eacute;poca, o Estado n&atilde;o responde &agrave; demanda das popula&ccedil;&otilde;es atrav&eacute;s da estrutura p&uacute;blica e deliberadamente cria espa&ccedil;o para a expans&atilde;o da oferta privada. Neste enquadramento, o Estado portugu&ecirc;s optou, por a&ccedil;&atilde;o e omiss&atilde;o, por promover a privatiza&ccedil;&atilde;o e mercadoriza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o. Desde os anos 90, as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas dinamizaram uma evolu&ccedil;&atilde;o diferenciada em cada um dos setores, no que toca &agrave; provis&atilde;o privada, ao papel assumido pelo Estado na governa&ccedil;&atilde;o (financiamento, provis&atilde;o, regula&ccedil;&atilde;o e propriedade) da educa&ccedil;&atilde;o (Dale, 1997), &agrave; configura&ccedil;&atilde;o do direito e da democratiza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>A <i>europeiza&ccedil;&atilde;o</i> da educa&ccedil;&atilde;o constitui, desde essa &eacute;poca, uma din&acirc;mica de mudan&ccedil;a sociopol&iacute;tica estrutural do Estado e da sociedade portugueses, que articula a especificidade da <i>simult&acirc;nea crise e consolida&ccedil;&atilde;o</i> da escola de massas e do Estado de Bem-estar, de que o <i>neoliberalismo educacional mitigado</i> constitui uma express&atilde;o (Afonso, 1998; Antunes, 2004; Stoer, 1994).</p>     <p><b><i>2.1.1. Europeiza&ccedil;&atilde;o e gerencialismo: Um novo papel para o Estado em educa&ccedil;&atilde;o</i></b></p>     <p>A ades&atilde;o de Portugal &agrave; ent&atilde;o Comunidade Econ&oacute;mica Europeia, em 1986, abre caminho a um processo de profundas mudan&ccedil;as na sociedade e no Estado portugueses, que alguns investigadores, como Santos (1993), discutem em torno da forma do <i>Estado como imagina&ccedil;&atilde;o do Centro</i>. Entre outros aspetos, aponta-se o modo como, atrav&eacute;s de "discursos e actos simb&oacute;licos", se regula "a dial&eacute;ctica da dist&acirc;ncia e da proximidade, da diferen&ccedil;a e da identidade entre Portugal e a Europa", mas tamb&eacute;m se "deslegitima qualquer especificidade do desenvolvimento nacional que n&atilde;o se enquadre nos atuais objetivos do Estado (por exemplo o setor empresarial do Estado) alegando que contrariam os padr&otilde;es de desenvolvimento europeu, n&atilde;o sendo, por isso, politicamente defens&aacute;veis" (Santos, 1993, p. 51). Ao mesmo tempo, atuando num pa&iacute;s imaginariamente do centro europeu, o Estado conseguiu com sucesso apreci&aacute;vel despolitizar &aacute;reas da pol&iacute;tica interna, invocando uma suposta inevitabilidade t&eacute;cnica de medidas exigidas em nome da integra&ccedil;&atilde;o europeia. Discutindo, no in&iacute;cio dos anos 90, perplexidades e incertezas suscitadas pela "inc&oacute;gnita" do processo de integra&ccedil;&atilde;o europeia, Santos assumia certo pessimismo para concluir que "o discurso de coes&atilde;o social europeia coexiste com a fal&ecirc;ncia do Estado-provid&ecirc;ncia e o avolumar das desigualdades sociais nos v&aacute;rios estados-membros" (Santos, 1993, p. 53). Mais recentemente, no quadro de "um diagn&oacute;stico portugu&ecirc;s" e argumentando que "se Portugal &eacute; o problema, a Europa, esta Europa, t&atilde;o pouco &eacute; a solu&ccedil;&atilde;o" (Santos, 2012, p. 13), o autor defende que "a entrada na Uni&atilde;o Europeia transformou profundamente a sociedade portuguesa e, na esmagadora maioria dos casos, tratou-se de uma transforma&ccedil;&atilde;o positiva, para melhor" (Santos, 2012, p. 62). Outros chamam a aten&ccedil;&atilde;o para a "economia pol&iacute;tica da integra&ccedil;&atilde;o europeia" como quadro de gesta&ccedil;&atilde;o de uma "assimetria estrutural europeia", particularmente alimentada pelo "segundo projeto de integra&ccedil;&atilde;o", em progress&atilde;o desde 1987, com a cria&ccedil;&atilde;o do Mercado &Uacute;nico Europeu, o Tratado de Maastricht (1992) e o estabelecimento da zona monet&aacute;ria do Euro (1999/2001), enquanto prossegue a "financeiriza&ccedil;&atilde;o das sociedades" (Reis, 2014, p. 11 e ss.). Simultaneamente, &eacute; poss&iacute;vel observar e argumentar que a "integra&ccedil;&atilde;o europeia &hellip; funcionou quase sempre n&atilde;o apenas como um motor para o alargamento dos direitos sociais dos portugueses mas tamb&eacute;m como um fator de legitima&ccedil;&atilde;o da luta por esses direitos" (Hespanha, Ferreira, &amp; Pacheco, 2014, pp. 197), dados os elevados padr&otilde;es de prote&ccedil;&atilde;o e de bem-estar social em vigor na maior parte dos Estados-membros (p. 192). Neste quadro, os mesmos autores caraterizam as d&eacute;cadas de 1990 e 2000, em que aquela integra&ccedil;&atilde;o tem lugar, quanto &agrave; constru&ccedil;&atilde;o institucional do Estado de Bem-estar em Portugal, como de tens&atilde;o entre modelos de Estado de Bem-estar e, consequentemente, entre orienta&ccedil;&otilde;es mais promotoras da depend&ecirc;ncia do mercado ou visando o investimento social (Hespanha et al., 2014, pp. 197, 192). A trajet&oacute;ria das pol&iacute;ticas sociais em Portugal oscilou, nesta &eacute;poca, entre uma perspetiva de forte interven&ccedil;&atilde;o do Estado no fornecimento de servi&ccedil;os e respostas e uma conce&ccedil;&atilde;o de "desvincula&ccedil;&atilde;o do Estado da promo&ccedil;&atilde;o desses servi&ccedil;os &hellip; com interven&ccedil;&atilde;o preferencial do Estado num papel subsidi&aacute;rio" (Hespanha et al., 2014, pp. 192-193).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No campo da educa&ccedil;&atilde;o, entre outras altera&ccedil;&otilde;es, inicia-se o envolvimento do pa&iacute;s em din&acirc;micas de <i>europeiza&ccedil;&atilde;o</i> (Antunes, 2001) que assumem algumas especificidades, dadas as particulares condi&ccedil;&otilde;es das <i>realidades educativas portuguesas</i>, traduzidas, entre outras, pela simult&acirc;nea <i>crise e consolida&ccedil;&atilde;o da escola de massas</i> (e do Estado de Bem-estar), mas tamb&eacute;m do desenvolvimento num mesmo tempo das chamadas (e controversas) <i>gera&ccedil;&otilde;es de direitos</i>: civis e pol&iacute;ticos; econ&oacute;micos e sociais; e culturais (cf. Santos, 1997). A partir do final da d&eacute;cada de oitenta do s&eacute;culo XX, entra em for&ccedil;a no debate p&uacute;blico, pol&iacute;tico e acad&eacute;mico a redefini&ccedil;&atilde;o do papel do Estado na regula&ccedil;&atilde;o, financiamento, propriedade e provis&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o, a que corresponde a responsabilidade da cria&ccedil;&atilde;o de um sistema p&uacute;blico universal de educa&ccedil;&atilde;o, atribu&iacute;da pela Constitui&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica Portuguesa de 1976. Esta quest&atilde;o ganhou acuidade naquele momento hist&oacute;rico face &agrave; expans&atilde;o do ensino privado no n&iacute;vel superior e &agrave; cria&ccedil;&atilde;o, por iniciativa estatal, do sistema de escolas profissionais, de n&iacute;vel secund&aacute;rio e de &acirc;mbito nacional, com financiamento p&uacute;blico, mas assumindo em regra um estatuto juridicamente privado (Antunes, 2001; Seixas, 2000). Aquela que foi designada a segunda d&eacute;cada de transi&ccedil;&atilde;o (Afonso, 1998) institu&iacute;a assim um novo papel para o Estado na educa&ccedil;&atilde;o em Portugal, que, em boa verdade, iniciava um percurso que haveria de consolidar-se nas d&eacute;cadas seguintes e envolve certas op&ccedil;&otilde;es na organiza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de bem-estar social conotadas com a reforma do <i>Estado gerencial</i> (Clarke &amp; Newman, 1997). A materializa&ccedil;&atilde;o desse novo papel ocorreria atrav&eacute;s de diversas pol&iacute;ticas educativas que envolvem v&aacute;rios dos seguintes desenvolvimentos:</p>     <p>(i)&nbsp; a iniciativa do Estado, apelando &agrave; participa&ccedil;&atilde;o da sociedade civil na provis&atilde;o de servi&ccedil;os e &agrave; mobiliza&ccedil;&atilde;o social em torno da educa&ccedil;&atilde;o;</p>     <p>(ii)&nbsp; a contratualiza&ccedil;&atilde;o do fornecimento de servi&ccedil;os educativos, definida como uma forma de partenariado socioeducativo com o Estado;</p>     <p>(iii) a delega&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias, por esta via, num leque muito alargado de entidades que s&atilde;o envolvidas na presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os educativos, independentemente do seu estatuto jur&iacute;dico, da sua natureza, hist&oacute;ria, voca&ccedil;&atilde;o ou experi&ecirc;ncia;</p>     <p>(iv) a transfer&ecirc;ncia sistem&aacute;tica de recursos p&uacute;blicos para o dom&iacute;nio privado, atrav&eacute;s da contratualiza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os educativos;</p>     <p>(v) a expans&atilde;o das respostas educativas, envolvendo p&uacute;blicos rec&eacute;m-chegados, penalizados ou negligenciados pelo sistema de educa&ccedil;&atilde;o escolar regular.</p>     <p>&Eacute; neste quadro que a <i>governa&ccedil;&atilde;o</i> da educa&ccedil;&atilde;o emerge em for&ccedil;a como problem&aacute;tica e questionamento para compreender as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e as mudan&ccedil;as relacionadas com a reforma e os pap&eacute;is do Estado em educa&ccedil;&atilde;o ao lado de outras entidades vinculadas ao mercado ou ao chamado <i>terceiro setor</i>. Na divis&atilde;o funcional de responsabilidades, essas entidades assumem a provis&atilde;o, a propriedade da estrutura educativa, certos aspetos da regula&ccedil;&atilde;o, enquanto as autoridades p&uacute;blicas (o Estado e a CE/UE) se retiram sobretudo das duas primeiras atividades, mantendo por&eacute;m o financiamento e a regula&ccedil;&atilde;o. A <i>europeiza&ccedil;&atilde;o</i> da educa&ccedil;&atilde;o significou nesse per&iacute;odo, entre outros aspetos, que o projeto de cria&ccedil;&atilde;o de um subsistema privado se tornou vi&aacute;vel porque correspondeu e integrou as prioridades e op&ccedil;&otilde;es perseguidas e veiculadas no quadro da Comunidade Europeia, naqueles dom&iacute;nios (Antunes, 2001).</p>     <p>Desde 1989 at&eacute; hoje encontramos um leque de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas que sustenta este novo papel do Estado, impulsionado e enquadrado pelo financiamento proveniente da Uni&atilde;o Europeia, pela amplia&ccedil;&atilde;o, que este permite, das respostas educativas e dos p&uacute;blicos abrangidos, pela retirada da provis&atilde;o, evitando frequentemente a vincula&ccedil;&atilde;o a pol&iacute;ticas e estruturas p&uacute;blicas permanentes, que s&atilde;o substitu&iacute;das por programas tempor&aacute;rios e organismos provis&oacute;rios, fomentados pelo mesmo financiamento. Sugere-se, por isso, que uma constela&ccedil;&atilde;o vis&iacute;vel e poderosa de tend&ecirc;ncias na educa&ccedil;&atilde;o escolar portuguesa dos &uacute;ltimos 25 anos associa a democratiza&ccedil;&atilde;o, a europeiza&ccedil;&atilde;o e a privatiza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o; esta constela&ccedil;&atilde;o de tend&ecirc;ncias contradit&oacute;ria, mas persistentemente, configurou e configura a evas&atilde;o do Estado ao seu compromisso com o direito &agrave; educa&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, em particular aquela mais vulner&aacute;vel e penalizada pelo sistema de educa&ccedil;&atilde;o formal regular. Este argumento &eacute; fundado na an&aacute;lise de algumas das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de educa&ccedil;&atilde;o que, desde o final dos anos oitenta, se dirigem a estes segmentos menos poderosos e mais desprotegidos da popula&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><b><i>2.1.2. A especificidade educativa portuguesa e a recontextualiza&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas comunit&aacute;rias</i></b></p>     <p>Portugal acorda com a (ent&atilde;o designada) Comunidade Europeia o I Programa de Desenvolvimento Educativo para Portugal (PRODEP I, 1989-1994). Com base no diagnosticado <i>d&eacute;fice de qualifica&ccedil;&otilde;es</i> no pa&iacute;s, o Estado portugu&ecirc;s prop&otilde;e e negoceia um programa de financiamento integrado nos Fundos Estruturais Europeus, que envolve a educa&ccedil;&atilde;o, ainda que apenas certas rubricas, como equipamentos, instala&ccedil;&otilde;es, forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua de professores, ou segmentos integr&aacute;veis ao abrigo da compet&ecirc;ncia da Comunidade no dom&iacute;nio da forma&ccedil;&atilde;o profissional, como o ensino profissional ou superior. Mas este PRODEP &eacute; negociado muito antes de a Comunidade assumir uma compet&ecirc;ncia formal de interven&ccedil;&atilde;o em educa&ccedil;&atilde;o, em 1992, no Tratado da Uni&atilde;o Europeia de Maastricht (cf. N&oacute;voa, 1998). Nesse sentido, o PRODEP I representou uma inova&ccedil;&atilde;o na Comunidade Europeia, com implica&ccedil;&otilde;es importantes para a <i>europeiza&ccedil;&atilde;o</i> da educa&ccedil;&atilde;o em Portugal.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&Eacute; assim que, em Portugal, encontramos em paralelo, mas n&atilde;o necessariamente articuladas, trajet&oacute;rias de: (i) democratiza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o, traduzida pela expans&atilde;o do acesso de mais amplos segmentos da popula&ccedil;&atilde;o a n&iacute;veis mais elevados de educa&ccedil;&atilde;o; (ii) europeiza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o, vis&iacute;vel no envolvimento e entrosamento de recursos, prioridades e op&ccedil;&otilde;es europeias nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas nacionais de educa&ccedil;&atilde;o; (iii) privatiza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o, pela retirada do Estado da provis&atilde;o e da propriedade, no caso do ensino profissional. Nesse sentido, pode argumentar-se que, no pa&iacute;s, a europeiza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o fomenta a privatiza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que os recursos financeiros provenientes dos Fundos Estruturais Europeus podem ser amplamente canalizados para institui&ccedil;&otilde;es privadas, mas apenas cobrem rubricas muito restritas do sistema p&uacute;blico, que tem de ser sustentado (quase) exclusivamente pelo or&ccedil;amento de Estado. A estagna&ccedil;&atilde;o do ensino secund&aacute;rio em Portugal, em termos de taxas de escolariza&ccedil;&atilde;o, a que assistimos durante cerca de 10 anos, entre 1994-2004, pode n&atilde;o ser alheia a este condicionamento decorrente do facto de o ensino profissional ser, na sua maior parte, sustentado por financiamentos europeus que n&atilde;o podiam, em paridade de condi&ccedil;&otilde;es, ser canalizados para o sistema p&uacute;blico de educa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Quais as implica&ccedil;&otilde;es destes desenvolvimentos? Sustentou-se, por um lado, que esta nova modalidade de provis&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o criou condi&ccedil;&otilde;es para o desenvolvimento de um <i>quase-mercado</i> em educa&ccedil;&atilde;o (cf. Antunes, 200; Le Grand &amp; Bartlett, 1993). Por outro lado, foram criadas escolas de profissionais docentes com v&iacute;nculos prec&aacute;rios, muitos acumulando com o v&iacute;nculo a tempo inteiro no sistema p&uacute;blico de educa&ccedil;&atilde;o, outros trabalhando em condi&ccedil;&otilde;es incertas, situa&ccedil;&atilde;o agravada frequentemente pelo car&aacute;ter tempor&aacute;rio dos programas de financiamento. A precariza&ccedil;&atilde;o de direitos sociais laborais foi, ao longo dos mais de 25 anos do subsistema de escolas profissionais, uma condi&ccedil;&atilde;o fortemente presente, ainda que verificando configura&ccedil;&otilde;es e gravidade diversas nesse per&iacute;odo. Tamb&eacute;m a precariza&ccedil;&atilde;o do direito fundamental da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa &agrave; educa&ccedil;&atilde;o foi uma condi&ccedil;&atilde;o presente neste subsistema, j&aacute; que, mesmo se com materializa&ccedil;&otilde;es diferenciadas, o car&aacute;ter privado da educa&ccedil;&atilde;o que a&iacute; era proporcionada exprimia-se tamb&eacute;m no facto de os estudantes pagarem anuidades de que em regra eram reembolsados, mas sobretudo de lhes serem cobrados, sem direito de reembolso, exames ou outras formas de avalia&ccedil;&atilde;o adicionais, para al&eacute;m daquelas inclu&iacute;das num percurso regular, bem como todo o tempo de frequ&ecirc;ncia que, por qualquer motivo, excedesse a dura&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s anos prevista para a conclus&atilde;o dos cursos (cf. Antunes, 2004).</p>     <p>Para al&eacute;m do subsistema de escolas profissionais, a partir do final dos anos noventa teve lugar o desenvolvimento que ficou conhecido como o <i>relan&ccedil;amento</i> do sistema de educa&ccedil;&atilde;o de adultos, que, do ponto de vista da sua <i>governa&ccedil;&atilde;o</i>, verifica a quase totalidade dos desenvolvimentos atr&aacute;s enunciados. N&atilde;o est&aacute; em quest&atilde;o o facto de que, do ponto de vista socio-hist&oacute;rico, o campo da educa&ccedil;&atilde;o de adultos apresenta especificidades que configuram uma responsabilidade do Estado assente no papel de suporte, coordena&ccedil;&atilde;o e apoio de din&acirc;micas socioeducativas contextualizadas e autonomamente assumidas pela a&ccedil;&atilde;o organizada e enraizada na sociedade. Argumenta-se antes que, entre 1999 e 2011, assistimos ao desenvolvimento de medidas assumidamente vinculadas ao <i>Estado gerencial</i>, como as que ressaltam da assun&ccedil;&atilde;o do controlo estrat&eacute;gico centralizado na contratualiza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os educativos, direcionados para alcan&ccedil;ar objetivos definidos pelo Estado, com um enraizamento local e comunit&aacute;rio dificultado e um &acirc;mbito educativo limitado. Alguns protagonistas entendem mesmo que aquele <i>relan&ccedil;amento</i> do sistema de educa&ccedil;&atilde;o de adultos enfermou de um &lsquo;erro cruel&rsquo; de promo&ccedil;&atilde;o da provis&atilde;o por entidades do setor privado lucrativo e do mercado da forma&ccedil;&atilde;o, que contaminaria a responsabilidade estrutural de qualifica&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o com desvios derivados da sobreposi&ccedil;&atilde;o de interesses e motiva&ccedil;&otilde;es particulares, quer de operadores privados, quer de consumidores. Nesse sentido, o <i>alargamento do c&iacute;rculo da governa&ccedil;&atilde;o</i> (Santos, 2005) no campo da Educa&ccedil;&atilde;o e Forma&ccedil;&atilde;o de Adultos (EFA) revelaria alcance e preocupa&ccedil;&otilde;es de natureza sobretudo instrumental: as institui&ccedil;&otilde;es envolvidas foram chamadas a executar e legitimar as pol&iacute;ticas e os objetivos estatais, a compensar os d&eacute;fices de coes&atilde;o e as fraturas abertas pelas op&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas, a alimentar o la&ccedil;o social abalado pelas crises, inseguran&ccedil;as e riscos vitais e sociais criados pelas din&acirc;micas econ&oacute;micas (Antunes, 2013).</p>     <p>Os estudos mostram, mesmo assim, haver sinais de que a apropria&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas pelos diversos protagonistas (institui&ccedil;&otilde;es, profissionais, adultos) foi diversa, heterog&eacute;nea e ambivalente, com a persist&ecirc;ncia de pr&aacute;ticas e a&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica divergente no terreno. Constata-se, no entanto, que o saldo final indubitavelmente revelado a partir de 2011 &eacute; a continuada aus&ecirc;ncia de uma pol&iacute;tica e de um sistema p&uacute;blicos, globais e permanentes de EFA como <i>invariante estrutural</i> (Lima, 2007) da democracia portuguesa.</p>     <p>Ainda no campo da educa&ccedil;&atilde;o profissional, agora voltada para p&uacute;blicos penalizados pelo sistema de ensino regular, sobretudo na educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, mas tamb&eacute;m secund&aacute;ria, a cria&ccedil;&atilde;o dos Cursos de Educa&ccedil;&atilde;o e Forma&ccedil;&atilde;o obedeceu aos mesmos par&acirc;metros antes assinalados. Iniciou-se, de forma aberta, um processo com express&atilde;o vari&aacute;vel em diferentes ciclos governativos: a <i>desescolariza&ccedil;&atilde;o</i> dos p&uacute;blicos jovens social e academicamente mais fr&aacute;geis, com a desresponsabiliza&ccedil;&atilde;o da escola pela sua educa&ccedil;&atilde;o, e a <i>indiferencia&ccedil;&atilde;o</i> das institui&ccedil;&otilde;es que de facto a assumem. O lan&ccedil;amento daqueles Cursos no in&iacute;cio do s&eacute;culo XXI configurou um passo decisivo neste processo, j&aacute; que a educa&ccedil;&atilde;o dos p&uacute;blicos marcados pelo insucesso no final dos nove anos de ensino b&aacute;sico, tipicamente a partir dos 15 anos, passou a poder ocorrer nos mais diversos contextos institucionais, desde empresas de forma&ccedil;&atilde;o a escolas p&uacute;blicas e privadas ou centros de forma&ccedil;&atilde;o, autarquias, institui&ccedil;&otilde;es do setor solid&aacute;rio, associa&ccedil;&otilde;es empresariais ou sindicatos (cf. Despacho conjunto n.&ordm; 279/2002, de 12 de abril). A ampla diversidade de entidades consideradas competentes pelo Estado para prover a educa&ccedil;&atilde;o destes jovens em situa&ccedil;&atilde;o de insucesso ou abandono escolar exprime a tend&ecirc;ncia crescente de trivializa&ccedil;&atilde;o das respostas educativas de remedia&ccedil;&atilde;o. A difus&atilde;o da fun&ccedil;&atilde;o da forma&ccedil;&atilde;o (Barbier, 1995), traduzida pela alargada <i>indiferencia&ccedil;&atilde;o institucional,</i> entrega a educa&ccedil;&atilde;o destes p&uacute;blicos j&aacute; desfavorecidos, em demasiados casos, a provedores que n&atilde;o necessitam demonstrar uma natureza, hist&oacute;ria, organiza&ccedil;&atilde;o, voca&ccedil;&atilde;o ou experi&ecirc;ncia de car&aacute;ter educativo, mas t&atilde;o s&oacute; de mobilizar recursos materiais e humanos, mesmo com v&iacute;nculo laboral prec&aacute;rio, compat&iacute;veis com o exerc&iacute;cio daquela fun&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Do mesmo modo, desde 2012, assistimos &agrave; canaliza&ccedil;&atilde;o de jovens para institui&ccedil;&otilde;es classificadas como &lsquo;externas&rsquo; pelo Instituto de Emprego e Forma&ccedil;&atilde;o Profissional (IEFP), que tutela a modalidade dos Cursos de Aprendizagem (cf. IEFP, 2014). O leque de categorias das entidades que podem prover esses Cursos &eacute; alargado e s&atilde;o os jovens social e academicamente mais fr&aacute;geis a ser entregues para serem educados em contextos, ambientes e institui&ccedil;&otilde;es cujas capacidade e compet&ecirc;ncia ningu&eacute;m p&uacute;blica e regularmente avaliou, demonstrou ou legitimou. Tivemos not&iacute;cias de vultuosos contratos associados a institui&ccedil;&otilde;es e organiza&ccedil;&otilde;es empresariais, que configuraram a transfer&ecirc;ncia organizada de recursos p&uacute;blicos para entidades privadas<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>, enquanto o sistema p&uacute;blico de educa&ccedil;&atilde;o foi submetido a cortes or&ccedil;amentais que depauperaram e amea&ccedil;aram minar a qualidade do servi&ccedil;o p&uacute;blico. Por outro lado, a origem quer da retirada do financiamento &agrave;s estruturas p&uacute;blicas, quer da sua canaliza&ccedil;&atilde;o para operadores privados no mercado da forma&ccedil;&atilde;o, inscreveu-se tanto nas op&ccedil;&otilde;es do governo portugu&ecirc;s, como nas imposi&ccedil;&otilde;es dos credores internacionais. A Uni&atilde;o Europeia, por seu turno, continua a figurar nesta equa&ccedil;&atilde;o, por um lado como a fonte da maior parte do financiamento aplicado nestes Cursos de Aprendizagem, assim &lsquo;externalizados&rsquo; face ao sistema p&uacute;blico de educa&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o, e por outro lado como a inspira&ccedil;&atilde;o daquelas op&ccedil;&otilde;es de pol&iacute;tica educativa que dependeram, no entanto, em boa medida, do governo portugu&ecirc;s.</p>     <p>Se a &lsquo;externaliza&ccedil;&atilde;o&rsquo; da educa&ccedil;&atilde;o destes jovens corresponde quase em partes iguais &agrave; amplia&ccedil;&atilde;o do acesso, &agrave; privatiza&ccedil;&atilde;o e &agrave; europeiza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o de n&iacute;vel secund&aacute;rio<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a>, esta &eacute; a equa&ccedil;&atilde;o que traduz a altera&ccedil;&atilde;o do papel do Estado na provis&atilde;o do direito e do bem fundamental que &eacute; a educa&ccedil;&atilde;o, tal como surge materializada numa parte significativa das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas que, desde os anos oitenta, v&ecirc;m reformando o Estado na educa&ccedil;&atilde;o em Portugal. Neste processo cabe perguntar: como fica o direito &agrave; educa&ccedil;&atilde;o destes jovens e adultos e a que educa&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m eles direito atrav&eacute;s destas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas? Uma educa&ccedil;&atilde;o que os capacita para participar integralmente nas decis&otilde;es e op&ccedil;&otilde;es que condicionam as comunidades que constituem e a sociedade em que vivem? Que lhes proporciona os recursos e ferramentas para influenciar a vida e a organiza&ccedil;&atilde;o das comunidades e contextos que definem as suas oportunidades e destinos sociais? Uma educa&ccedil;&atilde;o barata, minimalista e de segunda qualidade, centrada na miss&atilde;o de controlo social, que os &lsquo;externaliza&rsquo; para os &lsquo;incluir&rsquo; e os exclui no interior de um desv&atilde;o institucional do sistema (Antunes &amp; S&aacute;, 2014)?</p>     <p>Se o desenvolvimento dos sistemas educativos que consolidou o direito humano fundamental &agrave; educa&ccedil;&atilde;o ficou historicamente associado &agrave; especializa&ccedil;&atilde;o das fun&ccedil;&otilde;es institucionais, o s&eacute;culo XXI tem vindo a alterar de m&uacute;ltiplas formas e decisivamente esse percurso: refor&ccedil;a-se a <i>difus&atilde;o</i> da fun&ccedil;&atilde;o social da forma&ccedil;&atilde;o, para uns, os desfavorecidos, ao mesmo tempo que se vincam as fronteiras do conhecimento escolar, para outros, na senda da excel&ecirc;ncia; prossegue a fabrica&ccedil;&atilde;o dos contornos do espa&ccedil;o educacional e a divis&atilde;o funcional das responsabilidades de modos que segmentam e estratificam obscura e heterogeneamente o universo educativo. A&iacute; se desenham fluxos e trajet&oacute;rias locais e globais dos sujeitos, conex&otilde;es e distin&ccedil;&otilde;es entre os dom&iacute;nios p&uacute;blico e privado que temos dificuldade em elucidar e compreender.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais: Sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre a interven&ccedil;&atilde;o do Estado e do dom&iacute;nio privado em educa&ccedil;&atilde;o &ndash; Interlocu&ccedil;&otilde;es em torno da democratiza&ccedil;&atilde;o e do direito &agrave; educa&ccedil;&atilde;o no Brasil e Portugal</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este di&aacute;logo entre pesquisas procurou construir pontes entre agendas de investiga&ccedil;&atilde;o, articula&ccedil;&otilde;es entre ferramentas anal&iacute;ticas e concetuais, conex&otilde;es de percursos te&oacute;rico-metodol&oacute;gicos e possibilidades de aprofundamento de questionamento e de conhecimento sobre realidades distintas, que podem ser melhor observadas e compreendidas se aproximadas a partir de olhares cruzados entre investiga&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>O programa delineado para o debate neste texto partiu do reconhecimento de que as pesquisas evocadas, sendo constru&iacute;das a partir de referenciais te&oacute;rico-metodol&oacute;gicos diferenciados, pareciam colocar quest&otilde;es convergentes e recortar fen&oacute;menos com aproxima&ccedil;&otilde;es significativas, ao mesmo tempo que as realidades emp&iacute;ricas, apresentando incontorn&aacute;veis diferen&ccedil;as e especificidades, tamb&eacute;m apontavam percursos entre os quais as pontes e di&aacute;logos se constitu&iacute;am convincentemente. Por outro lado, as problem&aacute;ticas e as ferramentas concetuais que constroem, observam e elucidam os fen&oacute;menos s&atilde;o espec&iacute;ficas, porque se vinculam a comunidades cient&iacute;ficas e contextos social e historicamente situados; entretanto, elas partilham uma abordagem da realidade que privilegia a an&aacute;lise de rela&ccedil;&otilde;es, processos e din&acirc;micas sociais (p. ex., o Estado como rela&ccedil;&atilde;o social conflitual e a sociedade civil como terreno em que se confrontam sujeitos e projetos societais distintos), suscitando preocupa&ccedil;&otilde;es e interpela&ccedil;&otilde;es mutuamente enriquecedoras. Neste quadro, a par de estudos e autores comuns, a interlocu&ccedil;&atilde;o &eacute; ainda favorecida pelo uso das mesmas ou similares categorias de observa&ccedil;&atilde;o dos fen&oacute;menos, como provis&atilde;o, financiamento e regula&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o, convocadas nas pesquisas de ambos os pa&iacute;ses; acresce ainda a fertilidade do di&aacute;logo entre autores e abordagens para enriquecer o conhecimento sobre tema t&atilde;o complexo, revelando fen&oacute;menos e cambiantes diversos em realidades tamb&eacute;m elas polifacetadas.</p>     <p>Assim, o mote do debate foi a interroga&ccedil;&atilde;o acerca de como as pesquisas que desenvolvemos nos elucidam sobre os modos e os sentidos em que o Estado assume novos pap&eacute;is, impulsionados e enquadrados por pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de educa&ccedil;&atilde;o; n&atilde;o pretendemos construir uma argumenta&ccedil;&atilde;o geral, mas discutir a partir de trajet&oacute;rias concretas de investiga&ccedil;&otilde;es sobre o tema. Nesse sentido, perguntamos: afinal, como se relaciona o Estado com o setor privado em educa&ccedil;&atilde;o? Observamos que em alguns casos financia, em outros o financiamento &eacute; privado; em alguns casos o poder p&uacute;blico permanece no controlo, e em outros o privado assume a dire&ccedil;&atilde;o e o controlo das pol&iacute;ticas. Enfim, s&atilde;o muitas as formas de rela&ccedil;&atilde;o entre o p&uacute;blico e o privado no que se refere &agrave; oferta e ao conte&uacute;do da educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica e secund&aacute;ria.</p>     <p>Estes estudos situam-se no recente per&iacute;odo de cerca de tr&ecirc;s d&eacute;cadas, em que vivemos no Brasil e em Portugal a transi&ccedil;&atilde;o para a democracia e a constru&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de bem-estar social, quando estava j&aacute; posta em causa a forma pol&iacute;tica de Estado que mais longe levou essa tentativa de compatibiliza&ccedil;&atilde;o incessantemente prec&aacute;ria e disputada entre capitalismo e democracia (Santos, 1990); tratava-se ainda de entender que implica&ccedil;&otilde;es decorrem desses processos de mudan&ccedil;as sociais e educacionais em termos de democratiza&ccedil;&atilde;o e concretiza&ccedil;&atilde;o do direito &agrave; educa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Atrav&eacute;s de referenciais te&oacute;ricos e ferramentas anal&iacute;ticas e concetuais espec&iacute;ficas, mesmo se dialogantes, percebemos que, no Brasil e em Portugal, na sequ&ecirc;ncia de percursos socio-hist&oacute;ricos distintos de constru&ccedil;&atilde;o da escola b&aacute;sica/fundamental (9 anos de escolaridade) universal, e de recente obrigatoriedade do ensino secund&aacute;rio/m&eacute;dio (12 anos de escolaridade), as taxas de cobertura da estrutura privada de educa&ccedil;&atilde;o apresentam um valor significativo e n&atilde;o demasiado distante: para o Brasil, 15,73% no ensino fundamental e 13,25% no ensino m&eacute;dio; em Portugal, 19,3% dos estudantes no ensino n&atilde;o-superior. Merecem, no entanto, ser entendidos os ritmos de expans&atilde;o, as taxas de reprova&ccedil;&atilde;o, de escolariza&ccedil;&atilde;o e de atraso, bem como a distribui&ccedil;&atilde;o e a carateriza&ccedil;&atilde;o dos p&uacute;blicos atendidos por cada uma das redes, p&uacute;blica e privada, para que aquela aproxima&ccedil;&atilde;o ganhe sentido, para al&eacute;m desta constata&ccedil;&atilde;o, em si mesma com algum significado.</p>     <p>Por outro lado, a amplia&ccedil;&atilde;o do acesso ao direito &agrave; educa&ccedil;&atilde;o para novos p&uacute;blicos, atrav&eacute;s de novas respostas educativas, ocorre frequentemente nos dois pa&iacute;ses, no quadro de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de teor gerencial, em que o Estado se retira da provis&atilde;o e da propriedade da estrutura educativa, mantendo o financiamento e a regula&ccedil;&atilde;o. Por esta via, m&uacute;ltiplos processos s&atilde;o desencadeados, com significados distintos: (i) a cria&ccedil;&atilde;o de condi&ccedil;&otilde;es para o estabelecimento de quase-mercados educativos, com entidades da sociedade civil concorrendo por contratos de provis&atilde;o de servi&ccedil;os educativos; (ii) a instaura&ccedil;&atilde;o de rela&ccedil;&otilde;es privadas dos cidad&atilde;os com a educa&ccedil;&atilde;o, no &acirc;mbito da resposta p&uacute;blica; (iii) a constitui&ccedil;&atilde;o de corpos de profissionais (muitas vezes prec&aacute;rios), cujas condi&ccedil;&otilde;es laborais, ou mesmo carater&iacute;sticas, se distanciam do padr&atilde;o do sistema p&uacute;blico, apesar de operarem no quadro de uma resposta p&uacute;blica; (iv) a expans&atilde;o do poder do Estado, por dentro da sociedade civil, delegando compet&ecirc;ncias e poderes, mantendo frequentemente o controlo estrat&eacute;gico; (v) mas tamb&eacute;m a canaliza&ccedil;&atilde;o de segmentos dos p&uacute;blicos, tendencialmente mais desfavorecidos e fr&aacute;geis social e academicamente, para fora da escola e/ou para entidades externas ao sistema p&uacute;blico de educa&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Como antes se observou, aquando da apresenta&ccedil;&atilde;o dos estudos, no Brasil como em Portugal, salvaguardadas significativas especificidades (como a articula&ccedil;&atilde;o de processos de europeiza&ccedil;&atilde;o, democratiza&ccedil;&atilde;o e privatiza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o em Portugal), a contratualiza&ccedil;&atilde;o da provis&atilde;o de educa&ccedil;&atilde;o &eacute; mobilizada como estrat&eacute;gia para ampliar a resposta educativa, sem ampliar a estrutura p&uacute;blica e sem a constitui&ccedil;&atilde;o de um corpo de profissionais especializados que estiveram na base da constru&ccedil;&atilde;o dos sistemas p&uacute;blicos de educa&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito dos Estados de Bem-estar mais s&oacute;lidos e desenvolvidos. Nesse sentido, a concretiza&ccedil;&atilde;o precarizada do direito &agrave; educa&ccedil;&atilde;o para p&uacute;blicos tantas vezes socialmente vulner&aacute;veis atribui &agrave;s pol&iacute;ticas p&uacute;blicas estudadas um sentido de seletividade e mesmo de discrimina&ccedil;&atilde;o social que fragiliza a democratiza&ccedil;&atilde;o e a cidadania prometidas pela amplia&ccedil;&atilde;o do acesso &agrave; educa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>O referencial te&oacute;rico mobilizado situa o atual momento de crise do capitalismo e permite compreender que as democracias, mais consolidadas ou mais recentes, como no Brasil e em Portugal, t&ecirc;m reconstru&iacute;do o Estado em moldes tais que &agrave; crescente centralidade da educa&ccedil;&atilde;o nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas corresponde, entre outros fen&oacute;menos, uma amplia&ccedil;&atilde;o das respostas e das popula&ccedil;&otilde;es abrangidas, acompanhada da multiplica&ccedil;&atilde;o das modalidades de privatiza&ccedil;&atilde;o e de mercadoriza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o. Esta conjuga&ccedil;&atilde;o, em boa medida inesperada e observada em ambos os pa&iacute;ses, n&atilde;o pode deixar de suscitar interroga&ccedil;&otilde;es sobre os sentidos da democratiza&ccedil;&atilde;o e da amplia&ccedil;&atilde;o do direito &agrave; educa&ccedil;&atilde;o neste contexto.</p>     <p>O processo de mercantiliza&ccedil;&atilde;o ocorre tamb&eacute;m com o setor privado a definir o conte&uacute;do da educa&ccedil;&atilde;o. Neste caso, observamos o poder p&uacute;blico a assumir a l&oacute;gica do privado na administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, em parte atrav&eacute;s da gest&atilde;o gerencial e tamb&eacute;m quando abdica de decidir o conte&uacute;do da educa&ccedil;&atilde;o, transferindo a dire&ccedil;&atilde;o para institui&ccedil;&otilde;es privadas. Este diagn&oacute;stico parte do argumento neoliberal (Buchanan et al., 1984), que aponta as institui&ccedil;&otilde;es democr&aacute;ticas contempor&acirc;neas como irrespons&aacute;veis e promove a solu&ccedil;&atilde;o de adotar medidas restritivas constitucionais para conter os governos, colocando-se os instrumentos de controlo fora das institui&ccedil;&otilde;es representativas; parte-se do princ&iacute;pio de que os controlos pol&iacute;ticos s&atilde;o inferiores ao de mercado e de que o privado tem o padr&atilde;o de qualidade a ser implementado nas institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, para que sejam mais eficientes e produtivas.</p>     <p>As escolas s&atilde;o institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas perme&aacute;veis &agrave; correla&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as &ndash; se democr&aacute;ticas &ndash; onde n&atilde;o se tem previamente o controlo do <i>produto</i>. S&atilde;o institui&ccedil;&otilde;es de propriedade p&uacute;blica, mas se o processo decis&oacute;rio est&aacute; ausente, j&aacute; que tudo &eacute; previamente definido e monitorizado por uma institui&ccedil;&atilde;o privada e os professores apenas executam tarefas, entendemos que tamb&eacute;m ali ocorre um processo de privatiza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Com a retirada das decis&otilde;es do dom&iacute;nio p&uacute;blico, a institui&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica n&atilde;o &eacute; "vendida", no sentido da perda da propriedade, mas esvaziada como espa&ccedil;o p&uacute;blico decis&oacute;rio, minimizando esse seu papel, mesmo em democracia. Questionamos: quem define a educa&ccedil;&atilde;o, quem dirige e com base em que par&acirc;metros? Entendemos que existem projetos societais em disputa. Assim, mesmo quando a oferta permanece p&uacute;blica, h&aacute; implica&ccedil;&otilde;es para um projeto societal democr&aacute;tico se a dire&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas &eacute; realizada por institui&ccedil;&otilde;es que tenham como par&acirc;metro os pressupostos de mercado, principalmente em pa&iacute;ses com processos t&atilde;o recentes de constru&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Adri&atilde;o, T. (2014). Escolas <i>charters</i> nos EUA: Contradi&ccedil;&otilde;es de uma tend&ecirc;ncia proposta para o Brasil e suas implica&ccedil;&otilde;es para a oferta da educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica. <i>Educa&ccedil;&atilde;o e Filosofia, 28</i>, 263-282.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=761692&pid=S0871-9187201700010000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Adri&atilde;o, T., &amp; Garcia, T. (2014). Subs&iacute;dio p&uacute;blico ao setor privado: Reflex&otilde;es sobre a gest&atilde;o da escola p&uacute;blica no Brasil. <i>Revista Pol&iacute;ticas Educativas, 7</i>(2) , 110-122.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=761694&pid=S0871-9187201700010000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Adri&atilde;o, T., &amp; Peroni, V. (2010). <i>An&aacute;lise das consequ&ecirc;ncias de parcerias firmadas entre munic&iacute;pios brasileiros e a Funda&ccedil;&atilde;o Ayrton Senna para a oferta educacional </i>(Relat&oacute;rio de pesquisa n&atilde;o publicado).</p>     <p>Adri&atilde;o, T., Garcia, T., Borghi, R., &amp; Arelaro, L. (2009).Uma modalidade peculiar de privatiza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica: A aquisi&ccedil;&atilde;o de &lsquo;sistemas de ensino&rsquo; por munic&iacute;pios paulistas. <i>Educa&ccedil;&atilde;o &amp; Sociedade, 30</i>(108), 799-818.</p>     <!-- ref --><p>Afonso, A. J. (1998). <i>Pol&iacute;ticas educativas e avalia&ccedil;&atilde;o educacional. Para uma an&aacute;lise sociol&oacute;gica da reforma educativa em Portugal</i> (1985-1995). Braga: Universidade do Minho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=761698&pid=S0871-9187201700010000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Antunes, F. (2001). Os locais das Escolas Profissionais: Novos pap&eacute;is para o Estado e a europeiza&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas educativas. In S. R. Stoer, L. Cortes&atilde;o, &amp; J. A. Correia (Orgs.), <i>Transnacionaliza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o. Da crise da educa&ccedil;&atilde;o &agrave; &lsquo;educa&ccedil;&atilde;o&rsquo; da crise </i>(pp. 163-208). Porto: Afrontamento.</p>     <!-- ref --><p>Antunes, F. (2004). <i>Pol&iacute;ticas educativas nacionais e globaliza&ccedil;&atilde;o. Novas institui&ccedil;&otilde;es e processos educativos. O subsistema de Escolas Profissionais em Portugal</i> (1987-1998). Braga: Universidade do Minho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=761701&pid=S0871-9187201700010000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Antunes, F. (2013). Reforma do Estado e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas: A governa&ccedil;&atilde;o em a&ccedil;&atilde;o. Notas de um estudo no campo da educa&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o de adultos em Portugal. In V. Peroni (Org.), <i>Redefini&ccedil;&otilde;es das fronteiras entre o p&uacute;blico e o privado: Implica&ccedil;&otilde;es para a democratiza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o</i> (pp. 82-119). Bras&iacute;lia: Liber Livro Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=761703&pid=S0871-9187201700010000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Antunes, F., &amp; S&aacute;, V. (2014). Cursos de educa&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o, pol&iacute;tica e pedagogia da educa&ccedil;&atilde;o universal: Hist&oacute;rias em torno do saber e do poder na escola. In M. L. P. Almeida, L. W. Boneti, &amp; T. Pacievitch (Orgs.), <i>O social e as pol&iacute;ticas educacionais na contemporaneidade: Das desigualdades &agrave; viol&ecirc;ncia no espa&ccedil;o educacional</i> (pp. 207-245). Campinas: Mercado de Letras.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=761705&pid=S0871-9187201700010000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Antunes, R. (1999). <i>Os sentidos do trabalho: Ensaios sobre a afirma&ccedil;&atilde;o e a nega&ccedil;&atilde;o do trabalho</i>. S&atilde;o Paulo: Boitempo Editorial.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=761707&pid=S0871-9187201700010000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Ball, S. (2012). <i>Global education INC. New policy networks and the neo-liberal imaginary.</i> Londres: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=761709&pid=S0871-9187201700010000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ball, S., &amp; Junemann, C. (2012). <i>Networks, new governance and education</i>. Bristol: Policy Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=761711&pid=S0871-9187201700010000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Ball, S., &amp; Olmedo. A. (2013). A "nova" filantropia, o capitalismo social e as redes de pol&iacute;ticas globais em educa&ccedil;&atilde;o. In V. Peroni (Org.), <i>Redefini&ccedil;&otilde;es das fronteiras entre o p&uacute;blico e o privado: Implica&ccedil;&otilde;es para a democratiza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o</i> (pp. 33-47). Bras&iacute;lia: Liber Livro.</p>     <p>Barbier, J.-M. (1995). Tendances d&rsquo;&eacute;volution de la formation et place du partenariat. In D. Zay &amp; A. Gonnin-Bolo (Orgs.), <i>&Eacute;tablissements et partenariats. Strat&eacute;gies pour des projects communs </i>(pp. 43-54). Paris: Institut National de Recherche P&eacute;dagogique.</p>     <p>Bernardi, L., Uczak, L., &amp; Rossi A. (2015). <i>Do Movimento &lsquo;Todos pela Educa&ccedil;&atilde;o&rsquo; ao Plano de A&ccedil;&otilde;es Articuladas e Guia de Tecnologias: Empres&aacute;rios interlocutores e clientes do Estado</i>. Trabalho apresentado na ANPAE/Sul, UDESC, Florian&oacute;polis, Brasil.</p>     <p>Bittencourt, J., &amp; Oliveira, M. F. (2013). A influ&ecirc;ncia das consultorias internacionais nas decis&otilde;es das pol&iacute;ticas educacionais no Brasil. In V. Peroni (Org.), <i>Redefini&ccedil;&otilde;es das fronteiras entre o p&uacute;blico e o privado: Implica&ccedil;&otilde;es para a democratiza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o</i> (pp. 175-197). Bras&iacute;lia: Liber Livro.</p>     <p>Borowsky, F. (2013). A rela&ccedil;&atilde;o entre a educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica e a privada na Educa&ccedil;&atilde;o Especial brasileira. In V. Peroni (Org.), <i>Redefini&ccedil;&otilde;es das fronteiras entre o p&uacute;blico e o privado: Implica&ccedil;&otilde;es para a democratiza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o</i> (pp. 308-326). Bras&iacute;lia: Liber Livro.</p>     <!-- ref --><p>Brasil. Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o/Secretaria de Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica (2011a). <i>Guia de tecnologias educacionais 2011/12</i>. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=761718&pid=S0871-9187201700010000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Buchanan, J. M., MacCormick, R., Tollison, R. D., &amp; Pardo, J. C. (1984). <i>El an&aacute;lisis econ&oacute;mico de lo pol&iacute;tico: Lecturas sobre la teor&iacute;a de la elecci&oacute;n p&uacute;blica</i>. Madrid: Instituto de Estudios Econ&oacute;micos.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=761720&pid=S0871-9187201700010000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Caetano, M. R., &amp; Peroni, V. (2015). Ensino M&eacute;dio no Brasil e a proposta educacional do Instituto Unibanco: Considera&ccedil;&otilde;es sobre a mercantiliza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica. In V. Peroni (Org.), <i>Di&aacute;logos sobre as redefini&ccedil;&otilde;es no papel do Estado e nas fronteiras entre o p&uacute;blico e o privado na educa&ccedil;&atilde;o</i> (pp. 89-107). S&atilde;o Leopoldo: Oikos.</p>     <p>Cardoso, C. (2005). O p&uacute;blico no privado e o privado no p&uacute;blico em Portugal e na Inglaterra. In T. Adri&atilde;o &amp; V. Peroni (Eds.), <i>O p&uacute;blico e o privado na educa&ccedil;&atilde;o. Interfaces entre Estado e sociedade</i> (pp. 81-117). S&atilde;o Paulo: Xam&atilde;.</p>     <!-- ref --><p>Clarke, J., &amp; Newman, J. (1997). <i>The managerial State</i>. Londres: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=761724&pid=S0871-9187201700010000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Comerlato, D., &amp; Moraes, J. (2013). AlfaSol e Programa Brasil Alfabetizado: A parceria p&uacute;blico-privada nas pol&iacute;ticas de educa&ccedil;&atilde;o de jovens e adultos. In V. Peroni (Org.), <i>Redefini&ccedil;&otilde;es das fronteiras entre o p&uacute;blico e o privado: Implica&ccedil;&otilde;es para a democratiza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o</i> (pp. 327-346). Bras&iacute;lia: Liber Livro.</p>     <!-- ref --><p>Costa, A. (2012). <i>Desigualdades sociais contempor&acirc;neas.</i> Lisboa: Mundos Sociais.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=761727&pid=S0871-9187201700010000900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Costa, J., Neto-Mendes, A., &amp; Ventura, A. (2008). <i>Xplika: Investiga&ccedil;&atilde;o sobre o mercado das explica&ccedil;&otilde;es</i>. Aveiro: Universidade de Aveiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=761729&pid=S0871-9187201700010000900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Dale, R. (1997). The State and the governance of education: An analysis of the restructuring of the State-education relationship. In A. H. Halsey, H. Lauder, P. Brown, &amp; A. Wells (Eds.), <i>Education &ndash; Culture, economy and society</i> (pp. 273-282). Nova Iorque: Oxford University Press.</p>     <!-- ref --><p>Dale, R. (2001). Globaliza&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o: Demonstrando a exist&ecirc;ncia de uma &laquo;cultura educacional mundial comum&raquo; ou localizando uma &laquo;agenda globalmente estruturada para a educa&ccedil;&atilde;o&raquo;? <i>Educa&ccedil;&atilde;o, Sociedade &amp; Culturas, 16</i>, 133-169.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=761732&pid=S0871-9187201700010000900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Est&ecirc;v&atilde;o, C. V. (1998). <i>Redescobrir a escola privada portuguesa como organiza&ccedil;&atilde;o: Na fronteira da sua complexidade organizacional.</i> Braga: Instituto de Educa&ccedil;&atilde;o e Psicologia/CIEd.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=761734&pid=S0871-9187201700010000900018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Giddens, A. (1992). <i>As consequ&ecirc;ncias da modernidade</i>. Oeiras: Celta.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=761736&pid=S0871-9187201700010000900019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Giddens, A. (2001). <i>A Terceira Via: Reflex&otilde;es sobre o impasse pol&iacute;tico atual e o futuro da social-democracia</i>. Rio de Janeiro: Record.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=761738&pid=S0871-9187201700010000900020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hespanha, P., Ferreira, S., &amp; Pacheco, V. (2014). O Estado social, crise e reformas. In J. Reis (Coord.), <i>A economia pol&iacute;tica do retrocesso. Crise, causas e objectivos </i>(pp. 189-281). Coimbra: Almedina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=761740&pid=S0871-9187201700010000900021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>IEFP/Instituto de Emprego e Forma&ccedil;&atilde;o Profissional (2014). <i>Relat&oacute;rio mensal. Execu&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica e financeira. Valores acumulados a 30 de setembro de 2014</i>. Dispon&iacute;vel em:  <a href="https://www.iefp.pt/documents/10181/747525/Relatorio+de+Execu% C3%A7%C3%A3o+Financeira+setembro+2014.pdf/ 5649afcd-bec5-4397-8bfc-7f062b98d71d" target="_blank">https://www.iefp.pt/documents/10181/747525/Relatorio+de+Execu% C3%A7%C3%A3o+Financeira+setembro+2014.pdf/ 5649afcd-bec5-4397-8bfc-7f062b98d71d</a>&nbsp;(acesso 27 de novembro de 2014).</p>     <!-- ref --><p>Jessop, B. (1995). The regulation approach, governance and post-Fordism: Alternative perspectives on economic and political change?<i> International Journal of Human Resource Management, 24</i>(3), 307-333.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=761743&pid=S0871-9187201700010000900022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Junemann, C., &amp; Ball, S. (2013). ARK and the revolution of state education in England. <i>Education Inquiry, 4</i>(3), 423-441.  Dispon&iacute;vel em: <a href="http://dx.doi.org/10.3402/edui.v4i3.22611" target="_blank">http://dx.doi.org/10.3402/edui.v4i3.22611</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=761745&pid=S0871-9187201700010000900023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Laval, C. (2004). A escola n&atilde;o &eacute; uma empresa. <i>O neo-liberalismo em ataque ao ensino p&uacute;blico</i>. Londrina: Ed. Planta.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=761746&pid=S0871-9187201700010000900024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Le Grand, J., &amp; Bartlett, W. (Orgs). (1993). <i>Quasi markets and social policy</i>. Londres: The Macmillan Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=761748&pid=S0871-9187201700010000900025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lima, L. C. (2007). <i>Educa&ccedil;&atilde;o ao longo da vida. Entre a m&atilde;o direita e a m&atilde;o esquerda de Mir&oacute;</i>. S&atilde;o Paulo: Cortez.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=761750&pid=S0871-9187201700010000900026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Marginson, S. (1997). <i>Markets in education</i>. St. Leonard&rsquo;s, NSW: Allen &amp; Unwin.</p>     <!-- ref --><p>Newman, J., &amp; Clarke, J. (2012). Gerencialismo. <i>Educa&ccedil;&atilde;o &amp; Realidade, 37</i>(2), 353-381. Dispon&iacute;vel em:  <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S2175-62362012000200003" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S2175-62362012000200003</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=761753&pid=S0871-9187201700010000900028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>N&oacute;voa, A. (1998). <i>Histoire &amp; comparaison: Essais sur l&rsquo;&eacute;ducation</i>. Lisboa: Educa.</p>     <!-- ref --><p>Peroni, V. (2003). <i>Pol&iacute;tica educacional e papel do Estado no Brasil dos anos 90</i>. S&atilde;o Paulo: Xam&atilde;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=761755&pid=S0871-9187201700010000900030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</p>     <p>Peroni, V. (2006). Conex&otilde;es entre o p&uacute;blico e o privado no financiamento e gest&atilde;o da escola p&uacute;blica. Eccos &ndash; <i>Revista Cient&iacute;fica, 8</i>(1), 111-132.</p>     <!-- ref --><p>Peroni, V. (2011). P&uacute;blico/privado na Educa&ccedil;&atilde;o Especial em tempos de redefini&ccedil;&otilde;es no papel do Estado. In M. Kassar (Org.), <i>Di&aacute;logos com a diversidade: Sentidos da inclus&atilde;o</i> (pp. 39-60). Campinas: Mercado de Letras.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=761758&pid=S0871-9187201700010000900032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Peroni, V. (2013). As rela&ccedil;&otilde;es entre o p&uacute;blico e o privado nas pol&iacute;ticas educacionais no contexto da terceira via. <i>Curr&iacute;culo sem Fronteiras, 13</i>(2), 234-255.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=761760&pid=S0871-9187201700010000900033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Peroni, V. (2015). Implica&ccedil;&otilde;es da rela&ccedil;&atilde;o p&uacute;blico-privada para a democratiza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o no Brasil. In V. Peroni (Org.), <i>Di&aacute;logos sobre as redefini&ccedil;&otilde;es no papel do Estado e nas fronteiras entre o p&uacute;blico e o privado na educa&ccedil;&atilde;o</i> (pp. 15-34). S&atilde;o Leopoldo: Oikos.</p>     <p>Peroni, V. (2016). <i>Implica&ccedil;&otilde;es da rela&ccedil;&atilde;o p&uacute;blico-privada para a democratiza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o no Brasil </i>(Tese de promo&ccedil;&atilde;o a Professor Titular da Carreira do Magist&eacute;rio Superior). Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Brasil. Dispon&iacute;vel em:&nbsp;<a href="https://plone.ufrgs.br/gprppe/teses" target="_blank">https://plone.ufrgs.br/gprppe/teses</a></p>     <p>Pires, D. O. (2015). <i>A constru&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica da rela&ccedil;&atilde;o p&uacute;blico-privada na promo&ccedil;&atilde;o do direito &agrave; educa&ccedil;&atilde;o no Brasil</i> (Tese de Doutorado). Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Brasil.</p>     <!-- ref --><p>Reis, J. (2014). Apresenta&ccedil;&atilde;o. In J. Reis (Coord.), <i>A economia pol&iacute;tica do retrocesso. Crise, causas e objectivos </i>(pp. 9-19). Coimbra: Almedina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=761765&pid=S0871-9187201700010000900034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rhodes, R. A. W. (1996). The new governance: Governing without government. <i>Political Studies, 44</i>(4), 652-667.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=761767&pid=S0871-9187201700010000900035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Rikowski, G. (2014). <i>Crises in education, crises of education</i>. Paper prepared for the Philosophy of Education Seminars at the University of London, Institute of Education, 2014-15.</p>     <!-- ref --><p>Robertson, S., &amp; Verger, A. (2012). A origem das parcerias p&uacute;blico-privada na governan&ccedil;a global da educa&ccedil;&atilde;o. <i>Educa&ccedil;&atilde;o &amp; Sociedade, 33</i>(121), 1133-1156.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=761770&pid=S0871-9187201700010000900036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Robertson, S., Mundy, K., Verger, A., &amp; Menashy, F. (2012). <i>Public private partnerships in education: New actors and modes of governance in a globalizing world</i>. London: Elgar Publishing Limited.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=761772&pid=S0871-9187201700010000900037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Rodrigues, R., &amp; Santos, M. (2013). O programa nacional de acesso ao ensino t&eacute;cnico e emprego &ndash; Pronatec: Um olhar a partir das rela&ccedil;&otilde;es entre o p&uacute;blico e o privado. In V. Peroni (Org.), <i>Redefini&ccedil;&otilde;es das fronteiras entre o p&uacute;blico e o privado: Implica&ccedil;&otilde;es para a democratiza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o</i> (pp. 290-307). Bras&iacute;lia: Liber Livro.</p>     <!-- ref --><p>Santos, B. S. (1990). <i>O Estado e a sociedade em Portugal </i>(1974-1988). Porto: Afrontamento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=761775&pid=S0871-9187201700010000900039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Santos, B. S. (1993). <i>Portugal: Um retrato singular. </i>Porto: Afrontamento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=761777&pid=S0871-9187201700010000900040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Santos, B. S. (1997). Por uma concep&ccedil;&atilde;o multicultural de direitos humanos. <i>Revista Cr&iacute;tica de Ci&ecirc;ncias Sociais, 48</i>, 11-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=761779&pid=S0871-9187201700010000900041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Santos, B. S. (2001). Os processos de globaliza&ccedil;&atilde;o. In B. S. Santos (Org.), <i>Globaliza&ccedil;&atilde;o. Fatalidade ou utopia?</i> (pp. 31-106). Porto: Afrontamento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=761781&pid=S0871-9187201700010000900042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Santos, B. S. (2005). A cr&iacute;tica da governa&ccedil;&atilde;o neoliberal: O F&oacute;rum Social Mundial como pol&iacute;tica e legalidade cosmopolita subalterna. <i>Revista Cr&iacute;tica de Ci&ecirc;ncias Sociais, 72</i>, 7-44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=761783&pid=S0871-9187201700010000900043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Santos, B. S. (2012). <i>Portugal. Ensaio contra a autoflagela&ccedil;&atilde;o</i>. Coimbra: Almedina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=761785&pid=S0871-9187201700010000900044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Seixas, A. M. (2000). O ensino superior privado em Portugal: Pol&iacute;ticas e discursos. <i>Revista Portuguesa de Educa&ccedil;&atilde;o, 13</i>(2), 53-79.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=761787&pid=S0871-9187201700010000900045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Stoer, S. (1994). O Estado e as pol&iacute;ticas educativas: Uma proposta de mandato renovado para a escola democr&aacute;tica. <i>Revista Cr&iacute;tica de Ci&ecirc;ncias Sociais, 41</i>, 3-33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=761789&pid=S0871-9187201700010000900046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Susin, M. O. (2009). <i>A qualidade na educa&ccedil;&atilde;o infantil comunit&aacute;ria em Porto Alegre: Estudo de caso em quatro creches conveniadas</i> (Tese de Doutorado). Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Brasil.</p>     <!-- ref --><p>Vieira, E. (1998). O Estado e a sociedade civil perante o ECA e a LOAS. <i>Servi&ccedil;o Social &amp; Sociedade, 56</i>, 9-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=761792&pid=S0871-9187201700010000900047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Vilarinho, M. E. (2000). <i>Pol&iacute;ticas de educa&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-escolar em Portugal (1977-1997). </i>Lisboa: Instituto de Inova&ccedil;&atilde;o Educacional.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=761794&pid=S0871-9187201700010000900048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Wood, E. M. (2014). <i>O imp&eacute;rio do capital. </i>S&atilde;o Paulo: Boitempo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=761796&pid=S0871-9187201700010000900049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><b>Legisla&ccedil;&atilde;o consultada</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Brasil. Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o (2011b). <i>Lei n&ordm; 12.513, de 26 de outubro. Institui o Programa Nacional de Acesso ao Ensino T&eacute;cnico e Emprego</i> (PRONATEC). Bras&iacute;lia, Distrito Federal.</p>     <p>Brasil. Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o/Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educa&ccedil;&atilde;o (2012). Resolu&ccedil;&atilde;o CD/FNDE n&ordm; 44, de 05 de setembro de 2012. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://portal.mec.gov.br" target="_blank">http://portal.mec.gov.br</a>&nbsp;(consultado em 27 de julho de 2015).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Financiamento</b></p>     <p>As pesquisas que sustentam este artigo foram financiadas por fundos nacionais do CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico do Brasil e da FCT - Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e a Tecnologia (Projeto PEst-OE/CED/UI1661/2014) de Portugal.</p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#topc0">Endereço para Correspondência</a><a name="c0"></a>     <p>Toda a correspondência relativa a este artigo deve ser enviada para: Maria de Fátima Magalhães Antunes Gonçalves Teixeira, Centro de Investigação em Educação, Instituto de Educação, Universidade do Minho, Campus de Gualtar, 4710-057 Braga, Portugal. E-mail: Email: <a href="mailto:fantunes@ie.uminho.pt">fantunes@ie.uminho.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Recebido em fevereiro/2016</i></p>     <p><i>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em novembro/2016</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Notas</b></p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> Fonte: IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica), dados de 2014.</p>     <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sobre o financiamento e controlo social das institui&ccedil;&otilde;es do terceiro setor no Brasil, ver Peroni (2006). </p>     <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O Plano de Desenvolvimento da Educa&ccedil;&atilde;o foi lan&ccedil;ado em 2007, pelo Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o, com o objetivo de promover a melhoria da qualidade da educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica brasileira. Este Plano cont&eacute;m um Plano de Metas, em que os estados e munic&iacute;pios elaboram os seus Planos de A&ccedil;&otilde;es Articuladas (PAR) com base no diagn&oacute;stico das suas necessidades. </p>     <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ver, por exemplo: <a href="http://www.publico.pt/sociedade/noticia/judiciaria-faz-buscas-em-colegios-do-grupo-gps-1620493" target="_blank">http://www.publico.pt/sociedade/noticia/judiciaria-faz-buscas-em-colegios-do-grupo-gps-1620493</a>. </p>     <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cf. <a href="http://www.jornaldasoficinas.com/pt/mercado/item/1664-iefp-e-atec-reforcam-parceria-para-o-sistema-dual" target="_blank">http://www.jornaldasoficinas.com/pt/mercado/item/1664-iefp-e-atec-reforcam-parceria-para-o-sistema-dual</a> ou <a href="https://www.atec.pt/en/academia-formacao-atec/quem-somos.html" target="_blank">https://www.atec.pt/en/academia-formacao-atec/quem-somos.html</a> (consultado a 6 de outubro de 2014). Segundo a &uacute;ltima p&aacute;gina eletr&oacute;nica referida, a ATEC &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o de Forma&ccedil;&atilde;o para a Ind&uacute;stria &ndash; tem como promotores a Volkswagen Autoeuropa, a Siemens, a Bosch e a C.C.I.L.A. (ou AHK - C&acirc;mara de Com&eacute;rcio e  Ind&uacute;stria Luso-Alem&atilde;).</p>     <p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No caso dos Cursos de Educa&ccedil;&atilde;o e Forma&ccedil;&atilde;o  ou dos mais recentes Cursos Vocacionais, estava envolvido tamb&eacute;m o n&iacute;vel b&aacute;sico de educa&ccedil;&atilde;o (9 anos de  escolaridade) e podia, na segunda modalidade, abranger crian&ccedil;as a partir dos 13 anos. </p>      ]]></body><back>
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