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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>LEITURAS</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>AZEVEDO, FERNANDO &amp; BAL&Ccedil;A, &Acirc;NGELA (Coords.) (2016).</b><b> <i>Leitura e Educa&ccedil;&atilde;o Liter&aacute;ria</i>. Lisboa:  Pactor</b></p>     <p><b>Micaela Ramon</b></p>     <p>Centro de Estudos Human&iacute;sticos, Instituto de Letras e Ci&ecirc;ncias Humanas, Universidade do Minho, Portugal</p>     <p>&nbsp;</p>       <p><i>Leitura e Educa&ccedil;&atilde;o Liter&aacute;ria</i>, volume sa&iacute;do a p&uacute;blico em primeira edi&ccedil;&atilde;o em julho &uacute;ltimo, re&uacute;ne um conjunto de dez artigos de autoria diversa, sob a coordena&ccedil;&atilde;o de Fernando Azevedo e de &Acirc;ngela Bal&ccedil;a, investigadores com reconhecido trabalho de m&eacute;rito nas &aacute;reas dos estudos da crian&ccedil;a e da promo&ccedil;&atilde;o da leitura.</p>     <p>Tal como sugerido pelo t&iacute;tulo, o denominador comum a todos os cap&iacute;tulos do livro &eacute; a educa&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria, tema que, n&atilde;o sendo novo, ganhou recentemente visibilidade acrescida ao ser assumido de forma expl&iacute;cita como um dom&iacute;nio aut&oacute;nomo do "Programa e metas curriculares de Portugu&ecirc;s para o ensino b&aacute;sico" (2015), documento oficial que regula as pr&aacute;ticas de ensino-aprendizagem da l&iacute;ngua materna nos tr&ecirc;s primeiros ciclos de ensino em Portugal.</p>     <p>Ainda que o conceito de educa&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria possa, em sentido lato, ser aplicado ao processo de apropria&ccedil;&atilde;o de objetos est&eacute;ticos que se sirvam do c&oacute;digo verbal tanto na sua modalidade escrita como oral, a rela&ccedil;&atilde;o entre a leitura e a educa&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria surge como a mais natural, justificando por si s&oacute; o t&iacute;tulo escolhido para a obra.</p>     <p>No j&aacute; referido programa de Portugu&ecirc;s para o ensino b&aacute;sico s&atilde;o identificados como principais objetivos da educa&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria: 1) o desenvolvimento da capacidade de leitura cr&iacute;tica e 2) a partilha de um patrim&oacute;nio cultural nacional e internacional reconhecido pela(s) comunidade(s). Depreende-se, pois, que a educa&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria &eacute; tarefa ambiciosa e complexa que almeja alcan&ccedil;ar resultados n&atilde;o apenas de natureza acad&eacute;mica mas tamb&eacute;m formativa e cultural. Ou seja, n&atilde;o se trata de um desiderato que se circunscreva &agrave; escola e &agrave; forma&ccedil;&atilde;o curricular dos indiv&iacute;duos, mas sim de um projeto de forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua dos sujeitos ao longo da vida.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por essa raz&atilde;o, como &eacute; defendido em v&aacute;rios pontos desta obra, a educa&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria ultrapassa os dom&iacute;nios da rela&ccedil;&atilde;o professor/aluno para implicar um leque bem mais alargado de intervenientes oriundos de v&aacute;rios setores da estrutura social. Por outro lado, convoca tamb&eacute;m um conjunto de m&eacute;todos e de t&eacute;cnicas aplic&aacute;veis tanto em contextos de aprendizagem formal como de pr&aacute;ticas educativas informais.</p>     <p>De uma forma geral, os Cap&iacute;tulos 1, 3, 4 e 9 do volume em an&aacute;lise discutem aspetos relacionados com os agentes da educa&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria.</p>     <p>No primeiro cap&iacute;tulo, os coordenadores da obra definem o conceito em apre&ccedil;o, refletem sobre a relev&acirc;ncia da sua pr&aacute;tica para a forma&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos e salientam o interesse de a encarar como uma tarefa coletiva, transversal e cont&iacute;nua que envolve as fam&iacute;lias, os educadores e os professores, sem deixar de considerar outros mediadores que possam atuar em espa&ccedil;os como as institui&ccedil;&otilde;es culturais, os hospitais e centros de sa&uacute;de, os transportes p&uacute;blicos ou as pris&otilde;es, numa din&acirc;mica de forma&ccedil;&atilde;o informal que acompanhe todo o percurso de vida dos sujeitos.</p>     <p>Partindo da convic&ccedil;&atilde;o de que "a literacia familiar estar&aacute; sempre relacionada com a influ&ecirc;ncia do meio familiar no sucesso escolar da crian&ccedil;a" (p. 31), Cristina Almeida Gon&ccedil;alves, Maria da Gra&ccedil;a Sardinha e Paulo Os&oacute;rio, autores do Cap&iacute;tulo 3, enfatizam a import&acirc;ncia da fam&iacute;lia, sobretudo dos pais, para o desenvolvimento de h&aacute;bitos de leitura dos filhos e sua consequente educa&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria. Apoiados nos resultados de um estudo emp&iacute;rico, sustentam que a literacia familiar &eacute; um dos fatores que mais influencia, positiva ou negativamente, a literacia escolar das crian&ccedil;as e dos jovens, ao mesmo tempo que constitui o principal garante de que os leitores formados em tenras idades n&atilde;o o deixar&atilde;o de ser ao longo da vida.</p>     <p>O foco do quarto cap&iacute;tulo s&atilde;o os mediadores de leitura, nomeadamente aqueles que atuam em espa&ccedil;os como as bibliotecas, as livrarias ou outros contextos culturais em que o contacto com os livros e com a leitura se fa&ccedil;a preferencialmente de forma l&uacute;dica, muitas vezes tendo como destinat&aacute;rios crian&ccedil;as ainda iletradas ou em fases iniciais de letramento. Jorge Passos Martins e Fernando Azevedo sustentam que "a crian&ccedil;a consubstancia-se como um destinat&aacute;rio com pouca experi&ecirc;ncia no contacto com as obras liter&aacute;rias, influenciada ainda pela literatura oral, tendo, da mesma forma, uma compet&ecirc;ncia enciclop&eacute;dica reduzida" (p. 51). Cabe assim aos mediadores a importante tarefa de selecionar obras relevantes e de desenvolver estrat&eacute;gias e promover pr&aacute;ticas que estimulem a leitura "enquanto atividade que se deseja volunt&aacute;ria e exercit&aacute;vel, pelo sujeito, ao longo da vida, em quantidade e em qualidade" (p. 57).</p>     <p>Embora n&atilde;o se enquadrando no g&eacute;nero do artigo cient&iacute;fico, mas antes do relato pessoal, o texto de Margarida Jun&ccedil;a, que constitui o Cap&iacute;tulo 9, integra ainda, pelo seu tema principal, o bloco de ensaios dedicados aos agentes da educa&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria. Sendo a autora contadora de hist&oacute;rias de profiss&atilde;o, partilha com os leitores o seu percurso e as suas conce&ccedil;&otilde;es sobre o contributo e o relevo deste tipo espec&iacute;fico de promotores liter&aacute;rios cuja atividade explora as potencialidades do texto oral.</p>     <p>Os textos dos Cap&iacute;tulos 5, 7, 8 e 10 apresentam reflex&otilde;es que incidem sobre os recursos dispon&iacute;veis para promover a educa&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria e as estrat&eacute;gias ou atividades que visam o mesmo fim.</p>     <p>No Cap&iacute;tulo 5, dedicado &agrave;s narrativas digitais, Ana Medeiros, &Iacute;ris Pereira e Clara Pereira Coutinho exploram as potencialidades dos novos suportes para o texto escrito, liter&aacute;rio e n&atilde;o liter&aacute;rio, os quais implicam necessariamente o desenvolvimento de pr&aacute;ticas comp&oacute;sitas de literacia &ndash; as multiliteracias. Como se pode ler no texto, "um dos tra&ccedil;os distintivos das multiliteracias &eacute; o uso de novos g&eacute;neros de texto, emergentes das novas necessidades comunicacionais (por exemplo, <i>sites</i>), e de g&eacute;neros textuais renovados pela utiliza&ccedil;&atilde;o, muitas vezes m&uacute;ltipla, de novos c&oacute;digos de significa&ccedil;&atilde;o (por exemplo, SMS)" (p. 60). A partir da an&aacute;lise das val&ecirc;ncias das ferramentas dispon&iacute;veis na web 2.0, as autoras defendem a sua utiliza&ccedil;&atilde;o como recurso educativo capaz de aproximar os alunos da leitura, mormente liter&aacute;ria, tornando-os participantes ativos n&atilde;o apenas na constru&ccedil;&atilde;o dos sentidos dos textos, mas das pr&oacute;prias narrativas.</p>     <p>O Cap&iacute;tulo 7, por seu turno, ocupa-se de um dos recursos mais tradicionais, mas tamb&eacute;m mais universalmente utilizados, para o ensino-aprendizagem das disciplinas curriculares - no caso concreto, os manuais dispon&iacute;veis no mercado para a disciplina de Portugu&ecirc;s. Tomando como objeto de estudo tr&ecirc;s manuais concebidos de acordo com os novos programas em vigor desde 2015, Ant&oacute;nio Carvalho da Silva faz um estudo comparativo dos mesmos incidindo sobre tr&ecirc;s aspetos essenciais: os paratextos introdut&oacute;rios; a organiza&ccedil;&atilde;o das unidades e das sequ&ecirc;ncias did&aacute;ticas; e as propostas de atividades de leitura liter&aacute;ria que tais manuais prop&otilde;em. O estudo feito permite-lhe concluir que, se bem que n&atilde;o se encontre nestes novos manuais uma distin&ccedil;&atilde;o clara entre conte&uacute;dos de leitura e conte&uacute;dos de leitura liter&aacute;ria, as atividades em torno do texto liter&aacute;rio continuam a ser a &acirc;ncora da organiza&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas na aula de l&iacute;ngua materna.</p>     <p>Dedicando-se ambos &agrave; apresenta&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias e de atividades para a promo&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria, os Cap&iacute;tulos 8 e 10 exploram uma dimens&atilde;o eminentemente pr&aacute;tica. No primeiro, Mois&eacute;s Selfa Satra e Fernando Azevedo p&otilde;em a &ecirc;nfase no tratamento did&aacute;tico do texto dram&aacute;tico, apresentando um conjunto de propostas concretas de obras pertencentes a este g&eacute;nero liter&aacute;rio, particularmente produtivas para o trabalho com alunos dos tr&ecirc;s ciclos do ensino b&aacute;sico. Por seu lado, o cap&iacute;tulo que encerra o volume, tamb&eacute;m assinado pelos seus coordenadores, prop&otilde;e "um conjunto de percursos e de estrat&eacute;gias did&aacute;ticas" (p. 121) para a promo&ccedil;&atilde;o da leitura, a partir de um <i>corpus</i> textual selecionado com o prop&oacute;sito de permitir desenvolver, simultaneamente, compet&ecirc;ncias lingu&iacute;stico-culturais e valores de cidadania nos jovens leitores.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Do volume fazem ainda parte dois outros cap&iacute;tulos que abordam problem&aacute;ticas complementares &agrave;s que s&atilde;o tratadas nos demais.</p>     <p>O Cap&iacute;tulo 2, escrito por Lu&iacute;sa Ara&uacute;jo, Patr&iacute;cia Dinis da Costa e C&eacute;lia Folgado, apresenta os dados dos resultados obtidos pelos alunos portugueses do 4&ordm; ano do 1&ordm; ciclo num estudo internacional &ndash; o PIRLS, <i>Progress in International Reading Literacy Study</i> &ndash; destinado a avaliar as suas capacidades de leitura de textos aut&ecirc;nticos e integrais, tanto liter&aacute;rios como informativos. Em ambos os casos, os alunos portugueses obtiveram bons resultados, sendo classificados acima da m&eacute;dia dos participantes dos restantes pa&iacute;ses avaliados. No entanto, estes resultados francamente positivos e encorajadores n&atilde;o se mant&ecirc;m ao longo do percurso escolar, levando as autoras a concluir que "no plano internacional, os alunos portugueses do 4&ordm; ano de escolaridade apresentam um desempenho em leitura acima da m&eacute;dia. No entanto, se considerarmos os resultados de leitura dos alunos portugueses de 15 anos no PISA 2012, verificamos que nos situamos abaixo da m&eacute;dia dos 65 pa&iacute;ses participantes (488 contra uma m&eacute;dia de 500)" (p. 26). Esta constata&ccedil;&atilde;o leva-as a questionarem-se sobre as causas desta aparente perda de compet&ecirc;ncias, adiantando elas a hip&oacute;tese de que "o sistema de ensino portugu&ecirc;s (&hellip;) [possa] n&atilde;o estar a contribuir da melhor forma para o desenvolvimento da compreens&atilde;o leitora " (p. 26), o que imp&otilde;e uma reflex&atilde;o sobre a forma&ccedil;&atilde;o dos professores para atuarem nesta &aacute;rea.</p>     <p>&Eacute; precisamente esse o t&oacute;pico desenvolvido no Cap&iacute;tulo 6, no qual Juan de Dios Villanueva Roa "analisa os lugares da literatura numa unidade curricular consagrada &agrave; sua did&aacute;tica" (p. 75), descrevendo detalhadamente a forma como tal unidade curricular se encontra organizada de maneira a formar professores-leitores capazes de estimular nos futuros alunos o gosto e o h&aacute;bito da leitura.</p>     <p>No pref&aacute;cio que escreveu para a obra em apre&ccedil;o, Fernando Pinto do Amaral reconhece que "n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil o contexto em que surge este volume", tendo em conta que "o ensino da literatura atravessa hoje uma certa crise, cujas ra&iacute;zes mergulham profundamente nas quest&otilde;es da sua pr&oacute;pria legitima&ccedil;&atilde;o, cada vez mais claudicante" (p. XI).</p>     <p>No entanto, vale a pena recordar as palavras de Margarida Vieira Mendes que considera que</p>     <blockquote>     <p>"a literatura obriga sempre o aprendiz &ndash; seja ele professor ou aluno &ndash; &agrave; prova da leitura, &agrave; decifra&ccedil;&atilde;o,  &agrave; regula&ccedil;&atilde;o das associa&ccedil;&otilde;es intertextuais, da imagina&ccedil;&atilde;o, da mem&oacute;ria, a uma resposta  emocional, a um ju&iacute;zo, a um ato verbal de outra natureza, i.&eacute;, a um gesto desautomatizado, pessoal, avesso &agrave;  repeti&ccedil;&atilde;o. O estatuto peculiar das obras liter&aacute;rias como seres incompletos, &aacute;vidos de interpreta&ccedil;&atilde;o e  exigindo uma permanente revis&atilde;o das categorias que aspiram a descrev&ecirc;-los, gera h&aacute;bitos disciplinares de aprendizagem e de  produ&ccedil;&atilde;o de saber, fabrica atitudes que, por sua vez, marcam o pr&oacute;prio modo do conhecimento, sacudindo f&oacute;rmulas e  ideias feitas" (in <i>Biblos</i>, vol.2, p.146).</p> </blockquote>     <p>&Eacute;, pois, de extrema relev&acirc;ncia social qualquer achega dada no sentido de promover a educa&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria dos indiv&iacute;duos, com particular destaque para as gera&ccedil;&otilde;es mais jovens, no sentido de os tornar cidad&atilde;os mais completos, aptos a apreciarem o mundo na sua dupla vertente &eacute;tica e est&eacute;tica.</p>     <p>A obra Leitura e Educa&ccedil;&atilde;o Liter&aacute;ria, que em boa hora foi publicada pela editora Pactor, d&aacute; um relevante contributo nesse sentido. Congregando um conjunto de artigos que, a partir de perspetivas diversas mas complementares, abordam a problem&aacute;tica da presen&ccedil;a do texto escrito na vida dos indiv&iacute;duos, com particular destaque para o contributo que a escola e demais institui&ccedil;&otilde;es formativas possam dar para a promo&ccedil;&atilde;o da sua educa&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria, esta &eacute; sem d&uacute;vida uma publica&ccedil;&atilde;o de refer&ecirc;ncia para pais, educadores, professores e demais mediadores no &acirc;mbito da a&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gico-cultural.</p>      ]]></body>
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