<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0871-9187</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Educação]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. Port. de Educação]]></abbrev-journal-title>
<issn>0871-9187</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Centro de Investigação em Educação. Instituto de Educação da Universidade do Minho]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0871-91872018000100004</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.21814/rpe.10278</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Conhecer contextos, conhecer profissionais: Contributo para explorar o desenvolvimento de competências interculturais em contextos educativos]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Knowing contexts, knowing professionals: A contribution to explore the development of intercultural competences in educational contexts]]></article-title>
<article-title xml:lang="fr"><![CDATA[Connaître les contextes, connaître les professionnels: Contribution à explorer le développement des compétences interculturelles dans des contextes éducatifs]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[Daniela Filipa Santos]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A1"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[Sofia Marques da]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A1"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="AA1">
<institution><![CDATA[,Universidade do Porto  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2018</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2018</year>
</pub-date>
<volume>31</volume>
<numero>1</numero>
<fpage>38</fpage>
<lpage>60</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0871-91872018000100004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0871-91872018000100004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0871-91872018000100004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[O aumento de mobilidades e de movimentos migratórios na sociedade contemporânea europeia tem reflexo nos mais diversos contextos sociais, trazendo desafios particulares ao campo educativo. Neste alinhamento, as questões da diversidade cultural tornam-se audíveis não apenas pela emergência de situações mediatizadas, mas também porque nos relembram &#8220;velhas&#8221; diversidades, por vezes esquecidas. Este artigo procura contribuir para uma discussão em torno de preocupações que, sendo também de natureza global, se estendem a contextos educativos locais, onde diversidades culturais se vivem e produzem envolvendo diferentes figuras. O contributo decorre de um estudo qualitativo que procurou dar conta de competências valorizadas, apropriadas e mobilizadas por profissionais em contextos educativos formais, não formais e informais, no trabalho com diversidades étnicas, especificamente com jovens descendentes de imigrantes e de minorias étnicas. As entrevistas semiestruturadas e grupos de discussão focalizada possibilitaram conhecer um conjunto de competências profissionais que se organizaram em três dimensões: uma dimensão relacional, uma dimensão prática e uma dimensão de integração cultural e social.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The increasing mobility and migration movements in the European contemporary society have impacted multiple social contexts, bringing particular challenges to the education field. In this line, cultural diversity issues become heard, not only due to the emergence of mediatic situations, but also because they remind us of &#8220;old&#8221; diversities, sometimes forgotten. This article aims to contribute to a discussion which combines global concerns and influences local education contexts. This contribution comes from a qualitative study that aimed to account for competences that were valued, appropriated and used by professionals in formal, non-formal and informal education contexts, while working with ethnic diversities, namely with young people with a migrant background and from ethnic minorities. The semi structured interviews and the focus group discussions allowed us to know a set of professional competences which are organized into three dimensions: relational, practical and cultural and social integration.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="fr"><p><![CDATA[L'augmentation des mobilités et des mouvements migratoires dans la société européenne contemporaine répercute dans les plusieurs contextes sociaux, en entrainant des nouveaux défis pour le champ éducatif, particulièrement. Les questions de la diversité culturelle deviennent audibles même par l'émergence d'aspects médiatisés, mais aussi parce qu'elles nous rappellent les &#8220;vieilles&#8221; diversités, parfois oubliées. Cet article cherche à contribuer pour une discussion qui combine les préoccupations globales qui s'allongent à des contextes éducatifs locaux, où les diversités culturelles sont vécus et se produisent en impliquant des différentes figures. Cette contribution advient d'une recherche qualitative qui cherche à démontrer des compétences valorisées, appropriées et mobilisées par plusieurs professionnels en contextes éducatifs formels, informels et non-formels dans leurs travails avec la diversité ethnique, plus spécifiquement avec des jeunes descendants d'immigrants et de minorités ethniques. Les entretiens semi-directifs et les groupes de discussions ont permis une lecture d'un ensemble de compétences professionnelles organisées en trois dimensions : une dimension relationnelle, une dimension pratique et une dimension d'intégration culturelle et sociale.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Educação inter/multicultural]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Competências profissionais]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Diversidade cultural]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Inter/multicultural education]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Professional competences]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Cultural diversity]]></kwd>
<kwd lng="fr"><![CDATA[Education inter/multiculturelle]]></kwd>
<kwd lng="fr"><![CDATA[Compétences professionnelles]]></kwd>
<kwd lng="fr"><![CDATA[Diversité culturelle]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS</b></p>     <p><b>Conhecer contextos, conhecer profissionais: Contributo para explorar o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias interculturais em contextos educativos</b></p>     <p><b>Knowing contexts, knowing professionals: A contribution to explore the development of intercultural competences in educational contexts</b></p>     <p><b>Conna&icirc;tre les contextes, conna&icirc;tre les professionnels : Contribution &agrave; explorer le d&eacute;veloppement des comp&eacute;tences interculturelles dans des contextes &eacute;ducatifs</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Daniela Filipa Santos Silva<sup>i</sup> &amp; Sofia Marques da Silva<sup>i</sup></b></p>     <p>Universidade do Porto, Portugal</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#c0">Endereço para Correspondência</a><a name="topc0"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>     <p>O aumento de mobilidades e de movimentos migrat&oacute;rios na sociedade contempor&acirc;nea europeia tem reflexo nos mais diversos contextos sociais, trazendo desafios particulares ao campo educativo. Neste alinhamento, as quest&otilde;es da diversidade cultural tornam-se aud&iacute;veis n&atilde;o apenas pela emerg&ecirc;ncia de situa&ccedil;&otilde;es mediatizadas, mas tamb&eacute;m porque nos relembram &ldquo;velhas&rdquo; diversidades, por vezes esquecidas. Este artigo procura contribuir para uma discuss&atilde;o em torno de preocupa&ccedil;&otilde;es que, sendo tamb&eacute;m de natureza global, se estendem a contextos educativos locais, onde diversidades culturais se vivem e produzem envolvendo diferentes figuras. O contributo decorre de um estudo qualitativo que procurou dar conta de compet&ecirc;ncias valorizadas, apropriadas e mobilizadas por profissionais em contextos educativos formais, n&atilde;o formais e informais, no trabalho com diversidades &eacute;tnicas, especificamente com jovens descendentes de imigrantes e de minorias &eacute;tnicas. As entrevistas semiestruturadas e grupos de discuss&atilde;o focalizada possibilitaram conhecer um conjunto de compet&ecirc;ncias profissionais que se organizaram em tr&ecirc;s dimens&otilde;es: uma dimens&atilde;o relacional, uma dimens&atilde;o pr&aacute;tica e uma dimens&atilde;o de integra&ccedil;&atilde;o cultural e social.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Educa&ccedil;&atilde;o inter/multicultural; Compet&ecirc;ncias profissionais; Diversidade cultural;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The increasing mobility and migration movements in the European contemporary society have impacted multiple social contexts, bringing particular challenges to the education field. In this line, cultural diversity issues become heard, not only due to the emergence of mediatic situations, but also because they remind us of &ldquo;old&rdquo; diversities, sometimes forgotten. This article aims to contribute to a discussion which combines global concerns and influences local education contexts. This contribution comes from a qualitative study that aimed to account for competences that were valued, appropriated and used by professionals in formal, non-formal and informal education contexts, while working with ethnic diversities, namely with young people with a migrant background and from ethnic minorities. The semi structured interviews and the focus group discussions allowed us to know a set of professional competences which are organized into three dimensions: relational, practical and cultural and social integration.</p>     <p><b>Keywords</b>: Inter/multicultural education; Professional competences; Cultural diversity</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>RESUM&Eacute;</b></p>     <p>L&rsquo;augmentation des mobilit&eacute;s et des mouvements migratoires dans la soci&eacute;t&eacute; europ&eacute;enne contemporaine r&eacute;percute dans les plusieurs contextes sociaux, en entrainant des nouveaux d&eacute;fis pour le champ &eacute;ducatif, particuli&egrave;rement. Les questions de la diversit&eacute; culturelle deviennent audibles m&ecirc;me par l&rsquo;&eacute;mergence d&rsquo;aspects m&eacute;diatis&eacute;s, mais aussi parce qu&rsquo;elles nous rappellent les &ldquo;vieilles&rdquo; diversit&eacute;s, parfois oubli&eacute;es. Cet article cherche &agrave; contribuer pour une discussion qui combine les pr&eacute;occupations globales qui s&rsquo;allongent &agrave; des contextes &eacute;ducatifs locaux, o&ugrave; les diversit&eacute;s culturelles sont v&eacute;cus et se produisent en impliquant des diff&eacute;rentes figures. Cette contribution advient d&rsquo;une recherche qualitative qui cherche &agrave; d&eacute;montrer des comp&eacute;tences valoris&eacute;es, appropri&eacute;es et mobilis&eacute;es par plusieurs professionnels en contextes &eacute;ducatifs formels, informels et non-formels dans leurs travails avec la diversit&eacute; ethnique, plus sp&eacute;cifiquement avec des jeunes descendants d&rsquo;immigrants et de minorit&eacute;s ethniques. Les entretiens semi-directifs et les groupes de discussions ont permis une lecture d&rsquo;un ensemble de comp&eacute;tences professionnelles organis&eacute;es en trois dimensions : une dimension relationnelle, une dimension pratique et une dimension d&rsquo;int&eacute;gration culturelle et sociale.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Mots-cl&eacute;</b>: Education inter/multiculturelle ; Comp&eacute;tences professionnelles ; Diversit&eacute; culturelle</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>As crescentes mobilidades e movimentos migrat&oacute;rios nas sociedades contempor&acirc;neas, a europeia em particular, tornam mais aud&iacute;veis as quest&otilde;es da diversidade cultural e &eacute;tnica, trazendo &agrave; superf&iacute;cie discursos em torno de constrangimentos, inseguran&ccedil;as e medos, mas tamb&eacute;m discursos sobre potencialidades, cidadania e inclus&atilde;o; neste enquadramento, a constru&ccedil;&atilde;o de uma cidadania ativa e a inclus&atilde;o plena s&atilde;o vistas como dimens&otilde;es essenciais de desenvolvimento pessoal de todas as comunidades. A partir dos anos 1960, com os movimentos contraculturais, tem-se assistido a uma &ldquo;rebeli&atilde;o das diferen&ccedil;as&rdquo; (Magalh&atilde;es &amp; Stoer, 2005, p. 131) que vem questionando o conceito de cidadania, que, nas defini&ccedil;&otilde;es da sua g&eacute;nese, &eacute; associado &agrave; perten&ccedil;a conformada e &agrave; homogeneidade (Araujo, 2009). A pertin&ecirc;ncia de discutir o que est&aacute; em causa, e que decorre da intensidade de movimentos migrat&oacute;rios, ganha ainda maior relev&acirc;ncia dada a situa&ccedil;&atilde;o atual em diferentes pa&iacute;ses europeus confrontados com a chegada de vagas de pessoas refugiadas. Estas vagas significam novos desafios para diferentes contextos sociais e pol&iacute;ticos e, particularmente, para os contextos educativos e com um necess&aacute;rio impacto na forma&ccedil;&atilde;o de profissionais. Contudo, &ldquo;velhas&rdquo; diversidades, presentes h&aacute; muito tempo nas sociedades europeias e no contexto portugu&ecirc;s, t&ecirc;m sido mais esquecidas, nomeadamente em termos educativos e no mundo do trabalho. Os ciganos, em Portugal h&aacute; mais de cinco s&eacute;culos, &ldquo;permanecem ainda como um grupo n&atilde;o (re)conhecido pela sociedade portuguesa maiorit&aacute;ria&rdquo; (Mendes, Magano, &amp; Candeias, 2014, p. 12). A entrada de novas comunidades nas regi&otilde;es e sociedades europeias traz novos desafios e a&ccedil;&otilde;es que poder&atilde;o ser potenciados e transferidos para a integra&ccedil;&atilde;o das comunidades que continuam estrutural e tradicionalmente nas periferias da sociedade portuguesa e, em particular, nas margens dos contextos educativos.</p>     <p>A escola p&uacute;blica &eacute; o espa&ccedil;o educativo que, pela sua natureza pol&iacute;tica e pela fun&ccedil;&atilde;o social de cidadania e democracia (Silva, 2016), tem por princ&iacute;pio o acolhimento de &ldquo;uma enorme diversidade de jovens em termos sociais, culturais e identit&aacute;rios&rdquo; (Silva, 2008, p. 142), tendo um papel crucial no desenvolvimento deste trabalho de integra&ccedil;&atilde;o e inclus&atilde;o das comunidades. No entanto, comunidades como a cigana continuam a apresentar uma elevada percentagem de abandono e absentismo escolares (Casa-Nova, 2006).</p>     <p>&Eacute; a partir desta discuss&atilde;o, da sua import&acirc;ncia no campo educativo e da relev&acirc;ncia de contribuir para a integra&ccedil;&atilde;o das comunidades imigrantes em Portugal, que surge uma pesquisa qualitativa, no &acirc;mbito do Mestrado em Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o, com o objetivo de dar conta de compet&ecirc;ncias valorizadas, apropriadas e mobilizadas por diferentes profissionais em contextos educativos formais, n&atilde;o formais e informais no trabalho com a diversidade &eacute;tnica e cultural, especificamente com jovens descendentes de imigrantes e de minorias &eacute;tnicas.</p>     <p>O artigo apresenta, primeiramente, uma discuss&atilde;o te&oacute;rica em torno das problem&aacute;ticas da diversidade &eacute;tnica e cultural e, de seguida, uma breve refer&ecirc;ncia te&oacute;rica ao desenvolvimento do conceito de compet&ecirc;ncias interculturais. Posteriormente, apresentam-se os resultados da pesquisa bem como a sua discuss&atilde;o e, finalmente, uma breve conclus&atilde;o.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p> <ol>       <li><b>Diversidade: Conceitos e quadros te&oacute;ricos de leitura</b></li>     </ol>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tendo em considera&ccedil;&atilde;o que &ldquo;(as) democracias s&atilde;o hoje desafiadas, em maior ou menor grau e de forma mais ou menos radical, pela interpela&ccedil;&atilde;o ou simplesmente exist&ecirc;ncia no seu seio de v&aacute;rios grupos culturalmente diferentes&rdquo; (Nata, 2007, p. 23), as quest&otilde;es da diversidade e de rela&ccedil;&atilde;o com o &ldquo;outro&rdquo; t&ecirc;m sido alvo de aten&ccedil;&atilde;o no campo cient&iacute;fico das Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o, nomeadamente no que diz respeito &agrave;s intera&ccedil;&otilde;es e rela&ccedil;&otilde;es que se estabelecem no contexto escolar, um espa&ccedil;o ainda de tens&otilde;es entre identidades e diferen&ccedil;as (Silva, 2008) pela estranheza encontrada entre as identidades juvenis e o projeto da Escola.</p>     <p>Apoiando-nos na ideia de que o estatuto do &lsquo;outro&rsquo; em educa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; externo ao ato educativo nem &agrave; rela&ccedil;&atilde;o interpessoal em que esse ato se apoia (Magalh&atilde;es &amp; Stoer, 2011), a educa&ccedil;&atilde;o e os contextos educativos assumem particular import&acirc;ncia na promo&ccedil;&atilde;o da integra&ccedil;&atilde;o de imigrantes vindos de v&aacute;rios pontos do globo. Trabalhos de Leite (2003, 2005), por exemplo, contribu&iacute;ram para a discuss&atilde;o da multiculturalidade no espa&ccedil;o escolar, das implica&ccedil;&otilde;es curriculares e dos desafios da pr&aacute;tica docente perante a multiculturalidade, apontando para a consci&ecirc;ncia de que &ldquo;educadores/as e professores/as devem agir no sentido de implementarem reformas curriculares multiculturais que permitam n&atilde;o s&oacute; a compreens&atilde;o das culturas em presen&ccedil;a mas tamb&eacute;m a aquisi&ccedil;&atilde;o de uma compet&ecirc;ncia geradora de uma emancipa&ccedil;&atilde;o cultural&rdquo; (Leite, 2005, p. 10). A perspetiva de uma educa&ccedil;&atilde;o multicultural deve apontar, como refere Banks j&aacute; em 1995, para a reforma da escola e de outras institui&ccedil;&otilde;es educativas de modo a que estudantes de diferentes etnias e classes sociais possam experienciar uma igualdade educativa.</p>     <p>&nbsp;A diversidade &eacute; &ldquo;um termo frequentemente utilizado dentro da &aacute;rea da cidadania e educa&ccedil;&atilde;o c&iacute;vica na Europa (e) a sua imprecisa conceptualiza&ccedil;&atilde;o espelha os atuais desafios societais na Europa&rdquo; (Zimenkova, 2011, p. 23). Importa aqui clarificar o conceito de &lsquo;diversidade&rsquo; uma vez que este se inscreve dentro de uma heterogeneidade de campos e pr&aacute;ticas (Cortes&atilde;o, Costa, Rodrigues, &amp; Trindade, 2002). O significado inicial era referente a grupos minorit&aacute;rios compostos por elementos de diversas etnias. No entanto, com a crescente multiplicidade e uma consequente heterogeneidade de comunidades, &ldquo;(a) diversidade de alunos que passou a frequentar a escola provocou um redimensionar do pr&oacute;prio conceito de diferen&ccedil;a&rdquo; (Tavares &amp; Sanches, 2013, p. 308), alargado &agrave;s quest&otilde;es das necessidades educativas especiais, da multiculturalidade, da etnia, da nacionalidade, da classe social e das diferen&ccedil;as de g&eacute;nero. Neste trabalho, e tendo em conta que nos referimos a comunidades de diversidade &eacute;tnica, cultural e migrante, o conceito de diversidade refere-se &agrave; coexist&ecirc;ncia de grupos dominantes e grupos minorit&aacute;rios (em termos de poder) constitu&iacute;dos por diferentes etnias cobrindo segundas e subsequentes gera&ccedil;&otilde;es de imigrantes (Cortes&atilde;o et al., 2002). Consideramos tamb&eacute;m o modo como as quest&otilde;es de classe, principalmente, atravessam as comunidades e o modo como as diferen&ccedil;as dialogam entre si.</p>     <p>Uma quest&atilde;o relevante quando se procura compreender o trabalho de profissionais em contextos de diversidade diz respeito &agrave; pr&oacute;pria diversidade &eacute;tnica e cultural do grupo de profissionais docentes em contexto escolar. Ou seja, a escassa exist&ecirc;ncia, em Portugal, de docentes com caracter&iacute;sticas culturais e &eacute;tnicas diferentes da portuguesa poder&aacute; revelar-se como um obst&aacute;culo neste trabalho educativo espec&iacute;fico. De facto, se considerarmos a popula&ccedil;&atilde;o docente, esta permanece relativamente homog&eacute;nea (OECD Report, 2010), enquanto a heterogeneidade na sala de aula vai aumentando. N&atilde;o se defendendo aqui que docentes com <i>background</i> migrante ou de diferentes etnias devam ficar alocados a turmas com essas caracter&iacute;sticas, uma reflex&atilde;o sobre a baixa percentagem de docentes com essas caracter&iacute;sticas, pelo menos em Portugal, &eacute; necess&aacute;ria. Assim, pode-se questionar a pouca atratividade da profiss&atilde;o docente para pessoas dessas comunidades: o insucesso escolar destes grupos &eacute;tnico-culturais tem, necessariamente, consequ&ecirc;ncias no acesso ao ensino superior. Pode-se tamb&eacute;m discutir as vantagens de termos um grupo de docentes cuja diversidade possibilite um maior reconhecimento de diferentes culturas e melhor compreens&atilde;o das mesmas, podendo estes/as funcionar como mediadores/as entre culturas.</p>     <p>&nbsp;</p> <ol start="2">       <li><b>O conceito de compet&ecirc;ncias interculturais</b></li>     </ol>     <p>Durante os anos 1990, a introdu&ccedil;&atilde;o do conceito de compet&ecirc;ncia no campo educativo foi feita atrav&eacute;s da rela&ccedil;&atilde;o com a forma&ccedil;&atilde;o de professores/as e influenciou reformas educativas em diversos pa&iacute;ses da Uni&atilde;o Europeia (Council of Europe, 2009). Neste sentido, e aproximando-nos de uma defini&ccedil;&atilde;o mais esclarecedora de acordo com os objetivos deste trabalho, o conceito de compet&ecirc;ncia assume-se como uma combina&ccedil;&atilde;o de conhecimento, &lsquo;<i>skills</i>&rsquo;, entendimentos, valores e atitudes aplicadas &agrave; a&ccedil;&atilde;o num determinado contexto, implicando sempre um sentido de ag&ecirc;ncia, a&ccedil;&atilde;o e valor (Huber &amp; Reynolds, 2014; Siewiorek, Vivitsou, &amp; von Reis Saari, 2013). Adotamos este conceito, mesmo sabendo que pode ser controverso na sua utiliza&ccedil;&atilde;o, pois consideramos que remete para uma s&eacute;rie de pr&aacute;ticas e aptid&otilde;es que profissionais utilizam diariamente no exerc&iacute;cio das suas atividades, assumindo a &ldquo;articula&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s registros de vari&aacute;veis: saberes, esquemas de ac&ccedil;&atilde;o, um report&oacute;rio de condutas e de rotinas dispon&iacute;veis&rdquo; (Perrenoud, Paquay, Altet, &amp; Charlier, 2001, p. 90)<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>, tomando a pr&aacute;tica reflexiva (e n&atilde;o s&oacute; as aptid&otilde;es naturais e vis&iacute;veis na pr&aacute;tica) como uma importante dimens&atilde;o da compet&ecirc;ncia inter/multicultural.</p>     <p>Nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, foi dada uma grande import&acirc;ncia ao constructo de &ldquo;key competence&rdquo;<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>, inicialmente para dar conta de compara&ccedil;&otilde;es internacionais relacionadas com o sucesso escolar atrav&eacute;s de sistemas nacionais de refer&ecirc;ncia (PISA, PIRLS, TIMSS, etc.) (Council of Europe, 2009). Enquanto o termo compet&ecirc;ncia se refere a um processo de se tornar e estar qualificado, o conceito de &ldquo;key competences&rdquo; refere-se particularmente a compet&ecirc;ncias espec&iacute;ficas que podem ser utilizadas &ldquo;to master a variety of situations and demands seen, as in this case, from a diversity perspective&rdquo; (Council of Europe, 2009, p. 3). Neste sentido, assumimos a defini&ccedil;&atilde;o do conceito de compet&ecirc;ncias incluindo o de &ldquo;key competences&rdquo;, pois parece-nos o mais abrangente e diversificado para tratar o objeto que nos propomos estudar, pela multiplicidade de sujeitos e contextos em an&aacute;lise neste estudo, sendo necess&aacute;rio adotar uma conce&ccedil;&atilde;o abrangente do conceito e compreender o modo como, no terreno, &eacute; apropriado e se traduz em pr&aacute;ticas.</p>     <p>Estudos e relat&oacute;rios (Huber &amp; Reynolds, 2014; UNESCO, 2013) t&ecirc;m vindo a desenvolver an&aacute;lises sobre compet&ecirc;ncias interculturais. Considera-se, deste modo, que as compet&ecirc;ncias interculturais requerem estar aberto/a, curioso/a e interessado/a nas comunidades que t&ecirc;m afilia&ccedil;&otilde;es culturais distintas e a capacidade de compreender e interpretar as suas pr&aacute;ticas, valores e discursos (Huber &amp; Reynolds, 2014). Os estudos acima referidos permitiram chegar a algumas compet&ecirc;ncias-chave para o trabalho em contextos de diversidade: i) capacidade de reconhecer a import&acirc;ncia da constru&ccedil;&atilde;o de rela&ccedil;&otilde;es de confian&ccedil;a; ii) compet&ecirc;ncia &ldquo;plurilingu&iacute;stica&rdquo; &ndash; capacidade de conhecer diversas l&iacute;nguas e promover a manuten&ccedil;&atilde;o das culturas de origem atrav&eacute;s do conhecimento das l&iacute;nguas maternas e do desenvolvimento das mesmas; iii) respeito, toler&acirc;ncia e empatia pelo &lsquo;outro&rsquo; diferente; iv) valoriza&ccedil;&atilde;o e compreens&atilde;o da diversidade cultural; v) entender a diferen&ccedil;a como uma oportunidade de aprendizagem e n&atilde;o como um obst&aacute;culo &agrave; mesma; vi) conhecimento das cren&ccedil;as, valores e pr&aacute;ticas das diferentes culturas; vii) capacidade de se &ldquo;descentralizar&rdquo; de si pr&oacute;prio e considerar m&uacute;ltiplas perspectivas; viii) capacidade de adaptar os comportamentos a diferentes contextos e p&uacute;blicos (Huber &amp; Reynolds, 2014; Siewiorek et al., 2013).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Uma meta-an&aacute;lise de diferentes produ&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas realizada por Severiens, Wolff, e van Harpen (2013) aponta para a necessidade de dar aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s quest&otilde;es da L&iacute;ngua, uma vez que muitas crian&ccedil;as utilizam em casa uma L&iacute;ngua diferente da utilizada nas escolas (Severiens et al., 2013), e &agrave; pr&aacute;tica pedag&oacute;gica conhecedora das diferen&ccedil;as culturais com que o/a profissional trabalha, bem como para a import&acirc;ncia de estes profissionais desenvolverem compet&ecirc;ncias no &acirc;mbito do conhecimento das hist&oacute;rias de vida dos/as seus/suas alunos/as, reconhecendo as especificidades dos/as mesmos/as; trata-se de importantes compet&ecirc;ncias no trabalho com minorias &eacute;tnicas e migrantes (Leite, 2005; Pereira, 2004). Os processos de intera&ccedil;&atilde;o social mediados por quest&otilde;es de identidade t&ecirc;m igualmente influ&ecirc;ncia na pr&aacute;tica profissional com as diversidades. Falamos de estere&oacute;tipos, expectativas de professores/as e profissionais e quest&otilde;es identit&aacute;rias de n&iacute;vel &eacute;tnico e cultural (Severiens et al., 2013) que necessitam de ser compreendidos para um trabalho de qualidade com a diversidade. As compet&ecirc;ncias interculturais s&atilde;o adquiridas atrav&eacute;s de uma combina&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncia, forma&ccedil;&atilde;o e reflexividade do/a pr&oacute;prio/a profissional (UNESCO, 2013).</p>     <p>O conceito de professor inter/multicultural<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a> (Stoer, 1994) permite tamb&eacute;m discutir a necessidade de aquisi&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias como: (i) o entendimento da diversidade como fonte de riqueza; ii) a promo&ccedil;&atilde;o da rentabiliza&ccedil;&atilde;o de saberes e de culturas, tendo em considera&ccedil;&atilde;o a diversidade na sala de aula; iii) a reconceptualiza&ccedil;&atilde;o do mapa da identidade cultural do/a professor/a para ultrapassar quest&otilde;es de etnocentrismo<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a> cultural; iv) a defesa da escola como parte da comunidade local; e v) o reconhecimento de diferen&ccedil;as culturais atrav&eacute;s do desenvolvimento de dispositivos pedag&oacute;gicos<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a> com base da no&ccedil;&atilde;o de cultura como pr&aacute;tica social.</p>     <p>A discuss&atilde;o em torno desta problem&aacute;tica tornou-se crucial para a compreens&atilde;o das quest&otilde;es interculturais em contextos educativos. &Eacute; nesta senda que apresentamos, de seguida, a metodologia utilizada para responder ao objetivo deste trabalho.</p>     <p>&nbsp;</p> <ol start="3">       <li><b>Metodologia</b></li>     </ol>     <p>A pesquisa aqui apresentada coloca a sua preocupa&ccedil;&atilde;o na ausculta&ccedil;&atilde;o das vozes marginalizadas que ganham relev&acirc;ncia num tempo em que as grandes narrativas est&atilde;o falidas (Magalh&atilde;es &amp; Stoer, 2005) e segue-se fugindo de um centralismo hist&oacute;rico, para um processo ideologicamente contradit&oacute;rio, rumo &agrave;s narrativas locais e globais (Hall, 2003). Se procuramos ouvir as vozes e os m&uacute;ltiplos sentidos subjetivos dados ao social e aos fen&oacute;menos sociais, afirmamos a sua justifica&ccedil;&atilde;o dentro de um &ldquo;paradigma qualitativo&rdquo; (Silva, 2011, p. 51), no qual as suas metodologias prop&otilde;em &ldquo;a compreens&atilde;o dos comportamentos a partir da perspectiva dos sujeitos da investiga&ccedil;&atilde;o&rdquo; (Bogdan &amp; Biklen, 1994, p. 16).</p>     <p>Assente o objetivo e manifesta a necessidade de ausculta&ccedil;&atilde;o dos sujeitos, colocava-se a necessidade de procura de contextos que nos ajudassem a desconstruir e compreender a problem&aacute;tica. A ace&ccedil;&atilde;o inicial foi a de procurar contextos educativos (formais, n&atilde;o-formais e informais) em que a diversidade &eacute;tnica e cultural fosse significativa. Neste sentido, a escolha de contextos em que pud&eacute;ssemos investigar partiu da variedade de etnias, culturas e nacionalidades que os mesmos nos pudessem oferecer.</p>     <p>Alguns dos projetos inseridos no Programa Escolhas foram op&ccedil;&otilde;es, tanto pela proximidade e facilidade em entrar em contextos do Programa, como pelo objetivo e contextualiza&ccedil;&atilde;o do mesmo:</p>     <p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>O Escolhas &eacute; um programa governamental de &acirc;mbito nacional, criado em 2001, promovido pela Presid&ecirc;ncia do Conselho de Ministros e integrado no Alto Comissariado para as Migra&ccedil;&otilde;es &ndash; ACM, IP, cuja miss&atilde;o &eacute; promover a inclus&atilde;o social de crian&ccedil;as e jovens de contextos socioecon&oacute;micos vulner&aacute;veis, visando a igualdade de oportunidades e o refor&ccedil;o da coes&atilde;o social.<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a></blockquote>     <p></p>     <p>Neste sentido, foram selecionados tr&ecirc;s projetos do Programa: um na zona de Vila Nova de Gaia, outro no Grande Porto e um terceiro na Grande Lisboa. Pareceu-nos tamb&eacute;m pertinente a an&aacute;lise destas quest&otilde;es de investiga&ccedil;&atilde;o em contextos diferentes relativamente &agrave; zona geogr&aacute;fica, uma vez que as quest&otilde;es da diversidade s&atilde;o trabalhadas e encaradas de forma diferente de contexto para contexto e de &aacute;rea para &aacute;rea. Pretend&iacute;amos tamb&eacute;m ter contacto com contextos escolares que tivessem uma diversidade &eacute;tnica e cultural significativa. A assun&ccedil;&atilde;o inicial foi investigar em escolas da mesma &aacute;rea geogr&aacute;fica que a dos projetos do Programa Escolhas. No entanto, o contacto com o contexto escolar nem sempre &eacute; facilitado, pelo que recorremos a institui&ccedil;&otilde;es escolares onde j&aacute; tiv&eacute;ssemos contactos privilegiados. Assim, foram selecionadas duas escolas (que iremos referir como escola 1 e escola 2). Ambas situadas na zona oriental da cidade do Porto, estas escolas est&atilde;o inseridas no programa TEIP (Territ&oacute;rios Educativos de Interven&ccedil;&atilde;o Priorit&aacute;ria) e apresentam uma diversidade &eacute;tnica e cultural significativa, sendo que a maioria dos/as estudantes prov&eacute;m de bairros sociais do Porto, havendo tamb&eacute;m uma percentagem significativa de estudantes de etnia cigana.</p>     <p>Ap&oacute;s an&aacute;lise da literatura sobre o tema, foram constru&iacute;dos os gui&otilde;es das entrevistas, que focaram diversos temas: Rela&ccedil;&atilde;o com a profiss&atilde;o; Forma&ccedil;&atilde;o de profissionais; Rela&ccedil;&atilde;o/trabalho com jovens pertencentes a minorias &eacute;tnicas e descendentes de migrantes; Dimens&atilde;o de inclus&atilde;o e culturas; Redes de apoio/trabalho em rede.</p>     <p>Foram realizadas 15 entrevistas semiestruturadas com diferentes figuras profissionais (<a href="#q1">Quadro 1</a>).<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q1"></a> <img src="/img/revistas/rpe/v31n1/31n1a04q1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Foram ainda realizados tr&ecirc;s grupos de discuss&atilde;o focalizada (GDF) com jovens que participavam nos projetos do Programa Escolhas. Recorremos tamb&eacute;m a um grupo de discuss&atilde;o com profissionais de diversas &aacute;reas e com jovens, realizado no &acirc;mbito da Rede Sirius e Projeto NAOS<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a>. Os grupos de discuss&atilde;o com jovens foram realizados nos contextos dos Programas Escolhas.</p> <ul>       <li>GDF 1 &ndash; Programa Escolhas em Vila Nova de Gaia: seis jovens (dois do sexo feminino, quatro do sexo masculino); idades compreendidas entre os 11 e os 14 anos; nacionalidades: portugueses/as, dois jovens com pais angolanos e iraquianos, um jovem portugu&ecirc;s de uma das comunidades ciganas instaladas na regi&atilde;o.</li>       <li>GDF 2 &ndash; Programa Escolhas em Lisboa e Associa&ccedil;&atilde;o Juvenil (os jovens pertenciam a um projeto do Programa Escolhas e a uma Associa&ccedil;&atilde;o Juvenil): seis jovens (cinco do sexo feminino e um do sexo masculino); idades compreendidas entre os 12 e os 15 anos; nacionalidades: portuguesa, pais e av&oacute;s africanos/as, angolana e brasileira.</li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li>GDF 3 &ndash; Programa Escolhas no Porto: cinco jovens (quatro do sexo masculino, um do sexo feminino); idades compreendidas entre os 11 e os 16 anos; nacionalidades: portuguesa; tr&ecirc;s jovens de uma das comunidades ciganas instaladas na regi&atilde;o.</li>       <li>GDF 4 &ndash; Profissionais e jovens: uma docente da FPCEUP e membro da Rede Sirius; um docente da Universidade Aut&oacute;noma de Barcelona e membro da Rede Sirius; uma representante da Rede Europeia Anti-Pobreza Portugal; a presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Mais Brasil; uma representante da FNAJ (Federa&ccedil;&atilde;o Nacional de Associa&ccedil;&otilde;es Juvenis); duas estudantes de doutoramento em Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o; um investigador do CIEE/FPCEUP; uma t&eacute;cnica do Programa Escolhas; uma coordenadora de um dos projetos do Programa Escolhas; um jovem guineense presidente de uma Associa&ccedil;&atilde;o Juvenil de Lisboa; dois jovens cabo-verdianos e membros de uma Associa&ccedil;&atilde;o Juvenil de Lisboa; uma psic&oacute;loga; a presidente da Associa&ccedil;&atilde;o dos Imigrantes de Leste; e uma bolseira de investiga&ccedil;&atilde;o do CIIE/FPCEUP.</li>     </ul>     <p>A escolha destes/as jovens justifica-se pelas condi&ccedil;&otilde;es dos contextos institucionais e, consequentemente, aqueles/as que estariam dispon&iacute;veis no momento para poder conversar connosco, sendo que o fator ser descendente de imigrante ou pertencente a uma minoria &eacute;tnica teria de estar assegurado, mesmo que n&atilde;o pudesse ser garantido em todos/as os/as participantes. Considera-se que a diversidade de sujeitos com que nos preocupamos em auscultar traz contributos necess&aacute;rios e extremamente diversificados, pela sua posi&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica<sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>, institucional, et&aacute;ria e &eacute;tnica, que em muito enriquecem a investiga&ccedil;&atilde;o, que se pretende que seja de car&aacute;ter compreensivo e cr&iacute;tico.</p>     <p>Realizados e transcritos as entrevistas e os grupos de discuss&atilde;o, submeteu-se o material emp&iacute;rico a uma an&aacute;lise tem&aacute;tica de modo a possibilitar interpreta&ccedil;&atilde;o e discuss&atilde;o, para melhor compreender o objeto de estudo. Deste modo, optou-se pela an&aacute;lise de conte&uacute;do tem&aacute;tica (Bardin, 1977), que procura dar um significado aos sentidos constru&iacute;dos pelas pessoas participantes, da qual surgiram dimens&otilde;es de an&aacute;lise emergentes do conjunto de materiais que se foram unificando, atrav&eacute;s de um processo verdadeiramente exaustivo e implicado, em que foram criadas unidades de significado.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p> <ol start="4">       <li><b>Em torno das compet&ecirc;ncias interculturais de profissionais: Resultados e discuss&atilde;o</b></li>     </ol> <ul>       <li><b><i>A&ccedil;&otilde;es face ao racismo<sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a>, xenofobia<sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a>, estere&oacute;tipos e discrimina&ccedil;&atilde;o </i></b></li>     </ul>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A perman&ecirc;ncia e manuten&ccedil;&atilde;o de uma identidade &eacute;tnica, constru&iacute;da atrav&eacute;s de uma etnicidade, &eacute; tida como minorit&aacute;ria, no interior de um Estado multi&eacute;tnico (Bastos &amp; Bastos, 1999; Casa-Nova, 2005), o que, muitas vezes, acarreta problemas de integra&ccedil;&atilde;o numa sociedade e cultura que atuem de acordo com uma vis&atilde;o etnoc&ecirc;ntrica. S&atilde;o v&aacute;rias as vezes em que as minorias &eacute;tnicas e descendentes de imigrantes se confrontam com atitudes discriminat&oacute;rias e racistas (Cabecinhas, 2002; Mendes, 2012). Reconhecendo que o trabalho de profissionais com estes/as jovens &eacute; di&aacute;rio, h&aacute; tamb&eacute;m o confronto com processos de discrimina&ccedil;&atilde;o. Os discursos foram evocando esta quest&atilde;o. Como lidam os/as profissionais com estas atitudes? Que rea&ccedil;&otilde;es/comportamentos/a&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m ao serem confrontados com estes processos?</p>     <p>Os discursos assentaram de forma clara no rep&uacute;dio face a atitudes discriminat&oacute;rias:</p>     <p>     <blockquote><i>Eu lido muito mal</i> porque depois&hellip; Primeiro, sempre lidei. Depois, se eu sonho que algum dos meus mi&uacute;dos, e j&aacute; me aconteceu, eu a&iacute; tive que me controlar! Que &eacute; chamado de qualquer coisa s&oacute; porque &eacute; preto, ou &eacute; discriminado s&oacute; porque &eacute; preto. (Mediadora Socioeducativa &ndash; entrevista)         <p></p>         <p><i>Um &oacute;dio de morte! Incomoda</i>! Incomoda bastante! (Dinamizador Escolhas 1 &ndash; entrevista)   </blockquote>     <p></p>     <p>No que diz respeito &agrave;s a&ccedil;&otilde;es que colocam em pr&aacute;tica quando s&atilde;o confrontados/as com estas situa&ccedil;&otilde;es, o di&aacute;logo parece ser a estrat&eacute;gia mais utilizada, como podemos verificar nos seguintes discursos:</p>     <p>     <blockquote>Tentando sempre <i>ouvir a pessoa e depois explicar melhor</i> o meu ponto de vista com exemplos, e tenho conseguido mudar algumas mentalidades. (Presidente Associa&ccedil;&atilde;o Juvenil &ndash; entrevista)         ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p>         <p>ent&atilde;o uma das nossas estrat&eacute;gias &eacute; relativizar ou mesmo dizer &ldquo;Isso nem faz sentido!&rdquo;, ou dizer &ldquo;Olha, &oacute;timo! Ainda bem que foste chamado disso. Sabes porqu&ecirc;? Porque estavas l&aacute;&hellip; <i>enriquecer mais a experi&ecirc;ncia</i>. (Mediadora Socioeducativa &ndash; entrevista)</p>         <p>Tento-lhes <i>mostrar um bocadinho o est&uacute;pido e irracional que isso &eacute;</i>. (Coordenadora Projeto Escolhas &ndash; entrevista)   </blockquote>     <p></p>     <p>O Livro Branco sobre o Di&aacute;logo Intercultural, editado pelo Conselho da Europa (2008), declara que a aus&ecirc;ncia deste di&aacute;logo vem contribuindo para os estere&oacute;tipos que se formam e para o favorecimento da intoler&acirc;ncia e da discrimina&ccedil;&atilde;o. Tal como sugerido internacionalmente em pol&iacute;ticas de integra&ccedil;&atilde;o, estes/as profissionais optam pelo di&aacute;logo para que haja um menor impacto destes fen&oacute;menos de discrimina&ccedil;&atilde;o nos/as jovens. Aproximamo-nos aqui de uma compet&ecirc;ncia que, em muitas conversas, foi considerada como essencial no trabalho com jovens descendentes de imigrantes e pertencentes a minorias &eacute;tnicas: o <i>di&aacute;logo</i>, a capacidade de, atrav&eacute;s da comunica&ccedil;&atilde;o verbal, fazer entender e compreender os fen&oacute;menos, bem como o impacto negativo que determinadas situa&ccedil;&otilde;es discriminat&oacute;rias podem ter na vida dos/as jovens. Por outro lado, apresentam-se, por vezes, situa&ccedil;&otilde;es em que o &ldquo;castigo&rdquo; de grupo parece ser a solu&ccedil;&atilde;o encontrada pelos/as profissionais em situa&ccedil;&otilde;es de discrimina&ccedil;&atilde;o entre os/as jovens.</p>     <p>     <blockquote>E: O que &eacute; que pensas sobre o racismo?         <p></p>         <p>J1: &Eacute; uma coisa m&aacute;!</p>         <p>J2: <i>Eu sou contra o racismo! N&atilde;o sou racista!</i></p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&hellip;</p>         <p>J4: E: Se for uma pessoa de ra&ccedil;a negra e n&oacute;s gozarmos essa pessoa, <i>metem-nos de castigo</i>! (GDF 1)   </blockquote>     <p></p>     <p>As atitudes discriminat&oacute;rias parecem ser reprovadas nos contextos em que estes/as profissionais se inserem, ao mesmo tempo que tentam ser apreendidas de forma positiva e de consciencializa&ccedil;&atilde;o dos/as jovens para uma maior aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s suas atitudes. Neste &acirc;mbito, os/as profissionais demonstram compet&ecirc;ncias ao n&iacute;vel do respeito, toler&acirc;ncia e empatia pelo &ldquo;outro&rdquo; diferente, da valoriza&ccedil;&atilde;o e compreens&atilde;o da diversidade cultural, e o entendimento da diferen&ccedil;a como uma oportunidade de aprendizagem e n&atilde;o como um obst&aacute;culo &agrave; mesma (Huber &amp; Reynolds, 2014; Siewiorek et al., 2013).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><i>4.2 Estrat&eacute;gias e pr&aacute;ticas espec&iacute;ficas na promo&ccedil;&atilde;o da integra&ccedil;&atilde;o dos/as jovens e de manuten&ccedil;&atilde;o da identidade </i></b></p>     <p>No que diz respeito &agrave; popula&ccedil;&atilde;o juvenil na Europa, existem, aproximadamente, 8.3 milh&otilde;es de jovens nos pa&iacute;ses da Uni&atilde;o Europeia que nasceram fora dos pa&iacute;ses de acolhimento, enquanto o n&uacute;mero de descendentes de imigrantes (2&ordf; gera&ccedil;&atilde;o) est&aacute; estimado em mais de 4 milh&otilde;es (Sirius Network, 2014). Estes dados colocam no foco do debate uma clara necessidade de consolidar o trabalho de acolhimento e integra&ccedil;&atilde;o de segundas e terceiras gera&ccedil;&otilde;es de imigrantes (Plano Estrat&eacute;gico para as Migra&ccedil;&otilde;es, 2015).</p>     <p>Tendo em conta que alguns destes/as jovens possam sentir algumas dificuldades ao n&iacute;vel da integra&ccedil;&atilde;o, que estrat&eacute;gias adotam os/as profissionais para a promo&ccedil;&atilde;o de uma potencial integra&ccedil;&atilde;o?</p>     <p>     <blockquote>Organizamos sempre <i>atividades</i> com jovens de bairros &ldquo;problem&aacute;ticos&rdquo; de modo a integrar todos em vez de criar rivalidades, como <i>lanches culturais</i> e o festival de ver&atilde;o organizado pelo nosso bairro e convidamos jovens de outros bairros problem&aacute;ticos para atuar juntamente com jovens nossos para os divulgar e tamb&eacute;m <i>integrar</i>. (Presidente Associa&ccedil;&atilde;o Juvenil &ndash; entrevista)         ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p>         <p>fazer <i>grupos interculturais</i>, que se promova um bocado este di&aacute;logo mais&hellip; &Agrave;s vezes &eacute; preciso for&ccedil;ar um bocado para a coisa resultar. (Representante Programa Escolhas &ndash; GDF 4)   </blockquote>     <p></p>     <p>As estrat&eacute;gias que os/as profissionais demonstram promover parecem ser aquelas que, ao mesmo tempo, s&atilde;o promotoras de uma maior manuten&ccedil;&atilde;o e preserva&ccedil;&atilde;o da identidade &eacute;tnica e cultural destes/as jovens. A consci&ecirc;ncia de que uma compet&ecirc;ncia profissional intercultural se constitui atrav&eacute;s do reconhecimento de que &eacute; necess&aacute;rio compreender a diversidade e heterogeneidade internas de todos os grupos culturais (Huber &amp; Reynolds, 2014) est&aacute; presente nos discursos e pr&aacute;ticas dos/as profissionais. Acreditamos que estas estrat&eacute;gias variem de contexto para contexto; profissionais de diferentes contextos, caracterizados por diferentes tipos de popula&ccedil;&atilde;o, parecem colocar em pr&aacute;tica diferentes tipos de estrat&eacute;gias contextualizadas. Os/as profissionais parecem reconhecer a variedade e heterogeneidade das culturas presentes nos seus contextos de trabalho e promovem essa integra&ccedil;&atilde;o e compreens&atilde;o nas suas pr&aacute;ticas di&aacute;rias:</p>     <p>     <blockquote>Primeiro, <i>h&aacute; sempre contactos a n&iacute;vel de religi&atilde;o</i>, n&atilde;o muito nossos, mas tentamos promov&ecirc;-los com os mi&uacute;dos&hellip; Por exemplo, todos os mu&ccedil;ulmanos sabem onde &eacute; que s&atilde;o as mesquitas, sabem os hor&aacute;rios, tudo isso &eacute; sempre muito f&aacute;cil para eles, <i>estamos sempre muito abertos para os ajudar nesse sentido</i>. (Mediadora Socioeducativa &ndash; entrevista)         <p></p>         <p>n&oacute;s conhecermos essa cultura e <i>termos o cuidado de a tratar como ela &eacute;</i> j&aacute; faz com que n&atilde;o desapare&ccedil;a! N&oacute;s aqui tentamos, em rela&ccedil;&atilde;o aos mu&ccedil;ulmanos, por exemplo, que &eacute; o maior exemplo que temos aqui, <i>tentamos conhecer a cultura deles e trabalhar com eles dentro dos limites que temos nessa cultura</i>. N&atilde;o vamos tentar incutir-lhes a nossa maneira de pensar, a nossa maneira de fazer as coisas. Eles t&ecirc;m a maneira deles! (Animadora Sociocultural Escolhas &ndash; entrevista)   </blockquote>     <p></p>     <p>Estas pr&aacute;ticas s&atilde;o tamb&eacute;m promotoras da manuten&ccedil;&atilde;o da identidade &eacute;tnica, religiosa e cultural dos/as jovens, ao permitir que tenham acesso e contacto com as dimens&otilde;es da sua cultura de origem. Alguns exemplos s&atilde;o dados por este profissional do Programa Escolhas:</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>     <blockquote><i>atividades interculturais</i>, intergeracionais&hellip; atividades em que exploramos mesmo os costumes das pr&oacute;prias regi&otilde;es, dos pr&oacute;prios pa&iacute;ses, em que fazemos, por exemplo, todos os anos, uma <i>feira gastron&oacute;mica</i> onde temos v&aacute;rias comidas de v&aacute;rios pa&iacute;ses, em que pedimos aos pais para confecionarem, por exemplo, um bolo ou uma receita, em que pedimos para eles fazerem uma comida t&iacute;pica do pa&iacute;s de forma a que todos provem e que todos saibam. (Dinamizador Escolhas 1 &ndash; entrevista).</blockquote>     <p></p>     <p>A maior parte das pr&aacute;ticas e estrat&eacute;gias referidas s&atilde;o relacionadas com momentos espec&iacute;ficos no tempo, e n&atilde;o tanto com estrat&eacute;gias integradas, o que pode conduzir a um perigo de &ldquo;<i>folcloriza&ccedil;&atilde;o</i> dos grupos culturais minorit&aacute;rios e o desenvolvimento, face aos mesmos, de atitudes de mera contempla&ccedil;&atilde;o&rdquo; (Leite, 2005, p. 6) ou, nas palavras de Stephen Stoer (1999), &agrave; pr&aacute;tica de um <i>pluralismo cultural benigno</i> que se rege por atos de reconhecimento muito mais do que por atos de conhecimento em que se enfatizam &laquo;estilos de vida&raquo; relegando para segundo lugar &laquo;oportunidades da vida&raquo; (elogia-se a toler&acirc;ncia em vez de se promover a justi&ccedil;a social) (p. 181). Esta quest&atilde;o &eacute; vis&iacute;vel no uso, por exemplo, de express&otilde;es como a que acima encontramos, de &ldquo;comida t&iacute;pica&rdquo;, e refor&ccedil;a um conjunto de estere&oacute;tipos e vis&otilde;es das pessoas e das suas comunidades como circunscritas a formas culturais que refor&ccedil;am a sua condi&ccedil;&atilde;o de alteridade e de estranheza. As pr&aacute;ticas interculturais a que os/as profissionais se referem, como feiras gastron&oacute;micas, podem correr o perigo de se inscreverem neste fen&oacute;meno do pluralismo cultural benigno e de folcloriza&ccedil;&atilde;o das culturas ao serem pr&aacute;ticas moment&acirc;neas que ocorrem durante dias e momentos determinados sem que haja uma integra&ccedil;&atilde;o propriamente dita dos aspetos culturais e &eacute;tnicos dos/as jovens. Do mesmo modo, Sleeter (1991) refere que existe este perigo de, muitas vezes, a educa&ccedil;&atilde;o de membros minorit&aacute;rios da sociedade ganhar a forma de &ldquo;ajuda benevolente&rdquo; que vai inibindo o processo de integra&ccedil;&atilde;o e acolhimento no seu estado pleno.</p>     <p>No espa&ccedil;o escolar, a integra&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas culturais no dia a dia parece estar mais enraizada nas pr&aacute;ticas di&aacute;rias:</p>     <p>     <blockquote>n&atilde;o se pretende que eles percam a identidade, obviamente. At&eacute; por esse motivo, tamb&eacute;m <i>introduzimos nos temas que se abordam aqui na escola quest&otilde;es ligadas &agrave; cultura deles</i>. (Psic&oacute;loga Escolar &ndash; entrevista)         <p></p>         <p>nas <i>aulas de Geografia</i>, por exemplo, &eacute; uma excelente oportunidade, e eu fiz muitas vezes, aproveitar falar de um certo pa&iacute;s para se conhecerem culturas, etnias&hellip; <i>Quando se</i> <i>tinha mi&uacute;dos de outros pa&iacute;ses na turma, aproveitar essas ocasi&otilde;es para que eles se dessem a conhecer</i>. (Diretor Agrupamento 2 &ndash; entrevista)   </blockquote>     <p></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A indica&ccedil;&atilde;o destas pr&aacute;ticas parece ultrapassar momentos de mera contempla&ccedil;&atilde;o das culturas diferentes, aproveitando as pr&aacute;ticas correntes e di&aacute;rias para a valoriza&ccedil;&atilde;o e conhecimento de valores culturais distintos. Neste sentido, pensamos que as pr&aacute;ticas inter/multiculturais se possam inscrever num ir al&eacute;m de meros momentos em que s&atilde;o &ldquo;materializadas em dan&ccedil;as, cantares e semanas gastron&oacute;micas das diversas culturas&rdquo; (Casa-Nova, 2005, p. 193), inserindo-se, antes, numa &ldquo;pedagogia cont&iacute;nua e continuada&rdquo; (C&ocirc;rte-Real &amp; S&aacute;, 2014, p. 154), para l&aacute; dos &ldquo;momentos calendarizados&rdquo;.</p>     <p>Este aspeto da necessidade de <i>continuidade</i> das a&ccedil;&otilde;es no tempo e no espa&ccedil;o torna-se relevante uma vez que &ldquo;a continuidade das experi&ecirc;ncias de envolvimento em experi&ecirc;ncias com elevada qualidade desenvolvimental liga-se &agrave; possibilidade destas se converterem em importantes acontecimentos transformadores para os sujeitos que nelas participam&rdquo; (Ferreira, 2006, p. 57). Neste sentido, as pr&aacute;ticas inter/multiculturais s&oacute; t&ecirc;m qualidade transformadora e integradora da diferen&ccedil;a se se assumirem como cont&iacute;nuas no tempo, sendo este/a um/a dos/as principais cuidados e necessidades a longo prazo no trabalho com a diversidade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><i>4.3 Estrat&eacute;gias e pr&aacute;ticas espec&iacute;ficas utilizadas no trabalho com jovens descendentes de imigrantes e pertencentes a minorias &eacute;tnicas </i></b></p>     <p>De forma a melhor compreender quais as compet&ecirc;ncias necess&aacute;rias e mobilizadas pelos/as profissionais no trabalho com a diversidade, durante as entrevistas foram abordadas as estrat&eacute;gias espec&iacute;ficas que se utilizam no trabalho com os/as jovens. As estrat&eacute;gias mencionadas foram de diversas dimens&otilde;es e n&iacute;veis. Aqui, enunciaremos todas as estrat&eacute;gias e, posteriormente, em forma de conclus&atilde;o e esquematiza&ccedil;&atilde;o, apresentaremos as dimens&otilde;es das estrat&eacute;gias e quais as compet&ecirc;ncias utilizadas e valorizadas.</p>     <p>A <i>compreens&atilde;o do &ldquo;outro&rdquo;</i> e dos seus valores e costumes parecem ser compet&ecirc;ncias valorizadas pelos/as profissionais que entrevist&aacute;mos:</p>     <p>     <blockquote><i>estar informado</i> das diferentes culturas e costumes, o saber l&iacute;nguas, uma necessidade de sensibilidade. (Profissional Escolhas &ndash; GDF 4)         <p></p>         <p>tem de <i>olhar para as suas subjectividades</i>&hellip; Claro que n&oacute;s temos que pesar bem se aquilo vai jogar contra ou a favor de todos, n&atilde;o podemos deixar de falar nessas possibilidades&hellip; Olhar para eles sem uma posi&ccedil;&atilde;o de poder. (Investigador FPCEUP &ndash; GDF 4)   </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p>     <p>Esta preocupa&ccedil;&atilde;o j&aacute; era apresentada nos anos 1990 por investigadores/as da &aacute;rea e deve ser chamada e relembrada para esta discuss&atilde;o. Assume-se como crucial a import&acirc;ncia da necessidade de o/a professor/a &ldquo;se dar conta da exist&ecirc;ncia de uma heterogeneidade maior ou menor dos alunos com que trabalha (professor n&atilde;o dalt&oacute;nico)&rdquo;<sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a> (Cortes&atilde;o &amp; Stoer, 1999, p. 24) atrav&eacute;s do reconhecimento das diferentes diversidades que ganham forma dentro do espa&ccedil;o de sala de aula. A compreens&atilde;o e respeito pela diferen&ccedil;a, bem como uma efetiva e apropriada resposta a essa diferen&ccedil;a, a valoriza&ccedil;&atilde;o da diversidade cultural e do pluralismo de pontos de vista, a abertura e curiosidade em aprender acerca de novos valores, culturas e costumes (uma &ldquo;multiperspetiva&rdquo;, habilidade de se descentrar do pr&oacute;prio e tomar o lugar do outro) (Huber &amp; Reynolds, 2014; UNESCO, 2013) s&atilde;o compet&ecirc;ncias sinalizadas na literatura como indispens&aacute;veis no trabalho com a diversidade e que foram tamb&eacute;m valorizadas nas palavras de uma Mediadora Socioeducativa:</p>     <p>     <blockquote>a <i>vis&atilde;o caleidosc&oacute;pica</i> . . . &eacute; aquilo que n&oacute;s temos que levar para o nosso terreno porque n&oacute;s . . . estamos a ver <i>um fen&oacute;meno que tem que ser visto de outras amplitudes e ver isto de outras perspetivas</i> porque a nossa perspetiva &eacute; uma, n&atilde;o &eacute;? E a dos outros? E a nossa &eacute; que est&aacute; correta? N&atilde;o tem que ver&hellip; tem que ver com a que for mais completa, e n&oacute;s atingimos essa plenitude por a&iacute;. (Mediadora Socioeducativa &ndash; entrevista)</blockquote>     <p></p>     <p>A <i>valoriza&ccedil;&atilde;o da l&iacute;ngua materna</i> parece ser tamb&eacute;m uma das compet&ecirc;ncias essenciais neste trabalho, uma vez que permite a manuten&ccedil;&atilde;o da identidade regional dos/as jovens:</p>     <p>     <blockquote><i>valoriza&ccedil;&atilde;o das l&iacute;nguas maternas</i> para al&eacute;m da promo&ccedil;&atilde;o da l&iacute;ngua portuguesa. (Representante ACM &ndash; entrevista)</blockquote>     <p></p>     <p>Neste sentido, urge a necessidade de se entender a influ&ecirc;ncia da linguagem e o desenvolvimento de uma &ldquo;communicative awareness&rdquo; (Huber &amp; Reynolds, 2014, p. 21), bem como o entendimento de que n&atilde;o existe uma forma &uacute;nica de express&atilde;o, mas sim uma multiplicidade de formas verbais e n&atilde;o-verbais que diferentes culturas podem adquirir.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para uma pr&aacute;tica educativa inter/multicultural, os/as profissionais referiram tamb&eacute;m a necessidade de se criar uma <i>rela&ccedil;&atilde;o de proximidade</i> com estes/as jovens:</p>     <p>     <blockquote>Eu acho que &eacute; <i>a proximidade com eles</i>. Ningu&eacute;m aqui &eacute; mais que ningu&eacute;m, ningu&eacute;m aqui &eacute; menos que ningu&eacute;m. <i>Somos todos iguais, temos que nos respeitar</i>. (Coordenadora Projeto Escolhas &ndash; entrevista)</blockquote>     <p></p>     <p>Estas ideias levam-nos para a quest&atilde;o de a pr&aacute;tica profissional tamb&eacute;m se poder inscrever numa pr&aacute;tica de rela&ccedil;&atilde;o com o Outro, com maior &ecirc;nfase nos contextos de multiculturalidade em que h&aacute; a consci&ecirc;ncia de que &ldquo;(a) interculturalidade vive-se, pratica-se e aprende-se na rela&ccedil;&atilde;o com os outros, a partir de uma cultura de trabalho em colabora&ccedil;&atilde;o e parceria&rdquo; (Farmhouse, 2011, p. 5), bem como de uma necessidade de se estabelecer uma rela&ccedil;&atilde;o de empatia capaz de corresponder aos pensamentos, cren&ccedil;as, valores e sentimentos de outras pessoas (Huber &amp; Reynolds, 2014). Este ideal de cultura de partilha e da viv&ecirc;ncia da interculturalidade como uma experi&ecirc;ncia de <i>aprendizagem m&uacute;tua</i> est&aacute; presente em alguns discursos:</p>     <p>     <blockquote>ideia de <i>aprendizagem m&uacute;tua, de um espa&ccedil;o que me permite crescer</i>, daquilo que s&atilde;o as minhas compet&ecirc;ncias, digamos, &agrave; partida, inatas, mas tamb&eacute;m daquilo que s&atilde;o as oportunidades que, naturalmente, teria direito a ter. (Membro Associa&ccedil;&atilde;o Juvenil &ndash; GDF 4)         <p></p>         <p>Eu <i>estou aqui para os ajudar, da mesma maneira que eles est&atilde;o para me ajudar</i> a mim tamb&eacute;m, se eu precisar. (Coordenadora Programa Escolhas &ndash; entrevista)   </blockquote>     <p></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os/as profissionais em contextos de diversidade parecem desenvolver um &ldquo;permanente exerc&iacute;cio de uma atitude cr&iacute;tica, para o interesse de confrontar perspectivas antag&oacute;nicas&rdquo; (Stoer &amp; Cortes&atilde;o, 1999, p. 31). O conceito de professor reflexivo proposto, entre outros, por Stoer e Cortes&atilde;o (1999) adequa-se &agrave; variedade de profissionais em contextos educativos, tendo em conta a necessidade da exist&ecirc;ncia de um/a &ldquo;profissional reflexivo&rdquo; que &ldquo;age de certo modo como investigador no seu terreno de ac&ccedil;&atilde;o e que atrav&eacute;s destas preocupa&ccedil;&otilde;es e actua&ccedil;&otilde;es se vai enriquecendo interiormente, se vai construindo, num verdadeiro processo de forma&ccedil;&atilde;o&rdquo; (Stoer &amp; Cortes&atilde;o, 1999, p. 34).</p>     <p>A <i>adequa&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas</i> surgiu tamb&eacute;m como uma compet&ecirc;ncia essencial a ser desenvolvida, bem como um trabalho sens&iacute;vel &agrave; individualidade, como nos foi dito por profissionais do Programa Escolhas e uma Representante da Rede Sirius:</p>     <p>     <blockquote>&Eacute; ter <i>aten&ccedil;&atilde;o individual</i> em cada um deles. (Animadora Sociocultural Escolhas &ndash; entrevista)         <p></p>         <p>Se trabalharmos como se f&ocirc;ssemos um clube ingl&ecirc;s, n&oacute;s vamos junt&aacute;-los na sua gavetinha e vamos trabalhar as especificidades que cada grupo tem, se estivermos no bazar do Kuwait s&atilde;o as diversidades todas misturadas e vamos ter <i>que arranjar tendas que acolham as diferentes diversidade<b>s</b></i>. (Representante Rede Sirius/NAOS &ndash; GDF 4)</p>         <p>Pensar em <i>mudar uma refei&ccedil;&atilde;o</i>, por exemplo, estarmos todos uma semana fora e <i>ter que alterar</i> de forma a que n&atilde;o existisse carnes de porco na refei&ccedil;&atilde;o porque um jovem mu&ccedil;ulmano n&atilde;o pode comer&hellip; E, l&aacute; est&aacute;, o n&atilde;o lanchar em frente na altura do Ramad&atilde;o. (Dinamizador Escolhas 1 &ndash; entrevista)   </blockquote>     <p></p>     <p>A necessidade de adequa&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas &eacute; sinalizada no que se refere &agrave; pr&aacute;tica educacional de docentes em que se espera que definam e conceptualizem a educa&ccedil;&atilde;o de acordo com os seus objetivos e pr&aacute;ticas e com os grupos sociais com que lidam (Sleeter, 1991), bem como nos discursos pol&iacute;ticos onde se elenca a necessidade de &ldquo;the methods used have to be designed to fit the individuals in the group, they have to be various and inclusive&rdquo; (Organizing Bureau of European School Student Unions (OBESSU), 2014, p. 3). Assim, as pr&aacute;ticas educativas devem ser adequadas, e aqui acreditamos que o possam ser n&atilde;o s&oacute; a jovens com <i>background</i> imigrante, mas &agrave; variedade existente dentro do espetro da juventude, conforme as necessidades e idiossincrasias de cada indiv&iacute;duo.     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><i>4.4 Tipo de prepara&ccedil;&atilde;o, ao n&iacute;vel da forma&ccedil;&atilde;o inicial, para o trabalho com as diversidades</i></b></p>     <p>Aquando da realiza&ccedil;&atilde;o das entrevistas com os/as profissionais, estes foram questionados/as acerca da prepara&ccedil;&atilde;o que tiveram, ao n&iacute;vel da sua forma&ccedil;&atilde;o inicial, para lidar com as diversidades. Apesar de encontrarmos &aacute;reas de forma&ccedil;&atilde;o distintas, as respostas foram bastante coincidentes nos/as diferentes profissionais:</p>     <p>     <blockquote>n&atilde;o tive nenhuma &aacute;rea espec&iacute;fica para tratar disso. . . . <i>N&atilde;o tive forma&ccedil;&atilde;o nenhuma de base,</i> forma&ccedil;&atilde;o inicial, com minorias. (Diretor Agrupamento 1 &ndash; entrevista)         <p></p>         <p><i>N&atilde;o tive!</i> (Dinamizadora Programa Escolhas &ndash; entrevista)</p>         <p>Eu tive um professor de Psicoterapia que uma vez levou um caso pr&aacute;tico de uma escola americana qualquer em que se falava da interculturalidade. <i>Nunca mais falei desse assunto e acho que &eacute; um assunto que se fala muito pouco!</i> N&atilde;o d&atilde;o o verdadeiro peso &agrave; necessidade de saber lidar com outras culturas. (Coordenadora Projeto Escolhas &ndash; entrevista)</p>         <p>N&atilde;o! Tive s&oacute; apenas a licenciatura em Psicologia, o mestrado que est&aacute; mesmo a acabar, mas <i>nenhuma em espec&iacute;fico para lidar com isso!</i> (Animadora Sociocultural Escolhas &ndash; entrevista)</p>         <p>Na <i>minha forma&ccedil;&atilde;o inicial, na licenciatura de Psicologia, n&atilde;o</i>. (Psic&oacute;loga Escolar &ndash; entrevista)</p>         <p><i>na minha forma&ccedil;&atilde;o inicial, como professor de Geografia, n&atilde;o</i>! Claro que as outras culturas iam sendo abordadas por causa do estudo dos pa&iacute;ses, mas <i>especificamente para trabalhar com a diversidade n&atilde;o!</i> (Diretor Agrupamento 2 &ndash; entrevista)   </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p>     <p>Atrav&eacute;s destes discursos compreende-se que a quest&atilde;o do trabalho com as diversidades, ao n&iacute;vel da forma&ccedil;&atilde;o inicial, mesmo na forma&ccedil;&atilde;o de profissionais da &aacute;rea do trabalho social, n&atilde;o est&aacute; contemplada nos curr&iacute;culos e, quando &eacute; abordada, &eacute; sempre de uma forma residual. De facto, a lacuna na forma&ccedil;&atilde;o inicial de profissionais e professores/as tem sido largamente estudada e analisada, havendo a ideia de que &ldquo;as institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior encarregadas da forma&ccedil;&atilde;o inicial dos professores&hellip; deveriam, por sua vez, introduzir nos seus <i>curricula&hellip; </i>espa&ccedil;os de reflex&atilde;o e de transmiss&atilde;o de conhecimento exigidos por esta nova escola multicolor&rdquo; (Miranda, 2004, p. 33).</p>     <p>Dados recolhidos no &acirc;mbito do Projeto NAOS acerca do modo como as quest&otilde;es da diversidade &eacute;tnica e cultural est&atilde;o a ser tratadas nos curr&iacute;culos de forma&ccedil;&atilde;o inicial de professores/as em Portugal levam a concluir que a maior parte das institui&ccedil;&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o abordam as quest&otilde;es da interculturalidade de forma muito residual, sendo que a maior parte das unidades curriculares que incluem estas preocupa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o de cariz optativo. Na verdade, &ldquo;muito poucos pa&iacute;ses definiram um conjunto de compet&ecirc;ncias comuns diretamente ligadas &agrave; cidadania que deveriam ser adquiridas por todos os professores rec&eacute;m-formados&rdquo; (Rede Eurydice, 2012, p. 15), o que, como vemos atrav&eacute;s da literatura e dos dados emp&iacute;ricos deste estudo, se demonstra tamb&eacute;m no contexto portugu&ecirc;s. Esta &eacute; uma preocupa&ccedil;&atilde;o que tem sido considerada na an&aacute;lise da forma&ccedil;&atilde;o inicial de docentes mas que pode ser alargada &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de outros/as profissionais da &aacute;rea da educa&ccedil;&atilde;o e do trabalho social, como os resultados deste estudo v&ecirc;m provar, uma vez que ser&atilde;o confrontados/as com m&uacute;ltiplas realidades contextuais. Assim, surge a necessidade de &ldquo;training in the topics of migration, acculturation, social psychology phenomena, language (including second language learning, formative assessment, language diagnostics and intercultural education), diversity and ethnic identity issues relating to the diverse and challenging environments&rdquo; (Sirius Network, 2014, p. 9).</p>     <p>As lacunas ao n&iacute;vel da forma&ccedil;&atilde;o inicial de profissionais da &aacute;rea social e de professores/as s&atilde;o sentidas pelos sujeitos que participaram neste estudo:</p>     <p>     <blockquote>Agora, o que &eacute; dram&aacute;tico &eacute;, num per&iacute;odo em que todas estas quest&otilde;es se p&otilde;em, realmente <i>n&atilde;o haver praticamente nada de trabalho neste campo! N&atilde;o se faz nada ou quase nada</i>! (Professora Universit&aacute;ria &ndash; entrevista)         <p></p>         <p>mesmo dentro da &aacute;rea social, que era uma &aacute;rea que, &agrave; partida, se esperaria que os nossos cursos superiores nos preparassem para essa diversidade... Aquele estudo que eu fiz sobre as representa&ccedil;&otilde;es sociais da pobreza, os t&eacute;cnicos que eu entrevistei dizem-nos, maioritariamente, que <i>o curso n&atilde;o os preparou para a diversidade nem para a multiculturalidade</i> nem para... Portanto, focam muito essa quest&atilde;o, mesmo os cursos da &aacute;rea social, sociologia, servi&ccedil;o social, psicologia, tudo mesmo&hellip; <i>Todos os cursos abordam mas de uma forma demasiado superficial</i>, preocupados s&oacute; se, quando estamos a passar um inqu&eacute;rito, as pessoas autorizam ou n&atilde;o e fica escrito, para salvaguardar tudo o que a gente venha a dizer a partir dali, mas isso n&atilde;o &eacute; s&oacute;, a &eacute;tica &eacute; muito mais. (Representante Rede Europeia Anti-Pobreza &ndash; GDF 4)   </blockquote>     <p></p>     <p>Estas lacunas t&ecirc;m um impacto ao n&iacute;vel da pr&aacute;tica profissional, pois &ldquo;significa que n&oacute;s estamos a formar profissionais, professores e professoras, que n&atilde;o t&ecirc;m no seu curr&iacute;culo, na forma&ccedil;&atilde;o inicial, que n&atilde;o t&ecirc;m estas quest&otilde;es das diversidades, do multilinguismo, etc.&rdquo; (Representante Rede Sirius/NAOS &ndash; GDF 4). Esta ideia corrobora estudos anteriores (Pereira, 2009a, 2009b, 2010; Pereira, Carolino, &amp; Lopes, 2007) que t&ecirc;m enfatizado que os/as docentes consideram a sua forma&ccedil;&atilde;o inicial inapropriada para encarar os problemas e dilemas que a escola atravessa nos dias de hoje.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Existe tamb&eacute;m a preocupa&ccedil;&atilde;o em colmatar as necessidades sentidas ao n&iacute;vel desta lacuna na forma&ccedil;&atilde;o inicial de profissionais:</p>     <p>     <blockquote>estamos a <i>reformular a nossa oferta a n&iacute;vel de forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua</i> para tentarmos corresponder exatamente a essa necessidade. Foi uma das coisas que os nossos alunos, nos inqu&eacute;ritos, procuraram dizer foi que <i>achavam que faltava forma&ccedil;&atilde;o nessa &aacute;rea</i>. (Docente ESE &ndash; entrevista)</blockquote>     <p></p>     <p>Apesar de existir uma lacuna ao n&iacute;vel da forma&ccedil;&atilde;o inicial no que ao trabalho com as diversidades diz respeito, algumas institui&ccedil;&otilde;es parecem mobilizar esfor&ccedil;os para que este seja um trabalho mais desenvolvido na forma&ccedil;&atilde;o inicial de professores/as e outros/as profissionais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><i>4.5 Pr&aacute;tica profissional como elemento de forma&ccedil;&atilde;o</i></b></p>     <p>Havendo a consci&ecirc;ncia, por parte dos/as profissionais, de que a sua forma&ccedil;&atilde;o inicial n&atilde;o os/as preparou para o trabalho com a diversidade cultural e &eacute;tnica, estes/as parecem encontrar na pr&aacute;tica profissional e nas experi&ecirc;ncias do trabalho di&aacute;rio uma importante ferramenta de forma&ccedil;&atilde;o. Os/as diferentes profissionais fizeram refer&ecirc;ncia &agrave; pr&aacute;tica profissional como uma importante forma de aprendizagem:</p>     <p>     <blockquote>a <i>pr&aacute;tica</i> acabou por me formar nesse sentido. (Mediadora Socioeducativa &ndash; entrevista)         ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p>         <p>s&oacute; no <i>contacto</i> mesmo com a diferen&ccedil;a &eacute; que vai fazer com que n&oacute;s consigamos trabalhar nesse sentido. (Investigador FPCEUP &ndash; GDF 4)</p>         <p><i>Vai-se aprendendo ao longo do tempo</i>. (Dinamizador Escolhas 1 &ndash; entrevista)</p>         <p>Foi mesmo, <i>com o ver do tempo</i>, daquilo que eu vivi at&eacute; agora, com a experi&ecirc;ncia que tenho tido no bairro, que que me habituei. (Dinamizadora Escolhas &ndash; entrevista)</p>         <p>o <i>pr&oacute;prio contacto</i> com a realidade vai sendo importante para percebermos como lidar com determinadas situa&ccedil;&otilde;es. (Diretor Agrupamento 2 &ndash; entrevista)   </blockquote>     <p></p>     <p>A &ldquo;pr&aacute;tica pedag&oacute;gica parece ser&hellip; uma das componentes mais valorizadas na sua forma&ccedil;&atilde;o&rdquo; (Galveias, 2008, p. 7), tendo sido referida por praticamente todos/as os/as profissionais. N&atilde;o colocando de parte a necessidade de uma forma&ccedil;&atilde;o mais cuidada e atenta &agrave;s problem&aacute;ticas da diversidade, os/as profissionais parecem atribuir &agrave; pr&aacute;tica profissional uma maior valoriza&ccedil;&atilde;o, pois acreditam que &eacute; no contacto com a realidade e as comunidades que as suas compet&ecirc;ncias v&atilde;o sendo desenvolvidas.</p>     <p>N&atilde;o havendo muita oferta formativa neste &acirc;mbito, os/as profissionais parecem ser autodidatas no seu pr&oacute;prio processo de forma&ccedil;&atilde;o e aprendizagem e parecem desenvolver estrat&eacute;gias por forma a enriquecer a sua pr&aacute;tica profissional e de contacto com jovens descendentes de imigrantes e pertencentes a minorias &eacute;tnicas, como fica expl&iacute;cito no discurso da coordenadora de um dos Projetos Escolhas:</p>     <p>     <blockquote>Tive que ir <i>aprendendo um bocadinho por mim&hellip;</i> tive que <i>andar &agrave; procura, a ler coisas</i> fora do pa&iacute;s, principalmente&hellip; eram experi&ecirc;ncias que eu fazia, ia <i>falando com as pessoas, pedia-lhes para me ajudarem a compreender a cultura delas e mostrava abertura</i> para aprender a cultura delas e para explicar melhor a minha, tamb&eacute;m, mas se calhar no meio eu fiz muitas asneiras&hellip; De algumas estou consciente, de outras se calhar n&atilde;o consegui ser consciente e fiz muitas asneiras&hellip; (Coordenadora Projeto Escolhas &ndash; entrevista)</blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p>     <p>Aqui, mais uma vez, imp&otilde;e-se a necessidade da constru&ccedil;&atilde;o de uma profissionalidade <i>reflexiva</i>, que permite o desenvolvimento de uma pr&aacute;tica profissional cr&iacute;tica e atenta e a rela&ccedil;&atilde;o entre a teoria e a pr&aacute;tica (Bolton, 2014). Os/as profissionais destes contextos parecem colocar em pr&aacute;tica compet&ecirc;ncias reflexivas, ou seja, encontram &ldquo;strategies to question (their) own attitudes&hellip;, values, assumptions, prejudices and habitual actions&rdquo; (Lowlands, 2014, p. 7).</p>     <p>Em forma de resumo, apresentamos a imagem seguinte (<a href="#f1">Figura 1</a>), onde &eacute; poss&iacute;vel verificar as dimens&otilde;es e compet&ecirc;ncias espec&iacute;ficas observadas na explora&ccedil;&atilde;o deste estudo:</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/rpe/v31n1/31n1a04f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>&nbsp;Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></p>     <p>A necessidade da constru&ccedil;&atilde;o de uma profissionalidade atenta &agrave; multiplicidade de vozes presentes nos contextos educativos &eacute; a ideia-chave retirada desta investiga&ccedil;&atilde;o. Esta parece ser uma ideia que se mant&eacute;m e que n&atilde;o deixa de ser necess&aacute;rio discutir e analisar &agrave; luz das preocupa&ccedil;&otilde;es com a diversidade cultural, contribuindo para um trabalho enriquecedor com a diferen&ccedil;a &eacute;tnica e cultural. A constru&ccedil;&atilde;o de saberes e o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias voltados para estas necessidades &eacute; tamb&eacute;m essencial. Esta constru&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias n&atilde;o poder&aacute; ser</p>     <p>     <blockquote>limited to the celebration of difference, but rather are able to build the pedagogical devices and the social and institutional conditions that are necessary for each particular situation, so that children and young people, regardless of their social and cultural background or subjective condition, may benefit from . . . education. (Pereira, 2013, p. 489)</blockquote>     <p></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tendo em conta os contributos te&oacute;ricos e emp&iacute;ricos deste estudo, as dimens&otilde;es de compet&ecirc;ncias consideradas relevantes no trabalho desenvolvido com jovens descendentes de imigrantes e pertencentes a minorias &eacute;tnicas foram as seguintes: uma dimens&atilde;o relacional (rela&ccedil;&atilde;o e proximidade com os/as jovens); uma dimens&atilde;o pr&aacute;tica (onde s&atilde;o referidas as compet&ecirc;ncias pr&aacute;ticas no trabalho com a diversidade); e uma dimens&atilde;o de integra&ccedil;&atilde;o cultural e social (relacionada com compet&ecirc;ncias espec&iacute;ficas associadas &agrave;s identidades &eacute;tnicas e culturais).</p>     <p>A abordagem das compet&ecirc;ncias neste trabalho n&atilde;o se prendeu com o objetivo de encontrar solu&ccedil;&otilde;es indiscut&iacute;veis para os/as profissionais em contextos educativos, pois acreditamos que estes/as articulam, diariamente, um leque de estrat&eacute;gias e compet&ecirc;ncias</p>     <p>fundamentais para o trabalho com diferentes comunidades &ndash; o que nos permite, tamb&eacute;m, pensar na quest&atilde;o de que todo/a e qualquer profissional se assume como um/a profissional da diversidade, quer estes/as profissionais sejam docentes ou outros/as agentes que se encontrem presentes nos diferentes contextos, pois articulam, diariamente, rela&ccedil;&otilde;es e pr&aacute;ticas em que as quest&otilde;es da diferen&ccedil;a e diversidade s&atilde;o iminentemente integradas.</p>     <p>Pretendeu-se, pois, contribuir para a discuss&atilde;o em torno da pr&aacute;tica profissional e do pensamento acerca das estrat&eacute;gias espec&iacute;ficas que podem ser auxiliadoras de uma integra&ccedil;&atilde;o positiva de jovens descendentes de imigrantes e pertencentes a minorias &eacute;tnicas. Assim, podemos concluir que as compet&ecirc;ncias mais valorizadas e colocadas em pr&aacute;tica s&atilde;o aquelas que v&atilde;o ao encontro do respeito pelo Outro e da consci&ecirc;ncia de que &ldquo;The human heterogeneity and the cultural complexity that characterize today&rsquo;s educational contexts require a mastery of professional knowledge and skills&rdquo; (Pereira, 2013, p. 478). &Eacute;, por isto, evidente a import&acirc;ncia de professores/as e demais atores educativos (Paes &amp; Vitorino, 2011) no desenvolvimento de estrat&eacute;gias e pr&aacute;ticas promotoras de uma maior justi&ccedil;a social capaz de desconstruir estere&oacute;tipos e de diminuir o impacto das desigualdades.</p>     <p>Tendo em conta que, no contexto portugu&ecirc;s, a diversidade &eacute;tnica representa apenas uma pequena parcela da diversidade cultural, o contributo deste estudo permite tamb&eacute;m pensar nas quest&otilde;es que rodeiam a diversidade relacionada com as classes sociais, a orienta&ccedil;&atilde;o sexual, etc., que trazem para os contextos educativos uma s&eacute;rie de conflitos. Sabe-se que &ldquo;os conflitos s&atilde;o essenciais na constru&ccedil;&atilde;o de rela&ccedil;&otilde;es mais justas, possibilitando a reafirma&ccedil;&atilde;o da lei e dos valores vigentes num determinado espa&ccedil;o-tempo&rdquo; (Neves &amp; Malafaia, 2012, p. 64). No entanto, sem uma abordagem positiva e uma perspetiva de resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos que aborde o conflito de forma a que este seja um ganho/aprendizagem para os envolvidos, o conflito n&atilde;o deixar&aacute; de ser encarado como algo negativo. O papel dos/as docentes e demais profissionais &eacute; aqui crucial, na medida em que atuam como mediadores nos seus contextos. A media&ccedil;&atilde;o surge como &ldquo;meio alternativo de resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos atrav&eacute;s do qual as partes em conflito, apoiadas por um terceiro elemento imparcial e tendencialmente neutro, procuram a solu&ccedil;&atilde;o para o seu diferendo de forma satisfat&oacute;ria para ambas as partes&rdquo; (Freire, 2010, p. 65).</p>     <p>Nesta perspetiva, prop&otilde;e-se uma vis&atilde;o de Educa&ccedil;&atilde;o para a Resolu&ccedil;&atilde;o de Conflitos (Morgado &amp; Oliveira, 2009) que constitui um movimento de educa&ccedil;&atilde;o para a paz, que requer a promo&ccedil;&atilde;o das diferentes cria&ccedil;&otilde;es culturais dos indiv&iacute;duos e dos povos. &Eacute; com este fim que a educa&ccedil;&atilde;o para a paz visa desenvolver compet&ecirc;ncias de comunica&ccedil;&atilde;o, de constru&ccedil;&atilde;o do consenso e de sensibilidade, sendo que se enquadra numa perspetiva multi e intercultural, n&atilde;o preconceituosa. Cabe aos agentes educativos esta fun&ccedil;&atilde;o, de trazer para a escola solu&ccedil;&otilde;es que abarquem e abranjam os contextos e possibilidades destes/as jovens, contribuindo para o &ldquo;desenvolvimento de compet&ecirc;ncias pessoais, como a escuta activa, o di&aacute;logo, a auto-regula&ccedil;&atilde;o e autocontrolo, a empatia e a responsabiliza&ccedil;&atilde;o&rdquo; (Freire, 2010, p. 67). A introdu&ccedil;&atilde;o, por exemplo, em meios escolares da figura do mediador da comunidade, algu&eacute;m externo &agrave; escola mas que traz contributos essenciais para a media&ccedil;&atilde;o por ter uma aproxima&ccedil;&atilde;o aos valores &eacute;tnicos e lingu&iacute;sticos dos/as estudantes, pode ser colmatada com uma maior heterogeneidade do corpo docente, que pode, potencialmente, traduzir-se como a melhor forma de media&ccedil;&atilde;o cultural. Esta mudan&ccedil;a deve ser cuidada, de forma a que este processo n&atilde;o se torne potenciador das diferen&ccedil;as culturais e se crie uma esp&eacute;cie de <i>gueto</i> cultural. Pretendemos que a educa&ccedil;&atilde;o seja, no fundo, uma educa&ccedil;&atilde;o para o empoderamento (Sleeter, 1991), capaz de abarcar as diferen&ccedil;as de cada um/a ao mesmo tempo que as integra numa perspetiva ampla e de compreens&atilde;o.</p>     <p>O papel dos contextos educativos e dos profissionais, no seu trabalho com jovens descendentes de imigrantes e pertencentes a minorias &eacute;tnicas, assume uma fun&ccedil;&atilde;o social e de aprendizagem significativas para os/as jovens e permite a &ldquo;coexist&ecirc;ncia de diferentes grupos nacionais, culturais ou &eacute;tnicos no mesmo espa&ccedil;o&rdquo; (Jardim, 2014, p. 88). No fundo, estes/as profissionais e contextos parecem &ldquo;contribuir para uma constru&ccedil;&atilde;o, eventualmente conflitual, negociada, de uma comunidade de comunidades culturais que se reconhecem, se respeitam e interagem&rdquo; (Cortes&atilde;o &amp; Stoer, 1995, p. 42) atrav&eacute;s da valoriza&ccedil;&atilde;o de m&uacute;ltiplas experi&ecirc;ncias e saberes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <p>Araujo, V. (2009). <i>A multiculturalidade nas pol&iacute;ticas educacionais e a forma&ccedil;&atilde;o de professores: Brasil e Portugal</i> (Tese de doutoramento). Universidade Federal de S&atilde;o Carlos, S&atilde;o Paulo, Brasil.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Banks, J. A. (1995). Multicultural education: Historical development, dimensions, and practice. In J. A. Banks (Ed.), <i>Handbook of research on multicultural education</i> (pp. 3-49). New York: MacMillan.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=768070&pid=S0871-9187201800010000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bardin, L. (1977). <i>An&aacute;lise de conte&uacute;do</i>. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es 70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=768072&pid=S0871-9187201800010000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bastos, J., &amp; Bastos, S. (1999). <i>Portugal multicultural</i>. Lisboa: Fim de S&eacute;culo Edi&ccedil;&otilde;es.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=768074&pid=S0871-9187201800010000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bernstein, B. (1990). <i>Poder, educaci&oacute;n y conciencia. Sociolog&iacute;a de la transmisi&oacute;n cultural. </i>Barcelona: Ed. El Roure.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=768076&pid=S0871-9187201800010000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bogdan, R., &amp; Biklen, S. (1994). <i>Investiga&ccedil;&atilde;o qualitativa em educa&ccedil;&atilde;o: Uma introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; teoria e aos m&eacute;todos</i>. Porto: Porto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=768078&pid=S0871-9187201800010000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Bolton, G. (Ed.) (2014). <i>Reflective practice: Writing and professional development.</i> London: Sage Publications.</p>     <p>Cabecinhas, R. (2002). <i>Racismo e etnicidade em Portugal: Uma an&aacute;lise psicossociol&oacute;gica da homogeneiza&ccedil;&atilde;o das minorias</i> (Tese de doutoramento). Universidade do Minho, Braga, Portugal.</p>     <!-- ref --><p>Cabecinhas, R. (2007). <i>Preto e branco: A naturaliza&ccedil;&atilde;o da discrimina&ccedil;&atilde;o racial. </i>Porto: Campo das Letras.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=768082&pid=S0871-9187201800010000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Casa-Nova, M. J. (2005). (I)Migrantes, diversidades e desigualdades no sistema educativo portugu&ecirc;s: Balan&ccedil;o e perspectivas. <i>Ensaio: Avalia&ccedil;&atilde;o e Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas em Educa&ccedil;&atilde;o</i>, <i>13</i>(47), 181&ndash;216.</p>     <p>Casa-Nova, M. J. (2006). A rela&ccedil;&atilde;o dos ciganos com a escola p&uacute;blica: Contributos para a compreens&atilde;o sociol&oacute;gica de um problema complexo e multidimensional. <i>Interac&ccedil;&otilde;es, 2,</i> 155&ndash;182.</p>     <p>Conselho da Europa. (2008). <i>Livro branco sobre o di&aacute;logo intercultural &ldquo;Viver juntos em igual dignidade&rdquo;.</i> Estrasburgo: Conselho da Europa.</p>     <p>C&ocirc;rte-Real, M., &amp; S&aacute;, M. H. A. (2014). Di&aacute;logo intercultural na escola portuguesa precisa-se!. <i>Educa&ccedil;&atilde;o, Sociedade &amp; Culturas</i><i>, 41,</i> 149&ndash;170.</p>     <!-- ref --><p>Cortes&atilde;o, L., &amp; Stoer, S. (1995). <i>Projectos, percursos, sinergias no campo da educa&ccedil;&atilde;o inter/multicultural: Relat&oacute;rio final</i>. Porto: FPCEUP-CIIE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=768088&pid=S0871-9187201800010000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Cortes&atilde;o, L., &amp; Stoer, S. (1999). A interculturalidade e a educa&ccedil;&atilde;o escolar: Dispositivos pedag&oacute;gicos e a constru&ccedil;&atilde;o da ponte entre culturas. <i>Inova&ccedil;&atilde;o: Revista do Instituto de Inova&ccedil;&atilde;o Educacional (Separata), 9,</i> 35&ndash;51.</p>     <p>Cortes&atilde;o, L., Costa, A. S., Rodrigues, L., &amp; Trindade, R. (2002). Mergulhando no arco-&iacute;ris s&oacute;cio-cultural: Contributo para o conhecimento dos trabalhos sobre educa&ccedil;&atilde;o e diversidade em Portugal. <i>Investigar em Educa&ccedil;&atilde;o</i><i>, 1,</i>19&ndash;99.</p>     <p>Council of Europe. (2009). <i>Diversity and inclusion: Challenges for teacher education. </i>Strasbourg: Directorate general IV &ndash; Directorate of Education and Languages, Unit of European Education Policies.</p>     <!-- ref --><p>Echaudemaison, D. (2001). <i>Dicion&aacute;rio de Economia e Ci&ecirc;ncias Sociais.</i> Porto: Porto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=768093&pid=S0871-9187201800010000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Farmhouse, R. (2011). Nota de abertura. In I. Paes &amp; T. Vitorino (Coords.), <i>Comunidades educativas comprometidas com a diversidade. Propostas e reflex&otilde;es a partir de pr&aacute;ticas de forma&ccedil;&atilde;o-a&ccedil;&atilde;o </i>(pp. 5&ndash;7). Lisboa: Alto Comissariado para a Imigra&ccedil;&atilde;o e Di&aacute;logo Intercultural.</p>     <p>Ferreira, P. (2006). <i>Concep&ccedil;&otilde;es de cidadania e experi&ecirc;ncias de participa&ccedil;&atilde;o na sociedade civil: Uma perspectiva do desenvolvimento psicol&oacute;gico </i>(Tese de doutoramento). Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, Porto, Portugal.</p>     <p>Freire, I. (2010). A media&ccedil;&atilde;o em educa&ccedil;&atilde;o em Portugal. In J. A. Correia &amp; A. M. C. Silva (Orgs.), <i>Media&ccedil;&atilde;o: (D)Os contextos e (d)os actores</i> (pp. 59&ndash;70). Porto: Afrontamento.</p>     <p>Galveias, M. F. (2008). Pr&aacute;tica pedag&oacute;gica: Cen&aacute;rio de forma&ccedil;&atilde;o profissional. <i>Interac&ccedil;&otilde;es, 8,</i> 6&ndash;17.</p>     <p>Hall, S. (2003). &ldquo;Que &lsquo;negro&rsquo; &eacute; esse na cultura negra?&rdquo;. In S. Hall (Ed.), <i>Da di&aacute;spora: Identidades e media&ccedil;&otilde;es culturais</i> (pp. 335&ndash;349). Belo Horizonte: Editora UFMG.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Harding, S. (1986). <i>The science question in feminism</i>. Ithaca: Cornell University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=768100&pid=S0871-9187201800010000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Huber, J., &amp; Reynolds, C. (2014). <i>Developing intercultural competence through education</i>. Brussels: Council of Europe.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=768102&pid=S0871-9187201800010000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Jardim, C. (2014). <i>Vindos da Europa&hellip; Sentidos e compromissos de uma experi&ecirc;ncia de servi&ccedil;o volunt&aacute;rio europeu</i> (Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado). Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, Porto, Portugal.</p>     <!-- ref --><p>Leite, C. (2003). <i>Para uma escola curricularmente inteligente</i>. Porto: Edi&ccedil;&otilde;es ASA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=768105&pid=S0871-9187201800010000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Leite, C. (2005, setembro). O curr&iacute;culo escolar e o exerc&iacute;cio docente perante a multiculturalidade &ndash; Implica&ccedil;&otilde;es para a forma&ccedil;&atilde;o de professores. In Centro Paulo Freire (Org.), <i>Paulo Freire: Desafios &agrave; sociedade multicultural &ndash; Actas do V col&oacute;quio Internacional Paulo Freire</i> (pp. 1&ndash;16). Recife, Brasil. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://sigarra.up.pt/flup/pt/pub_geral.pub_view?pi_pub_base_id=14381" target="_blank">https://sigarra.up.pt/flup/pt/pub_geral.pub_view?pi_pub_base_id=14381</a></p>     <p>Lowlands, D. (2014). Reflective practice: An introduction. In G. Bolton (Ed.), <i>Reflective practice: Writing and professional development </i>(pp. 1&ndash;16). London: Sage Publications.</p>     <p>Magalh&atilde;es, A., &amp; Stoer, S. (2005). <i>&ldquo;A diferen&ccedil;a somos n&oacute;s&rdquo;: A gest&atilde;o da mudan&ccedil;a social e as pol&iacute;ticas educativas e sociais</i>. Porto: Edi&ccedil;&otilde;es Afrontamento.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Magalh&atilde;es, A., &amp; Stoer, S. (2011). Pensar as diferen&ccedil;as: Contributos para a educa&ccedil;&atilde;o inclusiva. In D. Rodrigues (Org.), <i>Educa&ccedil;&atilde;o inclusiva: Dos conceitos &agrave;s pr&aacute;ticas de forma&ccedil;&atilde;o </i>(pp. 29&ndash;43). Lisboa: Horizontes Pedag&oacute;gicos.</p>     <!-- ref --><p>Mendes, M. M. (2012). <i>Identidades, racismo e discrimina&ccedil;&atilde;o: Ciganos da AML. </i>Lisboa: Caleidosc&oacute;pio.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=768111&pid=S0871-9187201800010000400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mendes, M., Magano, O., &amp; Candeias, P. (2014). <i>Estudo nacional sobre as comunidades ciganas. Observat&oacute;rio das comunidades ciganas</i>. Lisboa: Alto Comissariado para as Migra&ccedil;&otilde;es.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=768113&pid=S0871-9187201800010000400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Miranda, F. (2004). <i>Educa&ccedil;&atilde;o intercultural e forma&ccedil;&atilde;o de professores</i>. Porto: Porto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=768115&pid=S0871-9187201800010000400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Morgado, C., &amp; Oliveira, I. (2009). Media&ccedil;&atilde;o em contexto escolar: Transformar o conflito em oportunidade. <i>Exedra, 1, </i>43&ndash;56.</p>     <p>Nata, G. (2007). <i>Diferen&ccedil;a cultural e democracia: Identidade, cidadania e toler&acirc;ncia na rela&ccedil;&atilde;o entre maioria e minorias</i> (Tese de doutoramento). Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, Porto, Portugal.</p>     <!-- ref --><p>Neves, T., &amp; Malafaia, C. (2012). <i>Gest&atilde;o de conflitos: Uma experi&ecirc;ncia, um guia</i>. Porto: Legis Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=768119&pid=S0871-9187201800010000400032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>OECD Report (2010). <i>Educating teachers for diversity: Meeting the challenge</i>. Paris: OECD.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=768121&pid=S0871-9187201800010000400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Organizing Bureau of European School Student Unions. (2014). <i>Guidelines on social inclusion in education</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.obessu.org/site/assets/files/1310/2014_-_guidelines_on_social_inclusion_in_education.pdf" target="_blank">https://www.obessu.org/site/assets/files/1310/2014_-_guidelines_on_social_inclusion_in_education.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=768123&pid=S0871-9187201800010000400034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Paes, I., &amp; Vitorino, T. (Coord.). (2011). <i>Comunidades educativas comprometidas com a diversidade. Propostas e reflex&otilde;es a partir de pr&aacute;ticas de forma&ccedil;&atilde;o-a&ccedil;&atilde;o</i>. Lisboa: Alto Comissariado para a Imigra&ccedil;&atilde;o e Di&aacute;logo Intercultural.</p>     <!-- ref --><p>Pereira, A. (2004). <i>Educa&ccedil;&atilde;o multicultural: Teorias e pr&aacute;ticas</i>. Porto: Edi&ccedil;&otilde;es ASA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=768125&pid=S0871-9187201800010000400036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Pereira, F. (2009a). Conceptions and knowledge about childhood in initial teacher training: Changes in recent decades and their impact on teacher professionality and on schooling in childhood. <i>Teaching and Teacher Education, 25</i>(8), 1009&ndash;1017.</p>     <p>Pereira, F. (2009b). Governo da inf&acirc;ncia e profissionalidade docente: Narrativas em forma&ccedil;&atilde;o inicial de professores. <i>Educa&ccedil;&atilde;o, Sociedade &amp; Culturas, 29,</i> 89&ndash;108.</p>     <!-- ref --><p>Pereira, F. (2010). <i>Inf&acirc;ncia, educa&ccedil;&atilde;o escolar e profissionalidade docente: Um mapeamento social dos discursos em forma&ccedil;&atilde;o inicial de professores</i>. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian e Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e a Tecnologia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=768129&pid=S0871-9187201800010000400039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Pereira, F. (2013). Concepts, policies and practices of teacher education: An analysis of studies on teacher education in Portugal. <i>Journal of Education for Teaching</i><i>, 39</i>(5), 474&ndash;491.</p>     <p>Pereira, F., Carolino, A., &amp; Lopes, A. (2007). A forma&ccedil;&atilde;o inicial de professores do 1&ordm; CEB nas &uacute;ltimas tr&ecirc;s d&eacute;cadas do s&eacute;c. XX: Transforma&ccedil;&otilde;es curriculares, conceptualiza&ccedil;&atilde;o educativa e profissionaliza&ccedil;&atilde;o docente. <i>Revista Portuguesa de Educa&ccedil;&atilde;o, 20</i>(1), 191&ndash;219.</p>     <!-- ref --><p>Perrenoud, P., Paquay, L., Altet, M., &amp; Charlier, &Eacute;. (2001). <i>Formando professores profissionais. Quais estrat&eacute;gias? Quais compet&ecirc;ncias?</i>. Porto Alegre: Artmed Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=768133&pid=S0871-9187201800010000400042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Plano Estrat&eacute;gico para as Migra&ccedil;&otilde;es. (2015). Resolu&ccedil;&atilde;o do Conselho de Ministros N.&ordm; 12-B/2015, 20 de mar&ccedil;o de 2015. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.acm.gov.pt/documents/10181/222357/PEM_net.pdf/3a515909-7e66-41e8-8179-e3aa5e0c7195" target="_blank">https://www.acm.gov.pt/documents/10181/222357/PEM_net.pdf/3a515909-7e66-41e8-8179-e3aa5e0c7195</a></p>     <!-- ref --><p>Rede Eurydice. (2012). A <i>educa&ccedil;&atilde;o para a cidadania</i>. Lisboa: Dire&ccedil;&atilde;o-Geral de Estat&iacute;sticas da Educa&ccedil;&atilde;o e Ci&ecirc;ncia. Retirado em mar&ccedil;o 16, 2016, de <a href="http://eacea.ec.europa.eu/education/eurydice" target="_blank">http://eacea.ec.europa.eu/education/eurydice</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=768136&pid=S0871-9187201800010000400043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Severiens, S., Wolff, R., &amp; van Herpen, S. (2013). Teaching for diversity: A literature overview and an analysis of the curriculum of a teacher training college. <i>European Journal of Teacher Education</i><i>,</i> <i>37</i>(3), 295&ndash;311.</p>     <!-- ref --><p>Siewiorek, A., Vivitsou, M., &amp; von Reis Saari, J. (2013). <i>Key competences in practice. KeyCoNet 2013 literature review: Key competence development in school education in Europe</i>. Project: KeYCoNet: Key Competence Network on School Education. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://keyconet.eun.org/c/document_library/get_file?uuid=060f39a1-bd86-4941-a6ca-8b2a3ba8548e&amp;groupId=11028" target="_blank">http://keyconet.eun.org/c/document_library/get_file?uuid=060f39a1-bd86-4941-a6ca-8b2a3ba8548e&amp;groupId=11028</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=768138&pid=S0871-9187201800010000400045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Silva, D. (2016). <i>O trabalho educativo com jovens descendentes de imigrantes e de minorias &eacute;tnicas: Compet&ecirc;ncias profissionais, estrat&eacute;gias e pol&iacute;ticas de capacita&ccedil;&atilde;o</i> (Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado). Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, Porto, Portugal.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Silva, S. M. (2008). Figuras e configura&ccedil;&otilde;es da estranheza: O mundo da vida e o mundo da escola. <i>E-cadernos CES, 1</i>, 141&ndash;159.</p>     <!-- ref --><p>Silva, S. M. (2011). <i>Da casa da juventude aos confins do mundo. Etnografia de fragilidades, medos e estrat&eacute;gias juvenis</i>. Porto: Edi&ccedil;&otilde;es Afrontamento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=768141&pid=S0871-9187201800010000400047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sirius Network. (2014). <i>A clear agenda for migrant education in Europe</i>. Brussels: Sirius Network.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=768143&pid=S0871-9187201800010000400048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Sleeter, C. (1991). Multicultural education and empowerment. In C. Sleeter (Ed.), <i>Empowerment through multicultural education</i> (pp. 1&ndash;26). New York: Suny.</p>     <p>Stoer, S. (1994). Construindo a escola democr&aacute;tica atrav&eacute;s do &ldquo;campo da recontextualiza&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica&rdquo;. <i>Educa&ccedil;&atilde;o, Sociedade &amp; Culturas, 1,</i> 7&ndash;27.</p>     <p>Stoer, S. (1999). <i>Combatendo a educa&ccedil;&atilde;o multicultural benigna</i>. In Universidade de Lisboa (Org.), <i>Actas do Encontro &ldquo;Um olhar sobre o outro&rdquo;</i> (pp. 177&ndash;183). Lisboa: Departamento de Ensino B&aacute;sico.</p>     <p>Stoer, S., &amp; Cortes&atilde;o, L. (1999<i>). &ldquo;Levantando a pedra&rdquo;: Da pedagogia inter/multicultural &agrave;s pol&iacute;ticas educativas numa &eacute;poca de transnacionaliza&ccedil;&atilde;o</i>. Porto: Edi&ccedil;&otilde;es Afrontamento.</p>     <p>Tavares, C., &amp; Sanches, I. (2013). Gerir a diversidade: Contributos da aprendizagem cooperativa para a constru&ccedil;&atilde;o de salas de aula inclusivas. <i>Revista Portuguesa de Educa&ccedil;&atilde;o, 26</i>(1), 307&ndash;347.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>UNESCO. (2006). <i>Guidelines on intercultural education</i>. Paris: UNESCO.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=768150&pid=S0871-9187201800010000400054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>UNESCO. (2013). <i>Intercultural competences</i>. Paris: Intersectoral Platform for a Culture of Peace and Non-Violence, Bureau for Strategic Planning.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=768152&pid=S0871-9187201800010000400055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Zimenkova, T. (2011). DIVERSITY: Future project or current challenge? Construction of the term diversity within citizenship education in Europe. <i>Educa&ccedil;&atilde;o, Sociedade &amp; Culturas</i><i>, 32,</i> 23&ndash;40.</p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#topc0">Endereço para Correspondência</a><a name="c0"></a>     <p>Toda a correspondência relativa a este artigo deve ser enviada para: Sofia Marques da Silva, Rua Alfredo Allen, 4200-135 Porto. Email: <a href="mailto:sofiamsilva@fpece.up.pt">sofiamsilva@fpece.up.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido em setembro 2017</p>     <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em mar&ccedil;o 2018</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Notas</b></p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> O trabalho de Perrenoud et al. (2001) sugere estas tr&ecirc;s vari&aacute;veis em rela&ccedil;&atilde;o para a constru&ccedil;&atilde;o de uma compet&ecirc;ncia no dom&iacute;nio profissional de docentes. </p>     <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> Conceito determinante na sequ&ecirc;ncia deste trabalho, uma vez que procuramos &ldquo;compet&ecirc;ncias-chave&rdquo; no trabalho com jovens descendentes de imigrantes e pertencentes a minorias &eacute;tnicas.</p>     <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> O termo &lsquo;multicultural&rsquo; &ldquo;describes the culturally diverse nature of human society. It not only refers to elements of ethnic or national culture, but also includes linguistic, religious and socio-economic diversity&rdquo; (UNESCO, 2006, p. 17). O termo &lsquo;intercultural&rsquo; refere-se &agrave; &ldquo;existence and equitable interaction of diverse cultures and the possibility of generating shared cultural expressions through dialogue and mutual respect&rdquo; (UNESCO, 2006, p. 17).</p>     <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> Etnocentrismo: &ldquo;atitude que leva um indiv&iacute;duo a apreender o outro . . . segundo as normas e os valores do seu pr&oacute;prio grupo. Traduz-se&hellip; pela valoriza&ccedil;&atilde;o de si pr&oacute;prio e pela deprecia&ccedil;&atilde;o do outro&rdquo; (Echaudemaison, 2001, p. 149).</p>     <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> Bernstein (1990) recorre a este conceito para analisar a estrutura da comunica&ccedil;&atilde;o escolar. Segundo ele, o dispositivo pedag&oacute;gico desenvolve-se em tr&ecirc;s contextos: i) o da produ&ccedil;&atilde;o/reprodu&ccedil;&atilde;o da cultura; ii) o da transmiss&atilde;o dessa cultura; iii) o da sua aquisi&ccedil;&atilde;o; e &eacute; regido pelas regras de distribui&ccedil;&atilde;o (que distribui diferentes formas de consci&ecirc;ncia a diferentes grupos), de recontextualiza&ccedil;&atilde;o (que regula a constitui&ccedil;&atilde;o de um discurso pedag&oacute;gico espec&iacute;fico) e de avalia&ccedil;&atilde;o (que constitui a pr&aacute;tica pedag&oacute;gica e concentra em si todo o sistema).</p>     <p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.programaescolhas.pt/" target="_blank">http://www.programaescolhas.pt/</a></p>     <p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> &ldquo;The central topic of NAOS is professional capacity of teachers concerning dealing with diversity related to migration (in all its different forms). Professional capacity includes innovative forms of cooperation between educational professionals and other professionals dealing with children&rdquo; (<a href="http://www.sirius-migrationeducation.org/naos/" target="_blank">http://www.sirius-migrationeducation.org/naos/</a>). Este grupo de discuss&atilde;o insere-se nas atividades deste projeto onde as investigadoras estiveram presentes como parte da organiza&ccedil;&atilde;o da sess&atilde;o e sobre o qual nos foi dada a devida autoriza&ccedil;&atilde;o para podermos utilizar e analisar dados neste trabalho.</p>     <p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup> A op&ccedil;&atilde;o por um contexto desportivo tem em conta a diversidade &eacute;tnica e migrante existente neste contexto em particular, que recebe jogadores de futebol deslocados dos seus pa&iacute;ses para a pr&aacute;tica desportiva.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup> As &ldquo;teorias do <i>standpoint</i>&rdquo; (Harding, 1986) permitem-nos dar conta da viv&ecirc;ncia das diversidades a partir do lugar em que nos situamos, pelo que o trabalho com as diversidades &eacute; encarado de forma diferente nas zonas Norte e Sul do pa&iacute;s.</p>     <p><Sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></Sup> Racismo: &ldquo;manifesta-se essencialmente pela nega&ccedil;&atilde;o do reconhecimento da singularidade do outro. Na pr&aacute;tica, isto significa que os membros das minorias n&atilde;o s&atilde;o tratados como &lsquo;indiv&iacute;duos&rsquo;, mas simplesmente como &lsquo;representantes&rsquo; de uma categoria homog&eacute;nea&rdquo; (Cabecinhas, 2007, p. 280).</p>     <p><Sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></Sup> Xenofobia: &ldquo;do grego <i>xenoi</i> &laquo;os estrangeiros&raquo; e <i>pfobein</i> &laquo;odiar&raquo;. Literalmente, significa &oacute;dio aos estrangeiros&rdquo; (Echaudemaison, 2001, p. 411).</p>     <p><Sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></Sup> Este conceito surge em contraponto ao de &ldquo;professor dalt&oacute;nico&rdquo;, que &ldquo;n&atilde;o ser&aacute; sens&iacute;vel &agrave; heterogeneidade, ao &lsquo;arco-&iacute;ris&rsquo; que tem nas m&atilde;os&rdquo; (Stoer &amp; Cortes&atilde;o, 1999, p. 20).</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Banks]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Multicultural education: Historical development, dimensions, and practice]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Banks]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Handbook of research on multicultural education]]></source>
<year>1995</year>
<page-range>3-49</page-range><publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[MacMillan]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bardin]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Análise de conteúdo]]></source>
<year>1977</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Edições 70]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bastos]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bastos]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Portugal multicultural]]></source>
<year>1999</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Fim de Século Edições]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bernstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Poder, educación y conciencia Sociología de la transmisión cultural]]></source>
<year>1990</year>
<publisher-loc><![CDATA[Barcelona ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Ed El Roure]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bogdan]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Biklen]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Investigação qualitativa em educação: Uma introdução à teoria e aos métodos]]></source>
<year>1994</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Porto Editora]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bolton]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Reflective practice: Writing and professional development]]></source>
<year>2014</year>
<publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Sage Publications]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cabecinhas]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Preto e branco: A naturalização da discriminação racial]]></source>
<year>2007</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Campo das Letras]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Casa-Nova]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[(I)Migrantes, diversidades e desigualdades no sistema educativo português: Balanço e perspectivas]]></article-title>
<source><![CDATA[Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação]]></source>
<year>2005</year>
<volume>13</volume>
<numero>47</numero>
<issue>47</issue>
<page-range>181-216</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Casa-Nova]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A relação dos ciganos com a escola pública: Contributos para a compreensão sociológica de um problema complexo e multidimensional]]></article-title>
<source><![CDATA[Interacções]]></source>
<year>2006</year>
<volume>2</volume>
<page-range>155-182</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>Conselho da Europa.</collab>
<source><![CDATA[Livro branco sobre o diálogo intercultural &#8220;Viver juntos em igual dignidade&#8221;]]></source>
<year>2008</year>
<publisher-loc><![CDATA[Estrasburgo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Conselho da Europa]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Côrte-Real]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sá]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. H. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Diálogo intercultural na escola portuguesa precisa-se!]]></article-title>
<source><![CDATA[Educação, Sociedade & Culturas]]></source>
<year>2014</year>
<volume>41</volume>
<page-range>149-170</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cortesão]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stoer]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Projectos, percursos, sinergias no campo da educação inter/multicultural: Relatório final]]></source>
<year>1995</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[FPCEUP-CIIE]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cortesão]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stoer]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A interculturalidade e a educação escolar: Dispositivos pedagógicos e a construção da ponte entre culturas]]></article-title>
<source><![CDATA[Inovação: Revista do Instituto de Inovação Educacional (Separata)]]></source>
<year>1999</year>
<volume>9</volume>
<page-range>35-51</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cortesão]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Costa]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rodrigues]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Trindade]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Mergulhando no arco-íris sócio-cultural: Contributo para o conhecimento dos trabalhos sobre educação e diversidade em Portugal]]></article-title>
<source><![CDATA[Investigar em Educação]]></source>
<year>2002</year>
<volume>1</volume>
<page-range>19-99</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>Council of Europe.</collab>
<source><![CDATA[Diversity and inclusion: Challenges for teacher education]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-loc><![CDATA[Strasbourg ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Directorate general IV - Directorate of Education and Languages, Unit of European Education Policies]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Echaudemaison]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Dicionário de Economia e Ciências Sociais]]></source>
<year>2001</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Porto Editora]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Farmhouse]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Nota de abertura]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Paes]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vitorino]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Comunidades educativas comprometidas com a diversidade. Propostas e reflexões a partir de práticas de formação-ação]]></source>
<year>2011</year>
<page-range>5-7</page-range><publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[I.]]></surname>
<given-names><![CDATA[Freire]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A mediação em educação em Portugal]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Correia]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. M. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Mediação: (D)Os contextos e (d)os actores]]></source>
<year>2010</year>
<page-range>59-70</page-range><publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Afrontamento]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Galveias]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Prática pedagógica: Cenário de formação profissional]]></article-title>
<source><![CDATA[Interacções]]></source>
<year>2008</year>
<volume>8</volume>
<page-range>6-17</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hall]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[&#8220;Que &#8216;negro' é esse na cultura negra?&#8221;]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Hall]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Da diáspora: Identidades e mediações culturais]]></source>
<year>2003</year>
<page-range>335-349</page-range><publisher-loc><![CDATA[Belo Horizonte ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editora UFMG]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Harding]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The science question in feminism]]></source>
<year>1986</year>
<publisher-loc><![CDATA[Ithaca ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Cornell University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Huber]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Reynolds]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Developing intercultural competence through education]]></source>
<year>2014</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brussels ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Council of Europe]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Leite]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Para uma escola curricularmente inteligente]]></source>
<year>2003</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Edições ASA]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Leite]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O currículo escolar e o exercício docente perante a multiculturalidade - Implicações para a formação de professores]]></article-title>
<collab>Centro Paulo Freire</collab>
<source><![CDATA[Paulo Freire: Desafios à sociedade multicultural - Actas do V colóquio Internacional Paulo Freire]]></source>
<year>2005</year>
<month>, </month>
<day>se</day>
<page-range>1-16</page-range><publisher-loc><![CDATA[Recife ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lowlands]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Reflective practice: An introduction]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Bolton]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Reflective practice: Writing and professional development]]></source>
<year>2014</year>
<page-range>1-16</page-range><publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Sage Publications]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Magalhães]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stoer]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[&#8220;A diferença somos nós&#8221;: A gestão da mudança social e as políticas educativas e sociais]]></source>
<year>2005</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Edições Afrontamento]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Magalhães]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stoer]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Pensar as diferenças: Contributos para a educação inclusiva]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Rodrigues]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Educação inclusiva: Dos conceitos às práticas de formação]]></source>
<year>2011</year>
<page-range>29-43</page-range><publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Horizontes Pedagógicos]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mendes]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Identidades, racismo e discriminação: Ciganos da AML]]></source>
<year>2012</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Caleidoscópio]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mendes]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Magano]]></surname>
<given-names><![CDATA[O.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Candeias]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Estudo nacional sobre as comunidades ciganas Observatório das comunidades ciganas]]></source>
<year>2014</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Alto Comissariado para as Migrações]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Miranda]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Educação intercultural e formação de professores]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Porto Editora]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Morgado]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Oliveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Mediação em contexto escolar: Transformar o conflito em oportunidade]]></article-title>
<source><![CDATA[Exedra]]></source>
<year>2009</year>
<volume>1</volume>
<page-range>43-56</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Neves]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Malafaia]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Gestão de conflitos: Uma experiência, um guia]]></source>
<year>2012</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Legis Editora]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>OECD Report</collab>
<source><![CDATA[Educating teachers for diversity: Meeting the challenge]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Paris ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[OECD]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>Organizing Bureau of European School Student Unions</collab>
<source><![CDATA[Guidelines on social inclusion in education]]></source>
<year>2014</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Paes]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vitorino]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Comunidades educativas comprometidas com a diversidade]]></source>
<year>2011</year>
<publisher-loc><![CDATA[Propostas e reflexões a partir de práticas de formação-ação. Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B36">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Educação multicultural: Teorias e práticas]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Edições ASA]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B37">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Conceptions and knowledge about childhood in initial teacher training: Changes in recent decades and their impact on teacher professionality and on schooling in childhood]]></article-title>
<source><![CDATA[Teaching and Teacher Education]]></source>
<year>2009</year>
<month>a</month>
<volume>25(8)</volume>
<page-range>1009-1017</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B38">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Governo da infância e profissionalidade docente: Narrativas em formação inicial de professores]]></article-title>
<source><![CDATA[Educação, Sociedade & Culturas]]></source>
<year>2009</year>
<month>b</month>
<volume>29</volume>
<page-range>89-108</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B39">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Infância, educação escolar e profissionalidade docente: Um mapeamento social dos discursos em formação inicial de professores]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Fundação Calouste Gulbenkian e Fundação para a Ciência e a Tecnologia]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B40">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Concepts, policies and practices of teacher education: An analysis of studies on teacher education in Portugal]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Education for Teaching]]></source>
<year>2013</year>
<volume>39</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>474-491</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B41">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carolino]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lopes]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A formação inicial de professores do 1º CEB nas últimas três décadas do séc. XX: Transformações curriculares, conceptualização educativa e profissionalização docente]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Portuguesa de Educação]]></source>
<year>2007</year>
<volume>20</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>191-219</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B42">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Perrenoud]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Paquay]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Altet]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Charlier]]></surname>
<given-names><![CDATA[É.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Formando professores profissionais]]></source>
<year>2001</year>
<publisher-loc><![CDATA[Quais estratégias? Quais competências?. Porto Alegre ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Artmed Editora]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B43">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>Rede Eurydice</collab>
<source><![CDATA[A educação para a cidadania]]></source>
<year>2012</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B44">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Severiens]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wolff]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[van Herpen]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Teaching for diversity: A literature overview and an analysis of the curriculum of a teacher training college]]></article-title>
<source><![CDATA[European Journal of Teacher Education]]></source>
<year>2013</year>
<volume>37</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>295-311</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B45">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Siewiorek]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vivitsou]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[von Reis Saari]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Key competences in practice. KeyCoNet 2013 literature review: Key competence development in school education in Europe]]></source>
<year>2013</year>
<publisher-name><![CDATA[Project: KeYCoNet: Key Competence Network on School Education]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B46">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Figuras e configurações da estranheza: O mundo da vida e o mundo da escola]]></article-title>
<source><![CDATA[E-cadernos CES]]></source>
<year>2008</year>
<volume>1</volume>
<page-range>141-159</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B47">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Da casa da juventude aos confins do mundo]]></source>
<year>2011</year>
<publisher-loc><![CDATA[Etnografia de fragilidades, medos e estratégias juvenis. Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Edições Afrontamento]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B48">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>Sirius Network.</collab>
<source><![CDATA[A clear agenda for migrant education in Europe]]></source>
<year>2014</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brussels ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Sirius Network]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B49">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sleeter]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Multicultural education and empowerment]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Sleeter]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Empowerment through multicultural education]]></source>
<year>1991</year>
<page-range>1-26</page-range><publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Suny]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B50">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Stoer]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Construindo a escola democrática através do &#8220;campo da recontextualização pedagógica&#8221;]]></article-title>
<source><![CDATA[Educação, Sociedade & Culturas]]></source>
<year>1994</year>
<volume>1</volume>
<page-range>7-27</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B51">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Stoer]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Combatendo a educação multicultural benigna]]></article-title>
<collab>Universidade de Lisboa</collab>
<source><![CDATA[Actas do Encontro &#8220;Um olhar sobre o outro&#8221;]]></source>
<year>1999</year>
<page-range>177-183</page-range><publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Departamento de Ensino Básico]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B52">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Stoer]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cortesão]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[&#8220;Levantando a pedra&#8221;: Da pedagogia inter/multicultural às políticas educativas numa época de transnacionalização]]></source>
<year>1999</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Edições Afrontamento]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B53">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tavares]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sanches]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Gerir a diversidade: Contributos da aprendizagem cooperativa para a construção de salas de aula inclusivas]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Portuguesa de Educação]]></source>
<year>2013</year>
<volume>26</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>307-347</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B54">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>UNESCO.</collab>
<source><![CDATA[Guidelines on intercultural education]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-loc><![CDATA[Paris ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[UNESCO]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B55">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>UNESCO.</collab>
<source><![CDATA[Intercultural competences]]></source>
<year>2013</year>
<publisher-loc><![CDATA[Paris ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Intersectoral Platform for a Culture of Peace and Non-Violence, Bureau for Strategic Planning]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B56">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Zimenkova]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[DIVERSITY: Future project or current challenge? Construction of the term diversity within citizenship education in Europe]]></article-title>
<source><![CDATA[EducaçãoSociedade & Culturas]]></source>
<year>2011</year>
<volume>32</volume>
<page-range>23-40</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
