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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Educação]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Perceção dos professores sobre a avaliação do desempenho docente]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Teachers' perceptions about teacher performance assessment]]></article-title>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Percepción de los profesores sobre la evaluación del desempeño docente]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[There is a consensus about the idea that the development of a country depends on the quality of its education. The Teaching Performance Assessment arises because the Ministry of Education believes that it can contribute to the quality of education, as well as to the personal and professional development of the teachers. However, the issue is complex and it gave origin to intense teaching and union´s contestation in Portugal. This research aimed to know how teachers perceive teaching performance assessment. We carried out a quantitative research study with a sample of 240 teachers, to whom we applied a questionnaire. The data were treated and analyzed using the structural equation modeling technique. The main conclusions point to, concerning gender, academic abilities and time of service, the existence of some associations with the perception that teachers have about the adequacy of the performance assessment. Results reveal that the teachers who present a better understanding about the performance evaluation consider to better attain its objectives; they also demonstrate a better scientific and pedagogical practice, and show less appreciation of the adequacy of the teacher evaluation process.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Hay un consenso de que el desarrollo de un país depende de la calidad de su educación. La evaluación del desempeño docente surge debido a que el Ministerio de Educación cree que puede contribuir a la calidad de la educación, así como para la valorización y desarrollo personal y profesional de los profesores. Todavía, el tema es complejo y ha dado origen a intensa contestación docente e sindical en Portugal. Esta investigación ha pretendido conocer cómo los profesores percepcionan la evaluación del desempeño docente. Así, se ha llevado a cabo una investigación cuantitativa con una muestra de 240 profesores, a los cuáles se administró un cuestionario. Los datos recogidos han sido tratados y analizados recorriendo a la técnica de modelado de ecuaciones estructurales. Las principales conclusiones apuntan para, cuánto al género, habilitaciones académicas y tiempo de servicio, la existencia de algunas asociaciones con la percepción que os profesores poseen sobre la adecuación de la evaluación del desempeño. Los resultados revelan que los profesores que presentan una mejor comprensión de la evaluación de desempeño, consideran cumplir más los objetivos y tienen una mejor práctica científica y pedagógica; de manifiesto, son los que también muestran menor percepción de la adecuación del proceso de evaluación docente.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Avaliação]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS</b></p>     <p><b>Perce&ccedil;&atilde;o dos professores sobre a avalia&ccedil;&atilde;o do desempenho docente</b></p>     <p><b>Teachers&rsquo; perceptions about teacher performance assessment</b></p>     <p><b>Percepci&oacute;n de los profesores sobre la evaluaci&oacute;n del desempe&ntilde;o docente</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Maria Piedade Alves<sup>i</sup> &amp; Pedro Cunha<sup>i&nbsp;</sup>Ab&iacute;lio Afonso Louren&ccedil;o<sup>ii&nbsp;</sup>Ana Paula Monteiro<sup>iii</sup></b></p>     <p><sup>i&nbsp;</sup>Universidade Fernando Pessoa, Portugal</p>     <p><sup>ii&nbsp;</sup>Agrupamento de Escolas Alexandre Herculano, Portugal</p>     <p><sup>iii&nbsp;</sup>Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, Portugal</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#c0">Endereço para Correspondência</a><a name="topc0"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Existe um consenso de que o desenvolvimento de um pa&iacute;s depende da qualidade da sua educa&ccedil;&atilde;o. Assim, a Avalia&ccedil;&atilde;o de Desempenho Docente (ADD) surgiu porque o Minist&eacute;rio da Tutela acredita que esta pode contribuir para a qualidade da educa&ccedil;&atilde;o, bem como para a valoriza&ccedil;&atilde;o e o desenvolvimento pessoal e profissional dos professores. Todavia, o tema &eacute; complexo, tendo dado origem a intensa contesta&ccedil;&atilde;o docente e sindical em Portugal. Este estudo pretendeu conhecer como os professores percecionam a avalia&ccedil;&atilde;o de desempenho. Para tal, procedeu-se a uma investiga&ccedil;&atilde;o quantitativa numa amostra constitu&iacute;da por 240 professores a exercerem fun&ccedil;&otilde;es em Portugal Continental, aos quais administr&aacute;mos um inqu&eacute;rito por question&aacute;rio. Os dados recolhidos foram tratados e analisados utilizando a t&eacute;cnica de modela&ccedil;&atilde;o de equa&ccedil;&otilde;es estruturais. As principais conclus&otilde;es apontam, quanto ao g&eacute;nero, habilita&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas e tempo de servi&ccedil;o, para a exist&ecirc;ncia de algumas associa&ccedil;&otilde;es com a perce&ccedil;&atilde;o que os professores possuem sobre a adequa&ccedil;&atilde;o da avalia&ccedil;&atilde;o de desempenho. Os resultados revelam ainda que os professores que apresentam um melhor entendimento sobre a avalia&ccedil;&atilde;o de desempenho consideram cumprir mais os objetivos e manifestam ter melhor pr&aacute;tica cient&iacute;fica e pedag&oacute;gica, sendo tamb&eacute;m aqueles que manifestam menor perce&ccedil;&atilde;o da adequa&ccedil;&atilde;o do processo de avalia&ccedil;&atilde;o docente.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Avalia&ccedil;&atilde;o; Desempenho; Professores</p>     <p>&nbsp;&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>There is a consensus about the idea that the development of a country depends on the quality of its education. The Teaching Performance Assessment arises because the Ministry of Education believes that it can contribute to the quality of education, as well as to the personal and professional development of the teachers. However, the issue is complex and it gave origin to intense teaching and union&acute;s contestation in Portugal. This research aimed to know how teachers perceive teaching performance assessment. We carried out a quantitative research study with a sample of 240 teachers, to whom we applied a questionnaire. The data were treated and analyzed using the structural equation modeling technique. The main conclusions point to, concerning gender, academic abilities and time of service, the existence of some associations with the perception that teachers have about the adequacy of the performance assessment. Results reveal that the teachers who present a better understanding about the performance evaluation consider to better attain its objectives; they also demonstrate a better scientific and pedagogical practice, and show less appreciation of the adequacy of the teacher evaluation process.</p>     <p><b>Keywords:&nbsp;</b>Assessment; Performance; Teachers</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMEN</b></p>     <p>Hay un consenso de que el desarrollo de un pa&iacute;s depende de la calidad de su educaci&oacute;n. La evaluaci&oacute;n del desempe&ntilde;o docente surge debido a que el Ministerio de Educaci&oacute;n cree que puede contribuir a la calidad de la educaci&oacute;n, as&iacute; como para la valorizaci&oacute;n y desarrollo personal y profesional de los profesores. Todav&iacute;a, el tema es complejo y ha dado origen a intensa contestaci&oacute;n docente e sindical en Portugal. Esta investigaci&oacute;n ha pretendido conocer c&oacute;mo los profesores percepcionan la evaluaci&oacute;n del desempe&ntilde;o docente. As&iacute;, se ha llevado a cabo una investigaci&oacute;n cuantitativa con una muestra de 240 profesores, a los cu&aacute;les se administr&oacute; un cuestionario. Los datos recogidos han sido tratados y analizados recorriendo a la t&eacute;cnica de modelado de ecuaciones estructurales. Las principales conclusiones apuntan para, cu&aacute;nto al g&eacute;nero, habilitaciones acad&eacute;micas y tiempo de servicio, la existencia de algunas asociaciones con la percepci&oacute;n que os profesores poseen sobre la adecuaci&oacute;n de la evaluaci&oacute;n del desempe&ntilde;o. Los resultados revelan que los profesores que presentan una mejor comprensi&oacute;n de la evaluaci&oacute;n de desempe&ntilde;o, consideran cumplir m&aacute;s los objetivos y tienen una mejor pr&aacute;ctica cient&iacute;fica y pedag&oacute;gica; de manifiesto, son los que tambi&eacute;n muestran menor percepci&oacute;n de la adecuaci&oacute;n del proceso de evaluaci&oacute;n docente.</p>     <p><b>Palabras-clave:</b> Evaluaci&oacute;n; Desempe&ntilde;o; Profesores</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o de desempenho docente (ADD) consiste na observa&ccedil;&atilde;o e aprecia&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica do comportamento profissional e das capacidades t&eacute;cnicas de um trabalhador ou colaborador docente no exerc&iacute;cio da sua atividade, bem como dos resultados e progressos obtidos (Alves, 2016; Beatty, 2016; Braz, 2013; Bullis, 2014; Machado &amp; Portugal, 2014; Pires, 2014).</p>     <p>Os estudos comparativos acerca de pol&iacute;ticas nacionais que promovam o sucesso escolar devem levar os respons&aacute;veis da educa&ccedil;&atilde;o a avaliar mais (alunos, professores e diretores) e a definir pol&iacute;ticas em fun&ccedil;&atilde;o de dados objetivos (Raymond &amp; Negassi, 2015). A avalia&ccedil;&atilde;o de desempenho deve igualmente ser um processo cont&iacute;nuo de aprecia&ccedil;&atilde;o acerca dos conhecimentos, do trabalho, da forma de relacionamento e do saber-estar dos professores (Raymond &amp; Negassi, 2015).</p>     <p>Assim, a ADD &eacute; considerada um instrumento importante no sistema educativo, procurando cumprir tr&ecirc;s objetivos principais (Gra&ccedil;a, Duarte, Lagartixa, &amp; Tching<i>, </i>2011): desenvolvimento profissional (faculta &agrave; escola informa&ccedil;&atilde;o que lhe permite promover atividades que conduzam ao desenvolvimento profissional do seu corpo docente, contribuindo para a melhoria da qualidade da escola); responsabiliza&ccedil;&atilde;o (reconhece as boas pr&aacute;ticas e as situa&ccedil;&otilde;es em que o desempenho docente se encontra aqu&eacute;m das suas potencialidades, permitindo &agrave; escola identificar necessidades de forma&ccedil;&atilde;o e desenvolver processos que levem &agrave; melhoria do desempenho dos professores); e motiva&ccedil;&atilde;o (constitui um fator de motiva&ccedil;&atilde;o para os professores atestarem o reconhecimento do seu desempenho).</p>     <p>Como estrat&eacute;gia pol&iacute;tica, a avalia&ccedil;&atilde;o de desempenho docente (de todos os graus de ensino), tem sido objeto de muitas reflex&otilde;es. N&atilde;o constitui uma tarefa f&aacute;cil, pois depara-se com resist&ecirc;ncias por parte dos envolvidos no processo, suscitando frequentemente medos e d&uacute;vidas quanto ao processo em si e &agrave;s consequ&ecirc;ncias do mesmo.</p>     <p>Uma das quest&otilde;es que importa analisar e para a qual encontrar solu&ccedil;&otilde;es relaciona-se com os diferentes pontos de vista dos interessados (Fernandes, 2008). Os professores focalizam-se na defesa dos postos de trabalho ou na progress&atilde;o na carreira, bem como na sua dignidade pessoal e profissional, enquanto os pais, os encarregados de educa&ccedil;&atilde;o e a administra&ccedil;&atilde;o das escolas est&atilde;o mais interessados num sistema de avalia&ccedil;&atilde;o que relacione o ensino com os resultados dos alunos, ou seja, o desempenho dos professores com a sua efic&aacute;cia (Fernandes, 2008).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Avalia&ccedil;&atilde;o de desempenho docente no contexto portugu&ecirc;s</b></p>     <p>Em Portugal, antes de 1974, a ADD era da responsabilidade dos inspetores e/ou dos reitores. A presta&ccedil;&atilde;o dos professores era classificada numa escala que contemplava as categorias de Med&iacute;ocre, Suficiente, Bom e Muito Bom. De 1974 a 1986, a avalia&ccedil;&atilde;o de desempenho docente foi praticamente inexistente. Em 1986 &eacute; publicada a Lei de Bases do Sistema Educativo (Lei n.&ordm; 46/86, de 14 de outubro) e a quest&atilde;o da avalia&ccedil;&atilde;o docente &eacute; novamente abordada. Em 1990, com o Decreto-Lei n.&ordm; 139&ndash;A/90, de 28 de abril, &eacute; publicado o Estatuto da Carreira Docente e, pela primeira vez, a progress&atilde;o na carreira passa a ficar dependente da avalia&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Pretendendo apenas sinalizar alguns dos normativos legais sobre a ADD, refira-se que bastante legisla&ccedil;&atilde;o sobre esta tem&aacute;tica foi publicada ao longo dos anos, mas a grande altera&ccedil;&atilde;o ao sistema de ADD foi introduzida pelo Decreto-Lei n.&ordm; 15/2007, de 19 de janeiro, que altera o Estatuto da Carreira Docente. Este decreto-lei implica uma reforma estrutural e imp&otilde;e um olhar cr&iacute;tico-reflexivo sobre a avalia&ccedil;&atilde;o. Apresenta como objetivos principais o aperfei&ccedil;oamento das pr&aacute;ticas, com vista &agrave; melhoria dos resultados escolares e &agrave; qualidade das aprendizagens, e garantir a diferencia&ccedil;&atilde;o dos professores pelo m&eacute;rito atrav&eacute;s do estabelecimento de quotas para as classifica&ccedil;&otilde;es de Excelente e de Muito Bom. Nesta avalia&ccedil;&atilde;o deveria ser considerada a totalidade das atividades desenvolvidas pelo docente: componente pedag&oacute;gica, servi&ccedil;o distribu&iacute;do e participa&ccedil;&atilde;o/envolvimento com a &ldquo;vida&rdquo; da escola e da pr&oacute;pria comunidade. Com este regime de avalia&ccedil;&atilde;o pretendia-se uma melhoria das aprendizagens e que tal tivesse reflexos nos resultados escolares dos alunos.</p>     <p>O Decreto Regulamentar n.&ordm; 2/2008, de 10 de janeiro, trouxe mudan&ccedil;as significativas. Regulamentou o Estatuto da Carreira Docente no que se refere, sobretudo, ao sistema de Avalia&ccedil;&atilde;o de Desempenho do Pessoal Docente, estabelecendo tamb&eacute;m as normas relativas ao regime transit&oacute;rio para aplica&ccedil;&atilde;o em 2007/2008. Este decreto pretende criar os mecanismos de aplica&ccedil;&atilde;o do novo sistema de avalia&ccedil;&atilde;o de desempenho docente, sobretudo dos docentes integrados na carreira, concretizando a mat&eacute;ria relativa ao planeamento das atividades de avalia&ccedil;&atilde;o, &agrave; fixa&ccedil;&atilde;o dos objetivos individuais, bem como as mat&eacute;rias relativas ao processo (calendariza&ccedil;&atilde;o, explicita&ccedil;&atilde;o dos par&acirc;metros avaliativos e sistema e classifica&ccedil;&atilde;o).</p>     <p>Mais recentemente, o Decreto Regulamentar n&ordm; 26/2012, de 21 de fevereiro, promove ciclos de avalia&ccedil;&atilde;o mais longos, coincidindo com a dura&ccedil;&atilde;o dos escal&otilde;es da carreira, fomenta a dimens&atilde;o formativa da avalia&ccedil;&atilde;o e recorre a avaliadores externos para a observa&ccedil;&atilde;o de aulas no per&iacute;odo probat&oacute;rio, 2&ordm; e 4&ordm; escal&otilde;es<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>e em caso de obten&ccedil;&atilde;o da men&ccedil;&atilde;o de Excelente. Nos restantes escal&otilde;es, a avalia&ccedil;&atilde;o tem uma natureza interna e efetua-se com recurso a um relat&oacute;rio de autoavalia&ccedil;&atilde;o realizado pelo docente; tem como men&ccedil;&atilde;o os par&acirc;metros aprovados pelo Conselho Pedag&oacute;gico, constituindo-se neste &oacute;rg&atilde;o a sec&ccedil;&atilde;o de avalia&ccedil;&atilde;o do desempenho docente. A avalia&ccedil;&atilde;o do desempenho docente passa a recair sobre tr&ecirc;s grandes dimens&otilde;es: a cient&iacute;fico-pedag&oacute;gica, que assume a centralidade no exerc&iacute;cio profissional; a participa&ccedil;&atilde;o na vida da escola e a rela&ccedil;&atilde;o com a comunidade educativa; e a forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua e o desenvolvimento profissional.</p>     <p>A implementa&ccedil;&atilde;o de um sistema de avalia&ccedil;&atilde;o docente no sentido de monitorizar a qualidade de ensino nas salas de aula pressup&otilde;e enfrentar alguns desafios e, simultaneamente, proporciona algumas oportunidades para todos os atores que participam no processo (Rodrigues, 2012). Rodrigues (2012) refere que um dos principais reptos a ultrapassar &eacute; de cariz cultural e corresponde a uma l&oacute;gica de avalia&ccedil;&atilde;o associada &agrave; classifica&ccedil;&atilde;o, seria&ccedil;&atilde;o e sele&ccedil;&atilde;o, e n&atilde;o encarada como um processo formativo com o objetivo de potenciar o desenvolvimento e as aprendizagens. Para Fernandes (2008), os fins a que se destina a avalia&ccedil;&atilde;o devem ser considerados ao escolher os procedimentos de recolha de dados, assim como o tipo de intera&ccedil;&atilde;o que o avaliador estabelece com o avaliado, ou seja, deve ser definido o <i>design </i>que o sistema de avalia&ccedil;&atilde;o pretende assumir. Alguns elementos cruciais para superar obst&aacute;culos que surgem na implementa&ccedil;&atilde;o de um sistema de ADD s&atilde;o identificados por Isor&eacute; (2010): participa&ccedil;&atilde;o na conce&ccedil;&atilde;o do processo; conhecimento dos crit&eacute;rios de obten&ccedil;&atilde;o de uma boa avalia&ccedil;&atilde;o; viabilidade e confiabilidade do sistema; objetividade dos resultados e inexist&ecirc;ncia de uma avalia&ccedil;&atilde;o exclusiva do avaliador (o qual deve ser especialista do conte&uacute;do avaliado e de uma escola diferente do avaliado).</p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o dos professores pode ser uma mera rotina burocr&aacute;tica e administrativa, consumidora de tempo, esfor&ccedil;o e dinheiro e com pouca ou mesmo nenhuma utilidade para influenciar positivamente o desempenho, a compet&ecirc;ncia e a efic&aacute;cia dos professores e o que acontece nas escolas (Fernandes, 2008). Mas tamb&eacute;m pode ser, pelo contr&aacute;rio, um poderoso processo ao servi&ccedil;o da melhoria da qualidade pedag&oacute;gica e da qualidade de ensino dos professores, gerando ambientes prop&iacute;cios &agrave; inova&ccedil;&atilde;o, ao desenvolvimento profissional e, consequentemente, ao incremento das aprendizagens dos alunos. Os sistemas de avalia&ccedil;&atilde;o de professores devem abranger tr&ecirc;s componentes (Danielson, 2001): uma defini&ccedil;&atilde;o clara de uma boa pr&aacute;tica pedag&oacute;gica (o qu&ecirc;); m&eacute;todos justos e confi&aacute;veis de uma boa pr&aacute;tica pedag&oacute;gica (como); e avaliadores com experi&ecirc;ncia capazes de fazer uma avalia&ccedil;&atilde;o objetiva e coerente. A avalia&ccedil;&atilde;o docente deve ter por base um processo de desenvolvimento pessoal e profissional com potencial para ter impacto positivo nas aprendizagens dos alunos (Ventura, 2012). Assim, importa avaliar os professores atrav&eacute;s de um modelo que nos faculte informa&ccedil;&atilde;o cred&iacute;vel sobre a forma como desempenham as suas fun&ccedil;&otilde;es. Para que tal aconte&ccedil;a, &eacute; indispens&aacute;vel que promova a aprendizagem profissional de todos os envolvidos, atrav&eacute;s de um ambiente colegial e colaborativo (Ventura, 2012).</p>     <p>No contexto nacional, reconhecida a centralidade da avalia&ccedil;&atilde;o nos discursos e nas pr&aacute;ticas (Morgado, 2014), a ADD tem sido alvo de v&aacute;rias investiga&ccedil;&otilde;es, sobretudo de tipo qualitativo, sobre perce&ccedil;&otilde;es, representa&ccedil;&otilde;es e perspetivas quanto &agrave; mesma por parte dos docentes (cf. Coelho, 2013; Costa &amp; Fialho, 2012; Ferreira &amp; Oliveira, 2015; Serrano, 2015). Globalmente, os estudos citados apontam que os professores consideram a ADD como uma necessidade para o desenvolvimento profissional, demonstrando uma atitude de abertura e de aprendizagem face &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o da mesma. No entanto, as investiga&ccedil;&otilde;es sugerem igualmente que os docentes t&ecirc;m a perce&ccedil;&atilde;o de que o atual modelo de ADD n&atilde;o contribui plenamente para atingir os objetivos para os quais a avalia&ccedil;&atilde;o deveria contribuir. Com base no exposto, justifica-se a realiza&ccedil;&atilde;o de uma investiga&ccedil;&atilde;o de car&aacute;ter quantitativo e dedicada a analisar a rela&ccedil;&atilde;o entre um conjunto de vari&aacute;veis, ainda relativamente pouco estudadas, e as perce&ccedil;&otilde;es sobre a avalia&ccedil;&atilde;o do desempenho docente em Portugal.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Avalia&ccedil;&atilde;o de Desempenho Docente: Breve panor&acirc;mica internacional</b></p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o dos professores est&aacute; presente em muitos pa&iacute;ses, ainda que de diferentes formas. Na Europa Ocidental, h&aacute; pa&iacute;ses em que a avalia&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se faz de forma externa e generalizada: &Aacute;ustria, B&eacute;lgica, Chipre, Dinamarca, Espanha, Finl&acirc;ndia, Irlanda, It&aacute;lia, Isl&acirc;ndia, Liechtenstein, Luxemburgo, Noruega, Pa&iacute;ses Baixos, Reino Unido (Esc&oacute;cia) e Su&eacute;cia (Murillo, 2007). Por outro lado, h&aacute; pa&iacute;ses onde a avalia&ccedil;&atilde;o do desempenho dos professores tem esse car&aacute;cter externo e sistem&aacute;tico, como a Alemanha, Eslov&eacute;nia, Est&oacute;nia, Fran&ccedil;a, Gr&eacute;cia, Litu&acirc;nia, Malta Pol&oacute;nia, Portugal, Rom&eacute;nia e Reino Unido. No continente americano, integram esta lista Argentina, Bol&iacute;via, Chile, Col&ocirc;mbia, Costa Rica, El Salvador, Honduras, M&eacute;xico, Peru, Porto Rico, Rep&uacute;blica Dominicana, Uruguai, Venezuela e, nos Estados Unidos, a Calif&oacute;rnia e a Carolina do Norte (Murillo, 2007).</p>     <p>Os sistemas de avalia&ccedil;&atilde;o do desempenho docente apresentam varia&ccedil;&otilde;es que os distinguem. Na Calif&oacute;rnia e na Carolina do Norte (EUA), os crit&eacute;rios s&atilde;o o progresso dos alunos, as t&eacute;cnicas e as estrat&eacute;gias pedag&oacute;gicas utilizadas, o grau de ades&atilde;o aos objetivos curriculares e a cria&ccedil;&atilde;o de um clima de aula adequado &agrave; aprendizagem (Murillo, 2007).</p>     <p>No Reino Unido, a pol&iacute;tica do desempenho inclui um acordo dos objetivos com cada docente, um calend&aacute;rio anual no &acirc;mbito do plano da escola e documenta&ccedil;&atilde;o normalizada para todos os professores desta. A implementa&ccedil;&atilde;o da avalia&ccedil;&atilde;o desenvolve-se em tr&ecirc;s fases: planeamento, recolha de informa&ccedil;&atilde;o e retorno da informa&ccedil;&atilde;o sobre o desempenho (Murillo, 2007). Nas Escolas Secund&aacute;rias de grande dimens&atilde;o, o diretor avalia diretamente o pessoal docente que lhe est&aacute; mais pr&oacute;ximo, que, depois, avalia os professores em geral. O sistema do gestor de <i>performance</i>, que teve in&iacute;cio em 1990, leva a que o regime remunerat&oacute;rio esteja diretamente ligado &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o (Lima, 2008).</p>     <p>Na Dinamarca, Finl&acirc;ndia, Noruega, Su&eacute;cia e Pa&iacute;ses Baixos, a ADD &eacute; da responsabilidade da escola, tendo esta a possibilidade de implementar processos avaliativos que podem ter repercuss&otilde;es no vencimento dos professores (Murillo, 2007)<i>.</i></p>     <p>Na Isl&acirc;ndia, desde 1985, cada escola implementa o seu pr&oacute;prio sistema e determina a forma como os professores realizam a autoavalia&ccedil;&atilde;o (Lima, 2008).</p>     <p>Em Espanha, as finalidades da avalia&ccedil;&atilde;o residem em melhorar a qualidade e a equidade, orientar pol&iacute;ticas educativas, aumentar a transpar&ecirc;ncia e a efic&aacute;cia do sistema educativo e verificar o grau de cumprimento dos objetivos (&Agrave;lvarez, 2007), sendo que a ADD por parte de diretores de estabelecimentos de ensino s&oacute; acontece em algumas comunidades aut&oacute;nomas.</p>     <p>Em Fran&ccedil;a, todos os funcion&aacute;rios p&uacute;blicos est&atilde;o sujeitos &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o conforme o estipulado no art.&ordm; 2.&ordm; do <i>D&eacute;cret</i> n.&ordm; 2002-682, de 29 de abril. A avalia&ccedil;&atilde;o dos professores &eacute; realizada de forma diferente, conforme se trata de professores do primeiro grau (1&ordm; ciclo e 5&ordm; ano) ou professores do segundo grau (6&ordm; ano, 3&ordm; ciclo e Ensino Secund&aacute;rio). Os primeiros s&atilde;o avaliados atrav&eacute;s de uma avalia&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica efetuada por um inspetor acad&eacute;mico, nomeado pela Inspe&ccedil;&atilde;o da Educa&ccedil;&atilde;o Nacional, que verifica o cumprimento dos programas e dos hor&aacute;rios e a qualidade pedag&oacute;gica (pela observa&ccedil;&atilde;o de uma aula). Os segundos est&atilde;o sujeitos a uma dupla avalia&ccedil;&atilde;o &ndash; administrativa e pedag&oacute;gica (Hadji, 2010). &Eacute; de salientar que a Fran&ccedil;a, o Luxemburgo e a Turquia s&atilde;o os pa&iacute;ses onde as inspe&ccedil;&otilde;es representam o procedimento mais importante para a avalia&ccedil;&atilde;o dos professores (Comiss&atilde;o Europeia/EACEA/Eurydice, 2013).</p>     <p>Na &Aacute;ustria, apresentam-se quatro &aacute;reas de trabalho docente: a qualidade do ensino, o desempenho do professor como facilitador/educador, o desempenho do professor como elemento da equipa e o contributo do professor para a qualidade pedag&oacute;gica da escola (Schmid, 2007).</p>     <p>Noutros pa&iacute;ses, como &eacute; o caso da Argentina, Chile e Rom&eacute;nia, os crit&eacute;rios utilizados s&atilde;o os pr&oacute;prios escal&otilde;es da carreira, tendo os resultados da avalia&ccedil;&atilde;o, em cada um dos escal&otilde;es, um papel muito importante (Murillo, 2007; Urriola, 2013). Na Bol&iacute;via, os professores t&ecirc;m que realizar um exame te&oacute;rico-pr&aacute;tico de aptid&atilde;o profissional. Os professores que n&atilde;o superarem essa prova t&ecirc;m uma segunda oportunidade no ano seguinte. Se n&atilde;o forem aprovados, ser&atilde;o suspensos da fun&ccedil;&atilde;o docente, sem trabalho e sem sal&aacute;rio, at&eacute; que a superem, numa terceira oportunidade, que &eacute; a &uacute;ltima. Se voltarem a reprovar, ficar&atilde;o afastados, definitivamente, dos servi&ccedil;os de ensino p&uacute;blico (Murillo, 2007). No Peru s&atilde;o considerados quatro elementos: a efici&ecirc;ncia no servi&ccedil;o, o apoio e a pontualidade, a participa&ccedil;&atilde;o no trabalho comunit&aacute;rio e a promo&ccedil;&atilde;o social. Na Eslov&eacute;nia, os crit&eacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o s&atilde;o os conhecimentos, as capacidades, as compet&ecirc;ncias multidisciplinares, a autonomia, a fiabilidade, a criatividade e o desempenho profissional, o trabalho colaborativo com os colegas e as rela&ccedil;&otilde;es com os pais e encarregados de educa&ccedil;&atilde;o (Murillo, 2007).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os exemplos apresentados mostram que existe uma enorme diversidade de crit&eacute;rios e procedimentos na ADD, n&atilde;o existindo uma vis&atilde;o un&acirc;nime e, por conseguinte, um modelo comum a todos os pa&iacute;ses. Contudo, h&aacute; tr&ecirc;s aspetos que podemos considerar transversais a todos eles: proporcionar o crescimento profissional dos professores, contribuir para a melhoria da pr&aacute;tica pedag&oacute;gica e promover o sucesso escolar dos alunos.</p>     <p>Nesse sentido, &eacute; de destacar que na sess&atilde;o de 11.11.2014 do Parlamento Europeu surgiu uma proposta de resolu&ccedil;&atilde;o, apresentada nos termos do art.&ordm; 133&ordm;, al&iacute;nea I, do Regimento sobre a cria&ccedil;&atilde;o de um sistema europeu &uacute;nico de acesso &agrave; carreira docente, de forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua e de avalia&ccedil;&atilde;o de desempenho. Tal leva-nos a concluir que a ADD &eacute; uma tem&aacute;tica de debate nacional e internacional, fazendo parte das agendas pol&iacute;ticas dos diversos pa&iacute;ses.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p><b>Objetivos do estudo</b></p>     <p>Este estudo teve como objetivo principal analisar a perce&ccedil;&atilde;o dos professores face &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o do desempenho docente e a sua rela&ccedil;&atilde;o com um conjunto de vari&aacute;veis (g&eacute;nero, habilita&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas, tempo de servi&ccedil;o, avalia&ccedil;&atilde;o, cumprimento de objetivos e pr&aacute;tica cient&iacute;fica e pedag&oacute;gica). Verifica-se, igualmente, a inexist&ecirc;ncia de escalas, validadas para o contexto portugu&ecirc;s, que possam aferir dados relativamente aos constructos em an&aacute;lise. Assim, pretende-se com este estudo saber quais as vari&aacute;veis (pessoais e profissionais), e respetivas intera&ccedil;&otilde;es, que podem contribuir para o entendimento sobre os processos que est&atilde;o na base da avalia&ccedil;&atilde;o do desempenho docente, assim como a sua import&acirc;ncia para a <i>praxis</i> docente. Consideramos o estudo dotado de alguma originalidade, sobretudo atrav&eacute;s da metodologia utilizada, que permite relacionar vari&aacute;veis observ&aacute;veis com vari&aacute;veis inferidas e n&atilde;o observ&aacute;veis.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Amostra</b></p>     <p>A amostra deste estudo foi obtida por conveni&ecirc;ncia. Participaram neste estudo 240 professores do ensino p&uacute;blico de escolas dos distritos de Aveiro, Bragan&ccedil;a, Coimbra, Guarda, Leiria, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu. A amostra era constitu&iacute;da por 77&nbsp; professores do g&eacute;nero masculino (32,1%) e 163 do g&eacute;nero feminino (67,9%), de diferentes grupos de doc&ecirc;ncia &ndash; Portugu&ecirc;s e Estudos Sociais/Hist&oacute;ria, Portugu&ecirc;s e Franc&ecirc;s, Matem&aacute;tica e Ci&ecirc;ncias da Natureza, Educa&ccedil;&atilde;o Visual e Tecnol&oacute;gica, Electrotecnia, Portugu&ecirc;s, Ingl&ecirc;s, Filosofia, F&iacute;sica e Qu&iacute;mica, entre outros. Metade dos participantes (120) tinha idades compreendidas entre os 41 e os 50 anos. Relativamente ao tempo de servi&ccedil;o letivo, 118 (49,2%) possu&iacute;am entre 21 e 30 anos. No que concerne &agrave; forma&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica, 168 (70%) possu&iacute;am uma licenciatura, 59 (24,6%) detinham um mestrado e 7 (2,9%) detinham um doutoramento.</p>     <p><b><i>&nbsp;</i></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b> Instrumento de recolha de dados</b></p>     <p> Devido &agrave; inexist&ecirc;ncia de um instrumento que pudesse estimar, de uma forma hol&iacute;stica, a avalia&ccedil;&atilde;o do desempenho docente no contexto portugu&ecirc;s, foi op&ccedil;&atilde;o construir de raiz um question&aacute;rio que comportasse, de uma forma organizada e l&oacute;gica, as quest&otilde;es que se pretendia mensurar.</p>     <p> Este instrumento, de cariz explorat&oacute;rio, foi administrado em forma de pr&eacute;-teste a 15 professores de duas escolas de Viseu, com o objetivo de o aperfei&ccedil;oar quanto &agrave; compreens&atilde;o da estrutura e linguagem utilizada no mesmo.</p>     <p> O question&aacute;rio era constitu&iacute;do por: i) uma ficha de dados pessoais e profissionais dos professores (FDPP), onde se recolhiam dados relativos ao g&eacute;nero, idade, tempo de servi&ccedil;o e forma&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica; ii) tr&ecirc;s escalas dimensionadas para quantificar as respostas relacionadas com a &ldquo;avalia&ccedil;&atilde;o&rdquo;, &ldquo;cumprimento de objetivos&rdquo; e &ldquo;pr&aacute;tica cient&iacute;fica e pedag&oacute;gica&rdquo; (cf. <a href="#t1">Tabela 1</a>); iii) um conjunto de quest&otilde;es associadas ao &ldquo;processo de avalia&ccedil;&atilde;o&rdquo;; e iv) um grupo de itens relativos ao &ldquo;avaliador&rdquo;, nomeadamente acerca do comportamento, qualidade no trabalho, iniciativa, efici&ecirc;ncia e responsabilidade. Contudo, este &uacute;ltimo grupo de quest&otilde;es n&atilde;o foi considerado no modelo proposto.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/rpe/v31n1/31n1a05t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><b> Procedimentos</b></p>     <p> Em primeiro lugar, solicitou-se a respetiva autoriza&ccedil;&atilde;o &agrave; Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Educa&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>De acordo com as escolas e respetivas rotinas, o procedimento de recolha de dados ocorreu de forma diferenciada. Na maior parte das escolas, os question&aacute;rios foram deixados no &oacute;rg&atilde;o de gest&atilde;o e recolhidos posteriormente. Noutros casos, foi poss&iacute;vel aplicar o question&aacute;rio com a presen&ccedil;a do investigador, tendo sido solicitado aos professores que respondessem com o m&aacute;ximo de sinceridade, tentando n&atilde;o esquecer nenhum item. Os professores foram bastante recetivos, tendo sido garantidos os procedimentos &eacute;ticos e deontol&oacute;gicos convencionais, designadamente a confidencialidade das respostas e a voluntariedade na participa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><i>&nbsp;</i></p>     <p><b> T&eacute;cnicas de an&aacute;lise de dados</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Para a valida&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise preditiva da rela&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis em estudo, foi utilizado um modelo de <i>Structural Equation Modelling</i> (SEM) (Lowe, Winzar, &amp; Ward, 2007; Ullman &amp; Bentler, 2004) tendo como suporte o programa inform&aacute;tico SPSS/AMOS 21. A t&eacute;cnica SEM possibilita avaliar as rela&ccedil;&otilde;es causais entre vari&aacute;veis inferidas (n&atilde;o diretamente observadas) atrav&eacute;s de um conjunto de vari&aacute;veis observadas que servem de marcadores de cada vari&aacute;vel inferida ou latente. Esta t&eacute;cnica tem vantagens sobre outras, tais como: i) salienta que a vari&acirc;ncia n&atilde;o &eacute; est&aacute;vel ao longo do tempo; ii) possibilita calcular os erros das medidas (vari&aacute;veis observadas); e iii) permite calcular, rapidamente, a signific&acirc;ncia estat&iacute;stica de cada efeito causal e o ajustamento global do modelo hipot&eacute;tico (Byrne, 2001). Se o ajustamento global do modelo testado for apropriado, aprovam-se as rela&ccedil;&otilde;es ou efeitos apresentados pelo modelo.</p>     <p> Esta an&aacute;lise estat&iacute;stica permite-nos verificar se h&aacute; valores em falta e a presen&ccedil;a de <i>outliers</i>, de linearidades e de normalidade, pois esta metodologia requer que as vari&aacute;veis em estudo sigam uma distribui&ccedil;&atilde;o normal. Devido ao facto de a m&aacute;xima verossimilhan&ccedil;a (ML) poder produzir uma distor&ccedil;&atilde;o quando a suposi&ccedil;&atilde;o de normalidade &eacute; violada (West, Finch, &amp; Curran, 1995), foi examinada a distribui&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis (assimetrias e curtoses). Considerando o crit&eacute;rio de Finney e DiStefano (2006), em que 2 e 7 s&atilde;o identificados como valores m&aacute;ximos admiss&iacute;veis para assimetria e curtose, todas as vari&aacute;veis atendem aos crit&eacute;rios (cf. <a href="#t2">Tabela 2</a> na sec&ccedil;&atilde;o seguinte). Assim, o modelo foi ajustado usando a ML.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2"></a> <img src="/img/revistas/rpe/v31n1/31n1a05t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p> Uma vez delineado o modelo, &eacute; testada a veracidade de todas as rela&ccedil;&otilde;es definidas entre as vari&aacute;veis, de forma total, naquilo que se denomina &ldquo;ajustamento global do modelo&rdquo;, ou seja, &eacute; verificada a adequa&ccedil;&atilde;o do modelo &agrave; matriz dos dados. Este ajustamento global &eacute; inferido com base num conjunto de &iacute;ndices, designados de &iacute;ndices de ajustamento global do modelo, nomeadamente: &chi;<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>; &chi;<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>/gl; GFI; AGFI; CFI; TLI e RMSEA (Byrne, 2001; Hair, Anderson, Tatham, &amp; Black, 2005; Schreiber, Nora, Stage, Barlow, &amp; King, 2006).</p>     <p> Relativamente aos &iacute;ndices de ajustamento GFI (<i>Goodness-of-Fit Index) </i>(J&ouml;reskog &amp; S&ouml;rbom, 1983), AGFI (<i>Adjusted Goodness-of-Fit Index</i>) (Hu &amp; Bentler, 1995), CFI (<i>Comparative Fit Index</i>) (Bentler, 1990) e TLI (<i>Tucker-Lewis Index</i>) (Bollen, 1989), os valores iguais ou superiores a .90 nestes &iacute;ndices s&atilde;o, normalmente, considerados indicadores de ajustamento do modelo. No que se refere ao RMSEA (<i>Root Mean Square Error of Approximation</i>), introduzido por Browne e Cudeck (1993), &eacute; um indicador que aponta o erro de aproxima&ccedil;&atilde;o &agrave; popula&ccedil;&atilde;o e um dos mais sens&iacute;veis no ajustamento do modelo. Esta diferen&ccedil;a &eacute; indicada em graus de liberdade, o que torna este &iacute;ndice sens&iacute;vel ao n&uacute;mero de par&acirc;metros estimados, dando complexidade ao modelo. Segundo Byrne (2001), os valores, que variam entre .08 e .05, denunciam um ajuste razo&aacute;vel e quando se apresentam inferiores a .05 indicam um bom ajuste.</p>     <p> Para se identificar a qualidade do ajustamento do modelo, que consta da avalia&ccedil;&atilde;o de um conjunto de poss&iacute;veis incoer&ecirc;ncias das estimativas dos diversos par&acirc;metros (Byrne, 2001), ser&atilde;o apresentados, somente, os valores estimados (estandardizados e n&atilde;o estandardizados), a estimativa da vari&acirc;ncia das vari&aacute;veis ex&oacute;genas e as correla&ccedil;&otilde;es m&uacute;ltiplas quadradas (S<i>quared Multiple Correlations</i>).</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Apresenta&ccedil;&atilde;o dos resultados</b></p>     <p> Devido ao formato <i>Likert</i> dos itens, o c&aacute;lculo da consist&ecirc;ncia interna, que procura analisar em que medida os itens que comp&otilde;em o teste se apresentam como um todo homog&eacute;neo, foi realizado a partir da determina&ccedil;&atilde;o do &iacute;ndice <i>Alpha</i> de <i>Cronbach</i>. Desta forma, a escala que se denominou &ldquo;Avalia&ccedil;&atilde;o&rdquo; pretendia dar a conhecer os constrangimentos que esta pr&aacute;tica tem junto dos professores, atrav&eacute;s do relat&oacute;rio de autoavalia&ccedil;&atilde;o (RAA). Era composta por 13 itens e as respostas dos professores foram avaliadas numa escala tipo Likert de cinco classificadores &ndash; designadamente: 1 (nunca); 2 (raramente); 3 (&agrave;s vezes); 4 (frequentemente); e 5 (sempre) &ndash;, apresentando um valor de .71 para o <i>Alpha de Cronbach</i> total da escala.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Para medir o &ldquo;Cumprimento de objetivos&rdquo; foi utilizada uma escala com 14 itens que tinha a finalidade de avaliar alguns aspetos relacionados com o cumprimento de programas da disciplina, prazos, assiduidade, relacionamento com a comunidade educativa e quest&otilde;es &eacute;ticas e deontol&oacute;gicas. As respostas dos inquiridos foram avaliadas na mesma escala tipo <i>Likert</i> de cinco classificadores, tendo-se encontrado um valor de .87 para o <i>Alpha de Cronbach</i> total da escala.</p>     <p> Relativamente &agrave; &ldquo;Pr&aacute;tica cient&iacute;fica e pedag&oacute;gica&rdquo;, foi estruturada uma escala com cinco itens cujo objetivo era estimar o comportamento profissional e as capacidades t&eacute;cnicas do professor no exerc&iacute;cio da sua atividade no contexto educativo. O conjunto destes itens exibe um <i>Alpha de Cronbach </i>de .83 e as respostas foram avaliadas, igualmente, segundo uma escala tipo <i>Likert</i> com cinco classificadores.</p>     <p> No que concerne &agrave; quest&atilde;o onde era considerado o &ldquo;Processo de avalia&ccedil;&atilde;o&rdquo;, esta continha duas alternativas de resposta &ndash; adequado e inadequado &ndash;, possibilitando ao respondente, de uma forma opcional, dar uma explica&ccedil;&atilde;o para a sua escolha. Tinha como objetivo auscultar os professores acerca da adequabilidade deste processo de avalia&ccedil;&atilde;o, em 2016. De real&ccedil;ar que os coeficientes de <i>Alpha de Cronbach</i> das tr&ecirc;s escalas consideradas se situaram entre os valores .71 e .87, o que aponta para um bom &iacute;ndice de fidelidade das mesmas. Atendendo aos valores de fidelidade encontrados para as diferentes escalas consideradas, podemos referir que os mesmos est&atilde;o no n&iacute;vel recomendado por Streiner (2003), dando-nos garantias da consist&ecirc;ncia interna do instrumento.</p>     <p> Ap&oacute;s a recolha dos dados relativos &agrave;s dimens&otilde;es em estudo, fez-se a sua aplica&ccedil;&atilde;o no modelo hipotetizado (<a href="#f1">Figura 1</a>) com a amostra de 240 professores. Este modelo avalia em que medida as vari&aacute;veis ex&oacute;genas (ou observ&aacute;veis) &ndash; <i>g&eacute;nero</i>, <i>habilita&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas</i> e <i>tempo de servi&ccedil;o</i> dos professores &ndash; podem ter influ&ecirc;ncia nas vari&aacute;veis end&oacute;genas (ou latentes) &ndash; <i>avalia&ccedil;&atilde;o</i>, <i>cumprimento de objetivos</i> e <i>pr&aacute;tica cient&iacute;fica e pedag&oacute;gica </i>&ndash;, assim como na perce&ccedil;&atilde;o da adequa&ccedil;&atilde;o (ou n&atilde;o) do <i>processo de avalia&ccedil;&atilde;o docente</i>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/rpe/v31n1/31n1a05f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p> Considera-se expect&aacute;vel que os professores, independentemente do seu g&eacute;nero, habilita&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e tempo de servi&ccedil;o, tenham uma opini&atilde;o formada sobre a import&acirc;ncia da avalia&ccedil;&atilde;o do seu desempenho como docentes, sobre a necessidade de cumprir os objetivos propostos, assim como a perce&ccedil;&atilde;o da sua autoefic&aacute;cia cient&iacute;fica e pedag&oacute;gica. Consequentemente, este autoconhecimento consciente ajudar&aacute; a ter uma perce&ccedil;&atilde;o mais clara da adequa&ccedil;&atilde;o (ou n&atilde;o) do processo de avalia&ccedil;&atilde;o docente.</p>     <p>Na <a href="#t2">Tabela 2</a>, poder-se-&aacute; observar os dados descritos (m&eacute;dia, desvio-padr&atilde;o, assimetria, curtose, m&iacute;nimos e m&aacute;ximos) correspondentes &agrave;s vari&aacute;veis inclu&iacute;das no modelo de estrutura covariante na amostra considerada.</p>     <p> No que concerne &agrave; normalidade das vari&aacute;veis inclu&iacute;das no modelo, podemos constatar, a partir da <a href="#t2">Tabela 2</a>, que os dados apresentados est&atilde;o de acordo com o estabelecido por Finney e DiStefano (2006), para quem 2 e 7, respetivamente, s&atilde;o os valores m&aacute;ximos permitidos para assimetria e curtose.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b> An&aacute;lise do modelo de equa&ccedil;&otilde;es estruturais</b></p>     <p> A <a href="#f1">Figura 1</a> apresenta o modelo hipotetizado para a amostra considerada, assim como as rela&ccedil;&otilde;es causais poss&iacute;veis entre as vari&aacute;veis em estudo. Como j&aacute; foi referido, a avalia&ccedil;&atilde;o dos resultados da contrasta&ccedil;&atilde;o do modelo de equa&ccedil;&otilde;es estruturais &eacute; baseada nos crit&eacute;rios do n&iacute;vel global de ajustamento do modelo e signific&acirc;ncia dos coeficientes de regress&atilde;o calculados. Os &iacute;ndices de bondade de ajustamento global do modelo proposto s&atilde;o adequados &ndash;nomeadamente: &chi;<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>=6,486; <i>p</i>=.371; &chi;<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>/gl=1,081; GFI=.992; AGFI=.965; TLI= 951;CFI=.986; RMSEA=.018 &ndash;, tendo em considera&ccedil;&atilde;o os valores-limite aceit&aacute;veis para cada um dos valores de ajustamento anteriormente descritos. &Eacute; poss&iacute;vel, assim, inferir que o modelo se ajustou de uma forma robusta, ou seja, o modelo proposto representa as rela&ccedil;&otilde;es entre as vari&aacute;veis existentes na nossa matriz emp&iacute;rica.</p>     <p>Deste modo, da an&aacute;lise da <a href="#f1">Figura 1</a> e da <a href="#t3">Tabela 3</a> (seguidamente apresentada), pode constatar-se que o sexo feminino tem uma perce&ccedil;&atilde;o/entendimento sobre a avalia&ccedil;&atilde;o menos favor&aacute;vel do que o sexo masculino (r=-.01;<i>p</i>=.853), considera cumprir menos os objetivos do que o sexo oposto (r=-.02; <i>p</i>=.738) e perceciona uma pr&aacute;tica cient&iacute;fica e pedag&oacute;gica mais efetiva do que os colegas do sexo masculino (r=.05;<i> p</i>=.477).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t3"></a> <img src="/img/revistas/rpe/v31n1/31n1a05t3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p> Por sua vez, os professores que apresentam habilita&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas superiores t&ecirc;m uma perce&ccedil;&atilde;o/ entendimento sobre a avalia&ccedil;&atilde;o menos favor&aacute;vel do que os restantes colegas (r=-.08; <i>p</i>=.233), tendem a considerar cumprir mais os objetivos do que os restantes colegas (r=.02; <i>p</i>=.760), assim como a percecionar melhor pr&aacute;tica cient&iacute;fica e pedag&oacute;gica do que os restantes professores (r=.01;<i> p</i>=.841).</p>     <p> Tomando outra perspetiva, os professores com mais tempo de servi&ccedil;o t&ecirc;m uma perce&ccedil;&atilde;o/ entendimento menos favor&aacute;vel sobre a avalia&ccedil;&atilde;o do que os colegas com menos anos de leciona&ccedil;&atilde;o (r=-.02; <i>p</i>=.740) e tendem a considerar cumprir menos os objetivos do que os restantes colegas (r=-.09; <i>p</i>=.158); contudo, indiciam percecionar uma melhor pr&aacute;tica cient&iacute;fica e pedag&oacute;gica do que os restantes professores (r=.04; <i>p</i>=.562).</p>     <p> &Eacute; observ&aacute;vel, tamb&eacute;m, que os professores que apresentam uma maior perce&ccedil;&atilde;o/ entendimento sobre a avalia&ccedil;&atilde;o (r=-.04;<i> p</i>=.586), os que consideram cumprir mais os objetivos (r=-.05; <i>p</i>=.377) e os que manifestam ter melhor pr&aacute;tica cient&iacute;fica e pedag&oacute;gica (r=-. 36; <i>p</i>&lt;. 001) s&atilde;o aqueles que manifestam menor perce&ccedil;&atilde;o da adequa&ccedil;&atilde;o do processo de avalia&ccedil;&atilde;o. De real&ccedil;ar que esta &uacute;ltima rela&ccedil;&atilde;o &eacute; a &uacute;nica que se apresenta estatisticamente significativa. Da mesma forma, a &uacute;nica covari&acirc;ncia que apresenta um valor estatisticamente significativo e negativo &eacute; a existente entre as habilita&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas e o tempo de servi&ccedil;o (r= -. 16; <i>p</i>&lt;. 05).</p>     <p> Relativamente &agrave;s correla&ccedil;&otilde;es m&uacute;ltiplas quadradas, estas indicam que a vari&acirc;ncia explicada das vari&aacute;veis a<i>valia&ccedil;&atilde;o</i>, <i>cumprimento de objetivos</i> e <i>pr&aacute;tica cient&iacute;fica e pedag&oacute;gica</i> &eacute; muito baixa, ou pouco relevante, pois &eacute; de, aproximadamente, 1%, isto &eacute;, &#414;<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>=.006, &#414;<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>=.010 e &#414;<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>=.004, respetivamente. Cada uma destas vari&aacute;veis &eacute; explicada, diretamente, pelas vari&aacute;veis independentes <i>g&eacute;nero</i>, <i>habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias</i> e <i>tempo de servi&ccedil;o</i>. A vari&aacute;vel <i>processo de avalia&ccedil;&atilde;o</i> &eacute; a mais explicada no modelo, sendo o seu valor de 13,7% (&#414;<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>=.137). Esta vari&aacute;vel &eacute; explicada, diretamente, pelas vari&aacute;veis a<i>valia&ccedil;&atilde;o</i>, <i>cumprimento de objetivos</i> e <i>pr&aacute;tica cient&iacute;fica e pedag&oacute;gica</i> e, indiretamente, pelas tr&ecirc;s vari&aacute;veis ex&oacute;genas.</p>     <p> Na <a href="#t3">Tabela 3</a> &eacute; poss&iacute;vel observar, ainda, os valores estandardizados e n&atilde;o estandardizados, erros estimados e n&iacute;vel de signific&acirc;ncia das rela&ccedil;&otilde;es hipotetizadas para a amostra em estudo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Observando a <a href="#t4">Tabela 4</a>, relativa &agrave;s correla&ccedil;&otilde;es de Pearson entre as vari&aacute;veis inclu&iacute;das no modelo, embora o ajuste tenha valores robustos (conforme os valores de ajustamento exigidos para cada &iacute;ndice), verificam-se, apenas, duas associa&ccedil;&otilde;es estatisticamente significativas, nomeadamente: entre as <i>habilita&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas</i> e o <i>tempo de servi&ccedil;o</i> (r=-.158; <i>p</i>&lt;.05), considerada muito baixa; e entre a <i>pr&aacute;tica cient&iacute;fica e pedag&oacute;gica</i> e a <i>perce&ccedil;&atilde;o da adequa&ccedil;&atilde;o do processo de avalia&ccedil;&atilde;o</i> (r=-.373; <i>p</i>&lt;.001), vista como baixa.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t4"></a> <img src="/img/revistas/rpe/v31n1/31n1a05t4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o de resultados e conclus&otilde;es</b></p>     <p> Este estudo centrou-se na forma como os professores percecionam a ADD e a adequa&ccedil;&atilde;o (ou n&atilde;o) do processo. A pesquisa partiu de um modelo te&oacute;rico que mapeava a ADD e a forma como esta pr&aacute;tica &eacute; vista pelos professores. Face aos resultados encontrados, importa procurar sistematizar os seus contributos mais relevantes, refletindo sobre eles, na procura de um sentido integrador e coerente, assim como elencar um conjunto de pistas que conduzam a novos esfor&ccedil;os de pesquisa.</p>     <p> Desta forma, &eacute; poss&iacute;vel constatar, partindo dos resultados deste estudo, que o corpo docente feminino tem uma perce&ccedil;&atilde;o mais negativa do processo avaliativo, relativamente ao g&eacute;nero oposto. Contudo, a dimens&atilde;o que mais valoriza &eacute; a que se refere ao Relat&oacute;rio de Autoavalia&ccedil;&atilde;o (RAA) como uma fonte v&aacute;lida de avalia&ccedil;&atilde;o de desempenho docente e que permite aos professores identificar os seus pontos fracos. O g&eacute;nero masculino valoriza mais o facto de o RAA permitir identificar os seus pontos fracos e ser um instrumento de controlo da atividade docente. O aspeto menos valorizado pelo g&eacute;nero masculino reporta &agrave; possibilidade do RAA identificar os pontos fortes da pr&aacute;tica pedag&oacute;gica.</p>     <p> Embora o relat&oacute;rio de autoavalia&ccedil;&atilde;o possa constituir uma oportunidade de reflex&atilde;o cr&iacute;tica e de consciencializa&ccedil;&atilde;o do professor acerca dos pontos fortes e das debilidades do seu desempenho nas suas fun&ccedil;&otilde;es (Alves, 2016; Cassettari, 2014), &eacute; de real&ccedil;ar que os inquiridos n&atilde;o valorizam o mesmo como um instrumento que lhes possibilite uma reflex&atilde;o cr&iacute;tica relativamente &agrave;s pr&aacute;ticas implementadas. Tendo em considera&ccedil;&atilde;o que qualquer processo de avalia&ccedil;&atilde;o implica uma reflex&atilde;o valorativa direcionada para uma pr&aacute;tica futura (Alves, 2016; Cassettari, 2014), tal pode considerar-se um ponto fraco dos RAA, dado que, na opini&atilde;o dos inquiridos, n&atilde;o cumprem esta fun&ccedil;&atilde;o.</p>     <p> Relacionando o g&eacute;nero com o cumprimento de objetivos, observa-se que os aspetos que s&atilde;o mais valorizados, em ambos os g&eacute;neros, referem-se &agrave; apresenta&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&otilde;es para a melhoria do trabalho na escola e da frequ&ecirc;ncia de a&ccedil;&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o, de forma a contribuir para a melhoria das pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas. O aspeto que &eacute; menos relevante para o g&eacute;nero feminino &eacute; o que diz respeito a manter o comportamento respeitoso e profissional no relacionamento com a dire&ccedil;&atilde;o, encarregados de educa&ccedil;&atilde;o, assistentes operacionais/administrativos e alunos, enquanto para o g&eacute;nero masculino &eacute; a assiduidade.</p>     <p> Quanto &agrave; rela&ccedil;&atilde;o existente entre as vari&aacute;veis g&eacute;nero e pr&aacute;tica cient&iacute;fica e pedag&oacute;gica, regista-se uma igualdade de opini&otilde;es nos itens mais valorizados, nomeadamente quando os professores referem que promovem de forma ativa a reflex&atilde;o alargada, no &acirc;mbito das estruturas de coordena&ccedil;&atilde;o educativa em que participam, sobre o desenvolvimento de a&ccedil;&otilde;es/interven&ccedil;&otilde;es inovadoras, tendo em vista a efic&aacute;cia e efici&ecirc;ncia dos servi&ccedil;os prestados pela escola. Apresentam, ainda, sugest&otilde;es com vista &agrave; melhoria da qualidade da escola no sentido de promover o trabalho colaborativo, de forma sistem&aacute;tica, em prol da consecu&ccedil;&atilde;o dos objetivos e metas dos referentes internos da escola. O mesmo acontece nos itens menos valorados, ou seja, quando avaliam sistematicamente as aprendizagens dos alunos com rigor, implementando pr&aacute;ticas de avalia&ccedil;&atilde;o diagn&oacute;stica, formativa e sumativa, e potencializando a interioriza&ccedil;&atilde;o, pelos alunos, das suas dificuldades e progressos.</p>     <p> No que diz respeito &agrave; rela&ccedil;&atilde;o entre as habilita&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas e a perce&ccedil;&atilde;o do processo avaliativo, observa-se que s&atilde;o coincidentes os itens com melhor <i>score</i> em todos os n&iacute;veis de habilita&ccedil;&atilde;o, nomeadamente o que refere que o RAA &eacute; uma fonte v&aacute;lida de avalia&ccedil;&atilde;o de desempenho docente e que o mesmo serve para identificar os seus pontos fracos. Por&eacute;m, o aspeto menos considerado pelos professores com mais habilita&ccedil;&otilde;es aponta que o RAA n&atilde;o serve para nada, enquanto os que det&ecirc;m menos habilita&ccedil;&otilde;es entendem que o RAA reconhece os seus pontos fortes.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Quando s&atilde;o relacionadas as habilita&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas com o cumprimento dos objetivos, independentemente do n&iacute;vel acad&eacute;mico, os professores elegem os mesmos itens. Os mais valorizados reportam que os professores apresentam solu&ccedil;&otilde;es para a melhoria do trabalho na escola/ agrupamento e para a frequ&ecirc;ncia de a&ccedil;&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o, contribuindo para melhores pr&aacute;ticas na escola.</p>     <p> Igualmente, ao serem comparadas as vari&aacute;veis habilita&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas e pr&aacute;tica cient&iacute;fica e pedag&oacute;gica, verificam-se valores coincidentes nos diferentes n&iacute;veis de habilita&ccedil;&otilde;es. Os itens com valores mais elevados referem que os professores promovem de forma ativa a reflex&atilde;o alargada, no &acirc;mbito das estruturas de coordena&ccedil;&atilde;o educativa em que participam, sobre desenvolvimento de a&ccedil;&otilde;es/interven&ccedil;&otilde;es inovadoras, tendo em vista a efic&aacute;cia e efici&ecirc;ncia dos servi&ccedil;os prestados pela escola. Tamb&eacute;m apresentam sugest&otilde;es com vista &agrave; melhoria da qualidade da escola, no sentido de promover o trabalho colaborativo, de forma sistem&aacute;tica, em prol da consecu&ccedil;&atilde;o dos objetivos e metas dos referentes internos da escola. A quest&atilde;o menos valorizada &eacute; a que faz refer&ecirc;ncia &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica das aprendizagens dos alunos com rigor, implementando pr&aacute;ticas de avalia&ccedil;&atilde;o diagn&oacute;stica, formativa e sumativa, potencializando a interioriza&ccedil;&atilde;o, pelos alunos, das suas dificuldades e progressos.</p>     <p> Observando as rela&ccedil;&otilde;es existentes entre o tempo de servi&ccedil;o dos professores e a perce&ccedil;&atilde;o que os mesmos t&ecirc;m do processo de avalia&ccedil;&atilde;o, verifica-se que os respondentes com mais tempo de servi&ccedil;o atribuem mais valor ao facto de o RAA permitir que os professores identifiquem oportunidades de desenvolvimento profissional e constituir uma fonte v&aacute;lida de avalia&ccedil;&atilde;o de desempenho docente, enquanto os que apresentam menor tempo de servi&ccedil;o referem que o RAA &eacute; um instrumento de controlo da atividade docente e, igualmente, representa uma causa v&aacute;lida de avalia&ccedil;&atilde;o de desempenho docente. Independentemente do tempo de servi&ccedil;o, o aspeto menos valorizado &eacute; que no RAA os professores identificam os seus pontos fortes.</p>     <p> Relacionando o tempo de servi&ccedil;o com o cumprimento dos objetivos, as opini&otilde;es dos professores s&atilde;o id&ecirc;nticas; os professores valorizam a apresenta&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&otilde;es para a melhoria do trabalho na escola/agrupamento e referem a import&acirc;ncia da frequ&ecirc;ncia de a&ccedil;&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o, que contribuem para melhores pr&aacute;ticas na escola. O item com pior <i>score</i> refere-se &agrave; quest&atilde;o da assiduidade. Os professores com mais tempo de servi&ccedil;o desvalorizam a quest&atilde;o da assiduidade, enquanto os que t&ecirc;m menos anos de profiss&atilde;o docente d&atilde;o menos valor &agrave; quest&atilde;o da necessidade de se manter o comportamento respeitoso e profissional no trato com a dire&ccedil;&atilde;o, encarregados de educa&ccedil;&atilde;o, assistentes operacionais/administrativos e alunos.</p>     <p> Embora se denote carga fatorial baixa de alguns dos itens, tal n&atilde;o significa que o modelo proposto se apresente inadequado para descrever as rela&ccedil;&otilde;es entre as vari&aacute;veis em estudo, mas antes incompleto para descrever a complexidade do processo de avalia&ccedil;&atilde;o do desempenho docente. Os dados sugerem a necessidade de, em futuras investiga&ccedil;&otilde;es, incluirmos no modelo algumas vari&aacute;veis que poder&atilde;o incrementar a compreens&atilde;o do processo de avalia&ccedil;&atilde;o docente e, logicamente, a vari&acirc;ncia explicada do modelo. Vari&aacute;veis como a perce&ccedil;&atilde;o de autoefic&aacute;cia docente, abordagens ao ensino utilizadas em sala de aula, perce&ccedil;&atilde;o dos processos autorregulat&oacute;rios do professor, perce&ccedil;&atilde;o dos processos de aprendizagem dos alunos, bem como a intelig&ecirc;ncia emocional revelada pelo professor, poderiam ser algumas das dimens&otilde;es importantes que contribuiriam para uma vis&atilde;o mais hol&iacute;stica desta &aacute;rea t&atilde;o importante de estudo.</p>     <p> N&atilde;o obstante os valores encontrados, estes resultados <i>per se</i> t&ecirc;m a mais-valia de revelar orienta&ccedil;&otilde;es e tend&ecirc;ncias acerca de um assunto ainda pouco estudado, bem como de poder apresentar dados em ADD resultantes de uma metodologia inovadora como foi a utilizada neste estudo, atrav&eacute;s de modelos de equa&ccedil;&otilde;es estruturais que nos permitem calcular, simultaneamente, todas as rela&ccedil;&otilde;es entre os fatores associados a um determinado fen&oacute;meno.</p>     <p> Outro aspeto a observar na rela&ccedil;&atilde;o encontrada no modelo para as vari&aacute;veis end&oacute;genas em quest&atilde;o, relativamente &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o de desempenho e &agrave; perce&ccedil;&atilde;o da adequa&ccedil;&atilde;o do processo de avalia&ccedil;&atilde;o, pode ser explicado pelo facto de os professores j&aacute; terem experienciado, negativamente, alguns modelos de avalia&ccedil;&atilde;o impostos pela tutela, sem que os resultados dos mesmos tenham sido convenientemente avaliados. Consideramos que a fonte mais influente nas cren&ccedil;as da efic&aacute;cia de qualquer tipo de avalia&ccedil;&atilde;o docente prov&eacute;m da interpreta&ccedil;&atilde;o que os professores possam fazer sobre os resultados das suas realiza&ccedil;&otilde;es intencionais, aqui entendida como o cumprimento dos seus objetivos, assim como da consequente aplicabilidade na sua <i>praxis</i> docente. Neste sentido, uma perce&ccedil;&atilde;o fr&aacute;gil da adequa&ccedil;&atilde;o de um processo de avalia&ccedil;&atilde;o enfraquece a confian&ccedil;a do docente acerca desse processo avaliativo, desmotivando-o para a interioriza&ccedil;&atilde;o do mesmo e levando-o a evitar comprometer-se de uma forma empenhada.</p>     <p> Os resultados do estudo apresentam algumas limita&ccedil;&otilde;es. Um aspeto prende-se com o tipo de amostra; investiga&ccedil;&otilde;es futuras devem contemplar amostras diferenciadas, incluindo vari&aacute;veis como culturas diversificadas de inser&ccedil;&atilde;o, satisfa&ccedil;&atilde;o na profiss&atilde;o docente, assim como incluir outros aspetos, como o clima das escolas e as rela&ccedil;&otilde;es interpessoais.</p>     <p> Refletir a ADD passa pela an&aacute;lise do processo de ensino e de aprendizagem, pelas rela&ccedil;&otilde;es entre alunos, professores, escola, &oacute;rg&atilde;os decisores das pol&iacute;ticas educativas e sociedade. A avalia&ccedil;&atilde;o s&oacute; faz sentido se as escolas e os professores se envolverem verdadeiramente no processo, em analisar e avaliar o trabalho realizado, aceitando, assim, todas as etapas do processo e os padr&otilde;es de desempenho. Se os professores sentirem que exercem um controlo efetivo sobre o processo de avalia&ccedil;&atilde;o, podem estar criadas oportunidades para uma melhoria do desempenho e das compet&ecirc;ncias. De facto, ao sentirem que t&ecirc;m controlo sobre o processo, os professores tender&atilde;o a considerar que melhorar faz parte das suas responsabilidades enquanto profissionais de ensino (Fernandes, 2008).</p>     <p> O processo avaliativo docente &eacute; muito complexo, sendo, talvez, essa a raz&atilde;o que o torna aliciante e motiva o seu estudo mais aprofundado. Quando aceitamos a complexidade, torna-se relativamente f&aacute;cil compreender a situa&ccedil;&atilde;o concreta, de forma a criar uma organiza&ccedil;&atilde;o harmoniosa e l&oacute;gica das vari&aacute;veis envolvidas. Quando somos capazes de compreender a import&acirc;ncia de qualquer processo de avalia&ccedil;&atilde;o do desempenho docente tendo como objetivo a mestria da sua praxis pedag&oacute;gica, o processo de mudan&ccedil;a est&aacute; iniciado e &eacute; irrevers&iacute;vel.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> A complexidade do constructo que denominamos de Avalia&ccedil;&atilde;o de Desempenho Docente faz com que o mesmo seja um conceito muito dif&iacute;cil de ser medido. Avaliar os seus componentes individuais n&atilde;o faz justi&ccedil;a ao seu car&aacute;ter hol&iacute;stico, pois estamos conscientes de que nenhuma das dimens&otilde;es da ADD, consideradas neste trabalho de investiga&ccedil;&atilde;o, &eacute; capaz de <i>per se</i> refletir a complexidade e diversidade dos esfor&ccedil;os realizados pelos professores na explica&ccedil;&atilde;o ou entendimento acerca da adequa&ccedil;&atilde;o (ou n&atilde;o) do processo de avalia&ccedil;&atilde;o docente.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <p>&Agrave;lvarez, C. S. (2007). Pr&aacute;ticas de avalia&ccedil;&atilde;o de professores &ndash; Perspectiva espanhola. In C. C. Ramos (Dir.), <i>Avalia&ccedil;&atilde;o de professores &ndash; Vis&otilde;es e realidades. Actas da Confer&ecirc;ncia Internacional</i> (pp. 60-67). Lisboa: Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o &ndash; Conselho Cientifico para a Avalia&ccedil;&atilde;o de Professores.</p>     <p>Alves, M. P. (2016). <i>Avalia&ccedil;&atilde;o de desempenho &ndash; Uma ferramenta de gest&atilde;o. </i>Lisboa: Escolar Editora.</p>     <p>Beatty, I. (2016). <i>Oklahoma teachers&rsquo; perceptions of the qualitative portion of the teacher evaluation system</i> (Doctoral dissertation). University of Oklahoma, Oklahoma.</p>     <p>Bentler, P. M. (1990). Comparative fit indexes in structural models. <i>Psychological Bulletin, 107, </i>238&ndash;246.</p>     <p>Bollen, K. A. (1989). A new incremental fit index for general structural equation models. <i>Sociological Methods and Research, 17, </i>303&ndash;316.</p>     <p>Braz, A. B. (2013). <i>A avalia&ccedil;&atilde;o do desempenho docente enquanto estrat&eacute;gia promotora do desenvolvimento profissional dos professores</i> (Tese de doutoramento). Instituto de Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Lisboa, Lisboa.</p>     <p>Browne, M. W., &amp; Cudeck, R. (1993). Alternative ways of assessing model fit. In K. A. Bollen &amp; J. S. Long (Eds.), <i>Testing structural equation models </i>(pp. 445&ndash;455)<i>.</i> Newbury Park, CA: Sage.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Bullis, B. B. (2014). <i>The perceived impact of teacher performance ratings on the teacher evaluation process: Voices from the field</i> (Doctoral dissertation). Loyola University Chicago, Chicago.</p>     <p>Byrne, B. M. (2001). <i>Structural equation modelling with AMOS &ndash; Basic concepts, applications, and programming. </i>New Jersey: Lawrence Erlbaum.</p>     <p>Cassettari, N. (2014). Avalia&ccedil;&atilde;o de professores: Uma quest&atilde;o de escolhas. <i>Estudos em Avalia&ccedil;&atilde;o Educacional</i><i>, 25(57),</i>166&ndash;197.</p>     <p>Coelho, M. (2013). <i>Avalia&ccedil;&atilde;o de desempenho docente: Efeitos no desenvolvimento</i> (Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado n&atilde;o publicada). Escola Superior de Educa&ccedil;&atilde;o, Instituto Polit&eacute;cnico de Lisboa, Lisboa.</p>     <!-- ref --><p>Comiss&atilde;o Europeia/EACEA/Eurydice. (2013). <i>N&uacute;meros-chave sobre os professores e os dirigentes escolares na Europa. Relat&oacute;rio Eurydice.</i> Luxemburgo: Servi&ccedil;o de Publica&ccedil;&otilde;es da Uni&atilde;o Europeia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=768368&pid=S0871-9187201800010000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Costa, L., &amp; Fialho, I. (2012). Avalia&ccedil;&atilde;o do desempenho docente &ndash; Perce&ccedil;&atilde;o dos professores sobre o &uacute;ltimo modelo de ADA e os seus efeitos nas pr&aacute;ticas docentes (Um estudo de caso). In O. Magalh&atilde;es &amp; A. Folque (Orgs.), <i>I Jornadas de Investiga&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o</i> (pp. 195&ndash;216). &Eacute;vora: Departamento de Pedagogia e Educa&ccedil;&atilde;o, Universidade de &Eacute;vora.</p>     <p>Danielson, C. (2001). New trends in teacher evaluation. <i>Educational Leadership, 58</i>(5), 12&ndash;15.</p>     <!-- ref --><p>Fernandes, D. (2008). <i>A avalia&ccedil;&atilde;o do desempenho docente: Desafios, problemas e oportunidades. </i>Lisboa: Texto Editores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=768372&pid=S0871-9187201800010000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ferreira, C. A., &amp; Oliveira, C. (2015). Auto-avalia&ccedil;&atilde;o docente e melhoria das pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas: Perce&ccedil;&otilde;es de professores portugueses. <i>Estudos em Avalia&ccedil;&atilde;o Educacional, 26</i>(63), 806&ndash;836.</p>     <p>Finney S. J., &amp; DiStefano C. (2006). Non-normal and categorical data in structural equation modeling. In G. R. Hancock &amp; R. O. Mueller (Eds.), <i>Structural equation modeling. A second course</i> (pp. 269&ndash;314).Greenwich, CT: Information Age Publishing.</p>     <!-- ref --><p>Gra&ccedil;a, A., Duarte, A., Lagartixa, C., &amp; Tching, D. (2011). <i>Avalia&ccedil;&atilde;o do desempenho docente: Um guia para a a&ccedil;&atilde;o. </i>Lisboa: Lisboa Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=768376&pid=S0871-9187201800010000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Hadji, C. (2010). A avalia&ccedil;&atilde;o de professores em Fran&ccedil;a. Da inspe&ccedil;&atilde;o ao acompanhamento? In M. A. Flores (Org.), <i>A avalia&ccedil;&atilde;o de professores numa perspectiva internacional &ndash; Sentidos e implica&ccedil;&otilde;es </i>(pp. 111&ndash;139). Maia: Areal.</p>     <!-- ref --><p>Hair, J., Anderson, R., Tatham, R., &amp; Black, W. (2005). <i>An&aacute;lise multivariada de dados. </i>Porto Alegre: Bookman.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=768379&pid=S0871-9187201800010000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Hu, L.-T., &amp; Bentler, P. M. (1995). Evaluating model fit. In R. H. Hoyle (Ed.), <i>Structural equation modelling: Concepts, issues, and applications </i>(pp. 76&ndash;99). Thousand Oaks, CA: Sage.</p>     <!-- ref --><p>Isor&eacute;, M. (2010). <i>Evaluaci&oacute;n docente: Pr&aacute;cticas vigentes en los pa&iacute;ses de la OCDE y una revisi&oacute;n de la literatura. </i>Santiago: PREAL.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=768382&pid=S0871-9187201800010000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>J&ouml;reskog, K. G., &amp; S&ouml;rbom, D. (1983). <i>LISREL &ndash; 6 User&rsquo;s reference guide. </i>Mooresville, IN: Scientific Software.</p>     <!-- ref --><p>Lima, J. (2008). An&aacute;lise comparativa dos sistemas de avalia&ccedil;&atilde;o do desempenho docente a n&iacute;vel europeu. <i>Ozarfaxinars, 3</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.cfaematosinhos.eu/Analise%20Comparativa%20ADD.pdf" target="_blank">http://www.cfaematosinhos.eu/Analise%20Comparativa%20ADD.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=768385&pid=S0871-9187201800010000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Lowe, B., Winzar, H., &amp; Ward, S. (2007). <i>Essentials of SPSS for Windows versions 14 &amp; 15: A business approach</i>. South Melbourne, Victoria: Thomson Learning Australia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=768386&pid=S0871-9187201800010000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Machado, A. R, &amp; Portugal, M. N. (2014). <i>Dicion&aacute;rio de recursos humanos</i>. Lisboa: Cl&aacute;ssica Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=768388&pid=S0871-9187201800010000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Morgado, J. (2014). Avalia&ccedil;&atilde;o e qualidade do desenvolvimento profissional docente: Que rela&ccedil;&atilde;o. <i>Avalia&ccedil;&atilde;o,</i> <i>19</i>(2), 345&ndash;361.</p>     <p>Murillo, F. J. (2007). Uma vis&atilde;o panor&acirc;mica da avalia&ccedil;&atilde;o do desempenho docente na Europa e na Am&eacute;rica. In. C. C. Ramos (Coord.), <i>Avalia&ccedil;&atilde;o de professores &ndash; Vis&otilde;es e realidades, Atas da Confer&ecirc;ncia Internacional </i>(pp. 33-54). Lisboa: Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o, Conselho Cient&iacute;fico para a Avalia&ccedil;&atilde;o de Professores.</p>     <p>Pires, A. F. (2014)<i>. Avalia&ccedil;&atilde;o de desempenho e desenvolvimento profissional do pessoal docente do ensino n&atilde;o superior: Dos normativos &agrave;s pr&aacute;ticas vigentes nas escolas de S&atilde;o Vicente, Cabo Verde</i> (Tese de mestrado). Universidade Lus&oacute;fona do Porto, Porto.</p>     <!-- ref --><p>Raymond, M., &amp; Negassi, Y. (2015). <i>O quinto compromisso. Desenvolvimento de um sistema de garantia do desempenho educativo em Portugal.</i> Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Francisco Manuel dos Santos.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=768393&pid=S0871-9187201800010000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Rodrigues, S. (2012). Pol&iacute;ticas de avalia&ccedil;&atilde;o docente: Tend&ecirc;ncias e estrat&eacute;gias. <i>Ensaio: Avalia&ccedil;&atilde;o e Pol&iacute;ticas P&uacute;blica sem Educa&ccedil;&atilde;o, 20</i>(77), 749&ndash;768.</p>     <p>Schmid, G. (2007). A perspetiva austr&iacute;aca. In C. C. Ramos (Dir.), <i>Avalia&ccedil;&atilde;o de professores &ndash; Vis&otilde;es e realidades, Atas da Confer&ecirc;ncia Internacional </i>(pp. 33&ndash;54)<i>. </i>Lisboa: Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o, Conselho Cient&iacute;fico para a Avalia&ccedil;&atilde;o de Professores.</p>     <p>Schreiber, J. B., Nora, A., Stage, F. K., Barlow, E. A., &amp; King, J. (2006). Reporting structural equation modeling and confirmatory factor analysis results: A review. <i>The Journal of Educational Research, 99</i>(6), 323&ndash;337.</p>     <p>Serrano, N. (2015). <i>Perce&ccedil;&atilde;o dos professores face &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o e face ao modelo de avalia&ccedil;&atilde;o do desempenho docente </i>(Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado n&atilde;o publicada). Escola Superior de Educa&ccedil;&atilde;o, Instituto Polit&eacute;cnico de Castelo Branco, Castelo Branco.</p>     <p>Streiner, D. L. (2003). Being inconsistent about consistency: When coefficient alpha does and doesn&acute;t matter. <i>Journal of Personality Assessment</i><i>,</i> <i>80</i>, 217&ndash;222.</p>     <p>Ullman, J., &amp; Bentler, P. (2004). Structural equation modeling. In M. Hardy &amp; A. Bryman (Eds.), <i>Handbook of data analysis </i>(pp. 431&ndash;458). London: SAGE.</p>     <p>Urriola, K. M. (2013). <i>Sistema de evaluaci&oacute;n del desempe&ntilde;o profesional docente aplicado en Chile. Percepciones y vivencias de los implicados en el proceso</i> (Tese de doutoramento). Universidade de Barcelona, Barcelona.</p>     <p>Ventura, A. (2012). Avalia&ccedil;&atilde;o do desempenho dos professores como processo de desenvolvimento pessoal e profissional. <i>Aprendizagem: A revista da pr&aacute;tica pedag&oacute;gica, 5</i>(30), 56&ndash;57.</p>     <p>West, S. G., Finch, J. F., &amp; Curran, P. J. (1995). Structural equation models with non-normal variables: Problems and remedies. In R. Hoyle (Ed.), <i>Structural equation modeling: Concepts, issues and applications </i>(pp. 56&ndash;75)<i>. </i>Newbury Park: Sage.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Legisla&ccedil;&atilde;o consultada</b></p>     <p>Décret n° 2002-682, du 29 avril</p>     <p>Decreto Regulamentar n.&ordm; 2/2008, de 10 de janeiro.</p>     <p>Decreto Regulamentar n.&ordm; 26/2012, de 21 de fevereiro.</p>     <p>Decreto-Lei n.&ordm; 139 &ndash;A/90, de 28 de abril.</p>     <p>Decreto-Lei n.&ordm; 15/2007, de 19 de janeiro.</p>     <p>Lei n.&ordm; 46/86, de 14 de outubro.</p>     <p>Parlamento Europeu (2014). <i>Proposta de resolu&ccedil;&atilde;o, 2014-2019</i>. B8-0235/2014</p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#topc0">Endereço para Correspondência</a><a name="c0"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Toda a correspondência relativa a este artigo deve ser enviada para: Pedro Cunha, Universidade Fernando Pessoa, Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Praça 9 de Abril, 349, 4249-004 Porto. Email: <a href="mailto:pcunha@ufp.edu.pt">pcunha@ufp.edu.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido em mar&ccedil;o 2016</p>     <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em abril 2018</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Notas</b></p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> Em Portugal, o Estatuto da Carreira Docente &eacute; organizado em 10 escal&otilde;es. Os escal&otilde;es t&ecirc;m a dura&ccedil;&atilde;o de quatro ou dois anos de tempo de servi&ccedil;o contabilizado para efeitos de progress&atilde;o na carreira.</p>     <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> Monitoriza&ccedil;&atilde;o de Inqu&eacute;ritos em Meio Escolar: inqu&eacute;rito 0479200001.</p>      ]]></body><back>
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