<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0871-9187</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Educação]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. Port. de Educação]]></abbrev-journal-title>
<issn>0871-9187</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Centro de Investigação em Educação. Instituto de Educação da Universidade do Minho]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0871-91872019000100011</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A inclusão de estudantes surdos no ensino superior brasileiro: O caso de um curso de Pedagogia]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The inclusion of deaf students in higher education in Brazil: The case of a Pedagogy course]]></article-title>
<article-title xml:lang="fr"><![CDATA[L'inclusion de l'étudiant sourd dans l'enseignement supérieur: Le cas d'un cours de Pédagogie]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sanches]]></surname>
<given-names><![CDATA[Isabel Rodrigues]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A1"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[Polliana Barboza da]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A2"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="AA1">
<institution><![CDATA[,Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias Centro de Estudos Interdisciplinares em Educação e Desenvolvimento (CeiED) ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="AA2">
<institution><![CDATA[,Faculdade Alpha  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Recife ]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2019</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2019</year>
</pub-date>
<volume>32</volume>
<numero>1</numero>
<fpage>155</fpage>
<lpage>172</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0871-91872019000100011&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0871-91872019000100011&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0871-91872019000100011&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[O objetivo desta pesquisa é compreender o processo de inclusão dos estudantes surdos no curso de graduação em Pedagogia, no ensino superior brasileiro. Para atingir este objetivo, foi utilizada a entrevista semidiretiva a três estudantes surdos e a observação das aulas de três professores destes alunos. É uma investigação qualitativa, de natureza descritiva/interpretativa, que analisa os sujeitos no seu contexto e valoriza a interação que se estabelece entre eles. Verificou-se, através das percepções destes estudantes, que compreendem o paradigma da inclusão, conhecem os documentos orientadores, entendem e concordam com os princípios e as práticas que são propostas, mas levantam algumas questões e afirmam preferir as salas especiais para a aprendizagem. Observou-se que os estudantes surdos participam das aulas, dos trabalhos de grupo, procuram estar junto ao intérprete, para melhor compreenderem, procuram a interação com professores e colegas ouvintes; porém, o desconhecimento da língua de sinais (LIBRAS), por parte dos ouvintes, é uma das maiores barreiras para a inclusão. Estes estudantes gostam da perspetiva da inclusão, no que diz respeito a socializar com os ouvintes, e procuram contribuir para que essa socialização e a aprendizagem aconteçam, utilizando alternativas à LIBRAS para a comunicação.Constatam, porém, que é preciso um esforço coletivo, de surdos e ouvintes, para que o respeito pela diferença e pela identidade e cultura surda tenham maior expressão no contexto escolar.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The aim of this research is to understand the process of inclusion of deaf students in an undergraduate course in Pedagogy, in Brazilian higher education. To reach this goal, the techniques used were the semi-structured interview with three deaf students as well as the observation of three teachers' classes. It is a qualitative research, of a descriptive/interpretative nature, that analyzes the subjects in their context and values the interaction that is established between them. Their perceptions show that deaf students understand the inclusion paradigm, its meaning and proposal, know the guiding documents, understand and agree with the principles and practices that are proposed, but they question it and claim to prefer special classes for learning. The observation showed that deaf students participate in class, work in groups, strive to learn, seek to be with the interpreter, to better understand, seek interaction with teachers and hearing colleagues, but point as a barrier to inclusion the ignorance of the sign language, on the part of the hearers. These students like the perspective of inclusion in socializing with hearers and try to contribute to this socialization and learning by using alternatives to sign language for communication. They point out, however, that it requires a collective effort, by deaf and hearing, to respect difference, identity and deaf culture in the school context.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="fr"><p><![CDATA[L'objectif de cette recherche est de comprendre le processus d'inclusion des étudiants sourds, dans le cours de Pédagogie, dans l'enseignement supérieur brésilien. Pour atteindre cet objectif, l'entretien semi-directif a été utilisé avec trois étudiants sourds et aussi l'observation des classes de trois enseignants de ces étudiants. Il s'agit d'une enquête qualitative, de nature descriptive/interprétative, qui analyse les sujets dans leur contexte et valorise l'interaction qui s'établit entre eux. Par leurs opinions, on observe que les étudiants sourds comprennent le paradigme de l'inclusion, connaissent les documents d'orientation, approuvent les principes et les pratiques proposés, mais ils questionnent ses propositions et, pour leur apprentissage, ils préfèrent les classes spéciales. L'observation des classes a montré que les élèves sourds participent aux cours, au travail en groupe, ils font des efforts pour apprendre, sont proches de l'interprète pour mieux comprendre, cherchent l'interaction avec les enseignants et les autres collègues, mais il y a une barrière: l'ignorance de la langue signaux par les auditeurs. Ces étudiants aiment la perspective d'inclusion, au sein de l'institution, et demandent de l'aide pour y arriver, mais il faut un effort collectif des sourds et des auditeurs, de sorte que le respect de la différence, l'identité et la culture sourdes puissent être plus prononcés dans le contexte scolaire.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Ensino superior]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Estudante surdo]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Inclusão]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Brasil]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Higher education]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Deaf student]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Inclusion]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Brazil]]></kwd>
<kwd lng="fr"><![CDATA[Enseignement supérieur]]></kwd>
<kwd lng="fr"><![CDATA[Étudiant sourd]]></kwd>
<kwd lng="fr"><![CDATA[Inclusion]]></kwd>
<kwd lng="fr"><![CDATA[Brésil]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A inclus&atilde;o de estudantes surdos no ensino superior brasileiro: O caso de um curso de Pedagogia</b></p>     <p><b>The inclusion of deaf students in higher education in Brazil: The case of a Pedagogy course</b></p>     <p><b>L&rsquo;inclusion de l&rsquo;&eacute;tudiant sourd dans l&rsquo;enseignement sup&eacute;rieur : Le cas d&rsquo;un cours de P&eacute;dagogie</b></p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Isabel Rodrigues Sanches<a href="#a1">*</a><a name="topa1"></a>    <br>       <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"><a href="https://orcid.org/0000-0001-8424-8780">https://orcid.org/0000-0001-8424-8780</a><sup>i</sup></b></p>     
<p><b>Polliana Barboza da Silva<sup>ii</sup></b></p>     <p><sup>i</sup>Centro de Estudos Interdisciplinares em Educa&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento (CeiED), Universidade Lus&oacute;fona de Humanidades e Tecnologias, Portugal. Orcid: 0000-0001-8424-8780</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup>ii </sup>Faculdade Alpha, Recife, Brasil.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para Correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O objetivo desta pesquisa &eacute; compreender o processo de inclus&atilde;o dos estudantes surdos no curso de gradua&ccedil;&atilde;o em Pedagogia, no ensino superior brasileiro. Para atingir este objetivo, foi utilizada a entrevista semidiretiva a tr&ecirc;s estudantes surdos e a observa&ccedil;&atilde;o das aulas de tr&ecirc;s professores destes alunos. &Eacute; uma investiga&ccedil;&atilde;o qualitativa, de natureza descritiva/interpretativa, que analisa os sujeitos no seu contexto e valoriza a intera&ccedil;&atilde;o que se estabelece entre eles. Verificou-se, atrav&eacute;s das percep&ccedil;&otilde;es destes estudantes, que compreendem o paradigma da inclus&atilde;o, conhecem os documentos orientadores, entendem e concordam com os princ&iacute;pios e as pr&aacute;ticas que s&atilde;o propostas, mas levantam algumas quest&otilde;es e afirmam preferir as salas especiais para a aprendizagem. Observou-se que os estudantes surdos participam das aulas, dos trabalhos de grupo, procuram estar junto ao int&eacute;rprete, para melhor compreenderem, procuram a intera&ccedil;&atilde;o com professores e colegas ouvintes; por&eacute;m, o desconhecimento da l&iacute;ngua de sinais (LIBRAS), por parte dos ouvintes, &eacute; uma das maiores barreiras para a inclus&atilde;o. Estes estudantes gostam da perspetiva da inclus&atilde;o, no que diz respeito a socializar com os ouvintes, e procuram contribuir para que essa socializa&ccedil;&atilde;o e a aprendizagem aconte&ccedil;am, utilizando alternativas&nbsp; &agrave; LIBRAS para a comunica&ccedil;&atilde;o.Constatam, por&eacute;m, que &eacute; preciso um esfor&ccedil;o coletivo, de surdos e ouvintes, para que o respeito pela diferen&ccedil;a e pela identidade e cultura surda tenham maior express&atilde;o no contexto escolar. </p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Ensino superior; Estudante surdo; Inclus&atilde;o; Brasil</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The aim of this research is to understand the process of inclusion of deaf students in an undergraduate course in Pedagogy, in Brazilian higher education. To reach this goal, the techniques used were the semi-structured interview with three deaf students as well as the observation of three teachers&rsquo; classes. It is a qualitative research, of a descriptive/interpretative nature, that analyzes the subjects in their context and values the interaction that is established between them. Their perceptions show that deaf students understand the inclusion paradigm, its meaning and proposal, know the guiding documents, understand and agree with the principles and practices that are proposed, but they question it and claim to prefer special classes for learning. The observation showed that deaf students participate in class, work in groups, strive to learn, seek to be with the interpreter, to better understand, seek interaction with teachers and hearing colleagues, but point as a barrier to inclusion the ignorance of the sign language, on the part of the hearers. These students like the perspective of inclusion in socializing with hearers and try to contribute to this socialization and learning by using alternatives to sign language for communication. They point out, however, that it requires a collective effort, by deaf and hearing, to respect difference, identity and deaf culture in the school context.     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>     <p><b>&nbsp;</b>     <p>     <p><b>Keywords:</b> Higher education; Deaf student; Inclusion; Brazil     <p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>R&Eacute;SUM&Eacute;</b></p>     <p>L&rsquo;objectif de cette recherche est de comprendre le processus d&rsquo;inclusion des &eacute;tudiants sourds, dans le cours de P&eacute;dagogie, dans l&rsquo;enseignement sup&eacute;rieur br&eacute;silien. Pour atteindre cet objectif, l&rsquo;entretien semi-directif a &eacute;t&eacute; utilis&eacute; avec trois &eacute;tudiants sourds et aussi l&rsquo;observation des classes de trois enseignants de ces &eacute;tudiants. Il s&rsquo;agit d&rsquo;une enqu&ecirc;te qualitative, de nature descriptive/interpr&eacute;tative, qui analyse les sujets dans leur contexte et valorise l&rsquo;interaction qui s&rsquo;&eacute;tablit entre eux. Par leurs opinions, on observe que les &eacute;tudiants sourds comprennent le paradigme de l&rsquo;inclusion, connaissent les documents d&rsquo;orientation, approuvent les principes et les pratiques propos&eacute;s, mais ils questionnent ses propositions et, pour leur apprentissage, ils pr&eacute;f&egrave;rent les classes sp&eacute;ciales. L&rsquo;observation des classes a montr&eacute; que les &eacute;l&egrave;ves sourds participent aux cours, au travail en groupe, ils font des efforts pour apprendre, sont proches de l&rsquo;interpr&egrave;te pour mieux comprendre, cherchent l&rsquo;interaction avec les enseignants et les autres coll&egrave;gues, mais il y a une barri&egrave;re: l&rsquo;ignorance de la langue signaux par les auditeurs. Ces &eacute;tudiants aiment la perspective d&rsquo;inclusion, au sein de l&rsquo;institution, et demandent de l&rsquo;aide pour y arriver, mais il faut un effort collectif des sourds et des auditeurs, de sorte que le respect de la diff&eacute;rence, l&rsquo;identit&eacute; et la culture sourdes puissent &ecirc;tre plus prononc&eacute;s dans le contexte scolaire.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Mots-cl&eacute;s:</b> Enseignement sup&eacute;rieur ; &Eacute;tudiant sourd ; Inclusion ; Br&eacute;sil</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Considera-se pessoa surda aquela que tem a compreens&atilde;o do mundo por meio de experi&ecirc;ncias visuais, tendo uma cultura e l&iacute;ngua – a L&iacute;ngua Brasileira de Sinais (LIBRAS), no caso do Brasil. Os surdos, vistos na perspetiva cultural, fazem parte de uma comunidade (a comunidade surda), apresentando identidade e l&iacute;ngua pr&oacute;prias. A educa&ccedil;&atilde;o inclusiva procura atender &agrave;s necessidades dos estudantes surdos, garantindo a sua participa&ccedil;&atilde;o nas diversas situa&ccedil;&otilde;es de aprendizagem, dentro e fora da sala de aula. De acordo com Sanches e Teodoro (2007), &ldquo;numa escola inclusiva s&oacute; pode existir uma educa&ccedil;&atilde;o inclusiva, uma educa&ccedil;&atilde;o em que a heterogeneidade do grupo n&atilde;o &eacute; mais um problema, mas um grande desafio &agrave; criatividade e ao profissionalismo dos profissionais da Educa&ccedil;&atilde;o&rdquo; (p. 110). Enquanto professores, deparamo-nos com as salas de aulas repletas de pessoas, cada uma com a sua identidade, costumes, cultura, religi&atilde;o, vida pr&oacute;pria, um aut&ecirc;ntico &ldquo;arco-&iacute;ris&rdquo; (Sanches, 2011b). A diversidade de experi&ecirc;ncias, de saberes e de culturas dos alunos &eacute; uma mais-valia geradora de novos conhecimentos, campo aberto para experienciar diferentes metodologias em que as aprendizagens sejam constru&iacute;das com a media&ccedil;&atilde;o do professor, do grupo escolar e da fam&iacute;lia, valorizando as experi&ecirc;ncias e potencialidades de cada um.</p>     <p>O presente artigo d&aacute; conta de um estudo que procura compreender o processo de inclus&atilde;o dos estudantes surdos, atrav&eacute;s das suas percep&ccedil;&otilde;es e da sua atua&ccedil;&atilde;o em sala&nbsp; de aula, no ensino superior, num curso de gradua&ccedil;&atilde;o em Pedagogia. Parte do pressuposto de que a educa&ccedil;&atilde;o inclusiva se preocupa em promover a participa&ccedil;&atilde;o dos estudantes e procura reduzir a exclus&atilde;o, reestruturando culturas, pol&iacute;ticas e pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas, nas institui&ccedil;&otilde;es de ensino, respondendo continuamente &agrave; diversidade dos estudantes.</p>     <p>Neste estudo abordamos especificamente a educa&ccedil;&atilde;o inclusiva em contexto escolar, ressaltando a import&acirc;ncia da L&iacute;ngua Brasileira de Sinais – LIBRAS (primeira l&iacute;ngua dos surdos no Brasil). Ap&oacute;s o enquadramento te&oacute;rico, apresentamos os procedimentos metodol&oacute;gicos e, por fim, a an&aacute;lise e discuss&atilde;o dos resultados, com base em entrevistas com os estudantes surdos e em observa&ccedil;&otilde;es em sala de aula. Concluimos com algumas considera&ccedil;&otilde;es finais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. A educa&ccedil;&atilde;o inclusiva e a L&iacute;ngua Brasileira de Sinais no ensino superior brasileiro</b></p>     <p>A educa&ccedil;&atilde;o inclusiva, de acordo com Stainback e Stainback (1999), &ldquo;&eacute; a pr&aacute;tica da inclus&atilde;o de todos – independentemente de seu talento, defici&ecirc;ncia, origem socioecon&oacute;mica ou origem cultural – em escolas e salas de aula provedoras, onde todas as necessidades dos alunos s&atilde;o satisfeitas&rdquo; (p. 21). Preconiza-se que a educa&ccedil;&atilde;o inclusiva aconte&ccedil;a nas institui&ccedil;&otilde;es de ensino, procurando uma cultura de escola e de sala de aula que, partindo da diversidade como lema, tenha como objetivo primeiro o desenvolvimento global dos alunos (Correia, 2013). Procura atender &agrave;s necessidades dos estudantes, garantindo a sua participa&ccedil;&atilde;o nas diversas situa&ccedil;&otilde;es de aprendizagem, dentro e fora da sala de aula, nas intera&ccedil;&otilde;es com os que fazem parte da escola, em ambientes prop&iacute;cios &agrave; aprendizagem, recorrendo a estrat&eacute;gias, materiais pedag&oacute;gicos e recursos did&aacute;ticos e tecnol&oacute;gicos pertinentes, adequados e oportunos (Cola&ccedil;o &amp; Sanches, 2013).</p>     <p>Para implementar a educa&ccedil;&atilde;o inclusiva, os professores podem fazer parcerias, participar em forma&ccedil;&otilde;es, planificar pensando na diversidade e nas oportunidades de aprendizagem de cada estudante, de forma a trabalhar as suas potencialidades, numa perspetiva de inclus&atilde;o plena, ou seja, garantir o acesso, a perman&ecirc;ncia, o desenvolvimento e o sucesso de todos e de cada um (Patatas &amp; Sanches, 2017). Tamb&eacute;m Correia (2001) afirma que </p>     <p> pr&iacute;ncipio da inclus&atilde;o apela, portanto, para a educa&ccedil;&atilde;o inclusiva que pretende, de um modo geral, que todos os alunos, com as mais diversas capacidades, interesses, caracter&iacute;sticas e necessidades, possam aprender juntos, que seja dada aten&ccedil;&atilde;o ao seu desenvolvimento global (acad&eacute;mico, socioemocional e pessoal), que, sempre que poss&iacute;vel, todos os servi&ccedil;os educativos sejam prestados nas classes regulares, que se crie um verdadeiro sentido de igualdade de oportunidades (n&atilde;o necessariamente as mesmas oportunidades para todos) que vise o sucesso escolar. (p. 125)</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A educa&ccedil;&atilde;o inclusiva requer de todos n&oacute;s um esfor&ccedil;o no que diz respeito &agrave; aprendizagem de todos os estudantes, promovendo o bem-estar acad&eacute;mico, emocional e social, favorecendo assim o seu desenvolvimento global.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>1.1. A L&iacute;ngua Brasileira de Sinais      <p>     <p>A L&iacute;ngua Brasileira de Sinais (LIBRAS) &ldquo;&eacute; uma l&iacute;ngua visual-espacial articulada atrav&eacute;s das m&atilde;os, das express&otilde;es faciais e do corpo. &Eacute; uma l&iacute;ngua natural usada pela comunidade surda brasileira&rdquo; (Quadros &amp; Karnopp, 2004, p. 19). A LIBRAS, assim como toda a l&iacute;ngua, tem uma singularidade e especificidade ao n&iacute;vel de desenvolvimento cognitivo, de matura&ccedil;&atilde;o e de aquisi&ccedil;&atilde;o de regras sociais. De acordo com Garcia (2015), &ldquo;s&atilde;o as regras sociais, entendendo-a como o modo pelo qual a l&iacute;ngua de sinais circular&aacute; entre os seus usu&aacute;rios, que dar&atilde;o &agrave; LIBRAS um car&aacute;ter arbitr&aacute;rio&rdquo; (p. 23).</p>     <p>A LIBRAS resiste &agrave;s imposi&ccedil;&otilde;es de uma sociedade pensada e constru&iacute;da com base numa cultura ouvinte. Como os surdos precisam de comunicar, assim como os ouvintes, a LIBRAS &eacute; primordial para esta comunica&ccedil;&atilde;o, pois ela &eacute; a primeira l&iacute;ngua das pessoas surdas. </p>     <p>A Lei n.&ordm; 10.436/2002, de 24 de abril, assegura &agrave;s pessoas surdas a LIBRAS como sua primeira l&iacute;ngua (L1), devendo os sistemas educacionais garantir o ensino da LIBRAS. De acordo com Garcia (2015), a Lei Federal 10.436/2002 representa um marco na educa&ccedil;&atilde;o brasileira, porque, reconhecendo uma l&iacute;ngua de sinais brasileira, reconhece a sua legitimidade e a sua import&acirc;ncia na cultura do surdo, na sua hist&oacute;ria e na sua cultura lingu&iacute;stica e social. A LIBRAS &eacute; reconhecida como sendo a l&iacute;ngua oficial das comunidades surdas brasileiras e estas t&ecirc;m o direito de a usar como sua primeira l&iacute;ngua. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1.2. A investiga&ccedil;&atilde;o sobre os estudantes surdos: alguns destaques do ensino superior brasileiro</b></p>     <p>O n&uacute;mero de estudantes surdos que inicia um curso superior &eacute; cada vez maior no Brasil. De acordo com os dados do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o (MEC), no ano de 2003, 665 surdos frequentavam a universidade; em 2005, houve um aumento desse n&uacute;mero para 2.428 nas institui&ccedil;&otilde;es privadas e p&uacute;blicas (Brasil, 2006). Nos &uacute;ltimos anos houve um crescimento significativo no n&iacute;vel educacional&nbsp;dos surdos, sendo que o Censo da Educa&ccedil;&atilde;o&nbsp;Superior (2013) aponta um total de 8.676 alunos surdos, com defici&ecirc;ncia auditiva ou surdos-cegos&nbsp;matriculados nas institui&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o superior.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Esta presen&ccedil;a dos estudantes surdos na universidade &eacute; bastante recente no Brasil e acontece devido a alguns elementos que, segundo Bisol, Valentini, Simioni, e Zanchin (2010), s&atilde;o: </p>     <p>     <blockquote>O reconhecimento, a partir de meados da d&eacute;cada de 1990, do <i>status</i> de l&iacute;ngua para a l&iacute;ngua de sinais; o desenvolvimento de propostas de educa&ccedil;&atilde;o bil&iacute;ngue de qualidade para surdos; e um momento hist&oacute;rico no qual pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de inclus&atilde;o v&ecirc;m aos poucos aumentando o acesso e a participa&ccedil;&atilde;o ativa de pessoas com necessidades especiais em diferentes contextos sociais. (p. 148)</blockquote>     <p></p>     <p>O aumento de estudantes surdos no ensino superior brasileiro tem originado trabalhos de investiga&ccedil;&atilde;o sobre a sua inclus&atilde;o no ensino regular e o seu processo de aprendizagem. Destacamos em seguida aqueles que nos pareceram mais pertinentes de acordo com a tem&aacute;tica que est&aacute; a ser estudada.</p>     <p>Daroque (2011), ao trabalhar a tem&aacute;tica &ldquo;Alunos surdos no ensino superior: uma discuss&atilde;o necess&aacute;ria&quot;, discute as condi&ccedil;&otilde;es que s&atilde;o oferecidas aos estudantes surdos que frequentam o ensino superior, tendo por objetivo analisar, atrav&eacute;s de entrevistas individuais, os dizeres dos estudantes surdos e dos seus professores sobre os obst&aacute;culos e possibilidades que o surdo encontra no dia a dia da sala de aula. Os resultados desta pesquisa revelam que os obst&aacute;culos enfrentados s&atilde;o referentes &agrave; leitura e &agrave; escrita, por a escolariza&ccedil;&atilde;o anterior n&atilde;o ter sido eficaz, prejudicando assim a amplia&ccedil;&atilde;o dos conhecimentos nesta etapa de estudos. Os estudantes surdos afirmam que alguns professores demonstram preconceitos e n&atilde;o t&ecirc;m informa&ccedil;&otilde;es sobre a surdez. Os professores, por sua vez, destacam que a dificuldade encontrada &eacute; a l&iacute;ngua, pois a pr&aacute;tica bilingue &eacute; ainda inexistente e n&atilde;o reconhecida no ensino superior.</p>     <p>Bisol et al. (2010), ao desenvolver a tem&aacute;tica &ldquo;Estudantes surdos no ensino superior: reflex&otilde;es sobre a inclus&atilde;o&rdquo;, tiveram como objetivo compreender a viv&ecirc;ncia universit&aacute;ria de estudantes surdos matriculados num curso de gradua&ccedil;&atilde;o. Estes foram inquiridos atrav&eacute;s de entrevistas semiestruturadas videogravadas. Estes estudantes frequentaram escolas especiais, identificam-se com a LIBRAS e com a cultura surda e disp&otilde;em de int&eacute;rpretes. Os resultados desta pesquisa identificam os desafios dos estudantes surdos estudarem num espa&ccedil;o universit&aacute;rio constru&iacute;do para a comunidade ouvinte: a LIBRAS, o contato com o surdo e a valoriza&ccedil;&atilde;o da cultura surda acabam por ser esquecidas. Destacam as dificuldades da passagem da l&iacute;ngua de sinais &agrave; l&iacute;ngua portuguesa e &ldquo;a necessidade de manter referenciais identit&aacute;rios valorizados aos olhos dos ouvintes, al&eacute;m da import&acirc;ncia de reorganizar as estrat&eacute;gias de ensino e de avaliar a participa&ccedil;&atilde;o do int&eacute;rprete de l&iacute;ngua de sinais&rdquo; (Bisol et al., 2010, p. 147). Sobre os desafios enfrentados pelos estudantes surdos, estes autores afirmam: &ldquo;estar em um ambiente, onde a surdez e a comunica&ccedil;&atilde;o visual n&atilde;o s&atilde;o a regra, exige muito desses jovens&rdquo; (Bisol et al., 2010, p. 169). </p>     <p>Ansay (2009), ao abordar &ldquo;A trajet&oacute;ria escolar de alunos surdos e a sua rela&ccedil;&atilde;o com a inclus&atilde;o no ensino superior&rdquo;, teve como objetivo investigar a trajet&oacute;ria educacional de estudantes surdos inseridos nas universidades de Curitiba, no estado do Paran&aacute; - Brasil. Os resultados mostraram que n&atilde;o &eacute; uma tarefa f&aacute;cil para o estudante surdo estar no ensino superior, pois tem encontrado muitos desafios:</p>     <p>     <blockquote>A falta de int&eacute;rpretes, o despreparo dos professores, o preconceito e discrimina&ccedil;&atilde;o e a falta ou o uso inadequado do material did&aacute;tico pedag&oacute;gico para este alunado, como por exemplo, filmes legendados, aulas sem material de apoio visual e o uso do <i>power point</i> na sala escura. (Ansay, 2009, p. 114)</blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p>     <p>A pesquisa constata ainda que o estudante surdo que ingressa no ensino superior almeja a capacita&ccedil;&atilde;o profissional, sendo necess&aacute;rio valorizar o estudante surdo e proporcionar-lhe condi&ccedil;&otilde;es para que possa avan&ccedil;ar nos seus estudos. O grande desafio da universidade &eacute; mudar as suas pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas, de modo a dar resposta a todos os estudantes, independentemente das suas limita&ccedil;&otilde;es. &Eacute; necess&aacute;rio pensar em pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas que valorizem a heterogeneidade, a cultura surda e principalmente a l&iacute;ngua das pessoas surdas, para que estas possam sentir-se parte integrante do espa&ccedil;o universit&aacute;rio. </p>     <p>Cruz e Dias (2009), ao abordar a tem&aacute;tica &ldquo;Trajet&oacute;ria escolar do surdo no ensino superior: condi&ccedil;&otilde;es e possibilidades&rdquo;, tiveram como objetivo conhecer as experi&ecirc;ncias dos estudantes surdos e as suas condi&ccedil;&otilde;es, ao n&iacute;vel do ensino superior, em tr&ecirc;s cidades da regi&atilde;o norte do estado de S&atilde;o Paulo (Brasil). Participaram da pesquisa sete estudantes surdos e foram aplicadas 10 entrevistas presenciais, e 11 &agrave; dist&acirc;ncia, por meio de <i>email </i>e<i> messenger</i>. Cruz e Dias (2009) concluem que as condi&ccedil;&otilde;es dos alunos surdos no ensino superior s&atilde;o de &ldquo;dificuldades, de impedimentos, de abandono e de rejei&ccedil;&atilde;o&rdquo; e que os &ldquo;surdos s&atilde;o obrigados a se responsabilizarem por sua aprendizagem, priorizando o trabalho extra classe para recupera&ccedil;&atilde;o de notas&rdquo; (p. 65). Apesar dos impedimentos, os surdos s&atilde;o produtivos e interessados nos seus estudos. A dificuldade maior &eacute; a universidade ser organizada para ouvintes, n&atilde;o havendo a contempla&ccedil;&atilde;o da LIBRAS.</p>     <p>Os estudos analisados revelam-nos que as dificuldades que os estudantes surdos enfrentam est&atilde;o ligadas ao processo de ensino e aprendizagem, &agrave; leitura e &agrave; escrita, &agrave; cultura surda e &agrave; LIBRAS. Como os estudantes universit&aacute;rios em sua maioria s&atilde;o ouvintes, &eacute; necess&aacute;rio um trabalho de valoriza&ccedil;&atilde;o da heterogeneidade, um investimento na forma&ccedil;&atilde;o dos professores, no que diz respeito &agrave; inclus&atilde;o dos estudantes surdos, e a valoriza&ccedil;&atilde;o da L&iacute;ngua Brasileira de Sinais. Ficou expl&iacute;cito tamb&eacute;m que &eacute; necess&aacute;ria a parceria com outros profissionais, principalmente com o int&eacute;rprete de LIBRAS, em sala de aula. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. Procedimentos metodol&oacute;gicos </b></p>     <p>Para podermos compreender o processo de inclus&atilde;o destes estudantes surdos, considerando o que eles pensam e o que acontece na sala de aula, esta pesquisa tem uma abordagem qualitativa, de natureza descritiva/interpretativa. &Eacute; a an&aacute;lise de uma situa&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica, atrav&eacute;s do cruzamento da informa&ccedil;&atilde;o recolhida pelas t&eacute;cnicas utilizadas: a entrevista semiestruturada e a observa&ccedil;&atilde;o de classes.</p>     <p>Segundo Stake (2011), &ldquo;a pesquisa qualitativa se baseia muito nas percep&ccedil;&otilde;es interpretativas feitas durante todo o planejamento, a coleta de dados, a an&aacute;lise e a elabora&ccedil;&atilde;o do texto do estudo&rdquo; (p. 66). Segundo o mesmo autor, os m&eacute;todos qualitativos permitem uma melhor compreens&atilde;o dos processos escolares, de aprendizagem, de rela&ccedil;&otilde;es, dos processos institucionais e culturais, de socializa&ccedil;&atilde;o e sociabilidade, do cotidiano escolar em suas m&uacute;ltiplas implica&ccedil;&otilde;es e das formas de mudan&ccedil;a e resili&ecirc;ncia presentes nas a&ccedil;&otilde;es educativas, o que vem ao encontro dos objetivos a que nos propomos.</p>     <p>O estudo aqui apresentado &eacute; referente a tr&ecirc;s estudantes surdos que frequentam o curso de gradua&ccedil;&atilde;o em Pedagogia, numa institui&ccedil;&atilde;o privada brasileira, h&aacute; quatro anos, com o objetivo de ensinar crian&ccedil;as (Silva, 2015). S&atilde;o eles: ES1 com 32 anos de idade, ES2 com 33 anos e ES3 com 31 anos. Utiliz&aacute;mos a entrevista semiestruturada pois permite a utiliza&ccedil;&atilde;o de uma &ldquo;s&eacute;rie de perguntas abertas feitas verbalmente em uma ordem prevista, mas na qual o entrevistador pode acrescentar perguntas de esclarecimento&rdquo; (Laville &amp; Dionne, 2007, p. 188). A entrevista, como t&eacute;cnica de pesquisa, foi realizada numa conversa a dois, conforme nos prop&otilde;e Minayo (2009), com &ldquo;o objetivo de construir informa&ccedil;&otilde;es pertinentes para o objeto de pesquisa&rdquo; (p. 64).</p>     <p>As entrevistas tiveram como ponto de partida um roteiro, constru&iacute;do e organizado para os estudantes surdos. Foi realizada previamente uma entrevista-piloto, a dois estudantes surdos do ensino superior da mesma institui&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o integrantes da pesquisa, com a finalidade de testar a compreens&atilde;o, a pertin&ecirc;ncia dos blocos, a dura&ccedil;&atilde;o e a linguagem utilizada. Foram realizados os acertos sugeridos, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; linguagem e dura&ccedil;&atilde;o da entrevista. As perguntas foram organizadas em seis blocos, que serviram de ponto de partida para a defini&ccedil;&atilde;o das categorias de an&aacute;lise e respetivas subcategorias (<a href="/img/revistas/rpe/v32n1/32n1a11t1.jpg" target="_blank">Tabela 1</a>). </p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>As entrevistas foram gravadas em v&iacute;deo, com a permiss&atilde;o dos sujeitos participantes, sendo depois transcritas na &iacute;ntegra. O texto resultante da transcri&ccedil;&atilde;o das entrevistas foi submetido a uma an&aacute;lise de conte&uacute;do, utilizando o modelo de Bardin (2006), cotejado com o de outros autores (Esteves, 2006; Estrela, 1986; Robert &amp; Bouillaguet, 1997). Foi feita uma primeira leitura flutuante de toda a informa&ccedil;&atilde;o transcrita, para verificar as possibilidades de an&aacute;lise. Tendo em conta a organiza&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o, constante no gui&atilde;o da entrevista, o conte&uacute;do expresso, o quadro te&oacute;rico e os objetivos da pesquisa, foram levantadas duas categorias para an&aacute;lise: (1) o processo de inclus&atilde;o dos estudantes surdos no ensino superior e (2) o processo de ensino e aprendizagem, depois subdivididas em subcategorias, resultantes da agrega&ccedil;&atilde;o das unidades de registo, tendo em conta os crit&eacute;rios enunciados por Bardin (2006): exclus&atilde;o m&uacute;tua, homogeneidade, pertin&ecirc;ncia e objetividade.</p>     <p>De acordo com os objetivos da pesquisa, no que respeita &agrave; necessidade de compreender o que se &ldquo;faz&rdquo; em sala de aula, utiliz&aacute;mos tamb&eacute;m a observa&ccedil;&atilde;o, que, segundo Laville e Dionne (2007), alerta o investigador para &ldquo;conhecer bem o contexto em que vai operar e conhecer tamb&eacute;m os aspectos que dever&atilde;o chamar a sua aten&ccedil;&atilde;o no comportamento das pessoas&rdquo; (p. 177). Seguindo os autores citados, prepar&aacute;mos um plano para observar em tempo real o campo da pesquisa, para perceber as a&ccedil;&otilde;es e seu enquadramento, no que diz respeito ao processo de inclus&atilde;o dos estudantes surdos e ao seu processo de aprendizagem. Pretendemos observar, para compreender, a rela&ccedil;&atilde;o e a comunica&ccedil;&atilde;o dos estudantes surdos com o professor, com os colegas ouvintes e com o int&eacute;rprete e, ainda, as estrat&eacute;gias utilizadas no seu processo de aprendizagem. Foram feitas tr&ecirc;s observa&ccedil;&otilde;es, de tr&ecirc;s horas cada (das 8 &agrave;s 11 horas), em cada uma das tr&ecirc;s salas de aula, nove no total, correspondentes aos professores P1, P2 e P3, nas quais estavam &ldquo;inclu&iacute;dos&rdquo; os tr&ecirc;s estudantes surdos: ES1, ES2 e ES3.</p>     <p>&nbsp;Os fatos ocorridos foram registados em di&aacute;rio de campo, o mais pr&oacute;ximo poss&iacute;vel do acontecido, e depois organizados em grelha, incluindo os coment&aacute;rios/infer&ecirc;ncias que se julgaram necess&aacute;rios, de forma a constitu&iacute;rem um retrato &ldquo;vivo&rdquo; da situa&ccedil;&atilde;o observada, para depois ser analisada, tendo em conta um dos objetivos desta pesquisa: compreender o que os estudantes surdos &ldquo;fazem&rdquo; em sala de aula regular, no ensino superior, no curso de gradua&ccedil;&atilde;o em Pedagogia.</p>     <p>     <p>     <p><b>3. Apresenta&ccedil;&atilde;o, an&aacute;lise e discuss&atilde;o dos resultados</b></p>     <p>Para a apresenta&ccedil;&atilde;o, an&aacute;lise e interpreta&ccedil;&atilde;o dos resultados, a informa&ccedil;&atilde;o foi organizada em duas grandes categorias: (i) o que pensam os estudantes surdos sobre o seu processo de inclus&atilde;o e (ii) o que esses estudantes &ldquo;fazem&rdquo;, na sala de aula regular. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3.1. Percep&ccedil;&otilde;es dos estudantes surdos sobre o&nbsp; processo de inclus&atilde;o</b></p>     <p>A informa&ccedil;&atilde;o obtida, relativamente ao que os estudantes surdos pensam sobre a sua inclus&atilde;o na universidade, no curso de Pedagogia, encontra-se compilada na <a href="/img/revistas/rpe/v32n1/32n1a11t1.jpg" target="_blank">Tabela 1</a>. Cada uma destas categorias est&aacute; subdividida em subcategorias, resultantes da agrega&ccedil;&atilde;o das unidades de registo.&nbsp; </p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>De acordo com a informa&ccedil;&atilde;o recolhida, os estudantes surdos<i> </i>conhecem o conceito de inclus&atilde;o, significando, globalmente, para eles, a intera&ccedil;&atilde;o do estudante surdo e do estudante ouvinte. Os tr&ecirc;s estudantes gostam da proposta de inclus&atilde;o, ou seja, gostam da ideia de surdos e ouvintes terem a possibilidade de conviverem/estudarem juntos, nos mesmos espa&ccedil;os; por&eacute;m, na pr&aacute;tica, eles t&ecirc;m dificuldade em estar numa sala de aula onde o professor n&atilde;o est&aacute; preparado para atuar com a surdez dos seus alunos. No entanto, percebemos que os estudantes surdos compreendem que, para haver inclus&atilde;o, eles precisam de ficar nas salas regulares, tendo contato com os colegas ouvintes, int&eacute;rprete e professor. Afirmam que existe uma tentativa de inclus&atilde;o e n&atilde;o uma inclus&atilde;o real. Apontam que a inclus&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil e que &eacute; preciso ter paci&ecirc;ncia. Dois dos estudantes surdos preferem as salas especiais porque a comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; feita atrav&eacute;s da LIBRAS, porque t&ecirc;m contato com outros estudantes surdos, porque o professor compreende a LIBRAS e, segundo o ES3, porque se aprende mais nas salas especiais. A legisla&ccedil;&atilde;o brasileira que regulamenta a proposta de inclus&atilde;o dos surdos &ldquo;obriga&rdquo; &agrave; aprendizagem e utiliza&ccedil;&atilde;o da LIBRAS e ao contato entre os estudantes surdos e ouvintes, mas os professores n&atilde;o t&ecirc;m forma&ccedil;&atilde;o para atuar com os estudantes surdos, gerando assim dificuldades. </p>     <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Relativamente ao processo de ensino e aprendizagem dos alunos surdos, percebemos que existe uma barreira na comunica&ccedil;&atilde;o entre os estudantes surdos e os professores, que a participa&ccedil;&atilde;o em sala de aula desses estudantes acontece a maior parte das vezes com a ajuda do int&eacute;rprete, porque os professores s&oacute; utilizam a oralidade; a comunica&ccedil;&atilde;o dos estudantes surdos com os colegas ouvintes &eacute; realizada atrav&eacute;s de gestos e escrita, e com o int&eacute;rprete &eacute; feita atrav&eacute;s da LIBRAS; a comunica&ccedil;&atilde;o com os professores faz-se maioritariamente com o int&eacute;rprete e atrav&eacute;s de gestos e de bilhetes escritos. </p>     <p>Quanto &agrave; participa&ccedil;&atilde;o em sala de aula<i>, </i>os estudantes surdos afirmam que participam nas aulas, realizando as atividades propostas. Integram os trabalhos de grupo, embora um n&atilde;o goste de estar nos grupos com os ouvintes e a maioria tenha dificuldade em comunicar com os colegas. Afirmam que v&ecirc;m &agrave; faculdade, participam nas aulas, realizam as atividades e <i>slides </i>para os trabalhos de grupo; contudo, quando o int&eacute;rprete n&atilde;o se encontra na sala, acabam por ir embora porque o professor n&atilde;o sabe comunicar. A institui&ccedil;&atilde;o n&atilde;o tem a preocupa&ccedil;&atilde;o de colmatar as aus&ecirc;ncias do int&eacute;rprete, o que diminui o est&iacute;mulo para estudar e permanecer na sala de aula. Constata-se que, quando h&aacute; divis&atilde;o de grupos para fazer trabalho em sala de aula, o aluno surdo espera que os colegas ouvintes o chamem, n&atilde;o toma a iniciativa, mas a partir da&iacute; participa, d&aacute; opini&atilde;o, pede a colabora&ccedil;&atilde;o dos ouvintes para verificar se o portugu&ecirc;s escrito est&aacute; correto, apresenta para o grande grupo o trabalho realizado e, por vezes, &nbsp;organiza o grupo. Mesmo no pequeno grupo a comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil, &eacute; utilizado o gesto, o que n&atilde;o &eacute; suficiente para uma comunica&ccedil;&atilde;o eficaz e &agrave;-vontade dentro do grupo. Quando o int&eacute;rprete est&aacute; presente, explica o que o grupo est&aacute; a discutir, o surdo d&aacute; a sua opini&atilde;o e o int&eacute;rprete de LIBRAS passa a informa&ccedil;&atilde;o para o grupo. Mesmo estando presente a dificuldade de comunica&ccedil;&atilde;o nos grupos, os estudantes surdos gostam de participar no trabalho de grupo. </p>     <p>Na subcategoria &ldquo;Estrat&eacute;gias utilizadas pelos professores&rdquo;,<i> </i>os resultados mostram que a maioria dos estudantes surdos n&atilde;o revelou as estrat&eacute;gias utilizadas pelos professores para a aprendizagem. Os tr&ecirc;s estudantes mencionam o int&eacute;rprete de LIBRAS como interlocutor da aprendizagem, afirmando que os professores precisam de aprender LIBRAS para melhorar a pr&aacute;tica em sala de aula. O ES1 ressalta que os professores elogiam o trabalho realizado por ele, que o professor explica e que o int&eacute;rprete de LIBRAS realiza a tradu&ccedil;&atilde;o durante as aulas. O ES2 afirma que antes da chegada do int&eacute;rprete n&atilde;o havia intera&ccedil;&atilde;o dos surdos com os professores; somente depois de este chegar &eacute; que passou a existir comunica&ccedil;&atilde;o. O ES3 relata que os professores s&atilde;o bons, citando os de matem&aacute;tica e did&aacute;tica, mas quando tem d&uacute;vidas pergunta ao int&eacute;rprete de LIBRAS. Nota-se, pelo relato dos estudantes surdos, que o int&eacute;rprete &eacute; um profissional necess&aacute;rio para que a comunica&ccedil;&atilde;o aconte&ccedil;a em sala de aula. &Eacute; necess&aacute;rio ter condi&ccedil;&otilde;es e meios que promovam a comunica&ccedil;&atilde;o entre os estudantes surdos e os professores e dos estudantes surdos com os ouvintes.</p>     <p>No que se refere &agrave; subcategoria &ldquo;Rela&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o com o int&eacute;rprete de LIBRAS&rdquo;, os tr&ecirc;s estudantes afirmam que t&ecirc;m um relacionamento bom/&oacute;timo com o int&eacute;rprete, que trocam muitas informa&ccedil;&otilde;es com ele e que &eacute; o int&eacute;rprete que faz a comunica&ccedil;&atilde;o entre o surdo e o professor. A rela&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o dos tr&ecirc;s estudantes surdos com os colegas ouvintes faz-se por meio do int&eacute;rprete, com gestos e com escrita, e a rela&ccedil;&atilde;o com os colegas ouvintes &eacute; bem tranquila, acontecendo, na maioria das vezes, por meio da media&ccedil;&atilde;o do int&eacute;rprete. </p>     <p>Esta presen&ccedil;a t&atilde;o forte do int&eacute;rprete, na din&acirc;mica de todo o processo, pode levar &agrave; confus&atilde;o &nbsp;entre os pap&eacute;is do professor e do int&eacute;rprete. A legisla&ccedil;&atilde;o responsabiliza o professor por todo o processo de aprendizagem dos estudantes ouvintes e estudantes surdos, sendo que o int&eacute;rprete apenas fornece o aux&iacute;lio na comunica&ccedil;&atilde;o entre estudantes surdos e professores e entre estudantes surdos e estudantes ouvintes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3.2. O que os estudantes surdos fazem na sala de aula</b></p>     <p>Decorrente das observa&ccedil;&otilde;es realizadas em sala de aula, apresenta-se a <a href="/img/revistas/rpe/v32n1/32n1a11t2.jpg" target="_blank">Tabela 2</a>, com duas categorias, divididas em subcategorias, onde se podem observar os comportamentos dos estudantes surdos em rela&ccedil;&atilde;o aos professores e aos colegas. </p>     
<p>Os resultados para a categoria <i>processo de aprendizagem dos estudantes surdos</i> apontam que os surdos se esfor&ccedil;am para comunicar com os professores e com os colegas ouvintes, mas ainda h&aacute; uma barreira devido ao desconhecimento da LIBRAS, por parte dos professores e colegas ouvintes. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Observ&aacute;mos que<i> </i>o<i> </i>processo de aprendizagem dos estudantes surdos acontece por meio do int&eacute;rprete e de gestos, ou n&atilde;o acontece, &agrave;s vezes. Observa-se o esfor&ccedil;o dos estudantes surdos para comunicarem e se relacionarem com os professores, mas, devido &agrave; falta de conhecimento da l&iacute;ngua de sinais, por parte dos professores, esta rela&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o ficam dif&iacute;ceis. Um dos professores utiliza um pouco a LIBRAS, o que &eacute; motivo de alegria expressa de um dos surdos e um sinal da necessidade de forma&ccedil;&atilde;o em LIBRAS dos professores de surdos. </p>     <p>Constat&aacute;mos que dois dos surdos observados comunicam e relacionam-se mais com os colegas ouvintes. Essa comunica&ccedil;&atilde;o/rela&ccedil;&atilde;o dos estudantes surdos com os ouvintes acontece em sala de aula, por meio do int&eacute;rprete; outras vezes surge espontaneamente com gestos, pois nenhum estudante ouvinte da turma conhece a LIBRAS. O ES1 &eacute; o que mais interage com os colegas ouvintes, seja por meio da escrita, dos gestos ou LIBRAS. Cumprimenta os colegas ouvintes, procura-os para mostrar as novidades, anda muito pela sala e conversa bastante. Insiste at&eacute; os colegas ouvintes compreenderem o que ele diz. Esta comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; bastante importante no processo de inclus&atilde;o e os colegas ouvintes gostam dessa intera&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>Na rela&ccedil;&atilde;o/ intera&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o dos estudantes surdos com o int&eacute;rprete, constatamos que estes est&atilde;o atentos &agrave; interpreta&ccedil;&atilde;o realizada pelo int&eacute;rprete de LIBRAS. Percebe-se que os estudantes dependem totalmente deste profissional para comunicar dentro da sala de aula. Est&atilde;o sempre junto ao int&eacute;rprete, observa-se respeito, amizade e &agrave;-vontade na rela&ccedil;&atilde;o, talvez porque j&aacute; est&atilde;o juntos h&aacute; quatro anos. Observando a forma como os estudantes surdos &ldquo;falam&rdquo; com o int&eacute;rprete e a maneira como este lhes devolve a informa&ccedil;&atilde;o, i.e., quando fazem perguntas ao professor, podemos afirmar que os estudantes surdos confiam e est&atilde;o seguros em rela&ccedil;&atilde;o ao que este lhes transmite. &Eacute; vis&iacute;vel a rela&ccedil;&atilde;o amig&aacute;vel entre estudantes surdos e int&eacute;rprete de LIBRAS. Os estudantes surdos sentem-se &agrave; vontade, chamam-no para perguntar, tirar d&uacute;vidas e conversar com o professor. Quando o int&eacute;rprete n&atilde;o est&aacute; presente, os estudantes surdos n&atilde;o se sentem &agrave; vontade na sala de aula. </p>     <p>Constata-se que estes estudantes participam das aulas e promovem as suas aprendizagens, interagindo, fazendo perguntas, tirando d&uacute;vidas, utilizando material impresso e visual, discutindo no grande grupo e em pequenos grupos, mas quase sempre com a ajuda do int&eacute;rprete. Utilizam, maioritariamente, a LIBRAS para a comunica&ccedil;&atilde;o, o que os distancia dos colegas ouvintes e dos professores.</p>     <p>Os resultados revelam a dificuldade da comunica&ccedil;&atilde;o no processo de ensino-aprendizagem, dificultando a participa&ccedil;&atilde;o dos estudantes surdos, que muitas vezes se retraem ou ficam inibidos em participar das diversas atividades. O interessante &eacute; que a rela&ccedil;&atilde;o e a comunica&ccedil;&atilde;o entre estudantes surdos e estudantes ouvintes acontecem, pois uns e outros encontram maneiras de comunicarem e de se relacionarem.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3.3. Discuss&atilde;o dos resultados</b></p>     <p>Para uma melhor compreens&atilde;o do processo de inclus&atilde;o dos estudantes surdos, confront&aacute;mos os resultados obtidos neste estudo com os resultados encontrados pelos autores dos estudos referenciados no enquadramento te&oacute;rico e com a legisla&ccedil;&atilde;o vigente no Brasil, agrupando-os em dois grandes enfoques: (i) as percep&ccedil;&otilde;es dos estudantes surdos e (ii) o&ldquo;fazer&rdquo; dos estudantes surdos na sala de aula.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>(i) As percep&ccedil;&otilde;es dos estudantes surdos</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os estudantes surdos conhecem o conceito de inclus&atilde;o, afirmando que a mesma se d&aacute; pela intera&ccedil;&atilde;o entre surdo e ouvinte, sendo pautada na lei, havendo documentos que a fundamentam. As suas reflex&otilde;es v&atilde;o ao encontro do que diz a Lei brasileira n.&ordm; 9.394/96, Lei de Diretrizes e Bases da Educa&ccedil;&atilde;o Nacional (LDBEN), na reda&ccedil;&atilde;o dada pela Lei n&ordm; 12.796, de 2013, art&ordm; 59, onde se afirma:</p>     <p>     <blockquote>Os sistemas de ensino assegurar&atilde;o aos educandos com defici&ecirc;ncia, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdota&ccedil;&atilde;o: I - curr&iacute;culos, m&eacute;todos, t&eacute;cnicas, recursos educativos e organiza&ccedil;&atilde;o espec&iacute;ficos, para atender &agrave;s suas necessidades.</blockquote>     <p></p>     <p>Percebemos que os estudantes surdos ainda n&atilde;o se sentem inclu&iacute;dos na sala de aula, destacando pontos desafiadores que fazem do processo de inclus&atilde;o um caminho a percorrer, no sentido de uma Educa&ccedil;&atilde;o para Todos, indo ao encontro da afirma&ccedil;&atilde;o de Sanches (2005): </p>     <p>     <blockquote>A mudan&ccedil;a geradora de uma educa&ccedil;&atilde;o inclusiva &eacute; um dos grandes desafios da educa&ccedil;&atilde;o de hoje porque imputa &agrave; escola a responsabilidade de deixar de excluir para incluir e de educar a diversidade dos seus p&uacute;blicos, numa perspectiva de sucesso de todos e de cada um, independentemente da sua cor, ra&ccedil;a, cultura, religi&atilde;o, defici&ecirc;ncia mental, psicol&oacute;gica ou f&iacute;sica. (p. 128)</blockquote>     <p></p>     <p>Compreendemos que a educa&ccedil;&atilde;o inclusiva &eacute; um desafio para as institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior, pois &eacute; necess&aacute;rio pensar em cada estudante, em cada surdo, no modo como cada um aprende, quais s&atilde;o as necessidades encontradas, para assim poder atuar. A educa&ccedil;&atilde;o inclusiva requer uma mudan&ccedil;a geradora nas institui&ccedil;&otilde;es de ensino, sendo necess&aacute;rio atender &agrave;s diferen&ccedil;as. </p>     <p>Estes estudantes frequentaram as salas especiais e afirmam que esta experi&ecirc;ncia foi melhor do que a que est&atilde;o a experimentar na sala com estudantes ouvintes, sobretudo pela dificuldade de comunica&ccedil;&atilde;o com os pares ouvintes e professores. As universidades s&atilde;o compostas em sua maioria por estudantes ouvintes, o que refor&ccedil;a a cultura ouvinte, indo ao encontro do que afirmam Bisol et al. (2010) sobre os desafios que os estudantes surdos enfrentam no ensino superior: participar e incluir-se numa comunidade em que a comunica&ccedil;&atilde;o oral, que n&atilde;o &eacute; a sua, &eacute; a principal, muitas vezes &uacute;nica, forma de comunicar. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os professores n&atilde;o conhecem a LIBRAS, pelo que a comunica&ccedil;&atilde;o com os estudantes surdos &eacute; muito limitada. Estes utilizam o int&eacute;rprete como suporte desta comunica&ccedil;&atilde;o e outras estrat&eacute;gias de comunica&ccedil;&atilde;o, como a escrita e gestos, mas denunciam que sentem vergonha de comunicar com os professores ou fazer perguntas. O ponto-chave para que a comunica&ccedil;&atilde;o aconte&ccedil;a &eacute; a presen&ccedil;a da LIBRAS. &Eacute; a primeira l&iacute;ngua das pessoas surdas e precisa ser utilizada nas institui&ccedil;&otilde;es. </p>     <p>A comunica&ccedil;&atilde;o com os colegas ouvintes &eacute; tranquila, mas n&atilde;o eficaz, pois comunicam, essencialmente, atrav&eacute;s do int&eacute;rprete. Nesta perspetiva, Marcon (2012) ressalta que</p>     <p>     <blockquote>o tradutor/int&eacute;rprete de Libras &eacute; o profissional que interpreta e traduz a mensagem de uma l&iacute;ngua para outra de forma precisa, permitindo a comunica&ccedil;&atilde;o entre duas culturas distintas. Ele possui, assim, a fun&ccedil;&atilde;o de intermediar a intera&ccedil;&atilde;o comunicativa entre o surdo e a pessoa que n&atilde;o usa a Libras. (p. 237)</blockquote>     <p></p>     <p>Compreende-se a import&acirc;ncia e necessidade deste profissional, na comunica&ccedil;&atilde;o entre surdos e ouvintes, pois sem ele h&aacute; uma barreira na comunica&ccedil;&atilde;o. A rela&ccedil;&atilde;o e a comunica&ccedil;&atilde;o com o int&eacute;rprete de LIBRAS &eacute; &oacute;tima, conforme eles afirmam e n&oacute;s pudemos constatar, talvez devido ao importante suporte que este profissional oferece para a comunica&ccedil;&atilde;o. Existe uma boa rela&ccedil;&atilde;o entre os estudantes surdos pesquisados e o int&eacute;rprete, em fun&ccedil;&atilde;o da boa e fluente comunica&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s da LIBRAS. Este resultado aponta, mais uma vez, para a necessidade da presen&ccedil;a do profissional int&eacute;rprete de LIBRAS na educa&ccedil;&atilde;o de surdos.</p>     <p>As reflex&otilde;es apresentadas pelos estudantes surdos mostram que eles compreendem os seus direitos e a ideia da inclus&atilde;o, mas questionam-na, apontando como principal entrave para a inclus&atilde;o a falha na comunica&ccedil;&atilde;o entre eles, os professores e os colegas ouvintes, devido ao n&atilde;o conhecimento da l&iacute;ngua de sinais. Os estudantes surdos participam nas aulas realizando as atividades propostas pelos professores. Os grupos de trabalho s&atilde;o formados por surdos e ouvintes, o que &eacute; importante para a socializa&ccedil;&atilde;o das aprendizagens; contudo, nem todos se sentem &agrave; vontade no grupo com os ouvintes, precisamente porque a comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil. Assim, &eacute; necess&aacute;ria uma melhor organiza&ccedil;&atilde;o do ensino e da aprendizagem, conforme afirma Silva (2008): &ldquo;em fun&ccedil;&atilde;o de todos os alunos, para al&eacute;m de estarem sensibilizados &agrave; quest&atilde;o da diferen&ccedil;a, independentemente da sua etiologia, sentirem-se confiantes quanto &agrave;(s) resposta(s) que podem p&ocirc;r em pr&aacute;tica&rdquo; (p. 480).</p>     <p>A estrat&eacute;gia mais utilizada pelos professores &eacute; a oralidade, seja para explicar as mat&eacute;rias, seja para incentivar os alunos. O int&eacute;rprete traduz as explica&ccedil;&otilde;es dos professores. Os professores necessitam selecionar e trabalhar com estrat&eacute;gias de ensino que mais se aproximem e contemplem a aprendizagem e participa&ccedil;&atilde;o dos estudantes surdos nas aulas, tal como apontam Gon&ccedil;alves e Festa (2013), a prop&oacute;sito das estrat&eacute;gias e m&eacute;todos de ensino para estudantes surdos: </p>     <p>     <blockquote>A presen&ccedil;a do aluno Surdo em sala exige que o professor reconhe&ccedil;a a necessidade da elabora&ccedil;&atilde;o de novas estrat&eacute;gias e m&eacute;todos de ensino que sejam adequados &agrave; forma de aprendizagem deste aluno Surdo. O aluno Surdo est&aacute; na escola, ent&atilde;o cabe aos professores criar condi&ccedil;&otilde;es para que este espa&ccedil;o promova transforma&ccedil;&otilde;es e avan&ccedil;os a fim de dar continuidade a um dos objetivos da escola, ser um espa&ccedil;o que promove a inclus&atilde;o escolar. (p. 2)</blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>(ii) O que fazem os estudantes surdos na sala de aula</b></p>     <p>A observa&ccedil;&atilde;o do processo de aprendizagem dos alunos surdos permitiu-nos verificar que h&aacute; rela&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o dos estudantes surdos com o professor, quando se observa um surdo a abra&ccedil;ar um dos professores, ou quando aquele fica contente porque um dos professores sabe um pouco da LIBRAS. Por&eacute;m, tamb&eacute;m acontece que, por vezes, o surdo parece n&atilde;o perceber o que se est&aacute; a passar na sala de aula e, simplesmente, sai da sala. A rela&ccedil;&atilde;o e a comunica&ccedil;&atilde;o podem-se esgotar no cumprimento ao professor, se toda a intera&ccedil;&atilde;o for mediada pelo int&eacute;rprete. O impasse, a barreira nesta rela&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; a falta de conhecimento, por parte dos professores, da LIBRAS, mas parece-nos que n&atilde;o se esgota a&iacute;. A verdadeira comunica&ccedil;&atilde;o s&oacute; acontecer&aacute; quando todos os interlocutores dominarem a l&iacute;ngua em que se expressam, o que neste caso est&aacute; longe de acontecer. Entendemos que a aprendizagem da LIBRAS necessita ser objeto de investiga&ccedil;&atilde;o e de valoriza&ccedil;&atilde;o, por parte da comunidade ouvinte, dentro da qual destacamos os professores, quando se trata do processo de ensino e de aprendizagem dos estudantes surdos.</p>     <p>Os estudantes surdos relacionam-se e comunicam com os colegas ouvintes, principalmente nos grupos de trabalho, sendo que o int&eacute;rprete ajuda nesta comunica&ccedil;&atilde;o; o telem&oacute;vel tamb&eacute;m se mostrou, nas observa&ccedil;&otilde;es realizadas, um bom auxiliar na comunica&ccedil;&atilde;o, o que n&atilde;o tinha sido observado nos estudos analisados, a par das imagens e da escrita, assim como dos gestos. &Eacute; percept&iacute;vel a hegemonia da cultura oralista nesta rela&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o, como afirma Arcoverde (2011): &ldquo;a l&iacute;ngua majorit&aacute;ria (oral), em meio &agrave;s linguagens sociais existentes, &eacute; postulada como de maior envergadura e alcance social, sendo por isso imposta pela comunidade majorit&aacute;ria como l&iacute;ngua maior&rdquo; (p. 124).</p>     <p>A rela&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o dos estudantes surdos com o int&eacute;rprete, na sala de aula &eacute; boa/muito boa, sendo que eles dependem do int&eacute;rprete para comunicar. Quando o int&eacute;rprete n&atilde;o est&aacute;, alguns estudantes saem. Estes resultados fazem-nos refletir, mais uma vez, sobre a import&acirc;ncia que o int&eacute;rprete tem na media&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o com os surdos, n&atilde;o s&oacute; no processo de aprendizagem acad&eacute;mica, mas tamb&eacute;m na socializa&ccedil;&atilde;o e na organiza&ccedil;&atilde;o da sua vida futura. </p>     <p>Foi observado que os estudantes surdos participam nas aprendizagens desenvolvidas em sala de aula, dando opini&otilde;es, fazendo coment&aacute;rios, acompanhando os v&iacute;deos, as apresenta&ccedil;&otilde;es em <i>power point</i>, uns mais que outros, mas os tr&ecirc;s estudantes participam nos grupos e ajudam em alguns momentos os colegas, construindo estrat&eacute;gias pr&oacute;prias para aprender, perceber e ver o mundo – o que chamamos de cultura surda: </p>     <p>     <blockquote>Cultura surda &eacute; o jeito de o sujeito surdo entender o mundo e de modific&aacute;-lo a fim de torn&aacute;-lo acess&iacute;vel e habit&aacute;vel, ajustando-o com as suas percep&ccedil;&otilde;es visuais, que contribuem para a defini&ccedil;&atilde;o das identidades surdas e das &ldquo;almas&rdquo; das comunidades surdas. Isso significa que abrange a l&iacute;ngua, as ideias, as cren&ccedil;as, os costumes e os h&aacute;bitos do povo surdo. (Strobel, 2016, p. 29)</blockquote>     <p></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os resultados referentes ao &ldquo;fazer&rdquo; dos estudantes surdos sobre a sua inclus&atilde;o no curso de Pedagogia revelaram que os surdos procuram participar nas diversas atividades propostas pelos professores em sala de aula; por&eacute;m, esse processo de ensino-aprendizagem em muitos momentos acaba sendo excludente, pela barreira na comunica&ccedil;&atilde;o e pela desvaloriza&ccedil;&atilde;o da cultura surda.</p>     <p>Os grandes desafios que se colocam &agrave; institui&ccedil;&atilde;o de ensino superior estudada, segundo os resultados desta pesquisa, s&atilde;o o recrutamento efetivo de int&eacute;rpretes de LIBRAS, para assegurar a interpreta&ccedil;&atilde;o nas aulas, a tempo inteiro, a exig&ecirc;ncia de dom&iacute;nio efetivo da LIBRAS aos professores que trabalharem com surdos e a dinamiza&ccedil;&atilde;o de cursos de LIBRAS, para ouvintes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></p>     <p>Este estudo prop&ocirc;s-se compreender o que os estudantes surdos pensam e fazem na sala de aula para a sua inclus&atilde;o no curso de gradua&ccedil;&atilde;o em Pedagogia (ensino superior). Ficou evidente que os estudantes surdos, participantes da pesquisa, concordam que os surdos aprendam nas institui&ccedil;&otilde;es onde estudam os ouvintes (o que usualmente &eacute; chamado de inclus&atilde;o), conhecem os documentos que procuram implementar este processo, entendem o sentido e a proposta da mesma, mas questionam-na. Estes estudantes destacam que na institui&ccedil;&atilde;o de ensino superior (campo da pesquisa) ainda n&atilde;o h&aacute; inclus&atilde;o, pois a comunica&ccedil;&atilde;o e a intera&ccedil;&atilde;o com os ouvintes faz-se, essencialmente, atrav&eacute;s do int&eacute;rprete. Apesar das barreiras ainda existentes, afirmam que a inclus&atilde;o dos surdos na sala de aula regular &eacute; algo muito bom, mas preferem as salas especiais para a aprendizagem, pois para eles a aprendizagem acontece pela comunica&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s da LIBRAS e pela rela&ccedil;&atilde;o com os colegas surdos, o que suporta o dizer de Sanches (2011a), ao afirmar que a educa&ccedil;&atilde;o inclusiva &ldquo;&eacute; um processo, uma caminhada com avan&ccedil;os e recuos, com obst&aacute;culos a vencer, e n&atilde;o algo acabado, o ‘farol&rsquo; da participa&ccedil;&atilde;o ativa de todos, descobrindo e ativando o potencial de cada um&rdquo; (p. 137).</p>     <p>Estes estudantes trabalham para a sua pr&oacute;pria inclus&atilde;o: participam nas aulas e nos trabalhos realizados em grupo, esfor&ccedil;am-se para aprender, procuram estar junto ao int&eacute;rprete para melhor compreender tudo o que &eacute; proposto pelos professores, buscam a intera&ccedil;&atilde;o com os professores e colegas ouvintes, o que faz deles parte ativa da aula. A maior barreira existente entre eles, o desconhecimento da l&iacute;ngua de sinais, por parte dos ouvintes, n&atilde;o os impede de trabalhar, quando mediados pelo int&eacute;rprete e, com menos efic&aacute;cia, na sua aus&ecirc;ncia. Embora o int&eacute;rprete possa ser a media&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria para que a aprendizagem, a comunica&ccedil;&atilde;o e a rela&ccedil;&atilde;o aconte&ccedil;am, n&atilde;o pode ser a panaceia para resolver a intera&ccedil;&atilde;o entre os surdos e os ouvintes, pela inviabilidade da presen&ccedil;a do int&eacute;rprete em todas as situa&ccedil;&otilde;es de vida dos surdos e pela restri&ccedil;&atilde;o &agrave; privacidade dos mesmos. Como foi verificado neste estudo, h&aacute; mais formas de comunica&ccedil;&atilde;o para al&eacute;m da LIBRAS que &eacute; preciso explorar, generalizar e tornar mais eficientes. </p>     <p>A LIBRAS &eacute; a primeira l&iacute;ngua dos surdos, a sua forma de comunicar mais eficiente. Contudo, ser&aacute; sempre limitada, dado o reduzido n&uacute;mero de pessoas, para al&eacute;m dos surdos, que a dominam, e, por isso, o desafio ser&aacute; encontrar alternativas ao uso exclusivo da LIBRAS. Por enquanto, ser&aacute; uma utopia (quem sabe se realiz&aacute;vel?) p&ocirc;r uma comunidade inteira a usar a LIBRAS. Por outro lado, os surdos tamb&eacute;m t&ecirc;m de se esfor&ccedil;ar, em vez de se isolarem, para encontrar outras formas de comunicar com os ouvintes. N&atilde;o &eacute; desej&aacute;vel promover a cria&ccedil;&atilde;o de comunidades fechadas, seja por que motivo for. </p>     <p>Este artigo pretende dar visibilidade a um problema que &eacute; dos surdos e dos que com eles partilham espa&ccedil;os e tempos, alertar os gestores escolares para a necessidade de dinamiza&ccedil;&atilde;o de programas de aprendizagem da LIBRAS, para ouvintes e surdos, e sua utiliza&ccedil;&atilde;o em meio escolar, e, tamb&eacute;m, assegurar que nenhum surdo deixe de aceder &agrave; escolariza&ccedil;&atilde;o (inicial, m&eacute;dia ou superior) por falta de int&eacute;rprete.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Ansay, N. (2009). <i>A trajet&oacute;ria escolar de alunos surdos e a sua rela&ccedil;&atilde;o com a inclus&atilde;o no ensino superior</i>(Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado). Universidade Federal do Paran&aacute;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=775807&pid=S0871-9187201900010001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->, Brasil.</p>     <!-- ref --><p>Arcoverde, R. (2011). Dos desencontros com a linguagem escrita a um encontro plurilingu&iacute;stico. In A. Dorziat (Org.), <i>Estudos surdos: Diferentes olhares</i> (pp. 105-139). Porto Alegre: Media&ccedil;&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=775809&pid=S0871-9187201900010001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bardin, L. (2006). <i>An&aacute;lise de conte&uacute;do</i>. Lisboa, Portugal: Edi&ccedil;&otilde;es 70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=775811&pid=S0871-9187201900010001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bisol, C., Valentini, C., Simioni, J., &amp; Zanchin, J. (2010). Estudantes surdos no ensino superior: Reflex&otilde;es sobre a inclus&atilde;o. <i>Caderno de pesquisa</i>, <i>40</i>(139), 147-172. Recuperado em 05 junho, 2017, de <a href="http://www.scielo.br/pdf/cp/v40n139/v40n139a08"target="_blank">http://www.scielo.br/pdf/cp/v40n139/v40n139a08</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=775813&pid=S0871-9187201900010001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Brasil. Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o. Secretaria de Educa&ccedil;&atilde;o Especial no Brasil. (2006). <i>Evolu&ccedil;&atilde;o da Educa&ccedil;&atilde;o Especial no Brasil</i>.<b> </b>Recuperado em 13&nbsp; maio, 2017, de <a href="http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/brasil.pdf"target="_blank">http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/brasil.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=775814&pid=S0871-9187201900010001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cola&ccedil;o, C., &amp; Sanches, I. (2013). Gerir a diversidade: Contributos da aprendizagem cooperativa para a constru&ccedil;&atilde;o de salas de aula inclusivas. <i>Revista Portuguesa de Educa&ccedil;&atilde;o, 26</i>(1), 307-347.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=775815&pid=S0871-9187201900010001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Correia, L. (2001). Educa&ccedil;&atilde;o inclusiva ou educa&ccedil;&atilde;o apropriada? In D. Rodrigues (Org.), <i>Educa&ccedil;&atilde;o e diferen&ccedil;a: Valores e pr&aacute;ticas para uma educa&ccedil;&atilde;o inclusiva </i>(pp. 123-142). Porto: Porto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=775817&pid=S0871-9187201900010001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Correia, L. (2013). <i>Inclus&atilde;o e necessidades educativas especiais. Um guia para educadores e professores</i>. Porto: Porto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=775819&pid=S0871-9187201900010001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Creswell, J. (2014). <i>Investiga&ccedil;&atilde;o qualitativa e projeto de pesquisa: Escolhendo entre cinco abordagens.</i> Porto Alegre: Penso.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=775821&pid=S0871-9187201900010001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cruz, J., &amp; Dias, T. (2009). Trajet&oacute;ria escolar do surdo no ensino superior: Condi&ccedil;&otilde;es e possibilidades. <i>Revista Brasileira Educa&ccedil;&atilde;o Especial, 15</i>(1), 65-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=775823&pid=S0871-9187201900010001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Daroque, S. (2011). <i>Alunos surdos no ensino superior: Uma discuss&atilde;o necess&aacute;ria</i> (Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado). Universidade Metodista de Piracicaba,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=775825&pid=S0871-9187201900010001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Brasil.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Esteves, M. (2006). An&aacute;lise de conte&uacute;do. In J. Lima &amp; J. Pacheco (Orgs.), <i>Fazer investiga&ccedil;&atilde;o. Contributos para a elabora&ccedil;&atilde;o de disserta&ccedil;&otilde;es e </i>teses (pp. 105-126). Porto: Porto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=775827&pid=S0871-9187201900010001100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Estrela, A. (1986). <i>Teoria e pr&aacute;tica de observa&ccedil;&atilde;o de classes. Uma estrat&eacute;gia de forma&ccedil;&atilde;o de professores</i>. Lisboa, Portugal: INIC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=775829&pid=S0871-9187201900010001100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Garcia, E. C. (2015). <i>O que todo pedagogo precisa saber sobre LIBRAS: Os principais aspectos e a import&acirc;ncia da L&iacute;ngua Brasileira de Sinais</i>. Rio de Janeiro: Wak.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=775831&pid=S0871-9187201900010001100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gon&ccedil;alves, H., &amp; Festa, P. (2013).<i> </i>Metodologia do professor no ensino de alunos surdos.<i> Ensaios Pedag&oacute;gicos. Revista Eletr&ocirc;nica do Curso de Pedagogia das Faculdades OPET, 6,</i> 1-13. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.opet.com.br/faculdade/revista-pedagogia/pdf/n6/ARTIGO-PRISCILA.pdf"target="_blank">http://www.opet.com.br/faculdade/revista-pedagogia/pdf/n6/ARTIGO-PRISCILA.pdf</a><i></i>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=775833&pid=S0871-9187201900010001100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Laville, C., &amp; Dionne, J. (2007). <i>A constru&ccedil;&atilde;o do saber: Manual de metodologia da pesquisa em ci&ecirc;ncias humanas</i>. Porto Alegre, Brasil: Artmed &amp; Belo Horizonte: Editora UFMG.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=775834&pid=S0871-9187201900010001100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><b></b></p>     <!-- ref --><p>Marcon, A. (2012).<i> </i>O papel do tradutor/int&eacute;rprete de LIBRAS na compreens&atilde;o de conceitos pelo surdo. <i>ReVEL,</i> <i>10</i>(19), 233-249.<i> </i>Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.revel.inf.br/files/644681b81f2cb7f90f93b613729ef637.pdf"target="_blank">http://www.revel.inf.br/files/644681b81f2cb7f90f93b613729ef637.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=775836&pid=S0871-9187201900010001100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Minayo, M. (Org.). (2009).<i> Pesquisa social: Teoria, m&eacute;todo e criatividade</i> (28&ordf; ed.). Petr&oacute;polis: Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=775837&pid=S0871-9187201900010001100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Patatas, T., &amp; Sanches, I. (2017). Desafios da educa&ccedil;&atilde;o especial infantil em Angola. <i>Revista Lus&oacute;fona de Educa&ccedil;&atilde;o, 38</i>, 63-79.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=775839&pid=S0871-9187201900010001100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Quadros, R., &amp; Karnopp, L. (2004). <i>L&iacute;ngua Brasileira de Sinais: Estudos lingu&iacute;sticos</i>. Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=775841&pid=S0871-9187201900010001100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Robert, A., &amp; Bouillaguet, A. (1997). <i>L&rsquo;analyse de contenu</i>. Paris: PUF. </p>     <!-- ref --><p>Sanches, I. (2005). Compreender, agir, mudar, incluir. Da investiga&ccedil;&atilde;o-ac&ccedil;&atilde;o &agrave; educa&ccedil;&atilde;o inclusiva. <i>Revista Lus&oacute;fona de Educa&ccedil;&atilde;o, 5</i>, 127-142.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=775844&pid=S0871-9187201900010001100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Sanches, I. (2011a). Do ‘aprender para fazer&rsquo; ao ‘aprender fazendo&rsquo;: As pr&aacute;ticas de educa&ccedil;&atilde;o inclusiva na escola. <i>Revista Lus&oacute;fona de Educa&ccedil;&atilde;o, 19</i>, 135-156. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sanches, I. (2011b). <i>Em busca de indicadores de educa&ccedil;&atilde;o inclusiva. A &ldquo;voz&rdquo; dos professores de apoio sobre o que pensam, o que fazem e o que gostariam de fazer</i>. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es Universit&aacute;rias Lus&oacute;fonas. </p>     <!-- ref --><p>Sanches, I., &amp; Teodoro, A. (2007).<i> </i>Procurando indicadores de educa&ccedil;&atilde;o inclusiva: As pr&aacute;ticas dos professores de apoio educativo. <i>Revista Portuguesa de Educa&ccedil;&atilde;o, 20</i>(2), 105-149.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=775848&pid=S0871-9187201900010001100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Silva, M. (2008). Inclus&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o docente. <i>Eccos Revista Cient&iacute;fica</i>, <i>10</i>(2), 479-498.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=775850&pid=S0871-9187201900010001100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Silva, P. (2015). <i>A inclus&atilde;o do estudante surdo no ensino superior: Das percep&ccedil;&otilde;es de estudantes surdos e seus professores &agrave;s pr&aacute;ticas de sala de aula. Estudo de caso</i> (Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado). Universidade Lus&oacute;fona de Humanidades e Tecnologias, Lisboa, Portugal. Dispon&iacute;vel em <a href="http://recil.grupolusofona.pt/bitstream/handle/10437/6904/Disserta%C3%A7%C3%A3o_Polliana.pdf?sequence=1"target="_blank">http://recil.grupolusofona.pt/bitstream/handle/10437/6904/Disserta%C3%A7%C3%A3o_Polliana.pdf?sequence=1</a></p>     <!-- ref --><p>Stainback, S., &amp; Stainback, W. (1999). <i>Inclus&atilde;o: Um guia para educadores</i>. Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=775853&pid=S0871-9187201900010001100028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Stake, R. (2011). <i>Pesquisa qualitativa: Estudando como as coisas funcionam</i>. Porto Alegre: Penso.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=775855&pid=S0871-9187201900010001100029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Strobel, K. (2016). <i>As imagens do outro sobre a cultura surda</i>.<b> </b>&nbsp;Florian&oacute;polis: Ed. da UFSC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=775857&pid=S0871-9187201900010001100030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Legisla&ccedil;&atilde;o consultada</b></p>     <p>Lei n.&ordm; 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Lei de Diretrizes e Bases da Educa&ccedil;&atilde;o Nacional - LDBEN. Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o. Bras&iacute;lia, Brasil. Recuperado em 27&nbsp; maio, 2017, de <a href="http://portal.mec.gov.br/seed/arquivos/pdf/tvescola/leis/lein9394.pdf"target="_blank">http://portal.mec.gov.br/seed/arquivos/pdf/tvescola/leis/lein9394.pdf</a></p>     <p>Lei 10.436, de 24 de abril de 2002. Disp&otilde;e sobre a L&iacute;ngua Brasileira de Sinais - Libras e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias. Recuperado &nbsp;em 30 maio, 2017, de <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10436.htm"target="_blank">http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10436.htm</a></p>     <p>Lei n&ordm; 12.796, de 4 abril de 2013. Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembrode 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educa&ccedil;&atilde;o nacional, para dispor sobre a forma&ccedil;&atilde;o dos profissionais da educa&ccedil;&atilde;o e dar outras provid&ecirc;ncias. <a href="http://www.in.gov.br/materia/-/asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/content/id/30037356/do1-2013-04-05-lei-n-12-796-de-4-de-abril-de-2013-30037348"target="_blank">http://www.in.gov.br/materia/-/asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/content/id/30037356/do1-2013-04-05-lei-n-12-796-de-4-de-abril-de-2013-30037348</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para Correspond&ecirc;ncia</a><a name="c0"></a></p>     <p>Toda a correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo deve ser enviada para: Isabel Rodrigues Sanches</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Universidade Lus&oacute;fona de Humanidades e Tecnologias</p>     <p>Campo Grande, 376</p>     <p>1749-024 Lisboa – Portugal</p>     <p>Email: <a href="mailto:isabelrsanches@gmail.com">isabelrsanches@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido em 31 de agosto de 2018</p>     <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em 2 de maio de 2019</p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ansay]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A trajetória escolar de alunos surdos e a sua relação com a inclusão no ensino superior]]></source>
<year>2009</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Arcoverde]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Dos desencontros com a linguagem escrita a um encontro plurilinguístico]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Dorziat]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Estudos surdos: Diferentes olhares]]></source>
<year>2011</year>
<page-range>105-139</page-range><publisher-loc><![CDATA[Porto Alegre ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Mediação]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bardin]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Análise de conteúdo]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Edições 70]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bisol]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Valentini]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Simioni]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Zanchin]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estudantes surdos no ensino superior: Reflexões sobre a inclusão]]></article-title>
<source><![CDATA[Caderno de pesquisa]]></source>
<year>2010</year>
<volume>40</volume>
<numero>139</numero>
<issue>139</issue>
<page-range>147-172</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>Ministério da Educação^dSecretaria de Educação Especial no Brasil</collab>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Evolução da Educação Especial no Brasil]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>2006</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Colaço]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sanches]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Gerir a diversidade: Contributos da aprendizagem cooperativa para a construção de salas de aula inclusivas]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Portuguesa de Educação]]></source>
<year>2013</year>
<volume>26</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>307-347</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Correia]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Educação inclusiva ou educação apropriada]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Rodrigues]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Educação e diferença: Valores e práticas para uma educação inclusiva]]></source>
<year>2001</year>
<page-range>123-142</page-range><publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Porto Editora]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Correia]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Inclusão e necessidades educativas especiais: Um guia para educadores e professores]]></source>
<year>2013</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Porto Editora]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Creswell]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Investigação qualitativa e projeto de pesquisa: Escolhendo entre cinco abordagens]]></source>
<year>2014</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto Alegre ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Penso]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cruz]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dias]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Trajetória escolar do surdo no ensino superior: Condições e possibilidades]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Brasileira Educação Especial]]></source>
<year>2009</year>
<volume>15</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>65-80</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Daroque]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Alunos surdos no ensino superior: Uma discussão necessária]]></source>
<year>2011</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Esteves]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise de conteúdo]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Lima]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pacheco]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Fazer investigação: Contributos para a elaboração de dissertações e teses]]></source>
<year>2006</year>
<page-range>105-126</page-range><publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Porto Editora]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Estrela]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Teoria e prática de observação de classes: Uma estratégia de formação de professores]]></source>
<year>1986</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[INIC]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Garcia]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O que todo pedagogo precisa saber sobre LIBRAS: Os principais aspectos e a importância da Língua Brasileira de Sinais]]></source>
<year>2015</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Wak]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Festa]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Metodologia do professor no ensino de alunos surdos: Ensaios Pedagógicos]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Eletrônica do Curso de Pedagogia das Faculdades OPET]]></source>
<year>2013</year>
<volume>6</volume>
<page-range>1-13</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Laville]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dionne]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A construção do saber: Manual de metodologia da pesquisa em ciências humanas]]></source>
<year>2007</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto Alegre ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Artmed & Belo Horizonte: Editora UFMG]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Marcon]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O papel do tradutor/intérprete de LIBRAS na compreensão de conceitos pelo surdo]]></article-title>
<source><![CDATA[ReVEL]]></source>
<year>2012</year>
<volume>10</volume>
<numero>19</numero>
<issue>19</issue>
<page-range>233-249</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Minayo]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Pesquisa social: Teoria, método e criatividade]]></source>
<year>2009</year>
<edition>28ª</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Petrópolis ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Vozes]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Patatas]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sanches]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Desafios da educação especial infantil em Angola]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Lusófona de Educação]]></source>
<year>2017</year>
<volume>38</volume>
<page-range>63-79</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Quadros]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Karnopp]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Língua Brasileira de Sinais: Estudos linguísticos]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto Alegre ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Artmed]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Robert]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bouillaguet]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[L'analyse de contenu]]></source>
<year>1997</year>
<publisher-loc><![CDATA[Paris ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[PUF]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sanches]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Compreender, agir, mudar, incluir: Da investigação-acção à educação inclusiva]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Lusófona de Educação]]></source>
<year>2005</year>
<volume>5</volume>
<page-range>127-142</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sanches]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Do ‘aprender para fazer' ao ‘aprender fazendo': As práticas de educação inclusiva na escola]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Lusófona de Educação]]></source>
<year>2011</year>
<month>a</month>
<volume>19</volume>
<page-range>135-156</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sanches]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Em busca de indicadores de educação inclusiva: A “voz” dos professores de apoio sobre o que pensam, o que fazem e o que gostariam de fazer]]></source>
<year>2011</year>
<month>b</month>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Edições Universitárias Lusófonas]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sanches]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Teodoro]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Procurando indicadores de educação inclusiva: As práticas dos professores de apoio educativo]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Portuguesa de Educação]]></source>
<year>2007</year>
<volume>20</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>105-149</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Inclusão e formação docente]]></article-title>
<source><![CDATA[Eccos Revista Científica]]></source>
<year>2008</year>
<volume>10</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>479-498</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A inclusão do estudante surdo no ensino superior: Das percepções de estudantes surdos e seus professores às práticas de sala de aula. Estudo de caso]]></source>
<year>2015</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Stainback]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stainback]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Inclusão: Um guia para educadores]]></source>
<year>1999</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto Alegre ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Artmed]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Stake]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Pesquisa qualitativa: Estudando como as coisas funcionam]]></source>
<year>2011</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto Alegre ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Penso]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Strobel]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[As imagens do outro sobre a cultura surda]]></source>
<year>2016</year>
<publisher-loc><![CDATA[Florianópolis ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Ed. da UFSC]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
