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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Formação de Mediadores Sociais na Europa: Um projeto piloto]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[One of the challenges of today's society is to face with determination and quality the consequences of the multiple social, economic and political fragilities that are experienced worldwide. The several countries and organizations are thus committed to an urgent and adequate response to the fragility of social peace, in particular through strategies for the prevention and peaceful resolution of conflicts. Social mediation is one of the key strategies for promoting peace, justice and social cohesion. In order to respond to the recommendations contained in official European documents on the importance of social mediators in the construction of peaceful communities, a project financed by the European Community was implemented between 2013 and 2016, with the participation of five European countries. The main objective of the project was to design and experiment a training system for social mediators, inspired by the tradition of the Companions of the Tour de France through a collaborative action-research-training methodology. The methodology adopted was adequate for the continuous training and professionalization of social mediators and for the creation of a cooperation network between different institutions and professionals. The results show the appropriateness of the device in the achievement of the defined objectives and in the construction of a European area of ??mediation for social inclusion.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="fr"><p><![CDATA[L'un des défis de la société actuelle est de faire face avec détermination et qualité aux conséquences des multiples fragilités sociales, économiques et politiques vécues dans le monde entier. Les différents pays et organisations se sont ainsi engagés à apporter une réponse urgente et adéquate à la fragilité de la paix sociale, notamment par des stratégies de prévention et de règlement pacifique des conflits. La médiation sociale est l'une des stratégies clés pour promouvoir la paix, la justice et la cohésion sociale. Afin de répondre aux recommandations contenues dans les documents européens officiels sur l'importance des médiateurs sociaux dans la construction de communautés pacifiques, un projet financé par la Communauté Européenne a été mis en œuvre entre 2013 et 2016, avec la participation de cinq pays européens. L'objectif principal du projet était de concevoir et expérimenter un système de formation pour les médiateurs sociaux, inspiré par la tradition des Compagnons du Tour de France à travers une méthodologie collaborative d'action-recherche-formation. La méthodologie adoptée était adéquate pour la formation continue et la professionnalisation des médiateurs sociaux et pour la création d'un réseau de coopération entre différentes institutions et professionnels. Les résultats montrent la pertinence du dispositif dans la réalisation des objectifs définis et dans la construction d'un espace européen de médiation pour l'inclusion sociale.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS</b></p>     <p><b>Forma&ccedil;&atilde;o de Mediadores Sociais na Europa: Um projeto piloto</b></p>     <p><b>Training of Social Mediators in Europe: a pilot project</b></p>     <p><b>Formation de M&eacute;diateurs Sociaux dans l&rsquo;Europe: un projet pilote</b></p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Ana Maria Costa e Silva<a href="#a1">*</a><a name="topa1"></a>    <br>       <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"><a href="https://orcid.org/0000-0001-8598-7243">https://orcid.org/0000-0001-8598-7243</a><sup>i</sup></b></p>     
<p><b>S&iacute;lvia Cunha<a href="#a1">*</a><a name="topa1"></a>    <br>       <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"><a href="https://orcid.org/0000-0001-9337-3129">https://orcid.org/0000-0001-9337-3129</a><sup>ii</sup></b></p>     
<p><sup>i</sup> Departamento de Estudos Curriculares e Tecnologia Educativa, Instituto de Educa&ccedil;&atilde;o &amp; Centro de Estudos de Comunica&ccedil;&atilde;o e Sociedade (CECS), Universidade do Minho, Portugal.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup>ii</sup> Instituto de Educa&ccedil;&atilde;o &amp; Centro de Estudos de Comunica&ccedil;&atilde;o e Sociedade (CECS), Universidade do Minho, Portugal.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para Correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Um dos desafios da sociedade atual &eacute; enfrentar com determina&ccedil;&atilde;o e qualidade as consequ&ecirc;ncias das m&uacute;ltiplas fragilidades sociais, econ&oacute;micas e pol&iacute;ticas que se vivem a n&iacute;vel mundial. Os diversos pa&iacute;ses e organiza&ccedil;&otilde;es est&atilde;o, assim, comprometidos com uma resposta urgente e adequada &agrave; fragilidade da paz social, concretamente atrav&eacute;s de estrat&eacute;gias de preven&ccedil;&atilde;o e resolu&ccedil;&atilde;o pac&iacute;fica de conflitos. A media&ccedil;&atilde;o social &eacute; uma das estrat&eacute;gias fundamentais para promover a paz, a justi&ccedil;a e a coes&atilde;o social. No sentido de responder &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es inscritas em documentos oficiais europeus sobre a import&acirc;ncia dos mediadores sociais na constru&ccedil;&atilde;o de comunidades pac&iacute;ficas, foi implementado um projeto financiado pela Comunidade Europeia e executado entre 2013 e 2016, com a participa&ccedil;&atilde;o de cinco pa&iacute;ses europeus. O principal objetivo do projeto foi conceber e experimentar um dispositivo de forma&ccedil;&atilde;o de mediadores sociais, inspirado na tradi&ccedil;&atilde;o dos Companheiros do <i>Tour</i> de Fran&ccedil;a atrav&eacute;s de uma metodologia de a&ccedil;&atilde;o-investiga&ccedil;&atilde;o-forma&ccedil;&atilde;o colaborativa. A metodologia adotada revelou-se adequada &agrave; forma&ccedil;&atilde;o continuada e profissionaliza&ccedil;&atilde;o de mediadores sociais e &agrave; constitui&ccedil;&atilde;o de uma rede de coopera&ccedil;&atilde;o entre institui&ccedil;&otilde;es e profissionais diversos. Os resultados alcan&ccedil;ados evidenciam a pertin&ecirc;ncia do dispositivo na concretiza&ccedil;&atilde;o dos objetivos definidos e na constru&ccedil;&atilde;o de um espa&ccedil;o europeu da media&ccedil;&atilde;o para a inclus&atilde;o social.</p>     <p><b>Palavras-chave: </b>Media&ccedil;&atilde;o social; Mediadores; Forma&ccedil;&atilde;o; Investiga&ccedil;&atilde;o-a&ccedil;&atilde;o colaborativa</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>One of the challenges of today&rsquo;s society is to face with determination and quality the consequences of the multiple social, economic and political fragilities that are experienced worldwide. The several countries and organizations are thus committed to an urgent and adequate response to the fragility of social peace, in particular through strategies for the prevention and peaceful resolution of conflicts. Social mediation is one of the key strategies for promoting peace, justice and social cohesion. In order to respond to the recommendations contained in official European documents on the importance of social mediators in the construction of peaceful communities, a project financed by the European Community was implemented between 2013 and 2016, with the participation of five European countries. The main objective of the project was to design and experiment a training system for social mediators, inspired by the tradition of the Companions of the <i>Tour de France</i> through a collaborative action-research-training methodology. The methodology adopted was adequate for the continuous training and professionalization of social mediators and for the creation of a cooperation network between different institutions and professionals. The results show the appropriateness of the device in the achievement of the defined objectives and in the construction of a European area of ??mediation for social inclusion.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Keywords:</b>Social mediation; Mediators; Training; Collaborative action research</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>R&Eacute;SUM&Eacute;</b></p>     <p>L&rsquo;un des d&eacute;fis de la soci&eacute;t&eacute; actuelle est de faire face avec d&eacute;termination et qualit&eacute; aux cons&eacute;quences des multiples fragilit&eacute;s sociales, &eacute;conomiques et politiques v&eacute;cues dans le monde entier. Les diff&eacute;rents pays et organisations se sont ainsi engag&eacute;s &agrave; apporter une r&eacute;ponse urgente et ad&eacute;quate &agrave; la fragilit&eacute; de la paix sociale, notamment par des strat&eacute;gies de pr&eacute;vention et de r&egrave;glement pacifique des conflits. La m&eacute;diation sociale est l&rsquo;une des strat&eacute;gies cl&eacute;s pour promouvoir la paix, la justice et la coh&eacute;sion sociale. Afin de r&eacute;pondre aux recommandations contenues dans les documents europ&eacute;ens officiels sur l&rsquo;importance des m&eacute;diateurs sociaux dans la construction de communaut&eacute;s pacifiques, un projet financ&eacute; par la Communaut&eacute; Europ&eacute;enne a &eacute;t&eacute; mis en œuvre entre 2013 et 2016, avec la participation de cinq pays europ&eacute;ens. L&rsquo;objectif principal du projet &eacute;tait de concevoir et exp&eacute;rimenter un syst&egrave;me de formation pour les m&eacute;diateurs sociaux, inspir&eacute; par la tradition des Compagnons du Tour de France &agrave; travers une m&eacute;thodologie collaborative d&rsquo;action-recherche-formation. La m&eacute;thodologie adopt&eacute;e &eacute;tait ad&eacute;quate pour la formation continue et la professionnalisation des m&eacute;diateurs sociaux et pour la cr&eacute;ation d&rsquo;un r&eacute;seau de coop&eacute;ration entre diff&eacute;rentes institutions et professionnels. Les r&eacute;sultats montrent la pertinence du dispositif dans la r&eacute;alisation des objectifs d&eacute;finis et dans la construction d&rsquo;un espace europ&eacute;en de m&eacute;diation pour l&rsquo;inclusion sociale.</p>     <p><b>Mots-cl&eacute;s:</b> M&eacute;diation sociale ; M&eacute;diateurs ; Formation&nbsp; Recherche-action collaborative</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>     <blockquote>Sem d&uacute;vida, nas sociedades incertas e de risco em que vivemos, a media&ccedil;&atilde;o tem muito a seu favor. (Caride, 2016, p. 15)</blockquote>     <p></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em setembro de 2000, no &acirc;mbito do programa Oisin, realizou-se um semin&aacute;rio Europeu em Cr&eacute;teil, Fran&ccedil;a, no qual foi discutido o desafio da media&ccedil;&atilde;o social para enfrentar os problemas atuais das sociedades democr&aacute;ticas europeias (National Forum of Urban Affairs Professionals, 2000). De acordo com os 42 peritos europeus presentes, a media&ccedil;&atilde;o social apresenta-se como um novo m&eacute;todo de interven&ccedil;&atilde;o social, que promove a conviv&ecirc;ncia entre as pessoas, refor&ccedil;ando la&ccedil;os sociais e a preven&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia. Na conclus&atilde;o dos trabalhos desenvolvidos no &acirc;mbito deste semin&aacute;rio e numa tentativa de responder aos acontecimentos dos quais a sociedade global tem sido alvo, geradores de disputas, viol&ecirc;ncia e desconfian&ccedil;a m&uacute;tua, foi deixada a recomenda&ccedil;&atilde;o de que os estados da Uni&atilde;o Europeia (UE) deveriam promover pr&aacute;ticas de media&ccedil;&atilde;o social, desenvolver e apostar na forma&ccedil;&atilde;o, em pesquisas, em experi&ecirc;ncias inovadoras e avalia&ccedil;&otilde;es em conformidade com os pressupostos anteriormente avan&ccedil;ados (National Forum of Urban Affairs Professionals, 2000). A mesma recomenda&ccedil;&atilde;o foi deixada em outros semin&aacute;rios, como, por exemplo, no ocorrido em Bruxelas, em 2005 (Groupe de Travail d&rsquo;Eurom&eacute;diation, 2006). Neste semin&aacute;rio foi reafirmada a necessidade de se desenvolver uma pol&iacute;tica de media&ccedil;&atilde;o europeia. Contudo, &eacute; percet&iacute;vel que as atividades e din&acirc;micas relativas &agrave; media&ccedil;&atilde;o social continuam sem ganhar o reconhecimento e visibilidade esperados, encontrando-se em fase de expans&atilde;o. &Eacute; tamb&eacute;m importante desenvolver interc&acirc;mbios estruturados entre mediadores, organiza&ccedil;&otilde;es profissionais e institui&ccedil;&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o a n&iacute;vel europeu.</p>     <p>As reflex&otilde;es produzidas no &acirc;mbito dos semin&aacute;rios europeus antes referidos e os desafios colocados &agrave; sociedade atual estiveram na origem da conce&ccedil;&atilde;o de um projeto europeu focado na forma&ccedil;&atilde;o em media&ccedil;&atilde;o para a inclus&atilde;o social atrav&eacute;s da mobilidade europeia. Este projeto agregou um conjunto de parceiros europeus vinculados a organiza&ccedil;&otilde;es de media&ccedil;&atilde;o social e a institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior. O projeto centrou-se na forma&ccedil;&atilde;o de Mediadores/as para a Inclus&atilde;o Social, atrav&eacute;s da mobilidade europeia. Foi financiado pela Comunidade Europeia (Projeto <i>Arlekin</i>, refer&ecirc;ncia: 539947-LLP1-2013-1-FR-GRUNDTVIG-GMP) e teve a dura&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s anos (de outubro de 2013 a setembro de 2016). O projeto <i>Arlekin</i> tinha a finalidade de contribuir para a constru&ccedil;&atilde;o de um espa&ccedil;o europeu de Media&ccedil;&atilde;o para a Inclus&atilde;o Social (MIS), atrav&eacute;s da cria&ccedil;&atilde;o de uma rede de organiza&ccedil;&otilde;es profissionais e de forma&ccedil;&atilde;o, como suporte para a sua implementa&ccedil;&atilde;o. Para esse efeito, participaram neste projeto cinco pa&iacute;ses, nomeadamente Fran&ccedil;a, B&eacute;lgica, Espanha, It&aacute;lia e Portugal.</p>     <p>A MIS &eacute; um modo de interven&ccedil;&atilde;o social inovador e importante para responder aos novos desafios de coes&atilde;o social das sociedades contempor&acirc;neas. &Eacute; considerada uma metodologia de interven&ccedil;&atilde;o inovadora e adequada em diferentes contextos: em bairros, escolas, espa&ccedil;os e transportes p&uacute;blicos, associa&ccedil;&otilde;es sociais, com evid&ecirc;ncias expressas enquanto potenciadora da conviv&ecirc;ncia, da regula&ccedil;&atilde;o da vida coletiva, do acesso a direitos e da inclus&atilde;o social (Bonaf&eacute;-Schmitt, 2009; Divay, 2010; Neves, 2010; Silva et al., 2010). Para Divay (2010), &ldquo;a media&ccedil;&atilde;o social &eacute; de novo considerada como um modo de regula&ccedil;&atilde;o social eficaz, distinto da a&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores sociais e das for&ccedil;as de ordem&rdquo; (p. 139). Bonaf&eacute;-Schmitt (2009) sublinha a import&acirc;ncia da media&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o apenas como mat&eacute;ria intr&iacute;nseca &agrave; resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos mas enquanto regula&ccedil;&atilde;o social (p. 19). Neves (2010) considera que a media&ccedil;&atilde;o social &ldquo;&eacute; a voz dos atores sociais (e n&atilde;o a dos interventores) que d&aacute; in&iacute;cio aos processos de transforma&ccedil;&atilde;o&rdquo; (p. 40). No processo da media&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o trabalhadas compet&ecirc;ncias basilares que promovem a conviv&ecirc;ncia e facilitam, atrav&eacute;s da cria&ccedil;&atilde;o de pontes, o viver em sociedade. Neste sentido, a media&ccedil;&atilde;o social expressa-se numa diversidade de pr&aacute;ticas e cen&aacute;rios que precisam ser conhecidos e partilhados, potenciando a (trans)forma&ccedil;&atilde;o e formaliza&ccedil;&atilde;o dos saberes experienciais e a profissionaliza&ccedil;&atilde;o dos mediadores, bem como a visibilidade e o reconhecimento da media&ccedil;&atilde;o social. O projeto promoveu a implementa&ccedil;&atilde;o deste processo atrav&eacute;s de uma metodologia de investiga&ccedil;&atilde;o-a&ccedil;&atilde;o-forma&ccedil;&atilde;o colaborativa. </p>     <p>No semin&aacute;rio em Cr&eacute;teil (2000), a media&ccedil;&atilde;o social foi definida como um processo de cria&ccedil;&atilde;o e reconstru&ccedil;&atilde;o de rela&ccedil;&otilde;es sociais e resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos da vida quotidiana, em que um terceiro, imparcial e neutro, atrav&eacute;s de interc&acirc;mbios entre pessoas ou institui&ccedil;&otilde;es, ajuda a melhorar essas rela&ccedil;&otilde;es (National Forum of Urban Affairs Professionals, 2000, p. 128). Foi tamb&eacute;m considerado que outras pr&aacute;ticas t&ecirc;m sido desenvolvidas e denominadas por media&ccedil;&atilde;o social, as quais, embora adotem os mesmos objetivos e contem com a interven&ccedil;&atilde;o de um terceiro, este n&atilde;o tem necessariamente de cumprir as condi&ccedil;&otilde;es de imparcialidade ou neutralidade (National Forum of Urban Affairs Professionals, 2000). No entanto, considerou-se que, futuramente, estas pr&aacute;ticas e declara&ccedil;&otilde;es devem ser inclu&iacute;das numa reflex&atilde;o global acerca da media&ccedil;&atilde;o social, de modo a contribuir-se para a afirma&ccedil;&atilde;o de um marco te&oacute;rico mais sustentado e consistente.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. A media&ccedil;&atilde;o social na Europa: estado da arte e perspetivas face ao futuro</b></p>     <p>Com os m&uacute;ltiplos acontecimentos na sociedade contempor&acirc;nea, quest&otilde;es sociais de grande relev&acirc;ncia s&atilde;o levantadas. Falamos de assuntos relativos aos fluxos migrat&oacute;rios, aos refugiados, ao terrorismo, &agrave; pr&aacute;tica crescente de viol&ecirc;ncia, o acentuar das desigualdades, confrontos pol&iacute;ticos, desloca&ccedil;&atilde;o de pessoas fragilizadas em busca de abrigo e paz, entre outros, que potenciam heterogeneidades e disputas. O contributo da media&ccedil;&atilde;o social para responder a estas situa&ccedil;&otilde;es &eacute; fundamental, pois promove o di&aacute;logo e a escuta, favorece a aproxima&ccedil;&atilde;o e a constru&ccedil;&atilde;o da confian&ccedil;a m&uacute;tua com as pessoas e nas comunidades onde atua.</p>     <p>Tal como &eacute; referido no <i>Manifesto de Aubervilliers e Saint-Denis</i> (European Forum for Urban Security, 2012), a Europa est&aacute; submetida a desequil&iacute;brios e desigualdades que espoletam nos cidad&atilde;os europeus um estado de inquieta&ccedil;&atilde;o e fragilizam os la&ccedil;os sociais e a confian&ccedil;a no futuro, que, por sua vez, amea&ccedil;a a coes&atilde;o social, deixando emergir o ego&iacute;smo e o individualismo. Neste manifesto est&aacute; expresso que, apesar dos progressos consider&aacute;veis ao longo dos &uacute;ltimos 65 anos, a Europa n&atilde;o provoca ainda o sentimento de perten&ccedil;a aos seus cidad&atilde;os, o que fomenta um bloqueio no que respeita ao coletivismo entre os seus membros.</p>     <p>Desde o in&iacute;cio do s&eacute;culo que a media&ccedil;&atilde;o social tem vindo a expandir-se em m&uacute;ltiplos contextos, confirmando a sua relev&acirc;ncia face aos desafios da sociedade contempor&acirc;nea. De acordo com o National Forum of Urban Affairs Professionals (2000), a media&ccedil;&atilde;o social surge em resposta a problemas muito concretos da vida di&aacute;ria que, embora possam variar de um pa&iacute;s para outro, s&atilde;o compartilhados pela maioria dos pa&iacute;ses europeus. Neste F&oacute;rum foi expressa a necessidade e vontade de conhecer as iniciativas levadas a cabo nos diferentes pa&iacute;ses membros da UE, no sentido de potenciar interc&acirc;mbios que fomentassem melhores pr&aacute;ticas, partindo da seguinte quest&atilde;o: &ldquo;as experi&ecirc;ncias podem ser transpostas de um canto da Europa para outro?&rdquo; (National Forum of Urban Affairs Professionals, 2000, p. 31, trad. nossa). Concluiu-se que a &ldquo;pr&aacute;tica da media&ccedil;&atilde;o social no interior do quadro da Europa deve ser incentivada e desenvolvida&rdquo; (National Forum of Urban Affairs Professionals, 2000, p. 80, trad. nossa), recomendando-se a aposta na forma&ccedil;&atilde;o com vista ao desenvolvimento e consolida&ccedil;&atilde;o da media&ccedil;&atilde;o, um dos objetivos do projeto que aqui apresentamos.</p>     <p>A Carta de Refer&ecirc;ncia de Media&ccedil;&atilde;o Social <a href="#1">[1]</a><a name="top1"></a> refere que, durante anos, v&aacute;rias iniciativas foram desenvolvidas sob o termo gen&eacute;rico ‘media&ccedil;&atilde;o&rsquo;. Estas iniciativas pretendiam promover um modo de interven&ccedil;&atilde;o nas rela&ccedil;&otilde;es sociais baseadas no di&aacute;logo, tendendo a estabelecerem-se como um modo de regula&ccedil;&atilde;o social, incentivando a promo&ccedil;&atilde;o de la&ccedil;os sociais para melhorar as rela&ccedil;&otilde;es entre institui&ccedil;&otilde;es, grupos sociais e/ou indiv&iacute;duos. Esta dissemina&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncias que envolve a interven&ccedil;&atilde;o de um terceiro assume a designa&ccedil;&atilde;o de ‘media&ccedil;&atilde;o social&rsquo;. Ainda conforme o assinalado nessa Carta, estas pr&aacute;ticas criam din&acirc;micas locais reais que estimulam uma maior igualdade de oportunidades na sociedade, promovendo uma maior proximidade do p&uacute;blico com as institui&ccedil;&otilde;es <a href="#2">[2]</a><a name="top2"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O National Forum of Urban Affairs Professionals (2000), comparando a media&ccedil;&atilde;o tradicional com a media&ccedil;&atilde;o social, evidencia que a primeira interv&eacute;m quando as tens&otilde;es atingiram o n&iacute;vel expresso de conflito, enquanto a segunda interv&eacute;m prioritariamente numa fase antecedente; ou seja, &eacute; fundamentalmente um procedimento para prevenir dissid&ecirc;ncias e conflitos. Para al&eacute;m disso, a media&ccedil;&atilde;o social promove a capacita&ccedil;&atilde;o individual, preparando os intervenientes para assumirem a responsabilidade para a manuten&ccedil;&atilde;o da paz social e preven&ccedil;&atilde;o da criminalidade. Deste modo, a media&ccedil;&atilde;o social inscreve-se em valores sociais, visando a promo&ccedil;&atilde;o de uma melhor qualidade de vida, de direitos, da igualdade, do <i>empowerment</i> do indiv&iacute;duo, potenciando uma conviv&ecirc;ncia saud&aacute;vel e harmoniosa (Silva &amp; Cunha, 2015).</p>     <p>Neste seguimento, e de acordo com o exposto no documento do Forum Fran&ccedil;ais pour la S&eacute;curit&eacute; Urbaine (Pradet &amp; Moreau, 2010), a media&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute;, na sua pr&aacute;tica, limitada a quest&otilde;es relativas ao conflito, atuando tamb&eacute;m para (re)criar ou reparar o tecido social. Assim, neste documento &eacute; reconhecido que a media&ccedil;&atilde;o &eacute; uma reuni&atilde;o na qual as pessoas, atrav&eacute;s do di&aacute;logo, (com)partilham opini&otilde;es, express&otilde;es ou estados, para esclarecer um relacionamento, para entender uma situa&ccedil;&atilde;o, para promover a pacifica&ccedil;&atilde;o ou uma solu&ccedil;&atilde;o para um conflito, apoiadas numa estrutura &eacute;tica, garantida por um terceiro qualificado – o mediador. </p>     <p>De acordo com um dos v&aacute;rios documentos europeus, <i>La m&eacute;diation, les m&eacute;diations </i>(Groupe de Travail d&rsquo;Euromediation, 2006), a finalidade da media&ccedil;&atilde;o social &eacute; &ldquo;garantir a liga&ccedil;&atilde;o social entre a popula&ccedil;&atilde;o, associa&ccedil;&otilde;es e comunidade&rdquo; (p. 9, trad. nossa) e os seus objetivos passam por &ldquo;resolver conflitos e/ou melhorar as rela&ccedil;&otilde;es entre as pessoas e/ou institui&ccedil;&otilde;es; assegurar a liga&ccedil;&atilde;o entre os diferentes atores; observar as necessidades e dificuldades espec&iacute;ficas das comunidades; propor e estabelecer recomenda&ccedil;&otilde;es ao poder local&rdquo; (p. 10, trad. nossa). Percebemos que a media&ccedil;&atilde;o social &eacute; aqui entendida de modo mais amplo, evidenciando-se o prop&oacute;sito relativo &agrave; preven&ccedil;&atilde;o e resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos e estabelecimento de pontes que promovam os la&ccedil;os sociais (Zabatel, 2007). Ainda de acordo com o documento europeu antes referido, quando falamos em conflitos expressos, estes podem revelar ser a melhor ou a pior das coisas. Tudo depender&aacute; da forma como sejam abordados. A pior, quando o conflito &eacute; minimizado ou ignorado, uma vez que esta postura ir&aacute;, mais cedo ou mais tarde, provocar revoltas e conflitos c&iacute;clicos, deteriorando os la&ccedil;os sociais e promovendo atitudes individualistas e reativas. A melhor, quando o conflito &eacute; bem gerido e os envolvidos encontram uma solu&ccedil;&atilde;o que permita ultrapassar o conflito, aprendendo com o mesmo (Groupe de Travail d&rsquo;Euromediation, 2006). </p>     <p>Consideramos que a media&ccedil;&atilde;o &eacute; uma proposta inovadora e eficiente no &acirc;mbito da atua&ccedil;&atilde;o social, importante na sociedade contempor&acirc;nea, que, influenciada por diversos fatores, est&aacute; em expressa metamorfose. Assim, os modos de a&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento social devem acompanhar esta evolu&ccedil;&atilde;o, prevenindo e atuando com mais assertividade e de acordo com os valores aos quais globalmente se apela para a constru&ccedil;&atilde;o de sociedades sustent&aacute;veis, pac&iacute;ficas e justas (Centro de Informa&ccedil;&atilde;o Regional das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Europa Ocidental, 2016). </p>     <p>Assumindo a import&acirc;ncia da media&ccedil;&atilde;o na sociedade contempor&acirc;nea e a necessidade de um conhecimento alargado das suas diversas express&otilde;es, o projeto ao qual nos referimos teve como principais objetivos desenvolver a profissionaliza&ccedil;&atilde;o dos mediadores sociais de forma concertada a n&iacute;vel europeu e fomentar a visibilidade da media&ccedil;&atilde;o social. Para tal, uma das principais atividades do projeto consistiu na conce&ccedil;&atilde;o e experimenta&ccedil;&atilde;o de um dispositivo de forma&ccedil;&atilde;o em Media&ccedil;&atilde;o para a Inclus&atilde;o Social atrav&eacute;s da mobilidade europeia, que apresentamos nos pontos seguintes, bem como os principais resultados alcan&ccedil;ados.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. Metodologia</b></p>     <p>O projeto <i>Arlekin</i> <i>– Forma&ccedil;&atilde;o em Media&ccedil;&atilde;o para a Inclus&atilde;o Social atrav&eacute;s da mobilidade europeia</i> – inscreveu-se numa perspetiva de aprendizagem ao longo da vida, privilegiando a investiga&ccedil;&atilde;o-a&ccedil;&atilde;o-forma&ccedil;&atilde;o colaborativa em que as dimens&otilde;es experiencial, reflexiva e autoformativa foram consideradas como especialmente relevantes (Silva, Carvalho, Moisan, &amp; Fortec&ouml;ef, 2017).</p>     <p>A conce&ccedil;&atilde;o e experimenta&ccedil;&atilde;o do dispositivo de forma&ccedil;&atilde;o em Media&ccedil;&atilde;o para a Inclus&atilde;o Social (MIS) atrav&eacute;s da mobilidade europeia assentou na constru&ccedil;&atilde;o progressiva de uma Comunidade de Pr&aacute;tica e de Aprendizagem (CPA) que se foi desenvolvendo ao longo das v&aacute;rias fases da sua implementa&ccedil;&atilde;o. De acordo com Wenger (2001), as CPA privilegiam a aprendizagem situada e colaborativa, cujo potencial &eacute; cada vez mais reconhecido no contexto da aprendizagem ao longo da vida e do desenvolvimento profissional e organizacional. Podemos tamb&eacute;m definir as comunidades de aprendizagem como </p>     <p>espa&ccedil;os abertos de questionamento e reflex&atilde;o sobre tem&aacute;ticas espec&iacute;ficas, que albergam e celebram a diversidade de perspetivas disciplinares e o cruzamento de saberes pr&aacute;ticos e acad&eacute;micos. Imaginam-se como espa&ccedil;os de co-aprendizagem a partir de uma identifica&ccedil;&atilde;o inicial das experi&ecirc;ncias e dos saberes dos que as integram e de busca ativa de respostas para as perguntas que qualquer um possa formular no seu seio.(Silva, Piedade, Morgado, &amp; Ribeiro, 2016, p. 21)</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No &acirc;mbito deste projeto, a CPA constituiu-se inicialmente com os parceiros do projeto em torno dos objetivos do mesmo, sendo progressivamente alargada a outros mediadores e organiza&ccedil;&otilde;es de media&ccedil;&atilde;o, consubstanciando &ldquo;uma comunidade dialogante e participativa, transnacional, interdisciplinar e pluri-institucional que foi progredindo na comunica&ccedil;&atilde;o, participa&ccedil;&atilde;o e colabora&ccedil;&atilde;o, revendo e consolidando a finalidade e objetivos do Projeto&rdquo; (Silva et al., 2017, p. 73).</p>     <p>O dispositivo de forma&ccedil;&atilde;o inspirou-se na tradi&ccedil;&atilde;o dos <i>Companheiros do</i> <i>Tour de France</i><a href="#3">[3]</a><a name="top3"></a>, uma modalidade de forma&ccedil;&atilde;o que promove a aprendizagem do of&iacute;cio pelos aprendizes, junto de mestres, em diferentes cidades. No caso do <i>Tour</i> da Europa dos Mediadores Sociais, os Mediadores-Companheiros (MC) foram acolhidos por Mestres de Aprendizagem (MA), tamb&eacute;m mediadores, em institui&ccedil;&otilde;es de um outro pa&iacute;s europeu. Com estes observaram pr&aacute;ticas e partilharam aprendizagens nos seus contextos de trabalho. Esta (auto)forma&ccedil;&atilde;o-aprendizagem &ldquo;mondialogante&rdquo; (Faria-Fortec&ouml;ef, Moisan, &amp; Gonzalez-Monteagudo, 2014) concretizou-se numa trajet&oacute;ria – uma viagem pela Europa (experiencial e reflexiva) –, atrav&eacute;s do conhecimento e partilha de experi&ecirc;ncias biogr&aacute;ficas e profissionais entre os mediadores dos v&aacute;rios pa&iacute;ses envolvidos.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b><i>2.1. Objetivos</i></b></p>     <p>O projeto europeu <i>Arlekin</i> teve como objetivo geral o desenvolvimento da Media&ccedil;&atilde;o Social, favorecendo a sua visibilidade e a profissionaliza&ccedil;&atilde;o dos mediadores sociais de forma integrada e sustentada a n&iacute;vel europeu. </p>     <p>Com base na metodologia anteriormente referida, o dispositivo de forma&ccedil;&atilde;o-aprendizagem privilegiou os seguintes objetivos espec&iacute;ficos: i) Refletir sobre a pr&oacute;pria biografia profissional; ii) Identificar a experi&ecirc;ncia e os conhecimentos profissionais; iii) Conhecer pr&aacute;ticas de media&ccedil;&atilde;o para a inclus&atilde;o social noutros pa&iacute;ses; iv) Analisar as pr&aacute;ticas de media&ccedil;&atilde;o observadas; v) Conceber um documento para transmitir a experi&ecirc;ncia e aprendizagens da forma&ccedil;&atilde;o (Silva et al., 2017, p. 78).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><i>2.2. Participantes</i></b></p>     <p>Foram cinco os pa&iacute;ses envolvidos no projeto: B&eacute;lgica, Espanha, Fran&ccedil;a, It&aacute;lia e Portugal. Cada um destes pa&iacute;ses estava representado por uma institui&ccedil;&atilde;o de ensino superior (&eacute; o caso de Espanha, Fran&ccedil;a e Portugal) ou por uma institui&ccedil;&atilde;o de interven&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito da Media&ccedil;&atilde;o Social (B&eacute;lgica e It&aacute;lia). Para a implementa&ccedil;&atilde;o do dispositivo de forma&ccedil;&atilde;o, cada pa&iacute;s estabeleceu parcerias com institui&ccedil;&otilde;es com atua&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito da media&ccedil;&atilde;o para a inclus&atilde;o social, as quais enviaram e acolheram mediadores companheiros de outro pa&iacute;s, num total de 12 institui&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>No <i>Tour</i> da Europa experimental dos Mediadores Sociais (2016), participaram 12 MC e 12 MA, conforme a <a href="/img/revistas/rpe/v32n1/32n1a12t1.jpg" target="_blank">tabela</a> de mobilidade que se apresenta a seguir.</p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>Participaram mediadores e mediadoras com idades compreendidas entre os 27 e os 64 anos, com forma&ccedil;&otilde;es diversas que variavam entre o ensino secund&aacute;rio especializado e a licenciatura em diversas &aacute;reas do conhecimento (Comunica&ccedil;&atilde;o Social, Psicologia, Direito, Servi&ccedil;o Social, Antropologia e Literatura). Todos os participantes tinham experi&ecirc;ncia no &acirc;mbito da media&ccedil;&atilde;o para a inclus&atilde;o social e a maioria tinha forma&ccedil;&atilde;o especializada em media&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><i>2.3. Procedimentos e materiais</i></b></p>     <p>A conce&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o do dispositivo de forma&ccedil;&atilde;o contemplou um conjunto de condi&ccedil;&otilde;es pedag&oacute;gicas que permitiram a sua materializa&ccedil;&atilde;o e experimenta&ccedil;&atilde;o. Assumindo a metodologia de investiga&ccedil;&atilde;o-a&ccedil;&atilde;o-forma&ccedil;&atilde;o colaborativa, a formula&ccedil;&atilde;o dos objetivos, procedimentos e materiais pedag&oacute;gicos contou com a participa&ccedil;&atilde;o dos diferentes intervenientes, nomeadamente a equipa coordenadora do projeto (investigadores e professores), a equipa pedag&oacute;gica do <i>Tour</i> da Europa dos Mediadores (alguns elementos da equipa coordenadora do projeto e um mediador experiente) e os/as MC e MA. Neste contexto, foi assumida a coconstru&ccedil;&atilde;o do conjunto de suportes de forma&ccedil;&atilde;o e de a&ccedil;&atilde;o, valorizando a diversidade de olhares dos intervenientes, suas idiossincrasias e saberes, articulando os saberes te&oacute;ricos e os saberes experienciais que os diversos intervenientes aportaram antes, durante e ap&oacute;s a mobilidade (Silva et al., 2017, p. 77).</p>     <p>Para facilitar o processo de aprendizagem m&uacute;tua e experimentar este modelo de forma&ccedil;&atilde;o foram elaborados v&aacute;rios instrumentos de apoio para os/as MC e MA (cf. <a href="/img/revistas/rpe/v32n1/32n1a12t2.jpg" target="_blank">Tabela 2</a>). Estes instrumentos pedag&oacute;gicos foram concebidos com a inten&ccedil;&atilde;o de facilitar: i) a comunica&ccedil;&atilde;o entre os intervenientes e o conhecimento m&uacute;tuo; ii) a reflex&atilde;o e reconhecimento das aprendizagens; iii) a observa&ccedil;&atilde;o e conhecimento dos contextos e das pr&aacute;ticas; iv) o registo, an&aacute;lise, reflex&atilde;o e partilha das aprendizagens. </p>     
<p>Os instrumentos acima identificados foram concebidos com a inten&ccedil;&atilde;o de potenciar o processo de investiga&ccedil;&atilde;o-a&ccedil;&atilde;o-forma&ccedil;&atilde;o colaborativa, contemplando situa&ccedil;&otilde;es de an&aacute;lise e partilha de experi&ecirc;ncias profissionais em processos de media&ccedil;&atilde;o, bem como o contacto com diferentes contextos para a identifica&ccedil;&atilde;o e observa&ccedil;&atilde;o de casos ou situa&ccedil;&otilde;es de media&ccedil;&atilde;o, n&iacute;veis e formas de interven&ccedil;&atilde;o, balizados por crit&eacute;rios de &eacute;tica e deontologia profissional. Simultaneamente, este processo (auto)reflexivo proporcionou n&iacute;veis de forma&ccedil;&atilde;o colaborativa entre os mediadores (MA e MC) atrav&eacute;s de momentos de an&aacute;lise, registo e avalia&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias, t&eacute;cnicas e formas de acompanhamento de diferentes processos de media&ccedil;&atilde;o, estimulando um di&aacute;logo entre a pr&aacute;tica e a teoria e a constru&ccedil;&atilde;o de novos saberes profissionais (Silva et al., 2017, p.79).</p>     <p>Os instrumentos pedag&oacute;gicos foram disponibilizados a todos os participantes na mobilidade no s&iacute;tio <i>web</i> do projeto, num espa&ccedil;o especialmente concebido para o interc&acirc;mbio entre todos os MC e MA, o qual se designou de <i>Cayenne</i><i> Virtual</i>. Este espa&ccedil;o constituiu um recurso importante no <i>Tour</i> da Europa dos Mediadores, tal como a <i>Cayenne</i> – casa de acolhimento e encontro dos Companheiros do <i>Tour</i> de Fran&ccedil;a em diferentes cidades por onde passavam para aprenderem os of&iacute;cios. &Eacute; um lugar de rituais pr&oacute;prios de cada of&iacute;cio, onde os aprendizes se socializam nas normas, ritos e valores que constituem refer&ecirc;ncias espec&iacute;ficas e importantes a partilhar e aprender. No caso do dispositivo de forma&ccedil;&atilde;o dos mediadores sociais, este recurso foi adaptado aos meios atuais de comunica&ccedil;&atilde;o, tendo sido concebida uma ‘Casa Virtual&rsquo; que oferecia um espa&ccedil;o de interc&acirc;mbios entre todos os mediadores e a equipa pedag&oacute;gica, constitu&iacute;da por alguns elementos da equipa coordenadora do projeto e por um mediador experiente designado de <i>rouleur</i>. Este mediador profissional, que conhecia bem os problemas concretos da sua pr&aacute;tica numa organiza&ccedil;&atilde;o, era tamb&eacute;m um pedagogo que assumia o papel de ‘irm&atilde;o mais velho&rsquo; ou <i>‘rouleur&rsquo;</i> (designa&ccedil;&atilde;o do dispositivo do <i>Tour </i>de Fran&ccedil;a): ficava atento e &agrave; escuta dos MC e MA com vista a compreender as suas dificuldades (log&iacute;sticas, organizacionais e sobretudo pedag&oacute;gicas) e aconselhava como lhes fazer face. Presente nos diferentes semin&aacute;rios presenciais, estava igualmente dispon&iacute;vel para os contactos individuais antes, durante e ap&oacute;s o est&aacute;gio: no <i>Skype</i>, telefone, <i>WhatsApp</i> e <i>Cayenne</i><i> Virtual</i>.</p>     <p>A forma&ccedil;&atilde;o dos Mediadores Sociais atrav&eacute;s da mobilidade europeia concretizou-se num processo com v&aacute;rios tempos de forma&ccedil;&atilde;o colaborativa (Silva et al., 2017) e distribu&iacute;dos em quatro momentos fundamentais:</p>     <p>1. Semin&aacute;rio de forma&ccedil;&atilde;o de dois dias (Paris, Fran&ccedil;a, janeiro de 2016) com todos os MC e MA e com a equipa pedag&oacute;gica do dispositivo de forma&ccedil;&atilde;o, com o objetivo de se conhecerem mutuamente, partilharem as suas motiva&ccedil;&otilde;es e expectativas e conhecerem a metodologia do <i>Tour</i> da Europa dos Mediadores Sociais;</p>     <p>2. Est&aacute;gio de 12 dias atrav&eacute;s da imers&atilde;o dos MC em organiza&ccedil;&otilde;es e contextos de Media&ccedil;&atilde;o para a Inclus&atilde;o Social nos v&aacute;rios pa&iacute;ses participantes (cf. <a href="/img/revistas/rpe/v32n1/32n1a12t1.jpg" target="_blank">Tabela 1</a>), com o acompanhamento dos MA (janeiro de 2016). Para facilitar o trabalho de organiza&ccedil;&atilde;o e planifica&ccedil;&atilde;o das atividades a realizar foram concebidos e facultados v&aacute;rios instrumentos pedag&oacute;gicos de observa&ccedil;&atilde;o, reflex&atilde;o e registo, os quais facilitaram a organiza&ccedil;&atilde;o do di&aacute;rio de bordo dos/as MC e MA (cf. <a href="/img/revistas/rpe/v32n1/32n1a12t2.jpg" target="_blank">Tabela 2</a>); </p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>3. Semin&aacute;rio de um dia, imediatamente ap&oacute;s o est&aacute;gio, para partilha das experi&ecirc;ncias e avalia&ccedil;&atilde;o do est&aacute;gio com todos/as os/as MC e MA e a equipa pedag&oacute;gica, seguido de outro dia de jornadas de difus&atilde;o – Congresso Internacional de Media&ccedil;&atilde;o Social (Braga, Portugal, 26 e 27 de janeiro de 2016). Durante o semin&aacute;rio de avalia&ccedil;&atilde;o, os/as MC e MA fizeram um primeiro balan&ccedil;o individual e coletivo do est&aacute;gio e apresentaram um primeiro esbo&ccedil;o do <i>Chef</i><i> d&rsquo;Oeuvre</i>, para o qual tiveram o apoio e supervis&atilde;o da equipa coordenadora. No segundo dia apresentaram publicamente, no Congresso Internacional, uma s&iacute;ntese das aprendizagens realizadas durante o <i>Tour</i> da Europa (cf. Moisan, Silva, Fortec&ouml;ef, &amp; Buelens, 2016);</p>     <p>4. O quarto tempo de forma&ccedil;&atilde;o previsto neste dispositivo foi o da apresenta&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica e defesa dos trabalhos finais – <i>Chef</i><i> d&rsquo;Oeuvre </i>(Lun&eacute;ville, Fran&ccedil;a, setembro de 2016). A defesa foi realizada perante um j&uacute;ri europeu, composto por acad&eacute;micos e mediadores/as profissionais, em sess&atilde;o p&uacute;blica e participada pelos MC e MA <a href="#4">[4]</a><a name="top4"></a>. Tamb&eacute;m os/as MA redigiram um Relat&oacute;rio sobre o acompanhamento realizado, que foi avaliado pelo j&uacute;ri para que obtivessem o t&iacute;tulo de ‘Mestre de Aprendizagem do <i>Tour</i> da Europa&rsquo;. Ap&oacute;s a apresenta&ccedil;&atilde;o dos trabalhos, seguiu-se um dia de jornadas de difus&atilde;o – Jornadas Europeias de Media&ccedil;&atilde;o para a Inclus&atilde;o Social (Silva et al., 2017, p. 77).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>O <i>Chef</i><i> d&rsquo;Oeuvre </i>&eacute; uma designa&ccedil;&atilde;o recuperada do <i>Tour</i> de Fran&ccedil;a dos Companheiros; corresponde &agrave; ‘Obra-Prima&rsquo; que os Companheiros deveriam elaborar e apresentar documentando a sua ‘arte no of&iacute;cio&rsquo;, para assim obter o t&iacute;tulo de Companheiro. Tal como para os Companheiros do <i>Tour</i> de Fran&ccedil;a, &eacute; atrav&eacute;s da sua ‘obra&rsquo; que os/as MC testemunham a sua ‘capacidade de fazer&rsquo; e a aquisi&ccedil;&atilde;o do saber-fazer e dos saberes adquiridos. O ‘<i>Chef</i><i> d&rsquo;Oeuvre</i>&rsquo; dos Mediadores Companheiros corresponde ao Caderno de Viagem (cf. <a href="/img/revistas/rpe/v32n1/32n1a12t2.jpg" target="_blank">Tabela 2</a>) onde cada um/a regista as suas observa&ccedil;&otilde;es, entrevistas, discuss&otilde;es, descobertas, surpresas e impress&otilde;es. Cada um/a realiza esse trabalho com a paleta de recursos que desejar: desenhos, fotos, v&iacute;deos, montagens, texto, etc., concebendo-o num suporte virtual. </p>     
<p>Os diplomas de MC e MA foram atribu&iacute;dos no dia seguinte &agrave; apresenta&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, durante as Jornadas Europeias de Media&ccedil;&atilde;o para a Inclus&atilde;o Social que decorreram no mesmo local. </p>     <p>Para al&eacute;m destes quatro tempos espec&iacute;ficos de forma&ccedil;&atilde;o, o dispositivo contemplou o acompanhamento continuado dos mediadores, conforme as modalidades do dispositivo dos Companheiros do <i>Tour</i> de Fran&ccedil;a <a href="#5">[5]</a><a name="top5"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. Resultados da implementa&ccedil;&atilde;o do dispositivo de forma&ccedil;&atilde;o de mediadores sociais a n&iacute;vel europeu</b></p>     <p>A implementa&ccedil;&atilde;o e a avalia&ccedil;&atilde;o do dispositivo de forma&ccedil;&atilde;o em media&ccedil;&atilde;o social atrav&eacute;s da mobilidade europeia permitiram valid&aacute;-lo e consider&aacute;-lo adequado para a aprendizagem ao longo da vida dos mediadores sociais a n&iacute;vel europeu. Esta constata&ccedil;&atilde;o sustenta-se em v&aacute;rios aspetos observados: i) din&acirc;mica constru&iacute;da ao longo do processo pelos diversos participantes – MC, MA e equipa pedag&oacute;gica; ii) avalia&ccedil;&atilde;o oral efetuada pelos MC e MA nos semin&aacute;rios de forma&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o e no question&aacute;rio<i> online</i> preenchido alguns dias ap&oacute;s o <i>Tour</i> da Europa (final de setembro de 2016); iii) resultados expressos nos documentos produzidos pelos MC e MA (<i>Chef</i><i> d&rsquo;Oeuvre </i>e Relat&oacute;rios de Acompanhamento); iv) continuidade da partilha e interc&acirc;mbio entre os diferentes intervenientes, que vem sido mantida para al&eacute;m do per&iacute;odo previsto para a forma&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s da mobilidade.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>3.1. Forma&ccedil;&atilde;o dos Mediadores a partir do reconhecimento e reformula&ccedil;&atilde;o dos saberes adquiridos e partilhados</b></p>     <p>O dispositivo de forma&ccedil;&atilde;o-a&ccedil;&atilde;o est&aacute; predominantemente centrado no est&aacute;gio de imers&atilde;o num contexto espec&iacute;fico de um pa&iacute;s europeu envolvido no projeto. Todavia, para que os/as MC e MA possam aproveitar o m&aacute;ximo do est&aacute;gio, precisam estar preparados. Antes, ao longo e ap&oacute;s o est&aacute;gio devem refletir sobre a experi&ecirc;ncia e avali&aacute;-la de modo a mobilizar e partilhar as aprendizagens nos seus contextos profissionais. A forma&ccedil;&atilde;o pretende tamb&eacute;m construir um coletivo de pares – MC e MA – que sustente e apoie os/as candidatos/as e consolide as aprendizagens individuais. Os instrumentos pedag&oacute;gicos e os v&aacute;rios momentos de forma&ccedil;&atilde;o visam promover e facilitar a aprendizagem continuada dos mediadores sociais atrav&eacute;s da mobilidade europeia.</p>     <p>O modelo do dispositivo assegurou um processo formativo, atrav&eacute;s de um acompanhamento de investiga&ccedil;&atilde;o-a&ccedil;&atilde;o colaborativa, que partiu das experi&ecirc;ncias j&aacute; adquiridas pelos participantes e do seu questionamento biogr&aacute;fico para um reinvestimento dos saberes adquiridos em projetos futuros – individuais e coletivos. </p>     <p>Os documentos produzidos – <i>Chef</i><i> d&rsquo;Oeuvre</i> dos MC e Relat&oacute;rios de Acompanhamento dos MA – e a avalia&ccedil;&atilde;o final do <i>Tour</i> da Europa dos Mediadores Sociais validam o dispositivo e evidenciam as aprendizagens realizadas. Estas aprendizagens situam-se a diferentes n&iacute;veis, nomeadamente: </p>     <p>i) autoconhecimento, enquanto pessoa e profissional, como evidenciam os registos dos mediadores que transcrevemos em seguida:</p>     <p>     <blockquote>- &ldquo;Esta experi&ecirc;ncia permitiu-me distinguir entre a pessoa que eu sou e o papel de mediador em certos aspetos da minha pr&aacute;tica&rdquo; (MA5, Relat&oacute;rio de Acompanhamento, 10/09/2016);</blockquote>     <p></p>     <p>     <blockquote>- &ldquo;Permitiu-me repensar, acima de tudo, a import&acirc;ncia de ser mediador – a rela&ccedil;&atilde;o comigo mesmo (evitando sobrecargas emocionais)&rdquo; (MA3, question&aacute;rio final de avalia&ccedil;&atilde;o, 30/09/2016);</blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p>     <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; ii)&nbsp; conhecimentos sobre a media&ccedil;&atilde;o e as compet&ecirc;ncias do mediador, conforme se pode ler nas afirma&ccedil;&otilde;es abaixo:</p>     <p>     <blockquote>- &ldquo;O est&aacute;gio permitiu-me descobrir as diferentes formas de media&ccedil;&atilde;o, que abrem muitas portas&hellip; Esta oportunidade abriu-me os olhos, aprendi muito e encontrei material para fazer as coisas evolu&iacute;rem… eu descobri e descobri-me&rdquo; (MC1, <i>Chef</i><i> d&rsquo;Oeuvre</i>, 10/09/2016);</blockquote>     <p></p>     <p>     <blockquote>- &ldquo;A forma&ccedil;&atilde;o permitiu-me ter uma vis&atilde;o global do processo de media&ccedil;&atilde;o e tomar consci&ecirc;ncia das caracter&iacute;sticas e compet&ecirc;ncias do mediador&rdquo; (MA2, question&aacute;rio final de avalia&ccedil;&atilde;o, 30/09/2016);</blockquote>     <p></p>     <p>     <blockquote>- &ldquo;Estas ferramentas oferecem a oportunidade de ampliar ‘o meu olhar&rsquo; para o que significa a media&ccedil;&atilde;o social&rdquo; (MC10, question&aacute;rio final de avalia&ccedil;&atilde;o, 30/09/2016);</blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p>     <p>     <blockquote>- &ldquo;Esta experi&ecirc;ncia permitiu-me aprofundar os meus conhecimentos sobre uma media&ccedil;&atilde;o mais global, e perceber que a conce&ccedil;&atilde;o de media&ccedil;&atilde;o era muito diferente de um pa&iacute;s para outro. Isto permitiu-me compreender as dificuldades de um espa&ccedil;o comum para a promo&ccedil;&atilde;o da media&ccedil;&atilde;o, bem como as quest&otilde;es subjacentes que poderiam surgir: reconhecimento, enquadramento difuso, diversidade de pr&aacute;ticas e pol&iacute;ticas&rdquo; (MC6, <i>Chef</i><i> d&rsquo;Oeuvre</i>, 10/09/2016);</blockquote>     <p></p>     <p>     <blockquote>- &ldquo;&Eacute;, acima de tudo, um reconhecimento de nossas pr&aacute;ticas, a prova &eacute; a nossa participa&ccedil;&atilde;o; mas, ao mesmo tempo, enriquece a nossa vis&atilde;o desta profiss&atilde;o, porque observamos outras pr&aacute;ticas, adicionamos uma experi&ecirc;ncia, outro olhar, outra dimens&atilde;o a este trabalho&hellip; e isso &eacute; explicado pelo rico debate que tivemos em diferentes reuni&otilde;es&rdquo; (MA7, question&aacute;rio final de avalia&ccedil;&atilde;o, 30/09/2016);</blockquote>     <p></p>     <p>     <blockquote>- &ldquo;Na minha opini&atilde;o, isso permitiu que tanto o indiv&iacute;duo quanto o grupo capitalizassem o enriquecimento da experi&ecirc;ncia do <i>Tour</i> da Europa, passo a passo (Paris, Braga, Lun&eacute;ville). De facto, permitiu-nos parar, pensar, confrontar e sintetizar diferentes conceitos. Ent&atilde;o eu achei que foi uma maneira muito &uacute;til e eficaz para prosseguir o objetivo de uma formaliza&ccedil;&atilde;o compartilhada dos aspetos metodol&oacute;gicos da media&ccedil;&atilde;o social&rdquo; (MC3, question&aacute;rio final de avalia&ccedil;&atilde;o, 30/09/2016).</blockquote>     <p></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Pode, assim, observar-se que o dispositivo de forma&ccedil;&atilde;o contribuiu para que MC e MA refletissem sobre si mesmos e sobre as suas pr&aacute;ticas, as suas refer&ecirc;ncias, perten&ccedil;as, atribui&ccedil;&otilde;es, identifica&ccedil;&otilde;es, e para o seu reconhecimento coletivo como membros da fam&iacute;lia profissional de Mediadores.</p>     <p>Outro aspeto a sublinhar &eacute; a oportunidade formadora, tanto para os MC como para os MA, como se pode observar nas cita&ccedil;&otilde;es anteriores. A aprendizagem m&uacute;tua e colaborativa foi outra potencialidade do dispositivo de forma&ccedil;&atilde;o para a constru&ccedil;&atilde;o de uma comunidade de pr&aacute;tica e aprendizagem (cf. Brito &amp; Beca, 2016; Campinos-Dubernet &amp; Rodrigues, 2016; Ghobrini &amp; Aguirre, 2016; Jim&eacute;nez &amp; Ghibaudi, 2016; Russo &amp; Rorpach, 2016; Saladino &amp; Baudis, 2016).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3.2. Constru&ccedil;&atilde;o de uma comunidade de pr&aacute;tica e de aprendizagem</b></p>     <p>A din&acirc;mica constru&iacute;da ao longo do processo de mobilidade emerge nos semin&aacute;rios presenciais de forma&ccedil;&atilde;o e atrav&eacute;s dos meios comunicacionais postos &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o, nomeadamente a ‘Casa Virtual&rsquo; (no s&iacute;tio <i>web</i> do projeto) e o <i>WhatsApp</i> <a href="#6">[6]</a><a name="top6"></a>. Este &uacute;ltimo meio de comunica&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o estando previsto inicialmente, revelou-se um recurso espont&acirc;neo, especialmente acess&iacute;vel a todos os participantes e &aacute;gil na partilha de informa&ccedil;&otilde;es, de questionamentos, de reflex&otilde;es em tempo real. A utiliza&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea e generalizada do <i>WhatsApp</i> por todos os participantes permitiu a partilha de informa&ccedil;&otilde;es com recurso a diferentes suportes (fotografias, v&iacute;deos, textos…), possibilitando a rentabiliza&ccedil;&atilde;o do tempo e a intera&ccedil;&atilde;o em tempo real. Para al&eacute;m disso, tem permitido a dinamiza&ccedil;&atilde;o da comunidade de pr&aacute;tica e aprendizagem, conforme documentam as cita&ccedil;&otilde;es seguintes:</p>     <p>     <blockquote>- &ldquo;Arlekin… sempre uma bela experi&ecirc;ncia, intensa, sincera…&rdquo; (MC9, mensagem <i>WhatsApp</i>, 19/04/2017);</blockquote>     <p></p>     <p>     <blockquote>- &ldquo;Tornamos vivo este f&oacute;rum atrav&eacute;s das nossas experi&ecirc;ncias, da partilha das nossas a&ccedil;&otilde;es quotidianas e das reflex&otilde;es que produzimos sobre elas… &eacute; o objetivo deste grupo <i>WhatsApp</i>&rdquo; (MA12, mensagem <i>WhatsApp</i>, 30/01/2018).</blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p>     <p>A constitui&ccedil;&atilde;o da comunidade de pr&aacute;tica e de aprendizagem, n&atilde;o sendo um objetivo pr&eacute;vio e expl&iacute;cito do projeto, potenciou as dimens&otilde;es experiencial, reflexiva e autoformativa, que se quiseram privilegiar nesta modalidade de forma&ccedil;&atilde;o. Esta comunidade de pr&aacute;tica e de aprendizagem iniciou-se com a mobilidade dos Mediadores Sociais em 2016, mantendo-se e ampliando-se at&eacute; &agrave; atualidade atrav&eacute;s das partilhas e interc&acirc;mbios a diferentes n&iacute;veis: encontros presenciais (semin&aacute;rios de forma&ccedil;&atilde;o, jornadas abertas &agrave; comunidade), partilhas e interc&acirc;mbios de pr&aacute;ticas atrav&eacute;s dos meios virtuais; reflex&otilde;es e avalia&ccedil;&otilde;es atrav&eacute;s dos question&aacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o <i>online</i> e presencialmente, as quais t&ecirc;m constitu&iacute;do contributos importantes para a revis&atilde;o dos instrumentos utilizados e dos planos de forma&ccedil;&atilde;o dos semin&aacute;rios presenciais.</p>     <p>No <i>Tour </i>da Europa pretendeu-se identificar o que h&aacute; em comum nas pr&aacute;ticas de media&ccedil;&atilde;o social, respeitando as diversas formas da sua concretiza&ccedil;&atilde;o nos contextos espec&iacute;ficos de cada pa&iacute;s. Os mediadores exercem a profiss&atilde;o, a n&iacute;vel mundial e europeu, h&aacute; j&aacute; algumas d&eacute;cadas; todavia, a sua forma&ccedil;&atilde;o e regulamenta&ccedil;&atilde;o profissional ainda n&atilde;o se encontra formalizada. Este projeto contribuiu para um conhecimento mais amplo do exerc&iacute;cio da profiss&atilde;o de mediador em v&aacute;rios pa&iacute;ses europeus, proporcionando um levantamento e uma reflex&atilde;o conjunta sobre as pr&aacute;ticas de media&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o de mediadores, resultando na constitui&ccedil;&atilde;o de uma comunidade de aprendizagem que tem vindo a alargar-se. </p>     <p>O reconhecimento deste projeto-piloto ficou tamb&eacute;m refletido no relat&oacute;rio final de avalia&ccedil;&atilde;o do mesmo, onde pode ler-se: &ldquo;a ideia de adaptar um modelo antigo de forma&ccedil;&atilde;o &agrave;s necessidades de aprendizagem contempor&acirc;neas &eacute; fascinante. Ainda, porque esta modalidade inclui interc&acirc;mbios interculturais e intergeracionais&rdquo; (EACEA, 2017). </p>     <p>Os resultados conseguidos possibilitaram a valida&ccedil;&atilde;o do dispositivo e a candidatura e financiamento de um novo projeto europeu <i>Erasmus+</i>, que se encontra em curso desde dezembro de 2016. Assim, o conhecimento e a comunidade de pr&aacute;tica e aprendizagem v&ecirc;m-se ampliando, com a integra&ccedil;&atilde;o de sete pa&iacute;ses (Alemanha, B&eacute;lgica, Espanha, Fran&ccedil;a, It&aacute;lia, Luxemburgo e Portugal) e 32 MC e MA.</p>     <p>Os resultados alcan&ccedil;ados com a experimenta&ccedil;&atilde;o deste dispositivo de forma&ccedil;&atilde;o de mediadores confirmam a relev&acirc;ncia da forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua atrav&eacute;s da investiga&ccedil;&atilde;o-forma&ccedil;&atilde;o colaborativa em mobilidade europeia que responda a um perfil profissional para intervir em situa&ccedil;&otilde;es complexas e exigentes. </p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Conclus&otilde;es</b></p>     <p>A Media&ccedil;&atilde;o Social &eacute; uma pr&aacute;tica ainda emergente, contudo em expans&atilde;o e com grande relev&acirc;ncia nas sociedades contempor&acirc;neas. O seu desenvolvimento, reconhecimento e profissionaliza&ccedil;&atilde;o passa pela identifica&ccedil;&atilde;o da diversidade de pr&aacute;ticas, pelo seu conhecimento e partilha m&uacute;tua.</p>     <p>Neste sentido, a metodologia e modalidade da forma&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s da imers&atilde;o em contextos de pr&aacute;tica, permitiu: i) conhecer novos contextos e outras pr&aacute;ticas de media&ccedil;&atilde;o na Europa; ii) estabelecer interfaces entre os intervenientes de v&aacute;rias culturas e pa&iacute;ses; iii) criar sinergias entre os olhares e as vozes dos v&aacute;rios intervenientes no projeto, fomentando o sentimento de perten&ccedil;a a uma comunidade (Silva et al., 2017, p. 81). Os diferentes momentos de forma&ccedil;&atilde;o-a&ccedil;&atilde;o-investiga&ccedil;&atilde;o colaborativa constitu&iacute;ram contextos de aprender juntos, permitindo ressignificar as pr&aacute;ticas de media&ccedil;&atilde;o e a identidade profissional dos mediadores.&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os resultados alcan&ccedil;ados com a implementa&ccedil;&atilde;o do dispositivo de forma&ccedil;&atilde;o de mediadores sociais atrav&eacute;s da mobilidade europeia permitem reconhecer a import&acirc;ncia da forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua dos mediadores nesta modalidade de mobilidade. Esta experi&ecirc;ncia valida a diversidade de contextos em que os mediadores atuam para prevenir, gerir e resolver de forma cooperativa os conflitos a n&iacute;vel social, seja nas escolas, nas comunidades ou bairros, nos hospitais, nos estabelecimentos prisionais, nos transportes ou nos servi&ccedil;os p&uacute;blicos.</p>     <p>Esta experi&ecirc;ncia-piloto evidenciou tamb&eacute;m o que j&aacute; outros estudos revelaram (Bonaf&eacute;-Schmitt, 2017; Silva, 2015; Silva et al., 2010), nomeadamente que o saber dos mediadores &eacute; fundamentalmente um saber da experi&ecirc;ncia, uma experi&ecirc;ncia n&atilde;o-dita, n&atilde;o formalizada, um saber incorporado porque adquirido atrav&eacute;s da experi&ecirc;ncia.</p>     <p>Este projeto permitiu validar um dispositivo de forma&ccedil;&atilde;o em media&ccedil;&atilde;o e uma metodologia de investiga&ccedil;&atilde;o-a&ccedil;&atilde;o colaborativa e reconhecer que os/as MC e MA mostraram verdadeiro interesse em descobrir reciprocamente as pr&aacute;ticas de media&ccedil;&atilde;o social e os seus contextos em diferentes pa&iacute;ses europeus. Este facto sustenta que a homogeneiza&ccedil;&atilde;o desta atividade profissional nova e a sua evolu&ccedil;&atilde;o enquanto profiss&atilde;o s&atilde;o constru&iacute;das de baixo para cima: atrav&eacute;s da explicita&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas e dos saberes t&aacute;citos que aquelas desenvolvem para os mutualizar, conforme foi poss&iacute;vel observar pela expressividade e reflexividade nas partilhas que foram realizadas entre os Mediadores do <i>Tour da Europa</i>. &Eacute; tamb&eacute;m poss&iacute;vel afirmar a dimens&atilde;o europeia como o espa&ccedil;o adequado para a visibiliza&ccedil;&atilde;o da media&ccedil;&atilde;o social, da diversidade de pr&aacute;ticas, a sua externaliza&ccedil;&atilde;o e reconhecimento, hip&oacute;teses que continuar&atilde;o a ser validadas no projeto atualmente em curso – <i>Projeto CreE.A: Cr&eacute;ation d&rsquo;un Espace Europ&eacute;en de la M&eacute;diation Sociale</i> (ref.: 580448-EPP-1-2016-1-FR-EPPKA3-IPI-SOC-IN).</p>     <p>A comunidade em rede, iniciada com este projeto, tem ampliado as colabora&ccedil;&otilde;es a n&iacute;vel europeu, entre universidades, cidades e diversas redes de organismos sociais internacionais de media&ccedil;&atilde;o, de modo a potenciar interc&acirc;mbios estruturados entre os mediadores, quer ao n&iacute;vel das institui&ccedil;&otilde;es, quer das universidades, com o objetivo de partilharem e confrontarem as pr&aacute;ticas e as representa&ccedil;&otilde;es sobre as atividades de media&ccedil;&atilde;o social e constru&iacute;rem o espa&ccedil;o europeu da media&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Por&eacute;m, a forma&ccedil;&atilde;o dos mediadores n&atilde;o se esgota nesta modalidade de forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua, pelo que continua a ser importante a investiga&ccedil;&atilde;o e reflex&atilde;o sobre a forma&ccedil;&atilde;o inicial e especializada dos mediadores, tanto em Portugal como a n&iacute;vel internacional.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Agradecimentos e apoios</b></p>     <p>Agradecemos aos/&agrave;s participantes neste projeto: mediadores e mediadoras, equipa pedag&oacute;gica e equipa coordenadora.</p>     <p>Apoio: EACEA – Programme pour l&rsquo;&eacute;ducation et la formation tout au long de la vie – GRUNTVIG – 2013. Projeto <i>Formation &agrave; la m&eacute;diation pour l&rsquo;inclusion sociale par la mobilit&eacute; europ&eacute;enne – ARLEKIN</i>, refer&ecirc;ncia: 539947-LLP1-2013-1-FR-GRUNDTVIG-GMP.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Refer&ecirc;ncias </b></p>     <!-- ref --><p>Bonaf&eacute;-Schmitt, J.-P. (2009). Media&ccedil;&atilde;o, concilia&ccedil;&atilde;o, arbitragem: T&eacute;cnicas ou um novo modelo de regula&ccedil;&atilde;o social. In A. M. Silva &amp; M. A. Moreira (Orgs.), <i>Forma&ccedil;&atilde;o e media&ccedil;&atilde;o s&oacute;cio-educativa. Perspectivas te&oacute;ricas e pr&aacute;ticas </i>(pp. 15-40). Porto: Areal Editores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=776050&pid=S0871-9187201900010001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bonaf&eacute;-Schmitt, J.-P. (2017). Les enjeux de la formation &agrave; la m&eacute;diation. <i>N&eacute;gociations, 28,</i> 201-219. <a href="https://doi/10.3917/neg.028.0201"target="_blank">https://doi/10.3917/neg.028.0201</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=776052&pid=S0871-9187201900010001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Brito, C., &amp; Beca, E. (2016). Bonnes pratiques en m&eacute;diation sociale. In A. Moisan, A. M. C. Silva, C. Fortec&ouml;ef, &amp; N. Buelens (Eds.), <i>Le Tour d&rsquo;Europe des m&eacute;diateurs sociaux: De la valorisation de l&rsquo;exp&eacute;rience et la formation &agrave; la reconnaissance et la professionnalisation </i>(pp. 57-68). Braga: CECS. Retirado de <a href="http://www.lasics.uminho.pt/ojs/index.php/cecs_ebooks/issue/view/202"target="_blank">http://www.lasics.uminho.pt/ojs/index.php/cecs_ebooks/issue/view/202</a></p>     <p>Campinos-Dubernet, M., &amp; Rodrigues, C. V. (2016). Diversit&eacute; des formes de m&eacute;diation communautaires: De la r&eacute;gulation sociale au d&eacute;roulement d&rsquo;un v&eacute;ritable processus de m&eacute;diation. In A. Moisan, A. M. C. Silva, C. Fortec&ouml;ef, &amp; N. Buelens (Eds.), <i>Le Tour d&rsquo;Europe des m&eacute;diateurs sociaux: De la valorisation de l&rsquo;exp&eacute;rience et la formation &agrave; la reconnaissance et la professionnalisation </i>(pp. 23-35). Braga: CECS. Retirado de <a href="http://www.lasics.uminho.pt/ojs/index.php/cecs_ebooks/issue/view/202"target="_blank">http://www.lasics.uminho.pt/ojs/index.php/cecs_ebooks/issue/view/202</a></p>     <!-- ref --><p>Caride, J. A. (2016). La mediaci&oacute;n como pedagog&iacute;a social: Viejas realidades, nuevos retos para la intervenci&oacute;n social. In R. Vieira, J. Marques, P. Silva, A. Vieira, &amp; C. Margarido (Orgs.), <i>Pedagogias de media&ccedil;&atilde;o intercultural e interven&ccedil;&atilde;o social</i> (pp. 13-25). Porto: Edi&ccedil;&otilde;es Afrontamento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=776055&pid=S0871-9187201900010001200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Centro de Informa&ccedil;&atilde;o Regional das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Europa Ocidental. (2016). <i>Guia sobre desenvolvimento sustent&aacute;vel. 17 objetivos para transformar o nosso mundo</i>. Acedido em <a href="http://www.unric.org/pt/images/stories/2016/ods_2edicao_web_pages.pdf"target="_blank">http://www.unric.org/pt/images/stories/2016/ods_2edicao_web_pages.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=776057&pid=S0871-9187201900010001200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Divay, S. (2010). A no&ccedil;&atilde;o de profissionaliza&ccedil;&atilde;o no campo da media&ccedil;&atilde;o social. In J. Correia &amp; A. M. Silva (Orgs.), <i>Media&ccedil;&atilde;o: (D)os contextos e (d)os actores </i>(pp. 119-142). Porto: Edi&ccedil;&otilde;es Afrontamento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=776058&pid=S0871-9187201900010001200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>EACEA. (2017). <i>GRUNDTVIG (Final Report)</i>. Bruxelas: EACEA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=776060&pid=S0871-9187201900010001200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>European Forum for Urban Security. (2012). <i>Seguran&ccedil;a, democracia e cidades: O manifesto de Aubervilliers e Saint-Denis</i>. Paris, Fran&ccedil;a: European Forum for Urban Security. Retirado de <a href="https://efus.eu/files/2013/06/manifeste-PT-WEB.pdf"target="_blank">https://efus.eu/files/2013/06/manifeste-PT-WEB.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=776062&pid=S0871-9187201900010001200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Faria-Fortec&ouml;ef, C., Moisan, A., &amp; Gonzalez-Monteagudo, J. (2014, outubro). Comment l&rsquo;innovation revisite la tradition et la met &agrave; son service: La place de l&rsquo;autoformation dans le &laquo;Tour d&rsquo;Europe des m&eacute;diateurs sociaux&raquo;. Comunica&ccedil;&atilde;o apresentada no <i>8&eacute;me Colloque sur l&rsquo;auto-formation</i>. Strasbourg. Retirado de&nbsp;&nbsp; <a href="https://idus.us.es/xmlui/bitstream/handle/11441/76382/2014%20ArlekinAutoform.pdf?sequence=1"target="_blank">https://idus.us.es/xmlui/bitstream/handle/11441/76382/2014%20ArlekinAutoform.pdf?sequence=1</a><i></i></p>     <p>Ghobrini, H., &amp; Aguirre, A. A. (2016). Au-del&agrave; des repr&eacute;sentations. In A. Moisan, A. M. C. Silva, C. Fortec&ouml;ef, &amp; N. Buelens (Eds.), <i>Le Tour d&rsquo;Europe des m&eacute;diateurs sociaux: De la valorisation de l&rsquo;exp&eacute;rience et la formation &agrave; la reconnaissance et la professionnalisation </i>(pp. 11-22) Braga: CECS. Retirado de <a href="http://www.lasics.uminho.pt/ojs/index.php/cecs_ebooks/issue/view/202"target="_blank">http://www.lasics.uminho.pt/ojs/index.php/cecs_ebooks/issue/view/202</a></p>     <p>Groupe de Travail d&rsquo;Eurom&eacute;diation. (2006). <i>La m&eacute;diation, les m&eacute;diations. Glossaire</i>. Retirado de <a href="https://efus.eu/files/fileadmin/efus/pdf/EuroMediation-Glossaire.pdf"target="_blank">https://efus.eu/files/fileadmin/efus/pdf/EuroMediation-Glossaire.pdf</a></p>     <p>Jim&eacute;nez, T. M., &amp; Ghibaudi, G. (2016). Immersion &agrave; Turin, janvier 2016. In A. Moisan, A. M. C. Silva, C. Fortec&ouml;ef, &amp; N. Buelens (Eds.), <i>Le Tour d&rsquo;Europe des m&eacute;diateurs sociaux: De la valorisation de l&rsquo;exp&eacute;rience et la formation &agrave; la reconnaissance et la professionnalisation </i>(pp. 47-56) Braga: CECS. Retirado de <a href="http://www.lasics.uminho.pt/ojs/index.php/cecs_ebooks/issue/view/202"target="_blank">http://www.lasics.uminho.pt/ojs/index.php/cecs_ebooks/issue/view/202</a></p>     <p>Moisan, A., Silva, A. M. C., Fortec&ouml;ef, C., &amp; Buelens, N. (Eds.). (2016). <i>Le Tour d&rsquo;Europe des m&eacute;diateurs sociaux: De la valorisation de l&rsquo;exp&eacute;rience et la formation &agrave; la reconnaissance et la professionnalisation</i>.<i> </i>Braga: CECS. Retirado de&nbsp;<a href="http://www.lasics.uminho.pt/ojs/index.php/cecs_ebooks/issue/view/202"target="_blank">http://www.lasics.uminho.pt/ojs/index.php/cecs_ebooks/issue/view/202</a></p>     <!-- ref --><p>National Forum of Urban Affairs Professionals. (2000). <i>Social mediation and new methods of conflict resolution in daily life. Proceedings of the Seminar organised by the Interministerial Delegation for Urban Affairs under the French Presidency of the European Union</i>. Paris: Les &Eacute;ditions de la DIV. Retirado de <a href="http://www.ville.gouv.fr/IMG/pdf/mediation-english_cle2c344f.pdf"target="_blank">http://www.ville.gouv.fr/IMG/pdf/mediation-english_cle2c344f.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=776068&pid=S0871-9187201900010001200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Neves, T. (2010). Modelos de media&ccedil;&atilde;o social. In J. Correia &amp; A. M. Silva (Orgs.), <i>Media&ccedil;&atilde;o: (D)os contextos e (d)os actores</i> (pp. 33-43). Porto: Edi&ccedil;&otilde;es Afrontamento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=776069&pid=S0871-9187201900010001200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pradet, A., &amp; Moreau, D. (Reds.). (2010). <i>Franciliens tous m&eacute;diateurs!</i> Montreuil: Forum Fran&ccedil;ais pour la S&eacute;curit&eacute; Urbaine. Retirado de <a href="https://efus.eu/files/2011/01/Franciliens-tous-mediateurs.pdf"target="_blank">https://efus.eu/files/2011/01/Franciliens-tous-mediateurs.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=776071&pid=S0871-9187201900010001200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Russo, A. M., &amp; Rorpach, L. (2016). La ville de la m&eacute;diation: Bienvenue &agrave; l&rsquo;AFPAD. In A. Moisan, A. M. C. Silva, C. Fortec&ouml;ef, &amp; N. Buelens (Eds.), <i>Le Tour d&rsquo;Europe des m&eacute;diateurs sociaux: De la valorisation de l&rsquo;exp&eacute;rience et la formation &agrave; la reconnaissance et la professionnalisation </i>(pp. 36-46). Braga: CECS. Retirado de <a href="http://www.lasics.uminho.pt/ojs/index.php/cecs_ebooks/issue/view/202"target="_blank">http://www.lasics.uminho.pt/ojs/index.php/cecs_ebooks/issue/view/202</a></p>     <p>Saladino, L., &amp; Baudis, F. (2016). Un hiver plus solidaire, supportable et durable &agrave; Pantin avec la m&eacute;diation urbaine de nuit dans la rue. In A. Moisan, A. M. C. Silva, C. Fortec&ouml;ef, &amp; N. Buelens (Eds.), <i>Le Tour d&rsquo;Europe des m&eacute;diateurs sociaux: De la valorisation de l&rsquo;exp&eacute;rience et la formation &agrave; la reconnaissance et la professionnalisation </i>(pp. 69-78) Braga: CECS. Retirado de <a href="http://www.lasics.uminho.pt/ojs/index.php/cecs_ebooks/issue/view/202"target="_blank">http://www.lasics.uminho.pt/ojs/index.php/cecs_ebooks/issue/view/202</a></p>     <!-- ref --><p>Silva, A. M. C. (2015). <i>Assistentes sociais e mediadores: Construindo identidades</i>. Lisboa: Chiado Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=776074&pid=S0871-9187201900010001200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Silva, A. M. C., Caetano, A. P., Freire, I., Moreira, M. A., Freire, T., &amp; Ferreira, A. S. (2010). Novos actores no trabalho em educa&ccedil;&atilde;o: Os mediadores socioeducativos. <i>Revista Portuguesa de Educa&ccedil;&atilde;o, 23</i>(2), 119-151.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=776076&pid=S0871-9187201900010001200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Silva, A. M. C., Carvalho, M. L., Moisan, A., &amp; Fortec&ouml;ef, C. (2017). Arlekin: A collaborative action-research-training project without frontiers. <i>International Research Journal of Human Resources and Social Sciences, 4</i>(3), 66-87. Retirado de <a href="https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/45537/1/Silva_Ana_2017.et.al-IRJHRSC.pdf"target="_blank">https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/45537/1/Silva_Ana_2017.et.al-IRJHRSC.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=776078&pid=S0871-9187201900010001200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Silva, A. M. C., &amp; Cunha, S. (2015). Educating for sociability and learning for citizenship: Developing communicational skills and mediation in educational contexts. <i>International Journal of Humanities Social Sciences and Education, 2</i> 16-23. Retirado de <a href="https://www.arcjournals.org/pdfs/ijhsse/v2-i10/3.pdf"target="_blank">https://www.arcjournals.org/pdfs/ijhsse/v2-i10/3.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=776079&pid=S0871-9187201900010001200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Silva, A. M. C., Piedade, A., Morgado, M. &amp; Ribeiro, M. C. (2016). Media&ccedil;&atilde;o intercultural e territ&oacute;rio: Estrat&eacute;gias e desafios. In Alto Comissariado para as Migra&ccedil;&otilde;es, I.P. (Coord.), <i>Entre iguais e diferentes: A media&ccedil;&atilde;o intercultural – Atas das I Jornadas da Rede de Ensino Superior para a Media&ccedil;&atilde;o Intercultural </i>(pp. 9-29). Lisboa, Portugal: Alto Comissariado para as Migra&ccedil;&otilde;es, I.P. Retirado de <a href="http://repositorio.esepf.pt/bitstream/20.500.11796/2374/1/Atas_RESMI_final.pdf"target="_blank">http://repositorio.esepf.pt/bitstream/20.500.11796/2374/1/Atas_RESMI_final.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=776080&pid=S0871-9187201900010001200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Wenger, E. (2001). <i>Comunidades de pr&aacute;ctica. Aprendizaje, significado e identidad</i>. Barcelona, Espa&ntilde;a: Paid&oacute;s.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=776081&pid=S0871-9187201900010001200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Zabatel, E. C. (2007). Breve ensayo sobre lo posible. In R. Baquero, G. Diker, &amp; G. Frigerio (Eds.), <i>Las formas de lo escolar</i> (pp. 305-319). Buenos Aires: Del Estante Editorial.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=776083&pid=S0871-9187201900010001200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para Correspond&ecirc;ncia</a><a name="c0"></a></p>     <p>Toda a correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo deve ser enviada para: Ana Maria Costa e Silva</p>     <p>Instituto de Educa&ccedil;&atilde;o, Universidade do Minho</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Campus de Gualtar</p>     <p>4710-057 Braga, Portugal</p>     <p>Email: <a href="mailto:anasilva@ie.uminho.pt">anasilva@ie.uminho.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido em 7 de janeiro de 2018</p>     <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em 17 de abril de 2019</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p><a name="1"></a><a href="#top1">[1]</a>Retirado de <a href="https://www.cofrimi.com/images/PDF/Charte.Med.Soc.pdf"target="_blank">https://www.cofrimi.com/images/PDF/Charte.Med.Soc.pdf</a></p>     <p><a name="2"></a><a href="#top2">[2]</a> Retirado de <a href="https://www.cofrimi.com/images/PDF/Charte.Med.Soc.pdf"target="_blank">https://www.cofrimi.com/images/PDF/Charte.Med.Soc.pdf</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="3"></a><a href="#top3">[3]</a> Consultar <i>F&eacute;d&eacute;ration Compagnonnique</i>, <i>Le Tour de France des Compagnons</i>, em <a href="http://compagnonsdutourdefrance.org/pages/le-tour-de-france"target="_blank">http://compagnonsdutourdefrance.org/pages/le-tour-de-france</a></p>     <p><a name="4"></a><a href="#top4">[4]</a>Algumas imagens podem ser observadas em <a href="https://www.cree-a.eu/tour-deurope/"target="_blank">https://www.cree-a.eu/tour-deurope/</a> - <i>1ER TOUR D&rsquo;EUROPE 2016, </i>in <a href="https://www.cree-a.eu/"target="_blank">https://www.cree-a.eu/</a></p>     <p><a name="5"></a><a href="#top5">[5]</a>Consultar <a href="http://compagnonsdutourdefrance.org/pages/le-tour-de-france"target="_blank">http://compagnonsdutourdefrance.org/pages/le-tour-de-france</a></p>     <p><a name="6"></a><a href="#top6">[6]</a> Conferir em <a href="https://www.cree-a.eu/tour-deurope/"target="_blank">https://www.cree-a.eu/tour-deurope/</a> - <i>** LA CAYENNE, in</i> <a href="https://www.cree-a.eu/"target="_blank">https://www.cree-a.eu/</a></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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