<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0871-9187</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Educação]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. Port. de Educação]]></abbrev-journal-title>
<issn>0871-9187</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Centro de Investigação em Educação. Instituto de Educação da Universidade do Minho]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0871-91872019000200007</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.21814/rpe.17657</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Uma reflexão sobre um processo de transformação de práticas pedagógicas nos espaços exteriores em contextos de educação de infância]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Thinking about a transformation process concerning outdoor pedagogical practices in early years settings]]></article-title>
<article-title xml:lang="fr"><![CDATA[Une réflexion sur un processus de transformation des pratiques pédagogiques dans les espaces extérieurs dans des contextes d'enfance]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bento]]></surname>
<given-names><![CDATA[Gabriela]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A1"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Portugal]]></surname>
<given-names><![CDATA[Gabriela]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A1"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="AA1">
<institution><![CDATA[,Universidade de Aveiro Centro de Investigação em Didática e Tecnologia na Formação de Formadores - CIDTFF ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="AA2">
<institution><![CDATA[,Universidade de Aveiro Departamento de Educação e Psicologia ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2019</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2019</year>
</pub-date>
<volume>32</volume>
<numero>2</numero>
<fpage>91</fpage>
<lpage>106</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0871-91872019000200007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0871-91872019000200007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0871-91872019000200007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[A investigação realizada sobre espaços exteriores em contextos educativos aponta para cenários de desinvestimento e de desvalorização destes ambientes, apesar do seu contributo para a aprendizagem e desenvolvimento das crianças. A implementação de mudanças que potenciem uma valorização efetiva do brincar ao ar livre, em contextos de educação de infância, pressupõe a conceção de processos formativos que ajudem os profissionais de educação a transformar práticas enraizadas. Em resposta ao interesse manifestado por duas equipas de profissionais de educação de infância portugueses, desenvolvemos uma formação em contexto destinada à melhoria das práticas pedagógicas ao ar livre. Neste artigo apresentamos uma reflexão crítica sobre dimensões que emergiram a partir do processo formativo vivido e que parecem influenciar a concretização e sustentabilidade da mudança (disposição para a mudança; trabalho de equipa; recursos e equipamentos; envolvimento das famílias; imagens de criança, de aprendizagem e papel do adulto). Dentro destas dimensões, que se interligam, sobressaem desarticulações entre discursos e práticas, situando-se os principais desafios ao nível da transformação da imagem de criança e da consequente ação do educador, o que exige desenvolvimento de atitude crítica, avaliativa e reflexiva.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Research on outdoor spaces in education settings points to scenarios of disinvestment and devaluation of these environments, despite their contribution to children s learning and development. To introduce changes in professionals rooted practices and to promote an effective valuation of outdoor play, formative programs provide an important contribute. In response to the interest expressed by two teams of early childhood Portuguese professionals, we developed an in-context formative program aimed at improving outdoor pedagogical practices. In this article we present a critical reflection on dimensions that emerged from the formative process and that seem to influence pedagogical transformation in the outdoor practices (will to change, teamwork, resources and equipment, families involvement, conceptual images about children, learning and the adult role). The discussed dimensions are interconnected and reveal incongruences between professionals speeches and practices. Major challenges in promoting outdoor play practices arise from professionals views about children, so pedagogical transformation demands the development of a conscientiously attitude of self-evaluation and reflection.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="fr"><p><![CDATA[La recherche sur les espaces extérieurs dans les établissements d enseignement met en évidence des scénarios de désinvestissement et de dévaluation de ces environnements, malgré leur contribution à l apprentissage et au développement des enfants. Pour introduire des changements dans les pratiques habituelles des professionnels et promouvoir une valorisation efficace du jeu en plein air, des programmes de formation peuvent apporter une contribution importante. En réponse à l'intérêt exprimé par deux équipes de professionnels Portugais de la petite enfance, nous avons développé un programme de formation en contexte visant à améliorer les pratiques pédagogiques en plein air. Dans cet article, nous présentons une réflexion critique sur les dimensions issues du processus de formation et qui semblent influencer la transformation pédagogique des pratiques de plein air (volonté de changement, travail d'équipe, ressources et équipements, implication des familles, image d enfant, apprentissage et rôle de l adulte). Les dimensions analysées sont interconnectées et révèlent des incohérences entre les discours et les pratiques des professionnels. Les perspectives des professionnels sur les enfants représentent un défi majeur pour la promotion des pratiques de jeu en plein air. La transformation pédagogique exige donc le développement d une attitude consciente d auto-évaluation et de réflexion.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Educação de infância]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Práticas educativas]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Brincar ao ar livre]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Mudança pedagógica]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Early childhood education]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Educational practices]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Outdoor play]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Pedagogical change]]></kwd>
<kwd lng="fr"><![CDATA[Éducation préscolaire]]></kwd>
<kwd lng="fr"><![CDATA[Pratiques éducatives]]></kwd>
<kwd lng="fr"><![CDATA[Jeu en plein air]]></kwd>
<kwd lng="fr"><![CDATA[Transformation pédagogique]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Uma reflex&atilde;o sobre um processo de transforma&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas nos espa&ccedil;os exteriores em contextos de educa&ccedil;&atilde;o de inf&acirc;ncia</b></p>     <p><b>Thinking about a transformation process concerning outdoor pedagogical practices in early years settings</b></p>     <p><b>Une r&eacute;flexion sur un processus de transformation des pratiques p&eacute;dagogiques dans les espaces ext&eacute;rieurs dans des contextes d&rsquo;enfance</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Gabriela Bento</b><sup>i</sup>    <br>     <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"><a href="https://orcid.org/0000-0003-4113-5692">https://orcid.org/0000-0003-4113-5692</a></p>     
<p><b>Gabriela Portugal</b><sup>i, ii</sup>    <br>     <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"><a href="https://orcid.org/0000-0001-5557-3357">https://orcid.org/0000-0001-5557-3357</a></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup>i</sup>Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Did&aacute;tica e Tecnologia na Forma&ccedil;&atilde;o de Formadores – CIDTFF, Universidade de Aveiro, Portugal</p>     <p><sup>ii</sup>Departamento de Educa&ccedil;&atilde;o e Psicologia, Universidade de Aveiro, Portugal</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para Correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A investiga&ccedil;&atilde;o realizada sobre espa&ccedil;os exteriores em contextos educativos aponta para cen&aacute;rios de desinvestimento e de desvaloriza&ccedil;&atilde;o destes ambientes, apesar do seu contributo para a aprendizagem e desenvolvimento das crian&ccedil;as. A implementa&ccedil;&atilde;o de mudan&ccedil;as que potenciem uma valoriza&ccedil;&atilde;o efetiva do brincar ao ar livre, em contextos de educa&ccedil;&atilde;o de inf&acirc;ncia, pressup&otilde;e a conce&ccedil;&atilde;o de processos formativos que ajudem os profissionais de educa&ccedil;&atilde;o a transformar pr&aacute;ticas enraizadas. Em resposta ao interesse manifestado por duas equipas de profissionais de educa&ccedil;&atilde;o de inf&acirc;ncia portugueses, desenvolvemos uma forma&ccedil;&atilde;o em contexto destinada &agrave; melhoria das pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas ao ar livre. Neste artigo apresentamos uma reflex&atilde;o cr&iacute;tica sobre dimens&otilde;es que emergiram a partir do processo formativo vivido e que parecem influenciar a concretiza&ccedil;&atilde;o e sustentabilidade da mudan&ccedil;a (disposi&ccedil;&atilde;o para a mudan&ccedil;a; trabalho de equipa; recursos e equipamentos; envolvimento das fam&iacute;lias; imagens de crian&ccedil;a, de aprendizagem e papel do adulto). Dentro destas dimens&otilde;es, que se interligam, sobressaem desarticula&ccedil;&otilde;es entre discursos e pr&aacute;ticas, situando-se os principais desafios ao n&iacute;vel da transforma&ccedil;&atilde;o da imagem de crian&ccedil;a e da consequente a&ccedil;&atilde;o do educador, o que exige desenvolvimento de atitude cr&iacute;tica, avaliativa e reflexiva.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Educa&ccedil;&atilde;o de inf&acirc;ncia; Pr&aacute;ticas educativas; Brincar ao ar livre; Mudan&ccedil;a pedag&oacute;gica</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Research on outdoor spaces in education settings points to scenarios of disinvestment and devaluation of these environments, despite their contribution to children&rsquo;s learning and development. To introduce changes in professionals&rsquo; rooted practices and to promote an effective valuation of outdoor play, formative programs provide an important contribute. In response to the interest expressed by two teams of early childhood Portuguese professionals, we developed an in-context formative program aimed at improving outdoor pedagogical practices. In this article we present a critical reflection on dimensions that emerged from the formative process and that seem to influence pedagogical transformation in the outdoor practices (will to change, teamwork, resources and equipment, families&rsquo; involvement, conceptual images about children, learning and the adult role). The discussed dimensions are interconnected and reveal incongruences between professionals&rsquo; speeches and practices. Major challenges in promoting outdoor play practices arise from professionals&rsquo; views about children, so pedagogical transformation demands the development of a conscientiously attitude of self-evaluation and reflection.</p>     <p><b>Keywords:</b> Early childhood education; Educational practices; Outdoor play; Pedagogical change</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>R&Eacute;SUM&Eacute;</b></p>     <p>La recherche sur les espaces ext&eacute;rieurs dans les &eacute;tablissements d&rsquo;enseignement met en &eacute;vidence des sc&eacute;narios de d&eacute;sinvestissement et de d&eacute;valuation de ces environnements, malgr&eacute; leur contribution &agrave; l&rsquo;apprentissage et au d&eacute;veloppement des enfants. Pour introduire des changements dans les pratiques habituelles des professionnels et promouvoir une valorisation efficace du jeu en plein air, des programmes de formation peuvent apporter une contribution importante. En r&eacute;ponse &agrave; l&rsquo;int&eacute;r&ecirc;t exprim&eacute; par deux &eacute;quipes de professionnels Portugais de la petite enfance, nous avons d&eacute;velopp&eacute; un programme de formation en contexte visant &agrave; am&eacute;liorer les pratiques p&eacute;dagogiques en plein air. Dans cet article, nous pr&eacute;sentons une r&eacute;flexion critique sur les dimensions issues du processus de formation et qui semblent influencer la transformation p&eacute;dagogique des pratiques de plein air (volont&eacute; de changement, travail d&rsquo;&eacute;quipe, ressources et &eacute;quipements, implication des familles, image d&rsquo;enfant, apprentissage et r&ocirc;le de l&rsquo;adulte). Les dimensions analys&eacute;es sont interconnect&eacute;es et r&eacute;v&egrave;lent des incoh&eacute;rences entre les discours et les pratiques des professionnels. Les perspectives des professionnels sur les enfants repr&eacute;sentent un d&eacute;fi majeur pour la promotion des pratiques de jeu en plein air. La transformation p&eacute;dagogique exige donc le d&eacute;veloppement d&rsquo;une attitude consciente d&rsquo;auto-&eacute;valuation et de r&eacute;flexion.</p>     <p><b>Mots-cl&eacute;s</b> &Eacute;ducation pr&eacute;scolaire; Pratiques &eacute;ducatives; Jeu en plein air; Transformation p&eacute;dagogique</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A investiga&ccedil;&atilde;o em torno do brincar nos espa&ccedil;os exteriores em contextos de educa&ccedil;&atilde;o de inf&acirc;ncia (CEI) tem crescido de forma significativa nos &uacute;ltimos anos (Bento, 2017; Bento & Costa, 2018; Figueiredo, 2015; Lysklett & Berger, 2016; Olsen & Smith, 2017; Tremblay et al., 2015). A grande aten&ccedil;&atilde;o a esta tem&aacute;tica, em parte, dever-se-&aacute; &agrave; preocupa&ccedil;&atilde;o com os crescentes n&iacute;veis de sedentarismo e obesidade infantil, generaliza&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas de escolariza&ccedil;&atilde;o precoce, experi&ecirc;ncias di&aacute;rias muito afastadas do meio natural e fortemente dependentes das tecnologias, situa&ccedil;&otilde;es que podem ter repercuss&otilde;es negativas no desenvolvimento harmonioso e saud&aacute;vel de crian&ccedil;as e jovens (Frost, 2012; Ginsburg, 2007; Singer, Singer, D&rsquo;Agostino, & DeLong, 2009). Neste quadro, enfatiza-se o papel da creche/jardim de inf&acirc;ncia ou da escola na educa&ccedil;&atilde;o para estilos de vida mais saud&aacute;veis e sustent&aacute;veis. A promo&ccedil;&atilde;o do brincar ao ar livre em contextos de educa&ccedil;&atilde;o de inf&acirc;ncia pode ser entendida como op&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica, orientada para contrariar tend&ecirc;ncias de inatividade e responder aos desafios relacionados com sociedades cada vez mais tecnol&oacute;gicas e afastadas do meio natural.</p>     <p>Em Portugal, o investimento pol&iacute;tico, social e educativo no brincar ao ar livre, enquanto estrat&eacute;gia promotora de sa&uacute;de, bem-estar e aprendizagem, encontra-se numa fase muito embrion&aacute;ria (Bento, 2015). Alguns estudos sugerem uma reduzida utiliza&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os exteriores em CEI, dando-se maior aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s atividades desenvolvidas dentro da sala, sob o controlo do adulto (Bento, 2017; Bento & Portugal, 2016; Cruz, 2013; Figueiredo, 2015; Ribeiro, 2013). Uma vez que a valoriza&ccedil;&atilde;o do brincar ao ar livre n&atilde;o se pode resumir &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o exterior num breve per&iacute;odo de intervalo, em que as crian&ccedil;as n&atilde;o beneficiam de est&iacute;mulos ou desafios interessantes para brincar, e o adulto, predominantemente, centra a sua a&ccedil;&atilde;o na vigil&acirc;ncia e manuten&ccedil;&atilde;o da seguran&ccedil;a, importa levar a cabo processos de melhoria da oferta educativa ao ar livre, monitorizando e analisando esses mesmos processos de mudan&ccedil;a.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nessa linha de pensamento, partilhamos a nossa experi&ecirc;ncia formativa e de acompanhamento de processos de transforma&ccedil;&atilde;o e melhoria das pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas em espa&ccedil;os exteriores, considerando o trabalho desenvolvido em dois contextos de educa&ccedil;&atilde;o de inf&acirc;ncia portugueses (processo de forma&ccedil;&atilde;o e acompanhamento desenvolvido nos pr&oacute;prios CEI). Procuramos apresentar uma reflex&atilde;o cr&iacute;tica sobre dimens&otilde;es que parecem influenciar a introdu&ccedil;&atilde;o de din&acirc;micas educativas focadas nos espa&ccedil;os exteriores, din&acirc;micas essas que se configurem como significativas e perdur&aacute;veis no tempo. Importa referir que n&atilde;o se pretende realizar uma avalia&ccedil;&atilde;o do processo formativo, <i>per si</i>, atendendo ao seu impacte na introdu&ccedil;&atilde;o de mudan&ccedil;as nas pr&aacute;ticas educativas, ou de apresentar a estrutura adotada como um modelo de forma&ccedil;&atilde;o a seguir. Pretende-se apresentar uma reflex&atilde;o, com base numa an&aacute;lise global do percurso realizado pelos dois CEI, a partir da qual nos parece ser poss&iacute;vel identificar dimens&otilde;es que podem funcionar como fatores facilitadores ou obst&aacute;culos &agrave; introdu&ccedil;&atilde;o de mudan&ccedil;as nas pr&aacute;ticas educativas. Como refere Brunsson (2006a, 2006b), os processos de mudan&ccedil;a n&atilde;o ocorrem de forma linear, pautando-se por momentos de inseguran&ccedil;a, contradi&ccedil;&atilde;o, supera&ccedil;&atilde;o de obst&aacute;culos, etc., que introduzem movimentos de aproxima&ccedil;&atilde;o/afastamento das metas a alcan&ccedil;ar. Este processo, que ser&aacute; inerente a organiza&ccedil;&otilde;es e grupos e indiv&iacute;duos, n&atilde;o &eacute; aqui analisado numa perspetiva de den&uacute;ncia ou cr&iacute;tica face ao trabalho desenvolvido. A reflex&atilde;o sobre a realidade procura identificar aspetos-chave que podem contribuir para a dissolu&ccedil;&atilde;o de contradi&ccedil;&otilde;es entre discursos e pr&aacute;ticas e potenciar mudan&ccedil;as sustent&aacute;veis nos contextos educativos.</p>     <p>O artigo inicia-se com um enquadramento sobre o brincar nos espa&ccedil;os exteriores em Portugal, seguindo-se algumas considera&ccedil;&otilde;es sobre poss&iacute;veis cen&aacute;rios de desarticula&ccedil;&atilde;o entre discursos e a&ccedil;&otilde;es de valoriza&ccedil;&atilde;o do brincar ao ar livre. Continua-se com uma descri&ccedil;&atilde;o do processo de forma&ccedil;&atilde;o e acompanhamento das pr&aacute;ticas, apresentando-se os CEI estudados e o trabalho desenvolvido. A explana&ccedil;&atilde;o deste processo pretende enriquecer e sustentar a reflex&atilde;o subsequente sobre dimens&otilde;es influentes para a mudan&ccedil;a pedag&oacute;gica nos espa&ccedil;os exteriores. Finalmente, tecem-se considera&ccedil;&otilde;es finais e apresentam-se implica&ccedil;&otilde;es para trabalhos futuros.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. O brincar nos espa&ccedil;os exteriores em CEI portugueses</b></p>     <p>As orienta&ccedil;&otilde;es curriculares portuguesas para a educa&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-escolar referem-se ao espa&ccedil;o exterior como uma &aacute;rea educativa que merece a mesma aten&ccedil;&atilde;o que o espa&ccedil;o interior (Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o, 2016). Neste documento, sugere-se que o brincar ao ar livre potencia diferentes formas de intera&ccedil;&atilde;o social, contacto e explora&ccedil;&atilde;o do meio natural e atividades f&iacute;sicas, contribuindo assim para enriquecer e diversificar a oferta educativa.</p>     <p>No entanto, em muitos contextos de educa&ccedil;&atilde;o de inf&acirc;ncia portugueses, as pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas no exterior parecem ser superficiais e secund&aacute;rias, encontrando-se subvalorizadas por compara&ccedil;&atilde;o &agrave;s din&acirc;micas estabelecidas no interior (Bento & Portugal, 2016; Figueiredo, 2015). Alguns trabalhos acad&eacute;micos sugerem que os espa&ccedil;os exteriores dos contextos educativos apresentam fragilidades significativas relacionadas com a organiza&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o e com a diversifica&ccedil;&atilde;o de est&iacute;mulos para brincar (Bento, 2019; Cruz, 2013; Figueiredo, 2015; Neto, 2005; Ribeiro, 2013).</p>     <p>Ferreira e Tom&aacute;s (2018) sugerem um estado da educa&ccedil;&atilde;o de inf&acirc;ncia em Portugal muito orientado para a concretiza&ccedil;&atilde;o de produtos, sob l&oacute;gicas de efic&aacute;cia, efici&ecirc;ncia e produtividade, em que o brincar, quando ocorre, &ldquo;dever&aacute; respeitar as regras dos/as adultos/as, decorrer com ordem e seguran&ccedil;a e assumir a inteligibilidade imediatamente acess&iacute;vel aos seus olhos&rdquo;(p. 81).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. Entre inten&ccedil;&otilde;es e a&ccedil;&otilde;es de valoriza&ccedil;&atilde;o do brincar nos espa&ccedil;os exteriores</b></p>     <p>Num cen&aacute;rio de aparente desvaloriza&ccedil;&atilde;o do brincar nos espa&ccedil;os exteriores nos contextos de educa&ccedil;&atilde;o de inf&acirc;ncia portugueses, torna-se pertinente refletir sobre esta realidade. Em linha com Olsen e Smith (2017), podemos considerar que a promo&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas educativas de qualidade no espa&ccedil;o exterior est&aacute; dependente de uma multiplicidade de fatores, que n&atilde;o se esgota na exist&ecirc;ncia de um enquadramento pol&iacute;tico e normativo adequado. No cruzamento entre aquilo que &eacute; predominante ao n&iacute;vel das pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas e aquilo que &eacute; valorizado ao n&iacute;vel dos discursos dos profissionais de educa&ccedil;&atilde;o de inf&acirc;ncia, detetam-se discrep&acirc;ncias frequentes entre discursos de valoriza&ccedil;&atilde;o do brincar ao ar livre e pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas consequentes, que importa analisar de forma cr&iacute;tica e reflexiva (Howard, 2010; Kernan & Devine, 2010; Malone & Tranter, 2003; Maynard & Waters, 2007; Waite, 2010).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Assim, diferentes investiga&ccedil;&otilde;es sugerem que apesar de os profissionais identificarem benef&iacute;cios concretos do brincar ao ar livre para a aprendizagem das crian&ccedil;as (e.g. contacto com fen&oacute;menos naturais reais) e para a a&ccedil;&atilde;o do profissional (e.g. recolha de informa&ccedil;&otilde;es sobre os interesses e conhecimentos das crian&ccedil;as), muitas vezes, perpetuam-se atividades de sala, controladas e orientadas pelos adultos (Leggett & Ford, 2013; Leggett & Newman, 2017; Maynard & Waters, 2007; McClintic & Petty, 2015). De acordo com Kernan e Devine (2010), as incongru&ecirc;ncias existentes estabelecem-se predominantemente a tr&ecirc;s n&iacute;veis: (1) discursos de valoriza&ccedil;&atilde;o do movimento e da explora&ccedil;&atilde;o ao ar livre para a promo&ccedil;&atilde;o de n&iacute;veis mais elevados de bem-estar e sa&uacute;de para as crian&ccedil;as <i>versus</i> utiliza&ccedil;&atilde;o reduzida do espa&ccedil;o exterior, apenas num formato de &ldquo;intervalo&rdquo;entre atividades estruturadas e realizadas no interior; (2) discursos defensores do contacto com elementos naturais para a aprendizagem e desenvolvimento <i>versus</i> espa&ccedil;os organizados de forma pobre, carecendo de est&iacute;mulos sensoriais diversificados; (3) discursos focados na import&acirc;ncia do brincar ao ar livre para a cria&ccedil;&atilde;o de uma rela&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica entre o adulto e a crian&ccedil;a <i>versus</i> perce&ccedil;&otilde;es desmesuradas dos perigos existentes nestes contextos, que alimentam uma cultura de medo e promovem atitudes de evitamento em rela&ccedil;&atilde;o ao exterior.</p>     <p>Importa referir que contradi&ccedil;&otilde;es entre discursos e pr&aacute;ticas podem ser sugestivas de movimentos de mudan&ccedil;a, representando fases iniciais do processo de melhoria de pr&aacute;ticas. Estas contradi&ccedil;&otilde;es revelam, muitas vezes, que os profissionais sabem onde querem chegar, mas podem enfrentar dificuldades na supera&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos enraizados, na concilia&ccedil;&atilde;o de diferentes expectativas, na gest&atilde;o do tempo e dos recursos, etc. (Maynard, Waters, & Clement, 2013; Thorburn & Allison, 2010, 2013; Waite, 2010). Assim, &eacute; necess&aacute;rio perspetivar modos de funcionamento aparentemente contradit&oacute;rios como algo natural &agrave;s organiza&ccedil;&otilde;es e aos atores educativos, perspetiva que se distancia de vis&otilde;es julgadoras ou penalizadoras em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; forma de atua&ccedil;&atilde;o dos profissionais de educa&ccedil;&atilde;o de inf&acirc;ncia. De acordo com Abrahamson e Baumard (2008), a desarticula&ccedil;&atilde;o entre discursos e pr&aacute;ticas facilita a experimenta&ccedil;&atilde;o de diferentes modos de atua&ccedil;&atilde;o, sem exigir uma exposi&ccedil;&atilde;o excessiva da organiza&ccedil;&atilde;o (e dos profissionais) em situa&ccedil;&otilde;es de fracasso ou erro; permite a intera&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea entre elementos que formalmente poderia n&atilde;o acontecer; potencia uma maior liberdade de a&ccedil;&atilde;o para os atores organizacionais; e mant&eacute;m ativo o interesse e a imagem da organiza&ccedil;&atilde;o educativa junto de diferentes intervenientes externos e internos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. Processo de forma&ccedil;&atilde;o e acompanhamento das pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas no espa&ccedil;o exterior</b></p>     <p><b><i>3.1. Os contextos de educa&ccedil;&atilde;o de inf&acirc;ncia</i></b></p>     <p>Os contextos de educa&ccedil;&atilde;o de inf&acirc;ncia (A e B) a que nos referimos neste artigo recebem crian&ccedil;as desde os 4 meses aos 6 anos de idade e s&atilde;o ambos institui&ccedil;&otilde;es particulares de solidariedade social. Est&atilde;o localizados na regi&atilde;o centro litoral de Portugal e inserem-se em zonas semiurbanas. Cada institui&ccedil;&atilde;o recebe aproximadamente 100 crian&ccedil;as, divididas pelas respostas de creche e jardim de inf&acirc;ncia.</p>     <p>O programa de forma&ccedil;&atilde;o envolveu diretamente todas as educadoras, auxiliares e figuras da dire&ccedil;&atilde;o de cada contexto (todas mulheres). Na <a href="#f1">Figura 1</a> apresenta-se o n&uacute;mero de participantes e respetivas categorias.</p>     <p>Outras figuras dos contextos educativos, fam&iacute;lias, membros da comunidade e, claro, as crian&ccedil;as foram participantes indiretos na forma&ccedil;&atilde;o, tendo um papel importante no processo de modifica&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/rpe/v32n2/32n2a07f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><i>3.2. A forma&ccedil;&atilde;o em contexto</i></b></p>     <p>A forma&ccedil;&atilde;o em contexto decorreu ao longo de um ano escolar (contexto A e contexto B). O programa de forma&ccedil;&atilde;o envolveu 10 sess&otilde;es presenciais (realizadas pelo menos uma vez por m&ecirc;s), em que as formadoras iam aos contextos, observavam pr&aacute;ticas educativas no exterior, reuniam com os profissionais e trabalhavam os objetivos de cada sess&atilde;o. As sess&otilde;es abarcavam componentes te&oacute;ricas e componentes de an&aacute;lise das pr&aacute;ticas desenvolvidas. Entre as sess&otilde;es instituiu-se tamb&eacute;m uma pr&aacute;tica de acompanhamento &agrave; dist&acirc;ncia do trabalho desenvolvido. Presencialmente, eram propostas tarefas ou desafios pelas formadoras e pelos profissionais, que deveriam ser realizadas no per&iacute;odo entre sess&otilde;es (aproximadamente 4 semanas). Os dados obtidos nestas tarefas eram enviados por <i>e-mail</i> &agrave;s formadoras, que davam o seu <i>feedback</i> em rela&ccedil;&atilde;o ao trabalho desenvolvido e suportavam propostas de discuss&atilde;o e reflex&atilde;o que decorriam nas sess&otilde;es presenciais.</p>     <p>Este processo continuado de a&ccedil;&atilde;o e reflex&atilde;o permitiu uma abordagem din&acirc;mica e motivante, dado que as profissionais tinham a possibilidade de pensar e avaliar as suas pr&aacute;ticas, trocar ideias, estrat&eacute;gias e d&uacute;vidas entre os membros da equipa, beneficiando do apoio e experi&ecirc;ncia dos pares.</p>     <p>Na <a href="#f2">Figura 2</a> apresentam-se as fases do programa de forma&ccedil;&atilde;o, com refer&ecirc;ncia aos principais t&oacute;picos trabalhados e resultados esperados.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"></a> <img src="/img/revistas/rpe/v32n2/32n2a07f2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><u><i>Fase 1 – Avalia&ccedil;&atilde;o inicial</i></u></p>     <p>No in&iacute;cio da forma&ccedil;&atilde;o, foi importante caracterizar as pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas existentes em torno dos espa&ccedil;os exteriores. Foram recolhidos dados atrav&eacute;s de t&eacute;cnicas de observa&ccedil;&atilde;o, notas de campo e momentos de reuni&atilde;o com as equipas. Esta caracteriza&ccedil;&atilde;o facilitou a identifica&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas-chave de interven&ccedil;&atilde;o e evidenciou o potencial de mudan&ccedil;a.</p>     <p>Atrav&eacute;s da an&aacute;lise das rotinas das crian&ccedil;as nos contextos A e B (o grupo dos beb&eacute;s n&atilde;o foi considerado neste trabalho), tornou-se claro que o tempo no exterior obedecia a um hor&aacute;rio estipulado, nomeadamente ap&oacute;s o almo&ccedil;o, e n&atilde;o durava mais de 30 minutos. Estas sa&iacute;das apenas aconteciam com condi&ccedil;&otilde;es atmosf&eacute;ricas favor&aacute;veis, sendo o adulto a decidir quando &eacute; que todas as crian&ccedil;as do grupo deviam voltar &agrave;s salas. O tempo no exterior era entendido como momento de recrea&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o se percebendo um verdadeiro reconhecimento do valor do brincar no processo de aprendizagem e desenvolvimento da crian&ccedil;a. Os educadores descreviam o ir l&aacute; fora como algo particularmente dif&iacute;cil com as crian&ccedil;as mais novas (dos grupos de 1 e 2 anos), despendendo-se muito tempo em rotinas de higiene e alimenta&ccedil;&atilde;o. No caso das crian&ccedil;as pr&eacute;-escolares (3-6 anos) as descri&ccedil;&otilde;es eram similares no que respeita &agrave; falta de tempo, sobressaindo a preocupa&ccedil;&atilde;o em realizar um conjunto de tarefas ou atividades planeadas pelas educadoras.</p>     <p>A maioria dos adultos evidenciava uma baixa toler&acirc;ncia ao risco, proibindo as crian&ccedil;as de trepar &agrave;s &aacute;rvores, saltar muros ou mesmo correr depressa, e alertando repetidamente para os perigos e poss&iacute;veis consequ&ecirc;ncias negativas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em ambos os contextos, os espa&ccedil;os exteriores eram amplos, com &aacute;rvores e com algumas estruturas para exerc&iacute;cio motor (e.g. escorregas, baloi&ccedil;os, casas de pl&aacute;stico). Contudo, o acesso das crian&ccedil;as a elementos naturais (e.g. &aacute;gua, solo, paus, pedras, erva) ou a objetos soltos (e.g. blocos de madeira, pneus, baldes, regadores, funis, tecidos, cordas, molas) era muito limitado.</p>     <p>Os dados obtidos nesta fase iam ao encontro de outros estudos, verificando-se uma desvaloriza&ccedil;&atilde;o do brincar no espa&ccedil;o exterior nas rotinas e pr&aacute;ticas existentes, ainda que nos discursos a apologia do brincar estivesse presente (Bento, 2017; Figueiredo, 2015; Kernan & Devine, 2010; Maynard & Waters, 2007).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><u><i>Fase 2 – O processo de mudan&ccedil;a</i></u></p>     <p>Em cada contexto, os profissionais participaram ativamente nas sess&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o, colocando quest&otilde;es, partilhando ideias, medos e desejos. Globalmente, as atividades pr&aacute;ticas foram realizadas com entusiasmo e a sua an&aacute;lise sustentou interessantes discuss&otilde;es sobre as pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas implementadas. As profissionais valorizaram as oportunidades de discuss&atilde;o conjunta das situa&ccedil;&otilde;es experienciadas, reconhecendo-se a import&acirc;ncia da reflex&atilde;o partilhada.</p>     <p>Em ambos os contextos, cada profissional redigiu uma carta de compromisso, em que eram estabelecidos objetivos pessoais no &acirc;mbito do processo de transforma&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas, sendo que estas metas podiam ir para al&eacute;m do tempo da forma&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>A t&iacute;tulo de exemplo, na <a href="#f3">Figura 3</a> apresentam-se dois excertos de cartas de compromisso escritas por educadoras dos contextos A e B.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3"></a> <img src="/img/revistas/rpe/v32n2/32n2a07f3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><u><i>Fase 3 – Avalia&ccedil;&atilde;o final</i></u></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No final do ano letivo, nas duas &uacute;ltimas sess&otilde;es, as participantes foram convidadas a sistematizar e a partilhar a sua vis&atilde;o sobre as principais mudan&ccedil;as e conquistas que ocorreram fruto da forma&ccedil;&atilde;o em contexto, atendendo a modifica&ccedil;&otilde;es no espa&ccedil;o exterior, atitudes e pr&aacute;ticas profissionais em rela&ccedil;&atilde;o ao brincar no espa&ccedil;o exterior. Segue-se a descri&ccedil;&atilde;o dos principais sucessos e obst&aacute;culos identificados.</p>     <p>Globalmente, em ambos os contextos, as participantes consideraram que o trabalho desenvolvido permitiu: (1) um enriquecimento significativo dos espa&ccedil;os exteriores, com a introdu&ccedil;&atilde;o de novos materiais, estruturas e espa&ccedil;os de brincar (e.g. tendas, pneus, cordas, paredes musicais, rampas, trator de madeira, casa da &aacute;rvore, objetos soltos, recipientes diversos, troncos, etc.); (2) um aumento do tempo passado no exterior (e.g. no final do ano letivo, alguns grupos, frequentemente, passavam quase todo o dia no espa&ccedil;o exterior); (3) alguns progressos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; toler&acirc;ncia ao risco (e.g. se, inicialmente, o facto de uma crian&ccedil;a segurar um pau justificaria uma repreens&atilde;o e a imediata retirada do pau, com o tempo, a maior parte dos adultos aprendeu a esperar, a observar e a dar espa&ccedil;o &agrave; crian&ccedil;a para testar as suas capacidades); (4) uma maior intencionalidade na promo&ccedil;&atilde;o da autonomia das crian&ccedil;as, nomeadamente em novas explora&ccedil;&otilde;es e atividades de desafio motor (e.g. trepar &agrave;s &aacute;rvores, equil&iacute;brio em rampas ou cordas, etc.); (5) a ades&atilde;o e envolvimento das fam&iacute;lias nas pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas no exterior (e.g. v&aacute;rios pais colaboraram na constru&ccedil;&atilde;o de uma casa na &aacute;rvore, trouxeram galochas e vestu&aacute;rio adequado para as crian&ccedil;as, etc.).</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o a dificuldades ou obst&aacute;culos percebidos ao longo do processo, foram destacados aspetos relacionados com: (1) a concretiza&ccedil;&atilde;o de um papel de interven&ccedil;&atilde;o adequado durante o brincar no exterior (e.g. capacidade de encontrar um equil&iacute;brio entre atitudes de vigil&acirc;ncia e de envolvimento no brincar da crian&ccedil;a); (2) a ado&ccedil;&atilde;o de uma atitude flex&iacute;vel em rela&ccedil;&atilde;o aos hor&aacute;rios e rotinas de higiene, sono e alimenta&ccedil;&atilde;o (e.g. aceitar que a hora de almo&ccedil;o pode ser atrasada ou que parte do grupo pode ir avan&ccedil;ando nas atividades de higiene enquanto outra parte permanece no exterior por mais tempo); (3) a capacidade de atender aos interesses e necessidades de cada crian&ccedil;a durante o brincar no exterior (e.g. as crian&ccedil;as envolviam-se em diferentes atividades e o adulto tinha dificuldade em lidar com a diversidade de interesses); (4) a articula&ccedil;&atilde;o entre o brincar ao ar livre e as &aacute;reas curriculares da educa&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-escolar, em particular ao n&iacute;vel da observa&ccedil;&atilde;o, documenta&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o dos progressos das crian&ccedil;as (e.g. analisar o brincar em fun&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas de conte&uacute;do e finalidades pedag&oacute;gicas); (5) a aceita&ccedil;&atilde;o do risco e a promo&ccedil;&atilde;o de desafios adequados &agrave;s necessidades das crian&ccedil;as (e.g. apesar de algumas mudan&ccedil;as, a toler&acirc;ncia ao risco permaneceu baixa, sendo que a maioria dos adultos continuou a perceber o risco como algo negativo e que devia ser evitado); (6) a gest&atilde;o do trabalho entre diferentes elementos da institui&ccedil;&atilde;o devido &agrave;s acrescidas exig&ecirc;ncias de limpeza e de manuten&ccedil;&atilde;o associadas &agrave; maior circula&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as entre o interior e exterior (e.g. roupas sujas, sujidade no ch&atilde;o, desarruma&ccedil;&atilde;o no espa&ccedil;o exterior).</p>     <p>Em suma, ainda que o processo de forma&ccedil;&atilde;o e acompanhamento tenha introduzido modifica&ccedil;&otilde;es positivas nas pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas ao ar livre, no final, por compara&ccedil;&atilde;o com as experi&ecirc;ncias no interior, muitas profissionais admitiam que n&atilde;o se sentiam t&atilde;o confort&aacute;veis e seguros no exterior.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4. Dimens&otilde;es influentes para a mudan&ccedil;a</b></p>     <p>Se, a curto prazo, o balan&ccedil;o final das profissionais apontou para v&aacute;rios ganhos (sem se ignorarem as limita&ccedil;&otilde;es reportadas), dois anos ap&oacute;s o t&eacute;rmino da forma&ccedil;&atilde;o, em cada contexto, verificamos a marcada dificuldade em alcan&ccedil;ar mudan&ccedil;as que persistem ao longo do tempo. De facto, a maioria das profissionais retomou pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas mais focadas em atividades dirigidas pelo adulto, decorrendo no interior das salas.</p>     <p>A identifica&ccedil;&atilde;o dos principais sucessos e obst&aacute;culos e a considera&ccedil;&atilde;o da forma como diferentes profissionais se apropriaram do sentido te&oacute;rico e pr&aacute;tico de um trabalho pedag&oacute;gico nos espa&ccedil;os exteriores, valorizando o brincar das crian&ccedil;as, permitiram uma reflex&atilde;o cr&iacute;tica em torno de dimens&otilde;es que, de forma entrela&ccedil;ada, parecem afetar as mudan&ccedil;as pedag&oacute;gicas no espa&ccedil;o exterior. Salientam-se cinco dimens&otilde;es: disposi&ccedil;&atilde;o para a mudan&ccedil;a; trabalho de equipa; recursos e equipamentos; envolvimento das fam&iacute;lias; imagens de crian&ccedil;a, de aprendizagem e papel do adulto.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><i>Disposi&ccedil;&atilde;o para a mudan&ccedil;a</i></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A investiga&ccedil;&atilde;o sobre desenvolvimento profissional demonstra que a reflex&atilde;o sobre a pr&aacute;tica e o conhecimento profissional s&atilde;o aspetos cruciais na cria&ccedil;&atilde;o de um ambiente educativo de elevada qualidade, bem como na sustenta&ccedil;&atilde;o da inova&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica, que perdura para al&eacute;m de momentos de entusiasmo inicial (Pramling-Samuelsson & Pramling, 2011; Wood & Bennet, 2000).</p>     <p>Contudo, os processos de inova&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica n&atilde;o s&atilde;o indiferentes a tens&otilde;es entre o que &eacute; evidenciado e proposto na literatura ou nas orienta&ccedil;&otilde;es curriculares oficiais e as pr&aacute;ticas reais em educa&ccedil;&atilde;o de inf&acirc;ncia. Diversos estudos sugerem que os educadores/professores podem desejar e assumir processos de inova&ccedil;&atilde;o, implementando mudan&ccedil;as superficiais, mas continuando com pr&aacute;ticas j&aacute; estabelecidas (Maynard & Waters, 2007; Thorburn & Allison, 2010, 2013; Waite, 2009). Nesta linha, Giordan (1998) diz que &eacute; poss&iacute;vel aprender algo superficialmente, sem que isso envolva necessariamente uma verdadeira compreens&atilde;o do seu alcance. Ou seja, pode-se aprender sem necessariamente utilizar esse conhecimento. Em ambos os contextos onde decorreu o processo de melhoria das pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas no exterior, algumas atitudes e perce&ccedil;&otilde;es foram-se modificando. Contudo, frequentemente, o que era dito e assumido pelas educadoras n&atilde;o se refletia de forma continuada na pr&aacute;tica pedag&oacute;gica. No decurso do processo formativo, as profissionais aderiam &agrave;s tarefas e respondiam de forma colaborante e interessada; no entanto, raramente foram introduzidas mudan&ccedil;as profundas e significativas nas pr&aacute;ticas e rotinas educativas. Brunsson (2006a) descreve este modo de funcionamento como uma <i>hipocrisia organizada</i>, que n&atilde;o assume um significado pejorativo, ligado a falsidade ou a mentira. Antes, a articula&ccedil;&atilde;o d&eacute;bil entre discursos e pr&aacute;ticas sugere uma forma de funcionamento que garante alguma estabilidade no seio das organiza&ccedil;&otilde;es educativas, possibilitando manter n&iacute;veis relativos de coer&ecirc;ncia e de satisfa&ccedil;&atilde;o, face a diferentes press&otilde;es e expectativas que rodeiam os profissionais de educa&ccedil;&atilde;o de inf&acirc;ncia (Brunsson, 2006a; Weick, 1976).</p>     <p>A supera&ccedil;&atilde;o de modos de funcionamento pautados pela <i>hipocrisia organizada</i> pressup&otilde;e, por parte dos profissionais, aliar atitudes de flexibilidade e de compromisso &agrave; vontade de mudan&ccedil;a. Tamb&eacute;m, a aceita&ccedil;&atilde;o de erros e a de insucessos (e.g. uma atividade que n&atilde;o decorre como planeado) quando se sai de uma zona de conforto pode ser descrita como dimens&atilde;o-chave para o alcance de resultados perdur&aacute;veis. As caracter&iacute;sticas dos profissionais, como o estilo pessoal no que respeita a aspetos como sensibilidade, empatia, respeito e confian&ccedil;a nas crian&ccedil;as parecem igualmente ser determinantes no processo de inova&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica. A apet&ecirc;ncia para atitudes reflexivas e autoavaliativas, incluindo a capacidade de p&ocirc;r em quest&atilde;o a qualidade da sua a&ccedil;&atilde;o e a capacidade de arriscar novas formas de atuar em educa&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o dimens&otilde;es cruciais na promo&ccedil;&atilde;o de inova&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica sustent&aacute;vel.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><i>Trabalho de equipa</i></b></p>     <p>A origem das iniciativas para um projeto de melhoria das pr&aacute;ticas no espa&ccedil;o exterior tamb&eacute;m ter&aacute; um impacto significativo no processo de transforma&ccedil;&atilde;o. Como referem Wood e Bennet (2000), importa assegurar que os profissionais de educa&ccedil;&atilde;o se sentem escutados, compreendidos e valorizados nos seus esfor&ccedil;os de reflex&atilde;o e melhoria das pr&aacute;ticas. O envolvimento ativo dos educadores de inf&acirc;ncia no processo de inova&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica representa uma dimens&atilde;o-chave para se alcan&ccedil;arem transforma&ccedil;&otilde;es efetivas, importando reconhecer e respeitar as ideias, medos, conhecimentos e experi&ecirc;ncias pr&eacute;vias sobre o que deve ser feito e rejeitar abordagens impositivas sobre formas de trabalhar em educa&ccedil;&atilde;o de inf&acirc;ncia. Uma abordagem <i>top-down</i> corre o risco de fragilizar, &agrave; partida, qualquer inten&ccedil;&atilde;o de mudan&ccedil;a. Num contexto de equipa, envolvendo respons&aacute;veis de dire&ccedil;&atilde;o da institui&ccedil;&atilde;o, h&aacute; que cultivar muitas oportunidades de di&aacute;logo aberto e toler&acirc;ncia perante opini&otilde;es divergentes. No contexto A, por exemplo, a necessidade ou interesse em melhorar as pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas no exterior foi inicialmente identificado pela dire&ccedil;&atilde;o da institui&ccedil;&atilde;o. A dire&ccedil;&atilde;o desafiou os seus profissionais a repensar o espa&ccedil;o exterior no contexto das suas pr&aacute;ticas, oferecendo diferentes oportunidades de aprendizagem e desenvolvimento profissional, quer atrav&eacute;s de forma&ccedil;&atilde;o em servi&ccedil;o, quer atrav&eacute;s de visitas a contextos onde as pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas na natureza eram consideradas emblem&aacute;ticas. Progressivamente, os profissionais juntaram-se &agrave; dire&ccedil;&atilde;o no seu interesse pela valoriza&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o exterior e, enquanto equipa, as iniciativas para a mudan&ccedil;a come&ccedil;aram a surgir. No contexto B, o processo de mudan&ccedil;a teve um in&iacute;cio diferente, emergindo de uma iniciativa <i>bottom-up</i>. Aqui, foram algumas educadoras de inf&acirc;ncia que assumiram o seu interesse em investir neste campo e que procuraram o apoio de outras colegas e de membros da dire&ccedil;&atilde;o para perseguirem o seu projeto.</p>     <p>Percebemos que o apoio entre membros das equipas ser&aacute; essencial para garantir a motiva&ccedil;&atilde;o profissional e a confian&ccedil;a para se enveredar por outras linhas de trabalho, arriscando (em companhia) o confronto com poss&iacute;veis insucessos que possam acontecer.</p>     <p>Reconhecer a necessidade de algum investimento ou ajustamento da organiza&ccedil;&atilde;o no que respeita &agrave; resposta pedag&oacute;gica no espa&ccedil;o exterior &eacute; tamb&eacute;m importante (e.g. as exig&ecirc;ncias relativamente &agrave; limpeza e manuten&ccedil;&atilde;o ou a afeta&ccedil;&atilde;o de um determinado n&uacute;mero de adultos para cada crian&ccedil;a no espa&ccedil;o exterior). O processo de mudan&ccedil;a tem de ser visto como exigindo um compromisso de todos os membros da institui&ccedil;&atilde;o, incluindo aqueles que assumem responsabilidades em &aacute;reas n&atilde;o pedag&oacute;gicas (e.g. servi&ccedil;os de cozinha, de limpeza ou administrativos).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><i>Recursos e equipamentos</i></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As transforma&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas nos espa&ccedil;os exteriores configuram-se como a mudan&ccedil;a mais facilmente conquist&aacute;vel no processo de mudan&ccedil;a (Stephenson, 2003). Nos contextos A e B, o espa&ccedil;o exterior das institui&ccedil;&otilde;es foi enriquecido com novas estruturas, materiais e &aacute;reas de explora&ccedil;&atilde;o (e.g. constru&ccedil;&atilde;o de casa na &aacute;rvore e de baloi&ccedil;os, acesso a &aacute;gua, solo e objetos soltos) e as din&acirc;micas que surgiram em torno destas transforma&ccedil;&otilde;es tiveram um impacto motivacional muito significativo nos profissionais.</p>     <p>Contudo, como refere Stephenson (2003), os objetos e estruturas disponibilizados apenas ganham um valor pleno quando a sua utiliza&ccedil;&atilde;o &eacute; acompanhada por adultos atentos, entusi&aacute;sticos e interessados no brincar da crian&ccedil;a. As transforma&ccedil;&otilde;es no espa&ccedil;o f&iacute;sico s&atilde;o objetivas e verific&aacute;veis a curto prazo (oferecem um refor&ccedil;o observ&aacute;vel e contingente ao esfor&ccedil;o do profissional), n&atilde;o exigindo uma mudan&ccedil;a interna na forma como os profissionais trabalham. A qualidade da interven&ccedil;&atilde;o do adulto &eacute; fundamental para a promo&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncias ricas e significativas, baseadas na identifica&ccedil;&atilde;o de interesses e necessidades das crian&ccedil;as.</p>     <p>Um outro aspeto importante relacionado com recursos diz respeito ao vestu&aacute;rio adequado de crian&ccedil;as e adultos para irem para o exterior (e.g. botas e roupa imperme&aacute;vel). O conforto influencia a qualidade das experi&ecirc;ncias e a motiva&ccedil;&atilde;o do adulto para ir para o exterior. Frequentemente, os adultos referiam n&atilde;o ser poss&iacute;vel sair porque estava frio ou a chover, o solo molhado, vento ou demasiado sol, e n&atilde;o existia equipamento adequado para lidar com estas situa&ccedil;&otilde;es. Havendo inten&ccedil;&atilde;o de ir para o exterior (em situa&ccedil;&otilde;es meteorol&oacute;gicas n&atilde;o extremas), importa assegurar vestu&aacute;rio adequado &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es do tempo (e.g. pedir &agrave;s fam&iacute;lias apoio e colabora&ccedil;&atilde;o a este n&iacute;vel) (Bilton & Crook, 2016).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><i>Envolvimento das fam&iacute;lias</i></b></p>     <p>A aceita&ccedil;&atilde;o e envolvimento das fam&iacute;lias nas pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas no exterior afigura-se como um fator determinante no processo de transforma&ccedil;&atilde;o. Frequentemente, s&atilde;o referidos entraves colocados pelas fam&iacute;lias perante situa&ccedil;&otilde;es de roupas sujas, joelhos arranhados ou outras mazelas, constipa&ccedil;&otilde;es, etc., optando-se, assim, pela perman&ecirc;ncia no interior das salas, onde os profissionais se sentem mais seguros e em controlo da situa&ccedil;&atilde;o (Bento, 2017; Jayasuriya, Williams, Edwards, & Tandon, 2016).</p>     <p>Nos contextos A e B, os profissionais foram encorajados a explicar aos pais a import&acirc;ncia de brincar no exterior, lidando com riscos e desfrutando de diferentes condi&ccedil;&otilde;es atmosf&eacute;ricas. As fam&iacute;lias foram vistas como parceiras no processo de mudan&ccedil;a e estimuladas a partilhar ideias e d&uacute;vidas com os profissionais sempre que necess&aacute;rio. O envolvimento das fam&iacute;lias fortaleceu o compromisso dos profissionais com a mudan&ccedil;a, uma vez que tinham de transmitir seguran&ccedil;a, dedica&ccedil;&atilde;o e convic&ccedil;&atilde;o aos pais sobre as atividades no exterior. Contradizendo as expectativas iniciais, as fam&iacute;lias apreciaram o investimento no brincar no exterior e colaboraram nas pr&oacute;prias transforma&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas dos espa&ccedil;os. Tal como &eacute; relatado noutros estudos (Jayasuriya et al., 2016; Vandermaas-Peeler, Dean, Biehl, & Mellman, 2019), o apoio das fam&iacute;lias em rela&ccedil;&atilde;o ao brincar no espa&ccedil;o exterior deve ser abordado, respeitando valores socioculturais, expectativas e prioridades dos pais em rela&ccedil;&atilde;o ao contexto educativo. A partilha e discuss&atilde;o destas dimens&otilde;es entre fam&iacute;lias e profissionais poder&aacute; facilitar a ades&atilde;o &agrave;s iniciativas de promo&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncias de brincar ao ar livre, sendo crucial que os pais sejam compreendidos como aliados no processo educativo e n&atilde;o como obst&aacute;culos para a concretiza&ccedil;&atilde;o das inten&ccedil;&otilde;es pedag&oacute;gicas dos profissionais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><i>Imagens de crian&ccedil;a, de aprendizagem e papel do adulto</i></b></p>     <p>Como temos vindo a referir, os discursos e as pr&aacute;ticas em educa&ccedil;&atilde;o de inf&acirc;ncia revelam, frequentemente, algumas incongru&ecirc;ncias. Se, por um lado, os discursos dos adultos valorizam o brincar, enquanto atividade promotora de desenvolvimento, aprendizagem e bem-estar, por outro, observa-se uma reduzida aten&ccedil;&atilde;o ao brincar, seja no interior, seja no exterior, sobressaindo o favorecimento daquilo que &eacute; pensado e planeado pelo adulto (Ferreira & Tom&aacute;s, 2018; Howard, 2010; Portugal, 2009).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A promo&ccedil;&atilde;o de oportunidades de aprendizagem no exterior envolve perspetivar a aprendizagem como um processo complexo, que vai para al&eacute;m das atividades concebidas e estruturadas pelo adulto. Reconhecer o espa&ccedil;o exterior como um contexto pedag&oacute;gico exige uma atitude de profundo respeito e confian&ccedil;a nas crian&ccedil;as enquanto melhores indicadores daquilo que &eacute; significativo e importante para elas. Importa que o adulto saiba observar o brincar, conhe&ccedil;a as caracter&iacute;sticas de cada crian&ccedil;a e, no prolongamento da sua observa&ccedil;&atilde;o, introduza materiais, estruturas ou desafios que enrique&ccedil;am, expandam ou suscitem maior complexidade na a&ccedil;&atilde;o (Maxwell, Mitchell, & Evans, 2008). A partir da nossa experi&ecirc;ncia, quando os profissionais s&atilde;o desafiados a sair da sala e a explorar outros espa&ccedil;os de aprendizagem, a necessidade de repensar pr&aacute;ticas e de adaptar iniciativas &agrave;s caracter&iacute;sticas f&iacute;sicas do espa&ccedil;o &eacute; sentida como uma tarefa exigente. Por exemplo, no contexto B, havia uma forte preocupa&ccedil;&atilde;o entre as educadoras de educa&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-escolar em assegurar a explora&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas de conte&uacute;do estabelecidas nas orienta&ccedil;&otilde;es curriculares oficiais. As educadoras referiam saber o que fazer dentro da sala (como trabalhar a matem&aacute;tica, literacia, etc.) mas sentiam-se muito inseguras quanto a trabalhar essas mesmas &aacute;reas no espa&ccedil;o exterior e, sobretudo, a partir do brincar. Como Silverman e Corneau (2017) sugerem, os educadores t&ecirc;m de se desafiar a si pr&oacute;prios para ir para o exterior, percebendo o curr&iacute;culo de forma hol&iacute;stica e n&atilde;o disciplinar.</p>     <p>Durante o brincar no exterior, &eacute; importante providenciar espa&ccedil;o e tempo que permitam &agrave; crian&ccedil;a levar a cabo as suas iniciativas, tomar decis&otilde;es sobre o que fazer, como e com quem, reconhecendo que a constru&ccedil;&atilde;o de conhecimento tamb&eacute;m acontece atrav&eacute;s do brincar (Bilton, Bento, & Dias, 2017). &Eacute; tamb&eacute;m importante apoiar a autonomia da crian&ccedil;a ao n&iacute;vel da gest&atilde;o do risco, assumindo que esta &eacute; capaz de lidar com situa&ccedil;&otilde;es mais dif&iacute;ceis (Gill, 2010; Little & Eager, 2010). O desafio parece ser, essencialmente, o de compreender e assumir que nem todos os resultados de aprendizagem t&ecirc;m se ser predeterminados e previs&iacute;veis, mas abertos e incertos, que o conhecimento &eacute; sempre parcial e que diferentes leituras do mundo – e n&atilde;o apenas a do adulto – s&atilde;o poss&iacute;veis. A imagem da crian&ccedil;a &lsquo;agente&rsquo; e competente requer uma vis&atilde;o diferente do papel do educador. Mais do que um t&eacute;cnico aplicativo de metodologias que visam alcan&ccedil;ar resultados predefinidos, o profissional de educa&ccedil;&atilde;o de inf&acirc;ncia ser&aacute; um criador de possibilidades de a&ccedil;&atilde;o, que ensaia, discute, reflete e transforma de forma consequente a organiza&ccedil;&atilde;o e as oportunidades educativas do contexto, procurando o bem-estar, desenvolvimento e aprendizagens das crian&ccedil;as.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></p>     <p>A reflex&atilde;o sobre o processo de forma&ccedil;&atilde;o e de apoio ao desenvolvimento de pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas promotoras do brincar ao ar livre permitiu identificar cinco dimens&otilde;es, que interagem entre si, e que parecem influenciar a concretiza&ccedil;&atilde;o de mudan&ccedil;as efetivas neste &acirc;mbito: (1) disposi&ccedil;&atilde;o para a mudan&ccedil;a; (2) trabalho de equipa; (3) recursos e equipamentos; (4) envolvimento das fam&iacute;lias; (5) imagens de crian&ccedil;a, de aprendizagem e papel do adulto. Considerando estas dimens&otilde;es, detet&aacute;mos frequentes desarticula&ccedil;&otilde;es entre discursos e pr&aacute;ticas, verificando-se, muitas vezes, que a maioria das profissionais sabia onde queria chegar, mas enfrentava dificuldades na supera&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos h&aacute; muito instalados, na concilia&ccedil;&atilde;o de diferentes expectativas, na gest&atilde;o do tempo e dos recursos. Estes desfasamentos entre o que se diz e o que se faz podem ser compreendidos como sinais potencialmente positivos, caracter&iacute;sticos de etapas iniciais de mudan&ccedil;a. A constru&ccedil;&atilde;o de discursos em que se afirmam prioridades de a&ccedil;&atilde;o, objetivos e estrat&eacute;gias permite que o/a profissional anteveja o percurso que tem a realizar, equacione problemas e poss&iacute;veis solu&ccedil;&otilde;es e ganhe confian&ccedil;a para introduzir altera&ccedil;&otilde;es graduais nas suas pr&aacute;ticas.</p>     <p>No processo formativo que desenvolvemos parece-nos evidente que as fragilidades de algumas mudan&ccedil;as se deveram muito a aspetos relacionados com imagens de crian&ccedil;a e de educa&ccedil;&atilde;o de inf&acirc;ncia, disposi&ccedil;&atilde;o para a mudan&ccedil;a e trabalho de equipa, dimens&otilde;es que exigiam uma abordagem mais aprofundada e prolongada no tempo, em estreita liga&ccedil;&atilde;o com o desenvolvimento de atitude cr&iacute;tica, avaliativa e reflexiva. Destaca-se, assim, a morosidade associada aos processos de melhoria e transforma&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas, que exigem um investimento cont&iacute;nuo por parte dos profissionais, que se estende para al&eacute;m do tempo de forma&ccedil;&atilde;o e acompanhamento.</p>     <p>Podemos tamb&eacute;m referir que a abordagem desenvolvida (trabalho desenvolvido nos pr&oacute;prios CEI, assente em reuni&otilde;es e projetos de equipa) pode ajudar a criar alicerces para a mudan&ccedil;a, providenciando uma linguagem comum e pontos de encontro para o estabelecimento de estrat&eacute;gias e objetivos conjuntos. As discuss&otilde;es em torno das experi&ecirc;ncias vividas constituem-se como momentos de reflex&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o partilhados, contribuindo para o desenvolvimento de um sentido de equipa e de consenso em torno da inova&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica desejada.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <p>Abrahamson, E., & Baumard, P. (2008). What lies behind organizational fa&ccedil;ades and how organizational fa&ccedil;ades lie: Un untold story of organizational decision making. In G. P. Hodginkinson & W. H. Starbuck (Eds.), <i>Organizational decision making</i> (pp. 437–451). Oxford, UK: Oxford University Press.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Bento, G. (2015). Inf&acirc;ncia e espa&ccedil;os exteriores – Perspetivas sociais e educativas na atualidade. <i>Investigar em Educa&ccedil;&atilde;o</i>, 2(4), 127–140.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=777568&pid=S0871-9187201900020000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bento, G. (2017). Arriscar ao brincar: An&aacute;lise das perce&ccedil;&otilde;es de risco em rela&ccedil;&atilde;o ao brincar num grupo de educadoras de inf&acirc;ncia. <i>Revista Brasileira de Educa&ccedil;&atilde;o</i>, 22(69), 385–403. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1590/s1413-24782017226920" target="_blank">10.1590/s1413-24782017226920</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=777570&pid=S0871-9187201900020000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bento, G. (2019). <i>Espa&ccedil;os exteriores e organiza&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica em educa&ccedil;&atilde;o de inf&acirc;ncia – Pol&iacute;ticas, projetos e pr&aacute;ticas</i> (Tese de doutoramento n&atilde;o publicada). Universidade de Aveiro, Aveiro,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=777571&pid=S0871-9187201900020000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Portugal.</p>     <!-- ref --><p>Bento, G., & Costa, J. A. (2018). Outdoor play as a mean to achieve educational goals – A case study in a Portuguese day-care group. <i>Journal of Adventure Education and Outdoor Learning</i>, 18(4), 289-302. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1080/14729679.2018.1443483" target="_blank">10.1080/14729679.2018.1443483</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=777573&pid=S0871-9187201900020000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bento, G., & Portugal, G. (2016). Valorizando o espa&ccedil;o exterior e inovando pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas em educa&ccedil;&atilde;o de inf&acirc;ncia. <i>Revista Iberoamericana de Educaci&oacute;n</i>, 72, 85–104.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=777574&pid=S0871-9187201900020000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bilton, H., Bento, G., & Dias, G. (2017). <i>Brincar ao ar livre</i>. Porto, Portugal: Porto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=777576&pid=S0871-9187201900020000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Bilton, H., & Crook, A. (2016). <i>Exploring outdoors ages 3-11</i>. Oxon, UK: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=777578&pid=S0871-9187201900020000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Brunsson, N. (2006a). <i>A organiza&ccedil;&atilde;o da hipocrisia</i>. Porto, Portugal: ASA Editores, S.A.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=777580&pid=S0871-9187201900020000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Brunsson, N. (2006b). Administrative reforms as routines. <i>Scandinavian Journal of Management</i>, 22(3), 243–252. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.scaman.2006.10.007" target="_blank">10.1016/j.scaman.2006.10.007</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=777582&pid=S0871-9187201900020000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Cruz, I. (2013). <i>Potencialidades e utiliza&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o recreio: Um estudo desenvolvido em escolas do 1.o ciclo do ensino b&aacute;sico</i> (Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado n&atilde;o publicada). Instituto Polit&eacute;cnico de Lisboa, Lisboa, Portugal. Dispon&iacute;vel em <a href="http://hdl.handle.net/10400.21/3320" target="_blank">http://hdl.handle.net/10400.21/3320</a></p>     <p>Ferreira, M., & Tom&aacute;s, C. (2018). &ldquo;O pr&eacute;-escolar faz a diferen&ccedil;a?&rdquo;. Pol&iacute;ticas educativas na educa&ccedil;&atilde;o de inf&acirc;ncia e pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas. <i>Revista Portuguesa de Educa&ccedil;&atilde;o</i>, 31(2), 68–84. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.21814/rpe.14142" target="_blank">10.21814/rpe.14142</a></p>     <!-- ref --><p>Figueiredo, A. (2015). <i>Intera&ccedil;&atilde;o crian&ccedil;a-espa&ccedil;o exterior em jardim de inf&acirc;ncia</i> (Tese de doutoramento n&atilde;o publicada). Universidade de Aveiro, Aveiro,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=777585&pid=S0871-9187201900020000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Portugal.</p>     <!-- ref --><p>Frost, J. (2012). The changing culture of play. <i>International Journal of Play</i>, 1(2), 117–130. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1080/21594937.2012.698461" target="_blank">10.1080/21594937.2012.698461</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=777587&pid=S0871-9187201900020000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gill, T. (2010). <i>Sem medo. Crescer numa sociedade com avers&atilde;o ao risco</i>. Cascais, Portugal: Principia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=777588&pid=S0871-9187201900020000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ginsburg, K. R. (2007). The importance of play in promoting healthy child development and maintaining strong parent-child bonds. <i>Pediatrics</i>, 119(1), 182–188.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=777590&pid=S0871-9187201900020000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Giordan, A. (1998). <i>Apprendre!</i> Paris, France: &Eacute;ditions Belin.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=777592&pid=S0871-9187201900020000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Howard, J. (2010). Early years practitioners&rsquo; perceptions of play: An exploration of theoretical understanding, planning and involvement, confidence and barriers to practice. <i>Educational & Child Psychology</i>, 27(4), 91–102.</p>     <p>Jayasuriya, A., Williams, M., Edwards, T., & Tandon, P. (2016). Parents&rsquo; perceptions of preschool activities: Exploring outdoor play. <i>Early Education and Development</i>, 27(7), 1004–1017. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1080/10409289.2016.1156989" target="_blank">10.1080/10409289.2016.1156989</a></p>     <!-- ref --><p>Kernan, M., & Devine, D. (2010). Being confined within? Constructions of good childhood and outdoor play in early childhood education and care settings in Ireland. <i>Children & Society</i>, 24, 371–385.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=777596&pid=S0871-9187201900020000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Leggett, N., & Ford, M. (2013). A fine balance?: Understanding the roles educators and children play as intentional teachers and intentional learners within the Early Years Learning Framework. <i>Australasian Journal of Early Childhood</i>, 38(4), 42–50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=777598&pid=S0871-9187201900020000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Leggett, N., & Newman, L. (2017). Play: Challenging educators&rsquo; beliefs about play in the indoor and outdoor environment. <i>Australasian Journal of Early Childhood</i>, 42(1), 24–32. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.23965/AJEC.42.1.03" target="_blank">10.23965/AJEC.42.1.03</a></p>     <!-- ref --><p>Little, H., & Eager, D. (2010). Risk, challenge and safety: Implications for play quality and playground design. <i>European Early Childhood Education Research Journal</i>, 18(4), 497–513. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1080/1350293X.2010.525949" target="_blank">10.1080/1350293X.2010.525949</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=777601&pid=S0871-9187201900020000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Lysklett, O. B., & Berger, H. W. (2016). What are the characteristics of nature preschools in Norway, and how do they organize their daily activities? <i>Journal of Adventure Education and Outdoor Learning</i>, 17(2), 95–107. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1080/14729679.2016.1218782" target="_blank">10.1080/14729679.2016.1218782</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=777602&pid=S0871-9187201900020000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Malone, K., & Tranter, P. J. (2003). School grounds as sites for learning: Making the most of environmental opportunities. <i>Environmental Education Research</i>, 9(3), 283–303. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1080/13504620303459" target="_blank">10.1080/13504620303459</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=777603&pid=S0871-9187201900020000700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Maxwell, L. E., Mitchell, M. R., & Evans, G. W. (2008). Effects of play equipment and loose parts on preschool children&rsquo;s outdoor play behavior: An observational study and design intervention. <i>Children, Youth and Environments</i>, 18(2), 36–60.</p>     <!-- ref --><p>Maynard, T., & Waters, J. (2007). Learning in the outdoor environment: A missed opportunity? <i>Early Years</i>, 27(3), 255–265. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1080/09575140701594400" target="_blank">10.1080/09575140701594400</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=777605&pid=S0871-9187201900020000700027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Maynard, T., Waters, J., & Clement, J. (2013). Moving outdoors: Further explorations of &lsquo;child-initiated&rsquo; learning in the outdoor environment. <i>Education 3-13</i>, 41(3), 282–299. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1080/03004279.2011.578750" target="_blank">10.1080/03004279.2011.578750</a></p>     <p>McClintic, S., & Petty, K. (2015). Exploring early childhood teachers&rsquo; beliefs and practices about preschool outdoor play: A qualitative study. <i>Journal of Early Childhood Teacher Education</i>, 36(1), 24–43. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1080/10901027.2014.997844" target="_blank">10.1080/10901027.2014.997844</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o (2016). <i>Orienta&ccedil;&otilde;es curriculares para a educa&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-escolar</i>. Lisboa, Portugal: Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=777608&pid=S0871-9187201900020000700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Neto, C. (2005). A mobilidade do corpo na inf&acirc;ncia e desenvolvimento urbano: Um paradoxo da sociedade moderna. In D. Rodrigues & C. Neto (Eds.), <i>O corpo que (des)conhecemos</i> (pp. 15–30). Lisboa, Portugal: Edi&ccedil;&otilde;es FMH.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=777610&pid=S0871-9187201900020000700031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Olsen, H., & Smith, B. (2017). Sandboxes, loose parts, and playground equipment: A descriptive exploration of outdoor play environments. <i>Early Child Development and Care</i>, 187(5–6), 1055–1068. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1080/03004430.2017.1282928" target="_blank">10.1080/03004430.2017.1282928</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=777612&pid=S0871-9187201900020000700032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Portugal, G. (2009). Para o educador que queremos, que forma&ccedil;&atilde;o assegurar? <i>EXEDRA - Revista Cient&iacute;fica da Escola Superior de Educa&ccedil;&atilde;o de Coimbra</i>, 1, 9–24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=777613&pid=S0871-9187201900020000700033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pramling-Samuelsson, I., & Pramling, N. (2011). Didactics in early childhood education: Reflections on the volume. In N. Pramling & I. Pramling-Samuelsson (Eds.), <i>Educational encounters: Nordic studies on early childhood didactics</i> (pp. 242–256). Dordrecht, Netherlands: Springer.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=777615&pid=S0871-9187201900020000700034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ribeiro, V. (2013). <i>Planeamento para os espa&ccedil;os de jogo e recreio em Vila Nova de Gaia</i> (Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado n&atilde;o publicada). Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, Vila Real,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=777617&pid=S0871-9187201900020000700035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Portugal.</p>     <p>Silverman, J., & Corneau, N. (2017). From nature deficit to outdoor exploration: Curriculum for sustainability in Vermont&rsquo;s public schools. <i>Journal of Adventure Education and Outdoor Learning</i>, 17(3), 258–273. <a href="http://dx.doi.org/10.1080/14729679.2016.1269235" target="_blank">10.1080/14729679.2016.1269235</a></p>     <p>Singer, D. G., Singer, J. L., D&rsquo;Agostino, H., & DeLong, R. (2009). Children&rsquo;s pastimes and play in sixteen nations. <i>American Journal of Play</i>, 1(3), 283–312.</p>     <!-- ref --><p>Stephenson, A. (2003). Physical risk-taking: Dangerous or endangered? <i>Early Years</i>, 23(1), 35–43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=777621&pid=S0871-9187201900020000700038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Thorburn, M., & Allison, P. (2010). Are we ready to go outdoors now? The prospects for outdoor education during a period of curriculum renewal in Scotland. <i>The Curriculum Journal</i>, 21(1), 97–108. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1080/09585170903560824" target="_blank">10.1080/09585170903560824</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=777623&pid=S0871-9187201900020000700039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Thorburn, M., & Allison, P. (2013). Analysing attempts to support outdoor learning in Scottish schools. <i>Journal of Curriculum Studies</i>, 45(3), 418–440. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1080/00220272.2012.689863" target="_blank">10.1080/00220272.2012.689863</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=777624&pid=S0871-9187201900020000700040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Tremblay, M. S., Gray, C., Babcock, S., Barnes, J., Bradstreet, C. C., Carr, D., … Brussoni, M. (2015). Position statement on active outdoor play. <i>International Journal of Environmental Research and Public Health</i>, 12(6), 6475-6505. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.3390/ijerph120606475" target="_blank">10.3390/ijerph120606475</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=777625&pid=S0871-9187201900020000700041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Vandermaas-Peeler, M., Dean, C., Biehl, M. S., & Mellman, A. (2019). Parents&rsquo; beliefs about young children&rsquo;s play and nature experiences in Danish and US contexts. <i>Journal of Adventure Education and Outdoor Learning</i>, 19(1), 43–55. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1080/14729679.2018.1507829" target="_blank">10.1080/14729679.2018.1507829</a></p>     <p>Waite, S. (2009). Outdoor learning for children aged 2-11: Perceived barriers, potential solutions. In <i>&lsquo;Outdoor Education Research and Theory: Critical Reflections, New Directions&rsquo; – The Fourth International Outdoor Education Research Conference</i>, (pp. 1-11). La Trobe University, Beechworth, Victoria, Australia, 15–18 April. Dispon&iacute;vel em <a href="https://www.latrobe.edu.au/education/downloads/2009_conference_waite.pdf" target="_blank">https://www.latrobe.edu.au/education/downloads/2009_conference_waite.pdf</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Waite, S. (2010). Losing our way? The downward path for outdoor learning for children aged 2–11 years. <i>Journal of Adventure Education and Outdoor Learning</i>, 10(2), 111–126. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1080/14729679.2010.531087" target="_blank">10.1080/14729679.2010.531087</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=777628&pid=S0871-9187201900020000700044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Weick, K. E. (1976). Educational organizations as loosely coupled systems. <i>Administrative Science Quarterly</i>, 21, 1–19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=777629&pid=S0871-9187201900020000700045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Wood, E., & Bennet, N. (2000). Changing theories, changing practice: Exploring early childhood teachers&rsquo; professional learning. <i>Teaching and Teacher Education</i>, 16, 635–647.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para Correspond&ecirc;ncia</a><a name="c0"></a></p>     <p>Toda a correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo deve ser enviada para: Gabriela Bento</p>     <p>Centro de Inv. em Did&aacute;tica e Tecnologia na Forma&ccedil;&atilde;o de Formadores</p>     <p>Campus Universit&aacute;rio de Santiago, 3810-193 Aveiro, Portugal</p>     <p>E-mail: <a href="mailto:gportugalbento@ua.pt">gportugalbento@ua.pt</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Recebido em 29 de abril de 2019</p>     <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em 17 de novembro de 2019</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Abrahamson]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Baumard]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[What lies behind organizational façades and how organizational façades lie: An untold story of organizational decision making]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Hodginkinson]]></surname>
<given-names><![CDATA[G. P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Starbuck]]></surname>
<given-names><![CDATA[W. H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Organizational decision making]]></source>
<year>2008</year>
<page-range>437-451</page-range><publisher-loc><![CDATA[Oxford ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Oxford University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bento]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Infância e espaços exteriores: Perspetivas sociais e educativas na atualidade]]></article-title>
<source><![CDATA[Investigar em Educação]]></source>
<year>2015</year>
<volume>2</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>127-140</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bento]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Arriscar ao brincar: Análise das perceções de risco em relação ao brincar num grupo de educadoras de infância]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Brasileira de Educação]]></source>
<year>2017</year>
<volume>22</volume>
<numero>69</numero>
<issue>69</issue>
<page-range>385-403</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bento]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Espaços exteriores e organização pedagógica em educação de infância: Políticas, projetos e práticas]]></source>
<year>2019</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bento]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Costa]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Outdoor play as a mean to achieve educational goals: A case study in a Portuguese day-care group]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Adventure Education and Outdoor Learning]]></source>
<year>2018</year>
<volume>18</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>289-302</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bento]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Portugal]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Valorizando o espaço exterior e inovando práticas pedagógicas em educação de infância]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Iberoamericana de Educación]]></source>
<year>2016</year>
<volume>72</volume>
<page-range>85-104</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bilton]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bento]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dias]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Brincar ao ar livre]]></source>
<year>2017</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Porto Editora]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bilton]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Crook]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Exploring outdoors ages 3-11]]></source>
<year>2016</year>
<publisher-loc><![CDATA[Oxon ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Routledge]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Brunsson]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A organização da hipocrisia]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[ASA Editores, S.A.]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Brunsson]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Administrative reforms as routines]]></article-title>
<source><![CDATA[Scandinavian Journal of Management]]></source>
<year>2006</year>
<volume>22</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>243-252</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cruz]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Potencialidades e utilização do espaço recreio: Um estudo desenvolvido em escolas do 1.o ciclo do ensino básico]]></source>
<year>2013</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tomás]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O pré-escolar faz a diferença?: Políticas educativas na educação de infância e práticas pedagógicas]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Portuguesa de Educação]]></source>
<year>2018</year>
<volume>31</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>68-84</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Figueiredo]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Interação criança-espaço exterior em jardim de infância]]></source>
<year>2015</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Frost]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The changing culture of play]]></article-title>
<source><![CDATA[International Journal of Play]]></source>
<year>2012</year>
<volume>1</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>117-130</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gill]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Sem medo: Crescer numa sociedade com aversão ao risco]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Cascais ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Principia]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ginsburg]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The importance of play in promoting healthy child development and maintaining strong parent-child bonds]]></article-title>
<source><![CDATA[Pediatrics]]></source>
<year>2007</year>
<volume>119</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>182-188</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Giordan]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Apprendre!]]></source>
<year>1998</year>
<publisher-loc><![CDATA[Paris ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Éditions Belin]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Howard]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Early years practitioners perceptions of play: An exploration of theoretical understanding, planning and involvement, confidence and barriers to practice]]></article-title>
<source><![CDATA[Educational & Child Psychology]]></source>
<year>2010</year>
<volume>27</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>91-102</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Jayasuriya]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Williams]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Edwards]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tandon]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Parents perceptions of preschool activities: Exploring outdoor play]]></article-title>
<source><![CDATA[Early Education and Development]]></source>
<year>2016</year>
<volume>27</volume>
<numero>7</numero>
<issue>7</issue>
<page-range>1004-1017</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kernan]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Devine]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Being confined within?: Constructions of good childhood and outdoor play in early childhood education and care settings in Ireland]]></article-title>
<source><![CDATA[Children & Society]]></source>
<year>2010</year>
<volume>24</volume>
<page-range>371-385</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Leggett]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ford]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A fine balance: Understanding the roles educators and children play as intentional teachers and intentional learners within the Early Years Learning Framework]]></article-title>
<source><![CDATA[Australasian Journal of Early Childhood]]></source>
<year>2013</year>
<volume>38</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>42-50</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Leggett]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Newman]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Play: Challenging educators beliefs about play in the indoor and outdoor environment]]></article-title>
<source><![CDATA[Australasian Journal of Early Childhood]]></source>
<year>2017</year>
<volume>42</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>24-32</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Little]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Eager]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Risk, challenge and safety: Implications for play quality and playground design]]></article-title>
<source><![CDATA[European Early Childhood Education Research Journal]]></source>
<year>2010</year>
<volume>18</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>497-513</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lysklett]]></surname>
<given-names><![CDATA[O. B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Berger]]></surname>
<given-names><![CDATA[H. W.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[What are the characteristics of nature preschools in Norway, and how do they organize their daily activities?]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Adventure Education and Outdoor Learning]]></source>
<year>2016</year>
<volume>17</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>95-107</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Malone]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tranter]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[School grounds as sites for learning: Making the most of environmental opportunities]]></article-title>
<source><![CDATA[Environmental Education Research]]></source>
<year>2003</year>
<volume>9</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>283-303</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Maxwell]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mitchell]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Evans]]></surname>
<given-names><![CDATA[G. W.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Effects of play equipment and loose parts on preschool children s outdoor play behavior: An observational study and design intervention]]></article-title>
<source><![CDATA[Children, Youth and Environments]]></source>
<year>2008</year>
<volume>18</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>36-60</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Maynard]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Waters]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Learning in the outdoor environment: A missed opportunity?]]></article-title>
<source><![CDATA[Early Years]]></source>
<year>2007</year>
<volume>27</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>255-265</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Maynard]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Waters]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Clement]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Moving outdoors: Further explorations of child-initiated learning in the outdoor environment]]></article-title>
<source><![CDATA[Education 3-13]]></source>
<year>2013</year>
<volume>41</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>282-299</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[McClintic]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Petty]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Exploring early childhood teachers beliefs and practices about preschool outdoor play: A qualitative study]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Early Childhood Teacher Education]]></source>
<year>2015</year>
<volume>36</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>24-43</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="book">
<source><![CDATA[Orientações curriculares para a educação pré-escolar]]></source>
<year>2016</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Ministério da Educação]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Neto]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A mobilidade do corpo na infância e desenvolvimento urbano: Um paradoxo da sociedade moderna]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Rodrigues]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Neto]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O corpo que (des)conhecemos]]></source>
<year>2005</year>
<page-range>15-30</page-range><publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Edições FMH]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Olsen]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Smith]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Sandboxes, loose parts, and playground equipment: A descriptive exploration of outdoor play environments]]></article-title>
<source><![CDATA[Early Child Development and Care]]></source>
<year>2017</year>
<volume>187</volume>
<numero>5-6</numero>
<issue>5-6</issue>
<page-range>1055-1068</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Portugal]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Para o educador que queremos, que formação assegurar?]]></article-title>
<source><![CDATA[EXEDRA - Revista Científica da Escola Superior de Educação de Coimbra]]></source>
<year>2009</year>
<volume>1</volume>
<page-range>9-24</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pramling-Samuelsson]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pramling]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Didactics in early childhood education: Reflections on the volume]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Pramling]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pramling-Samuelsson]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Educational encounters: Nordic studies on early childhood didactics]]></source>
<year>2011</year>
<page-range>242-256</page-range><publisher-loc><![CDATA[Dordrecht ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Springer]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ribeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Planeamento para os espaços de jogo e recreio em Vila Nova de Gaia]]></source>
<year>2013</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B36">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silverman]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Corneau]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[From nature deficit to outdoor exploration: Curriculum for sustainability in Vermont s public schools]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Adventure Education and Outdoor Learning]]></source>
<year>2017</year>
<volume>17</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>258-273</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B37">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Singer]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Singer]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[D Agostino]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[DeLong]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Children s pastimes and play in sixteen nations]]></article-title>
<source><![CDATA[American Journal of Play]]></source>
<year>2009</year>
<volume>1</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>283-312</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B38">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Stephenson]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Physical risk-taking: Dangerous or endangered?]]></article-title>
<source><![CDATA[Early Years]]></source>
<year>2003</year>
<volume>23</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>35-43</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B39">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Thorburn]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Allison]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Are we ready to go outdoors now?: The prospects for outdoor education during a period of curriculum renewal in Scotland]]></article-title>
<source><![CDATA[The Curriculum Journal]]></source>
<year>2010</year>
<volume>21</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>97-108</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B40">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Thorburn]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Allison]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Analysing attempts to support outdoor learning in Scottish schools]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Curriculum Studies]]></source>
<year>2013</year>
<volume>45</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>418-440</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B41">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tremblay]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gray]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Babcock]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barnes]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bradstreet]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carr]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brussoni]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Position statement on active outdoor play]]></article-title>
<source><![CDATA[International Journal of Environmental Research and Public Health]]></source>
<year>2015</year>
<volume>12</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>6475-6505</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B42">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vandermaas-Peeler]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dean]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Biehl]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mellman]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Parents beliefs about young children s play and nature experiences in Danish and US contexts]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Adventure Education and Outdoor Learning]]></source>
<year>2019</year>
<volume>19</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>43-55</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B43">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Waite]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Outdoor learning for children aged 2-11: Perceived barriers, potential solutions]]></article-title>
<source><![CDATA[Outdoor Education Research and Theory: Critical Reflections, New Directions]]></source>
<year>2009</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B44">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Waite]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Losing our way?: The downward path for outdoor learning for children aged 2-11 years]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Adventure Education and Outdoor Learning]]></source>
<year>2010</year>
<volume>10</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>111-126</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B45">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Weick]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Educational organizations as loosely coupled systems]]></article-title>
<source><![CDATA[Administrative Science Quarterly]]></source>
<year>1976</year>
<volume>21</volume>
<page-range>1-19</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B46">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Wood]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bennet]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Changing theories, changing practice: Exploring early childhood teachers professional learning]]></article-title>
<source><![CDATA[Teaching and Teacher Education]]></source>
<year>2000</year>
<volume>16</volume>
<page-range>635-647</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
