<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0871-9187</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Educação]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. Port. de Educação]]></abbrev-journal-title>
<issn>0871-9187</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Centro de Investigação em Educação. Instituto de Educação da Universidade do Minho]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0871-91872020000100006</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.21814/rpe.19127</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Escala de Avaliação das Estratégias de Aprendizagem (Ensino Profissionalizante): Adaptação e Estudos Psicométricos]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Learning Strategies Assessment Scale for Vocational Education: Adaptation and Psychometric Studies]]></article-title>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Escala de Evaluación de Estrategias de Aprendizaje para la Educación Vocacional: Adaptácion y Estudios Psicométricos]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Carla Priscila da Silva]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A1"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[Acácia Aparecida Angeli dos]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A1"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ferraz]]></surname>
<given-names><![CDATA[Adriana Satico]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A1"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="AA1">
<institution><![CDATA[,Universidade São Francisco Campus de Campinas/SP ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2020</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2020</year>
</pub-date>
<volume>33</volume>
<numero>1</numero>
<fpage>75</fpage>
<lpage>93</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0871-91872020000100006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0871-91872020000100006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0871-91872020000100006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[O objetivo deste estudo foi investigar as propriedades psicométricas da Escala de Avaliação das Estratégias de Aprendizagem para alunos do Ensino Profissionalizante (EAVAP-EP). Esta escala foi adaptada do contexto do ensino fundamental para o ensino profissionalizante por meio de um estudo focal com cinco professores e 11 alunos. A evidência de validade de conteúdo da EAVAP-EP foi investigada mediante a análise de seis juízes especialistas e estudo piloto com 24 alunos que indicaram a representatividade e a compreensão dos itens adaptados. A evidência de validade baseada na estrutura interna da EAVAP-EP foi obtida com uma amostra de 401 alunos. A análise de componentes principais indicou a variância explicada de 31,37% da escala. Os 28 itens foram distribuídos em três dimensões: cognitivas, metacognitivas e metacognitivas disfuncionais, com cargas fatoriais acima de 0,30. Verificou-se, ainda, a estimativa de fidedignidade da EAVAP-EP (escala total: ± = 0,86). Sugere-se a utilização da EAVAP-EP no contexto do ensino profissionalizante e a continuidade das pesquisas com o instrumento.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study aimed to investigate the psychometric properties of the Learning Strategies Assessment Scale for students in Vocational Education (EAVAP-EP). We adapted this scale from Middle School to vocational education through a focal study with five teachers and 11 students. Through the expert judge's analysis and a pilot study with 24 students that evaluated the representativeness and comprehension of the adapted items of EAVAP-EP, we obtained the content validity of the EAVAP-EP. Afterwards, 401 students participated in the search for validity evidence based on EAVAP-EP internal structure. Principal component analysis indicated the explained variance of 31.37% of the instrument. EAVAP-EP presented 28 items divided into three dimensions: cognitive, metacognitive, and dysfunctional metacognitive. Factor loadings were above 0.30. The EAVAP-EP reliability estimate was also verified (total scale: ± = 0.86). We suggest the use of EAVAP-EP in the context of vocational education and the continuity of research with the instrument.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Este estudio tuvo como objetivo investigar las propiedades psicométricas de la Escala de Evaluación de Estrategias de Aprendizaje para estudiantes de Educación Vocacional (EAVAP-EP). Adaptamos la escala del contexto de la educación básica a la educación vocacional a través de un estudio focal con cinco maestros y 11 estudiantes. A través del análisis de seis jueces expertos y un estudio piloto con 24 estudiantes que evaluó la representatividad y la comprensión de los elementos adaptados de EAVAP-EP, obtuvimos la validez de contenido del EAVAP-EP. Posteriormente, 401 estudiantes participaron en la investigación de evidencia de validez basada en la estructura interna EAVAP-EP. El análisis del componente principal indicó la varianza explicada del 31,37% del instrumento. EAVAP-EP presentó 28 ítems divididos en tres dimensiones, a saber, cognitiva, metacognitiva y metacognitiva disfuncional. Las cargas factoriales fueran superiores a 0,30. También se verificó la estimación de fiabilidad EAVAP-EP (escala total: ± = 0,86). Sugerimos el uso de EAVAP-EP en el contexto de la educación vocacional y la continuidad de la investigación con el instrumento.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[estratégias cognitivas]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[estratégias metacognitivas]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[avaliação psicoeducacional]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Cognitive strategies]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Metacognitive strategies]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Psychoeducational assessment]]></kwd>
<kwd lng="es"><![CDATA[estrategias cognitivas]]></kwd>
<kwd lng="es"><![CDATA[estrategias metacognitivas]]></kwd>
<kwd lng="es"><![CDATA[evaluación psicoeducativa]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Escala de Avalia&ccedil;&atilde;o das Estrat&eacute;gias de Aprendizagem (Ensino Profissionalizante): Adapta&ccedil;&atilde;o e Estudos Psicom&eacute;tricos</b></p>     <p><b>Learning Strategies Assessment Scale for Vocational Education: Adaptation and Psychometric Studies</b></p>     <p><b>Escala de Evaluaci&oacute;n de Estrategias de Aprendizaje para la Educaci&oacute;n Vocacional: Adapt&aacute;cion y Estudios Psicom&eacute;tricos</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Carla Priscila da Silva Pereira<sup>i</sup>    <br>       <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"><a href="https://orcid.org/0000-0003-4911-3471">https://orcid.org/0000-0003-4911-3471</a></b></p>     
<p><b>Ac&aacute;cia Aparecida Angeli dos Santos<sup>i</sup>    <br>       <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"><a href="https://orcid.org/0000-0002-8599-7465">https://orcid.org/0000-0002-8599-7465</a></b></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Adriana Satico Ferraz<sup>i</sup>    <br>       <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"><a href="https://orcid.org/0000-0002-9856-0094">https://orcid.org/0000-0002-9856-0094</a></b></p>     
<p><sup>i</sup>Universidade S&atilde;o Francisco, Campus de Campinas/SP, Brasil.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para Correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O objetivo deste estudo foi investigar as propriedades psicom&eacute;tricas da Escala de Avalia&ccedil;&atilde;o das Estrat&eacute;gias de Aprendizagem para alunos do Ensino Profissionalizante (EAVAP-EP). Esta escala foi adaptada do contexto do ensino fundamental para o ensino profissionalizante por meio de um estudo focal com cinco professores e 11 alunos. A evid&ecirc;ncia de validade de conte&uacute;do da EAVAP-EP foi investigada mediante a an&aacute;lise de seis ju&iacute;zes especialistas e estudo piloto com 24 alunos que indicaram a representatividade e a compreens&atilde;o dos itens adaptados. A evid&ecirc;ncia de validade baseada na estrutura interna da EAVAP-EP foi obtida com uma amostra de 401 alunos. A an&aacute;lise de componentes principais indicou a vari&acirc;ncia explicada de 31,37% da escala. Os 28 itens foram distribu&iacute;dos em tr&ecirc;s dimens&otilde;es: cognitivas, metacognitivas e metacognitivas disfuncionais, com cargas fatoriais acima de 0,30. Verificou-se, ainda, a estimativa de fidedignidade da EAVAP-EP (escala total:&nbsp;<i>a&nbsp;</i>= 0,86). Sugere-se a utiliza&ccedil;&atilde;o da EAVAP-EP no contexto do ensino profissionalizante e a continuidade das pesquisas com o instrumento.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b>&nbsp;estrat&eacute;gias cognitivas; estrat&eacute;gias metacognitivas; avalia&ccedil;&atilde;o psicoeducacional.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This study aimed to investigate the psychometric properties of the Learning Strategies Assessment Scale for students in Vocational Education (EAVAP-EP). We adapted this scale from Middle School to vocational education through a focal study with five teachers and 11 students. Through the expert judge&rsquo;s analysis and a pilot study with 24 students that evaluated the representativeness and comprehension of the adapted items of EAVAP-EP, we obtained the content validity of the EAVAP-EP. Afterwards, 401 students participated in the search for validity evidence based on EAVAP-EP internal structure. Principal component analysis indicated the explained variance of 31.37% of the instrument. EAVAP-EP presented 28 items divided into three dimensions: cognitive, metacognitive, and dysfunctional metacognitive. Factor loadings were above 0.30. The EAVAP-EP reliability estimate was also verified (total scale:&nbsp;<i>a</i>&nbsp;= 0.86). We suggest the use of EAVAP-EP in the context of vocational education and the continuity of research with the instrument.</p>     <p><b>Keywords:</b>&nbsp;Cognitive strategies; Metacognitive strategies; Psychoeducational assessment.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMEN</b></p>     <p>Este estudio tuvo como objetivo investigar las propiedades psicom&eacute;tricas de la Escala de Evaluaci&oacute;n de Estrategias de Aprendizaje para estudiantes de Educaci&oacute;n Vocacional (EAVAP-EP). Adaptamos la escala del contexto de la educaci&oacute;n b&aacute;sica a la educaci&oacute;n vocacional a trav&eacute;s de un estudio focal con cinco maestros y 11 estudiantes. A trav&eacute;s del an&aacute;lisis de seis jueces expertos y un estudio piloto con 24 estudiantes que evalu&oacute; la representatividad y la comprensi&oacute;n de los elementos adaptados de EAVAP-EP, obtuvimos la validez de contenido del EAVAP-EP. Posteriormente, 401 estudiantes participaron en la investigaci&oacute;n de evidencia de validez basada en la estructura interna EAVAP-EP. El an&aacute;lisis del componente principal indic&oacute; la varianza explicada del 31,37% del instrumento. EAVAP-EP present&oacute; 28 &iacute;tems divididos en tres dimensiones, a saber, cognitiva, metacognitiva y metacognitiva disfuncional. Las cargas factoriales fueran superiores a 0,30. Tambi&eacute;n se verific&oacute; la estimaci&oacute;n de fiabilidad EAVAP-EP (escala total: a = 0,86). Sugerimos el uso de EAVAP-EP en el contexto de la educaci&oacute;n vocacional y la continuidad de la investigaci&oacute;n con el instrumento.</p>     <p><b>Palabras-clave:</b>&nbsp;estrategias cognitivas; estrategias metacognitivas; evaluaci&oacute;n psicoeducativa.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O Ensino Profissionalizante (EP) tem por objetivo formar o aluno para o desempenho de profiss&otilde;es de n&iacute;vel t&eacute;cnico. Esta modalidade de ensino vem ganhando visibilidade no Brasil como uma pol&iacute;tica que busca atender &agrave;s demandas socioecon&oacute;mico-ambientais. O EP &eacute; muito procurado devido &agrave; sua dura&ccedil;&atilde;o ser mais breve e os custos mais baixos em compara&ccedil;&atilde;o a um curso de n&iacute;vel superior. Para os alunos mais jovens, o EP pode ser uma alternativa para conseguir um emprego, enquanto que, para os alunos mais velhos, cursar este tipo de ensino configura-se como meio de melhorar as suas qualifica&ccedil;&otilde;es profissionais e de reinser&ccedil;&atilde;o no mercado de trabalho (Brasil, 2012, 2018).</p>     <p>Diferente do que ocorre com os n&iacute;veis de Ensino B&aacute;sico e Superior, a grelha curricular desta modalidade de ensino confere maior &ecirc;nfase ao desenvolvimento de habilidades espec&iacute;ficas de profiss&otilde;es t&eacute;cnicas, a partir da execu&ccedil;&atilde;o de tarefas pr&aacute;ticas. A interdisciplinaridade do EP exige da Institui&ccedil;&atilde;o de Ensino o desenvolvimento e a aplica&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias pedag&oacute;gicas que possibilitem a compreens&atilde;o dos alunos acerca da proposta desta modalidade de ensino, centralizada na integra&ccedil;&atilde;o dos aspetos te&oacute;ricos com a pr&aacute;tica profissional (Slaats, Lodewijks, & Van der Sanden, 1999). Por sua vez, &eacute; exigida do aluno uma certa flexibilidade para que se fa&ccedil;a a sua adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es de aprendizagem, que o aproximam da realidade do exerc&iacute;cio profissional e que costumam ocorrer num curto per&iacute;odo de tempo (Brasil, 2012, 2018; Jossberger, Brand-Gruwel, van de Wiel, & Boshuizen, 2019; Slaats et al., 1999).</p>     <p>Uma forma de lidar com as demandas inerentes &agrave;s especificidades do EP &eacute; agregar aos recursos pedag&oacute;gicos o uso de estrat&eacute;gias de aprendizagem cognitivas e metacognitivas. Estas estrat&eacute;gias s&atilde;o definidas como sequ&ecirc;ncias integradas de procedimentos ou atividades que visam otimizar a aquisi&ccedil;&atilde;o, o armazenamento e a utiliza&ccedil;&atilde;o do conte&uacute;do transmitido ao aluno (Jossberger et al., 2019; Pozo, 1996). As estrat&eacute;gias cognitivas s&atilde;o utilizadas pelos alunos de modo intencional na execu&ccedil;&atilde;o das atividades acad&eacute;micas, ajudando-os a procurar pela informa&ccedil;&atilde;o, o que envolve o ensaio, a elabora&ccedil;&atilde;o e a organiza&ccedil;&atilde;o (ex.: anotar o conte&uacute;do das aulas) (Boruchovitch, 1999; Cash, 2016; Dembo & Eaton, 2000; Jossberger et al., 2019; Liu, 2009; Oliveira, Boruchovitch, & Santos, 2010). Por sua vez, as estrat&eacute;gias de aprendizagem metacognitivas est&atilde;o relacionadas com a regula&ccedil;&atilde;o dos aspetos cognitivos e afetivos. S&atilde;o procedimentos que o aluno aplica para planear, organizar, monitorizar e regular o pr&oacute;prio pensamento e a habilidade de aprender a aprender sobre as diversas possibilidades de realizar com &ecirc;xito as tarefas do curso profissionalizante (ex.: simular situa&ccedil;&otilde;es para recriar o conte&uacute;do aprendido) (Boruchovitch,1999; Cash, 2016; Dembo & Eaton, 2000; Flavell,1979; Oliveira et al., 2010; Pozo, 1996).</p>     <p>Especialmente no que diz respeito ao processo de ensino e aprendizagem, conjetura-se que o uso adequado destas estrat&eacute;gias pode auxiliar os alunos de cursos profissionalizantes na sua rotina de estudos. Isto porque, nos diversos n&iacute;veis de ensino, quando as estrat&eacute;gias de aprendizagem s&atilde;o bem aplicadas pelos alunos, tendem a facilitar a realiza&ccedil;&atilde;o das atividades e contribuir para o bom desempenho acad&eacute;mico (Costa & Boruchovitch, 2015; Kikas & J&otilde;gi, 2015; Jossberger et al., 2019; Santos & Alliprandini, 2017). A t&iacute;tulo de exemplo, interven&ccedil;&otilde;es com o objetivo de desenvolver as estrat&eacute;gias de aprendizagem na educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica em v&aacute;rios dom&iacute;nios e disciplinas (ex.: escrita e biologia) resultaram num aumento no repert&oacute;rio de estrat&eacute;gias, acrescida da efic&aacute;cia na sua utiliza&ccedil;&atilde;o constatada na eleva&ccedil;&atilde;o do desempenho dos alunos (Costa & Boruchovitch, 2015; Santos & Alliprandini, 2017). O est&iacute;mulo &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de aprendizagem tamb&eacute;m foi preditor do bom desempenho em leitura, compreens&atilde;o de leitura e em matem&aacute;tica ao longo dos anos escolares (Kikas & J&otilde;gi, 2015).</p>     <p>Ao fazer uma compara&ccedil;&atilde;o com os alunos do Ensino Superior, Slaats et al. (1999) j&aacute; indicavam a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as nos tipos de estrat&eacute;gias de aprendizagem empregadas pelos alunos do EP em decorr&ecirc;ncia das particularidades desse p&uacute;blico, bem como pelas distin&ccedil;&otilde;es desses ambientes educacionais. Esses autores observaram que os alunos do EP eram menos estimulados a refletir sobre o pr&oacute;prio comportamento, o que pode ter impactado na verbaliza&ccedil;&atilde;o de um n&uacute;mero menor de estrat&eacute;gias, em rela&ccedil;&atilde;o aos alunos do Ensino Superior. Ao analisar os tipos de estrat&eacute;gias utilizadas na aprendizagem te&oacute;rica e pr&aacute;tica exigidas no EP, os alunos desta modalidade de ensino apresentaram tanto o uso de procedimentos mais superficiais (&ecirc;nfase cognitiva), centralizados na reprodu&ccedil;&atilde;o literal dos conte&uacute;dos das aulas (ex.: reler a mat&eacute;ria), como o emprego de m&eacute;todos mais profundos (&ecirc;nfase metacognitiva), que exigiam a compreens&atilde;o e a elabora&ccedil;&atilde;o sobre o tema abordado (ex.: parafrasear os textos).</p>     <p>No EP existem ind&iacute;cios de que os alunos utilizam mais as estrat&eacute;gias cognitivas de aprendizagem, direcionadas &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o do tempo e &agrave; mobiliza&ccedil;&atilde;o de recursos para realizar as tarefas do curso. As estrat&eacute;gias metacognitivas tendem a ser aplicadas pelos alunos para automonitorizar as suas a&ccedil;&otilde;es com foco no alcance de bons resultados (Jossberger et al., 2019). Num sentido mais amplo, as estrat&eacute;gias metacognitivas s&atilde;o preditivas da satisfa&ccedil;&atilde;o do aluno com o curso profissionalizante. Ao comparar alunos matriculados e egressos, essa rela&ccedil;&atilde;o &eacute; maior para os alunos que finalizaram o curso, sugerindo que as estrat&eacute;gias de aprendizagem, voltadas para a automonitoriza&ccedil;&atilde;o e autorregula&ccedil;&atilde;o, est&atilde;o relacionadas com a qualidade da forma&ccedil;&atilde;o e quanto ela os capacita para a atua&ccedil;&atilde;o profissional (Oliveira, Teixeira, & Santos, 2019).</p>     <p>Posto isto, o presente estudo teve por objetivo a adapta&ccedil;&atilde;o e a investiga&ccedil;&atilde;o das propriedades psicom&eacute;tricas da Escala de Avalia&ccedil;&atilde;o das Estrat&eacute;gias de Aprendizagem para o Ensino Fundamental (EAVAP-EF; Oliveira et al., 2010) para o contexto do Ensino Profissionalizante no Brasil. A EAVAP-EF &eacute; um instrumento de autorrelato que avalia as estrat&eacute;gias cognitivas e metacognitivas de alunos do Ensino Fundamental em situa&ccedil;&otilde;es de estudo e aprendizagem.</p>     <p>Os estudos realizados com a EAVAP-EF t&ecirc;m ampliado o entendimento sobre a ado&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de aprendizagem nos n&iacute;veis de Ensino Fundamental e M&eacute;dio. No Ensino Fundamental, alunos com bom desempenho em L&iacute;ngua Portuguesa e Matem&aacute;tica apresentaram um repert&oacute;rio maior de estrat&eacute;gias de aprendizagem quando comparados &agrave;queles com desempenho inferior (Cruvinel & Boruchovitch, 2004). A incid&ecirc;ncia do uso de estrat&eacute;gias de aprendizagem tamb&eacute;m parece variar entre os sexos &ndash; as meninas afirmaram utilizar mais estrat&eacute;gias do que os meninos &ndash; e entre os ciclos do Ensino Fundamental &ndash; os alunos do primeiro ciclo apresentaram maior uso de estrat&eacute;gias do que os alunos do segundo ciclo (Oliveira, Boruchovitch, & Santos, 2011). Ainda no Ensino Fundamental, os alunos que possuem a perce&ccedil;&atilde;o de que o uso de estrat&eacute;gias cognitivas e metacognitivas est&aacute; relacionado com as caracter&iacute;sticas de bons estudantes apresentaram um n&uacute;mero maior de estrat&eacute;gias de aprendizagem em compara&ccedil;&atilde;o aos alunos que n&atilde;o conseguiam realizar essa associa&ccedil;&atilde;o (Gomes & Boruchovitch, 2005). Por sua vez, a EAVAP-EF acrescida de itens adaptados para o EP aplicada em alunos do Ensino M&eacute;dio, permitiu verificar a aus&ecirc;ncia de estrat&eacute;gias metacognitivas disfuncionais. Este resultado tende a ser positivo, tendo em vista que a presen&ccedil;a destas estrat&eacute;gias poderia prejudicar os alunos na prepara&ccedil;&atilde;o e realiza&ccedil;&atilde;o das tarefas escolares. Estes alunos tamb&eacute;m utilizavam as estrat&eacute;gias cognitivas e metacognitivas de modo equipar&aacute;vel (Oliveira, Santos, & In&aacute;cio, 2017).</p>     <p>No tocante ao EP, Scacchetti, Oliveira, e Moreira (2015) realizaram a adapta&ccedil;&atilde;o da EAVAP-EF para esta modalidade de ensino. No entanto, o estudo psicom&eacute;trico inicial com a vers&atilde;o adaptada indicou baixo &iacute;ndice de consist&ecirc;ncia interna no fator Estrat&eacute;gias Metacognitivas (<i>a</i>&nbsp;= 0,57), possivelmente pela dificuldade de aquilatar os aspetos da regula&ccedil;&atilde;o, autoperce&ccedil;&atilde;o e planeamento desta dimens&atilde;o te&oacute;rica. Perante este resultado, as autoras ponderam sobre a presen&ccedil;a de eventuais problemas na adapta&ccedil;&atilde;o da escala para a realidade do EP na dimens&atilde;o das estrat&eacute;gias metacognitivas, visto que este tipo de ensino prioriza as estrat&eacute;gias cognitivas (ex.: repeti&ccedil;&atilde;o). Mediante o exposto, Scacchetti et al. (2015) apontam para a continuidade de estudos com a proposta de adaptar a EAVAP-EF para o EP, a fim de obter uma medida mais apropriada para a avalia&ccedil;&atilde;o das estrat&eacute;gias de aprendizagem nessa modalidade de ensino, com especial aten&ccedil;&atilde;o para as especificidades das estrat&eacute;gias metacognitivas.</p>     <p>Os estudos supracitados enfatizam o papel das estrat&eacute;gias no processo de aprendizagem e indicam a necessidade de investig&aacute;-las no EP. Enfatiza-se que instrumentos de medida apropriados a esse contexto de ensino podem fornecer apoio pedag&oacute;gico &agrave;s demandas espec&iacute;ficas de aprendizagem dos alunos, sendo um recurso a ser utilizado, por exemplo, por psic&oacute;logos escolares (Titon & Zanella, 2018). Estes aspetos refor&ccedil;am a potencial contribui&ccedil;&atilde;o do presente estudo, centralizada na adapta&ccedil;&atilde;o dos itens da EAVAP-EF para o EP (Estudo 1), bem como na investiga&ccedil;&atilde;o das suas propriedades psicom&eacute;tricas iniciais, essenciais para que o instrumento seja aplicado em alunos desta modalidade de ensino (<i>American Educational Research Association, American Psychological Association, & National Conuncil on Measurement in Education</i>&nbsp;[AERA, APA, & NEME], 2014). Deste modo, pretende-se conferir a evid&ecirc;ncia de validade de conte&uacute;do (Estudo 2), e a evid&ecirc;ncia de validade de consist&ecirc;ncia baseada na estrutura interna acrescida da investiga&ccedil;&atilde;o das estimativas de precis&atilde;o para a vers&atilde;o adaptada da EAVAP-EF (Estudo 3).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>2. Estudo 1: M&eacute;todo, resultados e discuss&atilde;o</b></p>     <p>Participaram da etapa de adapta&ccedil;&atilde;o da EAVAP-EF cinco docentes do Ensino Profissionalizante, sendo 60% (<i>n</i>= 3) do sexo masculino e 40% (<i>n</i>&nbsp;= 2) do sexo feminino. Tamb&eacute;m compuseram a amostra 11 alunos de cursos profissionalizantes, a saber: T&eacute;cnico em Enfermagem 18% (<i>n</i>&nbsp;= 2), Log&iacute;stica 9% (<i>n</i>&nbsp;= 1), Est&eacute;tica 18% (<i>n</i>&nbsp;= 2), Massoterapia 27% (<i>n</i>&nbsp;= 1), e Podologia 28% (<i>n</i>&nbsp;= 3). A maior parte da amostra era do sexo feminino (<i>n</i>&nbsp;= 10; 91%). Quanto &agrave; escolaridade, 64% (<i>n</i>&nbsp;= 7) dos alunos tinham o Ensino M&eacute;dio completo, 18% (<i>n</i>&nbsp;= 2) possu&iacute;am o Ensino Superior completo e 18% (<i>n</i>&nbsp;= 2) o Ensino Superior incompleto.</p>     <p>Neste estudo foram usados quatro instrumentos de coleta de dados, nomeadamente:</p>     <p><i>- Ficha de identifica&ccedil;&atilde;o (Pereira, 2016)</i>&nbsp;&ndash; Teve por objetivo coletar as informa&ccedil;&otilde;es sociodemogr&aacute;ficas dos participantes. Estas informa&ccedil;&otilde;es referiam-se ao nome, idade e sexo (docentes e alunos); tipo de curso profissionalizante e escolaridade (somente alunos);</p>     <p><i>- Escala de Avalia&ccedil;&atilde;o de Estrat&eacute;gias de Aprendizagem para o Ensino Fundamental (EAVAP-EF; Oliveira et al., 2010)</i>&nbsp;&ndash; Esta escala possui 37 itens divididos em tr&ecirc;s fatores -&nbsp;Aus&ecirc;ncia de Estrat&eacute;gias Metacognitivas Disfuncionais, Estrat&eacute;gias Cognitivas e Estrat&eacute;gias Metacognitivas. A chave de resposta &eacute; tipo Likert de 3 pontos (&ldquo;<i>2 = sempre</i>&rdquo;, &ldquo;<i>1 = &agrave;s vezes</i>&rdquo; e &ldquo;<i>0 = nunca</i>&rdquo;). Os itens do fator Aus&ecirc;ncia de Estrat&eacute;gias Metacognitivas Disfuncionais devem ter a pontua&ccedil;&atilde;o invertida. O instrumento pode ser aplicado de forma individual ou coletiva. A pontua&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima da escala &eacute; de 0 pontos e a m&aacute;xima de 74 pontos. A EAVAP-EF possui evid&ecirc;ncia de validade de consist&ecirc;ncia interna (31,14% da vari&acirc;ncia explicada total) e estimativas de precis&atilde;o - escala total e Fator Aus&ecirc;ncia de Estrat&eacute;gias Metacognitivas Disfuncionais,&nbsp;<i>a</i>= 0,80; Estrat&eacute;gias Cognitivas,&nbsp;<i>a</i>= 0,74; Estrat&eacute;gias Metacognitivas,&nbsp;<i>a</i>= 0,62; e evid&ecirc;ncia de validade de crit&eacute;rio concorrente, tendo como vari&aacute;vel de crit&eacute;rio o rendimento escolar representado pelo desempenho nas disciplinas de L&iacute;ngua Portuguesa e Matem&aacute;tica;</p>     <p><i>- Roteiro para a entrevista com os professores (Pereira, 2016)</i>&nbsp;&ndash; Composto por quatro itens referentes &agrave;s sugest&otilde;es dadas pelo professor aos alunos, sobre o uso de estrat&eacute;gias de aprendizagem, a fim de auxili&aacute;-los no curso; apresenta&ccedil;&atilde;o da EAVAP-EF aos professores; avalia&ccedil;&atilde;o da compatibilidade do conte&uacute;do dos itens da escala para os alunos do ensino profissionalizante; e sugest&otilde;es dos professores de estrat&eacute;gias de aprendizagem utilizadas pelos alunos e que n&atilde;o constavam nos itens da escala;</p>     <p><i>- Roteiro para a discuss&atilde;o do grupo focal com os alunos (Pereira, 2016)</i>&nbsp;&ndash; Possui 6 itens que visam o acesso &agrave;s estrat&eacute;gias de aprendizagem utilizadas pelos alunos do ensino profissionalizante. O conte&uacute;do destes itens abarca os aspetos te&oacute;ricos e pr&aacute;ticos do curso.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Mediante a autoriza&ccedil;&atilde;o para a realiza&ccedil;&atilde;o da presente pesquisa por uma Institui&ccedil;&atilde;o de Ensino Privada do interior de S&atilde;o Paulo que oferece o Ensino Profissional T&eacute;cnico de N&iacute;vel M&eacute;dio, a proposta de pesquisa foi encaminhada e aprovada pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da Universidade &agrave; qual est&aacute; vinculada (CAAE: 41689415.2.00005514; Parecer de aprova&ccedil;&atilde;o n&ordm; 971.269). Na recolha de dados, seguiram-se todos os procedimentos &eacute;ticos para pesquisas com seres humanos previstas pela Resolu&ccedil;&atilde;o CNS 510/2016 do Conselho Nacional de Sa&uacute;de (Brasil, 2016). O procedimento de recolha de dados com os professores englobou o convite, o agendamento daqueles que aceitaram participar da pesquisa e a autoriza&ccedil;&atilde;o do docente por meio da sua assinatura no Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Aplicou-se a Ficha de Identifica&ccedil;&atilde;o e o Roteiro para a entrevista com os professores. Em seguida, solicitou-se que os professores avaliassem a adequa&ccedil;&atilde;o dos itens da EAVAP-EF em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s estrat&eacute;gias que os alunos utilizam ou deveriam utilizar no processo de aprendizagem. Os profissionais foram convidados a sugerir outras estrat&eacute;gias utilizadas no ensino profissionalizante que n&atilde;o estivessem contempladas na escala, observando principalmente o conte&uacute;do pr&aacute;tico que &eacute; caracter&iacute;stico desta modalidade de ensino. Por fim, foi-lhes perguntado a respeito da compreens&atilde;o dos itens, indagando se a forma como estavam descritos favorecia o entendimento pela popula&ccedil;&atilde;o &agrave; qual se destina.</p>     <p>As entrevistas foram gravadas com autoriza&ccedil;&atilde;o dos participantes, e ao final cada professor indicou dois alunos para participar do grupo focal. O procedimento de recolha de dados com os alunos abarcou a assinatura destes no TCLE. Realizaram-se tr&ecirc;s grupos focais com cerca de quatro alunos cada. A dura&ccedil;&atilde;o de cada grupo foi de 30 minutos e as discuss&otilde;es foram conduzidas seguindo o Roteiro para a discuss&atilde;o do grupo focal com os alunos. A EAVAP-EF n&atilde;o foi apresentada aos alunos para n&atilde;o interferir nas suas sugest&otilde;es de estrat&eacute;gias.</p>     <p>Ap&oacute;s a transcri&ccedil;&atilde;o das entrevistas com os professores e alunos, os dados foram avaliados qualitativamente, por meio de an&aacute;lise do seu conte&uacute;do. Todos os coment&aacute;rios que sugeriram o uso de estrat&eacute;gias de aprendizagem foram organizados numa planilha de dados, item a item.</p>     <p>As entrevistas com os professores resultaram em 65 sugest&otilde;es de estrat&eacute;gias de aprendizagem. Ap&oacute;s a exclus&atilde;o das estrat&eacute;gias repetidas, permaneceram 41 sugest&otilde;es. No tocante &agrave; EAVAT-EF, n&atilde;o houve obje&ccedil;&otilde;es dos professores aos itens da escala. Todavia, os profissionais sugeriram o acr&eacute;scimo de itens relacionados com a execu&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica de procedimentos, devido ao facto de as aulas do EP serem focadas em metodologias ativas que proporcionam a a&ccedil;&atilde;o-reflex&atilde;o-a&ccedil;&atilde;o (Brasil, 2018). Alguns exemplos de itens sugeridos pelos professores foram: &ldquo;pesquisar aplica&ccedil;&otilde;es dos conte&uacute;dos para a pr&aacute;tica profissional&rdquo;; &ldquo;praticar em casa as t&eacute;cnicas que aprendem em sala de aula&rdquo;; e &ldquo;observar atentamente as pr&aacute;ticas realizadas em sala de aula&rdquo;.</p>     <p>Por sua vez, os relatos do grupo focal totalizaram 51 estrat&eacute;gias de aprendizagem (j&aacute; com a exclus&atilde;o dos itens repetidos). Foram exemplos de estrat&eacute;gias listadas pelos alunos: &ldquo;reescrever em casa o conte&uacute;do de sala de aula&rdquo; e &ldquo;fazer projetos que aplique o conte&uacute;do te&oacute;rico em situa&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas reais ou simuladas&rdquo;.</p>     <p>As estrat&eacute;gias de aprendizagem indicadas por professores e alunos foram comparadas e organizadas numa &uacute;nica lista. Com a unifica&ccedil;&atilde;o dos itens semelhantes contidos nas duas listas, foram identificadas 52 estrat&eacute;gias de aprendizagem, que foram comparadas com o conte&uacute;do da EAVAP-EF. Com base nesta compara&ccedil;&atilde;o, foram exclu&iacute;das as sugest&otilde;es de estrat&eacute;gias que apresentavam conte&uacute;do an&aacute;logo aos itens da escala, tais como &ldquo;Estudar em cima da hora&rdquo;; &ldquo;Anotar a explica&ccedil;&atilde;o&rdquo;; &ldquo;Verificar se errou&rdquo;; &ldquo;Ler sobre o assunto que o professor explicou&rdquo;; &ldquo;Ler e sublinhar o que &eacute; importante no texto&rdquo;; &ldquo;Fazer resumos&rdquo;; &ldquo;Elaborar quest&otilde;es sobre o conte&uacute;do a ser aprendido&rdquo;; &ldquo;Fazer rela&ccedil;&otilde;es do conte&uacute;do com outros vistos anteriormente&rdquo;. No final, permaneceram 42 sugest&otilde;es de estrat&eacute;gias de aprendizagem que fundamentaram a elabora&ccedil;&atilde;o de 13 novos itens para compor a EAVAP-EF na vers&atilde;o para o Ensino Profissionalizante - EAVAP-EP. Esses itens s&atilde;o apresentados na <a href="#t1">Tabela 1</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/rpe/v33n1/33n1a06t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Com base na <a href="#t1">Tabela 1</a>, observa-se que tanto os itens relacionados com as estrat&eacute;gias de aprendizagem cognitivas, como metacognitivas refletem as especificidades do EP por se referir &agrave; transfer&ecirc;ncia do conte&uacute;do aprendido nas aulas e &agrave;s habilidades que s&atilde;o desenvolvidas para o contexto pr&aacute;tico (Jossberger et al., 2019; Oliveira et al., 2019; Slaats et al., 1999). O uso efetivo destas estrat&eacute;gias de aprendizagem por parte dos alunos tende a favorecer o seu bom desempenho no curso (Santos & Alliprandini, 2017; Scacchetti et al., 2015). Em contrapartida, os itens das estrat&eacute;gias metacognitivas disfuncionais refletem comportamentos que prejudicam o processo de ensino e aprendizagem no EP, principalmente a falta de aten&ccedil;&atilde;o nas aulas e o acesso &agrave;s redes sociais (Ganda & Boruchovitch, 2016).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>3. Estudo 2</b></p>     <p>Neste estudo, os 13 itens elaborados no Estudo 1 para compor a EAVAP-EP foram submetidos &agrave; verifica&ccedil;&atilde;o de evid&ecirc;ncia de validade de conte&uacute;do. Os 31 itens selecionados da EAVAP-EF n&atilde;o foram avaliados nem pelos ju&iacute;zes e nem no estudo piloto, por j&aacute; possu&iacute;rem esse tipo de valida&ccedil;&atilde;o reportada no manual do instrumento (Oliveira et al., 2010). Este estudo teve duas fases, nomeadamente a da an&aacute;lise dos ju&iacute;zes e a do estudo piloto.</p>     <p><b>Fase 1 - An&aacute;lise dos ju&iacute;zes: M&eacute;todo, resultados e discuss&atilde;o</b></p>     <p>Participaram desta fase do estudo de adapta&ccedil;&atilde;o da EAVAP-EP seis ju&iacute;zes. Todos os ju&iacute;zes possu&iacute;am Doutoramento, sendo quatro com especialidade em Psicometria e conhecimento sobre as estrat&eacute;gias de aprendizagem. Os outros dois eram doutores com experi&ecirc;ncia em estrat&eacute;gias de aprendizagem.</p>     <p>Nesta fase do estudo 2 foi usado um instrumento de coleta de dados, nomeadamente o Formul&aacute;rio de ju&iacute;zes (Pereira, 2016) &ndash; Os 13 itens constru&iacute;dos no Estudo 1 para compor a EAVAP-EP foram avaliados pelos ju&iacute;zes segundo a adequa&ccedil;&atilde;o da linguagem ao p&uacute;blico-alvo (alunos do Ensino Profissionalizante), a adequa&ccedil;&atilde;o ao objetivo do instrumento (avaliar as estrat&eacute;gias de aprendizagem) e a indica&ccedil;&atilde;o de novos itens. No formul&aacute;rio os ju&iacute;zes tamb&eacute;m classificaram os itens como pertencentes a uma das seguintes categorias: (a) estrat&eacute;gia cognitiva, (b) estrat&eacute;gia metacognitiva ou (c) estrat&eacute;gia metacognitiva disfuncional. Al&eacute;m disso, poderiam sugerir uma nova forma de estruturar a quest&atilde;o, caso o conte&uacute;do lhes fosse incompreens&iacute;vel.</p>     <p>O convite de participa&ccedil;&atilde;o da pesquisa e o formul&aacute;rio de avalia&ccedil;&atilde;o dos itens foi enviado para os ju&iacute;zes por e-mail. A participa&ccedil;&atilde;o dos ju&iacute;zes deu-se mediante o seu consentimento no TCLE. As respostas dos ju&iacute;zes foram analisadas com base na sua concord&acirc;ncia e conte&uacute;do. A compara&ccedil;&atilde;o das respostas foi feita item a item. Exclu&iacute;ram-se os itens cuja concord&acirc;ncia entre os ju&iacute;zes apresentasse um percentual inferior a 80 (Pasquali, 1999).</p>     <p>De entre os itens avaliados, 3 foram exclu&iacute;dos por apresentarem concord&acirc;ncia abaixo de 80% por parte dos ju&iacute;zes (itens 4, 6 e 10 da <a href="#t1">Tabela 1</a>). Outros tr&ecirc;s itens foram reformulados, dada a relev&acirc;ncia que detinham nas descri&ccedil;&otilde;es dos grupos focais e nas entrevistas com os professores enquanto estrat&eacute;gias espec&iacute;ficas para o EP (itens 6, 7 e 9 da <a href="#t2">Tabela 2</a>). Tr&ecirc;s itens que obtiveram concord&acirc;ncia dos ju&iacute;zes superior a 80% tamb&eacute;m foram reformulados para melhor se adequarem ao aporte te&oacute;rico, contexto e p&uacute;blico-alvo avaliado, conforme indicam Scacchetti et al. (2015) quanto &agrave; necessidade de abordar as estrat&eacute;gias de aprendizagem o mais pr&oacute;ximo poss&iacute;vel da realidade do EP (itens 1, 4 e 10 da <a href="#t2">Tabela 2</a>). Estes itens foram classificados pelos ju&iacute;zes de acordo com a compatibilidade te&oacute;rica das estrat&eacute;gias de aprendizagem. Na classifica&ccedil;&atilde;o final, 4 itens foram alocados na dimens&atilde;o cognitiva, 3 na dimens&atilde;o metacognitiva e 3 na dimens&atilde;o metacognitiva disfuncional. Os itens resultantes da an&aacute;lise de ju&iacute;zes s&atilde;o expostos na <a href="#t2">Tabela 2</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2"></a> <img src="/img/revistas/rpe/v33n1/33n1a06t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A partir da an&aacute;lise de ju&iacute;zes especialistas foi conclu&iacute;da a primeira etapa do presente estudo, respeitante &agrave; an&aacute;lise da evid&ecirc;ncia de validade de conte&uacute;do da EAVAP-EP. Os resultados desta avalia&ccedil;&atilde;o indicam que o conte&uacute;do dos novos itens reflete as estrat&eacute;gias de aprendizagem cognitivas e metacognitivas para o Ensino Profissionalizante (AERA, APA, & NMCE, 2014; Borsa & Seize, 2017).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Fase 2 - Estudo piloto: M&eacute;todo, resultados e discuss&atilde;o</b></p>     <p>A amostra foi composta por 28 alunos dos Ensino Profissionalizante, matriculados nos &uacute;ltimos m&oacute;dulos do curso de t&eacute;cnico em Enfermagem, sendo 96,5% (<i>n&nbsp;</i>= 27) do sexo feminino. Todos os alunos tinham o Ensino M&eacute;dio completo. Os participantes apresentavam tempo m&eacute;dio de pausa entre o ensino regular e o curso profissionalizante de 4,05 anos, variando de zero a 12 anos de pausa entre o curso anterior e o atual.</p>     <p>Nesta fase do estudo 2 foi usado um instrumento de coleta de dados, nomeadamente o&nbsp;<i>Formul&aacute;rio de Estudo Piloto contendo os novos itens elaborados na Fase 1</i>&nbsp;(vide <a href="#t2">Tabela 2</a>) para compor a EAVAP-EP &ndash; Os alunos foram orientados a examinar a clareza e a compreens&atilde;o da reda&ccedil;&atilde;o das senten&ccedil;as e conte&uacute;do dos itens, bem como dar sugest&otilde;es de reescrita de itens e de substitui&ccedil;&atilde;o de palavras.</p>     <p>A pesquisa ocorreu em sala de aula mediante a autoriza&ccedil;&atilde;o dos docentes. Os alunos responderam ao Formul&aacute;rio de Estudo Piloto mediante a assinatura ao TCLE.</p>     <p>As respostas dos alunos ao Formul&aacute;rio de Estudo Piloto foram analisadas de forma quantitativa e qualitativa.</p>     <p>Os 10 itens avaliados pelos alunos apresentaram uma compreens&atilde;o de 100%, sugerindo que eles n&atilde;o tiveram dificuldades em compreend&ecirc;-los. Este resultado indica que os alunos consideraram que as estrat&eacute;gias de aprendizagem cognitivas e metacognitivas nesses itens representam a rotina de estudos do EP, consoante com os estudos de Scacchetti et al. (2015). Estas estrat&eacute;gias tamb&eacute;m s&atilde;o compat&iacute;veis com as especificidades identificadas no processo de aprendizagem desta modalidade de ensino, centralizada no desenvolvimento e utiliza&ccedil;&atilde;o de meios que possibilitem que o aluno consiga articular os aspetos te&oacute;ricos com a pr&aacute;tica (Brasil, 2018).</p>     <p>Os itens avaliados pelos alunos no estudo piloto foram somados aos 31 itens da EAVAP-EF para compor a EAVAP-EP, que ficou com 41 itens. Os resultados obtidos no estudo piloto acrescidos aos achados da an&aacute;lise de ju&iacute;zes indicam a evid&ecirc;ncia de validade de conte&uacute;do &agrave; EAVAP-EP (AERA et al., 2014).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4. Estudo 3: M&eacute;todo, resultados e discuss&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Participaram do estudo de evid&ecirc;ncia de validade de consist&ecirc;ncia interna 401 alunos de uma escola profissionalizante do interior paulista. Estes alunos eram dos cursos t&eacute;cnicos em Enfermagem,&nbsp;<i>n</i>= 164 (40,9%); Turismo,&nbsp;<i>n</i>= 23 (5,7%); Farm&aacute;cia,&nbsp;<i>n</i>= 80 (20%); Administra&ccedil;&atilde;o,&nbsp;<i>n</i>= 42 (10,5%); Est&eacute;tica,&nbsp;<i>n</i>= 56 (14%), Moda,&nbsp;<i>n</i>= 10 (2,5%); Log&iacute;stica,&nbsp;<i>n</i>= 16 (2,5 %) e Recursos Humanos,&nbsp;<i>n</i>= 16 (4%). Destes alunos, 87,8% eram do sexo feminino (<i>n</i>= 352), com idade variando entre 18 e 67 anos com (<i>M</i>= 27,29;&nbsp;<i>DP</i>= 9,04). Quanto &agrave; escolaridade, 89,5 % (<i>n</i>= 359) tinham Ensino M&eacute;dio, 7,2% (<i>n</i>= 29) Ensino Superior completo e 2,5% (<i>n</i>= 10) Ensino Superior incompleto. O tempo de pausa nos estudos variou de 0 a 27 anos (<i>M</i>= 4,69;&nbsp;<i>DP</i>= 5,64).</p>     <p>Nesta fase do estudo 3 foi usado um instrumento de coleta de dados, nomeadamente a&nbsp;<i>Escala de Avalia&ccedil;&atilde;o de Estrat&eacute;gias de Aprendizagem para o Ensino Profissionalizante (EAVAP-EP; Pereira & Santos, 2016)</i>&nbsp;&ndash; A vers&atilde;o adaptada da EAVAP-EF, a EAVAP-EP, possui 41 itens voltados para a avalia&ccedil;&atilde;o das estrat&eacute;gias de aprendizagem de alunos do Ensino Profissionalizante. Estas estrat&eacute;gias referem-se &agrave;s dimens&otilde;es te&oacute;ricas Aus&ecirc;ncia de Estrat&eacute;gias Metacognitivas Disfuncionais (16 itens), Estrat&eacute;gias Cognitivas (16 itens) e Estrat&eacute;gias Metacognitivas (9 itens). A chave de resposta &eacute; tipo Likert de tr&ecirc;s pontos - &ldquo;<i>2 = sempre</i>&rdquo;, &ldquo;<i>1 = &agrave;s vezes</i>&rdquo; e &ldquo;<i>0 = nunca</i>&rdquo;. Nos itens da dimens&atilde;o te&oacute;rica Aus&ecirc;ncia de Estrat&eacute;gias Metacognitivas Disfuncionais a pontua&ccedil;&atilde;o deve ser invertida. No tocante &agrave; interpreta&ccedil;&atilde;o da escala, altas pontua&ccedil;&otilde;es indicam maior uso de estrat&eacute;gias adequadas de aprendizagem e vice-versa. A pontua&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima &eacute; de 0 pontos e m&aacute;xima de 82 pontos.</p>     <p>Seguiram-se todos os procedimentos &eacute;ticos mencionados no M&eacute;todo do Estudo 1. Ap&oacute;s os alunos assinarem o TCLE, a EAVAP-EP foi aplicada coletivamente e em hor&aacute;rio de aula. O tempo m&eacute;dio de resposta ao instrumento foi de 15 minutos.</p>     <p>Os dados foram analisados por meio do&nbsp;<i>software Statistical Package for Social Sciences</i> (SPSS) - vers&atilde;o 22.0. Aplicaram-se as seguintes an&aacute;lises estat&iacute;sticas: teste de Esfericidade de Barttlet; examinou-se o &iacute;ndice&nbsp;<i>Kaiser-Meyer-Olklin</i>&nbsp;(KMO); a an&aacute;lise de componentes principais - rota&ccedil;&atilde;o Varimax, e a an&aacute;lise de consist&ecirc;ncia interna por meio do coeficiente alfa - &iacute;ndices interpretados com base em Murphy e Davidsholder (1988).</p>     <p>Anteriormente &agrave; an&aacute;lise fatorial explorat&oacute;ria, verificou-se a exist&ecirc;ncia de correla&ccedil;&atilde;o entre os itens da EAVAP-EP, por meio do teste de Esfericidade de Barttlet = 3472,186 (<i>p</i> < 0,001). A adequa&ccedil;&atilde;o da amostra foi averiguada pelo &iacute;ndice de KMO = 0,840. Por conseguinte, os 41 itens da EAVAP-EP foram submetidos &agrave; an&aacute;lise fatorial explorat&oacute;ria, por meio de diferentes m&eacute;todos de extra&ccedil;&atilde;o, encontrando na an&aacute;lise de componentes principais com rota&ccedil;&atilde;o Varimax a melhor solu&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Inicialmente, foram sugeridos 12 fatores com autovalores acima de 1,0 capazes de explicar 56,54% da vari&acirc;ncia total. Com a finalidade de confirmar a determina&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de componentes a serem extra&iacute;dos, foi utilizada a an&aacute;lise paralela, que indicou 5 componentes que explicaram 36% da vari&acirc;ncia da EAVAP-EP. Foram realizadas an&aacute;lises for&ccedil;adas para 5 e 4 componentes; no entanto, os resultados encontrados n&atilde;o foram satisfat&oacute;rios devido a falta de compatibilidade te&oacute;rica dos itens nos dois componentes adicionais. Desse modo, a solu&ccedil;&atilde;o foi elaborada com tr&ecirc;s componentes conforme pressuposto te&oacute;rico da escala original (EAVAP-EF).</p>     <p>Posteriormente, foi realizada uma nova an&aacute;lise de componentes principais com rota&ccedil;&atilde;o Varimax for&ccedil;ada para tr&ecirc;s componentes que explicaram 28,98% da vari&acirc;ncia, obtendo a distribui&ccedil;&atilde;o dos itens por componentes. A partir dos &iacute;ndices obtidos com esta an&aacute;lise exclu&iacute;ram-se os itens cuja carga fatorial foi inferior &agrave; 0,30 (4 itens) e tamb&eacute;m os itens que carregaram fora do fator esperado, levando-se em conta o aporte te&oacute;rico da escala (2 itens). Ap&oacute;s a exclus&atilde;o destes itens, realizou-se nova an&aacute;lise de componentes principais for&ccedil;ada para tr&ecirc;s fatores, que explicaram 31,47% da vari&acirc;ncia da EAVAP-EP. Com base nos &iacute;ndices desta an&aacute;lise, 1 item foi exclu&iacute;do por apresentar carga fatorial inferior a 0,30. A partir da exclus&atilde;o deste item, efetuou-se outra an&aacute;lise de componentes principais, cuja vari&acirc;ncia explicada da escala foi de 31,37% e a distribui&ccedil;&atilde;o dos itens por componentes permaneceram dentro da composi&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica esperada e com cargas fatoriais acima de 0,30. Estes &iacute;ndices s&atilde;o apresentados nas tabelas <a href="#t3">3</a>, <a href="#t4">4</a> e <a href="#t5">5</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t3"></a> <img src="/img/revistas/rpe/v33n1/33n1a06t3.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <a name="t4"></a> <img src="/img/revistas/rpe/v33n1/33n1a06t4.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <a name="t5"></a> <img src="/img/revistas/rpe/v33n1/33n1a06t5.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Ap&oacute;s an&aacute;lise da estrutura interna dos itens da EAVAP-EP, foram estimados os &iacute;ndices de precis&atilde;o da escala por meio do coeficiente alfa. Para o fator Aus&ecirc;ncia de Estrat&eacute;gias Metacognitivas Disfuncionais,<i>a</i>&nbsp;= 0,78, fator Estrat&eacute;gias Cognitivas,<i>a</i>&nbsp;= 0,83 e para o fator Estrat&eacute;gias Metacognitivas,<i>a</i>= 0,62. A EAVAP-EP total obteve<i>a</i>= 0,86.</p>     <p>A vari&acirc;ncia explicada dos fatores que comp&otilde;em a presente vers&atilde;o adaptada da EAVAP-EP foi consoante a escala original (Oliveira et al., 2010). Os itens da EAVAP-EP dispostos nas tabelas <a href="#t3">3</a>, <a href="#t4">4</a> e <a href="#t5">5</a> s&atilde;o condizentes com o aporte te&oacute;rico que fundamenta o instrumento e com a rotina de aprendizagem vivenciada pelos alunos do Ensino Profissionalizante (Brasil, 2018; Oliveira et al., 2019; Pozo, 1996; Scacchetti et al., 2015; Titon & Zanella, 2018). O fator Estrat&eacute;gias Cognitivas representa o conte&uacute;do referente ao ensaio, &agrave; elabora&ccedil;&atilde;o e a organiza&ccedil;&atilde;o utilizados pelos alunos durante os estudos e/ou atividades pr&aacute;ticas. Do mesmo modo, os fatores Aus&ecirc;ncia de Estrat&eacute;gias Metacognitivas Disfuncionais e Estrat&eacute;gias Metacognitivas s&atilde;o condizentes com os componentes das estrat&eacute;gias metacognitivas, relativas ao planejamento, o monitoramento e a regula&ccedil;&atilde;o do comportamento (Dembo & Eaton, 2000; Oliveira et al., 2019; Oliveira et. al., 2010). Em especial no que diz respeito ao fator Estrat&eacute;gias Metacognitivas, observou-se que a presente adapta&ccedil;&atilde;o da EAVAP-EF para o Ensino Profissionalizante obteve um &iacute;ndice de consist&ecirc;ncia interna ligeiramente maior (<i>a</i>= 0,62) em compara&ccedil;&atilde;o &agrave; vers&atilde;o adaptada do instrumento por Scacchetti et al. (2015), cujo coeficiente alfa foi de 0,57. Apesar de o &iacute;ndice de consist&ecirc;ncia interna ser igual ao da escala original (EAVAP-EF; Oliveira et. al., 2010), reconhece-se que este valor &eacute; considerado baixo, o que requer novas investiga&ccedil;&otilde;es deste &iacute;ndice em futuras pesquisas com a EAVAP-EP.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>5. Considera&ccedil;&otilde;es Finais</b></p>     <p>Este estudo promoveu a adapta&ccedil;&atilde;o da EAVAP-EF para o EP - EAVAP-EP, e a averigua&ccedil;&atilde;o das propriedades psicom&eacute;tricas deste instrumento, relativas &agrave; sua evid&ecirc;ncia de validade de conte&uacute;do, evid&ecirc;ncias de validade baseada na estrutura interna e as estimativas de fidedignidade. Estes resultados sugerem que a EAVAP-EP pode ser utilizada por psic&oacute;logos, coordenadores pedag&oacute;gicos e professores, entre outros profissionais envolvidos na Educa&ccedil;&atilde;o, para avaliar quais os tipos de estrat&eacute;gias de aprendizagem que os alunos do EP possuem mais ou menos desenvolvidas. Conjetura-se que os resultados dessa avalia&ccedil;&atilde;o podem subsidiar a elabora&ccedil;&atilde;o ou a revis&atilde;o de pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas com a finalidade de desenvolver nos alunos a habilidade de empregar as estrat&eacute;gias cognitivas e metacognitivas para facilitar a aprendizagem do conte&uacute;do das disciplinas, assim como aplicar o que &eacute; aprendido. Nesse sentido, o uso das estrat&eacute;gias de aprendizagem pode favorecer o desempenho dos alunos em atividades que envolvem a simula&ccedil;&atilde;o dos exerc&iacute;cios pr&aacute;ticos aplicados em sala de aula ou extra-aula, e tamb&eacute;m nos est&aacute;gios, onde o aluno precisa utilizar os conhecimentos adquiridos durante a forma&ccedil;&atilde;o profissionalizante para exercer a profiss&atilde;o t&eacute;cnica.</p>     <p>Apesar de o tempo de forma&ccedil;&atilde;o do EP ser mais curto quando comparado ao Ensino Superior, sugere-se que o desenvolvimento das estrat&eacute;gias de aprendizagem, principalmente as metacognitvas, al&eacute;m de contribuir para o desempenho acad&eacute;mico dos alunos, tamb&eacute;m se traduz num meio de promover a sua autonomia. Neste sentido, aponta-se para a articula&ccedil;&atilde;o entre o contexto do ensino com o trabalho, ao pressupor que os alunos que conseguem utilizar estrat&eacute;gias de aprendizagem compat&iacute;veis com aquilo que &eacute; solicitado nas atividades do curso tamb&eacute;m sejam mais conscientes sobre as habilidades que devem ser desenvolvidas para exercer a profiss&atilde;o. Assim sendo, o uso intencional das estrat&eacute;gias de aprendizagem e a autonomia pode contribuir para a inser&ccedil;&atilde;o do aluno no mercado de trabalho, visto que &eacute; exigido cada vez mais a flexibilidade e a cont&iacute;nua capacita&ccedil;&atilde;o dos profissionais.</p>     <p>Como sugest&atilde;o de estudos futuros, sugere-se a investiga&ccedil;&atilde;o acerca do uso de estrat&eacute;gias de aprendizagem por parte dos alunos do EP, acrescida de outros construtos e habilidades ligados tanto ao ambiente acad&eacute;mico como organizacional, como, por exemplo, a motiva&ccedil;&atilde;o, a adapta&ccedil;&atilde;o ao curso e os motivos da evas&atilde;o e perman&ecirc;ncia no EP. Uma vez que a EAVAP-EP apresentou propriedades psicom&eacute;tricas iniciais adequadas, aponta-se para a sua potencial contribui&ccedil;&atilde;o para ampliar o conhecimento acerca do uso de estrat&eacute;gias de aprendizagem nessa modalidade de ensino. &Agrave; vista disto, recomenda-se a continuidade das investiga&ccedil;&otilde;es das propriedades psicom&eacute;tricas deste instrumento, com o prop&oacute;sito de elevar a sua qualidade, o que beneficiar&aacute; tanto a comunidade cient&iacute;fica como os profissionais da pr&aacute;tica, ambos atuantes no &acirc;mbito do EP. A divulga&ccedil;&atilde;o dos resultados deste estudo, bem como a execu&ccedil;&atilde;o de futuras pesquisas com a EAVAP-EP denotam a relev&acirc;ncia daquilo que &eacute; produzido no campo da Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica e Educacional para a consolida&ccedil;&atilde;o da Psicologia Escolar e Educacional como uma ci&ecirc;ncia, cujo conte&uacute;do deve ser utilizado pelos profissionais da Psicologia para nortear e fundamentar a sua atua&ccedil;&atilde;o no contexto do EP.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>American Educational Research Association, American Psychological Association, & National Council on Measurement in Education, (2014).&nbsp;<i>Standards for educational and psychological testing</i>. American Educational Research Association.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=779819&pid=S0871-9187202000010000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Borsa, J. C., & Seize, M. M. (2017). Constru&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o de instrumentos psicol&oacute;gicos: Dois caminhos poss&iacute;veis. In B. F. Dam&aacute;sio & J. C. Borsa (Orgs.).&nbsp;<i>Manual de desenvolvimento de instrumentos psicol&oacute;gicos,</i>&nbsp;(pp. 15-38). Vetor.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=779821&pid=S0871-9187202000010000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Boruchovitch, E. (1999). Estrat&eacute;gias de aprendizagem e desempenho escolar: considera&ccedil;&otilde;es para a pr&aacute;tica educacional.&nbsp;<i>Psicologia Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica</i>,&nbsp;<i>12</i>(2), 361-376.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=779823&pid=S0871-9187202000010000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Brasil, Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o. (2018). Educa&ccedil;&atilde;o Profissional T&eacute;cnica de N&iacute;vel M&eacute;dio - Saiba Mais. Recuperado de <a href="http://www.encurtador.com.br/ksQV0" target="_blank">http://www.encurtador.com.br/ksQV0 </a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=779825&pid=S0871-9187202000010000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Brasil, Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o. (2012).&nbsp;<i>Resolu&ccedil;&atilde;o N&ordm; 6, de 20 de setembro de 2012.</i>&nbsp;Recuperado de <a href="http://www.encurtador.com.br/CMNX7" target="_blank">http://www.encurtador.com.br/CMNX7 </a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=779826&pid=S0871-9187202000010000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Brasil, Conselho Nacional de Sa&uacute;de. (2016).&nbsp;<i>Resolu&ccedil;&atilde;o CNS 510, de 07 de abril de 2016</i>. Recuperado de <a href="http://www.conselho.saude.gov.br/resolucoes/2016/Reso510.pdf" target="_blank">http://www.conselho.saude.gov.br/resolucoes/2016/Reso510.pdf </a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=779827&pid=S0871-9187202000010000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cash, R. M. (2016).&nbsp;<i>Self-regulation in the Classroom: Helping students learn how to learn.</i>&nbsp;Free Spirit Publishing Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=779828&pid=S0871-9187202000010000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Costa, E. R. D., & Boruchovitch, E. (2015). O ensino de estrat&eacute;gias de aprendizagem no contexto da escrita.&nbsp;<i>Psicologia da Educa&ccedil;&atilde;o</i>,&nbsp;<i>41</i>, 21-35. <a href=http://dx.doi.org/10.5935/2175-3520.20150012  target="_blank">http://dx.doi.org/10.5935/2175-3520.20150012 </a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=779830&pid=S0871-9187202000010000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cruvinel, M., & Boruchovitch, E. (2004). Sintomas depressivos, estrat&eacute;gias de aprendizagem e rendimento escolar de alunos do ensino fundamental.&nbsp;<i>Psicologia em Estudo, 9</i>(3), 369-378.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=779831&pid=S0871-9187202000010000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Dembo, M. H., & Eaton, M. J. (2000). Self-regulation of academic learning in middle-level schools.&nbsp;<i>The Elementary School Journal</i>,&nbsp;<i>100</i>(5), 473-490. <a href=http://dx.doi.org/10.1086/499651  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1086/499651 </a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=779833&pid=S0871-9187202000010000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Flavell, J. H. (1979). Metacognition e Cognitive Monitoring: A new area of cognitive- developmental inquiry.&nbsp;<i>American Psychologist, 34</i>(10), 906-911.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=779834&pid=S0871-9187202000010000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ganda, D. R., & Boruchovitch, E., (2016).&nbsp;As atribui&ccedil;&otilde;es de causalidade e as estrat&eacute;gias autoprejudiciais de alunos do curso de pedagogia.&nbsp;<i>Psico-USF, 21</i>(2), 331-340. <a href=http://dx.doi.org/10.1590/1413-82712016210210  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/1413-82712016210210 </a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=779836&pid=S0871-9187202000010000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gomes, M. A. M., & Boruchovitch, E. (2005). Desempenho no jogo, estrat&eacute;gias de aprendizagem e compreens&atilde;o na leitura.&nbsp;<i>Psicologia: Teoria e Pesquisa, 21</i>(3), 319-326.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=779837&pid=S0871-9187202000010000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Jossberger, H., Brand-Gruwel, S., van de Wiel, M. W., & Boshuizen, H. P. (2019). Exploring Students&rsquo; Self-Regulated Learning in Vocational Education and Training.&nbsp;<i>Vocations and Learning</i>, 1-28. <a href=http://dx.doi.org/10.1007/s12186-019-09232-1  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1007/s12186-019-09232-1 </a></p>     <!-- ref --><p>Kikas, E., & J&otilde;gi, A. (2015). Assessment of learning strategies: self-report questionnaire of learning task.&nbsp;<i>European Journal Psychology of Education</i>,&nbsp;<i>31</i>(4), 579-593. <a href=http://dx.doi.org/10.1007/s10212-015-0276-3  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1007/s10212-015-0276-3 </a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=779840&pid=S0871-9187202000010000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Liu, O. L. (2009). Evaluation of a learning strategies scale for middle school students.&nbsp;<i>Journal of Psychoeducational Assesment, 27</i>(4), 1-11. <a href=http://dx.doi.org/10.1177/0734282908327935  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1177/0734282908327935 </a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=779841&pid=S0871-9187202000010000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Murphy, K. R., & Davidshofer, C. O. (1988).<i>&nbsp;Psychological testing: Principles and applications.</i>&nbsp;Prentice Hall.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=779842&pid=S0871-9187202000010000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Oliveira, K. L., Boruchovitch, E., & Santos, A. A. A. (2010).&nbsp;<i>EAVAP-EF &ndash; Escala de avalia&ccedil;&atilde;o das estrat&eacute;gias de aprendizagem para o ensino fundamental.</i>&nbsp;Casa do Psic&oacute;logo.</p>     <!-- ref --><p>Oliveira, K. L., Boruchovitch, E., & Santos, A. A. A. (2011). Estrat&eacute;gias de aprendizagem no ensino fundamental: An&aacute;lise por g&ecirc;nero, s&eacute;rie escolar e idade.&nbsp;<i>Psico</i>,&nbsp;<i>42</i>(1), 98-105.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=779845&pid=S0871-9187202000010000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Oliveira, K. L., Santos, A. A. A., & In&aacute;cio, A. L. M. (2017). Estrat&eacute;gias de aprendizagem no ensino m&eacute;dio brasileiro: Uma an&aacute;lise explorat&oacute;ria dos resultados.&nbsp;<i>Revista de Estudios e Investigac&iacute;on en Psicolog&iacute;a y Educaci&oacute;n</i>,&nbsp;<i>v/e</i>(1), 337-341. <a href=http://dx.doi.org/10.17979/reipe.2017.0.01.3041  target="_blank">http://dx.doi.org/10.17979/reipe.2017.0.01.3041 </a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=779847&pid=S0871-9187202000010000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Oliveira, R. R., Teixeira, L. A. A., & Santos, M. E. D. A. S. (2019).&nbsp;Estrat&eacute;gias de aprendizagem e cursos de educa&ccedil;&atilde;o a dist&acirc;ncia: satisfa&ccedil;&atilde;o dos alunos matriculados e egressos em cursos profissionais.&nbsp;<i>ForScience</i>,&nbsp;<i>7</i>(2), 1-25. <a href=http://dx.doi.org/10.29069/forscience.2019v7n2.e615  target="_blank">http://dx.doi.org/10.29069/forscience.2019v7n2.e615 </a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=779848&pid=S0871-9187202000010000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pasquali, L. (1999).&nbsp;<i>Psicometria - Teoria dos Testes na psicologia e na educa&ccedil;&atilde;o.&nbsp;</i>Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=779849&pid=S0871-9187202000010000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pereira, P. S. P., & Santos, A. A. A. (2016).&nbsp;<i>Escala de Avalia&ccedil;&atilde;o de Estrat&eacute;gias de Aprendizagem para o Ensino Profissionalizante (EAVAP-EP).&nbsp;</i>(Manuscrito n&atilde;o publicado). Universidade S&atilde;o Francisco, Itatiba, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=779851&pid=S0871-9187202000010000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pereira, P. S. P. (2016).&nbsp;<i>Par&acirc;metros psicom&eacute;tricos de uma Escala de Avalia&ccedil;&atilde;o de Estrat&eacute;gias de Aprendizagem para o Ensino Profissionalizante.&nbsp;</i>(Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado). Universidade S&atilde;o Francisco, Itatiba,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=779853&pid=S0871-9187202000010000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> S&atilde;o Paulo.</p>     <!-- ref --><p>Pozo, J. I. (1996) Estrat&eacute;gias de Aprendizagem. In C. Coll., J. Palacios & A. Marchesi.&nbsp;<i>Desenvolvimento Psicol&oacute;gico e Educa&ccedil;&atilde;o -</i>&nbsp;<i>Psicologia da Educa&ccedil;&atilde;o,</i>&nbsp;(pp. 122-137). Artes M&eacute;dicas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=779855&pid=S0871-9187202000010000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Santos, D. A., & Alliprandini, P. M. Z. (2017). Efeito de uma interven&ccedil;&atilde;o em estrat&eacute;gias de aprendizagem por infus&atilde;o em alunos de biologia do Ensino M&eacute;dio.&nbsp;<i>Revista de Educaci&oacute;n en Biolog&iacute;a, 20</i>(2), 52-72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=779857&pid=S0871-9187202000010000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Scacchetti, F. A. P., Oliveira, K. L. D., & Moreira, A. E. D. C. (2015). Estrat&eacute;gias de Aprendizagem no Ensino T&eacute;cnico Profissional.&nbsp;<i>Psico-USF, 20</i>(3), 433-446.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=779859&pid=S0871-9187202000010000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Slaats, S. A., Lodewijks, H. G. L. C., & Van der Saden, J. M. M. (1999).&nbsp;Learning styles in secondary vocational education: Disciplinary differences.&nbsp;<i>Learning Instruction</i>,&nbsp;<i>9</i>(5), 475-492. <a href=http://dx.doi.org/10.1016/S0959-4752(99)00007-9  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/S0959-4752(99)00007-9 </a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=779861&pid=S0871-9187202000010000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Titon, A. P., & Zanella, A. V. (2018). Revis&atilde;o de literatura sobre psicologia escolar na educa&ccedil;&atilde;o profissional, cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica.&nbsp;<i>Psicologia Escolar e Educacional</i>,&nbsp;<i>22</i>(2), 359-368. <a href=http://dx.doi.org/10.1590/2175-35392018010922  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/2175-35392018010922 </a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=779862&pid=S0871-9187202000010000600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><b>Agradecimentos</b></p>     <p>O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento de Pessoal de N&iacute;vel Superior - Brasil (capes) - C&oacute;digo de Financiamento 001.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido em 20 de dezembro de 2019</p>     <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em 29 de abril 2020</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para Correspond&ecirc;ncia</a><a name="c0"></a></p>     <p>Toda a correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo deve ser enviada para:</p>     <p>Adriana Satico Ferraz</p>     <p>Rua Engenheiro Augusto de Figueiredo, 707, Apto 52 Bl H, Vila Progresso</p>     <p>Campinas, S&atilde;o Paulo, 13045-603, Brasil</p>     <p>E-mail: <a href="mailto:adrianasatico.as@gmail.com">adrianasatico.as@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>American Educational Research Association</collab>
<collab>American Psychological Association</collab>
<collab>National Council on Measurement in Education</collab>
<source><![CDATA[Standards for educational and psychological testing]]></source>
<year>2014</year>
<publisher-name><![CDATA[American Educational Research Association]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Borsa]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Seize]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Construção e adaptação de instrumentos psicológicos: Dois caminhos possíveis]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Damásio]]></surname>
<given-names><![CDATA[B. F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Borsa]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Manual de desenvolvimento de instrumentos psicológicos]]></source>
<year>2017</year>
<page-range>15-38</page-range><publisher-name><![CDATA[Vetor]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Boruchovitch]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estratégias de aprendizagem e desempenho escolar: considerações para a prática educacional]]></article-title>
<source><![CDATA[Psicologia Reflexão e Crítica]]></source>
<year>1999</year>
<volume>12</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>361-376</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>Brasil^dMinistério da Educação</collab>
<source><![CDATA[Educação Profissional Técnica de Nível Médio: Saiba Mais]]></source>
<year>2018</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>Brasil^dMinistério da Educação</collab>
<source><![CDATA[Resolução Nº 6, de 20 de setembro de 2012]]></source>
<year>2012</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>Brasil^dConselho Nacional de Saúde</collab>
<source><![CDATA[Resolução CNS 510, de 07 de abril de 2016]]></source>
<year>2016</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cash]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Self-regulation in the Classroom: Helping students learn how to learn]]></source>
<year>2016</year>
<publisher-name><![CDATA[Free Spirit Publishing Inc]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Costa]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. R. D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Boruchovitch]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O ensino de estratégias de aprendizagem no contexto da escrita]]></article-title>
<source><![CDATA[Psicologia da Educação]]></source>
<year>2015</year>
<volume>41</volume>
<page-range>21-35</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cruvinel]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Boruchovitch]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Sintomas depressivos, estratégias de aprendizagem e rendimento escolar de alunos do ensino fundamental]]></article-title>
<source><![CDATA[Psicologia em Estudo]]></source>
<year>2004</year>
<volume>9</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>369-378</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dembo]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Eaton]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Self-regulation of academic learning in middle-level schools]]></article-title>
<source><![CDATA[The Elementary School Journal]]></source>
<year>2000</year>
<volume>100</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>473-490</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Flavell]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Metacognition e Cognitive Monitoring: A new area of cognitive- developmental inquiry]]></article-title>
<source><![CDATA[American Psychologist]]></source>
<year>1979</year>
<volume>34</volume>
<numero>10</numero>
<issue>10</issue>
<page-range>906-911</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ganda]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Boruchovitch]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[As atribuições de causalidade e as estratégias autoprejudiciais de alunos do curso de pedagogia]]></article-title>
<source><![CDATA[Psico-USF]]></source>
<year>2016</year>
<volume>21</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>331-340</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gomes]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. A. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Boruchovitch]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Desempenho no jogo, estratégias de aprendizagem e compreensão na leitura]]></article-title>
<source><![CDATA[Psicologia: Teoria e Pesquisa]]></source>
<year>2005</year>
<volume>21</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>319-326</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Jossberger]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brand-Gruwel]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[van de Wiel]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Boshuizen]]></surname>
<given-names><![CDATA[H. P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Exploring Students Self-Regulated Learning in Vocational Education and Training]]></article-title>
<source><![CDATA[Vocations and Learning]]></source>
<year>2019</year>
<page-range>1-28</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kikas]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jõgi]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Assessment of learning strategies: self-report questionnaire of learning task]]></article-title>
<source><![CDATA[European Journal Psychology of Education]]></source>
<year>2015</year>
<volume>31</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>579-593</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Liu]]></surname>
<given-names><![CDATA[O. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Evaluation of a learning strategies scale for middle school students]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Psychoeducational Assesment]]></source>
<year>2009</year>
<volume>27</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>1-11</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Murphy]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Davidshofer]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. O.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Psychological testing: Principles and applications]]></source>
<year>1988</year>
<publisher-name><![CDATA[Prentice Hall]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Oliveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Boruchovitch]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. A. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[EAVAP-EF - Escala de avaliação das estratégias de aprendizagem para o ensino fundamental]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-name><![CDATA[Casa do Psicólogo]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Oliveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Boruchovitch]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. A. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estratégias de aprendizagem no ensino fundamental: Análise por gênero, série escolar e idade]]></article-title>
<source><![CDATA[Psico]]></source>
<year>2011</year>
<volume>42</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>98-105</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Oliveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. A. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Inácio]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. L. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estratégias de aprendizagem no ensino médio brasileiro: Uma análise exploratória dos resultados]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista de Estudios e Investigacíon en Psicología y Educación]]></source>
<year>2017</year>
<volume>v/e</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>337-341</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Oliveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Teixeira]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. A. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. E. D. A. S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estratégias de aprendizagem e cursos de educação a distância: satisfação dos alunos matriculados e egressos em cursos profissionais]]></article-title>
<source><![CDATA[ForScience]]></source>
<year>2019</year>
<volume>7</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>1-25</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pasquali]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Psicometria - Teoria dos Testes na psicologia e na educação]]></source>
<year>1999</year>
<publisher-name><![CDATA[Vozes]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. S. P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. A. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Escala de Avaliação de Estratégias de Aprendizagem para o Ensino Profissionalizante (EAVAP-EP)]]></source>
<year>2016</year>
<publisher-name><![CDATA[Universidade São Francisco, Itatiba, São Paulo]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. S. P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Parâmetros psicométricos de uma Escala de Avaliação de Estratégias de Aprendizagem para o Ensino Profissionalizante]]></source>
<year>2016</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pozo]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estratégias de Aprendizagem]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Coll]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Palacios]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Marchesi]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Desenvolvimento Psicológico e Educação - Psicologia da Educação]]></source>
<year>1996</year>
<page-range>122-137</page-range><publisher-name><![CDATA[Artes Médicas]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Alliprandini]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. M. Z.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Efeito de uma intervenção em estratégias de aprendizagem por infusão em alunos de biologia do Ensino Médio]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista de Educación en Biología]]></source>
<year>2017</year>
<volume>20</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>52-72</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Scacchetti]]></surname>
<given-names><![CDATA[F. A. P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Oliveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. L. D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Moreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. E. D. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estratégias de Aprendizagem no Ensino Técnico Profissional]]></article-title>
<source><![CDATA[Psico-USF]]></source>
<year>2015</year>
<volume>20</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>433-446</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Slaats]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lodewijks]]></surname>
<given-names><![CDATA[H. G. L. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Van der Saden]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. M. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Learning styles in secondary vocational education: Disciplinary differences]]></article-title>
<source><![CDATA[Learning Instruction]]></source>
<year>1999</year>
<volume>9</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>475-492</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Titon]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Zanella]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. V.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Revisão de literatura sobre psicologia escolar na educação profissional, científica e tecnológica]]></article-title>
<source><![CDATA[Psicologia Escolar e Educacional]]></source>
<year>2018</year>
<volume>22</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>359-368</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
