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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Digital technologies in education have been challenging us to reflect on curriculum and on learning. Within the scope of the so called educational digital technologies, specifically in non-formalized online contexts, is it still feasible and realistic to consider the curriculum as a framework of reference for learning? That is what we set out to research. Starting from a theoretical and conceptual analysis of the curriculum, understood as the conception, organization and structuring of the learning process, we analyzed the representations of different adults about online learning and their general conceptions about curriculum.Empirical data came from applying a questionnaire, distributed online, and conducting semi-structured interviews.833 people were surveyed and seven were interviewed, all adults with different socio-demographic profiles. As a result of the research, we found that space and time, strategies and actors are the most changing curriculum components in these circunstances.The concept of personal learning curriculum is consolidated as an autonomous, flexible, individualized curriculum, the development of which the digital provides and facilitates.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Las tecnologías digitales en educación nos han retado a reflexionar sobre el currículo y el aprendizaje. Si las tecnologías digitales, y más específicamente Internet, son el contexto de aprendizaje (no formalizado), en el que cada persona puede decidir qué aprender y cómo aprender, es factible considerar el plan de estudios como un marco para el aprendizaje? Eso es lo que investigamos. Partiendo de un análisis teórico y conceptual del plan de estudios, entendido como la concepción, organización y estructuración del proceso de aprendizaje, analizamos las representaciones que los diferentes adultos tienen sobre el aprendizaje en línea y sus concepciones generales sobre el plan de estudios. Los datos empíricos provienen de la aplicación de un cuestionario distribuido en línea y de la realización de entrevistas semiestructuradas. Se encuestó a un total de 833 personas y se entrevistó a siete, todos adultos con un perfil sociodemográfico diferente. Se concluye que el espacio y el tiempo, las estrategias y los participantes constituyen los componentes del plan de estudios que más cambian en estas circunstancias. El diseño del plan de estudios de aprendizaje personal es consolidado, un plan de estudios autónomo e individualizado que lo digital proporciona y facilita.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Conceito de currículo]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Aprender na era digital: do curr&iacute;culo para todos ao curr&iacute;culo de cada um</b></p>     <p><b>Learning in the digital age: from the curriculum for all to the curriculum for each individual</b></p>     <p><b>Aprendizaje en la era digital: del plan de estudios para todos al plan de estudios para cada individuo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Joana Viana<sup>i</sup>    <br>       <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"><a href="https://orcid.org/0000-0001-5939-4401">https://orcid.org/0000-0001-5939-4401</a></b></p>     
<p><b>Helena Peralta<sup>ii</sup></b>     <p><sup>i</sup>Universidade de Lisboa, Instituto de Educa&ccedil;&atilde;o, Unidade de Investiga&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento em Educa&ccedil;&atilde;o e Forma&ccedil;&atilde;o (UIDEF), Portugal.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup>ii</sup>Universidade de Lisboa, Instituto de Educa&ccedil;&atilde;o, Portugal.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para Correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>As tecnologias digitais em educa&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m vindo a desafiar-nos &agrave; reflex&atilde;o sobre o curr&iacute;culo e sobre a aprendizagem. Ser&aacute; que tendo as tecnologias digitais, e mais concretamente o <i>online</i>, como contexto de aprendizagem (n&atilde;o formalizado), em que cada pessoa pode decidir o que aprender e como aprender, &eacute; vi&aacute;vel considerar o curr&iacute;culo como referencial enquadrador dessa aprendizagem? Foi isso que nos propusemos investigar. Partindo de uma an&aacute;lise te&oacute;rica e conceptual sobre o curr&iacute;culo, entendido enquanto conce&ccedil;&atilde;o, organiza&ccedil;&atilde;o e estrutura&ccedil;&atilde;o do processo de aprender, analisam-se as representa&ccedil;&otilde;es que diferentes adultos t&ecirc;m acerca de aprendizagens que realizam em contexto <i>online</i> e as suas conce&ccedil;&otilde;es gerais sobre o curr&iacute;culo. Os dados emp&iacute;ricos prov&ecirc;m da aplica&ccedil;&atilde;o de um question&aacute;rio distribu&iacute;do <i>online</i> e da realiza&ccedil;&atilde;o de entrevistas semiestruturadas. Foram inquiridas 833 pessoas e entrevistadas sete, todas adultas com um perfil sociodemogr&aacute;fico diverso. Conclui-se que o espa&ccedil;o e o tempo, as estrat&eacute;gias e os intervenientes constituem os componentes do curr&iacute;culo que mais se alteram nestas circunst&acirc;ncias. Consolida-se a conce&ccedil;&atilde;o <i>curr&iacute;culo pessoal de aprendizagem</i>, um curr&iacute;culo aut&oacute;nomo, individualizado, cujo desenvolvimento o digital propicia e facilita.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Conceito de curr&iacute;culo; Tecnologias digitais; Aprendizagem; Curr&iacute;culo pessoal de aprendizagem</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Digital technologies in education have been challenging us to reflect on curriculum and on learning. Within the scope of the so called educational digital technologies, specifically in non-formalized online contexts, is it still feasible and realistic to consider the curriculum as a framework of reference for learning? That is what we set out to research. Starting from a theoretical and conceptual analysis of the curriculum, understood as the conception, organization and structuring of the learning process, we analyzed the representations of different adults about online learning and their general conceptions about curriculum.Empirical data came from applying a questionnaire, distributed online, and conducting semi-structured interviews.833 people were surveyed and seven were interviewed, all adults with different socio-demographic profiles. As a result of the research, we found that space and time, strategies and actors are the most changing curriculum components in these circunstances.The concept of<i> personal learning curriculum</i> is consolidated as an autonomous, flexible, individualized curriculum, the development of which the digital provides and facilitates.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Keywords:</b> The concept of curriculum; Digital technologies; Learning; Personal learning curriculum</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMEN</b></p>     <p>Las tecnolog&iacute;as digitales en educaci&oacute;n nos han retado a reflexionar sobre el curr&iacute;culo y el aprendizaje. Si las tecnolog&iacute;as digitales, y m&aacute;s espec&iacute;ficamente Internet, son el contexto de aprendizaje (no formalizado), en el que cada persona puede decidir qu&eacute; aprender y c&oacute;mo aprender, es factible considerar el plan de estudios como un marco para el aprendizaje? Eso es lo que investigamos. Partiendo de un an&aacute;lisis te&oacute;rico y conceptual del plan de estudios, entendido como la concepci&oacute;n, organizaci&oacute;n y estructuraci&oacute;n del proceso de aprendizaje, analizamos las representaciones que los diferentes adultos tienen sobre el aprendizaje en l&iacute;nea y sus concepciones generales sobre el plan de estudios. Los datos emp&iacute;ricos provienen de la aplicaci&oacute;n de un cuestionario distribuido en l&iacute;nea y de la realizaci&oacute;n de entrevistas semiestructuradas. Se encuest&oacute; a un total de 833 personas y se entrevist&oacute; a siete, todos adultos con un perfil sociodemogr&aacute;fico diferente. Se concluye que el espacio y el tiempo, las estrategias y los participantes constituyen los componentes del plan de estudios que m&aacute;s cambian en estas circunstancias. El dise&ntilde;o del plan de estudios de aprendizaje personal es consolidado, un plan de estudios aut&oacute;nomo e individualizado que lo digital proporciona y facilita.</p>     <p><b>Palabras clave:</b> El concepto de plan de estudios; Tecnolog&iacute;as digitales; Aprendizaje; Plan de estudios de aprendizaje personal</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>As mudan&ccedil;as que se observam nas condi&ccedil;&otilde;es e circunst&acirc;ncias nas quais se aprende hoje, na chamada era digital, levam-nos a interrogarmo-nos sobre quais as conce&ccedil;&otilde;es de curr&iacute;culo presentes no s&eacute;culo XXI e a refletir sobre as implica&ccedil;&otilde;es que as caracter&iacute;sticas dos contextos de aprendizagem atuais podem ter na conceptualiza&ccedil;&atilde;o e no entendimento acerca do curr&iacute;culo. Neste artigo apresentam-se os resultados de uma investiga&ccedil;&atilde;o que teve como prop&oacute;sito estudar as conce&ccedil;&otilde;es acerca do curr&iacute;culo quando s&atilde;o usadas tecnologias digitais para aprender. Trata-se de olhar e problematizar o curr&iacute;culo na perspetiva de quem aprende, como cada um concebe e organiza as aprendizagens que realiza, como decide o que aprender, no &acirc;mbito do seu projeto ou percurso de aprendizagem ao longo da vida<a href="#1"><sup>1</sup></a><a name="top1"></a>, e se ainda faz sentido falar de curr&iacute;culo nestas circunst&acirc;ncias e neste enquadramento.</p>     <p>Parte-se de uma an&aacute;lise te&oacute;rica e conceptual em torno do conceito de curr&iacute;culo, centrada no seu entendimento enquanto modo como se desenvolve e se organiza a aprendizagem, e analisam-se as representa&ccedil;&otilde;es que diferentes sujeitos adultos t&ecirc;m acerca das aprendizagens que realizam em contexto <i>online</i>, e de modo n&atilde;o formal, e as suasconce&ccedil;&otilde;es gerais sobre curr&iacute;culo na &ldquo;era digital&rdquo;. Para a recolha de dados optou-se pelo inqu&eacute;rito por question&aacute;rio, distribu&iacute;do <i>online</i>, e pela realiza&ccedil;&atilde;o de entrevistas semiestruturadas, feitas a pessoas que usam a Internet e consideram que aprendem, como detalhadamente se apresenta no ponto relativo &agrave; metodologia.</p>     <p>A an&aacute;lise te&oacute;rica e o estudo emp&iacute;rico permitem caracterizar o entendimento acerca do curr&iacute;culo no contexto digital e visam propor a sua corporiza&ccedil;&atilde;o numa conce&ccedil;&atilde;o de curr&iacute;culo que se lhe adeque, isto &eacute;, um curr&iacute;culo cujo desenvolvimento se revela quando se realizam aprendizagens a partir do uso de tecnologias digitais, como a seguir se contextualiza.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>2. Aprender na era digital</b></p>     <p>No final do s&eacute;culo XX n&atilde;o havia certeza sobre como &eacute; que as tecnologias viriam a ser usadas em educa&ccedil;&atilde;o no in&iacute;cio do s&eacute;culo XXI; contudo, a exist&ecirc;ncia de mudan&ccedil;as no curr&iacute;culo decorrentes das implica&ccedil;&otilde;es do seu uso generalizado era praticamente certa (Marsh & Willis, 1995). J&aacute; nos anos 80 do s&eacute;culo passado, Albert Kelly (1981) afirmava que a r&aacute;pida mudan&ccedil;a tecnol&oacute;gica estava a ser acompanhada por mudan&ccedil;as igualmente dr&aacute;sticas na sociedade e que &ldquo;essas mudan&ccedil;as sociais e morais [teriam inevitavelmente]... o seu impacto sobre o desenvolvimento do curr&iacute;culo&rdquo; (p. 11).</p>     <p>Hoje predomina o uso regular, natural e espont&acirc;neo da Internet, sobretudo a partir de dispositivos m&oacute;veis, em ambientes caracterizados pela mobilidade, flexibilidade, conectividade<a href="#2"><sup>2</sup></a><a name="top2"></a>, ubiquidade<a href="#3"><sup>3</sup></a><a name="top3"></a> e <i>serendipity</i><a href="#4"><sup>4</sup></a><a name="top4"></a>, que contribuem para a caracteriza&ccedil;&atilde;o do contexto contempor&acirc;neo geral e dos contextos de aprendizagem que se geram em diversas dimens&otilde;es. Numa sociedade que &ldquo;se move no sentido de uma &eacute;poca p&oacute;s-industrial e p&oacute;s-moderna&rdquo; (Hargreaves, 1998, p. x), a educa&ccedil;&atilde;o (formal) parece continuar a ser anal&oacute;gica, apesar do reconhecimento das oportunidades que as tecnologias digitais criam &agrave; aprendizagem e, por iner&ecirc;ncia, ao curr&iacute;culo.</p>     <p>A inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica produz mudan&ccedil;as nos valores e nas normas de uma sociedade e, logo, constitui uma fonte de press&atilde;o sobre o curr&iacute;culo (Kelly, 1981) e sobre a aprendizagem. O facto de a Internet se apresentar como um meio poss&iacute;vel para apoiar e inovar m&uacute;ltiplos modos de aprendizagem (Brown, 2007), entre a popula&ccedil;&atilde;o em geral e em particular entre alunos e professores, &eacute; considerado um dos fatores que mais influencia o curr&iacute;culo (Means, 2008).Estas tend&ecirc;ncias determinam o papel das tecnologias enquanto suporte do curr&iacute;culo, e, quer este seja visto como corpo de conte&uacute;dos ou como processo de aprendizagem, as tecnologias podem suport&aacute;-lo admitindo ou introduzindo pr&aacute;ticas e ideias que o mudar&atilde;o ou que, em &uacute;ltima inst&acirc;ncia, provoquem a mudan&ccedil;a.Na &ldquo;era digital&rdquo;, os contextos em que se aprende t&ecirc;m caracter&iacute;sticas distintas daqueles no seio dos quais se construiu e configurou o conceito de curr&iacute;culo e a teoria curricular que lhe est&aacute; subjacente. Destacam-se, por um lado, a grande abertura e as possibilidades de acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o e ao conhecimento dispon&iacute;veis hoje, em qualquer momento e a partir de qualquer lugar, e, por outro lado, a maior flexibilidade e as op&ccedil;&otilde;es que caracterizam os momentos e processos de aprendizagem, em termos de meios e recursos usados, temas e assuntos aprendidos, atividades e estrat&eacute;gias mobilizadas para aprender, tempos e espa&ccedil;os de aprendizagem. Mais do que a ampla oferta formativa dispon&iacute;vel atualmente, em diferentes formatos, modalidades e configura&ccedil;&otilde;es, a maioria das pessoas<a href="#5"><sup>5</sup></a><a name="top5"></a> pode tamb&eacute;m aceder a m&uacute;ltiplos conte&uacute;dos e recursos digitais; pode participar em grupos ou comunidades de partilha e aprendizagem <i>online</i>; realizar cursos abertos quando e onde quiser; explorar, simular e experimentar situa&ccedil;&otilde;es (virtuais) pr&oacute;ximas do real, entre outros exemplos. O recurso &agrave;s tecnologias digitais possibilitou alargar consideravelmente os modos como se pode aprender e permite inovar processos e transformar pr&aacute;ticas de aprendizagem e de ensino (Viana et al., 2017) (atrav&eacute;s, por exemplo, da programa&ccedil;&atilde;o e rob&oacute;tica, da realidade virtual e aumentada, da intelig&ecirc;ncia artificial).</p>     <p>Em particular na idade adulta, o aprendente aut&oacute;nomo, n&atilde;o sujeito aos condicionalismos de um tempo e de um espa&ccedil;o (de)limitados nem de um curr&iacute;culo formal, pode autorregular ou autodirigir as aprendizagens que realiza em contexto <i>online</i> n&atilde;o formal e definir uma estrat&eacute;gia que lhe permita conduzir e gerir o seu percurso de aprendizagem. Cada um pode ser o agente central que decide sobre as aprendizagens que quer realizar e que realiza; sobre os conhecimentos que considera essenciais para a sua vida e percurso pessoal, profissional e/ou acad&eacute;mico; sobre os modos de gerir e organizar os processos e procedimentos que leva a cabo para aprender; e sobre os per&iacute;odos de tempo e os locais (f&iacute;sicos ou virtuais) em que o faz. O aprendente constitui-se assim como construtor e decisor curricular das aprendizagens que realiza em contextos n&atilde;o formalizados.</p>     <p>Estas caracter&iacute;sticas adequam-se mais a conce&ccedil;&otilde;es de curr&iacute;culo assentes em abordagens construtivistas, uma vez que privilegiam a aprendizagem e/ou o aprendente no processo de (co)constru&ccedil;&atilde;o do curr&iacute;culo. As tecnologias digitais constituem meios privilegiados, mas &eacute; o pr&oacute;prio aprendente quem pensa e decide como as usar e quem organiza a forma como tira partido das suas potencialidades para aprender. Isso leva-nos ao questionamento sobre as possibilidades e os modos de reconfigurar o curr&iacute;culo, a conceb&ecirc;-lo de outro modo, a reconsiderar a sua organiza&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento, quer em contextos formais, quer em contextos n&atilde;o formais de aprendizagem, presenciais ou virtuais. Importa, assim, analisar o conceito de curr&iacute;culo e o seu entendimento na &eacute;poca atual, na qual se usam regularmente tecnologias digitais para aceder ao conhecimento e aprender.</p>     <p><b>3. Curr&iacute;culo, modo como se aprende e se organiza a aprendizagem</b></p>     <p>A necessidade de repensar, e mesmo de reconceptualizar, o curr&iacute;culo tem h&aacute; muito sido objeto do discurso e da investiga&ccedil;&atilde;o sobre este conceito e sobre a pr&aacute;tica que o concretiza. Na investiga&ccedil;&atilde;o sobre educa&ccedil;&atilde;o v&aacute;rios t&ecirc;m sido os autores (Brown, 2007; Marsh & Willis, 1995; Means, 2008; Ornstein & Hunkins, 2009), especialmente nos finais do s&eacute;culo XX e in&iacute;cio do s&eacute;culo XXI, a discutirem e a sublinharem a import&acirc;ncia e a necessidade de se repensar o conceito de curr&iacute;culo e a sua configura&ccedil;&atilde;o, sobretudo, na emerg&ecirc;ncia da sociedade digital, apresentando algumas propostas para a sua reconceptualiza&ccedil;&atilde;o. Entre as propostas e contributos apresentados, ainda que se ancorem em diferentes perspetivas, modelos ou entendimentos conceptuais, sobressaem globalmente duas tend&ecirc;ncias divergentes<a href="#6"><sup>6</sup></a><a name="top6"></a>:uma de cariz social, que valoriza, fundamentalmente, o curr&iacute;culo enquanto constru&ccedil;&atilde;o assente em mudan&ccedil;as de natureza marcadamente social (<i>e.g.</i>, Pinar, Young, Goodson, entre outros); e a outra de cariz individual, que se centra no aprendente, ou seja, perceciona o indiv&iacute;duo como centro da constru&ccedil;&atilde;o do curr&iacute;culo, valorizando a aprendizagem experiencial, o curr&iacute;culo enquanto conjunto de experi&ecirc;ncias de aprendizagem, seguindo, sobretudo, na linha de John Dewey no in&iacute;cio do s&eacute;culo XX (Grundy, Doll, Kliebard, Marsh, & Willis, entre outros). A sociedade e o indiv&iacute;duo constituem verdadeiramente os dois alicerces ou vari&aacute;veis que alimentam o conceito de curr&iacute;culo, e que est&atilde;o constantemente em intera&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&Eacute; numa &eacute;poca de oposi&ccedil;&otilde;es entre as vis&otilde;es de John Dewey (1902) e de Franklin Bobbit (1918) que &eacute; cunhado o termo curr&iacute;culo relacionado com aquilo que se aprende. Apesar das contradi&ccedil;&otilde;es existentes nos fundamentos das suas perspetivas, ambos usam o termo curr&iacute;culo referindo-se &agrave;quilo que se aprende, como se aprende, quando, onde e porqu&ecirc;. &Eacute; nesta linha que utilizamos no nosso estudo o conceito de curr&iacute;culo, entendido, em simult&acirc;neo, como o saber, o conte&uacute;do, de que o aprendente se apropria e o processo que o leva a tal apropria&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Apesar da diversidade e, por vezes, da diverg&ecirc;ncia de entendimentos conceptuais relativamente ao curr&iacute;culo, na sua esmagadora maioria, e de modo semelhante, perspetivas, conce&ccedil;&otilde;es, pr&aacute;ticos e investigadores situam-no e associam-no ao contexto escolar, &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o das aprendizagens que se promovem e realizam na escola (ou em outra institui&ccedil;&atilde;o educativa), com um car&aacute;ter formal(izado) e predefinido. Ainda que se possa reconhecer que praticamente todas as institui&ccedil;&otilde;es da sociedade t&ecirc;m um curr&iacute;culo (mesmo que subentendido) (Tanner & Tanner, 1995), a maioria dessas institui&ccedil;&otilde;es normalmente n&atilde;o utiliza o conceito de curr&iacute;culo para denotar a natureza das suas fun&ccedil;&otilde;es e respetivas a&ccedil;&otilde;es, mesmo as que t&ecirc;m um car&aacute;ter educativo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em grandes linhas, o curr&iacute;culo &eacute; entendido, por um lado, enquanto proposta referente &agrave; sele&ccedil;&atilde;o, organiza&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncias de aprendizagem por parte da institui&ccedil;&atilde;o de ensino (Vasconcellos, 2009), cobrindo, assim, n&atilde;o apenas os objetos do conhecimento, os conte&uacute;dos, mas tamb&eacute;m as experi&ecirc;ncias, ou aprendizagens previs&iacute;veis, e, ainda, a proposta de um caminho a ser percorrido, de uma prescri&ccedil;&atilde;o sequencial (Goodson, 2001), um guia (Gimeno Sacrist&aacute;n, 1999) ou sequ&ecirc;ncia ordenada de estudos, numa perspetiva de desenvolvimento curricular. Implica a estrutura&ccedil;&atilde;o de tempos, espa&ccedil;os, saberes, recursos, relacionamentos, agrupamentos de alunos, formas de trabalho dos docentes, objetivos, metodologias, formas de avalia&ccedil;&atilde;o (o que se prev&ecirc; ensinar e como &eacute; que a escola se vai organizar para isso).Por outro lado, o curr&iacute;culo &eacute; percebido como o percurso efetivamente feito pelo sujeito na escola (vivido, em a&ccedil;&atilde;o) e que n&atilde;o coincide necessariamente com a proposta curricular<sup><a href="#7">7</a></sup>.<a name="top7"></a> &Eacute; nesta &uacute;ltima linha que nos situamos, ainda que admitindo que, por vezes, se possa subentender tamb&eacute;m uma proposta pr&eacute;via, mas, nesse caso, da responsabilidade do mesmo sujeito que, assim, assume o duplo papel de destinat&aacute;rio e destinador do curr&iacute;culo.</p>     <p>Independentemente da variedade e diverg&ecirc;ncia de ace&ccedil;&otilde;es e entendimentos sobre o conceito de curr&iacute;culo, nota-se que &eacute; comum sublinhar-se a coexist&ecirc;ncia de dois planos de conceptualiza&ccedil;&atilde;o do curr&iacute;culo: no plano das <i>inten&ccedil;&otilde;es</i>, encontra-se o curr&iacute;culo promulgado, intencional e oficial, e o curr&iacute;culo interpretado e planeado; no plano do <i>real</i>, regista-se o curr&iacute;culo implementado, o curr&iacute;culo aprendido (e o que &eacute; ensinado). N&atilde;o est&aacute; escrito necessariamente, mas &eacute; aprendido pelos alunos. &Eacute; a partir das interse&ccedil;&otilde;es que podem ocorrer entre esses dois planos que surgem e se fundamentam as conce&ccedil;&otilde;es de curr&iacute;culo oculto, curr&iacute;culo nulo, curr&iacute;culo paralelo, curr&iacute;culo impl&iacute;cito, curr&iacute;culo informal, entre outras formas de entendimento acerca das aprendizagens que decorrem do (e podem ser determinadas pelo) curr&iacute;culo formal prescrito, mas que n&atilde;o se encontram explicitamente planeadas ou previstas antecipadamente (Cuban, 1993; Doll, 1997; Eisner, 1996).</p>     <p>Os trabalhos de diferentes investigadores nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas (Beyer, 2004; Cuban, 1993; Doll, 1997; Grundy, 1987; Kliebard, 2011; Marsh & Willis, 1995; Pacheco, 2013; Rold&atilde;o, 2011; Selwyn, 2011; Wenger, 1998) t&ecirc;m demonstrado que a generalidade das aprendizagens &eacute; maioritariamente determinada pelas experi&ecirc;ncias vividas (curr&iacute;culo real, em a&ccedil;&atilde;o) pelo pr&oacute;prio sujeito da aprendizagem (o aprendente) e menos pelo que se encontra promulgado no curr&iacute;culo oficial, definido pelos decisores curriculares, nos diferentes n&iacute;veis de decis&atilde;o. Referem, ainda, que o conceito de curr&iacute;culo pode ser entendido de diferentes (e novos) modos, apontando em alguns desses casos para a sua desformaliza&ccedil;&atilde;o. &Eacute; neste entendimento que o curr&iacute;culo ganha sentido na sua rela&ccedil;&atilde;o din&acirc;mica com o digital e o n&atilde;o formal.</p>     <p>A partir de um estudo realizado recentemente, Elizabeth Almeida e Jos&eacute; Armando Valente (2014) defendem, igualmente, a exist&ecirc;ncia de um &ldquo;prof&iacute;cuo di&aacute;logo entre o curr&iacute;culo do contexto formal da disciplina e o curr&iacute;culo dos contextos de aprendizagem visitados pelos nossos alunos&rdquo; (p. 1184), o que, segundo os autores, &ldquo;forneceu refer&ecirc;ncias para levantarmos novas possibilidades de di&aacute;logo entre o curr&iacute;culo praticado nos contextos de aprendizagem n&atilde;o-formais e o curr&iacute;culo do contexto formal da escola, o que sugere uma nova abordagem da inter-rela&ccedil;&atilde;o entre curr&iacute;culo e cultura&rdquo; (Almeida & Valente, 2014, p. 1184). A partir das pr&aacute;ticas e experi&ecirc;ncias de aprendizagem que se geram e s&atilde;o proporcionadas pela Internet e pelos ambientes virtuais de aprendizagem que a integram t&ecirc;m surgido outras ace&ccedil;&otilde;es de curr&iacute;culo. Entre essas referem-se, por exemplo, o termo <i>Curr&iacute;culo 2.0</i> (Edson, 2007), ao considerar que a educa&ccedil;&atilde;o &eacute; conduzida pelo utilizador, que tem um papel ativo naquilo que aprende, como e quando aprende; o curr&iacute;culo modelado por uma matriz, &ldquo;n&atilde;o-linear e n&atilde;o-sequencial&rdquo; (Doll, 1997); os estudos sobre as comunidades virtuais de aprendizagem que descrevem o curr&iacute;culo como uma estrutura curricular flex&iacute;vel e aberta, segundo uma abordagem socioconstrutivista, entendido como sendo constru&iacute;do, no interior e pela pr&oacute;pria comunidade de pr&aacute;tica, em ambientes virtuais (Costa, 2007; Wenger, 1998); e o curr&iacute;culo enquanto comunidade, assente no conceito de aprendizagem rizom&aacute;tica (Bruno, 2011; Cormier, 2008) &ndash; a a&ccedil;&atilde;o da comunidade constitui o curr&iacute;culo &ndash; com base no pressuposto de que a negocia&ccedil;&atilde;o distribu&iacute;da do conhecimento permite &agrave; comunidade legitimar o conhecimento adquirido e demonstrado.</p>     <p>A partir das diversas conce&ccedil;&otilde;es e entendimentos acerca de curr&iacute;culo e perspetivando-o pelo lado de quem aprende, o &lsquo;curr&iacute;culo em a&ccedil;&atilde;o&rsquo; pode ser associado &agrave;s aprendizagens que cada um realiza, nos diferentes contextos formativos que experiencia ao longo da vida. Com esse olhar, quando o pr&oacute;prio sujeito concebe e decide acerca das suas aprendizagens e das suas experi&ecirc;ncias formativas, falamos de um entendimento acerca do curr&iacute;culo que designamos por <i>curr&iacute;culo pessoal de aprendizagem</i> (Viana, 2017).</p>     <p><b>Curr&iacute;culo pessoal de aprendizagem</b></p>     <p>No percurso pessoal de aprendizagem, quando cada um assume o papel de desenhar, de gerir e regular o desenvolvimento dos processos e experi&ecirc;ncias de aprendizagem, em v&aacute;rios momentos da sua vida, num determinado momento hist&oacute;rico, social e cultural, &eacute; o pr&oacute;prio que &eacute; autor e decisor curricular sobre as aprendizagens realizadas e a realizar.Referimo-nos a decis&otilde;es tomadas sobre: i) o que aprender (conhecimentos de v&aacute;rios n&iacute;veis e tipos, valores, t&eacute;cnicas, outros); ii) os objetivos, inten&ccedil;&otilde;es, necessidades (que quest&otilde;es h&aacute; para as quais se precisa ou quer uma resposta) ou interesses que mobilizam ou determinam as experi&ecirc;ncias de aprendizagem; iii) o que fazer (tarefas, atividades); iv) com que fontes (que podem ser outras pessoas) e recursos; v) como organizar a situa&ccedil;&atilde;o de aprendizagem (estrat&eacute;gias e t&eacute;cnicas mobilizadas, tempo(s) e espa&ccedil;o(s) onde t&ecirc;m lugar); vi) como agir para realizar a aprendizagem pretendida; e vii) como verificar se se aprendeu.</p>     <p>Recobre-se, assim, o desenvolvimento curricular na sua completude, configurando um plano e uma a&ccedil;&atilde;o em desenvolvimento que se reformula e se reconfigura continuamente. Considera-se subjacente a esta no&ccedil;&atilde;o de curr&iacute;culo a defini&ccedil;&atilde;o de um plano ou projeto (pessoal) de aprendizagem, por parte de cada um, ainda que possa ser, em alguns casos, bastante aberto, gen&eacute;rico, abrangente e pouco expl&iacute;cito, fora de um quadro ou contexto institucional(izado). Isto &eacute;, em contextos n&atilde;o formalizados para a aprendizagem, quando n&atilde;o existe qualquer entidade ou uma figura pedag&oacute;gica a determinar, a guiar e a decidir sobre as aprendizagens a realizar, &eacute; o sujeito aprendente que delineia (de modo mais ou menos consciente) uma estrutura (curricular) de organiza&ccedil;&atilde;o da aprendizagem. Essa estrutura &eacute; uma estrutura autoconcebida e autoconstru&iacute;da, na sua maioria tomando como refer&ecirc;ncia a experi&ecirc;ncia pessoal tida em contextos formais de aprendizagem e as conce&ccedil;&otilde;es que cada um tem sobre o que &eacute; o curr&iacute;culo ou a ideia geral acerca da organiza&ccedil;&atilde;o curricular das aprendizagens (<i>Idem</i>).</p>     <p>Nesse sentido, o processo curricular, de acordo com esta ace&ccedil;&atilde;o, caracteriza-se (de modo simplificado), como se ilustra na <a href="#f1">Figura 1</a>, por partir de uma conce&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica sobre a aprendizagem (que poder&aacute; ocorrer em situa&ccedil;&atilde;o, durante a a&ccedil;&atilde;o) &ndash; <i>curr&iacute;culo planeado</i>.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/rpe/v33n1/33n1a09f1.jpg"> </p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Numa fase posterior, atrav&eacute;s de um qualquer mecanismo de avalia&ccedil;&atilde;o ou balan&ccedil;o reflexivo (meta-an&aacute;lise, metacogni&ccedil;&atilde;o) desencadeado, o <i>curr&iacute;culo aprendido</i> &eacute;, de algum modo, formalizado, a partir do pr&oacute;prio sujeito que aprende, quando h&aacute; uma (auto)apropria&ccedil;&atilde;o do que foi aprendido e transformado em conhecimento constru&iacute;do. O curr&iacute;culo &eacute; (auto)formalizado.</p>     <p>Os pr&oacute;prios aprendentes fazem, mesmo que de uma forma menos expl&iacute;cita, sistem&aacute;tica ou profunda, um balan&ccedil;o ou aprecia&ccedil;&atilde;o reflexiva, sob a forma de avalia&ccedil;&atilde;o das aprendizagens que realizaram e/ou do caminho percorrido e das decis&otilde;es tomadas, nomeadamente sobre o modo como equacionaram cada um dos pressupostos ou componentes do curr&iacute;culo (objetivos, atividades, estrat&eacute;gias, tempo, espa&ccedil;o, recursos, intervenientes) (Viana, 2017).</p>     <p>Posteriormente, outros intervenientes podem adotar um papel crucial no processo curricular, contribuindo, de algum modo, para a legitima&ccedil;&atilde;o social (Rold&atilde;o, 1999), ou seja, o reconhecimento social dos conhecimentos adquiridos pelo aprendente, como necess&aacute;rios para a sua viv&ecirc;ncia econ&oacute;mica e social, e a sua valoriza&ccedil;&atilde;o, por exemplo entre os pares, em qualquer uma das dimens&otilde;es: profissional, pessoal, social.</p>     <p><b>4. Metodologia</b></p>     <p>A componente emp&iacute;rica do estudo aqui apresentado consiste na an&aacute;lise de representa&ccedil;&otilde;es acerca do curr&iacute;culo, nomeadamente quando se realizam aprendizagens a partir do uso de tecnologias digitais, em contextos ou situa&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o est&atilde;o formalmente estruturadas (para o ensino ou para a forma&ccedil;&atilde;o). Visa-se, desta forma, conhecer o pensamento dos respondentes sobre curr&iacute;culo e, em simult&acirc;neo, verificar se o conceito de curr&iacute;culo por n&oacute;s proposto se conforma com as representa&ccedil;&otilde;es dos participantes no estudo, confirmando, deste modo, a razoabilidade e a pertin&ecirc;ncia deste conceito.</p>     <p>De car&aacute;ter descritivo e interpretativo, a investiga&ccedil;&atilde;o realizada situa-se no paradigma humanista-interpretativo (Amado, 2013; Cohen et al., 2000; Denzin & Lincoln, 2000; Patton, 1990), com uma abordagem investigativa de vertente qualitativa, complementada e fundamentada por dados quantitativos, com base num <i>design</i> parcialmente misto (Creswell, 2009; Leech & Onwuegbuzie, 2009; Tashakkori & Teddlie, 2003).</p>     <p>Para o seu desenvolvimento operacional, a investiga&ccedil;&atilde;o foi estruturada em dois estudos. No estudo I foram inquiridos utilizadores regulares da Internet (com mais de 18 anos de idade), atrav&eacute;s de inqu&eacute;rito por question&aacute;rio, com quest&otilde;es para respostas fechadas e algumas de resposta aberta (Hill & Hill, 2009; Moreira, 2004; Rea & Parker, 1992), distribu&iacute;do <i>online</i> (Andrews et al., 2003), sobre as aprendizagens que consideram realizar quando acedem &agrave; Internet e usam os diversos ambientes a&iacute; dispon&iacute;veis. Foi feitaa revis&atilde;o do question&aacute;rio por parte de especialistas e realizado o pr&eacute;-teste, determinantes e fundamentais na valida&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio.O question&aacute;rio foi divulgado atrav&eacute;s do envio de mensagens por correio eletr&oacute;nico, individualizadas ou dirigidas a grupos espec&iacute;ficos, em redes sociais, em comunidades virtuais e em outros grupos <i>online</i>. No estudo II foram realizadas entrevistas semidiretivas (Amado, 2013; Cohen et al., 2000) a adultos que consideram aprender <i>online</i>. Neste caso, para a sele&ccedil;&atilde;o dos participantes procurou-se combinar sujeitos que reunissem caracter&iacute;sticas diversificadas entre si e id&ecirc;nticas &agrave;s da amostra do estudo I. Isto e´, pessoas adultas de diferentes faixas et&aacute;rias, com diferentes graus de forma&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica completa e de diferentes &aacute;reas. Convidaram-se, assim, para participarem no estudo pessoas da rede de contactos pessoal, que reunissem os crit&eacute;rios definidos.</p>     <p>Os inquiridos foram questionados sobre a forma e as circunst&acirc;ncias nas quais aprendem quando utilizam a Internet, pedindo-se-lhes para assinalarem a sua concord&acirc;ncia, ou discord&acirc;ncia, com um conjunto de afirma&ccedil;&otilde;es apresentadas relativas a caracter&iacute;sticas elementares que podem configurar as aprendizagens <i>online</i>. Essas afirma&ccedil;&otilde;es emergiram da revis&atilde;o da literatura sobre o conceito de curr&iacute;culo, nomeadamente sobre as principais caracter&iacute;sticas e atributos associados &agrave;s conce&ccedil;&otilde;es de curr&iacute;culo, e resultaram da sua sistematiza&ccedil;&atilde;o, considerando a vari&acirc;ncia que pode existir nos seus elementos constituintes (Gaspar & Rold&atilde;o, 2007; Kelly, 1981; Peralta, 2005; Taba, 1974; Tanner & Tanner, 1995; Tyler, 1949), desde o curr&iacute;culo com uma estrutura mais aberta e flex&iacute;vel at&eacute; ao curr&iacute;culo predefinido e delimitado previamente.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A an&aacute;lise dos dados obtidos centrou-se nas caracter&iacute;sticas curriculares das aprendizagens documentadas (<a href="#q1">Quadro 1</a>): os objetivos que motivam ou desencadeiam as aprendizagens em contexto <i>online</i> (porqu&ecirc;? para qu&ecirc;?), os assuntos, conte&uacute;dos ou objeto de aprendizagem (o qu&ecirc;? sobre o qu&ecirc;?), as estrat&eacute;gias, os meios e os m&eacute;todos usados, bem como as atividades realizadas (como?) e a avalia&ccedil;&atilde;o que &eacute; feita sobre essas aprendizagens (que resultados?) (Dilon, 2009).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q1"></a> <img src="/img/revistas/rpe/v33n1/33n1a09q1.jpg"> </p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A op&ccedil;&atilde;o para analisar e tratar as informa&ccedil;&otilde;es recolhidas recaiu no uso combinado de tratamento estat&iacute;stico dos dados (Hill & Hill, 2009), com recurso ao <i>software</i> <i>SPSS</i>, realizando an&aacute;lise descritiva univariada, e bivariada para os casos em que se considerou pertinente verificar a rela&ccedil;&atilde;o estabelecida entre vari&aacute;veis, atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o de medidas de associa&ccedil;&atilde;o (nomeadamente ETA e coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de Spearman). Foi tamb&eacute;m realizada an&aacute;lise de conte&uacute;do (Bardin, 2009), utilizando o <i>software</i> <i>NVivo</i>. Com vista &agrave; obten&ccedil;&atilde;o de um &iacute;ndice de fiabilidade da categoriza&ccedil;&atilde;o recorreu-se ao acordo inter-ju&iacute;zes (Chen & Krauss, 2004; Fonseca et al., 2007; Lima, 2013); em concreto, calculou-se o coeficiente de Kappa (k) do modo como &eacute; explicitado por Cohen (1960), enquanto estrat&eacute;gia de avalia&ccedil;&atilde;o da objetividade da classifica&ccedil;&atilde;o realizada (Fonseca et al., 2007). Durante o desenvolvimento da investiga&ccedil;&atilde;o, a dimens&atilde;o &eacute;tica e deontol&oacute;gica foi considerada. Procurou assegurar-se a confidencialidade, a privacidade, o consentimento informado dos participantes e a preserva&ccedil;&atilde;o dos seus dados pessoais (Amado, 2013; Cohen & Manion, 1994; Denzin & Lincoln, 2000).</p>     <p>Os inquiridos nos dois estudos apresentam um perfil sociodemogr&aacute;fico diverso, o que permite verificar se h&aacute; diferen&ccedil;as para algum dos aspetos considerados nas conce&ccedil;&otilde;es tidas acerca do curr&iacute;culo.</p>     <p>No estudo I participaram 833 sujeitos, a maioria do sexo feminino (76.5%), de diferentes faixas et&aacute;rias, distribu&iacute;dos entre os 18 e os 64 anos. A maioria encontra-se a trabalhar (74.8%) e cerca de 21.9% estuda. Entre estes, 14.8% s&atilde;o trabalhadores-estudantes.</p>     <p>A maioria dos respondentes indica ter forma&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-graduada, ou seja, 51.7% possui uma p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, um mestrado ou um doutoramento. Entre os respondentes registam-se utilizadores que se integram numa diversidade abrangente de &aacute;reas profissionais, entre as quais se destaca consideravelmente a &aacute;rea de Educa&ccedil;&atilde;o (48.1%), seguida das &aacute;reas de Ci&ecirc;ncias F&iacute;sicas, Matem&aacute;ticas e Engenharias (11%), Artes (8.8%), Design (7.9%), Tecnologias (5.5%), entre outras (18.7%).</p>     <p>Relativamente ao estudo II, foram entrevistadas sete pessoas com diferentes perfis, com idades compreendidas entre os 17 e os 76 anos, entre as quais cinco s&atilde;o mulheres. Os participantes t&ecirc;m diferentes graus de forma&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica (ensino secund&aacute;rio, licenciatura, mestrado e doutoramento), uns s&atilde;o estudantes (3), do ensino secund&aacute;rio (1) e do ensino superior (2), outros trabalhadores (5) (das &aacute;reas de <i>design</i>, sa&uacute;de e educa&ccedil;&atilde;o) (em dois casos trabalhadores-estudantes), e uma &eacute; reformada.</p>     <p><b>5. Apresenta&ccedil;&atilde;o de resultados</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os resultados que adv&ecirc;m da an&aacute;lise das representa&ccedil;&otilde;es dos inquiridos acerca do curr&iacute;culo quando realizam aprendizagens a partir do uso de tecnologias digitais, em contextos n&atilde;o formais, permitem-nos salientar a seguinte constata&ccedil;&atilde;o geral: das respostas dos inquiridos subentende-se uma conce&ccedil;&atilde;o de curr&iacute;culo enquanto processo, em que as aprendizagens s&atilde;o organizadas pelo pr&oacute;prio aprendente, que decide sobre os conte&uacute;dos (o que aprende), as atividades e as estrat&eacute;gias (como aprende), o(s) tempo(s) e espa&ccedil;o(s) em que o faz.</p>     <p>A maioria dos inquiridos, quer no estudo I quer no estudo II, concorda que &ldquo;na Internet cada um organiza e gere o seu pr&oacute;prio percurso de aprendizagem, decidindo o que aprende, como e quando aprende&rdquo;, mesmo que n&atilde;o o defina <i>a priori</i>, como explica um dos entrevistados: &ldquo;eu posso aprender em fun&ccedil;&atilde;o dos est&iacute;mulos que vou tendo e n&atilde;o tanto de coisas que decidi previamente. Eu acho que at&eacute; prevalecem as coisas que eu n&atilde;o defini previamente porque sou muito suscet&iacute;vel &agrave;quilo que a descoberta me vai surgindo&rdquo;. Outro dos entrevistados sublinhou que n&atilde;o define um plano, embora concretize imensas aprendizagens durante a utiliza&ccedil;&atilde;o que faz da Internet: &ldquo;h&aacute; uma componente organizada e h&aacute; uma componente desorganizada, (...) muitas vezes eu vejo um <i>site</i>, vou ler um artigo que algu&eacute;m partilhou no Twitter, e dei por mim a ler imensas coisas. E eu n&atilde;o planeei fazer aquilo, no entanto aprendi imenso no processo&rdquo;.</p>     <p>De acordo com as representa&ccedil;&otilde;es dos inquiridos, as aprendizagens realizadas <i>online</i> s&atilde;o determinadas ou condicionadas &ldquo;pelo que interessa ou faz sentido para cada um&rdquo;. Somente ser&aacute; dada a aten&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria para aprender &agrave;quilo que faz sentido, &agrave;quilo que desperta algum interesse ou cria qualquer forma de motiva&ccedil;&atilde;o: &ldquo;h&aacute; sempre motiva&ccedil;&otilde;es ou algum interesse quando tu partes para um momento de pesquisa <i>online</i> que te leva a uma aprendizagem&rdquo;. As aprendizagens realizadas <i>online</i> s&atilde;o determinadas ou condicionadas &ldquo;por metas, objetivos ou necessidades da vida pessoal&rdquo; e tamb&eacute;m &ldquo;da vida profissional ou acad&eacute;mica&rdquo;, na perspetiva da maior parte dos inquiridos. As necessidades da vida profissional ou acad&eacute;mica podem ser associadas aos conhecimentos valorizados socialmente, que maioritariamente nos s&atilde;o impostos, e &agrave;s compet&ecirc;ncias que a sociedade espera que cada um desenvolva, ao assumir determinado perfil profissional ou acad&eacute;mico. Contudo, essa n&atilde;o foi a leitura feita pelos inquiridos, que, na sua maioria, discordam de que as aprendizagens <i>online</i> sejam condicionadas ou determinadas &ldquo;pelo que a sociedade valoriza ou espera de cada um&rdquo; ou, quando muito, mostram-se indecisos quanto a isso. Duas entrevistadas concordam, por&eacute;m, considerando que o fazem numa perspetiva de acompanhar o que &eacute; valorizado socialmente: &ldquo;dou por mim tantas vezes a fazer pesquisa: &lsquo;n&atilde;o, mas por que &eacute; que eles dizem que isto &eacute; &oacute;timo se eu n&atilde;o conhe&ccedil;o?&rsquo;. Vou querer perceber. Portanto, &eacute; uma necessidade que acaba por ser muitas vezes social, cultural&rdquo;. Em determinadas situa&ccedil;&otilde;es que ocorram ou que n&atilde;o se percebam, &ldquo;mas que a sociedade esteja a dar import&acirc;ncia&rdquo;, faz-se uma pesquisa sobre o tema.</p>     <p>O modo como se organizam as aprendizagens que se realizam na Internet varia: &ldquo;&agrave;s vezes o que come&ccedil;a como estruturado, passa para algo n&atilde;o estruturado, come&ccedil;a como sequencial quase a chegar a um conhecimento, tu desvias-te para o lado e j&aacute; est&aacute;s a explorar outro. Varia muito&rdquo;. Os inquiridos consideram que na maioria das experi&ecirc;ncias de aprendizagem que realizam <i>online</i> existe intencionalidade (h&aacute; sempre um motivo, um prop&oacute;sito, objetivos, um interesse). Mesmo n&atilde;o tendo uma intencionalidade antecipada, pode passar a t&ecirc;-la em determinado momento, ou at&eacute; mesmo &ldquo;ser uma inten&ccedil;&atilde;o s&oacute; de procurar e n&atilde;o de saber o que vou encontrar&rdquo;. Os inquiridos no estudo I tamb&eacute;m concordam que a maioria das experi&ecirc;ncias de aprendizagem na Internet se realiza de modo &ldquo;informal&rdquo; (84%). Sobre isto, os entrevistados no estudo II concordam que &ldquo;&eacute; de uma forma livre.(...) n&atilde;o h&aacute; aqui um plano de estudo&rdquo;, associando o atributo informal ao contexto em que se situam, que consideram ser desprovido de qualquer estado ou car&aacute;ter de formaliza&ccedil;&atilde;o das aprendizagens.</p>     <p>Essa forma livre &eacute; associada a outro modo de aprender online que todos consideram experienciar em determinado(s) momento(s), afirmando que &ldquo;muitas das aprendizagens online s&atilde;o realizadas de modo aleat&oacute;rio e ocasional&rdquo;, porque existem sempre aqueles momentos &ldquo;em que te apetece ir &agrave; Internet pesquisar por qualquer coisa mais aleat&oacute;ria&rdquo;, &ldquo;consoante o que vai surgindo&rdquo;. Nem sempre estamos &agrave; espera de encontrar o que acabamos por encontrar, &ldquo;e por vezes s&atilde;o informa&ccedil;&otilde;es importantes&rdquo; e, a partir da&iacute;, pode-se &ldquo;definir uma meta&rdquo;. A percentagem de inquiridos que, no estudo I, concorda diminui consoante &eacute; maior a sua idade e o seu grau de forma&ccedil;&atilde;o, o que parece indicar que quanto mais velho se &eacute;, e com maior forma&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica, menos se considera realizar aprendizagens de modo aleat&oacute;rio e ocasional. Algumas aprendizagens <i>online</i> tamb&eacute;m ocorrem &ldquo;de modo organizado e estruturado&rdquo;, especialmente quando t&ecirc;m objetivos concretos: &ldquo;defino determinadas etapas, determinadas estrat&eacute;gias&rdquo;. No estudo I &eacute; maior a percentagem de mulheres do que de homens a concordar, enquanto &eacute; maior a percentagem de homens que concorda que a maioria das experi&ecirc;ncias de aprendizagem <i>online</i> s&atilde;o de modo &ldquo;fragmentado, n&atilde;o-linear e n&atilde;o sequencial&rdquo;, &ldquo;aleat&oacute;rio e ocasional&rdquo;.</p>     <p>Em geral, os inquiridos n&atilde;o concordam ou mostram-se indecisos sobre o facto de se refletir quando se aprende ao utilizar a Internet, nomeadamente &ldquo;sobre as atividades e os processos realizados para aprender&rdquo; ou mesmo &ldquo;sobre os resultados alcan&ccedil;ados&rdquo;, considerando-se a dimens&atilde;o relacionada com a avalia&ccedil;&atilde;o das aprendizagens. Os entrevistados no estudo II consideram que a reflex&atilde;o sobre as aprendizagens realizadas (o que foi feito e alcan&ccedil;ado, o que podia ser feito de outra forma), quando ocorre, &eacute; realizada <i>a posteriori</i>: &ldquo;n&atilde;o &eacute; propriamente durante o per&iacute;odo que passo na Internet que reflito sobre as atividades&rdquo;, explicitando o tipo de reflex&atilde;o que faz: &ldquo;o que &agrave;s vezes penso &eacute;, (...) se calhar podia ter ido ali procurar. (...) Principalmente quando n&atilde;o encontro a resposta para aquilo que pretendo, n&atilde;o &eacute;?&rdquo;.</p>     <p>No que se refere ao tempo e espa&ccedil;o, a esmagadora maioria dos inquiridos concorda que as aprendizagens na Internet ocorrem &ldquo;numa variedade de ambientes <i>online</i> (<i>websites</i>, <i>blogs</i>, grupos ou comunidades virtuais, redes sociais, ...)&rdquo; e &ldquo;numa variedade de dias e hor&aacute;rios&rdquo;. Os tempos (dias ou hor&aacute;rios) em que se acede &agrave; Internet e se aprende n&atilde;o est&atilde;o definidos previamente, mesmo para quem &eacute; mais organizado e define planos de aprendizagem. Segundo os entrevistados, isso pode eventualmente acontecer, mas raramente e em situa&ccedil;&otilde;es muito espec&iacute;ficas. No estudo I, os homens (73%) e o grupo de respondentes com idades compreendidas entre os 45 e os 64 anos (78%) s&atilde;o quem mais concorda que &ldquo;as aprendizagens na Internet ocorrem em ambientes <i>online</i> espec&iacute;ficos e selecionados por cada um&rdquo;. A esse prop&oacute;sito, no estudo II, os entrevistados explicam que h&aacute; ambientes que selecionam (regularmente) para aprender, de acordo com os seus objetivos e prop&oacute;sitos: &ldquo;quando tenho um objetivo eu escolho os ambientes em que me movo, ou j&aacute; os escolhi, mas posso vir a escolher outros e alterar&rdquo;.</p>     <p>Sozinhos &eacute; a forma que a maioria dos inquiridos seleciona quando referem que se aprende online. Alguns dos entrevistados analisam esta pergunta, questionando o que &eacute; aprender sozinho online uma vez que se acede a informa&ccedil;&atilde;o criada e partilhada por outras pessoas: &ldquo;Quer dizer, no fundo est&aacute;s sozinho. Mas na Internet est&atilde;o as pessoas. (...) e o que est&aacute; na Internet foi feito por algu&eacute;m. Aprendes com as outras pessoas, mas sozinha, n&atilde;o est&aacute; ningu&eacute;m contigo no computador&rdquo;. Da mesma forma, todos consideram que online aprendem com os outros, entre os quais se identificam diferentes grupos, nomeadamente &ldquo;todas as pessoas com quem estamos em contacto e podemos interagir&rdquo; e &ldquo;as pessoas com interesses comuns aos nossos&rdquo;. Aprende-se qualquer coisa com cada pessoa com quem se interage &ndash; &ldquo;mesmo que n&atilde;o tenha nada a ver com a minha &aacute;rea. Acho que estou sempre a aprender com pessoas diferentes&rdquo; &ndash; e essencialmente a partir da intera&ccedil;&atilde;o estabelecida, e n&atilde;o tanto em termos de conte&uacute;dos. As pessoas com interesses comuns podem ser colegas (da mesma &aacute;rea profissional, de trabalho, amigos) ou pessoas numa situa&ccedil;&atilde;o ou fase de aprendizagem similar &agrave; nossa: &ldquo;a pessoa pode n&atilde;o ser um especialista, pode ser uma pessoa que est&aacute; numa fase de aprendizagem similar &agrave; tua, o que tamb&eacute;m &eacute; interessante, partilhar experi&ecirc;ncias (...). Para perceber as dificuldades que elas t&ecirc;m e como &eacute; que resolveram esses problemas&rdquo;. Observa-se, no estudo I, que quanto mais velhos, menos concordam com a ideia de aprender com o grupo de pares. A maior percentagem de discord&acirc;ncia entre a generalidade dos inquiridos &eacute; relativa ao facto de na Internet se aprender, essencialmente, &ldquo;com especialistas de determinada(s) &aacute;rea(s)&rdquo;. Alguns concordam que aprendem com especialistas &ndash; por exemplo, as &ldquo;pessoas que escrevem artigos&rdquo; a partir dos quais se adquirem conhecimentos v&aacute;lidos e fidedignos &ndash; e com a possibilidade de se lhes dirigirem: &ldquo;tu se quiseres (...) dirigires-te a um especialista&rdquo;. No estudo I, verifica-se que s&atilde;o mais os homens que concordam (63.7%) com essa ideia. Por sua vez, h&aacute; mais mulheres a concordarem que aprendem essencialmente &ldquo;em grupo ou comunidade, de modo colaborativo&rdquo; (77.8%): &ldquo;eu por exemplo aqui no Facebook colaboro com um grupo que &eacute; a comunidade da fotografia&rdquo;.</p>     <p>Em s&iacute;ntese, em contextos n&atilde;o formais <i>online</i>, para al&eacute;m de sozinhos, aprende-se essencialmente com pessoas com interesses comuns; sobre conte&uacute;dos espec&iacute;ficos (sobre os quais h&aacute; uma necessidade de aprender) ou sobre assuntos novos (que se encontram inesperadamente e despertam interesse para saber mais); e numa variedade de dias e hor&aacute;rios, em diversos ambientes <i>online</i> (<i>websites</i>, grupos ou comunidades virtuais, redes sociais, entre outros).</p>     <p>A partir da an&aacute;lise das representa&ccedil;&otilde;es dos inquiridos verifica-se que a conce&ccedil;&atilde;o geral acerca do curr&iacute;culo pouco varia em fun&ccedil;&atilde;o do seu perfil sociodemogr&aacute;fico, o que demonstra uma consolida&ccedil;&atilde;o da conce&ccedil;&atilde;o tida acerca de curr&iacute;culo, no contexto e circunst&acirc;ncias de aprendizagem considerados na investiga&ccedil;&atilde;o realizada. Identificam-se algumas varia&ccedil;&otilde;es nas suas representa&ccedil;&otilde;es em fun&ccedil;&atilde;o do sexo, idade ou grau de forma&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica, ainda que sem signific&acirc;ncia. N&atilde;o se registam quaisquer varia&ccedil;&otilde;es considerando a sua &aacute;rea profissional ou se est&atilde;o a estudar, a trabalhar, ambas ou em outra situa&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Conce&ccedil;&atilde;o geral acerca do curr&iacute;culo na era digital</b></p>     <p>Ap&oacute;s a an&aacute;lise das representa&ccedil;&otilde;es que os diferentes sujeitos adultos inquiridos t&ecirc;m acerca de aprendizagens que realizam em contexto <i>online</i>, discute-se a conce&ccedil;&atilde;o geral acerca do curr&iacute;culo, em articula&ccedil;&atilde;o com a an&aacute;lise te&oacute;rica e conceptual realizada, entendendo o curr&iacute;culo enquanto conce&ccedil;&atilde;o, organiza&ccedil;&atilde;o e estrutura&ccedil;&atilde;o do processo de aprender, que se corporizou sob a ace&ccedil;&atilde;o de <i>curr&iacute;culo pessoal de aprendizagem</i> (Viana, 2017).</p>     <p>A generalidade das experi&ecirc;ncias de aprendizagem que decorre da utiliza&ccedil;&atilde;o da Internet, e &eacute; realizada em contextos n&atilde;o formais, parte de determinada intencionalidade (sem regula&ccedil;&atilde;o ou avalia&ccedil;&atilde;o expl&iacute;citas), quer seja um determinado motivo, prop&oacute;sito, interesse, objetivo, ou uma necessidade, de foro pessoal, profissional ou acad&eacute;mico. A intencionalidade n&atilde;o tem necessariamente de ser pr&eacute;via ao momento de aprendizagem, nem o &eacute; em grande parte das situa&ccedil;&otilde;es, podendo tornar-se expressa durante a a&ccedil;&atilde;o, em fun&ccedil;&atilde;o de determinados est&iacute;mulos que promovem a realiza&ccedil;&atilde;o de (outras) aprendizagens, que, apesar de n&atilde;o terem sido previstas, s&atilde;o consideradas pertinentes.</p>     <p>A dimens&atilde;o individual do curr&iacute;culo neste contexto situa-o num eixo conceptual entre o social, pol&iacute;tico alargado, e um conceito utilit&aacute;rio. Isto &eacute;, da mesma forma que no curr&iacute;culo formal se reflete &ldquo;oconflito entre interesses dentro de uma sociedade e os valores dominantes que regem os processos educativos&rdquo; (Gimeno Sacrist&aacute;n, 1989, p. 17), em contextos n&atilde;o formais o curr&iacute;culo reflete o conflito existente entre os interesses pessoais e os valores dominantes na sociedade que regem as necessidades deaprendizagem sentidas pelo pr&oacute;prio sujeito que aprende, sobretudo em termosprofissionais e acad&eacute;micos.</p>     <p>Na sua maioria, as experi&ecirc;ncias de aprendizagem tidas ou desencadeadas em contextos <i>online</i> n&atilde;o formais n&atilde;o s&atilde;o organizadas ou estruturadas previamente, nem definidas e delimitadas <i>a priori</i>. A sua organiza&ccedil;&atilde;o e delimita&ccedil;&atilde;o v&atilde;o-se tornando expressas durante a a&ccedil;&atilde;o ou a experi&ecirc;ncia propriamente dita. E &eacute; o pr&oacute;prio sujeito quem decide e define, livremente, o que quer aprender, o que aprende, como aprende e como se organiza para aprender, num ambiente que se caracteriza por ser desprovido, <i>a priori</i>, de qualquer estado ou car&aacute;ter de formaliza&ccedil;&atilde;o. Essa forma livre &eacute; associada ao modo aleat&oacute;rio e ocasional (que se pode designar por <i>serendipity</i>), como vimos no enquadramento, que se experiencia em determinado(s) momento(s) em ambientes <i>online</i>, em que n&atilde;o existe uma intencionalidade expl&iacute;cita ou a defini&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via de um plano de aprendizagem, mas, ao navegar-se na Internet e aceder-se a determinada informa&ccedil;&atilde;o, &eacute;-se reportado, inesperadamente, para a realiza&ccedil;&atilde;o de aprendizagens. Ou seja, apesar de as aprendizagens <i>online</i> nestes contextos serem desprovidas, <i>a priori</i>, de qualquer estado ou car&aacute;ter de formaliza&ccedil;&atilde;o, a generalidade das experi&ecirc;ncias de aprendizagem &eacute; pautada por alguma estrutura&ccedil;&atilde;o e realiza-se de modo sequencial, isto &eacute;, respeitando um conjunto de etapas, definidas pelo pr&oacute;prio aprendente, que escolhe um determinado per&iacute;odo de tempo para realizar certas atividades e alcan&ccedil;ar os seus prop&oacute;sitos. As aprendizagens ocorrem de modo organizado, a partir de orienta&ccedil;&otilde;es ou de um plano que o pr&oacute;prio cria ou vai definindo, tomando decis&otilde;es quanto a isso.</p>     <p>O conceito (de curr&iacute;culo) informal aplicado nestas circunst&acirc;ncias &eacute; amb&iacute;guo e menos apropriado, na medida em que, apesar de tudo, h&aacute; uma formaliza&ccedil;&atilde;o ou <i>curriculariza&ccedil;&atilde;o</i> dessas aprendizagens, uma formaliza&ccedil;&atilde;o que &eacute; autoconstru&iacute;da. Ou seja, se eu programo e/ou me organizo para aprender, deixa de ser informal e passa a ser a uma formaliza&ccedil;&atilde;o que eu pr&oacute;prio crio. O curr&iacute;culo neste contexto e circunst&acirc;ncias pode-se considerar informal no sentido em que o aprendente n&atilde;o segue um conjunto de orienta&ccedil;&otilde;es para a aprendizagem que estejam formalmente institu&iacute;das e predefinidas por outros, no seio de determinado quadro institucional. No entanto, o pr&oacute;prio sujeito, ao construir individualmente o seu curr&iacute;culo, ou seja, ao organizar o processo ou percurso de aprendizagem, formaliza o modo como desenvolve o curr&iacute;culo de aprendizagem &ndash; o seu <i>curr&iacute;culo pessoal de aprendizagem</i>.</p>     <p><b>6. Conclus&otilde;es</b></p>     <p>Neste texto procurou-se contribuir para a reflex&atilde;o sobre a reconstru&ccedil;&atilde;o do conceito de curr&iacute;culo no s&eacute;culo XXI alicer&ccedil;ado quer na sua evolu&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica e conceptual, considerando as conce&ccedil;&otilde;es presentes na era digital (<i>e.g.</i>, Beyer, 2004; Cuban, 1993; Doll, 1997; Goodson, 2001; Grundy, 1987; Kliebard, 2011; Marsh & Willis, 1995; Pacheco, 2013; Pinar, 2008; Rold&atilde;o, 2011; Selwyn, 2011; Wenger, 1998), quer nos resultados do estudo emp&iacute;rico, a partir das representa&ccedil;&otilde;es dos inquiridos sobre curr&iacute;culo quando usam tecnologias digitais e realizam aprendizagens <i>online</i>. Corporiza-se o conceito de curr&iacute;culo na conce&ccedil;&atilde;o cunhada por <i>curr&iacute;culo pessoal de aprendizagem</i>. Um curr&iacute;culo aut&oacute;nomo, individualizado, cujo desenvolvimento o digital propicia e facilita.</p>     <p>Nesta ace&ccedil;&atilde;o, o curr&iacute;culo est&aacute; associado &agrave;s experi&ecirc;ncias de aprendizagem vividas e &agrave;s atividades realizadas pelo pr&oacute;prio aprendente, atividades movidas pela sua intencionalidade, e n&atilde;o por parte de professores, formadores ou outros decisores curriculares, e que se desenrolam ao longo do seu processo pessoal de aprendizagem, num percurso que &eacute; constru&iacute;do e desenvolvido, especialmente, ao longo da vida adulta.</p>     <p>Constata-se, contudo, que os aprendentes, de alguma forma e naturalmente, tendem a reproduzir o(s) modelo(s) de curr&iacute;culo que prevaleceu(eram) ao longo do seu percurso escolar, especialmente quando previamente se organizam para aprender, concebem e estruturam as condi&ccedil;&otilde;es nas quais levam a cabo essas aprendizagens e, conscientemente, fazem escolhas e tomam decis&otilde;es de natureza curricular. S&atilde;o os pr&oacute;prios aprendentes que assumem o desenho e a organiza&ccedil;&atilde;o curricular das aprendizagens que realizam (ou tencionam realizar), ao inv&eacute;s de essas decis&otilde;es serem tomadas por outros, especialmente quando usam tecnologias digitais e acedem &agrave; Internet para aprender.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O espa&ccedil;o e o tempo, as estrat&eacute;gias e os intervenientes constituem as componentes do curr&iacute;culo que mais se alteram e se distinguem nessas situa&ccedil;&otilde;es, comparativamente com o que acontece em contextos formais, nos quais prevalecem aprendizagens institucionalizadas. &Eacute; tomando esses elementos, ou pressupostos, como refer&ecirc;ncia que se tece um conjunto de considera&ccedil;&otilde;es conclusivas sobre os principais atributos que caracterizam o curr&iacute;culo neste contexto de aprendizagem e os modos como se desenvolve nessas circunst&acirc;ncias, de acordo com as conce&ccedil;&otilde;es tidas pelos inquiridos nesta investiga&ccedil;&atilde;o: a) a especifica&ccedil;&atilde;o dos elementos organizadores da aprendizagem (objetivos, estrat&eacute;gias, avalia&ccedil;&atilde;o) e o conferir-lhe um car&aacute;ter mais ou menos estruturado, delineando previamente ou n&atilde;o as circunst&acirc;ncias de aprendizagem, s&atilde;o decis&otilde;es tomadas pelo sujeito que aprende; b) na generalidade das experi&ecirc;ncias de aprendizagem reconhece-se alguma intencionalidade que determina a respetiva conce&ccedil;&atilde;o e organiza&ccedil;&atilde;o curricular, num processo em que o aprendente &eacute;, na maioria das situa&ccedil;&otilde;es, o principal interveniente; c) o tempo e espa&ccedil;o s&atilde;o ub&iacute;quos e flex&iacute;veis, n&atilde;o estando pr&eacute;-definidos nem delimitados previamente; d) a avalia&ccedil;&atilde;o constitui a componente curricular que parece ser menos expl&iacute;cita e reconhecida pelos autores das aprendizagens em contextos n&atilde;o formais <i>online</i>.</p>     <p>Neste contexto, n&atilde;o existindo um processo concreto de ensino, &eacute; o pr&oacute;prio sujeito que se ensina a si pr&oacute;prio, fundindo-se o ensinar e o aprender. E, sendo o aprendente o agente central e o principal decisor curricular, o curr&iacute;culo, neste contexto e circunst&acirc;ncias, depende, tamb&eacute;m, de fatores ou fontes de press&atilde;o externas, nomeadamente: o contexto social em que se integra e o quanto ser&atilde;o valorizadas socialmente as aprendizagens que realiza, por exemplo em termos profissionais ou acad&eacute;micos; os contextos pol&iacute;tico e econ&oacute;mico; e a pr&oacute;pria forma&ccedil;&atilde;o inicial e cont&iacute;nua do aprendente (Kelly, 1981). Isto &eacute;, o desenho do curr&iacute;culo varia tamb&eacute;m em fun&ccedil;&atilde;o das cren&ccedil;as e dos valores tidos pelo aprendente sobre educa&ccedil;&atilde;o (Ornstein & Hunkins, 2009).</p>     <p>Os contextos formais nos quais se realiza a aprendizagem institucionalizada, como se enquadrou neste trabalho, e os curr&iacute;culos a&iacute; vigentes s&atilde;o determinantes para o desenvolvimento do <i>curr&iacute;culo pessoal de aprendizagem</i>, uma vez que funcionam como base estruturante para o caminho que se constr&oacute;i posteriormente em contextos de aprendizagem n&atilde;o formalizados.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Almeida, M. E., & Valente, J. A. (2014). Curr&iacute;culo e contextos de aprendizagem: Integra&ccedil;&atilde;o entre o formal e o n&atilde;o-formal por meio de tecnologias digitais. <i>Revista e Curriculum, 12</i> (2), 1162-1188.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780502&pid=S0871-9187202000010000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Amado, J. (Coord.). (2013). <i>Investiga&ccedil;&atilde;o qualitativa em educa&ccedil;&atilde;o</i>. Imprensa da Universidade de Coimbra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780504&pid=S0871-9187202000010000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Andrews, D., Nonnecke, B., & Preece, J. (2003). Eletronic survey methodology: A case study in reaching hard-to-involve internet users. <i>International Journal of Human-Computer Interaction, 16</i> (2), 185-210.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780506&pid=S0871-9187202000010000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bardin, L. (2009). <i>An&aacute;lise de conte&uacute;do</i>. Lisboa, Portugal: Edi&ccedil;&otilde;es 70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780508&pid=S0871-9187202000010000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Beyer, L. (2004). Direc&ccedil;&otilde;es do Curr&iacute;culo: As realidades e as possibilidades dos conflitos pol&iacute;ticos, morais e sociais. <i>Curr&iacute;culo sem Fronteiras, 4</i> (1), 72-100.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780510&pid=S0871-9187202000010000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bobbitt, F. (1918). <i>The curriculum</i>. Cambridge, U.K.: Houghton Mifflin Company. Acedido em mar&ccedil;o de 2016 em <a href="https://archive.org/details/curriculum008619mbp" target="_blank">https://archive.org/details/curriculum008619mbp </a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780512&pid=S0871-9187202000010000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Brown, R. (2007). <i>Curriculum consonance in technology education classrooms: The official, intended, implemented, and experienced curricula</i>.ProQuest, Indiana University - School of Education.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780514&pid=S0871-9187202000010000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bruno, A. R. (2011). A media&ccedil;&atilde;o partilhada em redes rizom&aacute;ticas: (Des)territorializa&ccedil;&atilde;o de possibilidades para a discuss&atilde;o sobre o ser tutor e a tutoria em cursos<i>online</i>. In H. Fontoura & M. Silva (Org.),<i>Pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas, linguagem e m&iacute;dias: Desafios &agrave; p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em educa&ccedil;&atilde;o em suas m&uacute;ltiplas dimens&otilde;es</i>(pp. 116-131). ANPEd Nacional.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780516&pid=S0871-9187202000010000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Can&aacute;rio, R. (2005). <i>O que &eacute; a escola? Um &ldquo;olhar&rdquo; sociol&oacute;gico</i>. Porto Editora.</p>     <p>Can&aacute;rio, R. (2006). Aprender sem ser ensinado. A import&acirc;ncia estrat&eacute;gica da educa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o formal. InL. Lima, J. A. Pacheco, M. Esteves, & R. Can&aacute;rio,<i>A educa&ccedil;&atilde;o em Portugal (1986-2006): Alguns contributos de investiga&ccedil;&atilde;o</i>(pp. 195-254).SPCE.</p>     <!-- ref --><p>Chen, P., & Krauss, A. (2004). Interrater agreement. In M. Lewis-Beck, A. Bryman, & T. Liao (Eds.),<i>The Sage encyclopedia of social science research methods</i>(pp. 511-513). Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780520&pid=S0871-9187202000010000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cohen, J. (1960). A coefficient of agreement for nominal scales.<i>Educational and Psychological Measurement, 20</i>(1), 37-46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780522&pid=S0871-9187202000010000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cohen, L., & Manion, L. (1994). <i>Research Methods in Education</i>. Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780524&pid=S0871-9187202000010000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cohen, L., Manion, L., & Morrison, K. (2000). <i>Research methods in education</i>. Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780526&pid=S0871-9187202000010000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cormier, D. (2008). Rhizomatic education: Community as curriculum. <i>Innovate: Journal of Online Education, 5</i>(4).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780528&pid=S0871-9187202000010000900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Costa, A. F., Cardoso, G., Coelho, A. R. & Pereira, A. (2015). <i>A sociedade em rede em Portugal &ndash; Uma d&eacute;cada de transi&ccedil;&atilde;o</i>. Almedina.</p>     <!-- ref --><p>Costa, C. (2007). O curr&iacute;culo numa comunidade de pr&aacute;tica.<i>S&iacute;sifo, 3</i>, 87-100.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780531&pid=S0871-9187202000010000900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Creswell, J. W. (2009).<i>Research design</i>. Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780533&pid=S0871-9187202000010000900018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cuban, L. (1993). The lure of curricular reform and its pitiful history.<i>Phi Delta Kappan, 75</i>(2), 182-185.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780535&pid=S0871-9187202000010000900019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Denzin, N. K., & Lincoln, Y. S. (Eds.). (2000). <i>Handbook of qualitative research</i>. Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780537&pid=S0871-9187202000010000900020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Dewey, J. (1902).<i>The child and the curriculum</i>. Chicago: The University of Chicago Press.Dispon&iacute;vel em <a href="https://archive.org/stream/childandcurricul00deweuoft#page/23/mode/thumb" target="_blank">https://archive.org/stream/childandcurricul00deweuoft#page/23/mode/thumb </a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780539&pid=S0871-9187202000010000900021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Dilon, J. T. (2009).The questions of curriculum. <i>Journal of Curriculum Studies, 41</i> (3), 343-359.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780541&pid=S0871-9187202000010000900022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Doll, W. (1997).<i>Curr&iacute;culo: Uma perspetiva p&oacute;s-moderna</i>.Artes M&eacute;dicas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780543&pid=S0871-9187202000010000900023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Downes, S. (2006). Learning Networks and Connective Knowledge. <i>Instructional Technology Forum</i>. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.it.coe.uga.edu/itforum/paper92/paper92.html" target="_blank">http://www.it.coe.uga.edu/itforum/paper92/paper92.html </a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780545&pid=S0871-9187202000010000900024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Edson, J. (2007). Curriculum 2.0: User-driven education. <i>The Huffington Post</i>.Acedido em dezembro de 2017 em <a href="http://www.huffingtonpost.com/jonathan-edson/curriculum-20-userdriven_b_53690.html" target="_blank">http://www.huffingtonpost.com/jonathan-edson/curriculum-20-userdriven_b_53690.html</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780547&pid=S0871-9187202000010000900025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Eisner, E. W. (1996). <i>Cognition and Curriculum Reconsidered</i>.Paul Chapman Publishing.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780548&pid=S0871-9187202000010000900026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Fonseca, R., Silva, P., & Silva, R. (2007). Acordo inter-ju&iacute;zes: O caso do coeficiente kappa. <i>Laborato´rio de Psicologia, 5</i> (1), 81-90.</p>     <!-- ref --><p>Gaspar, M. I., & Rold&atilde;o, M. C. (2007). <i>Elementos do desenvolvimento curricular</i>. Universidade Aberta.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780551&pid=S0871-9187202000010000900028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gimeno Sacrist&aacute;n, J. (1989). <i>El curriculum: Una reflexi&oacute;n sobre la pr&aacute;ctica</i>. Ediciones Morata.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780553&pid=S0871-9187202000010000900029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gimeno Sacrist&aacute;n, J. (1999). <i>Comprender y transformar la ense&ntilde;anza</i>. Ediciones Morata.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780555&pid=S0871-9187202000010000900030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Goodson, I. (2001). <i>O curr&iacute;culo em mudan&ccedil;a. Estudos na constru&ccedil;&atilde;o social do curr&iacute;culo</i>. Porto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780557&pid=S0871-9187202000010000900031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Grundy, S. (1987). <i>Curriculum: Product or praxis?</i>Falmer Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780559&pid=S0871-9187202000010000900032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hargreaves, A. (1998). <i>Os professores em tempos de mudan&ccedil;a. O trabalho e a cultura dos professores na idade p&oacute;s-moderna</i>. Mc Graw Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780561&pid=S0871-9187202000010000900033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hill, M. M., & Hill, A. (2009). <i>Investiga&ccedil;&atilde;o por question&aacute;rio</i>. Edi&ccedil;&otilde;es S&iacute;labo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780563&pid=S0871-9187202000010000900034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kelly, A. V. (1981). <i>O curr&iacute;culo. Teoria e pr&aacute;tica</i>. Harbra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780565&pid=S0871-9187202000010000900035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Kliebard, H. (2011). Os princ&iacute;pios de Tyler. <i>Curr&iacute;culo sem Fronteiras, 11</i>(2), 23-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780567&pid=S0871-9187202000010000900036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Leech, N., & Onwuegbuzie, A. (2009). A typology of mixed methods research designs.<i>Quality & Quantity, 43</i>(2), 265-275.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780569&pid=S0871-9187202000010000900037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lima, J. A. (2013). Por uma an&aacute;lise de conte&uacute;do mais fi&aacute;vel. <i>Revista Portuguesa de Pedagogia, 47</i>(1), 7-29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780571&pid=S0871-9187202000010000900038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Lima, L. (2005). A educa&ccedil;&atilde;o de adultos em Portugal (1974-2004). In R. Can&aacute;rio & B. Cabrito (Orgs.),<i>Educa&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o de adultos. Muta&ccedil;&otilde;es e converg&ecirc;ncias</i>(pp. 31-60). Educa/IEFP.</p>     <!-- ref --><p>Marsh, C. J., & Willis, G. (1995).<i>Curriculum: Alternative approaches, ongoing issues</i>.Merrill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780574&pid=S0871-9187202000010000900040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Means, B. (2008). Technology&rsquo;s role in curriculum and instruction. In M. Connelly (Ed.),<i>The Sage Handbook of curriculum and instruction</i> (pp. 123-144). Sage Publications.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Moreira, J. M. (2004). <i>Question&aacute;rios: Teoria e pr&aacute;tica</i>. Almedina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780577&pid=S0871-9187202000010000900042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ornstein, A. C., & Hunkins, F. (2009). <i>Curriculum:</i><i>Foundations, principles and issues</i>. Pearson.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780579&pid=S0871-9187202000010000900043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pacheco, J. A. (2013). Estudos curriculares. G&eacute;nese e consolida&ccedil;&atilde;o em Portugal.<i>Educa&ccedil;&atilde;o, Sociedade & Culturas, 38</i>, 151-168.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780581&pid=S0871-9187202000010000900044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Patton, M. (1990). <i>Qualitative evaluation and research methods</i>. Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780583&pid=S0871-9187202000010000900045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Peralta, M. H. (2005). <i>Curr&iacute;culo: O plano como texto. Um estudo sobre a aprendizagem da planifica&ccedil;&atilde;o na forma&ccedil;&atilde;o inicial de professores de alem&atilde;o</i>. Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian; FCT.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780585&pid=S0871-9187202000010000900046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Pinar, W. (2008). Curriculum theory since 1950. Crisis, reconceptualization, internationalization. In M. Connelly (Ed.), <i>The Sage Handbook of curriculum and instruction</i> (pp. 491-513). Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780587&pid=S0871-9187202000010000900047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rea, L. M., & Parker, R. A. (1992). <i>Designing and conducting survey research. A comprehensive guide</i>. Jossey-Bass Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780589&pid=S0871-9187202000010000900048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rold&atilde;o, M. C. (1999). <i>Gest&atilde;o curricular: Fundamentos e pr&aacute;ticas</i>. DEB.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780591&pid=S0871-9187202000010000900049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rold&atilde;o, M. C. (2011). <i>Um curr&iacute;culo de curr&iacute;culos</i>. Edi&ccedil;&otilde;es Cosmos.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780593&pid=S0871-9187202000010000900050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Santaella, L. (2014). <i>Comunica&ccedil;&atilde;o ub&iacute;qua. Repercuss&otilde;es na cultura e na educa&ccedil;&atilde;o</i>. Paulus Editora (eBook).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780595&pid=S0871-9187202000010000900051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Schiro, M. (2013). <i>Curriculum theory. Conflicting visions and enduring concerns</i>. Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780597&pid=S0871-9187202000010000900052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Selwyn, N. (2011). Em defesa da diferen&ccedil;a digital: Uma abordagem cr&iacute;tica sobre os desafios curriculares da <i>Web 2.0</i>. In P. Dias & A. Os&oacute;rio (Orgs.), <i>Aprendizagem (in)formal na Web social</i>. Centro de Compet&ecirc;ncia da Universidade do Minho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780599&pid=S0871-9187202000010000900053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Siemens, G. (2005). Connectivism: A learning theory for the digital age.<i>International Journal of Instructional Technology & Distance Learning, 2</i> (1), 3-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780601&pid=S0871-9187202000010000900054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Taba, H. (1974). <i>Elaboraci&oacute;n del curr&iacute;culo.</i><i>Teor&iacute;a y pr&aacute;ctica</i>. Ediciones Troquel.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780603&pid=S0871-9187202000010000900055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Tanner, D., & Tanner, L. (1995). <i>Curriculum development: Theory into practice</i>. Prentice-Hall.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780605&pid=S0871-9187202000010000900056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Tashakkori, A., & Teddlie, C. (Eds). (2003). <i>Handbook of mixed methods in social & behavioral research</i>. Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780607&pid=S0871-9187202000010000900057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Tyler, R. (1949). <i>Basic principles of curriculum and instruction</i>.The University of Chicago Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780609&pid=S0871-9187202000010000900058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Vasconcellos, C. S. (2009). <i>Curr&iacute;culo: A atividade humana como princ&iacute;pio educativo</i>. Libertad.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780611&pid=S0871-9187202000010000900059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Viana, J. (2017). <i>Curr&iacute;culo em contextos informais: contributos para a (re)conceptualiza&ccedil;&atilde;o do conceito de curr&iacute;culo a partir de aprendizagens online</i> (2016). [Tese de Doutoramento em Educa&ccedil;&atilde;o, Universidade de Lisboa].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780613&pid=S0871-9187202000010000900060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Viana, J., Peralta, H. & Costa, F. (2017). Digital Non-Formal Education as an Opportunity to Transform School. In G. &Iacute;lin; S. Ilin; B. Silva; A. Os&oacute;rio e J. A. Lencastre (Eds). <i>Better e-learning for innovation in education</i>.(pp. 197-214). &Ouml;zKaracan Matbaacilik</p>     <!-- ref --><p>Wenger, E. (1998). <i>Communities of practice. Learning, meaning and identity</i>. Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=780616&pid=S0871-9187202000010000900062&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido em 27 de agosto de 2019</p>     <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em 4 de maio de 2020</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para Correspond&ecirc;ncia</a><a name="c0"></a></p>     <p>Toda a correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo deve ser enviada para:</p>     <p>Joana Viana</p>     <p>Rua Dom Lu&iacute;s de Noronha, 36, 6&ordm;C</p>     <p>1050-073 Lisboa</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="mailto:jviana@ie.ulisboa.pt">jviana@ie.ulisboa.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Notas</b></p>     <p><a name="1"></a><a href="#top1"><sup>1</sup></a>Perspetiva assumida considerando a aprendizagem sobre as dimens&otilde;es da vida, num prisma de educa&ccedil;&atilde;o aberta, de acordo com as inten&ccedil;&otilde;es iniciais dos autores da Educa&ccedil;&atilde;o Permanente, que surge como um princ&iacute;pio organizador de todo o processo educativo &ndash; continuidade, diversidade e globalidade &ndash; e n&atilde;o enquanto educa&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o ao longo da vida, na perspetiva que &eacute; marcada pelo princ&iacute;pio da empregabilidade (ver, por exemplo, a an&aacute;lise e discuss&atilde;o que s&atilde;o realizadas por autores como Can&aacute;rio, 2005, 2006; Lima, 2005).</p>     <p><a name="2"></a><a href="#top2"><sup>2</sup></a>Associada, por vezes, aos princ&iacute;pios do conectivismo (Siemens, 2005) e &agrave;s perspetivas sobre a aprendizagem em rede (Downes, 2006).</p>     <p><a name="3"></a><a href="#top3"><sup>3</sup></a>A partir do uso de dispositivos m&oacute;veis para aprender emerge a no&ccedil;&atilde;o de aprendizagem ub&iacute;qua, caracterizada por ser espont&acirc;nea, acidental, ca&oacute;tica e fragmentada, inadvertida e n&atilde;o deliberada. Prescinde da equa&ccedil;&atilde;o ensino-aprendizagem e faz emergir um processo de aprendizagem sem ensino (Santaella, 2014).</p>     <p><a name="4"></a><a href="#top4"><sup>4</sup></a><i>Serendipity</i>(ou serendipidade, no termo usualmente adotado em l&iacute;ngua portuguesa) &eacute; uma palavra que resume uma ideia complexa, isto &eacute;, &eacute; sobre o acaso que n&atilde;o &eacute; acaso. Refere-se a um estado, uma sensa&ccedil;&atilde;o, um momento ou situa&ccedil;&atilde;o que se caracteriza por uma certa aleatoriedade ou incerteza, quando se encontra algo que &eacute; proveitoso para o pr&oacute;prio apesar de n&atilde;o existir essa inten&ccedil;&atilde;o consciente <i>a priori</i>, ou seja, sem o ter procurado deliberadamente. Depois de acontecer (se encontrar, sentir ou experienciar), eventualmente percebe-se o que se alcan&ccedil;ou e como se desenrolou. Esta &eacute; uma das formas que a aprendizagem informal pode adotar, assemelhando-se e, de alguma forma, sobrepondo-se &agrave; no&ccedil;&atilde;o de ubiquidade, referida anteriormente.</p>     <p><a name="5"></a><a href="#top5"><sup>5</sup></a>Genericamente, assiste-se &agrave; clivagem ou separa&ccedil;&atilde;o entre dois grupos: os que t&ecirc;m acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o e ao conhecimento atrav&eacute;s de meios tecnol&oacute;gicos e digitais e os que n&atilde;o t&ecirc;m e que ficam exclu&iacute;dos devido &agrave; falta de conhecimentos e de dom&iacute;nio do meio digital (Costa et al., 2015).</p>     <p><a name="6"></a><a href="#top6"><sup>6</sup></a>A esse prop&oacute;sito consultar, por exemplo, a an&aacute;lise das ideologias curriculares realizada por Michael Schiro (2013).</p>     <p><a name="7"></a><a href="#top7"><sup>7</sup></a>Uma no&ccedil;&atilde;o mais abrangente, visto como &ldquo;curso da vida, trajet&oacute;ria do educando, para diferenciar de <i>curriculum</i><i>vitae</i>, que na sua ace&ccedil;&atilde;o comum &eacute; entendido como documento-resenha da vida profissional&rdquo; (Vasconcellos, 2009, p. 27).</p>     ]]></body>
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