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</front><body><![CDATA[ <p><b>Editorial</b></p>       <p>&nbsp;</p>      <p><b>Ângela Gaspar</b></p>      <p>Editor da RPIA</p>      <p>&nbsp;</p>      <p>Caros Colegas,</p>  <pO presente número da <i>Revista Portuguesa de Imunoalergologia </i>(RPIA) começa com um artigo de revisão sobre a vitamina D e a asma brônquica. Os níveis de vitamina D têm sido associados com várias patologias, nomeadamente com a asma e outras doenças alérgicas, e esta possível associação tem sido de forma crescente abordada pela comunidade científi ca. Os autores revêem o papel da vitamina D, através da sua possível intervenção multifacetada, nos mecanismos da asma, abordando os efeitos no sistema imune, desenvolvimento e função do pulmão e desenvolvimento da doença. A hipótese de a suplementação em crianças de risco ou com patologia alérgica respiratória poder ser uma estratégia de prevenção ou melhoria do controlo da doença parece promissora; no entanto, mais estudos são necessários para clarifi car, atendendo à existência de trabalhos com resultados contraditórios.</p>      <p>Seguem-se dois artigos originais, a que foram atribuídos prémios da SPAIC, respectivamente Prémio SPAIC – Bioportugal/ALK-Abelló 2012 (1.º Prémio) e Prémio SPAIC – AstraZeneca 2012 (1.º Prémio). No primeiro artigo os autores avaliaram a segurança da imunoterapia específica por via subcutânea em pauta ultrarápida, utilizando extractos alergénicos modificados de ácaros ou de pólenes, em idade pediátrica, baseando-se na experiência acumulada pelos autores durante cinco anos. Num total de 100 crianças submetidas a este tratamento, com a excepção de um caso, todas alcançaram a dose de manutenção no dia da indução. Ocorreram reacções adversas locais em onze doentes, e reacções sistémicas em dois casos, ambas imediatas e ligeiras. Concluiu-se, assim, que a pauta ultrarápida, prescrita e administrada por imunoalergologistas, é uma alternativa segura para ser usada em crianças alérgicas na fase de indução usando alergóides polimerizados. No seguimento destas crianças comprovou-se igualmente uma elevada segurança na fase de manutenção deste tratamento.</p>      <p>O segundo artigo original avalia a utilização conjunta do questionário Controlo da Asma e Rinite Alérgica (CARAT) e da função respiratória na avaliação do controlo da asma e rinite. O CARAT, único questionário validado que avalia concomitantemente o controlo da asma e da rinite alérgica, foi desenvolvido em Portugal, o que muito nos orgulha, e está actualmente a ser traduzido em múltiplas línguas, permitindo a sua utilização em vários países. O presente estudo foi pioneiro na avaliação da associação entre os resultados do questionário CARAT e os parâmetros espirométricos e de inflamação brônquica, respectivamente pela realização de espirometria com broncodilatação e fracção exalada de óxido nítrico, num total de 1200 indivíduos incluídos.</p>      <p>O terceiro artigo original reflecte a experiência dos autores, num serviço de Imunoalergologia, na avaliação da evolução e controlo da asma em grávidas. Trata-se de uma análise retrospectiva de 26 grávidas asmáticas, que foram observadas mensalmente e com realização de espirometria, fracção de óxido nítrico no ar exalado e questionário ACT (<i>Asthma Control Test</i>). Este estudo confirma que a asma pode complicar, de forma imprevisível, a gravidez. Mesmo grávidas seguidas regularmente em consulta apresentaram evoluções variadas, com exacerbações e necessidade de ajuste terapêutico. Na avaliação global, apenas uma grávida (4%) melhorou ao longo de toda a gravidez, enquanto onze (42%) agravaram a asma. É assim reforçada a necessidade de um seguimento regular da grávida asmática em consulta especializada para manter um maior controlo da asma, de forma a evitar as complicações fetais daí resultantes.</p>      <p>O caso clínico deste número é de uma doente com pneumonite de hipersensibilidade associada com a exposição ao ar livre a papagaios. A forma atípica de apresentação dificultou o diagnóstico, que foi possível após a realização de biopsia pulmonar, cujo exame histopatológico revelou pneumonite de hipersensibilidade subaguda. Após cessação da exposição a papagaios e instituição de corticoterapia, ocorreu resolução clínica e radiológica.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Gostaríamos ainda de contar com a vossa atenção para a rubrica dos Artigos comentados e para a rubrica das Notícias, com destaque para um breve relato sobre a XII Reunião da Primavera da SPAIC, evento muito participado e de excelente nível científico, que decorreu em Évora no dia 6 de Abril, subordinada ao tema “Anafilaxia – Risco de Morte”.</p>      <p>Para todos os sócios da SPAIC, aproveitamos para salientar que o prazo da candidatura aos prémios da SPAIC, no total de sete prémios, cujos regulamentos são publicados na RPIA, é o próximo dia 31 de Julho, com a excepção do prémio da Sociedade Luso -Brasileira de Alergia e Imunologia Clínica (SLBAIC) cujo prazo da candidatura é dia 30 de Agosto.</p>      <p>Esperando contar para breve com a vossa contribuição para a RPIA, desejo a todos uma profícua leitura dos artigos publicados.</p>       ]]></body>
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