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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Imunoalergologia]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Anafilaxia perioperatória: A experiência brasileira]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade de São Paulo Clínica Médica da Faculdade de Medicina Serviços de Imunologia Clínica e Alergia]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Perioperative anaphylaxis is a rare hypersensitivity reaction, but it has a rapid onset and is potentially fatal. The true incidence is not well known and varies in accordance with the country from 1:1 250 to 1:13 000 surgeries. It may occur through an allergic (IgE-mediated or not) or non-allergic mechanism, but it is believed that the IgE-mediated reactions are the most common and severe. Any product or drug used in the procedure has the potential to be the cause of a reaction, but neuromuscular blocking agents are the most frequently reported, followed by latex and antibiotics. In this mini-review we discuss some key points of the management of these patients and w present Brazilian data, which suggest that an active search for cases by working together with anesthesiologists could lead to an increase in diagnosis and, therefore, better prevention of future reactions]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO DE ATUALIZAÇÃO</b></p>        <p>&nbsp;</p>       <p><b>Anafilaxia perioperatória: A experiência brasileira</b></p>     <p><b>Perioperative anaphylaxis: The brazilian experience</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Marcelo Vivolo Aun, Laila Sabino Garro, Marisa Rosimeire Ribeiro, Antônio Abílio Motta, Jorge Kalil, Pedro Giavina-Bianchi</b></p>      <p>Serviços de Imunologia Clínica e Alergia, Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Brasil</p>       <p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="topc0" id="topc0"></a><a href="#c0">Contacto</a></b></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>      <p>Anafilaxia perioperatória é uma reação de hipersensibilidade rara, porém tem início rápido e é potencialmente fatal.</p>      <p>A verdadeira incidência não é bem conhecida e varia de acordo com o país de 1:1 250 a 1:13 000 cirurgias. Pode ser de mecanismo alérgico (IgE&#8209;mediado ou não) ou não alérgico, mas acredita&#8209;se que as reações IgE&#8209;mediadas são a maioria e potencialmente as mais graves. Qualquer produto ou fármaco utilizado no procedimento tem o potencial de ser o causador de uma reacção, mas os relaxantes neuromusculares são os mais frequentemente relatados, seguidos pelo látex e antibióticos. Nessa pequena revisão nós discutimos alguns pontos fundamentais do manejo desses pacientes e apresentamos dados brasileiros, que sugerem que uma busca ativa dos casos através de trabalho em conjunto com anestesistas possa levar a um aumento dos diagnósticos e, com isso, uma melhor prevenção de futuras reações.</p>        <p><b>Palavras</b><b>&#8209;</b><b>chave</b>: Alergia a fármacos, anafilaxia, anestesia, cirurgia, IgE, látex, reação de hipersensibilidade, relaxante neuromuscular.</p>      <p>&nbsp;</p>        <p><b>ABSTRACT</b></p>      <p> Perioperative anaphylaxis is a rare hypersensitivity reaction, but it has a rapid onset and is potentially fatal. The true incidence is not well known and varies in accordance with the country from 1:1 250 to 1:13 000 surgeries. It may occur through an allergic (IgE&#8209;mediated or not) or non&#8209;allergic mechanism, but it is believed that the IgE&#8209;mediated reactions are the most common and severe. Any product or drug used in the procedure has the potential to be the cause of a reaction, but neuromuscular blocking agents are the most frequently reported, followed by latex and antibiotics. In this mini&#8209;review we discuss some key points of the management of these patients and w present Brazilian data, which suggest that an active search for cases by working together with anesthesiologists could lead to an increase in diagnosis and, therefore, better prevention of future reactions.</p>       <p><b>Key-words</b>: Anaphylaxis, anesthesia, drug allergy, hypersensitivity reactions, IgE, latex, neuromuscular blocking agents, surgery.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>INTRODUÇÃO</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Anafilaxia é definida como uma reação de hipersensibilidade (RHS) sistêmica grave, potencialmente fatal, e que tem início rápido<sup>1</sup>. Pode ser considerada uma síndrome e seu diagnóstico é baseado primariamente na história clínica, com reconhecimento de padrões<sup>2</sup>.</p>      <p>Critérios clínicos foram desenvolvidos de modo a tornar o diagnóstico mais confiável e a acurácia desses critérios já foi demonstrada<sup>3,4</sup>. Desse modo, esses critérios foram mantidos e são os preconizados pela Organização Mundial de Alergia (<i>World</i><i> Allergy Organization </i>– WAO)<sup>2</sup>.</p>      <p>A reação anafilática tem como principais causas os alimentos, fármacos e venenos de insetos<sup>2</sup>. Assim como outras RHS, a anafilaxia pode ser alérgica ou não<sup>1</sup>. A maioria das anafilaxias alérgicas ou imunológicas ocorrem por mecanismo mediado por IgE (RHS tipo I de Gell e Coombs)<sup>2</sup>. Já as reações não alérgicas, comummente desencadeadas por fármacos, ocorrem sem mecanismo imunológico específico envolvido, como ativação da cascata do complemento, disfunção do metabolismo do ácido araquidônico ou ativação direta de mastócitos e basófilos<sup>5</sup>. Por sua vez, as RHS induzidas especificamente por fármacos são classificadas em imediatas (quando ocorrem dentro da primeira hora após a exposição ao medicamento) e não imediatas<sup>6</sup>.</p>       <p><b>REACÇÕES DE HIPERSENSIBILIDADE IMEDIATAS PERIOPERATÓRIAS</b></p>      <p>A segurança da anestesia melhorou substancialmente nas últimas décadas. Entretanto, dada a grande quantidade de fármacos que são administrados simultaneamente num curto espaço de tempo, os procedimentos sob efeito anestésico ainda são considerados de risco<sup>7</sup>. Dentre as complicações anestésicas, destacam&#8209;se as RHS imediatas induzidas por fármacos, tanto alérgicas como não alérgicas. As RHS imediatas a fármacos de maior risco no período perioperatório são as reações anafiláticas, conhecidas como anafilaxias intraoperatórias ou perioperatórias (APEO).</p>      <p><b>EPIDEMIOLOGIA</b></p>      <p>A APEO é uma manifestação rara, mas temível pela possibilidade de complicar ou interromper um procedimento cirúrgico<sup>8</sup>, devido seu caráter agudo e potencialmente fatal<sup>9,10</sup>. Entretanto, a exata prevalência de anafilaxia durante anestesia é dificilmente estabelecida, principalmente porque na maioria dos países não existe o registro sistemático da ocorrência destes casos<sup>7,8</sup>. No Brasil não dispomos destes dados até o presente momento.</p>      <p>Na França, a notificação sistemática e compulsória dos casos de APEO ocorre desde 1985, o que lhes permite acompanhar evolutivamente o perfil destas reacções e intervir de forma eficaz na sua prevenção7. Neste país, a análise após oito anos de acompanhamento dos casos de APEO, mostrou incidência de 1:10.000, em relação ao número de anestesias realizadas no país<sup>7</sup>. Em outros países a incidência estimada destas reações durante anestesia é de 1:5000 a 1:13000 na Austrália, 1:1250 a 1:5000 na Nova Zelândia, 1:5000 na Thailândia e 1:3500 na Inglaterra<sup>11</sup>.</p>      <p>Dependendo do país a APEO causa 3 a 9 % das mortes em anestesia e a morbidade é expressa por sequelas de anoxia cerebral<sup>12,13</sup>.</p>        <p><b>CLASSIFICAÇÃO DAS REAÇÕES DE HIPERSENSIBILIDADE IMEDIATAS PERIOPERATÓRIAS</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As RHS imediatas no período intraperatório são classificadas de acordo com sua gravidade em graus I (apenas sintomas cutâneos) a grau IV (paragem cardíaca ou respiratória), conforme apontado no <a href="#q1">Quadro 1</a><sup>12</sup>.</p>      <p>&nbsp;</p> <a name="q1">  <img src="/img/revistas/imu/v24n2/24n2a06q1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>       <p><b>FISIOPATOLOGIA E AGENTES ETIOLÓGICOS</b></p>      <p>Com relação aos mecanismos envolvidos nas APEO, a maioria das reações são mediadas por IgE. No maior levantamento da literatura, realizado pelo grupo francês e publicado em 2011, 2516 pacientes com APEO foram estudados e foi estabelecido o agente causal com mecanismo IgE&#8209;mediado em 1816 casos (72,18 %)<sup>12</sup>. Os relaxantes neuromusculares (RNM) são os principais envolvidos, seguidos pelo látex e antibióticos<sup>14</sup>. Porém, a lista de possíveis agentes etiológicos na APEO é vasta, tanto de mecanismo alérgico como nao&#8209;alergico<sup>7</sup>.</p>      <p>As reações perioperatórias IgE&#8209;mediadas também vêm sendo associadas a uma maior gravidade<sup>7</sup>. Em uma casuística italiana recentemente publicada, as reações IgE&#8209;mediadas também foram associadas a maior gravidade<sup>15</sup>.</p>      <p>Nosso grupo tem experiência semelhante com as anafilaxias induzidas por fármacos fora do centro cirúrgico. Em uma casuística brasileira, anafilaxias alérgicas mediadas por IgE foram associadas a maior grau de gravidade, maior índice de internações em unidade de terapia intensiva e necessidade de intubação orotraqueal<sup>16</sup>.</p>       <p><b>FATORES DE RISCO</b></p>      <p>Os principais fatores de risco para a ocorrência de uma RHS imediata no intraoperatório estão listados abaixo<sup>12,14</sup>:</p>      <p>• Pacientes que apresentaram RHS durante anestesia prévia;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>• Pacientes com história de RHS a algum fármaco ou produto que possa ser usado no procedimento;</p>      <p>• Pacientes com história de RHS a algum fármaco ou produto relacionado a outro que possa ser usado no procedimento;</p>      <p>• Pacientes com história prévia de alergia ao látex ou de alto risco para alergia ao látex, a saber:</p>      <p>– Portadores de espinha bífida ou meningomielocele;</p>      <p>– Pacientes com história de sintomas ou sinais compatíveis com reação alérgica imediata após exposição ao látex;</p>      <p>– Pacientes com história de sintomas ou sinais compatíveis com reação alérgica imediata após exposição a alimentos que têm reatividade cruzada com látex (banana, abacate, kiwi, maracujá, mandioca etc.).</p>      <p>Porém, uma vez ocorrida uma RHS imediata, há alguns fatores que já foram descritos como associados a reacções mais graves, como paciente idoso, previamente asmático ou hipertenso, uso concomitante de inibidor de enzima de conversão da angiotensina ou antagonista da angiotensina II e altos níveis de triptase basal<sup>15</sup>.</p>      <p><b>ABORDAGEM DAS REAÇÕES DE HIPERSENSIBILIDADE PERIOPERATÓRIAS</b></p>        <p><b>Abordagem intraoperatória</b></p>      <p>Durante a reação, a responsabilidade da condução do caso recai sobre o anestesista. Além do tratamento padrão para anafilaxia, a dosagem da triptase sérica pode fornecer dados importantes, principalmente naqueles casos em que o diagnóstico de anafilaxia é duvidoso (por exemplo, quando não há acometimento cutâneo)<sup>17</sup>. A coleta em torno de 30 a 60 minutos após a reação tem melhor acurácia<sup>12</sup>.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Essa dosagem deve ser repetida após algumas semanas, de modo a se obter a triptase basal do paciente e, assim, excluir uma doença de ativação mastocitária subjacente<sup>14,17</sup>.</p>      <p>Níveis elevados da triptase basal também já foram relacionados à maior gravidade das APEO<sup>15</sup>.</p>        <p><b>Abordagem pós&#8209;operatoria</b></p>      <p>Para fazer a investigação do agente etiológico envolvido numa APEO, a ficha anestésica é fundamental. Fornece informações fundamentais quanto aos fármacos utilizados no procedimento, o momento da administração em relação ao início da reação e a descrição das manifestações clínicas ocorridas durante o procedimento<sup>10</sup>. A ficha anestésica não deve ser substituída por relatórios médicos, pois pode haver perda de informações relevantes.</p>      <p>Uma vez portando a ficha anestésica, deve&#8209;se realizar a investigação com todos os produtos utilizados no período perioperatório. É recomendável esperar um período entre 4 e 6 semanas após a ocorrência da reação para se iniciar a investigação<sup>12,14,17,18</sup>. Essa investigação pode utilizar as seguintes ferramentas: dosagem de IgE sérica específica, testes cutâneos de leitura imediata (por picada, contato e intradérmico) e testes de provocação. A dosagem de IgE específica e os testes cutâneos confirmam a presença da IgE específica, enquanto os testes de provocação só documentam a existência da hipersensibilidade, independentemente do mecanismo envolvido<sup>6</sup>.</p>      <p>A dosagem de IgE específica é útil para poucos agentes utilizados no centro cirúrgico, notadamente látex, antibióticos (principalmente beta&#8209;lactamicos), amonio&#8209;quaternario (presente na molécula dos RNM) e clorexidine<sup>12</sup>. Porém, além de ter acurácia variável de acordo com o agente, não está disponível universalmente em todos os países. Diretrizes internacionais sobre APEO sugerem que a dosagem de IgE específica não substitua os testes cutâneos<sup>12</sup>.</p>      <p>Os testes cutâneos devem ser realizados por profissionais treinados e em ambiente adequado, dotado de todo o material necessário para o tratamento de uma eventual reação anafilática que possa ocorrer em virtude do teste<sup>12</sup>. Recomenda&#8209;se a realização dos testes com todos os produtos utilizados na cirurgia e com látex.</p>      <p>Diretrizes sobre a diluição de muitos produtos para realização de testes cutâneos já estão disponíveis na literatura<sup>19</sup>.</p>      <p>Além disso, após a confirmação da sensibilização por um teste positivo, deve&#8209;se avançar para a pesquisa de reatividade cruzada entre agentes do mesmo grupo, como no caso dos RNM e beta&#8209;lactamicos<sup>12</sup>.</p>      <p>Entretanto, um produto muito associado às APEO ainda carece de melhor padronização: o látex20. A investigação baseia&#8209;se na determinação da sensibilização pela IgE através dos testes por picada com extratos comerciais, que são mais seguros que os chamados <i>prick</i><i>&#8209;</i><i>to</i><i>&#8209;</i><i>prick</i> com luvas de borracha<sup>21</sup>. No Brasil, temos tido grande dificuldade inclusive de conseguir extratos comerciais disponíveis para realização de testes por picada com látex<sup>20</sup>. É importante salientar que não se recomenda realizar teste intradérmico com látex pelo risco de reação sistêmica. Quando não há extrato comercial disponível, em nosso país realizamos  o <i>prick</i><i>&#8209;</i><i>to</i><i>&#8209;</i><i>prick</i><i> </i>com luvas de borracha e, quando estes são<i> </i>negativos, seguimos com o teste de contato de leitura<i> </i>imediata, conhecido como <i>use test</i>, no qual coloca&#8209;se<i> </i>um<i> </i>dedo da luva no paciente, seguido pela provocação com a<i> </i>luva toda caso persista negativo<sup>20</sup>. Recentemente nosso<i> </i>grupo demonstrou que a sensibilidade da investigação de<i> </i>APEO induzida por látex é de apenas 60 % quando restrita<i> </i>à dosagem de IgE específica e testes por picada<sup>22</sup>.<i></i></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os testes de provocação têm indicação limitada nas APEO e, obviamente, só deverão ser realizados por alergologista experiente e em ambiente hospitalar<sup>12</sup>. Ficarão restritos aos casos em que os testes cutâneos forem negativos ou indisponíveis ou mesmo na avaliação da intolerância cruzada, de modo a liberar alternativas terapêuticas<sup>23,24</sup>.</p>      <p>Os principais produtos que podem ser utilizados em testes de provocação são AINEs, antibióticos, anestésicos locais e o próprio látex<sup>12</sup>.</p>      <p>Quanto à investigação das RHS perioperatórias, devemos colocar mais algumas informações relevantes.</p>      <p>Inicialmente pontuamos que testes realizados antes da exposição operatória em pacientes sem história prévia de RHS não têm valor preditivo e não são recomendados<sup>12</sup>.</p>      <p>Além disso, reações prévias a produtos não relacionados àqueles que serão usados num futuro procedimento também não parecem acarretar maior risco e, portanto, não devem ser considerados fatores de risco.</p>      <p>No caso de pacientes com história clínica sugestiva de RHS imediata perioperatória prévia na qual a ficha anestésica não está disponível, a investigação deve ser pautada nos demais antecedents de reações do paciente e nos produtos a serem utilizados pelo anestesista no futuro. Assim, a interface alergologista&#8209;anestesista é fundamental.</p>      <p>O algoritmo proposto para a investigação diagnóstica das APEO está esquematizado na <a href ="/img/revistas/imu/v24n2/24n2a06f1.jpg">Figura 1</a>.</p>        
<p><b>EXPERIÊNCIA BRASILEIRA EM REAÇÕES PERIOPERATÓRIAS</b></p>      <p>Os casos de reações perioperatórias no Brasil são subnotificados e foram negligenciados, sobretudo até 2005, quando o Grupo de Alergia a Fármacos do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), coordenado pelo Professor Antônio Abílio Motta, começou a utilizar os protocolos da Rede Europeia em Alergia a Fármacos (European Network for Drug Allergy – ENDA). Desde então, os protocolos foram desenvolvidos, aperfeiçoados, gerando informações de relevância nacional e internacional.</p>      <p>Alguns estudos relacionados a alergia ao látex e reacções perioperatórias e a anestésicos locais foram realizados em nosso serviço. Assim como na experiência internacional, encontramos baixíssima positividade nos testes de provocação para investigação de reações supostamente desencadeadas por anestésicos locais<sup>25</sup>.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em relação ao látex, estudamos uma coorte de mais de 200 pacientes com espinha bífida e encontramos prevalência de alergia ao látex de 22 %<sup>26</sup>. Nesse grupo, a taxa de sensibilização através da dosagem de IgE específica para os componentes do látex variou de 4 % (rHev b9) a 68 % (rHev b1)26. Embora esses pacientes tivessem alta taxa de sensibilização IgE a alergénios alimentares e não houve pacientes com sintomas clínicos sugestivos de alergia<sup>27</sup>.</p>      <p>Especificamente avaliando pacientes encaminhados ao ambulatório de alergia a fármacos por história de RHS intraoperatória, avaliamos uma casuística de 51 pacientes atendidos de 2006 a 2011 e encontramos uma maior positividade de alergia ao látex, seguida pelos RNM. Porém, não foi possível completar a investigação em 27 % dos pacientes, que abandonaram o seguimento no ambulatório.</p>      <p>Isso mostra a grande dificuldade de se concluir a avaliação desses casos<sup>28</sup>.</p>      <p>Contudo, vem ocorrendo um aumento do número de pacientes encaminhados ao nosso ambulatório especializado por quadros de RHS perioperatórias nos últimos 5 anos.</p>      <p>Mais ainda, não há nenhum estudo brasileiro que tenha avaliado a incidência dessas reações no país. Dessa forma, realizamos um estudo em conjunto com o Departamento de Anestesiologia da FMUSP de modo a encontrar a incidência de RHS imediatas no intraoperatório em nosso hospital, que é o maior do país. Além disso, procuramos avaliar quadro clínico apresentado, classificar as reações de acordo com a gravidade (<a href="#q1">Quadro 1</a>), analisar fatores de risco associados às reacções mais graves e qual teria sido o agente causal segundo a impressão do anestesista que realizou o procedimento. Para tal, aplicamos um questionário, que foi anexado às fichas anestésicas de todos os procedimentos cirúrgicos não cardíacos e não endoscópicos e se encontra detalhado no <a href="#q2">Quadro 2</a>. O estudo foi aprovado no Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital das Clínicas da FMUSP (CAPPesq 0791/10) e o manuscrito referente a esse estudo encontra&#8209;se atualmente em <i>peer review</i>.</p>      <p>&nbsp;</p>  <a name="q2">  <img src="/img/revistas/imu/v24n2/24n2a06q2.jpg">       
<p>&nbsp;</p>       <p>De qualquer forma, destacamos os principais achados do respetivo estudo. No período de um ano, foram realizadas mais de 21 000 cirurgias. Apenas em 25 % das cirurgias os anestesistas responderam aos questionários.</p>      <p>Encontramos 60 casos de RHS imediatas intraoperatórias, sendo 75 % grau I, 16,7 % grau II e 8,3 % grau III. Com isso, a incidência de RHS sistêmicas foi de 27,9:10 000 cirurgias e, excluindo as reações estritamente cutâneas (grau I), encontramos 7 APEO para cada 10 000 anestesias.</p>      <p>Esses números comprovam uma maior incidência do que a descrita em outros países e comprovam que a busca ativa de casos através do questionário e o trabalho conjunto entre alergologistas e anestesistas pode aumentar o diagnóstico e, com isso, evitar futuras novas reações.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sabe&#8209;se que a incidência de reações anafiláticas em anestesia pode ser reduzida pela prevenção de novas reacções em pacientes com história prévia de anafilaxia<sup>11</sup>.</p>        <p><b>CONCLUSÕES</b></p>      <p>As RHS imediatas no intraoperatório, incluindo as APEO, são síndromes incomuns, mas que requerem rápido reconhecimento e intervenção. São condições claramente subdiagnosticadas e subnotificadas e o correto manejo, incluindo identificação dos pacientes de maior risco, diagnóstico da reação imediata e posterior investigação do agente causal, pode evitar reações com desfecho fatal.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>REFERÊNCIAS</b></p>      <!-- ref --><p> 1. Johansson SGO, Bieber T, Dahl R, Friedmann PS, Lanier BQ, Lockey RF, <i>et al</i>. Revised nomenclature for allergy for global use: report of the Nomenclature Review Committee of the World Allergy Organization, October 2003. J Allergy Clin Immunol 2004;113: 832&#8209;6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1229686&pid=S0871-9721201600020000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>2. Simons FE, Ebisawa M, Sanchez&#8209;Borges M, Thong BY, Worm M, Tanno LK, <i>et al</i>. 2015 update of the evidence base: World Allergy Organization anaphylaxis guidelines. World Allergy Organ J 2015;8:32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1229688&pid=S0871-9721201600020000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>3. Sampson HA, Muñoz&#8209; Furlong A, Campbell RL, Adkinson NF Jr, Bock SA, Branum A, <i>et al</i>. Second symposium on the definition and management of anaphylaxis: summary report – Second National Institute of Allergy and Infectious Disease/Food Allergy and Anaphylaxis Network symposium. J Allergy Clin Immunol 2006;117: 391&#8209;7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1229690&pid=S0871-9721201600020000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>4. Campbell RL, Hagan JB, Manivannan V, Decker WW, Kanthala AR, Bellolio MF, <i>et al</i>. Evaluation of national institute of allergy and infectious diseases/food allergy and anaphylaxis network criteria for the diagnosis of anaphylaxis in emergency department patients. J Allergy Clin Immunol 2012;129: 748&#8209;52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1229692&pid=S0871-9721201600020000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>5. Farnam K, Chang C, Teuber S, Gershwin ME. Nonallergic drug hypersensitivity reactions. Int Arch Allergy Immunol 2012;159: 327&#8209;45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1229694&pid=S0871-9721201600020000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>6. Demoly P, Adkinson NF, Brockow K, Castells M, Chiriac AM, Greenberger PA, <i>et al</i>. International consensus on drug allergy. Allergy 2014;69: 420&#8209;37.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1229696&pid=S0871-9721201600020000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>7. Mertes PM, Alla F, Tréchot P, Auroy Y, Jougla E, Peranesthésiques GdEdRA. Anaphylaxis during anesthesia in France: an 8&#8209;year national survey. J Allergy Clin Immunol 2011; 128: 366&#8209;73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1229698&pid=S0871-9721201600020000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>8. Faria E, Sousa N, Geraldes L, Santos A, Chieira C. Anafilaxia perioperatória em Coimbra: Experiência da consulta de alergia a fármacos. Rev Port Imunoalergologia 2008; 16: 73&#8209;92.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1229700&pid=S0871-9721201600020000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>9. Almeida MM, Gaspar A, Marta CS, Piedade S, Leiria&#8209;Pinto P, Pires G, <i>et al.</i> Anafilaxia – da notificação e reconhecimento à abordagem terapêutica. Rev Port Imunoalergologia 2007; 15: 19&#8209;41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1229702&pid=S0871-9721201600020000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>10. Harper NJN, Dixon T, Dugué P, Edgar DM, Fay A, Gooi HC, <i>et al.</i> Guidelines: Suspected anaphylactic reactions associated with anaesthesia. Anaesthesia 2009;64: 199&#8209;211.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1229704&pid=S0871-9721201600020000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>11. Mertes PM, Lambert M, Gueant&#8209;Rodriguez RM, Aimone&#8209;Gastin I, Mouton&#8209;Faivre  C, Moneret&#8209;Vautrin DA, <i>et</i><i> al.</i> Perioperative anaphylaxis. Immunol Allergy Clin North Am 2009; 29: 429&#8209;51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1229706&pid=S0871-9721201600020000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>12. Mertes PM, Malinovsky JM, Jouffroy L, Working Group of the SFAR and SFA, Aberer W, Terreehorst I, <i>et al</i>. Reducing the risk of anaphylaxis during anesthesia: 2011 Updated Guidelines for Clinical Practice. J Investig Allergol Clin Immunol 2011; 21: 442&#8209;53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1229708&pid=S0871-9721201600020000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>13. Mertes PM, Laxenaire MC, Lienhart A, Aberer W, Ring J, Pichler WJ, <i>et al</i>. Reducing the risk of anaphylaxis during anaesthesia: guidelines for clinical practice. J Investig Allergol Clin Immunol 2005; 15: 91&#8209;101.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1229710&pid=S0871-9721201600020000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>14. Galvão VR, Giavina&#8209;Bianchi P, Castells M. Perioperative anaphylaxis. Curr Allergy Asthma Rep 2014; 14: 452&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1229712&pid=S0871-9721201600020000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>15. Mirone C, Preziosi D, Mascheri A, Micarelli G, Farioli L, Balossi LG, <i>et al</i>. Identification of risk factors of severe hypersensitivity reactions in general anaesthesia. Clin Mol Allergy 2015;13:11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1229713&pid=S0871-9721201600020000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>16. Aun MV, Blanca M, Garro LS, Ribeiro MR, Kalil J, Motta AA, <i>et</i><i> al.</i> Nonsteroidal anti&#8209;inflammatory drugs are major causes of drug&#8209;induced anaphylaxis. J Allergy Clin Immunol Pract 2014;2: 414&#8209;20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1229715&pid=S0871-9721201600020000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>17. Brockow K, Romano A, Blanca M, Ring J, Pichler W, Demoly P. General considerations for skin test procedures in the diagnosis of drug hypersensitivity. Allergy 2002;57: 45&#8209;51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1229717&pid=S0871-9721201600020000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>18. Soetens F, Rose M, Fisher M. Timing of skin testing after a suspected anaphylactic reaction during anaesthesia. Acta Anaesthesiol Scand 2012;56: 1042-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1229719&pid=S0871-9721201600020000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>19. Brockow K, Garvey LH, Aberer W, Atanaskovic&#8209;Markovic M, Barbaud A, Bilo MB, <i>et al</i>. Skin test concentrations for systemically administered drugs – an ENDA/EAACI Drug Allergy Interest Group position paper. Allergy 2013;68: 702&#8209;12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1229721&pid=S0871-9721201600020000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>20. Sá AB, Garro LS, Fernandes FR, Rizzo MCV, Sandrin LNA, Ensina LF, <i>et</i><i> al.</i> Recommendations for the diagnosis of latex allergy. Rev Bras Alerg Imunopatol 2012;35: 183&#8209;9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1229723&pid=S0871-9721201600020000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>21. Gaspar A, Faria E. Alergia ao látex. Rev Port Imunoalergologia 2012; 20: 173&#8209;92.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1229725&pid=S0871-9721201600020000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>22. Castro RA, Aun MV, Ribeiro MR, Garro LS, Kalil J, Giavina&#8209;Bianchi P, <i>et al.</i> Valoração dos testes de provocação na investigação das anafilaxias intraoperatórias por látex. <i>In</i>: XL Congresso Brasileiro de Alergia e Imunopatologia, 2013, Belém (PA). Braz J Allergy Immunol 2013;1: 97.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1229727&pid=S0871-9721201600020000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>23. Kuruvilla M, Khan DA Anaphylaxis to drugs. Immunol Allergy Clin North Am 2015;35: 303&#8209;19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1229729&pid=S0871-9721201600020000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>24. Aun MV, Bisaccioni C, Garro LS, Rodrigues AT, Tanno LK, Ensina LF, <i>et al.</i> Outcomes and safety of drug provocation tests. Allergy Asthma Proc 2011;32: 301&#8209;6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1229731&pid=S0871-9721201600020000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>25. Ribeiro MR, Galvão VR, Garro LS, Rodrigues AT, Aun MV, Giavina&#8209;Bianchi, <i>et</i><i> al.</i> Testes de provocação com anestésicos locais. Ver Bras Alerg Imunopatol 2011;34: TL005.</p>      <!-- ref --><p>26. Garro LS, Motta AA, Kalil J, Giavina&#8209;Bianchi P. Specific IgE to recombinant allergens of latex and foods in patients with spina bifida. World Allergy Organ J 2012; 5(Suppl2): S181.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1229734&pid=S0871-9721201600020000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>27. Giavina&#8209;Bianchi P, Garro LS, Kalil J, Motta AA. High rate of food sensitization, but not food allergy, in latex allergy. J Allergy Clin Immunol 2013;131(Suppl 2): AB22&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1229736&pid=S0871-9721201600020000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>28. Garro LS, Rodrigues AT, Ribeiro MR, Aun MV, Kalil J, Motta AA, <i>et al</i>. Perioperative anaphylaxis: Clinical features of 51 patients. J Allergy Clin Immunol 2012; 129: AB180).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1229737&pid=S0871-9721201600020000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0"></a><a href="#topc0">Contacto:</a></b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Marcelo Vivolo Aun</p>     <p>Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo</p>     <p>Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 4267 – Jardim Paulista</p>     <p>01401&#8209;002  São Paulo – Brasil</p>      <p>&nbsp;</p>  <b>AGRADECIMENTOS</b></p>     <p>Aos colegas dos serviços de Imunologia Clínica e Alergia e do Departamento de Anestesiologia pela colaboração. A todos os pacientes que aceitaram contribuir com seus dados.</p>      <p>&nbsp;</p>  <b>Financiamento: </b>Sem financiamento a declarar</p>       ]]></body><back>
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