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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: critical asthma syndrome (CAS) needs emergency care, usually in intensive/intermediate care unit (ICU/ITCU). Objectives: characterization of patients admitted to the ICU/ITCU with the diagnosis of CAS. Methods: retrospective review of medical records of patients admitted with CAS, over a period of four years. Results: 18 patients were admitted with the diagnosis of CAS; 9 patients (50%) had severe asthma, and only once (5.6 %) was steroid dependent. Of the 11 patients admitted to the ICU the New Simplified Acute Physiology score was 35.5 ± 20.9, Acute Physiologic and Chronic Health Evaluation was 17.5 ± 9.2 and predicted mortality was 30.2% ± 34.8. Blood gas values at admission in emergency department: pH 7.19 ± 0.17, PaCO2 78.6 ± 33.7, PaO2 91.7 ± 60.8. At hospital discharge, there was a statistically significant increase in pH (7.42 ± 0.06, p = 0.001) and a statistically significant decreased in PaCO2 (41.3 ± 6.2, p=0,001). Cardiopulmonary arrest occurred in 4 patients (22.2 %), and was necessary endotracheal intubation in 12 patients (83.3% intubated in the first 24 hours). Propofol was the most commonly used sedative (11 patients); 2 patients were sedated with sevoflurane and one patient with ketamine. Three patients were curarized [longer length of stay (p=0.027) and more days under mechanical ventilation (p=0.009)]. Noninvasive ventilation was used in 4 patients (22.2 %). We only registered one death (5.6%). Conclusion: half patients had severe asthma criteria, which supports the need for hospitalization in ICU/ITCU. Although most patients required mechanical ventilation, the outcome was favorable, with significant blood gas improvement and low mortality rate.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></p>       <p>&nbsp;</p>      <P><b> Síndrome de asma crítica numa unidade de cuidados intensivos em Portugal</b></p>      <p><b> Critical asthma syndrome in a portuguese intensive care unit</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b> Cátia Guimarães<sup>1,2</sup>, Mónica Seidi<sup>1</sup>, Sara Custódio Alves<sup>1</sup>, Vítor Fonseca<sup>1</sup>, Manuel Irimia<sup>1</sup>, Armindo Ramos<sup>1</sup></b></p>      <p><sup>1</sup> Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente e Cuidados Intermédios – Hospital de Cascais Dr. José de Almeida, Cascais</p>      <p><sup>2</sup> Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, Hospital Egas Moniz, Lisboa</p>       <p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="topc0" id="topc0"></a><a href="#c0">Contacto</a></b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><b>RESUMO</b></p>      <p>A síndrome de asma crítica (SAC) necessita de tratamento urgente, habitualmente em unidades de cuidados intensivos/intermédios (UCI/UCIP). <b>Objetivos</b><b>: </b>Caraterização dos doentes  admitidos numa UCI/UCIP com o diagnóstico de SAC. <b>Métodos: </b>Revisão retrospetiva dos processos clínicos dos doentes admitidos por SAC num período de 4 anos. <b>Resultados: </b>18 doentes com diagnóstico de SAC, dos quais 9 (50%) apresentavam critérios de asma grave e 1 (5,6%) era previamente corticodependente. Dos 11 admitidos em UCI: <i>New  Simplified Acute Physiology Score </i>35,5±20,9, <i>Acute Physiologic and Chronic Health Evaluation </i>17,5±9,2 e mortalidade prevista de 30,2%±34,8. Em média, os valores da gasimetria arterial realizada ainda no serviço de urgência foram: pH 7,19±0,17, PaCO2 78,6±33,7, PaO2 91,7±60,8. À data da alta da UCI verificou&#8209;se aumento do pH (7,42 ± 0,06; <i>p </i>= 0,001) e diminuição do PaCO2 (41,3 ± 6.2; <i>p </i>= 0,001), estatisticamente significativos. Verificou&#8209;se paragem cardiorrespiratória em 4 doentes (22,2%) e entubação orotraqueal em 12 (83,3% entubados nas primeiras 24 horas). O sedativo mais utilizado foi o propofol (11 doentes); 2 doentes fizeram sevoflurano e 1 fez ketamina. Três doentes foram curarizados [duração de internamento superior (<i>p</i>=0,027) e maior número de dias sob ventilação mecânica invasiva (<i>p</i>=0,009)]. Foi utilizada ventilação mecânica não invasiva em 4 doentes (22,2%). Apenas se registou um óbito (5,6%). <b>Conclusão: </b>50% dos doentes apresentava critérios de asma grave, o que corrobora a necessidade de internamento em UCI/UCIP. Apesar da maioria dos doentes necessitar de ventilação mecânica invasiva, a evolução ao longo do internamento foi favorável, com melhoria gasimétrica significativa e reduzida mortalidade.</p>  <b>Palavras</b><b>&#8209;</b><b>chave: </b>Asma, exacerbação grave, insuficiência respiratória, prognóstico, síndrome de asma crítica.</p>      <p>&nbsp;</p>  <b>ABSTRACT</b></p>      <p><b>Introduction: </b>critical asthma syndrome (CAS) needs emergency care, usually in intensive/intermediate care unit (ICU/ITCU). <b>Objectives: </b>characterization of patients admitted to the ICU/ITCU with the diagnosis of CAS. <b>Methods:</b> retrospective review of medical records of patients admitted with CAS, over a period of four years. <b>Results: </b>18 patients were admitted with the diagnosis of CAS; 9 patients (50%) had severe asthma, and only once (5.6 %) was steroid dependent. Of the 11 patients admitted to the ICU the New Simplified Acute Physiology score was 35.5 ± 20.9, Acute Physiologic and Chronic Health Evaluation was 17.5 ± 9.2 and predicted mortality was 30.2% ± 34.8. Blood gas values at admission in emergency department: pH 7.19 ± 0.17, PaCO2 78.6 ± 33.7, PaO2 91.7 ± 60.8. At hospital discharge, there was a statistically significant increase in pH (7.42 ± 0.06, p = 0.001) and a statistically significant decreased in PaCO2 (41.3 ± 6.2, p=0,001). Cardiopulmonary arrest occurred in 4 patients (22.2 %), and was necessary endotracheal intubation in 12 patients (83.3% intubated in the first 24 hours). Propofol was the most commonly used sedative (11 patients); 2 patients were sedated with sevoflurane and one patient with ketamine. Three patients were curarized [longer length of stay (p=0.027) and more days under mechanical ventilation (p=0.009)]. Noninvasive ventilation was used in 4 patients (22.2 %). We only registered one death (5.6%). <b>Conclusion</b>: half patients had severe asthma criteria, which supports the need for hospitalization in ICU/ITCU. Although most patients required mechanical ventilation, the outcome was favorable, with significant blood gas improvement and low mortality rate.</p>       <p><b>Key-words: </b>Asthma, critical asthma syndrome, respiratory failure, severe exacerbation, prognosis.<i></i></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>INTRODUÇÃO</b></p>      <p>A asma brônquica é uma das doenças crónicas mais frequentes no Mundo, com uma incidência que pode atingir 18%, dependendo do país em questão<sup>1</sup>. Habitualmente apresenta um prognóstico favorável com tratamento de manutenção adequado (corticóides e broncodilatadores de longa ação, por via inalatória)<sup>2</sup>. A asma brônquica progride com exacerbações de diferentes intensidades, podendo culminar em agudizações graves com risco de vida para o doente<sup>1,3</sup>. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (WHO), a asma causa 250 000 mortes por ano<sup>1</sup>.</p>      <p>A síndrome de asma crítica (SAC) é um termo usado para definir a deterioração grave e aguda do controle da asma brônquica que necessita de tratamento urgente, agressivo, e frequentemente evolui para insuficiência respiratória<sup>4</sup>. A SAC engloba o mal asmático, a asma ameaçadora da vida e a asma quase fatal, sendo que a maioria dos doentes necessita de admissão em unidades de cuidados intensivos (UCI)<sup>5</sup>. O uso precoce de corticoides sistémicos e de terapêutica broncodilatadora agressiva é primordial, sendo considerada imprescindível nas exacerbações graves<sup>6,7</sup>. Dos doentes admitidos em UCI, 10&#8209;30% necessita de entubação orotraqueal (EOT) com ventilação mecânica (VM)<sup>8</sup>.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Segundo a literatura, a mortalidade dos doentes com SAC admitidos em UCI varia de 6% a 38%, sendo que tem vindo a diminuir<sup>8</sup><sup>&#8209;</sup><sup>10</sup>.</p>      <p>O objetivo deste trabalho é a descrição das características clínicas e o prognóstico dos doentes com SAC admitidos na Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente e Cuidados Intermédios do Hospital de Cascais – Dr. José de Almeida num período de 4 anos.</p>       <p><b>MATERIAL E MÉTODOS</b></p>      <p>Foi realizada uma revisão retrospetiva dos processos clínicos dos doentes admitidos com o diagnóstico de SAC na Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente e Cuidados Intermédios do Hospital de Cascais – Dr. José de Almeida entre fevereiro de 2010 e fevereiro de 2014 (4 anos).</p>      <p>Foram avaliados dados demográficos, presença de comorbilidades, critérios de asma grave, terapêutica habitual, tempo de internamento, proveniência, índices de  gravidade e mortalidade, etiologia, alterações gasimétricas, paragem cardiorrespiratória (PCR), EOT, VM, duração de ventilação mecânica invasiva (VMI), terapêutica, complicações e resultado.</p>      <p>A asma grave foi definida, segundo a <i>American</i><i> Thoracic Society</i>, pela presença de pelo menos 1 critério <i>major </i>e dois<i> </i>critérios <i>minor</i>. Os critérios major são: necessidade de<i> </i>tratamento com altas doses de corticosteroides inalados<i> </i>(&gt;800 &#956;g/dia de fluticasona ou equivalente); tratamento<i> </i>com corticosteroides orais (CO) durante &gt; 50% do ano.<i></i></p>      <p>Os critérios <i>minor</i><i> </i>são: necessidade de tratamento de manutenção diário adicional (beta2&#8209;agonista de longa ação, teofilina, antagonistas dos recetores dos leucotrienos, omalizumab); sintomas da asma com necessidade de utilização de salbutamol diário; obstrução persistente das vias aéreas (FEV1 &lt;80%, PEF &gt;20%); uma ou mais idas ao serviço de urgência (SU) por ano; 3 ou mais ciclos de CO por  ano e evento de asma quase fatal no passado<sup>4</sup>.</p>      <p>A presença de comorbilidades subentende a presença de qualquer patologia crónica de órgão.</p>      <p>Os índices de gravidade e de morbilidade utilizados para avaliar os doentes internados na UCI foram: SAPS II (<i>New Simplified Acute Physiology Score</i>), APACHE II (<i>Acute</i> <i>Physiologic</i><i> and Chronic Health Evaluation</i>) e mortalidade prevista.</p>      <p>A análise estatística foi realizada com <i>software</i><i> </i>estatístico (SPSS 10). Os resultados estão expressos em número, percentagem e média ± desvio-padrão. Os valores de <i>p</i>&lt;0.05 foram considerados significativos.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A comparação entre grupos foi realizada usando o teste U de Mann&#8209;Whitney.</p>      <p><b>RESULTADOS</b></p>      <p>Entre fevereiro de 2010 e fevereiro de 2014 foram admitidos na UCI 18 doentes com o diagnóstico de SAC (<a href="#q1">Quadro 1</a>). Nove doentes eram do sexo feminino (50%) e 9 do sexo masculino; a idade média dos doentes foi de 51,4 ± 15,6 anos. A idade de início da asma brônquica foi em média 27,4 ±12,4 anos. Oito doentes (44,4%) avaliados possuíam comorbilidades. Apenas um doente (5,6%) era corticodependente antes da admissão na UCI e 5 (27,8%) estavam apenas medicados com salbutamol (terapêutica de alívio). Dez doentes (55,5%) apresentavam episódios recorrentes (&gt;1 episódio ao ano) de agudizações da sua asma brônquica no ano anterior à admissão na UCI com necessidade de recorrer ao SU. A duração dos sintomas antes da admissão na UCI foi em média de 3,1 ± 2,4 dias.</p>       <p>&nbsp;</p>  <a name="q1">  <img src="/img/revistas/imu/v24n3/24n3a03q1.jpg">       
<p>&nbsp;</p>       <p>Nove doentes (50%) preenchiam os critérios de asma grave. Em média a duração do internamento na UCI foi de 8,7±8,8 dias; a maioria dos doentes era proveniente do SU (16 doentes – 88,9%). Dos 18 doentes avaliados, 11 foram admitidos diretamente para a UCI, dos quais 7 foram admitidos inicialmente na unidade de cuidados intermédios.</p>       <p>Dos 11 doentes admitidos inicialmente na UCI: a média do SAPS II foi de 35,5 ± 20,9, a média do APACHE foi de 17,5 ± 9,2 e a média de mortalidade de 30,2% ± 34,8.</p>      <p>Relativamente à causa de descompensação da asma brônquica, 4 doentes (22,2%) apresentavam incumprimento terapêutico, 5 (27,8%) apresentavam uma infeção respiratória, 2 (11,1%) uma reação alérgica a um anti&#8209;inflamatorio não esteroide (AINE) e em 7 doentes (38,9%) não foi possível determinar a causa. Tinha sido realizada, no SU, uma dose única de sulfato de magnésio endovenoso (EV) a 6 doentes (33,3%) e aminofilina ev a 12 doentes (66,7%).</p>      <p>Na UCI, a todos os doentes foi administrada corticoterapia sistémica em esquemas diversificados e broncodilatadores por via inalatória. Verificou&#8209;se PCR em 4 doentes  (22,2%). Doze doentes (66,7%) necessitaram de EOT, maioritariamente nas primeiras 24 horas (10 doentes – 55,6%). A duração média da VMI foi de 5,9 ± 7,5 dias. Foi utilizada ventilação mecânica não invasiva (VMNI) em 4 doentes (22,2%). Relativamente à sedação utilizada na UCI, os fármacos prescritos foram: propofol (11 doentes), alfentanilo (2), midazolam (8), sevoflorano (2) e ketamina (1).</p>      <p>Foi utilizada curarização com rocurónio em 3 doentes; estes apresentaram duração de internamento superior (<i>p</i>=0,027) e maior número de dias sob VMI (<i>p</i>=0,009).</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em média, os valores da gasimetria arterial inicial realizada no SU foram: pH 7,19 ± 0,17, PaCO2 78,6 ± 33,7, pO2 91,7 ± 60,8 (<a href="#q2">Quadro 2</a>). Comparativamente com a gasimetria arterial realizada à data da alta da UCI, observou&#8209;se um aumento estatisticamente significativo do pH (média 7,42 ± 0,06; <i>p </i>= 0,001), uma diminuição estatisticamente significativa do PaCO2 (média 41,3 ± 6,2; <i>p </i>= 0,001), não se verificando alteração estatisticamente significativamente no valor de PaO2 (<a href="#q2">Quadro 2</a>).</p>      <p>&nbsp;</p>  <a name="q2">  <img src="/img/revistas/imu/v24n3/24n3a03q2.jpg">       
<p>&nbsp;</p>       <p>Registaram&#8209;se complicações durante o internamento na UCI em 8 doentes (44,4%): fibrilhação auricular em 2 (11,1%), infeções respiratórias nosocomiais em 4 (22,2%), enfarte agudo do miocárdio em um (5,6%); hipotensão em um (5,6%). Apenas se registou um óbito (5,6%) na sequência de um enfarte agudo do miocárdio.</p>      <p><b>DISCUSSÃO</b></p>      <p>A asma brônquica pode cursar com complicações graves como a SAC. Os doentes que recorrem ao SU com uma agudização que não melhoram com tratamento otimizado devem ser admitidos em UCI/UCIP para monitorização contínua de parâmetros fisiológicos (oximetria de pulso, eletrocardiograma, pressão venosa central e arterial) e tratamento por equipas experientes.</p>      <p>O presente estudo demonstra que há um grupo de doentes asmáticos com exacerbações graves, deterioração aguda e resistência à terapêutica inicial que frequentemente desenvolvem insuficiência respiratória e beneficiam de tratamento em UCI.</p>      <p>No presente estudo o número de doentes do sexo feminino era igual ao do sexo masculino, o que difere da literatura que advoga que as admissões por asma grave em UCI são mais comuns entre as mulheres, provavelmente devido a alterações hormonais associadas ao sexo e fatores bioquímicos/anatómicos (diferenças no diâmetro da via aérea)<sup>2</sup>. Segundo alguns estudos, a maioria dos doentes com asma são mulheres, a que se associa maior número de hospitalizações por esta patologia  e maior número de dias de internamento<sup>9,11</sup>.</p>      <p>Do presente estudo destacam&#8209;se<sup>5</sup> doentes (27,8%) que se encontravam apenas medicados com salbutamol (terapêutica de alívio), apesar de a maioria dos doentes  (55,5%) apresentar episódios recorrentes de agudizações e metade apresentar critérios de asma grave; este facto comprova os dados da literatura que referem que os doentes asmáticos graves raramente recebem o melhor tratamento disponível em ambulatório<sup>7</sup>. O uso reduzido de medicação de controlo leva a um número superior de idas ao SU<sup>12</sup>.</p>      <p>Segundo a literatura, a maioria dos doentes cujo óbito se atribui à asma brônquica ou que experiencia uma SAC teve contacto com os serviços hospitalares no ano anterior, o que deve representar uma oportunidade de intervenção<sup>13</sup>. Foram identificados na literatura marcadores associados a um aumento do risco de morte por asma, dos quais o mais importante é uma admissão hospitalar nos 12 meses anteriores, associando&#8209;se a ocorrência de múltiplas admissões hospitalares por asma a aumento marcado do risco<sup>14</sup>. A duração dos sintomas antes da admissão na UCI foi em média de 3,1 ± 2,4 dias. O tempo entre o início dos sintomas e a necessidade de VM tem vindo a diminuir, mas o prognóstico tem melhorado, com menos mortes e menos taxas de complicações<sup>15</sup>.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Metade dos doentes (n=9) apresentava critérios de asma grave, o que corrobora a necessidade de internamento em UCI/UCIP.</p>      <p>Relativamente às causas de descompensação da asma brônquica, no presente estudo as infeções respiratórias foram os eventos causais mais frequentes, o que corrobora os dados da literatura<sup>16,17</sup>. Em Espanha as exacerbações ameaçadoras da vida apresentam como principais causas reações alérgicas a AINE, alimentos, sulfitos, exposição a alergénios ambientais e inalação de fumo irritante<sup>12</sup>.</p>      <p>O tratamento dos doentes com SAC em UCI deve basear&#8209;se em altas concentrações de oxigénio inspirado, broncodilatadores inalados e corticoterapia endovenosa<sup>8,14,15</sup>.</p>      <p>O tratamento precoce com doses adequadas de corticoterapia sistémica melhora o prognóstico da asma aguda grave<sup>8,15</sup>. Os benefícios são maiores nos doentes com asma ameaçadora da vida e nos que não estão medicados com corticoides sitémicos em ambulatório<sup>14</sup>. A todos os doentes presentes no estudo foi administrada corticoterapia sistémica e broncodilatação inalatória, sendo que apenas um doente era corticodependente previamente. Os beta2&#8209;agonistas são os pilares da terapêutica broncodilatadora<sup>18,19</sup>. O papel da corticoterapia inalada, quando adicionada à sistémica, ainda está para ser estabelecido nos doentes com SAC8,<sup>14</sup>. Nestes doentes está contraindicada a utilização de beta&#8209;bloqueantes, aspirina, AINE e adenosina<sup>15</sup>.</p>      <p>Ainda no SU foi realizada uma dose única de sulfato de magnésio ev a 6 doentes (33,3%) e aminofilina ev a 12 doentes (66,7%). O uso de sulfato de magnésio ev. Está recomendado em doentes com agudizações ameaçadoras da vida, pelas suas propriedades broncodilatadoras<sup>(10</sup><sup>,14)</sup>.</p>      <p>A sua utilização leva a uma melhoria da função pulmonar e redução das admissões hospitalares nos doentes que respondem mal ao tratamento inicial<sup>10,14,20</sup>. Atualmente a evidência propõe uma dose única (sulfato de magnésio 2000 mg diluído em 50 mL de cloreto de sódio 0,9%, administrado durante 30 min); a eficácia de uma infusão contínua ou doses repetidas ainda está para ser determinada<sup>14</sup>.</p>      <p>Em estudos farmacoepidemiológicos a utilização de teofilina tem sido consistentemente associada ao aumento do risco de eventos adversos graves<sup>13</sup>. A junção de aminofilina não acrescenta efeito broncodilatador ao uso de doses adequadas de beta2&#8209;agonistas<sup>14,15</sup>.</p>      <p>Atualmente, não está recomendado o uso de aminofilina como primeira linha de tratamento na asma aguda grave e a sua introdução como um agente de segunda linha está a ser debatida<sup>15</sup>.</p>      <p>A VM providencia o suporte respiratório enquanto os fármacos revertem o broncoespasmo e a inflamação da via aérea. A abolição da hipoxemia é o objetivo primordial<sup>15</sup>.</p>      <p>A maioria dos doentes (n=12; 66,7%) em estudo necessitou de VMI. Mas a EOT pode agravar o broncoespasmo, induzir laringoespasmo, aumentar o barotrauma e deprimir a função circulatória, estando associada a uma taxa de mortalidade de 10&#8209;13%<sup>19</sup>. Uma sedação eficaz é necessária para preparar a intubação e permitir o sincronismo entre o doente e o ventilador<sup>8</sup>. Relativamente à sedação utilizada, foram prescritos propofol, alfentanilo, midazolam, sevoflorano e ketamina. O sevoflurano foi utilizado em 2 doentes que apresentavam broncoespasmo recidivante e resistente às terapêuticas prévias, tendo&#8209;se verificado uma resolução do mesmo, com melhoria da oxigenação. O propofol é um excelente agente anestésico, dado ter um rápido início de ação e duração de acção curta<sup>8,21</sup>, adicionalmente tem propriedades broncodilatadoras<sup>8</sup>.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A ketamina é um agente anestésico geral, com propriedades sedativas, analgésicas, anestésicas e broncodilatadoras, pelo que tem sido usado em doentes asmáticos antes, durante e depois da <sup>EOT8,15,18,22.</sup> Os opioides podem ser um acrescento útil aos sedativos, providenciando analgesia durante a EOT e VM<sup>15</sup>. Não são usualmente recomendados nos doentes asmáticos pelo potencial de induzir hipotensão<sup>8</sup>. O fentanilo é uma boa opção de opioide para a EOT, uma vez que inibe os reflexos das vias aéreas e é de curta ação<sup>15</sup>. Os agentes anestésicos inalados (halotano, isoflurano e sevoflurano) são potentes broncodilatadores em doentes asmáticos sob ventilação mecânica que não responderam a terapêutica anteriormente instituída (agentes beta-adrenérgicos)<sup>15</sup><sup>,21,23</sup>.</p>      <p>Evidências sugerem um efeito relaxante direto no músculo liso brônquico, assim como atenuação de mecanismos broncoconstritores (vagais, histamínicos, alergénios e hipoxemiantes)<sup>15</sup><sup>,21,24</sup>. A resposta broncodilatadora espelha&#8209;se pela redução do pico de pressão nas vias aéreas em minutos, associada a melhoria da ventilação (redução da paCO2) e redução do <i>air</i><i> trapping</i><sup>15</sup>. O sevoflurano é praticamente desprovido de efeitos secundários cardiorrespiratórios e pode ser o agente preferido<sup>15</sup>; apresentando um perfil hemodinâmico favorável, reduzida taxa  de metabolização e propriedades broncodilatadoras mais intensas que os agentes anestésicos voláteis mais antigos<sup>24</sup>.</p>      <p>A administração de concentrações subanestésicas deste agente através de máscara facial pode aliviar o broncoespasmo refratário aos agentes convencionais. O processo de extubação é dos períodos mais complicados em doentes asmáticos ventilados, uma vez que a presença do tubo endotraqueal na laringe e traqueia induz broncoconstrição, que começa a ser prejudicial assim que se retira a sedação  na preparação para a extubação. O uso de agentes anestésicos inalados permite que o tubo endotraqueal seja retirado sob anestesia, com a expectável rápida recuperação assim que o anestésico é descontinuado<sup>15</sup>.</p>      <p>A utilização de bloqueadores neuromusculares (BNM) em doentes com SAC tem sido desencorajada<sup>4,15</sup>; estudos na literatura associam aumento da morbilidade com aumento da pneumonia associada ao ventilador, miopatia pos&#8209;entubacao, aumento das secreções nas vias aéreas e aumento da duração do internamento na UCI nos doentes que fizeram BNM<sup>8,9</sup>. A incidência de miopatias e fraqueza muscular em doentes asmáticos a quem foram administrados BNM é de cerca de 30%<sup>15</sup>. No presente estudo, 3 doentes foram curarizados com rocurónio, a que se associou duração de internamento superior (<i>p</i>=0,027) e maior número de dias sob ventilação mecânica invasiva (<i>p</i>=0,009). Como potenciais vantagens da utilização destes agentes destaca&#8209;se diminuição do assincronismo doente&#8209;ventilador, diminuição do risco de barotrauma, redução do consumo de oxigénio e produção de dióxido carbono e redução da acumulação de lactato<sup>8</sup>.</p>      <p>O uso de VMNI nas exacerbações de asma brônquica é controverso; num ambiente apropriado como é uma UCI/UCIP com uma equipa médica especializada, pode ser tentada em doentes selecionados, sem contraindicações<sup>1,3,8,15</sup>.</p>      <p>Não deve ser usada por rotina, mas pode ser considerada em doentes que não responderam inicialmente ao tratamento de primeira linha<sup>16</sup>. Nestes doentes, a VMNI pode reduzir o trabalho respiratório e a fadiga dos músculos respiratórios, ganhando tempo para que a medicação farmacológica faça efeito<sup>14</sup>. Há também evidência que pode diminuir a resistência das vias aéreas, reexpedir áreas do pulmão atelectasiadas e diminuir potenciais complicações associadas à VMI<sup>14,25</sup>. Apesar de poder prevenir a VMI em alguns doentes, nos que estão em deterioração pode atrasar a EOT, o que é uma preocupação<sup>14</sup>.</p>      <p>No presente estudo, em 4 doentes foi utilizada a VMNI. Independentemente dos doentes estaremsob VMI ou VMNI, devem continuar a realizar terapêutica inalatória com broncodilatadores, adequando&#8209;se o sistema de aerossol com o ventilador<sup>15</sup>. No presente estudo, verificou&#8209;se uma melhoria gasimétrica importante quando comparamos a gasimetria inicial, ainda no SU, com a final (à data da alta da UCI), com aumento estatisticamente significativo do pH e diminuição estatisticamente significativa do PaCO2, o que comprova a excelência dos cuidados prestados em UCI.</p>      <p>Das complicações registadas durante o internamento na UCI, as infeções respiratórias foram as mais frequentes.</p>      <p>No presente estudo, das verificadas no período pos&#8209;entubacao (16,7%) destaca&#8209;se  a fibrilhação auricular e a hipotensão. Segundo a literatura, as disritmias ou a hipotensão nesse período podem ser observadas em cerca de 10% dos doentes<sup>9</sup>.</p>      <p>A reduzida taxa de mortalidade observada no presente estudo corrobora os dados da literatura<sup>9,11</sup>. Como descrito na literatura, a maioria das mortes associa&#8209;se a complicações secundários e não diretamente à SAC<sup>4</sup>; historicamente, as altas taxas de mortalidade têm sido associadas a complicações decorrentes da utilização de VMI, alcançando taxas de mortalidade de cerca de 42%<sup>9,17</sup>.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A aplicação no SU de protocolos de avaliação e tratamento dos doentes com agudizações de asma brônquica permite rapidamente identificar os doentes com mau prognóstico, assegurar uma avaliação médica de qualidade, facilitar a referenciação para UCI se assim se justificar e melhorar o resultado, ao diminuir o tempo de internamento e o número de idas ao SU subsequentes.</p>      <p>Os doentes com SAC apresentam um risco aumentado de recidiva precoce e readmissão hospitalar nos 2&#8209;3 meses subsequentes, pelo que é necessário manter vigilância.</p>      <p>Os doentes que apresentam diversas idas ao SU por asma devem ser reconhecidos como um grupo de alto risco que têm pior autocontrolo da doença e muitas vezes inadequado seguimento médico nas comunidades, pelo que estes doentes devem ser sinalizados e a estes deve ser prescrita terapêutica correta, otimizada, revista a técnica inalatória antes da alta e descrito um plano de ação em ambulatório<sup>14</sup>.</p>      <p>A mortalidade por asma vai continuar a ser uma preocupação para a comunidade médica. Nas últimas décadas, porém, tem&#8209;se assistido a uma diminuição da mortalidade, das hospitalizações e das exacerbações entre os asmáticos<sup>17</sup>.</p>      <p>O presente estudo disponibiliza informações de doentes asmáticos com exacerbações graves que necessitaram de admissão em UCI/UCIP. Questões como o acesso aos cuidados de saúde, a adesão ao tratamento, evicção de fatores desencadeantes,  fatores socioeconómicos e psicológicos devem ser tidos em conta.</p>        <p><b>Limitações do estudo</b></p>      <p>Estes resultados representam os dados de apenas uma instituição médica. Outra limitação foi o facto de o estudo ser retrospetivo e limitado ao período de tempo descrito.</p>      <p>O número de doentes é limitado, dado o diagnóstico em questão. Todas as decisões finais relativamente à terapêutica, instituição de VMNI ou VMI e decisão de alta foram deixadas ao critério de cada clínico responsável pelo doente, apesar de serem sempre decisões partilhadas com outros colegas na UCI.</p>        <p><b>CONCLUSÃO</b></p>      <p>Metade dos doentes apresentava critérios de asma grave, o que reforça a necessidade de internamento em unidade de cuidados intensivos/intermédios. Os índices de gravidade apresentavam valores reduzidos, apesar de a maioria dos doentes necessitar de ventilação mecânica invasiva. A evolução ao longo do internamento foi favorável, com melhoria gasimétrica significativa e reduzida mortalidade. Iniciamos a nossa experiência com agentes anestésicos inovadores nos doentes com broncoespasmo refratário, com bons resultados, o que abre a janela do futuro a novas utilizações.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><b>REFERÊNCIAS</b></p>      <!-- ref --><p>1. Núñez B, Fiorentino F, Kersul A, Belda S, García S, Gutiérrez C <i>et</i><i> al. </i>Characteristics  of asthma patients admitted to an intermediate respiratory care unit. Arch Bronconeumol. 2013;49:146&#8209;50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1230481&pid=S0871-9721201600030000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>2. Gupta D, Keogh B, Chung K, Ayres J, Harrison D, Goldfrad C, <i>et al. </i>Characteristics and outcome for admissions to adult, general<i> </i>critical care units with acute severe asthma: a secondary analysis<i> </i>of the ICNARC Case Mix Programm Database. Critical Care<i> </i>2004;8: 112&#8209;21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1230483&pid=S0871-9721201600030000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><i></i></p>      <p>    <!-- ref --><p>3. Gupta D, Nath A, Agarwal R, Behera D. A prospective randomized controlled trial on the efficacy of noninvasive ventilation in severe acute asthma. Respiratory Care 2010;55: 536&#8209;43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1230486&pid=S0871-9721201600030000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>4. Kenyon N, Zeki A, Albertson T, Louie S. Definition of critical asthma syndromes. Clinic Rev Allerg Immunol 2015; 48:1&#8209;6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1230489&pid=S0871-9721201600030000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>5. Schivo M, Phan C, Louie S, Harper R. Critical asthma syndrome in the ICU. Clinic Rev Allerg Immunol 2015; 48:31&#8209;44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1230491&pid=S0871-9721201600030000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>6. Albertson T, Schivo M, Gidwani N, Kenyon N, Sutter M, Chan A <i>et al</i>. Pharmacotherapy of critical asthma syndrome: Current and emerging therapies. Clinic Rev Allerg Immunol 2015; 48:7&#8209;30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1230493&pid=S0871-9721201600030000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>7. Ponte V, Souza&#8209;Machado A, Souza&#8209;Machado C, Franco R, Cruz A. Clinical characteristics and prognosis in near&#8209;fatal asthma patients in Salvador, Brazil. J Bras Pneumol 2011;37:431&#8209;37.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1230495&pid=S0871-9721201600030000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>8. Papiris S, Kotanidou A, Malagari K, Roussos C. Clinical review: Severe asthma. Critival Care 2002;6:30&#8209;44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1230497&pid=S0871-9721201600030000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>9. Peters J, Stupka J, Singh H, Rossrucker J, Angel L, Melo J, <i>et</i><i> al.</i> Status asthmaticus in the medical intensive care unit: a 30&#8209;year experience. Respir Med 2012;106:344&#8209;8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1230499&pid=S0871-9721201600030000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>10. Stather D, Stewart T. Clinical review: Mechanical ventilation in severe asthma. Critical Care 2005;9:581&#8209;87.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1230501&pid=S0871-9721201600030000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>11. Gibbison B, Griggs K, Mukherjee M, Sheikh A. Ten years of asthma admissions to adult critical care units in England and Wales. BMJ Open 2013;3(9).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1230503&pid=S0871-9721201600030000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>12. Clau L, Murguionda M, Miranda J, Ciscar C, Hernández J, Díaz T, <i>et al</i>. Cost and management of asthma exacerbations in Spanish hospitals (COAX Study in hospital services). Arch Bronconeunol 2005;41:313&#8209;21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1230505&pid=S0871-9721201600030000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>13. Kolbe J, Fergusson W, Vamos M, Garrett J. Case&#8209;control study of severe life threatening asthma (SLTA) in adults: demographics, health care, and management of the acute attack. Thorax 2000;55:1007&#8209;15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1230507&pid=S0871-9721201600030000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>14. Aldington S, Beasley R. Asthma exacerbations. 5: Assessment and management of severe asthma in adults in hospital. Thorax 2007;62:447&#8209;58.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1230509&pid=S0871-9721201600030000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>15. Phipps P, Garrard CS. The pulmonary physician in critical care. 12: Acute severe asthma in the intensive care unit. Thorax 2003;58:81&#8209;8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1230511&pid=S0871-9721201600030000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>16. Ambrosino N, Vagheggini G. Noninvasive positive pressure ventilation in the acute care setting: where are we? Eur Respir J 2008;31:874&#8209;86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1230513&pid=S0871-9721201600030000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>17. Han P, Cole R. Evolving differences in the presentation of severe asthma requiring intensive care unit admission. Respiration 2004; 71:458&#8209;62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1230515&pid=S0871-9721201600030000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>18. Heshmati F, Zeinali M, Noroozinia H, Abbacivash R, Mahoori A. Use of ketamine in severe status  asthmaticus in intensive care unit. Iranian Journal of Allergy, Asthma and Immunology 2003; 2:175&#8209;80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1230517&pid=S0871-9721201600030000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>19. Higgins J. The “Crashing Asthmatic”. American Family Physician 2003;67:997&#8209;1004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1230519&pid=S0871-9721201600030000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>20. Mohammed S, Goodacre S. Intravenous and nebulized magnesium sulphate for acute asthma: systematic review and meta&#8209;analysis. Emerg Med J 2007;24:823&#8209;30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1230521&pid=S0871-9721201600030000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>21. Burburan S, Xisto D, Rocco P. Anaesthetic management in asthma. Minerva Anestesiol 2007;73:357&#8209;65.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1230523&pid=S0871-9721201600030000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>22. Hemming A, Mackenzie I, Finfer S. Response to ketamine in status asthmaticus resistant to maximal medical treatment. Thorax 1994;49:90&#8209;1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1230525&pid=S0871-9721201600030000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>23. Weber T, Schiebenpflug C, Deusch E. Inhalational sevoflurane in severe bronchial obstruction unresponsive to multipharmacologic therapy: a case report. F1000Res 2012;1:56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1230527&pid=S0871-9721201600030000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>24. Schutte D, Zwitserloot A, Houmes R, Hoog M, Draaisma J, Lemson J. Sevoflurane therapy for  life&#8209;threatening asthma in children. British Journal of Anaesthesia 2013; 111:967&#8209;70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1230529&pid=S0871-9721201600030000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>25. Ueda T, Tabuena R, Matsumoto H, Takemura M, Nimi A, Chin K <i>et al</i>. Successful weaning using noninvasive positive pressure ventilation in a patient with status asthmaticus. Internal Medicine. 2004;43:1060&#8209;62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1230531&pid=S0871-9721201600030000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b><a name="c0"></a><a href="#topc0">Contacto:</a></b></p>      <p>Cátia Guimarães</p>     <p>Serviço de Pneumologia, Hospital de Egas Moniz</p>     <p>Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental</p>     <p>Rua da Junqueira 126</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>1349&#8209;019 Lisboa</p>     <p>Telefone: 210 431 000</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Financiamento</b>: Nenhum.</p>      <p><b>Declaração de conflitos de interesse</b>: Nenhum.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Data de receção / <i>Received in</i>: </b>03/02/2016</p>     <p><b>Data de aceitação / <i><Accepted for publication in</i>: </b>07/04/2016</p>       ]]></body><back>
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