<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0872-0754</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Nascer e Crescer]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Nascer e Crescer]]></abbrev-journal-title>
<issn>0872-0754</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Centro Hospitalar do Porto]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0872-07542010000400004</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Health-Led Interventions in the Early Years to Enhance Infant and Maternal Mental Health: A Review of Reviews]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria do Carmo]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar do Porto Hospital Maria Pia Departamento de Pedopsiquiatria]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2010</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2010</year>
</pub-date>
<volume>19</volume>
<numero>4</numero>
<fpage>253</fpage>
<lpage>254</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0872-07542010000400004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0872-07542010000400004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0872-07542010000400004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><b>Health-Led  Interventions in the Early Years to Enhance Infant and Maternal Mental Health: A  Review of Reviews </b></p>      <p><i>Jane Barlow J,  McMillan AS, Kirkpatrick S, Ghate D, Barnes J , Smith M Child and Adolescent  Mental Health Volume 15, No. 4, 2010, pp. 178–85 </i></p>      <p>&nbsp;</p>     <p>Maria do Carmo Santos<sup>1</sup></p>      <p><sup>1 </sup> Departamento de Pedopsiquiatria do  Hospital Maria Pia / CHPorto </p>      <p>&nbsp;</p>     <p> <b>Background</b>:  Increasing recognition of the importance of maternal mental health and early  parenting in optimising the later mental health of the child has given rise to  new ways of working during the perinatal period. </p>     <p> <b>Aims</b>:  The objective of this review is to identify effective healthled interventions  to support parents, parenting and the parent-infant relationship during the  perinatal period,1 and beyond. </p>     <p><b>Method</b>:  A systematic search of key electronic databases was undertaken to  identify  secondary and primary sources of data addressing the research question.  Twenty-four reviews addressed the effectiveness of interventions delivered  during the postnatal period in promoting closeness and sensitive parenting,  infant sensory and perceptual capabilities, and positive parenting, and in  addressing infant regulatory problems, maternal mental health problems, and  parent-infant relationship problems. </p>     <p><b>Conclusions</b>:  A number of methods of working are recommended as part of a model of  progressive-universalism beginning ante-natally and continuing through the first  two post-natal years, and beyond. The implications for universal, targeted and  specialist healthcare services are explored, alongside the role and contribution  of CAMHS practitioners.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <b> Keywords</b>:  Healthy Child Programme; 0–3 years; prevention; promotion; parenting.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>COMENTÁRIOS </b></p>      <p> O artigo procede a uma revisão das  intervenções que a investigação reconhece como eficazes no apoio aos pais e à  relação pais-criança no período pós-natal, período considerado determinante  para a saúde física e mental da criança. Por sua vez esta está dependente do  estabelecimento de uma relação de boa qualidade entre o bebé e os cuidadores.</p>     <p>São já reconhecidos e comprovados  os efeitos nocivos da exposição ao stress nos primeiros anos de vida sobre o  eixo hipotalâmico-pituitária-adrenal, sistema regulador das hormonas de stress  em desenvolvimento, afectando a arquitectura e química cerebral, com a  possibilidade de manifestação de problemas de aprendizagem e de comportamento  de longa duração. </p>     <p>Os problemas de saúde mental  maternos – como a depressão pós-parto – são um factor que pode afectar de modo  adverso a relação com o bebé, sendo fundamental o seu reconhecimento e  tratamento. Embora ainda não seja possível prevenir a depressão pós-parto,  podem ser eficazes no tratamento, várias formas de psicoterapia bem como visitas  domiciliárias para ouvir as mães. Também estará recomendado o dar oportunidade  à mãe para falar da sua experiência com o parto – sobretudo se foi de cesariana  ou se o bebé esteve em unidade de cuidados especiais, usando apenas técnicas de  escuta. A detecção da violência doméstica e o consumo de álcool e drogas é  também fundamental. </p>     <p> Relativamente a problemas precoces,  verificou-se que a orientação antecipatória – que consiste em aconselhar  preventivamente – e o dar instruções escritas, podem ser eficazes em promover  melhores padrões de sono no bebé, reduzindo o stress e aumentando a  auto-con&#64257;ança dos pais nos primeiros meses de vida. A relação entre bebé e  cuidador também beneficia com o incentivo da proximidade, tal como é obtida no  contacto pele-a-pele ou nos transportadores de bebés, recomendando-se o método  mãe-canguru. Também foram estudadas e con&#64257;rmadas as vantagens de informar os  pais acerca das competências sensoriais e perceptivas do bebé, por exemplo,  através do uso da escala de Brazelton. A utilização da massagem (o cuidador  passa a mão suavemente no bebé fazendo movimentos de rotação e às vezes com  óleos) pode melhorar a interacção mãe-criança, o sono e relaxamento, reduzir o  choro, e tem um impacto positivo nas hormonas de controlo do stress. </p>     <p>Os serviços deveriam também ser  capazes de identificar as famílias mais complexas e articular-se com os serviços  de saúde mental. A grande aposta para di­minuir e/ou prevenir os problemas de  desenvolvimento e de saúde mental deve ser feita então nos primeiros anos de  vida. </p>     <p>Entretanto, verificamos que,  crianças que cresceram em ambientes de risco, com progenitores com doença  psiquiátrica, pobreza e exclusão social, entre outros, são frequentemente  acometidas de problemas emocionais e de comportamento, com uma evolução  crónica, que os recursos colocados à sua disposição, frequentemente no período  escolar, atenuam mas não resolvem – educação especial e apoios pedagógicos,  acompanhamento psicológico e/ou psiquiátrico, apoio familiar, intervenção de  comissões de protecção e outras entidades que intervêm nas crianças e suas  famílias, por vezes em paralelo e com fraca interligação.</p>     <p> Entre nós<sup>(1)</sup>, as  dificuldades sociais e financeiras, as doenças psiquiátricas e o abuso de  substâncias, com particular destaque para o consumo de álcool, são os principais  factores de perturbação da vida familiar, com o uso de práticas educativas  inadequadas, que propiciam as situações de negligência e abuso emocional e  físico.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estes problemas podem ser  observados por todos os profissionais de saúde que contactam com crianças e as  práticas educativas e os estilos parentais inadequados podem ser reconhecidos  por inúmeros detalhes – um discurso frequentemente negativo e desvalorizante  acerca das qualidades da criança, um tom afectivo repetidamente frio e/ou  ríspido, uma postura que ignora os sinais de comunicação ou responde de forma  pouco apropriada, uma interacção marcada por uma insatisfação e tensão  permanentes.</p>     <p>As intervenções na pediatria  não são insignificantes: os técnicos podem constituir um modelo junto dos pais  de práticas educativas mais positivas quando se dirigem à criança num tom de voz  calmo mas firme quando há necessidade de controlar o seu comportamento; quando  valorizam os seus esforços e as suas atitudes apropriadas, como cumprimentar,  cooperar na consulta, permanecer sentado, etc. Não desperdiçando oportunidades  para alertar os pais para a necessidade do estabelecer de consequências, não  agressivas ou desproporcionadas, para os comportamentos inadequados. Quando  reconhecem problemas familiares, e incentivam os pais a procurar ajuda:  económica, junto das estruturas de apoio social, tratamento psiquiátrico,  tratamento para a dependência do álcool, ou até orientação para programas que  ajudem os pais a desenvolver as suas competências parentais. Seremos mais úteis  às crianças se adoptarmos uma atitude mais interventiva, envolvendo­&#8209;nos na  resolução de problemas com os quais as famílias se confrontam.</p>     <p> Já são reconhecidos os  factores de protecção<sup>(2)</sup> para um desenvolvimento saudável, alguns dos  quais estão ao alcance dos profissionais de saúde para a sua promoção:</p>     <p> – Um estilo autoritativo  parental, combinado com uma relação calorosa e afectuosa, construída  precocemente entre a criança e o cuidador.</p>     <p> – Envolvimento parental na  aprendizagem. </p>     <p> – Comportamentos de protecção  da saúde como cessar de fumar durante a gravidez. </p>     <p> – Amamentação. </p>     <p> – Recursos psicológicos,  incluindo auto&#8209;estima.</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>BIBLIOGRAFIA</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> 1.<a href="http://www.acs.min-saude.pt/2008/01/18/plano-accao-servicos-de-saude-mental" target="_blank">    http://www.acs.min-saude.pt/2008/01/18/plano-accao-servicos-de-saude-mental</a>.</p>     <p> 2. Healthy Child  Programme: <i>Pregnancy and the first five years of life</i>. National Service  Framework for Children, Young People and Maternity Services, 2004.</p>       ]]></body>
</article>
