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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Doze Anos de experiência na doença meningocócica no Serviço de Pediatria de Vila Real - Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Meningococcal disease is an important illness in pediatric patients. In Portugal, the disease is mainly caused by serogroups B and C. The conjugate vaccine for meningococcus C is available since 2001 and is part of the National Immunization Program since January 2006. Objectives: To determine the frequency of meningococ­cal disease in the area of Vila Real Hospital, in order to identify aspects related to the disease and to discuss the impact of the introduction of serogroup C meningococcal vaccine. Material and methods. Retrospective study of the clinical &#64257;les of patients admitted to the Pediatric unit of Vila Real Hospital during the period between January 1999 and December 2010, and analysis of variables related to the disease. Results: There were 36 cases of meningococcal disease. The highest frequency occurred in 2002, with seven cases, four of which by serogroup C and three by serogroup B meningococci. The most common diagnosis was of meningococcemia associated with meningitis, the agent was found mainly in the CSF and there were acute complications in 54,3% of the cases. The majority of patients was treated with ceftriaxone and no fatal cases were registered. Since 2006 there have been no cases due to serogroup C meningococci. Conclusion: The cases of meningococcal disease presented characteristics similar to those described in other studies. Serogroup C meningococcal vaccine had an impact on the local epidemiology of the disease. It is essential to maintain epidemio­logical surveillance of meningococcal disease.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Doze Anos de experiência na doença meningocócica no Serviço de Pediatria de Vila Real – Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro </b></p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>Joana Cotrim<sup>1</sup>, Joana Carvalho<sup>1</sup>, Aida Sá<sup>1</sup>, António Pereira<sup>1</sup>, Cristina Cândido<sup>1</sup>, Fátima Dias<sup>1 </sup></b></p>      <p><sup>1 </sup>S. Pediatria, CH Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real </p>     <p><b><a name="top0" id="top0"></a><a href="#0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>RESUMO </b></p>      <p><b>Introdução</b>: A doença meningocócica é uma importante patologia em idade pediátrica. Em Portugal predomina a doença provocada pelos serogrupos B e C. A vacina conjugada contra o meningococo C está disponível desde 2001 e faz parte do Plano Nacional de Vacinação desde Janeiro de 2006. </p>      <p><b>Objectivos</b>: Conhecer a frequência da doença meningocócica na área de in&#64258; uência do Hospital de Vila Real, identificar aspectos relacionados com a doença e discutir o impacto da vacina contra o meningococo C. </p>      <p><b>Material e métodos</b>: Estudo retrospectivo dos processos clínicos de doentes internados no Serviço de Pediatria do CHTMAD – Unidade de Vila Real por doença meningocócica entre Janeiro 1999 e Dezembro 2010 e análise de variáveis relaciona­das com a patologia. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Resultados</b>: Foram diagnosticados 36 casos de doença meningocócica. Registou-se um pico de doença em 2002, com sete casos, quatro dos quais provocados por meningococo C e três por meningococo B. O diagnóstico mais comum foi de meningococemia e meningite associados, o agente foi isolado no LCR na maioria dos casos e ocorreram complicações agudas em 54,3% dos casos. O tratamento foi maioritariamente instituído com ceftriaxone, sem mortalidade. Desde 2006 que não se veri&#64257;cou nenhum caso de doença por meningococo C. </p>      <p><b>Comentários</b>: Os casos de doença meningocócica analisa­dos apresentam características semiológicas e epidemiológicas semelhantes às descritas na bibliogra&#64257;a e no resto do país. A vacina contra o meningococo C teve impacto na epidemiologia local da doença. É essencial manter programas de vigilância epi­demiológica da doença meningocócica. </p>      <p><b>Palavras-chave</b>: doença meningocócica, vacina anti-meningocócica, vigilância epidemiológica, crianças. </p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>A 12 year experience in meningococcal disease in pediatric patients at Vila Real Hospital </b></p>      <p><b>ABSTRACT</b></p>      <p><b>Introduction</b>: Meningococcal disease is an important illness in pediatric patients. In Portugal, the disease is mainly caused by serogroups B and C. The conjugate vaccine for meningococcus C is available since 2001 and is part of the National Immunization Program since January 2006. </p>      <p><b>Objectives</b>: To determine the frequency of meningococ­cal disease in the area of Vila Real Hospital, in order to identify aspects related to the disease and to discuss the impact of the introduction of serogroup C meningococcal vaccine. </p>      <p><b>Material and methods</b>. Retrospective study of the clinical &#64257;les of patients admitted to the Pediatric unit of Vila Real Hospital during the period between January 1999 and December 2010, and analysis of variables related to the disease. </p>      <p><b>Results</b>: There were 36 cases of meningococcal disease. The highest frequency occurred in 2002, with seven cases, four of which by serogroup C and three by serogroup B meningococci. The most common diagnosis was of meningococcemia associated with meningitis, the agent was found mainly in the CSF and there were acute complications in 54,3% of the cases. The majority of patients was treated with ceftriaxone and no fatal cases were registered. Since 2006 there have been no cases due to serogroup C meningococci. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Conclusion</b>: The cases of meningococcal disease presented characteristics similar to those described in other studies. Serogroup C meningococcal vaccine had an impact on the local epidemiology of the disease. It is essential to maintain epidemio­logical surveillance of meningococcal disease. </p>      <p><b>Keywords</b>: epidemiological surveillance, meningococcal disease, meningococcal vaccine, childhood. </p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>INTRODUÇÃO </b></p>      <p>A doença meningocócica é uma importante patologia em idade pediátrica, quer pela mortalidade que dela decorre como pelas sequelas nos sobreviventes<sup>(1,2)</sup> O agente responsável é a <i>Neisseria meningitidis</i>, um diplococo gram negativo cujo re­servatório natural é a orofaringe humana, sendo a maioria dos serotipos colonizadores não capsulados e pouco virulentos. As taxas de colonização da orofaringe variam entre 2% em crian­ças que não frequentam o infantário e 37% em adolescentes.<sup>(3)</sup> A doença invasiva geralmente ocorre nos primeiros 10 dias após a colonização com uma estirpe patogénica. </p>      <p>São conhecidos 13 serogrupos de <i>Neisseria meningitidis</i>. Destes, cinco são responsáveis pela maioria da doença invasiva: serogrupos A, B, C, Y e W 135.<sup>(2)</sup> Recentemente, e muito esporadicamente, têm sido isoladas estirpes invasivas com serogrupo 29E, Z ou X, em doentes infectados por meningococo.<sup>(2)</sup> Em Por­tugal, predomina a doença invasiva provocada pelos serogrupos B e C. </p>      <p>Estruturalmente, a <i>Neisseria meningitidis</i> apresenta varia­ções na expressão e estrutura antigénica do seu polissacárido capsular e nas proteínas de membrana externa, e é capaz de promover troca de material genético entre bactérias. Estas ca­racterísticas permitem-lhe fenómenos de <i>switching</i> capsular, em que um serogrupo menos frequente na comunidade adqui­re alelos que codi&#64257;cam proteínas capsulares do serogrupo mais frequente. Esta capacidade tem de ser considerada quando se pretende a introdução de vacinas contra o meningococo. </p>      <p>Existem já no mercado dois tipos de vacinas: as conjugadas e as não conjugadas. As primeiras induzem memória imu­nológica duradoura, obtendo-se uma eficácia superior a 90% em crianças com menos de dois anos<sup>(2,4)</sup>, e reduzem a coloniza­ção faríngea. As vacinas conjugadas são por isso denominadas como geradoras de imunidade de grupo.<sup> (1,2,4) </sup>As vacinas não conjugadas não conferem memória imunológica. </p>      <p>No nosso país, a vacina conjugada contra o serogrupo C da <i>Neisseria meningitidis</i> foi introduzida no mercado em 2001, sob prescrição médica, e faz parte do Plano Nacional de Vacinação desde 2006. Nesse ano, foi realizada uma campanha de vacina­ção dirigida às crianças nascidas de 1997 a 2004, estimando-se que no &#64257;nal de 2006 a cobertura vacinal das coortes abrangidas variava entre 80 a 95%.<sup>(2)</sup> Em 2007 foi iniciada uma campanha de vacinação dirigida aos jovens dos 10 aos 18 anos. Desde Março de 2010 está autorizada a introdução no mercado europeu de uma vacina conjugada quadrivalente, já aprovada pelo Infarmed para idades superiores a 11 anos e grupos de risco. </p>      <p>Em Portugal, o número de casos de doença meningocócica em idade pediátrica tem vindo a diminuir, sobretudo pela redução do número de casos provocados por serogrupo C, mantendo-se a doença pelo serogrupo B estável (Figura 1).<sup> (2,5) </sup></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/nas/v20n3/20n3a02f1.jpg"></p>     
<p><b>FIGURA 1</b> - Doença meningocócica em Portugal - número de casos/ano <sup>(2,5)</sup></p>     <p>&nbsp;</p>       <p>Sabe-se que na Europa os serogrupos B e C são respon­sáveis por cerca de 90% da doença meningocócica. No Reino Unido, a vacina contra o meningococo C foi introduzida no Plano Nacional de Vacinação em 1999. Dois anos após verificou-se uma diminuição na incidência de doença meningocócica em 75% entre os vacinados e em 67% na população não vacinada, sem evidência de reposição de serogrupo. Foram, no entanto, descritos casos de doença por serogrupo C na população vacinada. <sup>(1,6,7,8)</sup> Em Espanha, a vacina faz parte do Plano Nacional de Vacinação desde 2000. Dois anos após a sua introdução, observou-se que o risco de doença por serogrupo C diminuiu em 58% e a doença por serogrupo B manteve-se estável, não parecendo haver reposição de serogrupo. Contudo, foram isoladas novas estirpes do serogrupo B (B:2A:P1,5) que podem originar-se do serogrupo C (C:2A:P1,5). Também em Espanha foram descritos casos de falência da vacina.<sup> (9) </sup></p>      <p>Nos Estados Unidos predominam os serogrupos B e C, no entanto, tem-se registado um aumento no número de casos de doença provocada por serogrupo Y. Um estudo revela que no pe­ríodo de 1989 a 1991 o serogrupo Y era responsável por 2% da doença meningocócica nos EUA, registando-se de 1997 a 2002 um aumento para 37%.<sup>(1) </sup></p>      <p>Na Índia, China e Rússia o serogrupo A de <i>Neisseria me­ningitidis</i> é ainda responsável por um elevado número de casos. Parece no entanto haver reposição deste serogrupo pelo C. No Japão e em Taiwan tem-se veri&#64257;cado um aumento do número de casos de doença por serogrupos A, C e W 135. No denominado “Meningitidis belt” da África subsariana continua a veri&#64257;car-se uma alta incidência de doença meningocócica, com predomínio do serogrupo A. No entanto, tem ocorrido surtos de doença por serogrupos C, X e W 135.<sup> (1) </sup></p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>OBJECTIVOS </b></p>      <p>Avaliar a frequência de casos de doença meningocócica no Serviço de Pediatria do CHTMAD – Unidade de Vila Real no pe­ríodo de Janeiro 1999 a Dezembro 2010; identificar aspectos relacionados com a semiologia, serogrupos de <i>Neisseria meningiti­dis</i> envolvidos, terapêutica instituída e evolução clínica e discutir o impacto da vacina contra o meningococo C na epidemiologia local da doença meningocócica. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>MATERIAL E MÉTODOS </b></p>      <p>Análise retrospectiva dos processos clínicos de doentes in­ternados no Serviço de Pediatria do CHTMAD – Unidade de Vila Real por doença meningocócica entre Janeiro 1999 e Dezembro 2010. Foi de&#64257;nido como caso, o doente internado com diagnóstico de doença meningocócica e isolamento do agente em líquido ha­bitualmente estéril (sangue ou líquido cefalorraquidiano – LCR). </p>      <p>Foi analisada a proveniência, ano de internamento, idade, sexo, manifestações clínicas e complicações, local de isolamen­to do agente, serogrupo e duração do tratamento. A evolução a longo prazo foi avaliada através da análise de registos no pro­cesso clínico do doente ou contacto telefónico com o cuidador, quando possível. </p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>RESULTADOS </b></p>      <p>Foram diagnosticados 36 casos de doença meningocócica no período analisado na área de in&#64258;uência do Hospital de Vila Real. Destes, foi possível caracterizar o episódio de doença em 35 casos: 54,3% dos doentes recorreram directamente ao serviço de urgência, 42,9% dos doentes foram referenciados do Centro de Saúde e um caso foi enviado por pediatra. </p>      <p>Até 2001 ocorreram cinco casos de doença meningocócica por ano. No ano 2002 registou-se um pico de doença, com sete casos. Desde então, o número máximo de casos/ ano registado foi de três casos. Em 2009 e 2010 não ocorreu nenhum caso (Figura 2). </p>      <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/nas/v20n3/20n3a02f2.jpg"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>FIGURA 2</b> - Número de casos de doença meningocócica/ano (n=36)</p>     <p>&nbsp;</p>        <p>Verificou-se também um predomínio da doença nos meses frios, ocorrendo maior número de casos nos meses de Janeiro, Fevereiro e Março (65,7% dos casos). </p>      <p>O sexo masculino (60% dos casos) foi mais afectado que o feminino. No que diz respeito à distribuição por idades, estas variaram entre os nove dias e os 14 anos. A faixa etária mais afectada foi a de idade inferior a 12 meses, sendo a menos afectada dos cinco aos 14 anos (Figura 3). </p>      <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/nas/v20n3/20n3a02f3.jpg"></p>     
<p><b>FIGURA 3</b> - Distribuição de casos por idade (n=35 casos analisados)</p>     <p>&nbsp;</p>       <p>Entre as manifestações clínicas, a mais comum foi a febre (34 casos), seguida de vómitos e sufusões hemorrágicas, com 22 e 21 casos, respectivamente. Na faixa etária mais baixa ocorreram também irritabilidade, recusa alimentar e gemido. Verificou-se ainda um caso que se manifestou inicialmente com dor abdominal e outro com mialgias (Figura 4). </p>      <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/nas/v20n3/20n3a02f4.jpg"></p>     
<p><b>FIGURA 4</b> - Manifestações clínicas (n=35 casos analisados)</p>     <p>&nbsp;</p>       <p>O agente foi isolado no LCR em 66,7% dos casos. Em 20% dos casos obteve-se identificação do agente na hemocultura e no LCR; e em 14,3% dos casos apenas se conseguiu o isola­mento de <i>Neisseria meningitidis</i> no sangue. </p>      <p>Os diagnósticos encontrados foram de meningococemia e meningite (19 casos), meningite isolada (13 casos) e meningo­cocemia (três casos). </p>      <p>Ocorreram complicações em 54,3% dos casos de doença meningocócica, sempre na fase aguda de doença e na maioria dos casos quando coexistiam meningococemia e meningite. Entre as complicações agudas, registaram-se 15 casos de instabilidade hemodinâmica, quatro casos de necrose de tecidos moles, quatro casos de doentes com alterações neurológicas e ocorreu artrite em um caso e íleo paralítico noutro. </p>      <p>A análise dos serogrupos de <i>Neisseria meningitidis</i> só se efectuou a partir de 2001. Em 2002, quando se registou o maior número de casos de doença, quatro destes foram provocados por serogrupo C e três por serogrupo B. Desde 2006 que não se veri&#64257;cou nenhum caso de doença por serogrupo C (Figura 5). </p>      <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/nas/v20n3/20n3a02f5.jpg"></p>     
<p><b>FIGURA 5</b> - Distribuição número de casos de serogrupo <i> Neisseria meningitidis</i>/ano</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p>O tratamento foi instituído com ceftriaxone em 32 casos e em três casos foi administrada Ampicilina e Cefotaxima (doentes com idade inferior a três meses). A duração do tratamento variou entre sete e 14 dias, numa média de 8,79 dias. </p>      <p>Relativamente à evolução, não foi registado nenhum caso fatal nem foram descritos casos secundários de doença meningocócica. Após a alta, 29 casos foram enviados para a consulta externa de Pediatria e seis casos para o médico assistente. Daqueles orientados para seguimento hospitalar, foi possível apurar que 22 não apresentam sequelas, dois apresentam dificuldades de aprendizagem e nos restantes cinco casos desconhece-se a evolução a longo prazo. Entre os doentes seguidos pelo médico assistente, foi apenas possível verificar a ausência de sequelas num caso, desconhecendo-se os restantes. </p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>DISCUSSÃO</b></p>      <p>Os dados obtidos relativamente à frequência de casos de doença meningocócica são concordantes com o que se verificou no resto do país, tendo-se registado um pico em 2002, provavelmente relacionado com as características cíclicas da patologia.</p>      <p>Os casos de doença meningocócica registados no serviço de Pediatria no período analisado apresentam características semiológicas e epidemiológicas semelhantes às descritas na bibliogra&#64257;a: predomínio de doença nos meses frios; 74% dos casos abaixo dos quatro anos de idade; manifestações clínicas sobretudo caracterizadas por febre, vómitos, manifestações cutâneas e sinais meníngeos; e maioria das complicações associadas à co-existência de meningococemia e meningite. </p>      <p>Registou-se apenas doença provocada pelo serogrupos B e C. </p>      <p>Desde 2006, altura em que a vacina meningocócica passou a integrar o Plano Nacional de Vacinação, não se verificou ne­nhum caso de doença por <i>Neisseria meningitidis</i> do serogrupo C.</p>      <p> Desde então e até Dezembro de 2010, o número médio de casos de doença meningocócica por ano diminuiu em 63% (Figura 6), sendo que nos últimos dois anos estudados não se registou nenhum caso. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/nas/v20n3/20n3a02f6.jpg"></p>     
<p><b>FIGURA 6</b> - Número médio de casos de doença meningocócita/ano (n=36)</p>     <p>&nbsp;</p>      <p>A ausência de casos fatais traduz um diagnóstico atempado e uma terapêutica eficaz.</p>      <p>O facto de não se ter registado nenhum caso secundário de doença re&#64258;ecte a adequada profilaxia de contactos. </p>      <p>Sendo conhecidas as elevadas taxas de cobertura vacinal e a eficácia da vacina, e considerando a evolução da frequên­cia da doença meningocócica observada, podemos inferir que o meningococo C era um importante agente de doença meningocócica na área de in&#64258;uência do Hospital de Vila Real. Não houve reposição de serogrupo e a vacina parece ter tido impacto na epidemiologia local da doença, quer pelo efeito nos indivíduos vacinados quer pela imunidade de grupo que proporciona. </p>      <p>Apesar de a amostra ser representativa da epidemiologia da doença meningocócica na área de in&#64258;uência do Hospital de Vila Real, o número de casos é reduzido. Também a ausência de análise estatística dos dados é uma limitação do estudo apre­sentado. </p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>COMENTÁRIOS</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A doença meningocócica é uma patologia alarmante para doentes, familiares e, de certa forma, para pro&#64257;ssionais de saú­de, pela necessidade urgente de cuidados. </p>      <p>A introdução da vacina contra o meningococo C no Plano Nacional de Vacinação foi de grande importância para o controlo da doença provocada por este agente. </p>      <p>Dada a possibilidade de ocorrência de surtos e de falência da vacina, é essencial manter programas de vigilância epidemio­lógica e registo dos casos de doença meningocócica. Apesar de, no estudo efectuado, não parecer estar a ocorrer reposição de serogrupo, este risco deve ser considerado. Assim, a monitoriza­ção da doença provocada por serogrupo B é importante. </p>      <p>Além da vacinação, a precocidade da intervenção e a pro&#64257;­laxia de contactos parecem ser determinantes para o controlo da doença meningocócica. </p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>BIBLIOGRAFIA</b></p>       <!-- ref --><p>1. Leimkugel J, Racloz V, Jacintho da Silva L, Pluschke G. Global review of meningococcal disease. A shifting etiology? J Bacteriol Res 2009; 1:6-18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0872-0754201100030000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>2. Furtado C, Brum L, Queirós L, Gomes M C, Simões M J. DGS e INSA. Doença Meningocócica em Portugal 2000-2006, Ou­tubro 2007, p. 12-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0872-0754201100030000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>3. Woods CR. <i>Neisseria Meningitidis</i> (Meningococcus). In: Kliegman et al. Nelson Textbook of Pediatrics. 18th ed. Saun­ders Elsevier; 2007; p. 1164-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0872-0754201100030000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>4.Sarmento A, Guardiano M, Silva C, Teixeira M, Valente C. Meningite bacteriana –   revisão de dois anos. Nascer e Cres­cer 2004; 13: 9-15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0872-0754201100030000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>5. DGS – Direcção de Serviços de Epidemiologia e Estatísticas da Saúde, Doenças de Declaração obrigatória 1996-2000 e 2004-2008, DGS.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0872-0754201100030000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>6. Ramsey ME, Andrews NJ, Trotter CL, Kaczmarski EB, Miller E. Herd immunity from      meningococcal serogroup C conjuga-te vaccination in England: database analysis. BMJ 2003; 326: 365-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0872-0754201100030000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>7. Maiden MC, Ibarz-Pávon AB, Urwin R, Gray SJ, Andrews NJ, Clarke C, et al. Impact of Meningococcal Serogroup C Con­jugate Vaccines on Carriage and Herd Immunity. J Infect Dis 2008; 197:737-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0872-0754201100030000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>8. Balmer P, Borrow R, Miller E. Impact of meningococcal C conjugate vaccine in the UK. J Med Microbiol 2002; 51:717-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0872-0754201100030000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>9. Cano R, Larrauri A, Mateo S, Alcalá B, Salcedo C, Vázquez JA. Impact of meningococcal C conjugate vaccine in Spain: an epidemiological and microbiological decision. Euro Sur­veill 2004; 9:11-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0872-0754201100030000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="0"></a><a href="#top0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>Joana Cotrim </p>     <p>Serviço de Pediatria </p>     <p>Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro – Unidade Vila Real </p>     <p>Avenida da Noruega </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>5000 Vila Real </p>     <p>E-mail: <a href="mailto:joana_cotrim@hotmail.com">joana_cotrim@hotmail.com</a></p>         ]]></body><back>
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