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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Sinostose radiocubital bilateral congénita e agenesia congénita do músculo depressor do ângulo da boca]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Congenital bilateral radiocubital synostosis and agenesis of depressor anguli oris muscle]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Congenital radiocubital synostosis (CRS) is a rare deformity characterized by a merger between radius and cubit, resulting in a &#64257;xed position of the forearm, which may limit the performance of simple daily activities. This condition can be associated with other malformations or genetic syndromes. Congenital agenesis of depressor anguli oris muscle is also a rare condition and may also be associated with other malfor­mations. Case report: The authors describe the case of a seven year-old girl with bilateral CRS and congenital agenesis of left depressor anguli oris muscle. The rarity of these entities and of their association prompted the authors to report this case. Conclusion: Paediatricians and orthopaedists should be aware of the need of investigation genetic syndrome association, other organ anomalies and inheritance pattern.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Sinostose radiocubital bilateral congénita e agenesia congénita do músculo depressor do ângulo da boca</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Susana Nobre<sup>1</sup>, Joana Campos<sup>2 </sup></b></p>      <p><sup>1 </sup>S. Pediatria, H Pediátrico de Coimbra, CH Coimbra </p>      <p><sup>2 </sup>S. Pediatria, H São Teotónio, Viseu </p>      <p><b><a name="top0" id="top0"></a><a href="#0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>       <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>RESUMO </b></p>      <p><b>Introdução</b>: A sinostose radiocubital congénita (SRC), de­formidade rara caracterizada pela fusão entre o rádio e o cúbito, da qual resulta uma posição &#64257;xa do antebraço, pode limitar a realização de actividades diárias simples. Esta entidade pode associar-se a outras malformações ou síndromes genéticas. </p>      <p>A agenesia congénita do músculo depressor do ângulo da boca, condição rara, também se pode associar a outras malformações. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Caso clínico</b>: Descreve-se o caso de uma menina de sete anos, com SRC bilateral e agenesia congénita do músculo depressor do ângulo da boca esquerdo. O interesse deste caso relaciona-se com a raridade destas duas entidades e com a sua associação. </p>      <p><b>Conclusão</b>: Pretende-se alertar os pediatras e ortopedistas para a necessidade de despiste de outras malformações ou síndromas genéticos que lhes poderão estar associados. </p>      <p><b>Palavras-chave:</b> agenesia músculo depressor ângulo da boca, sinostose radiocubital congénita. </p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>Congenital bilateral radiocubital synostosis and agenesis of depressor anguli oris muscle</b></p>      <p><b>ABSTRACT </b></p>      <p><b>Introduction</b>: Congenital radiocubital synostosis (CRS) is a rare deformity characterized by a merger between radius and cubit, resulting in a &#64257;xed position of the forearm, which may limit the performance of simple daily activities. This condition can be associated with other malformations or genetic syndromes. </p>      <p>Congenital agenesis of depressor anguli oris muscle is also a rare condition and may also be associated with other malfor­mations. </p>      <p><b>Case report</b>: The authors describe the case of a seven year-old girl with bilateral CRS and congenital agenesis of left depressor anguli oris muscle. </p>      <p>The rarity of these entities and of their association prompted the authors to report this case. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Conclusion</b>: Paediatricians and orthopaedists should be aware of the need of investigation genetic syndrome association, other organ anomalies and inheritance pattern. </p>      <p><b>Keywords:</b> agenesis depressor anguli oris muscle, conge­nital radiocubital synostosis. </p>      <p><b>&nbsp;</b></p>       <p><b>INTRODUÇÃO </b></p>      <p>Sinostose define a união de dois ossos adjacentes. A si­nostose entre o rádio e o cúbito, geralmente na extremidade proximal do antebraço, pode assumir duas formas: congénita e adquirida. Esta última surge após um traumatismo, sendo distin­ta da congénita por ter uma etiologia, tratamento e prognóstico diferentes. A forma congénita é rara. <sup>(1,2) </sup>A primeira descrição foi feita em 1793 por Sandifort. <sup>(3) </sup>A sinostose radiocubital congénita (SRC) caracteriza-se pela posição &#64257;xa do antebraço, que varia de uma posição neutra a uma posição de hiperpronação.<sup>(4)</sup> A re­alização de actividades diárias simples pode &#64257;car comprometida. Esta deformidade pode ocorrer isoladamente ou associar-se a outras malformações (musculo-esqueléticas, neurológicas, gastrointestinais, cardíacas) ou a síndromes genéticas.<sup>(5) </sup></p>      <p>A agenesia congénita do músculo depressor do ângulo da boca também é uma entidade rara.<sup>(6)</sup> O diagnóstico baseia-se no quadro clínico típico: assimetria da boca durante o choro (movi­mento descendente do lábio do lado não afectado, permanecen­do o do outro lado imóvel); restante face simétrica; lábio do lado afectado parece mais &#64257;no; rugas frontais presentes; encerramento palpebral completo e simétrico; presença da prega nasolabial. <sup>(7,8) </sup>Frequentemente, associa-se a outras anomalias congénitas.<sup>(6) </sup></p>      <p>Descreve-se o caso de uma menina de sete anos com SRC bilateral e agenesia congénita do músculo depressor do ângulo da boca esquerdo. </p>      <p>Com a descrição deste caso pretende-se, além do relato da associação de duas malformações raras (SRC e agenesia do músculo depressor do ângulo da boca), alertar os pediatras e ortopedistas para a necessidade de despiste de outras malfor­mações e síndromas genéticos que se lhes poderão associar. </p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>DESCRIÇÃO DO CASO </b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Descreve-se o caso de uma menina de sete anos, cauca­siana, primeira &#64257;lha de pais saudáveis e não consanguíneos, fru­to de uma gravidez vigiada, com ecogra&#64257;as pré-natais descritas como normais. Nasceu de parto distócico (fórceps), às 40 sema­nas de gestação, com boa adaptação à vida extra-uterina, com 3730g (P75), 51cm de comprimento (P75) e perímetro cefálico de 34cm (P25). </p>      <p>Dos antecedentes familiares, a salientar: mãe, 32 anos, queratodermia palmoplantar, paralisia facial periférica aos sete anos que resolveu totalmente após &#64257;sioterapia; pai, 31 anos, saudável; irmão, quatro anos, queratodermia palmoplantar; avó materna com artrite reumatóide. </p>      <p>No período neonatal, foi constatada assimetria facial, mais evidente durante o choro, interpretada inicialmente como sendo de “origem posicional”. Não apresentava dismor&#64257;smos faciais. Manteve boa evolução estato-ponderal (peso no P25-50, estatura no P50) e um desenvolvimento psicomotor adequado à idade. </p>      <p>Aos seis meses, quando começou a bater palmas, os pais notaram que o fazia com o dorso das mãos e não com as pal­mas. Foi constatada limitação bilateral da prono-supinação. As radiogra&#64257;as dos antebraços revelaram SRC proximal bilateral. </p>      <p>Aos dezassete meses, mantinha a assimetria facial quando sorria/chorava, fazendo um movimento descendente do lábio do lado direito, mas não do esquerdo. Não havia perda da mímica facial, do lacrimejo ou alterações da salivação. O exame neu­rológico era normal. Realizou tomogra&#64257;a computorizada e res­sonância magnética cranio-encefálicas cujos resultados foram normais. A assimetria facial foi atribuída à agenesia do músculo depressor do ângulo da boca esquerdo. Pelo risco de associação a outras malformações, sobretudo cardíacas, realizou um ecocardiograma que excluiu cardiopatia. </p>      <p>Aos cinco anos, por dificuldades na articulação das palavras iniciou terapia da fala, com melhoria. Com essa idade, repetiu as radiogra&#64257;as dos antebraços (Figura 1). Dado conseguir realizar as suas actividades diárias, foi protelada a correcção cirúrgica para depois dos dezoito anos. </p>      <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/nas/v20n3/20n3a03f1.jpg"></p>     
<p><b>Figura 1 </b>– Radiogra&#64257;a do antebraço evidenciando sinostose radioulcubital proximal congénita. </p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Aos sete anos, numa nova reavaliação, mantinha “desvio” direito da boca quando sorria, com o lábio parecendo mais &#64257;no à esquerda, resultante da agenesia do músculo depressor do ângulo da boca esquerdo (Figura 2 A). Mantinha limitação bilateral da prono-supinação, resultante da SRC (Figura 2 B e C). </p>       <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/nas/v20n3/20n3a03f2.jpg"></p>     
<p><b>Figura 2. A) </b>Assimetria facial, evidente com o sorriso, com movimento descendente do lábio à direita (mas não à esquerda), ausência de ou­tras assimetrias faciais, presença da prega nasolabial. <b>B)</b> Posição &#64257;xa do antebraço bilateralmente. <b>C)</b> Incapacidade de realizar o movimento de pronação do antebraço, recorrendo a movimentos compensatórios da articulação do ombro. </p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>DISCUSSÃO </b></p>      <p>A SRC, deformidade rara<sup>(1)</sup>, com incidência desconhecida<sup>(9)</sup>, resulta da falha na segmentação longitudinal entre o rádio e o cúbito que ocorre, normalmente, na sétima semana de gesta­ção<sup>(4,10)</sup>. As causas são desconhecidas, podendo resultar de mu­tações espontâneas ou de uma base de transmissão genética (há casos com história familiar positiva e associação com algu­mas síndromes genéticas).<sup>(4,5) </sup></p>      <p>A SRC, embora presente ao nascimento, frequentemente só é diagnosticada quando se verifica limitação da prono-supinação<sup>(10)</sup>, numa idade média de seis anos (seis meses a 22 anos).<sup>(5) </sup></p>      <p>Não existe predomínio por nenhum sexo.<sup> (10)</sup> É maioritaria­mente bilateral (60-80%).<sup>(4,10) </sup></p>      <p>Embora possa ocorrer isoladamente, num terço dos casos, associa-se a outras malformações: musculo-esqueléticas (poli­dactilia, sindactilia, hipoplasia do primeiro dedo das mãos, fusão dos ossos cárpicos, luxação da anca, anomalias dos joelhos e hiperlaxidez ligamentar), gastrointestinais, cardíacas e neuro­lógicas<sup>(1,10)</sup>. Também se pode associar ao síndroma de Apert, síndroma de Carpenter, artrogripose, disostose mandibulofacial, acrocefaloindactilia, síndroma de William, síndroma de Klinefel­ter, síndroma de Holt-Oram e síndroma fetal alcoólico. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os dé&#64257;ces funcionais, resultantes da rotação anormal do antebraço, dependem da gravidade da deformidade (relaciona­da com o grau de pronação &#64257;xa) e da bilateralidade. Nos casos ligeiros, os dé&#64257;ces são, geralmente, compensados pelos movi­mentos das articulações adjacentes (escapular, gleno-umeral e radio-cárpica)<sup>(9)</sup>, nos graves (bilaterais e com hiperpronação &#64257;xa), os movimentos compensatórios poderão ser insu&#64257;cientes, podendo haver incapacidade para a realização de actividades simples como comer, escrever ou segurar objectos.<sup>(1,4,10,11) </sup></p>      <p>Embora seja assintomática e indolor, pode surgir dor se ocorrer subluxação da cabeça do rádio, comum na adolescên­cia, pelo que está indicado um controlo radiológico regular. Em doentes com mais idade, a dor pode surgir nas articulações ad­jacentes, devido aos movimentos compensatórios.<sup>(9) </sup></p>      <p>O tratamento cirúrgico tem como objectivo restabelecer a rotação do antebraço e prevenir a recorrência da anquilose.<sup>(10) </sup>As indicações, embora controversas, incluem a presença de hiperpronação e bilateralidade, com deformidade grave.<sup>(1,4)</sup> A de­cisão deve ter em conta a limitação funcional, a capacidade de realização das actividades diárias, o ambiente socio-cultural e a pro&#64257;ssão que o doente pretende exercer.<sup>(1,10) </sup>Alguns autores re­comendam a correcção cirúrgica entre os quatro e os dez anos.<sup>(1) </sup>No caso descrito, apesar da bilateralidade, a criança conseguia realizar todas as suas actividades, pelo que a correcção cirúrgica foi protelada. </p>      <p>Frequentemente, a correcção por exérese da barra não é bem sucedida, pelo que a maioria dos autores recomenda a os­teotomia de correcção com &#64257;xação em prono-supinação neutra/ funcional. </p>      <p>A agenesia do músculo depressor do ângulo da boca é uma anomalia facial <i>minor</i>, presente desde o período neonatal, carac­terizada pela assimetria facial durante o choro. Tem uma etiolo­gia multifactorial. É mais frequente do lado esquerdo e no sexo masculino (2:1).<sup>(6)</sup> Pode ser diferenciada da verdadeira paralisia facial com base na apresentação clínica típica, descrita anterior­mente. A electromiogra&#64257;a dos músculos faciais pode ajudar no diagnóstico. </p>      <p>É frequente a associação a outras malformações (70%): cervicofaciais (48%), cardiovasculares (44%), esqueléticas (22%), genito-urinárias (24%), do sistema nervoso central - SNC - (10%) e gastrointestinais (6%).<sup>(6,8)</sup> Estas crianças também po­derão apresentar má progressão ponderal e atraso psicomotor. Pelo exposto, é recomendada a pesquisa de malformações as­sociadas, particularmente cardiovasculares, a todos os recém­-nascidos com assimetria facial durante o choro. </p>      <p>No caso descrito, foram excluídas malformações do SNC e cardiopatia. Mas em associação à agenesia do músculo depressor do ângulo da boca, a criança apresentava uma malformação esquelética (SRC). </p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>COMENTÁRIOS FINAIS </b></p>      <p>A SRC, deformidade rara do antebraço, geralmente proximal e bilateral, pode associar-se a outras malformações musculo-esqueléticas, neurológicas, gastrointestinais ou cardíacas e a síndromes genéticas. A realização das actividades diárias pode &#64257;car comprometida. Nos casos de deformidade severa, com hiperpronação e bilateralidade, o tratamento deverá ser cirúrgico, entre os quatro e dez anos. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A agenesia do músculo depressor do ângulo da boca é uma anomalia facial rara, sendo mais frequente à esquerda. Está pre­sente desde o nascimento, embora o diagnóstico seja, frequentemente, tardio. Distingue-se da paralisia facial verdadeira pela sua clínica típica: movimento descendente do lábio do lado não afectado durante o choro, permanecendo o outro lado imóvel; ausência de outras assimetrias faciais; presença de rugas frontais, encerramento palpebral completo e simétrico, presença da prega nasolabial. </p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>BIBLIOGRAFIA </b></p>        <!-- ref --><p>1. Farzan M, Kh Daneshjou, SMJ Mortazavi, R Espandar. Con­genital radioulnar synostosis, a report of 11 cases and review of literature. Acta Medica Iranica 2002;40:126-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000066&pid=S0872-0754201100030000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <p>2. Sacher K, Akelman E, Ehrlich MG. Radioulnar synostosis. Hand Clinic 994;10:399-404. </p>      <!-- ref --><p>3. Elliott AM, Kibria L, Reed MH. The developmental spectrum of proximal radioulnar synostosis. Skeletal Radiol 2010;39:49-54.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000069&pid=S0872-0754201100030000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>4. El-Adl W. Two-stage double-level rotational osteotomy in the treatment of congenital radioulnar synostosis. Acta Orthop Belg 2007;73:704-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000071&pid=S0872-0754201100030000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>5. Cleary JE, Omer GE. Congenital proximal radioulnar synostosis. Natural history and functional assessment. J Bone Joint Surg 1985;67:539-45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000073&pid=S0872-0754201100030000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>6. Lin DS, Huang FY, Lin SP, Chen MR, Kao HA, Hung Y, Hsu CH. Frequency of associated anomalies in congenital hypoplasia of depressor anguli oris muscle: A study of 50 patients. Am J Med Genet 1997;71:215-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S0872-0754201100030000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>7. Papadatos C, Alexiou D, Nicolopoulos D, Mikropoulos H, Ha­dzigeorgiou E. Congenital hypoplasia of depressor anguli oris muscle. A genetically determined condition? Arch Dis Child 1974;49:927-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S0872-0754201100030000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>8. Shapira M, Borochowitz ZU. Asymmetric Crying Fácies. NeoReviews 2009;10:e502-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S0872-0754201100030000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>9. Kasten P, Rettig O, Loew M, Wolf S, Raiss P. Three-dimensional motion analysis of compensatory movements in patients with radioulnar synostosis performing activities of daily living. J Orthop Sci 2009;14:307-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S0872-0754201100030000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>10. Kao HK, Chen HC, Chen HT. Congenital Radioulnar Synostosis treated using a microvascular free fasio-fat &#64258; ap. Chang Gung Med J 2005;28:117-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S0872-0754201100030000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>11. Karatosun V, Gunal I, Manisali M, Unver B, Basoglu E. Congenital radioulnar synostosis: a case report of a probable sub­type. J Orthop Sci 2004;9:314-26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S0872-0754201100030000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="0"></a><a href="#top0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>      <p>Susana Margarida Nabais Gomes Nobre </p>     <p>E-mail: <a href="mailto:susananobre14@gmail.com">susananobre14@gmail.com</a></p>       ]]></body><back>
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