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<institution><![CDATA[,Universidade de Lisboa Faculdade de Medicina Clínica Universitária de Pediatria]]></institution>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Hipotermia induzida na encefalopatia hipóxico-isquémica </b></p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>André Mendes da Graça<sup>1,2</sup>, Isabel Sampaio<sup>1</sup>, Carlos Moniz<sup>1,2 </sup></b></p>      <p><sup>1 </sup>S. Neonatologia, Dep. Pediatria, HS Maria, CHLN, EPE. </p>      <p><sup>2 </sup>Clínica Universitária de Pediatria, Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa </p>      <p><b><a name="top0" id="top0"></a><a href="#0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>       <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>RESUMO </b></p>      <p>A hipotermia induzida (HI) é considerada actualmente a terapêutica neuroprotectora de eleição para a encefalopatia hipoxico-isquémica (EHI) moderada a grave no recém-nascido (RN) de termo, já existindo experiência considerável na sua utilização em contexto clínico. Consiste na redução da temperatura corporal para valores entre 33 e 34ºC durante 72 horas, seguida de um reaquecimento progressivo. </p>      <p>No momento actual tornou-se crucial que todos os médicos que prestam assistência ao recém-nascido conheçam as indica­ções para este tratamento e as especificidades da abordagem inicial destes doentes, sendo imprescindível iniciar medidas de hipotermia passiva no local de nascimento, que devem ser man­tidas durante o transporte. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O primeiro programa nacional de HI na EHI iniciou-se na Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais do Serviço de Neo­natologia do Hospital de Santa Maria (UCIN-HSM) em Novembro de 2009. Foram tratados nos primeiros 18 meses do programa 29 doentes oriundos de todo o território continental do país. A mediana da idade gestacional foi de 39 semanas, identificando-se um evento agudo intra-parto em cerca de um terço dos ca­sos. Todos necessitaram de reanimação avançada e apresenta­ram evidência de acidose metabólica na primeira hora de vida. Na admissão metade apresentavam encefalopatia grave, nove moderada e seis ligeira. A hipotermia passiva iniciou-se no hos­pital de origem antes das três horas de vida e a hipotermia activa iniciou-se sempre antes das 12 horas de vida (mediana de seis horas). Durante o tratamento todos os RN estiveram monitoriza­dos com electroencefalograma de amplitude integrada (aEEG), sedados e com suporte ventilatório. Ocorreram convulsões em 22 RN, hipotensão arterial em 21 e insuficiência renal aguda em nove. O prognóstico baseado na evolução clínica, na monitoriza­ção com aEEG e na RMN-CE, considerou-se favorável em oito RN, intermédio em quatro e adverso em 12 casos. Cinco RN faleceram, dois ainda durante o tratamento. </p>      <p>A implementação do programa de hipotermia na UCIN-HSM permitiu o acesso dos RN portugueses à única terapêutica eficaz na EHI. Apesar de alguns RN terem nascido a grande distância de Lisboa, foi possível iniciar sempre a HI dentro da janela terapêuti­ca. Tratou-se de um grupo de RN gravemente doentes, frequente­mente com falência multiorgânica e sujeitos a alterações na &#64257;siologia de vários órgãos e sistemas condicionadas pela hipotermia. Ao longo do tempo, a par de um aumento no número de doentes referenciados, verificamos um aumento relativo dos casos menos graves, o que re&#64258;ecte um aumento da sensibilidade dos pediatras para a importância de referenciar atempadamente estes doentes para uma UCIN com programa de hipotermia. </p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>INTRODUÇÃO </b></p>      <p><b>Conceitos e epidemiologia </b></p>      <p>A encefalopatia neonatal consiste num síndroma caracte­rizado por disfunção neurológica com início no primeiro dia de vida, que se manifesta por dificuldade em iniciar e manter a res­piração, diminuição do tónus e re&#64258;exos, depressão do estado de cons ciência e convulsões<sup>(1)</sup>. O termo encefalopatia hipoxico­-isquémica (EHI) diz respeito aos casos de encefalopatia ne­onatal em que exista evidência clara de um evento hipoxico­-isquémico recente na etiologia do quadro clínico<sup>(2)</sup>, devendo ser evitada a utilização generalizada do termo asfixia perinatal na descrição da situação clínica destes doentes. </p>      <p>A incidência estimada da encefalopatia neonatal varia entre um a oito por 1000 nascimentos e é uma causa importante de morbilidade e mortalidade<sup>(3,4)</sup>. Apesar da melhoria dos cuidados de saúde perinatais nos países desenvolvidos, a sua incidência mantém-se elevada (um a dois casos por 1000 nascimentos)<sup>(2)</sup>. Não existindo números publicados que permitam avaliar a nos­sa realidade, mas sendo a incidência de EHI inversamente pro­porcional à qualidade dos cuidados perinatais, podemos estimar que a incidência em Portugal seja comparável aos melhores resultados publicados na literatura, pelo que nascerão anualmente pelo menos 100 RN em Portugal com esta situação clínica. </p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>Fisiopatologia </b></p>      <p>A &#64257;siopatologia da lesão celular na EHI inclui um padrão bifásico de morte celular<sup>(3)</sup>, sabendo-se que o período mais rele­vante para o estabelecimento da lesão neuronal ocorre após a recuperação da hipoxia<sup>(4)</sup>. Numa primeira fase ocorre morte celu­lar por falência energética secundária a uma depleção de adeno­sina trifosfato (ATP) provocada pela hipoxia (o que origina lesão membranar, acumulação intracelular de cálcio, sódio e água, edema citotóxico e morte celular necrótica). Com a reanimação ocorre a reperfusão e a reoxigenação dos tecidos comprometi­dos, iniciando-se uma série complexa de processos bioquímicos interligados entre si e que levam a uma morte celular secundá­ria. Estes processos incluem a formação de radicais livres e a acumulação de neurotransmissores excitatórios como o gluta­mato e citoquinas pro-in&#64258;amatórias, e condicionam disfunção micro-circulatória cerebral, lesão celular directa e estimulação da apoptose<sup>(4)</sup>. O processo de lesão celular secundária prolonga-se por várias horas após a agressão inicial, constituindo uma janela de oportunidade para a intervenção terapêutica<sup>(3,5)</sup>. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sobre os mecanismos enunciados foram testadas nas últi­mas décadas várias terapêuticas farmacológicas de forma a ten­tar evitar o estabelecimento da lesão secundária (alopurinol<sup>(6)</sup>, sulfato de magnésio<sup>(7)</sup>, bloqueadores dos canais de cálcio<sup>(8)</sup>, anti-convulsivantes<sup>(9)</sup> e eritropoietina<sup>(10)</sup>). No entanto, e apesar de algumas se terem revelado promissoras numa fase inicial, nenhuma mostrou benefícios consistentes. </p>      <p>Por outro lado, a hipotermia induzida, que foi objecto de múltiplos ensaios clínicos aleatorizados na última década<sup>(11-15)</sup>, viu demonstrada a sua eficácia e segurança, estabelecendo-se como uma técnica segura e eficaz na redução do risco de morte ou sequelas na EHI moderada a grave em recém-nascidos (RN) de termo sujeitos a asfixia perinatal aguda, o que foi confirmado por meta-análises<sup>(16 -17)</sup>. A hipotermia actua através de diversos mecanismos, tais como a diminuição do metabolismo cerebral, a redução do edema cerebral citotóxico, a redução da pressão intracraniana e a inibição da apoptose<sup>(4,18-21)</sup>. </p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>Evidência científica </b></p>      <p>A evidência científica em que se baseia a recomendação para a utilização da hipotermia induzida passou por 3 fases dis­tintas: os estudos no modelo animal, os estudos de segurança em pequenos grupos<sup>(22-24) </sup>e os grandes estudos aleatorizados de eficácia com seguimento até aos 18 meses de idade. A grande maioria dos estudos utilizou uma redução da temperatura cor­poral em três a quatro graus Celsius iniciada nas primeiras seis horas de vida e mantida por um período até 72 horas. Apesar de algumas diferenças metodológicas, os estudos são muito seme­lhantes entre si nos critérios de inclusão e exclusão de doentes e nos aspectos técnicos do tratamento, sendo incluídos RN com evidência clínica de asfixia (necessidade de reanimação prolon­gada, índice de Apgar baixo) ou acidose metabólica grave na primeira hora de vida (pH inferior a sete ou dé&#64257;ce de bases supe­rior a 16 mmol/l), e que apresentassem clínica de encefalopatia moderada a grave ou convulsões<sup>(11-13)</sup>. Em três dos estudos a existência de encefalopatia tinha de ser confirmada através de uma monitorização de electroencefalograma de amplitude inte­grada (aEEG) por um período de 30 minutos antes de iniciar o tratamento. Os métodos de obtenção da hipotermia consistiram no arrefecimento corporal total com recurso a um colchão de ar­refecimento ou na hipotermia cerebral selectiva com recurso a um capacete de arrefecimento. O objectivo primário analisado foi o mesmo nos três estudos com seguimento a médio prazo: redução da morte ou sequelas graves do neurodesenvolvimento aos 18 meses. </p>      <p>A confiança nos resultados obtidos assenta na elevada qualidade metodológica, na adesão quase universal ao segui­mento aos 18 meses (superior a 95%) e na grande consistên­cia dos resultados<sup>(14-17)</sup>, todos apontando para uma redução da morte ou sequelas, embora apenas um destes tenha atingido significância estatística para o objectivo primário. A semelhança metodológica permitiu a elaboração de uma meta-análise, que inclui 767 recém-nascidos seguidos até aos 18 meses em três estudos aleatorizados, e que demonstrou uma redução na ocor­rência de morte ou sequelas graves do desenvolvimento psico­-motor com um número necessário tratar de nove<sup>(17)</sup>. Entre os sobreviventes observou-se uma redução de sequelas graves e de paralisia cerebral e um aumento da sobrevivência sem seque­las aos 18 meses superior a 50%<sup>(17)</sup>. Na análise da mortalidade e efeitos secundários do tratamento, foram incluídos mais três estudos perfazendo um total de 1320 recém-nascidos. Não fo­ram observados efeitos secundários clinicamente significativos na aplicação desta técnica a RN de termo<sup>(14-17)</sup>. Como esperado, está descrita uma diminuição da frequência cardíaca sem reper­cussão hemodinâmica (tipicamente uma diminuição de dez batimentos por minuto por cada grau de redução da temperatura), trombocitopenia ligeira, alterações da coagulação e hipocaliémia ligeiras. No entanto, nenhum dos estudos foi desenhado para detectar complicações pouco frequentes e, embora a hipotermia já esteja a ser utilizada fora do contexto de estudos há mais de dois anos sem evidência de complicações significativas nos registos existentes<sup>(25)</sup>, ainda é necessário acumular mais experiên­cia sobretudo na sua aplicação a RN com patologia associada como a hipertensão pulmonar e a isquémia miocárdica. </p>      <p>Assim, perante a evidência de segurança e eficácia e na ausência de outras intervenções terapêuticas disponíveis, esta técnica tem sido crescentemente utilizada no contexto clínico<sup>(25-30) </sup>e foi considerada recentemente uma abordagem recomendável<sup>(29)</sup> no tratamento de recém-nascidos com ence­falopatia hipoxico-isquémica moderada a grave, devendo ser oferecida a todos os recém-nascidos com esta entidade que preencham critérios de inclusão semelhantes aos utilizados nos grandes estudos. </p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>HIPOTERMIA NO CONTEXTO CLÍNICO E EXPERIÊNCIA DA UCIN-HSM </b></p>      <p><b>Critérios para iniciar tratamento </b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os critérios adoptados na UCIN-HSM são muito semelhan­tes aos critérios utilizados no Reino Unido<sup>(13,37)</sup>, que nos pare­ceram adequados e completos. Assim, devem ser tratados com hipotermia induzida os recém-nascidos com 36 ou mais sema­nas de idade gestacional, com menos de 6 horas de vida no momento da referenciação e que apresentem pelo menos um critério de cada uma das seguintes categorias: </p>      <p>a) Critérios sugestivos de asfixia </p>      <p>Índice de Apgar igual ou inferior a 5 aos 10 minutos de vida </p>      <p>Necessidade continuada de reanimação aos 10 minutos de vida </p>      <p>pH &lt; 7.0 no sangue do cordão ou na primeira hora de vida </p>      <p>– Dé&#64257;ce de bases &#8805; 16 mM no sangue do cordão ou na primeira hora de vida </p>      <p>b) Encefalopatia ou convulsões </p>      <p>c) Electroencefalograma de amplitude integrada (aEEG) com alteração da actividade de base e/ou convulsões </p>      <p>&nbsp;</p>      <p>Sendo a hipotermia neste momento o único tratamento disponível e tendo em conta a sua segurança, é compreensível que se considere a sua utilização em casos particulares que não preencham os critérios publicados. Tem sido sobretudo discu­tida a utilização em RN com 35 semanas<sup>(30,31)</sup>, em RN que se apresentam depois das seis horas de vida<sup>(32,33) </sup>e em RN com malformações congénitas ou patologia cirúrgica, assim como em casos de enfarte cerebral perinatal e paragem cardio-respiratória pós-natal<sup>(34 -36)</sup>. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A aplicação desta técnica fora dos protocolos publicados é aceitável, mas requer a obtenção de consentimento informado e </p>      <p>o esclarecimento dos pais acerca da ausência de evidência científica da segurança e eficácia da terapêutica naquele contexto. </p>      <p>Na nossa experiência todos os casos apresentaram os cri­térios de inclusão prede&#64257;nidos, à excepção de um RN que foi tratado após uma paragem cardiorrespiratória pós-natal precoce de difícil recuperação, à qual se seguiu um quadro de encefalopatia. Em todos os recém-nascidos tratados houve evidência de acidose metabólica na gasimetria efectuada na primeira hora de vida, com pH entre 6.50-7.20 (mediana de 6.96) e dé&#64257;ce de bases entre 4.6 a 27.7 mEq/l (mediana de 18 mEq/l). O índice de Apgar foi muito variável, apresentando medianas de 2, 4 e 5 aos 1, 5 e 10 minutos, respectivamente. </p>      <p>Na admissão catorze RN (48%) apresentavam encefalopatia grave (coma, hipotonia, sem movimentos espontâneos, re&#64258;e­xos primitivos ou respiração autónoma). Destes RN, treze (93%) apresentaram padrões de aEEG gravemente alterados (supressão ou surto-supressão) e num caso (7%) o traçado de base estava moderadamente alterado. </p>      <p>Nove RN (31%) apresentavam clínica de encefalopatia moderada (letargia, hipotonia, movimentos espontâneos raros, re&#64258;exos primitivos diminuídos e convulsões frequentes). Todos tinham alterações no aEEG (dois com traçado de base normal com convulsões eléctricas, dois com alterações moderadas, quatro com surto-supressão, um com traçado de supressão). </p>      <p>Seis RN (21%) apresentavam na admissão clínica de en­cefalopatia ligeira (irritabilidade, tónus normal ou hipertonia, re&#64258;exos primitivos presentes e convulsões pouco frequentes). Utilizando unicamente critérios clínicos estes bebés não teriam sido tratados, mas todos apresentavam alterações no aEEG que aconselhavam a sua inclusão no tratamento (metade com padrão de surto supressão e a outra metade com evidência de convulsões). </p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>Cuidados imediatos ao recém-nascido no hospital de origem e transporte </b></p>      <p>Dado que a hipotermia só deve ser realizada em centros de referência, é natural que a maioria destes RN venha a nas­cer fora destes centros. Assim, é crucial que todos os pediatras que prestam assistência a recém-nascidos numa sala de partos conheçam as indicações para este tratamento. As manobras de reanimação devem ser executadas de acordo com os protocolos locais, embora se defenda a suspensão das medidas de aqueci­mento aos dez minutos de vida quando se considera a indicação para este tratamento. Após a admissão na unidade de Neonatologia do hospital onde nasce o RN a situação clínica deverá ser discutida com o centro de tratamento. Confirmada a indica­ção para o tratamento devem ser desligadas todas as fontes de aquecimento activo, iniciada a monitorização da temperatura (monitorização contínua se possível ou então intermitente cada quinze minutos), devendo-se manter a temperatura corporal entre 34 e 35ºC (hipotermia passiva). Este nível de hipotermia corresponde na maioria dos casos à temperatura que um RN com EHI atinge se não for aquecido, sendo algumas vezes ne­cessário recorrer à utilização de uma ou mais mantas para evi­tar hipotermia excessiva. O inverso tende a ocorrer com menos frequência, estando indicado colocar sacos com água fria perto do RN, mas sem contacto directo e sempre com monitorização contínua ou muito frequente da temperatura central. A aplicação das medidas referidas de monitorização da temperatura e de hi­potermia passiva devem manter-se durante o transporte até ao centro de tratamento. </p>      <p>Na nossa casuística apenas dois casos nasceram no nosso hospital, sendo todos os outros transferidos de diversos hospitais de todo o território continental (Região Norte – 10, Lisboa e Vale do Tejo – 18, Algarve – 1). Todos iniciaram hipotermia passiva no hospital de origem e durante o transporte, sendo a temperatura central mediana na admissão de 34ºC. Todos iniciaram hipoter­mia activa antes das 12 horas de vida (média 5,9) e apenas num caso houve necessidade de transporte por via aérea. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>Evolução neurológica e avaliação do prognóstico </b></p>      <p>A determinação do prognóstico neurológico de um RN com EHI faz-se com uma análise conjunta de vários parâmetros com valor prognóstico bem estabelecido nesta situação. As maiorias desses factores são determináveis à cabeceira do doente, e vão desde avaliações neurológicas padronizadas, cuja fiabilidade está limitada pela utilização de sedação (como os métodos descritos por Thompson, Dubowitz e Prechtl),<sup>(38 -42)</sup> até à ecogra&#64257;a cerebral com Doppler<sup>(43)</sup>, passando pela monitorização contínua da função cerebral com o aEEG, cuja normalização nas primeiras horas apresenta uma correlação prognóstica bastante favorável<sup>(44 -47)</sup>. </p>      <p>A ressonância magnética (RM) constitui o exame de refe­rência na definição do prognóstico na EHI, existindo padrões de lesão bem definidos, com elevada sensibilidade e especificidade na determinação do prognóstico<sup>(48,49)</sup>, permitindo igualmente o diagnóstico diferencial com outras causas de encefalopatia neo­natal. A RM com a &#64257;nalidade de determinar o prognóstico neuro­lógico está recomendada na segunda semana de vida, altura em que o RN habitualmente está mais estável e momento utilizado na maioria dos estudos de prognóstico. A RM nesta idade permi­te igualmente datar adequadamente as lesões<sup>(50)</sup>, o que pode ser útil em casos de litígio judicial. A realização da RM convencional nos primeiros dois dias de vida torna difícil a sua interpretação, mas a utilização de sequências especiais (como a difusão e a espectroscopia) pode ser útil, nomeadamente em casos em que se pondere a instituição de cuidados paliativos<sup>(51,52)</sup>. Embora o processo de transporte de um RN muito instável à unidade de RM seja muito complexa, está disponível no mercado material compatível com a realização de RM em recém-nascidos gravemente doentes. </p>      <p>Na nossa experiência, dos 22 RN com encefalopatia mode­rada a grave à entrada, todos menos um apresentavam aEEG com alterações graves ou moderadas. Por outro lado, 3 dos 6 RN com encefalopatia classificada como ligeira apresentavam aEEG com um padrão grave de surto -supressão, o que demons­tra bem a fragilidade da classificação clínica e a objectividade do aEEG como ferramenta de inclusão no protocolo. Por outro lado, não foram tratados outros 6 RN com quadros de encefalopatia ligeira que se apresentaram com aEEG normal. </p>      <p>Em termos de evolução neurológica e prognóstico, dos RN com aEEG severamente alterado à entrada, aqueles que não normalizaram o seu padrão de aEEG (65%) ou faleceram (31%) ou apresentaram RM com alterações geralmente indicadoras de mau prognóstico, à excepção de um caso. Dos RN que normali­zaram o aEEG até às 48 horas, 43% apresentaram RM normais e outros 29% apresentaram RM com padrão de moderada gra­vidade, pelo que apenas 28% têm uma forte probabilidade de sequelas major. </p>      <p>Os RN com padrões de aEEG moderados à entrada foram apenas 4 e a evolução do aEEG nestes casos foi determinante para os achados de RM, sendo que os que normalizaram o pa­drão foram os que vieram a ter RM normais. </p>      <p>Os RN sem alterações na actividade de base do aEEG, in­cluídos no protocolo devido à presença de convulsões, mantive­ram a normalidade do aEEG e tiveram uma RM normal em 75% dos casos e alterações moderadas em 25%. </p>      <p>A existência de convulsões clínicas ou no aEEG tem muito menos importância prognóstica do que a actividade de base. No entanto, na nossa série as convulsões ocorreram em 59% dos casos, sobretudo no primeiro dia de vida, por vezes antes do início da monitorização com aEEG. Ao longo dos dias de tra­tamento as convulsões diminuíram de frequência, ressurgindo durante o reaquecimento em apenas 3 casos. A maioria dos RN com convulsões (65%) necessitou de dois anti-convulsivantes para o controlo, habitualmente fenobarbital (primeira linha) e midazolan (segunda linha). Raramente foram utilizados outros anti-convulsivantes como o clonazepan ou a fenitoína, para os quais existe menos experiência no contexto de programas de hipotermia induzida. </p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Aspectos sistémicos do tratamento com hipotermia induzida </b></p>      <p>Os RN com EHI moderada a grave caracterizam-se por um quadro neurológico com envolvimento de múltiplos órgãos e sistemas, requerendo cuidados intensivos. As alterações &#64257;sioló­gicas provocadas pela redução da temperatura corporal tornam ainda mais complexa a monitorização e tratamento destes doen­tes. Para além disso, e devido à patologia de base, torna-se particularmente importante preservar a perfusão cerebral e entrega de oxigénio e nutrientes aos tecidos, sendo fundamental para esse &#64257;m manter uma pressão arterial normal, a normoglicemia, boa oxigenação e a normocapnia<sup>(37)</sup>. </p>      <p>A grande maioria dos RN (86%) estiveram com ventilação invasiva durante os 3 dias de tratamento, sobretudo devido à sedação, que foi utilizada em todos os casos com mor&#64257;na em perfusão contínua entre 10 e 20 mcg/kg/h. No nosso hospital não temos disponível a monitorização dos níveis de mor&#64257;na re­comendada por alguns autores<sup>(53)</sup>, mas utilizamos sempre a dose mínima necessária para evitar os sinais de desconforto do RN. </p>      <p>A hipotensão foi registada sobretudo no primeiro dia de tra­tamento (62%), diminuindo de prevalência ao longo do tratamen­to. Do ponto de vista da necessidade de suporte inotrópico, 72% dos RN necessitaram combinações e doses variáveis de dopa­mina e dobutamina. A bradicardia sinusal é um efeito esperado da hipotermia e ocorreu em todos os casos. </p>      <p>A insu&#64257;ciência renal, definida por oligúria e creatinina sérica superior a 1,5 mg/dl depois do primeiro dia de vida, ocorreu em 31% dos casos. Houve necessidade de tratamento com resinas permutadoras de potássio em dois RN e de instituir diálise peri­toneal num RN. </p>      <p>Em todos os RN foi iniciada antibioticoterapia no primeiro dia de vida, pela dificuldade em excluir sépsis nestes RN gra­vemente doentes. Os valores de proteína C reactiva foram su­periores a 2 mg/dl em 38% dos casos e houve isolamento de agente na hemocultura em apenas 7%. </p>      <p>Em relação a outras comorbilidades ocorridas no nosso grupo de doentes, destaca -se a ocorrência de pneumotórax num caso, hipertensão pulmonar com necessidade de terapêutica com óxido nítrico inalado em dois casos, abcesso sub-frénico num RN e perfuração intestinal espontânea num RN já após o período de hipotermia. </p>      <p>O reaquecimento até aos 37ºC de temperatura rectal demo­rou entre 12 a 40 horas (mediana 24 horas). As complicações des­critas neste período ocorreram em quatro RN (convulsões em três, hipotensão em dois, convulsões e hipotensão apenas em um). </p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>CONCLUSÕES </b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A EHI mantém-se uma causa importante de morte e se­quelas no desenvolvimento psicomotor apesar da melhoria dos cuidados perinatais. A hipotermia induzida demonstrou ser uma terapêutica segura e eficaz no tratamento da EHI, sendo conside­rada recentemente terapêutica de eleição que deve ser oferecida a todos os RN com EHI moderada a grave. Esta recomendação é baseada na evidência obtida em estudos aleatorizados de ele­vada qualidade, que mostraram de forma consistente a redução da mortalidade e sequelas graves e um aumento considerável da sobrevivência sem sequelas nos RN tratados com hipotermia, para além de um per&#64257;l de segurança tranquilizador. </p>      <p>Apesar das vantagens da hipotermia referidas, ainda restam 40% de morte ou incapacidade grave nos RN com encefalopatia moderada a grave tratados com hipotermia, justi&#64257;cando que se invista na investigação de outras terapêuticas neuroprotectoras complementares à hipotermia. </p>      <p>A técnica deve ser executada em hospitais de apoio perina­tal diferenciado, que disponham de capacidade de monitorização neurológica intensiva, designadamente pela capacidade de monitorização contínua do aEEG. Por outro lado, a possibilidade de comorbilidades neurológicas ou diagnósticos alternativos tornam essencial a existência de uma equipa pluridisciplinar que permita optimizar o diagnóstico e tratamento de comorbilidades e complicações, assim como o estabelecimento de um prognóstico adequado precocemente. </p>      <p>A nossa casuística referente aos primeiros 18 meses do nos­so programa corresponde já a um número considerável de doentes tratados, tendo em conta que o recomendado internacionalmente é um mínimo de 10 doentes tratados por ano para que uma unida­de tenha a experiência suficiente na aplicação desta terapêutica. Apesar da proveniência variada dos doentes referenciados, todos os RN chegaram ao centro de tratamento dentro do intervalo te­rapêutico recomendado. Verificámos um predomínio dos casos de encefalopatia grave, sobretudo nos primeiros meses do programa. Com a divulgação crescente da técnica junto aos centros refe­renciadores, verificou-se, sobretudo no último semestre analisado, um aumento dos casos referenciados com encefalopatia modera­da, a par do aumento de referenciações. </p>      <p>Para a análise dos nossos dados, ainda não temos dispo­nível o resultado do seguimento clínico a médio ou longo prazo, mas é lícito utilizar a previsão do prognóstico com base nos re­sultados da RM na segunda semana de vida, dada a elevada sensibilidade e especificidade já demonstradas em estudos alar­gados. Em relação aos dados publicados na meta-análise dos estudos de hipotermia induzida, a nossa população apresenta maior incidência da combinação de mortalidade e sequelas neu­rológicas, maior taxa de sequelas neurológicas e menor mortali­dade, o que pode ser explicado pela maior proporção de casos muito graves na nossa casuística. </p>      <p>Sendo a hipotermia neste momento o único tratamento dis­ponível e tendo em conta a sua segurança, é compreensível que se considere a sua utilização em casos particulares que não pre­encham inteiramente os critérios publicados, como foi o caso do recém-nascido admitido após paragem cardio-respiratória pós­-natal. A aplicação desta técnica fora dos protocolos publicados é aceitável, mas requer a obtenção de consentimento informado e o esclarecimento dos pais acerca da ausência de evidência da eficácia da terapêutica naquele contexto. </p>      <p>Da análise dos nossos resultados &#64257;ca claro a vantagem da multidisciplinaridade da equipa de trabalho na abordagem destes recém-nascidos com doença grave e envolvimento de múltiplos sistemas. Foi necessário o apoio da Nefrologia pedi­átrica em vários casos com instituição de diálise peritoneal em um recém-nascido, apoio de Cardiologia Pediátrica, Neuropedia­tria e Neurorradiologia em todos os doentes, Neurocirurgia num caso e Cirurgia Pediátrica num caso. Salientamos a importância de um seguimento a longo prazo por uma equipa multidisciplinar, envolvendo sempre, além do Neonatologista, especialistas em Neuropediatria e Pediatria do Desenvolvimento, além de outras especialidades em alguns casos com sequelas orgânicas não neurológicas, como é o caso da Nefrologia. </p>      <p>A organização regional dos programas de hipotermia é for­temente recomendável, sendo que a decisão em estabelecer o primeiro centro a disponibilizar a técnica na nossa unidade se prendeu com a necessidade urgente em oferecer a técnica aos recém-nascidos portugueses, a posição geográfica central no país do nosso hospital e a existência de heliporto (o que per­mite receber em tempo útil RN nascidos em qualquer ponto do território português), e com a certeza de que o nosso serviço dispunha de todas as condições obrigatórias e facultativas para o estabelecimento deste programa, designadamente o contacto privilegiado com um dos centros com mais experiência a nível mundial, fizeram com que o nosso serviço não tivesse dúvidas de que dispunha de condições para implementar o primeiro pro­grama de hipotermia em Portugal. </p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>BIBLIOGRAFIA </b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>1. Nelson KB, Leviton A. How much of neonatal encephalopathy is due to birth asphyxia? <i>Am J Dis Child</i> 1991;145:1325-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S0872-0754201100030001500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>2. Kurinczuk J, White-Koning M, Badia N. Epidemiology of ne­onatal encephalopathy and hypoxic-ischaemic encephalopa­thy. <i>Ear Hum Dev</i> 2010;86:329-38.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S0872-0754201100030001500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>3. Gluckman P, Pinal C, Gunn A. Hypoxic-ischemic brain injury in the newborn: pathophysiology and potential strategies for intervention. <i>Sem Neonatol</i> 2001;6(2):109-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S0872-0754201100030001500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. Drury P, Bennet L, Gunn A. Mechanisms of hypothermic neuroprotection. <i>Semin Fetal Neonat Med</i> 2010; 15: 287-92.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S0872-0754201100030001500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>5. Perlman, JM. Intervention strategies for neonatal hypoxic­-ischemic cerebral injury. <i>Clin Ther </i>2006;28(9):1353-65.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S0872-0754201100030001500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>6. Van Bel F, Shadid M, Moison RM, Dorrepaal CA, Fontijn J, Monteiro L <i>et al</i>. Effect of allopurinol on postasphyxia free radical formation, cerebral hemodynamics and electrical brain activity. <i>Pediatrics </i>1998;101:185-93.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0872-0754201100030001500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>7. Ichiba H, Tamai H, Negishi H, Ueda T, Kim TJ, Sumida Y, <i>et al</i>. Randomized controlled trial of magnesium sulfate infusion for severe birth asphyxia. <i>Pediatr Int</i> 2002;44:505-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0872-0754201100030001500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>8. Levene MI, Gibson NA, Fenton AC Papathoma E, Barnett D. The use of calcium channel blocker, nicardipine, for asphyxia­ted newborn infants. <i>Dev Med Child Neurol</i> 1990;32:567-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0872-0754201100030001500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9. Evans DJ, Levene MI, Tsakmakis M. Anticonvulsants for preventing mortality and morbidity in full term newborns with perinatal asphyxia. <i>Cochrane Database Syst Rev </i>2007;3(CD001240).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0872-0754201100030001500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10. Zhu C, Kang W, Xu F, Cheng X, Zhang Z, Jia L<i> et al</i>. Erythropoie­tin improved neurologic outcomes in newborns with hypoxic­-ischemic encephalopathy. <i>Pediatrics</i> 2009;124(2):218-26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0872-0754201100030001500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>11. Shankaran S, Laptook AR, Ehrenkranz RA, Tyson JE, McDo­nald SA, Donovan EF <i> et al</i>. Whole-body hypothermia for neo­nates with hypoxic-ischemic encephalopathy. <i>N Engl J Med</i>. 2005;353:1574-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0872-0754201100030001500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>12. Gluckman PD, Wyatt JS, Azzopardi D,      Ballard R, Edwards AD, Ferriero DM <i>et al</i>. Selective head cooling      with mild syste­mic hypothermia after neonatal encephalopathy: multicentre      randomized trial. <i>Lancet </i>2005;365:663-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0872-0754201100030001500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>13. Azzopardi DV, Strohm B, Edwards AD,      Dyet L, Halliday HL, Juszczak E <i>et al</i>. Moderate hypothermia to      treat pe­rinatal asphyxial encephalopathy. <i>N Eng J Med</i> 2009.      361(14):1349-58.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0872-0754201100030001500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>14. Jacobs S, Hunt R, Tarnow-Mordi W,      Inder T, Davis P. Cooling for newborns with hypoxic ischaemic      encephalopathy. <i>Co­chrane Database Syst Rev</i> 2007;4(CD003311).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0872-0754201100030001500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>15. Shah PS, Ohlsson A, Perlman M.      Hypothermia to treat ne­onatal hypoxic ischemic encephalopathy: systematic      review. <i>Arch Pediatr Adolesc Med</i> 2007;161(10):951-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0872-0754201100030001500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>16. Schulzke SM, Rao S, Patole SK. A      systematic review of coo­ling for neuroprotection in neonates with hypoxic      ischemic en­cephalopathy - are we there yet? <i>BMC Pediatr</i> 2007;7: 30-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0872-0754201100030001500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>17. Edwards AD, Brocklehurst P, Gunn      AJ, Halliday H, Juszczak E, Levene M <i>et al</i>. Neurological outcomes      at 18 months of age after moderate hypothermia for perinatal hypoxic-ischaemic      encephalopathy: synthesis and meta -analysis of trial data. <i>BMJ</i>      2010;340:63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0872-0754201100030001500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>18. Edwards D, Mehmet H. Apoptosis in      perinatal hypoxic is­chaemic cerebral damage. <i>Neuropathol Appl      Neurobiol </i>1996;22(6):494-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0872-0754201100030001500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>19. Gunn A, Gunn T. The pharmacology of      neuronal rescue with cerebral hypothermia. <i>Ear Hum Dev</i>      1998;53(1):19-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0872-0754201100030001500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>20. Roka A, Azzopardi D. Therapeutic      hypothermia for neo­natal hypoxic ischaemic encephalopathy. <i>Ear Hum Dev      </i>2010;86:361-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0872-0754201100030001500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>21. Edwards AD, Yue X, Squier MV,      Thoresen M, Cady EB, Penrice J <i>et al</i>. Speci&#64257;c      inhibition of apoptosis after cerebral hypoxia -ischaemia by moderate post-insult      hypothermia. <i>Bio­chem Biophys Res Commun</i> 1995;217(3):1193-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0872-0754201100030001500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>22. Thoresen M, Whitelaw A. Cardiovascular      changes during mild therapeutic hypothermia and rewarmind in infants with      hypoxic­-ischemic encephalopathy. <i>Pediatrics</i> 2000;106(4):92-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0872-0754201100030001500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>23. Azzopardi D, Robertson NJ, Cowan      FM, Rutherford MA, Rampling M, Edwards AD. Pilot study of treatment with      who­le body hypothermia for neonatal encephalopathy. <i>Pediatrics </i>2000;106(4)684-94.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0872-0754201100030001500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>24. Sarkar S, Barks JD. Systemic      complications and hypother­mia. <i>Semin Fetal Neonatal Med</i>      2010;15(5):270-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0872-0754201100030001500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>25. Azzopardi D, Strohm B, Edwards AD,      Halliday H, Juszczak E, Levene M <i>et al</i>. Treatment of asphyxiated      newborns with mo­derate hypothermia in routine clinical practice: how      cooling is managed in the UK outside a clinical trial. <i>Arch Dis Child      Fetal Neonatal</i> 2009;94:260-64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0872-0754201100030001500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>26. Hoehn T, Hansmann G, Bührer C,      Simbruner G, Gunn AJ, Ya­ger J <i>et al. </i>Therapeutic hypothermia in      neonates. Review of current clinical data, ILCOR recommendations and      sugges­tions for implementation in neonatal care units. <i>Resuscitation </i>2008;78:7-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0872-0754201100030001500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>27. Kapetanakis A, Azzopardi D, Wyatt      J, Robertson NJ. Thera­peutic hypothermia for neonatal encephalopathy: a      UK sur­vey of opinion, practice and neuro-investigation at the end of      2007. <i>Acta Paediatr</i> 2008;121(5):906-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0872-0754201100030001500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>28. Groenendaal F, Brouwer A. Clinical      aspects of induced hy­pothermia in full term neonates with perinatal      asphyxia. <i>Ear Hum Dev</i> 2009;85:73-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0872-0754201100030001500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>29. Biban P, Filipovic-Grcic B, Biarent      D, Manzoni P; International Liaison Committee on Resuscitation (ILCOR);      European Resuscitation Council (ERC); American Heart Association (AHA);      American Academy of Pediatrics (AAP). New cardiopulmonary resuscitation      guidelines 2010: managing the newly born in delivery room. <i>Early Hum      Dev</i> 2011 Mar; 87 Suppl 1:S9-11. Epub 2011 Jan 19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0872-0754201100030001500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>30. Eicher DJ, Wagner CL, Katikaneni LP      <i>et al</i>. Moderate hypo­thermia in neonatal encephalopathy: ef&#64257;cacy      outcomes. <i>Pediatr Neurol</i> 2005;32:11-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0872-0754201100030001500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>31. Jacobs SE, Stewart M, Inder T. ICE:      the Australian cooling trial for hypoxic -ischemic encephalopathy – in      hospital outcomes. Proceedings of the Hot topics in Neonatology Conferen­ce,      Washington, DC, Dec 7-9 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0872-0754201100030001500031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>32. US National Institutes of Health.      Pilot study of head cooling in preterm infants with hypoxic ischemic      encephalopathy. Acessível em      <a href="http://clinicaltrials.gov/ct2/show/NCT00620711" target="_blank">http://clinicaltrials.gov/ct2/show/NCT00620711</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0872-0754201100030001500032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>33. US National Institutes of Health.      Late hypothermia for hypoxic­-ischemic encephalopathy. Acessível em:       <a href="http://clinicaltrials.gov/ct2/show/NCT00614744" target="_blank">http://clinicaltrials.gov/ct2/show/NCT00614744</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0872-0754201100030001500033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>34. Queen Charlotte and Chelsea      hospital. Protocol for the Manage­ment and Investigation of Neonatal      Encephalopathy. Jul 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0872-0754201100030001500034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>35. Thoresen M. Bristol cooling      protocol. 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0872-0754201100030001500035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>36. Chakkarapani E, Harding D, Stoddart      P, Garrett-Cox R, Thoresen M. Therapeutic hypothermia: surgical infant      with neo­natal encephalopathy. <i>Acta Paediatr</i> 2009;98(11):1844-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0872-0754201100030001500036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>37. Azzopardi D. Clinical management of      the baby with hypoxic ischaemic encephalopathy. <i>Earl Hum Dev</i>      2010;86:345-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0872-0754201100030001500037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>38. Thompson CM, Puterman AS, Linley      LL, Hann FM, van der Elst CW, Molteno CD e<i>t al</i>. The value of a      scoring system for HIE in predicting neurodevelopmental outcome. <i>Acta      Paedia­tr</i> 1997; 86: 757-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0872-0754201100030001500038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>39. Cowan F. Outcome after intrapartum      asphyxia in term infants. <i>Semin Neonatol</i> 2000;5(2):127-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0872-0754201100030001500039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>40. Dubowitz L, Mercuri E, Dubowitz V.      An optimality score for the neurological examination of the term newborn. <i>J      Pediatr </i>1998;133:406-16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0872-0754201100030001500040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>41. Mercuri E, Guzzetta A, Haataja L,      Cowan F, Rutherford M, Counsell S <i>et al. </i>Neonatal neurological      examination in infants with hypoxic ischaemic encephalopathy: correlation      with MRI &#64257;ndings. <i>Neuropediatrics</i>      1999; 30:83-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0872-0754201100030001500041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>42. Einspieler C, Cioni G, Paolicelli      PB, Bos AF, Dressler A, Fer­rari F <i>et al</i>. The early markers for      later dyskinetic cerebral palsy are different from those for spastic      cerebral palsy. <i>Neu­ropediatrics</i> 2002;33(2):73-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0872-0754201100030001500042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>43. Ilves P, Lintrop M, Metsvaht T,      Vaher U, Talvik T. Cerebral blood-&#64258;ow      velocities in predicting outcome of asphyxiated newborn infants. <i>Acta      Paediatr</i> 2004; 93: 523-8 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0872-0754201100030001500043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>44. Toet MC, Hellström-Westas L,      Groenendaal F, Eken P, de Vries LS. Amplitude integrated EEG 3 and 6 hours      after birth in full term neonates with hypoxic-ischaemic encephalopa­thy. <i>Arch      Dis Child</i> 1999; 81:19-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S0872-0754201100030001500044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>45. Thoresen M, Hellström-Westas L, Liu      X, de Vries L. Effect of hypothermia on amplitude-integrated      electroencephalogram in infants with asphyxia. <i>Pediatrics</i>      2010;126:131-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S0872-0754201100030001500045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>46. Van Rooij LG, Toet MC, Osredkar D,      van Huffelen AC, Gro­enendaal F, de Vries LS. Recovery of amplitude      integrated electroencephalographic background patterns within 24 hours of      perinatal asphyxia. <i>Arch Dis Child</i> 2005; 90:245-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S0872-0754201100030001500046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>47. Al Naqeeb N, Edwards AD, Cowan F,      Azzopardi D. Asses­sment of neonatal encephalopathy by amplitude-integrated      electroencephalography. <i>Pediatrics</i> 1999; 103: 1263-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S0872-0754201100030001500047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>48. Leijser LM, Vein AA, Liauw L,      Strauss T, Veen S, Wezel­-Meijler G <i>et al</i>. Prediction of short-term      neurological outcome in full-term neonates with hypoxic ischaemic      encephalopaty based on combined use of electroencephalogram and neuro­-imaging.      <i>Neuropediatrics</i> 2007;38: 219-27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S0872-0754201100030001500048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>49. Barkovich AJ, Hajnal BL, Vigneron      D, Sola A, Partridge JC, Allen F <i>et al</i>. Prediction of neuromotor      outcome in perinatal asphyxia: evaluation of MR scoring systems. <i>AJNR      Am J Neuroradiol</i> 1998;19(1):143-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S0872-0754201100030001500049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>50. Cowan F, Rutherford M, Groenendaal      F, Eken P, Mercuri E, Bydder G <i>et al.</i> Origin and timing of brain      lesions in term infants with neonatal encephalopathy. <i>Lancet</i> 2003;      361: 736-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S0872-0754201100030001500050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>51. Rutherford M, Counsell S, Allsop J,      Boardman J, Kapellou O, Larkman D <i>et al</i>. Diffusion-weighted      magnetic resonance imaging in term perinatal brain injury: a comparison      with site of lesion and time from birth. <i>Pediatrics</i> 2004; 114: 1004-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000182&pid=S0872-0754201100030001500051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->      </p>     <!-- ref --><p>52. Robertson J; Cowan F; Cox J;      Edwards D. Brain alkaline intracellular pH after neonatal encephalopathy. <i>Ann      Neurol </i>2002;52(6):732-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S0872-0754201100030001500052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>53. Roka A, Melinda KT, Vasarheli B,      Machay T, Azzopardi D, Szabo M. Elevated morphine concentrations in      neonates tre­ated with morphine and prolonged hypothermia for hypoxic      ischemic encephalopathy. <i>Pediatrics</i>      2008; 121:844-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000186&pid=S0872-0754201100030001500053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="0"></a><a href="#top0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>      <p>André Mendes da Graça </p>      <p>Serviço de Neonatologia – Departamento de Pediatria Hospital de Santa Maria – CHLN </p>      <p>Av. Prof. Egas Moniz </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>1164 -035 Lisboa </p>      <p>Tlm: (00351) 217 805 095 </p>      <p>Fax: (00351) 217 805 623 </p>      <p><a href="mailto:amgraca@hsm.min-saude.pt">amgraca@hsm.min-saude.pt</a> </p>         ]]></body><back>
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