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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: The paroxysmal cold hemoglobinuria is a rare form of presentation of autoimmune hemolytic anemia. Case report: We describe the case of a 23 months-old child with jaundice and dark urine of sudden onset. There was refer­ence to upper respiratory infection a week earlier. He presented severe anemia with hemoglobinuria. DHL was rised and the di­rect Coombs test was positive with speci&#64257;c anti-C3d. The positive of Donath-Landsteiner proof, to demonstrate the biphasic nature of the autoantibody, con&#64257;rmed the diagnosis of paroxysmal cold hemoglobinuria. Conclusion: With this case report the authors aim to high­light the importance of recognizing this condition and the char­acter of intravascular hemolysis, so that quicker diagnosis and treatment can be made.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Hemoglobinúria paroxística ao frio: quando suspeitar? </b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Catarina Matos<sup>1</sup>, Sandra Teixeira<sup>1</sup>, Susana Lira<sup>1</sup>, Emília Costa <sup>2</sup>, José Barbot <sup>2 </sup></b></p>      <p><sup>1 </sup>S. Pediatria, U Padre Américo, CH Tâmega e Sousa </p>      <p><sup>2 </sup>U. Hematologia Pediátrica, H Maria Pia, CH Porto </p>      <p><b><a name="top0" id="top0"></a><a href="#0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>RESUMO</b></p>      <p><b>Introdução: </b>A hemoglobinúria paroxística ao frio é uma for­ma rara de apresentação de anemia hemolítica auto-imune.</p>      <p><b>Caso Clínico:</b> Descreve-se o caso de uma criança, de 23 meses de idade, com icterícia e urina escura de início súbito. Ha­via referência a infecção das vias respiratórias superiores uma semana antes. Apresentava anemia grave com hemoglobinúria. A DHL era elevada e a prova de Coombs directa era positiva com especi&#64257;cidade anti-C3d. A positividade da prova de Donath­-Landsteiner, ao demonstrar o carácter bifásico do autoanticorpo, con&#64257;rmou o diagnóstico de hemoglobinúria paroxística ao frio. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Conclusão:</b> Com este caso os autores pretendem realçar a importância do reconhecimento desta patologia e do seu ca­rácter de hemólise intra-vascular, de forma a contribuir para um diagnóstico e tratamento mais rápidos. </p>      <p><b>Palavras-chave:</b> Exposição ao frio, hemoglobinúria paro­xística ao frio, hemólise intra-vascular, idade pediátrica. </p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Paroxismal cold hemoglobinuria: when to suspect? </b></p>      <p><b>ABSTRACT </b></p>      <p><b>Introduction: </b>The paroxysmal cold hemoglobinuria is a rare form of presentation of autoimmune hemolytic anemia. </p>      <p><b>Case report:</b> We describe the case of a 23 months-old child with jaundice and dark urine of sudden onset. There was refer­ence to upper respiratory infection a week earlier. He presented severe anemia with hemoglobinuria. DHL was rised and the di­rect Coombs test was positive with speci&#64257;c anti-C3d. The positive of Donath-Landsteiner proof, to demonstrate the biphasic nature of the autoantibody, con&#64257;rmed the diagnosis of paroxysmal cold hemoglobinuria. </p>      <p><b>Conclusion:</b> With this case report the authors aim to high­light the importance of recognizing this condition and the char­acter of intravascular hemolysis, so that quicker diagnosis and treatment can be made. </p>      <p><b>Keywords: </b>Cold exposure, paroxysmal cold hemoglobinu­ria, intravascular hemolysis, pediatric age. </p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>INTRODUÇÃO</b></p>      <p>A hemoglobinúria paroxística ao frio (HPF), apesar de rara, é uma das causas mais comuns de anemia hemolítica auto-imune, representando 30% dos episódios em idade pediátrica<sup>(1-3)</sup>.</p>      <p>Descrita pela primeira vez em 1872, em associação com a sí&#64257;lis, é em 1902, com Donath e Landsteiner, que é compre­endida a sua &#64257;siopatologia com a descoberta da hemolisina de Donath-Landsteiner, um autoanticorpo IgG com especi&#64257;cidade anti-P. Actualmente, a associação com a sí&#64257;lis congénita ou ad­quirida é rara, em grande parte devido à diminuição da incidência desta patologia <sup>(1,2)</sup>.</p>      <p>Em termos clínicos, caracteriza-se por hemólise intravas­cular de início súbito, com anemia e hemoglobinúria, minutos ou horas após exposição ao frio. A maioria dos episódios são auto­-limitados e precedidos de infecções víricas inespecí&#64257;cas <sup>(1,2)</sup>.</p>      <p>Em termos &#64257;siopatológicos, a hemólise intravascular ocor­re pela formação de um autoanticorpo policlonal IgG dirigido, na grande maioria dos casos, contra o antigénio P presente na membrana dos eritrócitos- hemolisina de Donath-Landsteiner. </p>      <p>Esta hemolisina surge sete a dez dias após a infecção vírica e persiste seis a doze semanas. Caracteriza-se por um compor­tamento térmico bifásico. A baixas temperaturas liga-se ao anti­génio eritrocitário e &#64257;xa grandes quantidades de complemento. A temperaturas mais elevadas o complemento &#64257;xado provoca hemólise dos eritrócitos. Este diferencial térmico ocorre quando perifericamente existe uma exposição ao frio com posterior retor­no do sangue à circulação central <sup>(1,2,4)</sup>.</p>      <p>Apresenta-se um caso de uma criança que desenvolveu uma HPF e fazem-se algumas considerações quanto à melhor orientação diagnóstica e tratamento.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>CASO CLÍNICO </b></p>      <p>Criança, sexo masculino, 23 meses de idade, previamente saudável, que recorre ao serviço de urgência do hospital da área da residência, no mês de Dezembro, com quadro de icterícia, anorexia e irritabilidade com 24 horas de evolução a que poste­riormente se associou urina muito escura. Referência a infecção das vias respiratórias superiores uma semana antes. Sem histó­ria aparente de exposição ao frio. Os exames complementares iniciais revelaram: hemoglobina - 6,9g/dL, reticulócitos - 125 000/ uL, leucócitos - 11 700/uL (59,7% neutró&#64257;los; 31,7% linfócitos), plaquetas - 291 000/uL. Na bioquímica destaca-se: bilirrubina total - 2,7mg/dL (directa-0,6mg/dL), ureia - 55mg/dL, creatinina - 0,5mg/dL, aspartato aminotransferase (AST) - 64UI/L, alanina aminotransferase (ALT) - 18UI/L, desidrogenase láctica (DHL) - 2 290UI/L. O esfregaço de sangue periférico não apresentava al­terações signi&#64257;cativas. A tira teste urinária apresentava-se reac­tiva para hemoglobinúria/hematúria. O sedimento urinário não apresentava eritrocitúria. O estudo da coagulação era normal. O teste anti-globulina directo era positivo, selectivamente para anticorpos monoespecí&#64257; cos anti-C3d. As serologias para cito­megalovírus, vírus Epstain-Barr, vírus herpes, hepatite A, B e C eram negativas. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foi transferida para a Unidade de Hematologia Pediátrica para estudo de anemia hemolítica auto-imune. A suspeita do diagnóstico de HPF foi con&#64257;rmado pela positividade do teste de Donath-Landsteiner. </p>      <p>Foi adoptada uma atitude expectante com manutenção em ambiente aquecido, reforço hídrico e registo da diurese <sup>(1)</sup>.</p>      <p>Durante o internamento observou-se uma normalização progressiva da hemoglobina e dos marcadores de hemólise. Como única intercorrência registou-se, em D6 de internamento, a subida ligeira dos valores de creatinina (máximo de 0,65mg/dL), que resolveu rapidamente após reforço da hidratação. Teve alta após 14 dias de internamento, clinicamente bem, com in­dicação de evicção de frio. Não foram registadas recidivas ou qualquer outra complicação. </p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>DISCUSSÃO</b></p>      <p>No caso clínico exposto, existiu, desde o início, uma forte presunção do carácter hemolítico e auto-imune da anemia grave que apresentava. A tríade clássica de anemia hemolítica - ane­mia, reticulocitose e hiperbilirrubinemia estava presente. Por ou­tro lado, a positividade do teste de Coombs sugeria uma etiologia auto-imune. O seu quadro hematológico revelava indicadores adicionais que permitiam um raciocínio mais abrangente. O as­pecto fortemente colúrico da urina - “urina cor coca-cola”-, a signi­&#64257;cativa elevação de DHL, em contraste com o carácter ligeiro da hiperbilirrubinemia e a elevação da TGO, com uma normalidade da TGP, sugeriam um mecanismo de hemólise intra-vascular. O sedimento urinário reforçava este raciocínio, na medida em que demonstrava que a coloração da &#64257;ta teste urinária na zona da hematúria/hemoglobinúria se devia a esta última, dada a ausên­cia de eritrocitúria. A documentação do carácter intra-vascular de uma hemólise é muito importante, na medida em que reduz o leque de diagnósticos diferenciais. No caso presente, a positi­vidade do teste de Coombs, selectivamente com soro monoes­pecí&#64257;co anti-C3d, sugeria fortemente o diagnóstico de HPF. O teste de Donath-Landsteiner, ao demonstrar o carácter bifásico do anticorpo em causa, veio a con&#64257;rmá-lo <sup>(1,2,4,5,7)</sup>. </p>      <p>O teste consiste na visualização de hemólise de eritrócitos, normais e do doente, suspensos em plasma do doente em vários tubos submetidos a per&#64257;s térmicos diferentes. A hemólise é ob­servável nos tubos previamente incubados a 4ºC com posterior aquecimento a 37ºC. </p>      <p>Como eventual factor desencadeante da produção do an­ticorpo regista-se uma intercorrência infeciosa vírica das vias respiratórias superiores uma semana antes. Apesar de não ha­ver referência a um episódio particular de exposição ao frio é de referir que a situação ocorreu no mês de Dezembro <sup>(8)</sup>. </p>      <p>O tratamento consiste na evicção do frio, &#64258;uidoterapia e vi­gilância da normalização dos valores analíticos. Pode haver a necessidade de transfusões quando anemia grave ou de agra­vamento rápido <sup>(1)</sup>. </p>      <p>Apesar de apresentar uma anemia grave (Hb-6,9g/dL) foi decidido não proceder a transfusão de concentrado eritrocitário. Esta decisão baseou-se na convicção do carácter auto-limitado da hemólise, reforçada pelo facto de o doseamento da DHL ter diminuído em cerca de 60% no espaço de 24h e da curva de­crescente do valor da hemoglobina ter sido interrompida. Por ou­tro lado, veri&#64257;cou-se que, no dia seguinte ao internamento, a re­ticulocitose já era marcada. No entanto, caso a transfusão fosse considerada mandatória, por certo que não existiriam problemas transfusionais relevantes mesmo face à transfusão de sangue P positivo desde que fosse salvaguardada a não exposição do sangue a temperaturas baixas. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O aumento ligeiro dos valores de creatinina, rapidamente corrigido pelo reforço hídrico, re&#64258;ecte a deposição do pigmento da hemoglobina nos tubúlos renais e a sua toxicidade. Se não tivesse sido rapidamente revertida, esta situação poderia ter le­vado a insu&#64257;ciência renal aguda, complicação rara mas possível num processo de hemólise intravascular grave. Esta situação alerta-nos para a importância da monitorização da diurese e fun­ção renal. O reforço hídrico assim como a alcalinização da urina constituem medidas a ponderar. </p>      <p>Concluindo, a HPF é uma patologia cujo quadro agudo pode ser de extrema gravidade e até mesmo potencialmente fatal. No entanto, uma vez ultrapassada a fase aguda, tem um prognós­tico excelente. Na maioria dos casos, o episódio de hemólise intravascular é de curta duração, resolvendo geralmente em me­nos de um mês, com normalização dos valores de hemoglobina e marcadores de hemólise. É neste contexto que, a evicção do frio e a monitorização clínica e analítica durante o episódio agu­do, são da maior importância. Para isso, é importante promover a sua acuidade diagnóstica, já que o seu carácter auto-limitado a torna uma patologia susceptível de ser sub-diagnosticada. As recidivas são raras <sup>(2, 6)</sup>. </p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>BIBLIOGRAFIA</b></p>      <!-- ref --><p>1. Rosse W. Paroxysmal cold hemoglobinuria. Disponível em: <a href="http://www.uptodate.com" target="_blank">http://www.uptodate.com</a>, Janeiro 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000047&pid=S0872-0754201200030000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>2. Vergara LH, Mota MC, Sarmento AG, Duarte CA, Barbot JM. Insu&#64257;ciencia renal aguda secundaria a hemoglobinuria paro­xistica al frio. An Pediatr (Barc) 2006; 64:267-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000049&pid=S0872-0754201200030000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>3. Petz LD. Cold antibody autoimmune hemolytic anemias. Blood Rev 2008; 22:1-15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000051&pid=S0872-0754201200030000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>4. Wynn RF, Stevens RF, Bolton PHB, Maggs PH, Schwe K, Will AM. Paroxysmal cold haemoglobinuria of childhood: A review of management and unusual presenting features of six cases. Clin Lab Haem. 1998; 20:373-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000053&pid=S0872-0754201200030000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>5. Dias CP, Resende A, Rocha C, Iglesias I, Costa E, Araújo R, et al. Hemólise Intravascular. Arquivos de Medicina 2000;14:37-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000055&pid=S0872-0754201200030000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>6. Ogose T, Wakata Y, Kaneko M, Shinahara K, Takechi T, Kotani H. A case of recurrent paroxysmal cold hemoglobinuria with the different temperature thresholds of Donath-Landsteiner antibodies. J Pediatr Hematol Oncol 2007; 29: 716-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000057&pid=S0872-0754201200030000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>7. Taylor CJ, Neilson JR, Chandra D, Ibrahim Z. Recurrent paroxysmal cold haemoglobinuria in a 3-year-old child: A case report. Transfus Med 2003; 13:319-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000059&pid=S0872-0754201200030000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>8. Gehrs BC, Friedberg RC. Autoimmune hemolytic anemia. Am J Hematol. 2002; 69: 258-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000061&pid=S0872-0754201200030000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><b><a name="0"></a><a href="#top0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>      <p>Catarina Matos</p>     <p>E-mail: <a href="mailto:catarinamatos82@gmail.com">catarinamatos82@gmail.com</a></p>       ]]></body><back>
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