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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tuberculose e cancro: pior que um só dois!]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Tuberculosis is a global and growing health problem. Primary pulmonary disease is the most common form of presentation of active tuberculosis. The skeletal tuberculosis is uncommon and represents 10 to 20% of extrapulmonary disease in immunocompetent individuals. In immunosupressed patients, bone involvement is more common, either singly or in associa­tion with pulmonary tuberculosis, reaching half of the cases. Its clinical presentation is nonspeci&#64257;c and the differential diagnosis includes several pathologies, therefore a high index of suspicion is required. Case report: The authors report the clinical case of a child with Wilms’ tumor who was diagnosed with bone tuberculosis during the treatment of nephroblastoma. Discussion: It is emphasized the importance of differential diagnosis of tuberculosis with malignancy (primary or secondary), the limitation of imaging methods, the importance of diagnostic con&#64257;rmation by histopathological and microbiological studies, and the need for an appropriate treatment plan and as early as possible.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Tuberculose e cancro – pior que um só dois! </b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Cristiana Couto<sup>1</sup>, Filipa Balona<sup>2</sup>, Maria João Sampaio<sup>3</sup>, Ana Torres<sup>4</sup>, Armando Pinto<sup>5</sup>, Ana Maia Ferreira<sup>5 </sup></b></p>      <p><sup>1 </sup>S. Pediatria, U Guimarães, CH Alto Ave</p>      <p><sup>2 </sup>S. Pediatria, CH Vila Nova de Gaia-Espinho</p>      <p><sup>3 </sup>S. Pediatria, U Padre Américo, CH Tâmega e Sousa</p>      <p><sup>4 </sup>S. Pediatria, H Viana do Castelo, ULS Alto Minho</p>      <p><sup>5 </sup>S. Pediatria, IPOFG, Porto </p>      <p><b><a name="top0" id="top0"></a><a href="#0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>      <p><b>Introdução: </b>A tuberculose é um problema de saúde global e crescente. A doença pulmonar primária é a forma mais comum de apresentação da tuberculose activa. A tuberculose esqueléti­ca é pouco comum e representa 10 a 20% das formas extrapulmonares no doente imunocompetente. Quando existe imunossu­pressão, esta forma é mais frequente podendo estar presente, de modo isolado ou em associação com tuberculose pulmonar, em quase metade dos casos. A sua apresentação clínica é ines­pecí&#64257;ca e o diagnóstico diferencial inclui diversas patologias, sendo essencial um elevado índice de suspeição. </p>      <p><b>Caso clínico:</b> Os autores apresentam o caso clínico de uma criança com tumor de Wilms, em tratamento com quimiote­rapia, que desenvolveu tuberculose óssea. </p>      <p><b>Discussão:</b> Salienta-se a importância do diagnóstico dife­rencial da tuberculose com doença oncológica (primária ou se­cundária), a limitação dos métodos imagiológicos, a importância da con&#64257;rmação diagnóstica através de estudos histopatológicos e microbiológicos, e a necessidade de um plano terapêutico ade­quado e o mais precoce possível. </p>      <p><b>Palavras-chave:</b> Neoplasias, tumor de Wilms, neoplasias ósseas, tuberculose osteoarticular. </p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Tuberculosis and cancer – worse than one only two! </b></p>      <p><b>ABSTRACT </b></p>      <p><b>Introduction: </b>Tuberculosis is a global and growing health problem. Primary pulmonary disease is the most common form of presentation of active tuberculosis. The skeletal tuberculosis is uncommon and represents 10 to 20% of extrapulmonary disease in immunocompetent individuals. In immunosupressed patients, bone involvement is more common, either singly or in associa­tion with pulmonary tuberculosis, reaching half of the cases. Its clinical presentation is nonspeci&#64257;c and the differential diagnosis includes several pathologies, therefore a high index of suspicion is required. </p>      <p><b>Case report: </b>The authors report the clinical case of a child with Wilms’ tumor who was diagnosed with bone tuberculosis during the treatment of nephroblastoma. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Discussion:</b> It is emphasized the importance of differential diagnosis of tuberculosis with malignancy (primary or secondary), the limitation of imaging methods, the importance of diagnostic con&#64257;rmation by histopathological and microbiological studies, and the need for an appropriate treatment plan and as early as possible. </p>      <p><b>Keywords:</b> Neoplasms, Wilms tumor, bone neoplasms, os­teoarticular tuberculosis. </p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>INTRODUÇÃO </b></p>      <p>A tuberculose, que adquiriu maior importância nos últimos anos pela resistência aos fármacos e pela predilecção pelos imu­nodeprimidos <sup>(1)</sup>, é uma preocupação global <sup>(1,2)</sup>. A sua incidência crescente tem sido atribuída à infecção pelo vírus da imunode&#64257;ciência humana, imigração, más condições sociais e menor im­plementação dos programas de controlo <sup>(2,3)</sup>. A doença pulmonar primária é a forma mais comum de apresentação da tuberculose activa <sup>(1)</sup>. A tuberculose esquelética é pouco comum e representa 10 a 20% das formas extrapulmonares e 1 a 2% de todos os ca­sos de tuberculose <sup>(2)</sup>. No doente imunodeprimido, esta forma é mais frequente podendo estar presente, de modo isolado ou em associação com tuberculose pulmonar, em quase metade dos casos <sup>(4)</sup>. O seu diagnóstico diferencial inclui uma multiplicidade de infecções (bacterianas, víricas e fúngicas), doenças autoimu­nes e neoplásicas, entre outras <sup>(1)</sup>, pelo que um elevado índice de suspeição é essencial para o diagnóstico precoce e para o tratamento e cura da doença <sup>(2)</sup>. Os autores apresentam o caso clínico de uma criança com doença oncológica na qual, durante o tratamento com quimioterapia, a infecção pelo <i>Mycobacterium tuberculosis</i> foi considerada como causa possível de queixas osteoarticulares “de novo”. Discutem-se as di&#64257;culdades diagnós­ticas, nomeadamente no que respeita ao diagnóstico diferencial com doença metastática.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>CASO CLÍNICO </b></p>      <p>Criança do sexo feminino, cinco anos, raça caucasiana, natural e residente em Vila Nova de Gaia. Antecedentes patoló­gicos, pessoais e familiares, irrelevantes. Em Novembro de 2008 é referenciada pelo hospital da área de residência para o Insti­tuto Português de Oncologia Francisco Gentil – Porto (IPOPFG) por massa retroperitoneal, com o diagnóstico subsequente de nefroblastoma do pólo superior do rim direito; o estadiamento revela tratar-se de doença localizada. Inicia quimioterapia neo­-adjuvante com actinomicina D e vincristina de acordo com o protocolo da <i>International Society of Paediatric Oncology</i> (SIOP) de 2001. Subsequentemente realiza exérese cirúrgica que inclui nefroureterectomia direita. O exame anátomo-patológico revela nefroblastoma de risco intermédio, do tipo regressivo no estadio III, com base na classi&#64257;cação pós-tratamento, o que traduz uma boa resposta à quimioterapia num tumor localmente avançado. Prossegue tratamento com quimioterapia sistémica (actinomici­na D, vincristina e doxorrubicina) e radioterapia do leito tumoral. Em Abril do ano seguinte, em consulta de seguimento, refere dor na região inguinal direita e claudicação da marcha, de carácter intermitente. O exame objectivo revela dor desencadeada pela rotação interna da articulação coxofemural direita. Consideran­do o carácter intermitente das queixas, adopta-se uma atitude expectante. Na reavaliação após dois meses observa-se persis­tência da claudicação da marcha, ainda intermitente, nesta altura associada a dor na região anterior e proximal da perna direita. O exame objectivo demonstra dor à palpação da metade proxi­mal da tíbia direita. Face à persistência das queixas, colocam­-se como principais hipóteses de diagnóstico: doença óssea metastática, artrite reactiva, infecção osteoarticular e neoplasia primária musculo-esquelética. É realizado estudo complementar analítico, incluindo hemograma e bioquímica sérica, de que se salientam anemia (hemoglobina 9,7 g/dl), normocítica normocró­mica, e elevação discreta dos marcadores de citólise hepática (TGO e TGP), alterações expectáveis e não valorizáveis numa criança em quimioterapia. Serologias para citomegalovírus, vírus Epstein-Barr, vírus herpes simples e vírus da hepatite A, sem al­terações sugestivas de infecção recente. Prova de Mantoux, ne­gativa. Do estudo imagiológico destacam-se: telerradiogra&#64257;a da anca e perna direitas sem alterações osteoarticulares valorizá­veis; ressonância magnética (RM) da perna direita com alteração de sinal na diá&#64257;se proximal da tíbia (Figura 1); e cintigra&#64257;a óssea com foco de hiper&#64257;xação na extremidade proximal da tíbia direi­ta, suspeitos de traduzir metástases (Figura 2). A ecogra&#64257;a abdo­minopélvica exclui recidiva local da doença neoplásica ou metastização abdominal, nomeadamente hepática. A telerradiogra&#64257;a e tomogra&#64257;a computorizada (TC) torácicas excluem alterações pleuroparenquimatosas, de carácter metastático ou infeccioso. Para esclarecimento etiológico realiza-se biópsia óssea guiada por imagem: a citologia é inconclusiva, a histologia mostra es­casso in&#64257;ltrado in&#64258;amatório e ausência de células neoplásicas, e o estudo microbiológico é negativo. Optou-se por biópsia óssea cirúrgica no sentido de aumentar a representatividade da amos­tra: a histologia mostra fragmentos ósseos com focos de osteo­necrose e espaços intertrabeculares preenchidos por exsudado &#64257;brinoleucocitário com espaços vasculares ectasiados, sem si­nais de malignidade; o estudo microbiológico apresenta imuno­citoquímica negativa, cultura em Lowenstein-Jensen negativa e reacção em cadeia da polimerase (PCR) para <i>Mycobacterium tuberculosis</i> complex positiva. Perante o diagnóstico de tuberculose óssea, a criança inicia terapêutica antituberculosa, incluindo dois meses de terapêutica quádrupla (iso­niazida, rifampicina, pirazinamida e etam­butol) e, subsequentemente, dez meses de terapêutica dupla (isoniazida e rifampi­cina). O rastreio de conviventes (realizado no Centro de Doenças Pulmonares) foi negativo. Actualmente, a criança encontra­-se em seguimento no IPOPFG após termi­nar quimioterapia adjuvante em Agosto de 2009, sem recidiva local da doença oncoló­gica ou sinais de metastização à distância. Cumpriu terapêutica antituberculosa, com melhoria sintomática signi&#64257;cativa; o estudo imagiológico demonstra alterações suges­tivas de resolução do processo infeccioso e a cintigra&#64257;a óssea apresenta distribuição do radiofármaco normal para a idade. De­senvolveu sintomatologia dispéptica como efeito adverso atribuível à terapêutica an­tituberculosa que controlou com inibidor da bomba de protões. </p>      <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/nas/v21n3/21n3a06f1.jpg"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Figura 1</b> – RM da perna direita: diá&#64257;se proximal da tíbia direita com área de ocupação da medular óssea que capta contraste, sugestiva de in&#64257;ltra­ção metastática. Sem outras alterações relevantes. </p>      <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/nas/v21n3/21n3a06f2.jpg"></p>     
<p><b>Figura 2</b> – Cintigra&#64257;a óssea: focos de hiper&#64257;xação dos difosfonatos na extremidade proximal da tíbia direita, suspeitos de traduzir metástases. Restante distribuição do radiofármaco normal para o grupo etário. </p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Discussão: </b>As neoplasias renais re­presentam 6,3% dos tumores malignos diagnosticados em menores de 15 anos de idade <sup>(5)</sup>, sendo o tumor de Wilms a forma mais comum <sup>(1,5,6,7)</sup>. Este ocorre sobretudo em crianças menores de cinco anos <sup>(5)</sup> e habitualmente manifesta-se sob a forma de uma massa abdominal assintomática <sup>(6)</sup>. Nos centros europeus, o tratamento baseia-se na quimioterapia pré-operatória, cirurgia e tratamento pós-operatório que depende do estadiamento <sup>(8,9)</sup>. Actualmente a taxa de sobrevida global ronda os 85% <sup>(6)</sup>. O local de metastização mais comum é o pulmão, seguindo-se os gânglios linfáticos e fígado<sup>(9)</sup>. O tumor de Wilms raramente metastiza para o osso, medula óssea ou cérebro <sup>(9)</sup>. </p>      <p>No caso apresentado, o estadiamento inicial do nefro­blastoma revelou tratar-se de doença localizada. Não obstan­te, durante o período de terapêutica adjuvante, o aparecimento de queixas álgicas osteoarticulares obrigou à consideração da hipótese de metastização óssea. Na ausência de metastização para outras localizações, foram consideradas outras hipóteses nomeadamente a infecção osteoarticular, facilitada pela imunos­supressão. A radiogra&#64257;a do osso envolvido pode ser útil, mas é inespecí&#64257;ca <sup>(10)</sup> e neste caso foi normal. A RM da perna direita e a cintigra&#64257;a óssea foram sugestivas de in&#64257;ltração metastática na tíbia direita. Todavia, apesar da importância reconhecida à RM nestes casos, a ausência de achados patognomónicos obri­ga a outros testes para con&#64257;rmação diagnóstica <sup>(10)</sup>. Os exames histológico e microbiológico são importantes para o diagnósti­co, especialmente em associação com técnicas de detecção por PCR<sup>(10)</sup>. A colheita de tecidos por técnicas minimamente invasi­vas, guiadas por imagem, é actualmente o <i>gold </i>standard <sup>(</sup><sup>10)</sup>. No doente imunodeprimido é frequente a anergia tuberculínica, os granulomas são escassos, mal circunscritos, por vezes inexis­tentes, podendo também faltar a necrose caseosa <sup>(4)</sup>. O prognós­tico é habitualmente bom com o tratamento correcto; pode ocor­rer incapacidade residual funcional, habitualmente resultando no atraso diagnóstico <sup>(3)</sup>. </p>      <p>Os autores pretendem reforçar a importância do reconheci­mento da infecção por <i>Mycobacterium tuberculosis</i> nas crianças sob terapêutica imunossupressora, mesmo na presença de ma­nifestações clínicas frustres, evidenciando a importância do seu diagnóstico diferencial com doença oncológica (primária ou se­cundária) <sup>(10,11)</sup>, num contexto epidemiológico adequado, ou seja, residência em área geográ&#64257;ca entre as de maior incidência <sup>(12)</sup>. </p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>BIBLIOGRAFIA </b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>1. Mayers M, Adam H. Tuberculosis. Pediatr Rev 2008; 29: 140-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000043&pid=S0872-0754201200030000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>2. Leo H, Peh W. Skeletal tuberculosis in children. Pediatr Ra­diol 2004; 34: 853-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000045&pid=S0872-0754201200030000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>3. Vaughan K. Extraspinal osteoarticular tuberculosis a forgot­ten entity? West Indian Med J 2005; 54: 202-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000047&pid=S0872-0754201200030000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>4. Gomes MJ, et al. Ramiro Ávila, coord e direc. Tuberculose: aspectos actuais. Lisboa: Hospital Pulido Valente – Departa­mento de Pneumologia, 1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000049&pid=S0872-0754201200030000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>5. Bernstein L, Linet M, Smith M, Olstran A. Renal tumors. In: Ries L, Smith M, Gurney J, Linet M, Tamra T, Young J, Bu­nin G, editors. Cancer incidence and survival among children and adolescents: United States SEER Program 1975-1995. National Cancer Institute, SEER Program. No. 99-4649. Be­thesda: NIH Pub; 1999. p. 79-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000051&pid=S0872-0754201200030000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>6. Ahmed H, Arya M, Tsiouris A, Sellaturay S, Shergill I, Dufty P, et al. An update on the management of Wilms’ tumour. EJSO 2007; 33: 824-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000053&pid=S0872-0754201200030000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>7. Ko E, Ritchey M. Current management of Wilms’ tumor in children. J Pediatr Urol 2009; 5: 56-65.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000055&pid=S0872-0754201200030000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>8. Sucesso M, Ferreira A, Maia I, Pinto A, Estevinho N, Norton L. Tumor de Wilms e tuberculose: diagnósticos diferenciais num caso de apresentação simultânea. Nascer e Crescer 2006; 15: 37-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000057&pid=S0872-0754201200030000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>9. Pritchard-Jones K. Controversies and advances in the mana­gement of Wilms’ tumour. Arch Dis Child 2002; 87: 241-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000059&pid=S0872-0754201200030000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>10. Amukotuwa S, Choong P, Smith P, Powell G, Slavin J, Schli­cht S. Tuberculosis masquerading as malignancy: a multimo­dality approach to the correct diagnosis – a case report. Int Semin Surg Oncol 2005; 2: 10-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000061&pid=S0872-0754201200030000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>11. Fonseca-Santos J. Tuberculosis in children. Eur J Radiol 2005; 55: 202-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000063&pid=S0872-0754201200030000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>12. Fonseca Antunes A. Relatório para o Dia Mundial da Tuber­culose. Programa Nacional de Luta contra a Tuberculose. Ponto da situação epidemiológica e de desempenho. Direc­ção Geral de Saúde, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000065&pid=S0872-0754201200030000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b><a name="0"></a><a href="#top0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>      <p>Cristiana Couto </p>     <p>E-mail: <a href="mailto:cristianacouto@yahoo.com.br">cristianacouto@yahoo.com.br</a></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>AGRADECIMENTOS </b></p>      ]]></body>
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