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</front><body><![CDATA[ <p><b>Caso electroencefalográ&#64257;co </b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Aida Sá<sup>1</sup>, Rui Chorão<sup>1,2 </sup></b></p>      <p><sup>1 </sup>Consulta de Epilepsia Pediátrica, CH Porto </p>      <p><sup>2 </sup>Serviço de Neuro&#64257;siologia, CH Porto </p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>ABSTRACT </b></p>      <p><b>Introduction: </b>Typical absence seizures are quite common in childhood, in most cases &#64257;tting the criteria for childhood absence epilepsy. Differential diagnosis is mainly with inattention and focal hypomotor seizures. Response to adequate antiepileptic drug therapy is usually very good. </p>      <p><b>Case report: </b>We report a classical case of a school-age girl with many episodes per day of staring and eye rolling with a duration of some seconds. Hyperventilation during her &#64257;rst appointment elicited short-duration absences with slight eye blinking. The ictal video-EEG con&#64257;rmed the diagnosis, showing generalized synchronous bursts of 3 Hz spike-wave discharges with a medium duration of eight seconds. The response to therapy with valproic acid was dramatic, and medication was withdrawn at the age of eleven with no recurrence of seizures. </p>      <p><b>Conclusion: </b>The most frequent epileptic syndrome with typical absences is childhood absence epilepsy. When inclusion and exclusion criteria are taken in consideration, we can expect a good prognosis, with remission by prepubertal age. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Keywords: </b>Absence epilepsy, childhood, prognosis. </p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>CASO CLÍNICO </b></p>      <p>Apresenta-se o caso de uma criança do sexo feminino, ob­servada na consulta com oito anos de idade, enviada por epi­sódios de paragem da actividade desde há cerca de meio ano, tendo-se tornado progressivamente mais frequentes. Ocorriam, nesta altura, numa frequência superior a 10 vezes por dia, apa­rentemente mais vezes quando estava menos interessada no que estava a fazer, nas aulas e às refeições. Diziam que “parecia hipnotizada” e nunca tinham notado pestanejo, mastigação ou outras manifestações associadas. Recuperava rapidamente e retomava o que estava a fazer anteriormente. </p>      <p>Nos antecedentes pessoais, a referir parto eutócico às 38 semanas, com circular do cordão, mas índice de Apgar 9/10. Apresentava desenvolvimento psicomotor normal e não havia história de convulsões febris, infecção do sistema nervoso cen­tral ou traumatismo cranioencefálico. Sem antecedentes familiares de epilepsia. O exame objectivo era normal. A prova de hiperpneia realizada quando da primeira observação desenca­deou duas crises de paragem da prova: revirou os olhos, teve leve pestanejo e num teve pequena estremeção no &#64257;nal; dura­ção de segundos, retomando a prova. </p>      <p>A monitorização de electroencefalograma com vídeo mos­trou inscrição, no repouso vigil, sobretudo durante a hiperpneia, de surtos generalizados de ponta-onda regular a 3 Hz, com dura­ção de 5 a 8 segundos, com manifestações clínicas associadas (abertura e revulsão oculares, ligeiro desvio ocular lateral, mio­clonias palpebrais subtis) (Figura 1). No sono, surtos de pontas frontais bilaterais e polipontas-ondas, com duração inferior a 1 segundo. (Figura 2).</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/nas/v21n3/21n3a08f1.jpg"></p>     
<p><b>Figura 1</b> EEG durante uma crise ocorrida na hiperpneia. Surto de pontas-ondas regulares a 3 Hz, generalizadas e síncronas, com duração de cerca de 8 segundos.</p>      <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/nas/v21n3/21n3a08f2.jpg"></p>     
<p><b>Figura 2</b> EEG intercrítico no sono I-II. Surtos de pontas e polipontas ou ponta-onda irregular a 3 Hz, generalizados, com duração de menos de 1 segundo.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Qual o seu diagnóstico? </b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>DIAGNÓSTICO </b></p>      <p><b>Epilepsia de ausências da infância </b></p>      <p>Foi iniciada medicação com valproato na dose aproximada de 20 mg/kg/dia. Alguns dias depois de atingida a dose alvo, não foram observadas mais crises. Manteve-se sempre sem recor­rência e os EEGs de controlo foram normais. A dose não foi ajus­tada ao peso e foi posteriormente reduzida, com suspensão ao &#64257;m de três anos. Mantinha-se assintomática e com EEG normal na reavaliação feita seis meses depois. </p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>DISCUSSÃO </b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As ausências são um tipo de crises epilépticas generali­zadas relativamente comuns em idade pediátrica. Podem sur­gir nas epilepsias generalizadas idiopáticas, mas também nas sintomáticas. No primeiro grupo, como o do caso clínico apre­sentado, são denominadas ausências típicas: têm duração de alguns segundos e o padrão electroencefalogá&#64257;co característico de ponta-onda a 3-4 Hz. Contrastam com as atípicas, que têm duração geralmente mais longa, início e &#64257;m menos abruptos e associam-se a ponta-onda lenta (1,5-2,5 Hz).<sup>1 </sup></p>      <p>As epilepsias generalizadas idiopáticas com ausências tí­picas incluem várias síndromas de&#64257;nidas pela Liga Internacional Contra a Epilepsia (ILAE) em 2001: a epilepsia de ausências in­fantil (EAI), a epilepsia de ausências juvenil (EAJ) e a epilepsia mioclónica juvenil (EMJ).<sup>2</sup> Outras síndromas com ausências típi­cas que não são o&#64257;cialmente reconhecidos pela ILAE incluem as mioclonias palpebrais com ausências e as mioclonias periorais com ausências.<sup>3</sup> O prognóstico destas síndromes epilépticas é diferentes, daí a importância de uma classi&#64257;cação sindromática o mais rigorosa possível de cada doente. </p>      <p>A incidência anual da epilepsia de ausências da criança va­ria entre 1,9 e 8 por 100.000 crianças<sup>1</sup> e alguns estudos apontam uma prevalência de 10-12% das crianças e adolescentes com menos de 16 anos<sup>4</sup>. É mais frequente no sexo feminino (cerca de 2/3 dos casos).<sup>1,4 </sup></p>      <p>&nbsp;</p>      <p>O início das crises na EAI surge na grande maioria dos ca­sos entre os 4 e os 10 anos de idade, com um pico aos 6-7 anos. A epilepsia de ausências juvenil tem um pico de incidência aos 12-13 anos; contudo, pode haver sobreposição na idade de aparecimento entre estas duas entidades e a idade de início não é por si só um critério. Na EAI as ausências são muito mais nu­merosas (dezenas por dia) e têm uma duração que varia entre os 4 e os 20 segundos (média de 10 segundos). Na EAJ são menos frequentes, mas a probabilidade de ocorrer uma crise tonico-clónica generalizada (TCG) é muito maior.<sup>4,5 </sup>As crises de ausências ocorrem num terço dos doentes com EMJ, anos antes dos outros tipos de crises que fazem parte dos critérios de diag­nóstico desta síndroma, e são raras e breves. A idade de início pode ocorrer entre os 8 e os 26 anos, embora a maioria apresen­te a primeira crise entre os 12 e os 18 anos.<sup>4</sup> Classicamente, os doentes têm abalos sobretudo dos membros superiores e axiais - crises mioclónicas - ao despertar (muitas vezes desvalorizadas pelo doente), culminando por vezes numa crise TCG, que é mui­tas vezes a que o leva a recorrer a cuidados médicos. </p>      <p>O principal diagnóstico diferencial é com a criança distraí­da, este facto mais vezes notado na escola do que em casa, mas também com casos de síndroma de hiperactividade com dé&#64257;ce de atenção, sobretudo na sua variante desatenta. Outros diag­nósticos diferenciais incluem as crises focais hipomotoras e as crises psicogéneas.<sup>1 </sup>O exame neurológico é, por de&#64257;nição, nor­mal.<sup>4 </sup>A hiperventilação durante pelo menos três minutos é a me­lhor forma de desencadear uma crise de ausência numa primeira abordagem meramente clínica da criança. Tipicamente, não há percepção das crises pela criança, que pára e logo a seguir reto­ma a actividade que estava em curso; contudo, pode haver breve amnésia retrógrada.<sup>1,4</sup> Noutras situações com ausências que não a EAI, a suspensão da consciência pode ser apenas parcial. Nas ausências típicas são admitidas mioclonias discretas das pál­pebras ou das sobrancelhas, pequeno componente atónico ou tónico, ligeiras clonias e automatismos, estes muito mais vezes simples do que complexos. Contudo, se estes componentes são exuberantes ou predominantes, devemos pensar noutro tipo de crises epilépticas. Não ocorre queda e a incontinência urinária é excepcional.<sup>4 </sup></p>      <p>O electroencefalograma (EEG) crítico caracteriza-se pela presença de descargas generalizadas, rítmicas, de ponta-onda (ou dupla ponta-onda, sendo permitido um máximo de três pon­tas no início do surto) a 3 Hz (não inferior a 2,7 Hz nem superior a 4 Hz), regular, com alta voltagem (maior nas regiões anteriores). Tipicamente a frequência vai diminuindo gradualmente ao longo do surto. Na fase inicial (1-2 segundos) podem as pontas-ondas ser mais rápidas, irregulares e um pouco assíncronas.<sup>4,6</sup> As alte­rações do EEG intercrítico ocorrem sobretudo no sono não REM, sob a forma de surtos de ponta-onda muito breves, menos re­gulares. A presença de fotossensibilidade no EEG, assim como a provocação de uma ausência típica de forma sistemática por estímulos luminosos é considerado um critério de exclusão de EAI.<sup>4 </sup>Os critérios de diagnóstico de Loiseau e Panayiotopoulos encontram-se no Quadro I. Permitem de&#64257;nir com rigor o grupo de doentes com EAI e, assim, de&#64257;nir com melhor o prognósti­co. Contudo, sendo muito restritivos, há muitos doentes que não se conseguem ser classi&#64257;cados como tal; o critério de exclusão mais vezes encontrado numa série de doentes chineses foi o de surtos de ponta-onda a 3-4 Hz com duração inferior a 4 segun­dos sem ou com suspensão apenas parcial da consciência.<sup>6 </sup></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Quadro I </b>– CRITÉRIOS DE INCLUSÃO E EXCLUSÃO DE EAI<sup>4 </sup>(Loiseau e Panayiotopoulos, 2005) </p>     <p><img src="/img/revistas/nas/v21n3/21n3a08q1.jpg"></p>     
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<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p>Relativamente ao tratamento, os antiepilépticos de primeira linha são o valproato de sódio, a lamotrigina e a etossuximida (este não disponível nas farmácias comerciais no nosso país), em monoterapia ou em associação, com e&#64257;cácia sobreponível<sup>5</sup>, sendo que a primeira escolha depende da acessibilidade ou fár­maco, da experiência pessoal e do per&#64257;l individual do doente. No caso apresentado houve uma resposta terapêutica imediata com valproato, o que nem sempre acontece e não implica necessaria­mente uma evolução menos favorável. </p>      <p>A taxa de remissão nos doentes com ausências típicas é muito variável, dependendo de vários factores, mas sobretudo da existência de outros tipos de crises. Na EAI a taxa de remis­são é de cerca de 80%.<sup>4,</sup> Como no caso apresentado, é possível suspender a medicação em idade pré-púbere. Contudo, segun­do alguns autores, cerca de 10% poderá desenvolver pelo me­nos uma crise tonico-clónica generalizada na adolescência ou idade adulta. O risco destas crises em idades é mais elevado na EAJ, que tem maior probabilidade de evolução crónica; contudo, há alguns casos de sobreposição entre estas duas síndro­mas, quer em relação à idade de início, quer à evolução. Já na EMJ não medicada, o risco de recorrência de crises, nomeada­mente TCG, na idade adulta é de cerca de 90%.<sup>4 </sup></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>BIBLIOGRAFIA </b></p>      <!-- ref --><p>1. Segan S. Absence seizures. Medscape reference 2011. Disponível em: <a href="http://emedicine.medscape.com/article/1183858­-overview" target="_blank">http://emedicine.medscape.com/article/1183858­-overview</a>  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000048&pid=S0872-0754201200030000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>2. Nordli DR Jr. Idiopathic generalized epilepsies recognized by the International League Against Epilepsy. Epilepsia 2005; 46 (suppl.9): 48-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000049&pid=S0872-0754201200030000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>3. Panayiotopoulos CP. Syndromes of idiopathic generalized epilepsies not recognized by the International League Against Epilepsy. Epilepsia 2005; 46 (suppl.9): 57-66.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000051&pid=S0872-0754201200030000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>4. Hirsch E, Panayiotopoulos C. Childhood absence epilepsy and related syndromes. In: J. Roger, M. Bureau, Ch. Dravet, P. Genton, C.A. Tassinari. Epileptic Syndromes in Infancy, Childhood and Adolescence, 4th Edition, France: John Lib­bey Eurotext Ltd; 2005: p 315-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000053&pid=S0872-0754201200030000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>5. Trinka E, Baumgartner S, Unterberger I, Unterrainer J, Luef G, Haberlandt E, et al. Long-term prognosis for childhood and juvenile absence epilepsy. J Neurol 2004; 251: 1235-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000055&pid=S0872-0754201200030000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>6. Ma X, Zhang Y, Yang Z, Liu X, Sun H, Qin J, et al. Childhood absence epilepsy: Electroclinical features and diagnostic criteria. Brain Dev 2011: 33: 114-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000057&pid=S0872-0754201200030000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>7. Hwang H, Kim H, Kim SH, Kim SH, Lim BC, Chae J-H, et al. Long-term effectiveness of ethosuximide, valproic acid, and lamotrigine in childhood absence epilepsy. Brain Dev 2012; 34: 344-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000059&pid=S0872-0754201200030000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       ]]></body><back>
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