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</front><body><![CDATA[ <p><b>Caso endoscópico</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Fernando Pereira<sup>1</sup></b></p>      <p><sup>1 </sup>Serviço de Gastroenterologia Hospital Maria Pia / CH Porto</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>ABSTRACT </b></p>      <p>We present a case of pyloric stenosis that occurred in a patient with ileocolic Crohn’s disease without signi&#64257;cant gastric in&#64258;ammation, and treated with azathioprine and messalamine. Balloon dilatation, steroid therapy, omeprazol and polymeric en­teral nutrition were successful to resolve the stenosis. Later the patient was put on in&#64258;iximab with good clinical response. </p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      <p>Um rapaz de 15 anos com Doença de Crohn (DC) ileocólica com cerca de quatro anos de evolução e em tratamento com azatioprina e messalazina, foi observado na consulta de Gas­troenterologia Pediátrica por apresentar vómitos alimentares vespertinos, epigastralgias, afrontamento após as refeições e emagrecimento de cerca de 3 quilos em dois meses. </p>      <p>O doente tinha sido observado pela primeira vez na nos­sa consulta quatro anos antes, com quadro de emagrecimen­to, dores abdominais de localização hipogástrica, diarreia por vezes com pequena quantidade de sangue vivo. Tinha história familiar de DII, mãe com DC em tratamento. Ao exame objectivo constatou-se dor à palpação da fossa ilíaca direita sem tumefa­ções palpáveis e sem adenopatias ou organomegalias. O estudo analítico mostrou discreta anemia hipocrómica e microcítica (10 g/100ml) com valores séricos de ferro e ferritina baixos, proteina C elevada (30 mg/l) e VSG de 40 mm na 1ªhora. A radiogra&#64257;a do tórax era normal e a prova de tuberculina negativa. Efectuou endoscopia digestiva alta que revelou quadro de gastrite crónica do corpo e antro sem a presença de infecção pelo Helicobacter pylori (HP) e sem granulomas. A colonoscopia com ileoscopia mostrou colite ulcerativa, mais intensa na metade direita do có­lon, com lesões ulcerativas longitudinais e estreladas a par de áreas de mucosa sensivelmente normal. Os sete centímetros de ileum observados apresentavam igualmente quadro in&#64258;amatório e ulcerativo. As biópsias cólicas e ileais revelaram a presença de quadro in&#64258;amatório crónico extenso, com alguns eosinó&#64257;los e raros granulomas não casei&#64257;cados. O exame cultural da mu­cosa cólica foi negativo. Em face destes achados foi colocado o diagnóstico de Doença de Crohn com envolvimento ileocólico e iniciado tratamento com prednisolona oral, polivitamínico e ferro oral, veri&#64257;cando-se melhoria clínica e laboratorial. Às seis sema­nas de tratamento o doente iniciou azatioprina e messalazina, com progressiva redução dos corticóides até à sua completa suspensão 12 semanas após o início do tratamento. A enteror­ressonância efectuada já após o início do tratamento revelou quadro in&#64258;amatório atingindo cerca de 12 cm do ileum terminal sem componente estenosante. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O doente manteve-se em observação periódica em consul­ta externa, cumprindo aparentemente o tratamento prescrito e mantendo valores laboratoriais estáveis, sem sinais de signi&#64257;ca­tiva actividade in&#64258;amatória. Contudo o aparecimento dos sinto­mas acima referidos motivaram a realização de uma endoscopia digestiva alta onde observamos as imagens que apresentamos. </p>      <p>&nbsp;</p> <a name="f1">     <p><img src="/img/revistas/nas/v21n3/21n3a09f1.jpg"></p>     
<p><b>Figura 1</b></p>       <p>&nbsp;</p> <a name="f2">     <p><img src="/img/revistas/nas/v21n3/21n3a09f2.jpg"></p>     
<p><b>Figura 2</b></p>      <p>&nbsp;</p> <a name="f3">     <p><img src="/img/revistas/nas/v21n3/21n3a09f3.jpg"></p>     
<p><b>Figura 3</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p>Em face destas imagens qual lhe parece ser o diagnóstico mais provável para o quadro actual do doente: </p>      <p>1 – Envolvimento gástrico pela Doença de Crohn </p>      <p>2 – Gastrite associada ao tratamento com azatioprina </p>      <p>3 – Gastrite crónica por Helycobacter pylori </p>      <p>4 – Doença de re&#64258;uxo gastro-esofágico </p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>COMENTÁRIOS </b></p>      <p>A observação das imagens que mostramos permitem-nos constatar o seguinte: na <a href="#f1">Figura 1</a> vemos a porção distal do cor­po gástrico e o antro e adivinhamos o orifício pilórico ao fundo; veri&#64257;ca-se existir intenso aspecto in&#64258;amatório generalizado da mucosa gástrica com algumas erosões (setas), mais acentuado na região pré-pilórica e ainda alguns restos alimentares. Não foi possível ultrapassar o piloro e observar o duodeno. Em face des­te quadro, colocamos a hipótese de se tratar de estenose pilóri­ca por envolvimento gástrico pela DII. Efectuamos dilatação do piloro com balão de 5 cm (Figuras <a href="#f2">2</a> e <a href="#f3">3</a>), o que permitiu passar seguidamente um endoscópio de 6 mm e veri&#64257;car aspecto nor­mal do duodeno. As biópsias gástricas con&#64257;rmaram a presença de intenso in&#64257;ltrado in&#64258;amatório crónico e a presença de alguns granulomas con&#64257;rmando o diagnóstico de Doença de Crohn. </p>      <p>A gastrite por HP poderia apresentar-se com este aspecto mas, como se referiu na primeira endoscopia alta efectuada ao doente, não havia HP na mucosa (biópsias); a azatioprina não é habitualmente responsável por quadros de gastrite desta na­tureza. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estavamos assim perante um quadro de DC com envolvi­mento gástrico sob a forma de estenose pilórica, situação pouco frequente, 6% na forma sintomática, por vezes de tratamento di­fícil. Optamos por fazer dieta líquida polimérica exclusiva durante duas semanas, inibidores da bomba de protões e corticoterapia Ev, veri&#64257;cando-se melhoria progressiva do quadro. Posterior­mente, o doente iniciou tratamento com in&#64258;iximab, suspendendo a prednisolona e mantendo a azatioprina, com evolução favo­</p>      <p>rável. Não foi necessário proceder a mais nenhuma sessão de dilatação. O tratamento médico associado à dilatação endoscó­pica nem sempre é e&#64257;caz na resolução do quadro de esteno­se pilórica, havendo necessidade de recorrer à cirurgia (bypass gastroduodenal ou gastro-jejunal). </p>      <p><b>Conclusão</b>: Doença de Crohn com estenose pilórica. </p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>BIBLIOGRAFIA </b></p>      <!-- ref --><p>1. Tremaine WJ. Gastroduodenal Crohn Disease: Medical Tre­atment. In&#64258;amm Bowel Dis 2003; 9:127-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000038&pid=S0872-0754201200030000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>2. Awad J, Farah R, Roshef R, Cohen H, Horn I. Pyloric Steno­sis as presenting symptom of Crohn Disease. J Gastroenterol Liver Dis 2006; 15:175-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000040&pid=S0872-0754201200030000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>3. Nakamura H, Yanai H, Miura O, Minamisono Y, Mitani N, Hi­gaki S, et al. Pyloric stenosis due to Crohn Disease. J Gastro­enterol 1998; 33:739-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000042&pid=S0872-0754201200030000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body><back>
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