<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0872-0754</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Nascer e Crescer]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Nascer e Crescer]]></abbrev-journal-title>
<issn>0872-0754</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Centro Hospitalar do Porto]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0872-07542012000300018</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Formas clássicas]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Borges]]></surname>
<given-names><![CDATA[Teresa]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar do Porto Unidade de Endocrinologia Pediátrica ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>09</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>09</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<volume>21</volume>
<numero>3</numero>
<fpage>S179</fpage>
<lpage>S179</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0872-07542012000300018&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0872-07542012000300018&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0872-07542012000300018&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><b>Formas clássicas </b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Teresa Borges<sup>1 </sup></b></p>      <p><sup>1 </sup>U. Endocrinologia Pediátrica, CH Porto </p>      <p>&nbsp;</p>      <p>A Hiperplasia Supra-renal Congénita (HSRC) é uma patologia Autossómica Recessiva caracterizada pela alteração da síntese do colesterol. Tem uma incidência estimada de 1:10000 a 1:20000 recém-nascidos, com variações étnicas e raciais importantes. </p>      <p>A forma mais comum de HSRC, responsável por cerca de 95% dos casos, é provocada pela mutação / delecção do gene CYP1A2, que codi&#64257;ca para a enzima 21-hidroxilase (P550C21). Esta enzima converte a 17-hidroxiprogesterona (17OHP) em 11-desoxicortisol e a progesterona em desoxicorticosterona, respectivamente, os precursores do cortisol e da aldosterona. O bloqueio da síntese do colesterol leva à estimulação do córtex da supra-renal, com acumulação dos precurssores do cortisol que são desviados para a biossíntese das hormonas sexuais. Cerca de 75% das formas clássicas da HSC têm de&#64257;ciência de aldosterona. </p>      <p>O gene que codi&#64257;ca para a 21-hidroxilase está localizado na região III do complexo humano de histocompatibilidade, no cromossoma 6. Existem mais de 100 mutações conhecidas do CYP21A2. O estudo genético do gene permite detectar cerca de 95% dos doentes afectados. </p>      <p>As formas Clássicas da HSRC dividem-se em formas Clássicas perdedoras de sal e formas Clássicas virilizantes simples. Cerca de 75% dos doentes com HSRC forma clássica têm de&#64257;ciência de aldosterona – forma perdedora de sal. A crise adrenal surge nas 1ªs semanas de vida e os sinais típicos são: hiporreactividade; re&#64258;exo de sucção débil, di&#64257;culdades alimentares, hiperpigmentação, vómitos, hipotermia, hipotensão, desidratação e perda de peso. Analiticamente é caracterizada por: hipoinatrémia; hipercaliémia; hipoglicemia e acidose metabólia. </p>      <p>As formas Clássicas condicionam virilização no RN do sexo feminino, constituindo a causa mais comum de ambiguidade sexual no feto geneticamente feminino. O grau de virilização é muito variável, desde cliteromegalia simples até ao aspecto de phalus. No feto do sexo masculino, os genitais externos não estão afectados e na ausência da forma perdedora de sal, o diagnóstico é protelado e condicionado pelo aparecimento de pêlo axilar e púbico, acne, aceleração do crescimento e da idade óssea. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O diagnóstico assenta na Prova de ACTH (250 ug) com doseamentos hormonais da Supra-renal, aos tempos 0 e 60 minutos. A actividade da renina plasmática, ou melhor a relação desta com a aldosterona, permite diagnosticar a de&#64257;ciência mineralocorticóide. Outros exames que podem ser úteis para o diagnóstico são: o inonograma sérico; a gasimetria; a ecogra&#64257;a abdominal e pélvica e o cariótipo de sangue periférico. </p>      <p>A terapêutica engloba os glucocorticóide, os mineralocorticóide e os suplementos de sódio, estes dois últimos na presença de de&#64257;ciência mineralocorticóide. Durante a fase de crescimento, o glucocoricóide indicado é a hidrocortisona porque a sua semi-vida curta permite minimizar os efeitos adversos dos glucocorticóides mais potentes e de acção mais prolongada, principalmente ao nível da supressão do crescimento. </p>      <p>A monitorização da terapêutica inclui os doseamentos hormonais periódicos, a avaliação do crescimento (velocidade de crescimento cada 6 a 12 meses) e avaliação anual da idade óssea. O objectivo é evitar o hipercortisolismo e o hiperandrogenismo e permitir o crescimento e desenvolvimento adequados com o atingimento da estatura alvo. </p>      <p>Segundo os consensos mais recentes (2010) o rastreio universal dos recém-nascidos está recomendado. Actualmente o rastreio endócrino-metabólico Português não incluiu o rastreio da de&#64257;ciência de 21-hidroxilase. </p>      <p>Dada a complexidade desta patrologia, estes doentes devem ser seguidos em Centros de referência multidisciplinares que englobem cirurgiões pediátricos, endocrinologistas pediátricos, pedopsiquiatras / psicólogos e geneticistas com experiência na área. </p>       ]]></body>
</article>
