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</front><body><![CDATA[ <p><b>Importância do estudo genético para o tratamento pré-natal - Papel do endocrinologista -</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Anabela Giestas<sup>1</sup></b></p>      <p><sup>1 </sup>Serviço de Endocrinologia, CH Porto </p>      <p>&nbsp;</p>      <p>Hiperplasia suprarrenal congénita (HSRC) é uma doen­ça autossómica recessiva decorrente da alteração de enzimas que participam da síntese do cortisol. As manifestações podem ser causadas pela de&#64257;ciência do cortisol e, em alguns casos, aldosterona e pela acumulação de precursores. A hiperplasia suprarrenal congénita (HSRC) por de&#64257;ciência da 21-hidroxilase (<i>21-OH</i>) é o mais frequente dos defeitos enzimáticos adrenais, ocorrendo em 95% dos casos de HSRC <sup>(1)</sup>. A enzima 21OH par­ticipa na síntese dos glicocorticoides e dos mineralocorticóides, e a redução da actividade desta enzima resulta na diminuição da síntese de cortisol e consequente estimulação crónica do córtex adrenal pelo ACTH com hiperplasia adrenal e excesso de pro­dução dos precursores (17OH-progesterona) que são desviados para a biossíntese de andrógenos. </p>      <p>Tradicionalmente é classi&#64257;cada em duas formas clínicas: clássica, que inclui os subgrupos perdedora de sal e virilizante simples, e não clássica. A forma virilizante simples caracteriza-se por graus variados de virilização pré-natal da genitália externa no sexo feminino e virilização pós-natal em ambos os sexos, com aumento do clitóris ou pênis, pubarca precoce e avanço da idade óssea com prejuízo na estatura &#64257;nal. A forma perdedora de sal, além da hiperprodução androgénica, apresenta de&#64257;ciência mais severa na produção de aldosterona levando à desidratação e choque. A forma não-clássica não apresenta virilização pré-natal e os sintomas iniciam-se durante a infância ou adolescência, re­sultando em pubarca precoce, amenorreia primária ou secundá­ria, hirsutismo, acne e infertilidade. A forma não clássica pode ser assintomática com o mesmo per&#64257;l hormonal da forma sinto­mática, porém sem manifestações clínicas <sup>(2)</sup>. </p>      <p>Os fenótipos descritos correlacionam-se com a actividade enzimática da 21OH (gene <i>CYP21) </i><sup>(3)</sup>. Os indivíduos afetados apresentam geralmente mutações diferentes em cada um dos alelos (heterozigotos compostos) e uma minoria são homozigo­tos para uma mutação. A forma clínica no heterozigoto compos­to é conferida pelo alelo com maior atividade enzimática Assim, indivíduos com o genótipo severo/severo apresentam, princi­palmente, a forma perdedora de sal, com os genótipos severo/ moderado e moderado/moderado apresentam, principalmente, a forma virilizante simples e os com os genótipos severo/leve, moderado/leve e leve/leve apresentam, principalmente, a forma não clássica. </p>      <p>A principal complicação da HSRC-21OH é a virilização in útero da genitália externa de fetos femininos afectados. O diag­nóstico pré-natal tem sido utilizado em gestações de risco, ou seja, nos casais que geraram uma criança com a forma clássica e que são heterozigotos para a mutação da forma clássica, com o objetivo de instituir a terapêutica a &#64257;m de suprimir a adrenal fetal e evitar a virilização da genitália externa em fetos femininos afetados <sup>(4)</sup>. </p>      <p>Nos doentes com HSRC e que pretendem gravidez, o risco de ter criança com forma clássica depende do seu genótipo e da probabilidade do cônjuge ser portador, sendo importante o estu­do genético para plani&#64257;cação da gravidez. Todos os adultos com HSRC, incluindo as formas não-clássicas, e respectivos parcei­ros devem ser encaminhados a uma consulta de aconselhamen­to genético, porque estima-se que 1.6% da população geral é portadora da mutação clássica e 2/3 das formas não-clássicas podem ser portadoras de mutação severa. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Se ambos forem portadores de mutação clássica, o casal deve ser informado sobre a possibilidade de tratamento pré-natal com dexametasona e os seus potenciais riscos. </p>      <p>A dexametasona está indicada apenas no tratamento pré­natal porque não é inactivada pela placenta (11 &#946;-HSD2), e tem uma semi-vida longa que permite uma maior supressão da ACTH<sup>(5)</sup>. </p>      <p>Como a diferenciação da genitália pode iniciar-se antes da 6ª a 7º semana de gestação, o tratamento deve ser iniciado as­sim que se con&#64257;rmar a gestação, com dexametasona na dose de 20&#956;g/Kg/dia, dividida em três tomas diárias. O diagnóstico pré­natal é realizado a partir da 10ª a 12ª semana de gestação atra­vés da biópsia de vilosidades coriónicas para análise da deter­minação do sexo e estudo dos genes <i>CYP21</i>. A vantagem desta técnica é a sua precocidade, o que permite interromper preco­cemente a exposição da mãe à dexametasona em caso do feto não afectado. Alternativamente, o diagnóstico pré-natal pode ser realizado através da determinação da 17OH-progesterona ou da tipagem do HLA a partir da 15ª semana de gestação por amnio­centese <sup>(6)</sup>. Recentemente, a determinação do cromossoma Y no sangue materno pelas 6-7 semanas permitiu a suspensão mais precoce da terapêutica com dexametasona nos fetos do sexo masculino <sup>(7)</sup>.</p>      <p>Em caso de sexo masculino não há risco de problemas na genitália e a terapia deve ser suspensa. Em caso de sexo fe­minino prossegue-se o tratamento e o estudo para determina­ção no feto das mutações, e se apresentar mutações com forma clássica deve-se continuar a terapêutica até o nascimento, caso contrário o tratamento é interrompido. </p>      <p>O tratamento pré-natal é e&#64257;caz, ao evitar a virilização de fetos femininos tratados pré-natalmente, em 80% dos casos. As causas de falha da terapêutica pré-natal devem-se ao início tar­dio da terapia, dose inadequada de dexametasona ou não ade­são ao tratamento <sup>(8)</sup>. </p>      <p>Em geral a terapia é bem tolerada pelas grávidas, estando descritas complicações em cerca de 10% dos casos, incluindo aumento de peso, estrias violáceas, hirsutismo, hiperglicemia, hipertensão e fácies cushingóide. A maioria dos efeitos colaterais desaparece com a interrupção da terapia <sup>(9)</sup>. </p>      <p>Relativamente à segurança fetal, existem casos descritos de fenda no palato e lábio leporino quando administrada dexa­metasona em altas doses em estudos animais <sup>(10)</sup> e também em humanos <sup>(11)</sup>. Outros efeitos estão menos bem esclarecidos. </p>      <p>A terapêutica pré-natal ainda é controversa e desconhece-se o impacto físico e psicológico a longo-prazo do tratamento pré-natal durante a infância e puberdade, na estatura &#64257;nal e per&#64257;l psicológico ou cognitivo das crianças submetidas ao tra­tamento. Além disso, mesmo nos casais em risco, somente um entre oito fetos do sexo feminino será afectado, o que implica que sete gestações serão submetidas desnecessariamente ao tratamento com dexametasona, antes que seja determinado o sexo e o genótipo. Por outro lado, a terapia é importante porque permite a ocorrência de uma genitália externa normal evitando ou diminuindo o trauma cirúrgico. O consenso publicado em 2010 pela Endocrine Society sugere que este tratamento seja encarado como experimental e realizado em centros com gran­de número de doentes para avaliar a longo-prazo os efeitos da terapêutica<sup>(12)</sup>. </p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>BIBLIOGRAFIA </b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>1. New MI, Dupont B, Grumback K, Levine LS. Congenital adrenal hyperplasia and related conditions. In Stambury JB, Wyngaarden JB, Fredreickson DS, Goldstein JL; Brown MS. editors. The Metabolic Bases of Inherited Disease. McGraw Hill, New York, 1982;973-1000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000023&pid=S0872-0754201200030001900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>2. Miller WL, Levine LS. Molecular and clinical advances in con­genital adrenal hyperplasia. J Pediatr 1987;11:1-17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000025&pid=S0872-0754201200030001900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>3. Speiser PW, Dupont J, Zhu D, Serrat J, Buegeleisen M, Tusie-Luna MT, Lesser M, New MI, White PC. Disease expression and molecular genotype in congenital adrenal hyperplasia due to 21-hydroxilase de&#64257;ciency. J Clin Invest 1992;90:584­-595.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000027&pid=S0872-0754201200030001900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>4. Forest MG, Morel Y, David M. Prenatal treatment of congenital adrenal hyperplasia. Trends Endocrinol Metab 1992;9:284­-289.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000029&pid=S0872-0754201200030001900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>5. White PC, Mune T, Agarwal AK. 11 B-Hydroxysteroid dehydro­genase and the syndrome of apparent mineralocorticoid ex­cess. Endocr Rev 1997;18:135-156.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000031&pid=S0872-0754201200030001900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>6. Bachega T, et al. Tratamento da Hiperplasia Supra-Renal Congénita por De&#64257;ciência da 21-Hidroxilase. Arq Bras Endo­crinol Metab 2001;45:64-72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000033&pid=S0872-0754201200030001900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>7. Bartha JL, Finning K, Soothill PW. Fetal sex determination from maternal blood at 6 weeks of gestation when at risk for 21-hydroxylase de&#64257;ciency.  Obstet Gynecol 2003;101:1135-1136.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000035&pid=S0872-0754201200030001900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>8. Forest MG. Recent advances in the diagnosis and manage­ment of congenital adrenal hyperplasia due to 21-hydroxilase de&#64257;ciency.  Hum Reprod Update 2004;10:469-485.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000037&pid=S0872-0754201200030001900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>9. Pang S, Pollack MS, Marshall RN, Immken L. Prenatal treat­ment of congenital adrenal hyperplasia due to 21 hydroxylase de&#64257;ciency.  New Engl J Med 1990;322:111-115.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000039&pid=S0872-0754201200030001900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>10. Rowland JM, Hendrickx AG. Corticosteroid teratogenicity. Adv Vet Sci Comp Med 1983;27:99-128.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000041&pid=S0872-0754201200030001900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>11. Rodriguez-Pinilla E, Martinez-Frias ML. Corticosteroids du­ring pregnancy and oral clefts: a case control study. Terato­logy 1998;58:2-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000043&pid=S0872-0754201200030001900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>12. Phyllis W, et al. Congenital Adrenal Hyperplasia Due to Ste­roid 21-Hydroxylase De&#64257;ciency: An Endocrine Society Clinical Practice Guideline.  J Clin Endocrinol Metab 2010;95(9):4133-4160.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000045&pid=S0872-0754201200030001900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body><back>
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