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<publisher-name><![CDATA[Centro Hospitalar do Porto]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Adenopatia Supraclavicular no lactente: um desafio diagnóstico]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Lymph nodes enlargement is a common clinical concern in children and a diagnostic challenge. The differential diagnosis includes infections, congenital pathology, and neoplasms. Case report: We report a case of seven months-old male with unilateral painless left supraclavicular swelling noticed for three months. Laboratory tests were normal and the chest radiograph revealed a bilateral hilar infiltrate. He had a positive Mantoux test with 20mm of induration. The histological sections were compatible with tuberculosis lymphadenitis. Conclusion: With this case we highlight the importance of tuberculosis being included in the differential diagnosis of a supraclavicular adenopathy, especially in countries with high prevalence.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Adenopatia Supraclavicular no lactente: um desafio diagnóstico</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Helena M. Silva<sup>1</sup>, Telma Barbosa<sup>1</sup>, Emília Costa<sup>1</sup>, Lurdes Morais<sup>1</sup>, Ana Ramos<sup>1</sup></b></p>      <p><sup>1</sup> S. Pediatria, Dep. Criança e Adolescente, CH Porto</p>      <p><b><a name="top0" id="top0"><a href="#0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>RESUMO</b></p>      <p><b>Introdução: </b>As adenopatias na criança são um motivo frequente de consulta e representam um desafio diagnóstico. O diagnóstico diferencial inclui principalmente a patologia infecciosa, a congénita e a neoplásica.</p>      <p><b>Caso Clínico: </b>Descrevemos o caso de um lactente de sete meses de idade com uma adenopatia supraclavicular unilateral, indolor, com três meses de evolução. O estudo analítico não demonstrou alterações e na radiografia pulmonar observou-se um infiltrado hilar bilateral. A prova tuberculínica foi positiva com uma induração de 20mm. O exame anatomo-patológico evidenciou alterações compatíveis com linfadenite tuberculosa.</p>      <p><b>Conclusão: </b>Salientamos  que a tuberculose deverá ser incluída no diagnóstico diferencial de uma adenopatia supra-clavicular, especialmente nos países de alta prevalência.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave: </b>Linfadenite tuberculosa, linfadenopatia, tuberculose extrapulmonar.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Supraclavicular adenopathy in an infant: a diagnostic challenge</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>ABSTRACT</b></p>      <p><b>Introduction: </b>Lymph nodes enlargement is a common clinical concern in children and a diagnostic challenge. The differential diagnosis includes infections, congenital pathology, and neoplasms.</p>      <p><b>Case report: </b>We report a case of seven months-old male with unilateral painless left supraclavicular  swelling  noticed for three months. Laboratory tests were normal and the chest radiograph revealed a bilateral hilar infiltrate. He had a positive Mantoux test with 20mm of induration. The histological sections were compatible with tuberculosis lymphadenitis.</p>      <p><b>Conclusion: </b>With this case we highlight the importance of tuberculosis being included in the differential diagnosis of a supraclavicular adenopathy, especially in countries with high prevalence.</p>      <p><b>Keywords: </b>Extrapulmonary tuberculosis, lymphadenopathy, tuberculosis lymphadenitis.</p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>INTRODUÇÃO</b></p>      <p>As adenopatias na criança representam um desafio diagnóstico. As principais causas são infecciosas, não se podendo esquecer as causas neoplásicas que, embora raras, são um importante diagnóstico diferencial. A história clínica e o exame físico pormenorizado são fundamentais em todos os casos e, na maioria das vezes, nenhum exame adicional é necessário. A localização nas várias cadeias ganglionares, o tempo de evolução, as dimensões e a consistência constituem aspetos importantes a ter em conta. Devem ser valorizadas as adenopatias de consistência aumentada, aderentes, duras, indolores, persistentes e/ou com aumento progressivo de diâmetro, sem sinais inflamatórios e especialmente de localização não habitual como as regiões cervical posterior ou a região supraclavicular.</p>      <p>No caso das adenopatias de evolução prolongada e/ou de localização supraclavicular, deve-se iniciar a investigação no sentido de excluir a causa neoplásica. A ecografia é um exame de baixo custo e não invasivo que permite caracterizar a adenopatia de uma forma mais precisa. A histologia é o método diagnóstico definitivo<sup>(1)</sup>.</p>      <p>Descrevemos o caso de um lactente de sete meses de idade com uma adenopatia supraclavicular com três meses de evolução cujo exame anatomopatológico evidenciou alterações compatíveis com linfadenite tuberculosa. Salientamos que a tuberculose deve ser incluída no diagnóstico diferencial de uma adenopatia supraclavicular, especialmente nos países de alta prevalência.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>CASO CLÍNICO</b></p>      <p>Lactente do sexo masculino fruto de uma segunda gravidez, vigiada, com ecografias pré-natais normais e com as seguintes serologias maternas (3º trimestre): AgHBs negativo, anti-VHC negativo, anti-VIH negativo, VDRL não reactivo, toxoplasmose imune, rubéola imune, CMV IgG positivo e IgM negativo. O período neonatal decorreu sem intercorrências. Portador de uma variante de hemoglobina – HbC, associada a microcitose e hipocromia, sem anemia. O Programa Nacional de Vacinação estava atualizado. Filho de pais de raça negra, jovens, não consanguíneos; pai com anemia de células falciformes e mãe com asma atópica.</p>      <p>Apresenta desde os três meses de idade uma adenopatia supraclavicular esquerda com três meses de evolução, com cerca de um centímetro de maior eixo, firme, não dolorosa à palpação, sem sinais inflamatórios associados e sem noção de crescimento recente. Sem febre, sem sintomas respiratórios, sem repercussão no desenvolvimento estatoponderal, sem outras adenomegalias palpáveis e sem contexto familiar conhecido de doença. Aos seis meses de idade foi orientado por Cirurgia Pediátrica, tendo sido realizada a exérese cirúrgica cujo resultado anatomopatólogico revelou: “processo de linfadenite crónica granulomatosa necrosante de possível origem tuberculosa, com pesquisa de bacilos álcool-ácido resistentes negativa.” Neste contexto foi internado para melhor esclarecimento etiológico. Na admissão, apresentava bom estado geral e nutricional e não tinha sinais de dificuldade respiratória. Na auscultação pulmonar os sons respiratórios eram simétricos, sem ruídos adventícios; a auscultação cardíaca era normal. No cavado supraclavicular esquerdo tinha uma cicatriz cirúrgica, e à palpação apresentava uma tumefacção com cerca de 1cm de maior diâmetro firme, indolor, aderente aos planos profundos e sem sinais inflamatórios associados. Na axila esquerda, apresentava uma adenomegalia palpável com menos de 1cm, indolor. Sem outras adenomegalias ou organomegalias palpáveis.</p>      <p>Os exames complementares de diagnóstico revelaram: Hb 10.8g/dl, VGM 60fl, HGM 20.5pg, leucócitos 11 670/ul, neutrófilos 24%, linfócitos 62.6%, plaquetas 467 000/ul; VS (1ªhora) de 10mm; ácido úrico e DHL normais; TGO 36U/L, TGP 15U/L; PCR 3,0mg/L. A ecografia abdominal foi normal. A radiografia de tórax (Figura 1) evidenciou um infiltrado hilar bilateral. A pesquisa de bacilo de Koch (BK) em exame directo e cultural a partir de três amostras de suco gástrico foi negativa, bem como a PCR para BK na urina e sangue. A prova tuberculínica a 2U (PPD, <i>purified protein derivative</i>, RT23) apresentou uma induração de 20 mm.</p>      <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/nas/v21n4/21n4a11f1.jpg"></p>     
<p><b>Figura 1: </b>Radiografia de tórax antero-posterior: infiltrado hilar bilateral</p>      <p>&nbsp;</p>      <p>Colocada a hipótese diagnóstica de tuberculose doença (tuberculose ganglionar) pelo que iniciou terapêutica com quatro antibacilares (Isoniazida 10mg/kg/dia 1x/dia, Rifampicina 15mg/ kg/dia, Pirazinamida 30mg/kg/dia, Etambutol 25mg/kg/dia) que cumpriu em ambulatório durante dois meses, seguido de quatro meses com isoniazida 10mg/kg/dia e rifampicina 15mg/kg/dia.</p>      <p>A Tomografia Computorizada (TC) torácica efetuada no primeiro mês de tratamento mostrou uma lesão expansiva no cavado supraclavicular esquerdo com cerca de dois centímetros, de matriz parcialmente calcificada (Figura 2); na axila homolateral era visível uma lesão de características idênticas. No mediastino não eram evidentes conglomerados adenopáticos. O parênquima pulmonar apresentava consolidação sub-segmentar do segmento posterior do lobo superior direito (Figura 3), com discretas áreas de consolidação e infiltrados interstício-alveolares no segmento ápico posterior do lobo superior esquerdo, sugestivos de uma etiologia infecciosa.</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/nas/v21n4/21n4a11f2.jpg"></p>     
<p><b>Figura 2</b>. TC pulmonar: lesão expansiva no cavado supraclavicular esquerdo com 18.5mm, de matriz parcialmente calcificada.</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/nas/v21n4/21n4a11f3.jpg"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Figura 3</b>. TC tórax: Consolidação sub-segmentar do segmento posterior do LSD (a) com discretas áreas de consolidação e infiltrados interstício-alveolares no segmento ápico posterior do LSE (b).</p>      <p>&nbsp;</p>      <p>Os familiares co-habitantes e conviventes directos foram rastreados: a mãe, irmã e tios paternos eram assintomáticos e apresentavam uma radiografia de tórax e prova tuberculínica negativas. O pai tinha uma prova tuberculínica com 15 mm de induração; a radiografia de tórax foi normal, as baciloscopias, micobacteriológico e o nível sérico de <i>Interferon-gama </i>foram negativos.</p>      <p>O lactente foi seguido na consulta externa para monitorizar a tolerância/adesão à terapêutica, os efeitos colaterais dos fármacos, e a evolução clínica. Após ter completado seis meses de terapêutica antibacilar houve uma regressão completa das adenopatias.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>DISCUSSÃO</b></p>      <p>As adenopatias de localização supra-clavicular e/ou de evolução prolongada não são frequentes na idade pediátrica e devem ser sempre consideradas patológicas. Associam-se a um elevado risco de malignidade (até 75%) devendo a investigação ser orientada nesse sentido <sup>(3)</sup>. Outras causas a considerar são as de etiologia infeciosa, nomeadamente a infeção por BK. A tuberculose (TB) continua a ser um problema de magnitude mundial. Em Portugal, na última década do século XX, verificou-se uma diminuição progressiva da incidência de tuberculose no grupo etário inferior a 15 anos, contudo, as taxas de incidência situam-se na ordem dos 8,3/100 000 na faixa etária dos 0-4 anos e de 5,6 /100 000 na faixa etária dos 5 -14 anos<sup>(4)</sup>.</p>      <p>Na maior parte dos casos de infeção primária a resposta imune impede a progressão para doença pelo que os sintomas e sinais físicos são escassos, e muitas vezes desaparecem espontaneamente<sup>(5,6,7)</sup>. Cerca de 25% a 30% das crianças imunocompetentes com tuberculose tem uma apresentação extra-pulmonar, mais frequentemente sob a forma de tuberculose ganglionar. A maioria dos casos de tuberculose ganglionar ocorre em média três a nove meses após uma infecção pulmonar inicial.</p>      <p>A apresentação clínica neste caso foi concordante com o que é descrito na literatura: a tuberculose ganglionar surge mais frequentemente sob a forma de linfadenopatia crónica não dolorosa e unilateral. Os gânglios mais frequentemente atingidos são os gânglios cervicais, embora a tuberculose ganglionar possa também envolver o triângulo posterior, região submandibular e supraclavicular <sup>(5,6)</sup>. Em cerca de 50% dos casos os sinais sistémicos estão ausentes, à semelhança do que sucedeu neste caso <sup>(5,8)</sup>. O estudo analítico frequentemente é normal e/ou revela alterações inespecíficas; a VS tem pouco valor no diagnóstico de tuberculose e até um terço dos casos apresenta uma VS&lt;10mm.</p>      <p>A radiografia de tórax não revela achados específicos nem diagnósticos e cerca de 10-20% dos casos de TB pulmonar confirmada cursam sem alterações radiológicas. Contudo, deverá ser realizado por rotina durante a avaliação da tuberculose doença e em qualquer criança com prova tuberculínica positiva<sup>(6)</sup>.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A TC de tórax é um importante meio complementar de diagnóstico quer na avaliação da extensão da adenopatia supraclavicular, quer na exclusão de patologia do mediastino e do parênquima pulmonar; contudo, os padrões de consolidação parênquimatosa são também inespecíficos e não são diagnósticos.</p>      <p>A identificação do <i>Mycobacterium tuberculosis </i>é o método de diagnóstico padrão, pelo que a excisão cirúrgica do gânglio (com o respetivo exame cultural), embora não curativa, é necessária para estabelecer o diagnóstico de tuberculose ganglionar<sup>(4)</sup>. Contudo, a confirmação bacteriológica nem sempre é possível: as lesões são paucibacilares e há grande dificuldade na obtenção de amostras adequadas<sup>(7,9)</sup>. Isto, aliado ao facto de a positividade da cultura de três aspirados gástricos ser de apenas 25% contribui para as dificuldades diagnósticas. Deste modo, uma cultura negativa nunca excluiu a tuberculose<sup>(3)</sup>.</p>      <p>Ao contrário do adulto, em que o diagnóstico de tuberculose é direto, isto é, baseado na clínica e confirmado por exames culturais, na criança o diagnóstico é muitas vezes indireto, dependendo das circunstâncias clínicas, epidemiológicas e dos resultados da prova tuberculínica lactente com BCG tem uma prova tuberculínica positiva se apresentar uma induração com &gt;10mm de diâmetro<sup>(10,11)</sup>.</p>      <p>No caso clínico apresentado a pesquisa de BK em exame direto e cultural a partir de três amostras de suco gástrico foi negativa e a análise micobacteriológica do gânglio excisado, embora fundamental, não foi realizada. Deste modo, foi estabelecido o diagnóstico provável de tuberculose ganglionar, baseando-se: na presença de adenopatia crónica com histologia sugestiva de linfadenite tuberculosa; positividade da prova tuberculínica e resposta favorável à terapêutica antituberculosa com regressão completa das adenopatias. O diagnóstico não foi confirmado uma vez que não foi feita a identificação do BK.</p>      <p>O rastreio dos familiares permitiu a exclusão de tuberculose doença nos contactos diretos, contudo, a tuberculose atinge as crianças através do contágio a partir de conviventes bacilífero e por cada criança com TB há pelo menos um adulto bacilífero, e por cada adulto bacilífero poderão existir uma ou mais crianças infectadas. Este facto obriga, mais uma vez, a refletir a adoção de estratégias concertadas e multidisciplinares para o controlo efetivo da doença a nível nacional.</p>      <p>O tratamento da tuberculose extrapulmonar não complicada realizou-se em duas fases: primeira fase – fase intensiva consiste em dois meses de terapêutica com Isoniazida, Rifampicina, Pirazinamida e Etambutol; a segunda fase fase de continuação consiste em quatro meses de terapêutica dupla com Isoniazida e Rifampicina. A fase intensiva elimina rapidamente a maioria dos bacilos para prevenir o surgimento de resistências; a fase de continuação contribui para a eliminação dos bacilos quiescentes<sup>(2,12,13)</sup>.</p>      <p>O prognóstico da tuberculose ganglionar é favorável, resultando em taxas de cura de aproximadamente 95-100%<sup>(12)</sup> .</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>BIBLIOGRAFIA</b></p>      <!-- ref --><p>1. Dean S, Garrett N, Tyrrell J. Management of enlarged cervical lymph nodes. Paediatr Child Health 2007;18:118-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000062&pid=S0872-0754201200040001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>2. Guidance for national tuberculosis programmes on the management of tuberculosis in children. Geneve, World Health Organization 2006 (WHO/HTM/TB/2006.371).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000064&pid=S0872-0754201200040001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>3. Mcclain KL, Fletcher RH. Causes of peripheral lymphadenopathy in children. UpToDated 18.3, 2012. Disponível em: <a href="http://www.uptodate.com" target="_blank">www.uptodate.com</a>. Acedido em: 28/09/2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000066&pid=S0872-0754201200040001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>4. Leite L, Carvalho I, Tavares E, Vilarinho A. Tuberculose doença: Casuística de um serviço de pediatria no século XXI. Rev Port Pneumol 2009;15:771-82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000068&pid=S0872-0754201200040001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>5. Cruz T, Starke JR. Clinical manifestations of tuberculosis in children. Paediatr Respir Rev 2007;8:107-17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S0872-0754201200040001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>6. Cruz T, Starke JR. Pediatric Tuberculosis. Pediatr Rev 2010;31:13-26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000072&pid=S0872-0754201200040001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>7. Pereira L, Marques L, Castro C, Guedes-Vaz L. Diagnóstico e tratamento da tuberculose em pediatria. Acta Pediatr Port, 2003;2:113-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S0872-0754201200040001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>8. Maltezou HC, Spyridis P, Kafetzis D. Extra-pulmonary tuberculosis in children. Arch Dis Child 2000;83:342-346.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S0872-0754201200040001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>9. Moreno-Pérez D, Martín A, Gómez NA,  Baquero-Artigao F, Montaner EA, Gómez-Pastrana D, <i>et al. </i>Diagnóstico de la tuberculosis en la edad pediátrica. Documento de consenso de la Sociedad Española de Infectologia Pediátrica (SEIP) y la Sociedad Española de Neumologia Pediátrica (SENP). An Pediatr (Barc) 2010;73:143.e1-143.14&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S0872-0754201200040001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>10. Carvalho L. As nossas leituras. Rev Port Pneumol 2007, XIII:159-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S0872-0754201200040001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>11. Mayers M. Tuberculosis. Pediatr Rev 2008;29:140-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S0872-0754201200040001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>12. Adams LV, Starke JR. Tuberculosis disease in children. UpTodate 18.3.  Disponível em: <a href="http://www.uptodate.com" target="_blank">www.uptodate.com</a>. Acedido em: 28/09/2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S0872-0754201200040001100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>13. Echevarría AM, Peña MJ, Baquero FA, Miguel G. Tuberculosis. Protocolos Diagnóstico Terapéuticos de la AEP. Disponível  em:<a href="http://www.aeped.es/documentos/protocolos-infectologia" target="_blank"> http://www.aeped.es/documentos/protocolos-infectologia</a>. Acedido em: 28/09/2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S0872-0754201200040001100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>14. Antunes F, <i>et al</i>. Tratamento da tuberculose. Linhas orientadoras para programas nacionais. Direcção-Geral de Saúde 2006.  Disponível em: <a href="http://whqlibdoc.who.int/publications/2003/9226751462_por.pdf" target="_blank">http://whqlibdoc.who.int/publications/2003/9226751462_por.pdf</a>.  Acedido em: 28/09/2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S0872-0754201200040001100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b><a name="0"><a href="#top0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>      <p>Helena Moreira da Silva</p>      <p>E-mail: <a href="mailto:hel.m.silva@hotmail.com">hel.m.silva@hotmail.com</a></p>      ]]></body>
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