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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Juvenile recurrent parotiditis (JRP) is a relapsing inflammation of the parotid gland, usually associated with non-obstructive sialectasis. The Sjögren syndrome (SS), rare in children, may present at this age, in the form of recurrent parotiditis. Case Study: Female, 13 years, in the fourth episode of parotid swelling and pain, begins investigating: ultrasound of the parotid glands revealed heterogeneous texture and multiple punctiforme calcifications, high ANA (1:1280) title, with speckled pattern, auto-antibodies anti-SSA, anti-SSB and Rheumatoid Factor positive, hyper-gamaglobulinemia and elevated Immunoglobulin G. We also observed elevation of Creatinofosfoquinase, Glutamic Oxaloacetic Transaminase and Glutamic Pyruvic Transaminase. A minor salivary gland biopsy was consistent with a diagnosis of SS. Treatment was started with systemic steroids combining hydroxychloroquine during exacerbations, with clinical improvement. Discussion/conclusion: The age of onset of parotid swelling helps in differentiation between JRP idiopathic and other clinical entities. The muscle involvement occurs in primary SS and has a varied clinical and pathological spectrum, subclinical myositis occurs in a percentage that varies between 5% and 37%.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Parotidite recorrente juvenil… nem sempre é o que parece</b></p>     <p><b>Juvenile recurrent parotiditis…not always what it seems</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Aida Silva e Sá<sup>1</sup>, José Carlos Fraga<sup>1</sup>, Ana Margarida Costa<sup>1</sup>, Fátima Dias<sup>2</sup>, Iva Brito<sup>3</sup></b></p>      <p><sup>1</sup> S. Pediatria, CH Trás-os-Montes de Alto Douro</p>      <p><sup>2</sup> S. Reumatologia, CH São João</p>      <p><b><a href="#c0">ENDEREÇO PARA CORRESPONDÊNCIA</a><a name="topc0"></a></b></p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>RESUMO</b></p>      <p><b>Introdução:</b> A parotidite recorrente juvenil (PRJ) é uma inflamação recidivante idiopática da glândula parótida, geralmente associada a sialectasia não-obstrutiva. A síndrome de Sjögren (SS), rara em idade pediátrica, pode apresentar-se nesta faixa etária sob a forma de parotidites de repetição.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Caso clínico: </b>Menina, de 13 anos, que no quarto episódio de tumefação e dor parotídea, iniciou investigação etiológica que revelou glândulas parótidas ecograficamente com textura heterogénea e múltiplas calcificações punctiformes, título ANA elevado (1:1280) com padrão mosqueado, anticorpos Anti-SSA e Anti-SSB positivos, assim como o fator reumatóide, híper-gamaglobulinémia e elevação da imunoglobulina G. Verificou-se, também, elevação da creatinofosfoquinase, da transamínase glutâmico-oxalacética e da transamínase glutâmico-pirúvica. A biópsia das glândulas salivares minor foi compatível com diagnóstico de SS. Iniciou terapêutica com hidroxicloroquina e corticóide oral em baixa dose com resposta clínica favorável.</p>      <p><b>Discussão/Conclusão:</b> A idade de aparecimento da tumefação parotídea ajuda no diagnóstico diferencial entre PRJ idiopática e uma etiologia inflamatória crónica. O envolvimento muscular está descrito no SS primário e tem um espectro clínico e patológico variado, sendo que a miosite subclínica surge numa percentagem que varia entre os 5% e os 37%. </p>      <p><b>Palavras-chave: </b>Hidroxicloroquina, miosite, parotidite recorrente, síndrome Sjögren.</p>      <p><b>&nbsp;</b></p>       <p><b>ABSTRACT</b></p>      <p><b>Introduction: </b>Juvenile recurrent parotiditis (JRP) is a relapsing inflammation of the parotid gland, usually associated with non-obstructive sialectasis. The Sjögren syndrome (SS), rare in children, may present at this age, in the form of recurrent parotiditis.</p>      <p><b>Case Study</b>: Female, 13 years, in the fourth episode of parotid swelling and pain, begins investigating: ultrasound of the parotid glands revealed heterogeneous texture and multiple punctiforme calcifications, high ANA (1:1280) title, with speckled pattern, auto-antibodies anti-SSA, anti-SSB and Rheumatoid Factor positive, hyper-gamaglobulinemia and elevated Immunoglobulin G. We also observed elevation of Creatinofosfoquinase, Glutamic Oxaloacetic Transaminase and Glutamic Pyruvic Transaminase. A minor salivary gland biopsy was consistent with a diagnosis of SS. Treatment was started with systemic steroids combining hydroxychloroquine during exacerbations, with clinical improvement.</p>      <p><b>Discussion/conclusion: </b>The age of onset of parotid swelling helps in differentiation between JRP idiopathic and other clinical entities. The muscle involvement occurs in primary SS and has a varied clinical and pathological spectrum, subclinical myositis occurs in a percentage that varies between 5% and 37%.</p>      <p><b>Keywords:</b> Hydroxychloroquine, myositis, recurrent parotitis, Sjögren Syndrome.</p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>INTRODUÇÃO</b></p>      <p>O aumento recorrente do volume das glândulas salivares é pouco comum na infância e representa um desafio diagnóstico e terapêutico na prática clínica<sup>(1)</sup>.</p>      <p>São várias as hipóteses etiológicas que poderão ser colocadas perante um quadro de parotidite recorrente, como se mostra na <a href="#t1">Tabela 1</a>.</p>      <p>&nbsp;</p> <a name="t1">     <p><img src="/img/revistas/nas/v22n1/22n1a05t1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>      <p>A parotidite recorrente idiopática (PRI), juntamente com a parotidite epidémica, são as doenças inflamatórias das glândulas salivares mais comuns em idade pediátrica<sup>(2)</sup>. A PRI consiste na inflamação recorrente da glândula parótida, geralmente associada a sialectasia não-obstrutiva, e manifesta-se por episódios recidivantes de aumento de volume e/ou dor na glândula parótida, uni ou bilateral, geralmente acompanhados de febre e mal-estar geral. É frequente a eliminação de secreção mucopurulenta pelo ducto de Stensen e diminuição do fluxo salivar<sup>(3)</sup>. A idade de início é variável entre os oito meses e os 16 anos e resolve, na maioria dos casos, de forma espontânea após a puberdade<sup>(4)</sup>. O número de crises inflamatórias agudas varia de doente para doente, embora o mais frequente seja a ocorrência de recidiva a cada três a quatro meses. A frequência dos surtos geralmente é mais elevada no primeiro ano escolar e tende a diminuir gradualmente até à puberdade(4). A ausência de novos episódios no período pós-pubertário poderá significar que os episódios recorrentes na infância se devam a imaturidade imunológica<sup>(5)</sup>.</p>      <p>Embora mais raros, os quadros obstrutivos como cálculos, neoplasias ou malformações devem ser excluídos, assim como a existência de uma associação familiar que nos faça suspeitar de uma causa genética<sup>(6)</sup>.</p>      <p>Alguns casos de parotidite recorrente estão associados a imunodeficiências, como o défice de imunoglobulina A (IgA) e infeção pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH) <sup>(6)</sup>. </p>      <p>Raramente, a parotidite pode ser a manifestação inicial da síndrome de Sjögren (SS). A SS é uma entidade rara em idade pediátrica com menos de 130 casos descritos na literatura científica<sup>(7)</sup>, embora alguns autores afirmem que está, provavelmente, subdiagnosticada<sup>(7,8)</sup>. Apenas 5% dos pacientes com diagnóstico com SS experimentam sintomas inaugurais antes dos 12 anos de idade<sup>(9)</sup>. É uma doença crónica auto-imune, caracterizada por infiltrado linfocitário das glândulas exócrinas. Na criança pode apresentar-se sob a forma de parotidites de repetição e os sintomas de secura das mucosas são menos frequentes que na idade adulta(9). A etiologia do SS é complexa e inclui fatores genéticos de predisposição e, possivelmente, um “trigger” infecioso. Genes reguladores da apoptose influenciam a cronicidade do infiltrado linfocitário<sup>(10)</sup>. Foram já propostos critérios para o diagnóstico de SS primário em idade pediátrica<sup>(11)</sup>.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><b>CASO CLÍNICO</b></p>      <p>Menina, com 13 anos de idade, de raça caucasiana, previamente saudável enviada à consulta externa de Pediatria do Centro Hospitalar de Trás-Montes-Alto-Douro por parotidites recorrentes. Dos antecedentes familiares a realçar patologia cardiovascular (pai falecido aos 37 anos por enfarte agudo do miocárdio e tio paterno com arritmia cardíaca não especificada).</p>      <p>Entre os 11 e os 13 anos de idade teve três episódios de tumefação e dor localizada no ângulo da mandíbula direita sem febre. Recorreu ao médico assistente, e em todos os episódios foi atribuído o diagnóstico clínico de parotidite sendo medicada com amoxicilina/ácido clavulânico e anti-inflamatório, com melhoria clínica. Em Agosto de 2009 (13 anos e quatro meses), recorreu ao Serviço de Urgência de Pediatria Médica do Centro Hospitalar de Trás-Montes-Alto-Douro com a mesma sintomatologia, agora à esquerda. A paciente negava febre, xerostomia, secura ocular, queixas articulares ou musculares, assim como sinais ou manifestações cutâneas. O exame objetivo, na admissão, não revelava alterações para além de tumefação parotídea esquerda que apagava o ângulo da mandíbula, de limites mal definidos e dolorosa no bordo superior. Foi, então, orientada para a consulta externa de Pediatria.</p>      <p>Os exames complementares realizados revelaram leucograma com 7500 leucócitos, hemograma com 12,2 g/dL de hemoglobina, velocidade de sedimentação de 27 mm (&lt;20mm) e proteína C-reactiva de 1,0 mg/dL (&lt; 0,5 mg/dL); valor de transamínase glutâmico-oxalacética (TGO) de 80 UI/L (10-42UI/L) e da transamínase glutâmico-pirúvica (TGP) de 79 UI/L (14-41UI/L) com gama-glutamil transpeptidase (G-GT) dentro dos valores da normalidade; lactato desidrogenase (LDH) de 1057 UI/L (120-205 UI/L) e creatininofosfoquinase (CK) de 2151 UI/L (31-172 UI/L), com valor de aldolase (&lt;1) normal. Os valores de glicose, ionograma, proteínas totais, albumina e ácido úrico eram normais. O valor da amilase (497 U/L) estava elevado (N&lt;106 U/L). O proteinograma eletroforético revelou hipergamaglobulinémia de 29,5% (2,7 g/dL). A ecografia das parótidas mostrou glândulas de contornos regulares e textura marcadamente heterogénea, com múltiplas calcificações punctiformes e alguns pequenos nódulos hipoecóides sugestivos de gânglios, bilateralmente, e várias formações ganglionares da região submandibular, as maiores pericentrimétricas. Na progressão da investigação etiológica as serologias víricas para o VIH 1 e 2 revelaram-se negativas. Os valores de C3 e C4 eram normais assim como os valores de IgM e IgA. O doseamento de IgG foi de 3020 mg/dL (749-1640 mg/dL). O fator reumatóide estava elevado (210 UI/mL). Rela tivamente ao estudo de auto-anticorpos a referir título de ANA elevado (1:1280), com padrão mosqueado e anti-SSA (&gt;240) e anti-SSB (&gt;320) também elevados; restantes auto-anticorpos (incluindo anti-dsDNA e anti-RNP) negativos <a href="#t2">(Tabela 2)</a>. O teste de Schirmer mostrou-se sem alterações ao final de cinco minutos. A biópsia de glândulas salivares minor do lábio inferior mostrou “ …lesões de sialadenite crónica ao nível das glândulas salivares minor compatível com o diagnóstico clínico de SS”. A eletromiografia não revelou alterações compatíveis com miosite/padrão miopático.</p>      <p>&nbsp;</p> <a name="t2">     <p><img src="/img/revistas/nas/v22n1/22n1a05t2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>      <p>A ecografia cardíaca e o Holter revelaram-se dentro da normalidade. Foi medicada com ibuprofeno 600 mg/dia bid registando-se melhoria clínica ao final de oito dias. Iniciou hidroxicloroquina na dose de 310 mg numa toma única diária, em Outubro de 2009 que manteve como terapêutica de base. Manteve-se assintomática até Dezembro de 2009 altura em que recorreu novamente ao serviço de urgência do CHTMAD com tumefacção e dor parotídea à direita associada a gonartrite bilateral e omalgia. Associou corticóide sistémico, <i>per os</i>, (prednisolona 10 mg/dia) com melhoria progressiva dos sintomas. Em Março de 2010 recorreu a cuidados médicos com a mesma sintomatologia, tendo respondido favoravelmente ao mesmo esquema terapêutico com corticóide.</p>      <p>Já em seguimento em consulta externa de Reumatologia Pediátrica, por constatação nas análises de controlo de aumento das enzimas musculares (aldolase 16, LDH 300 IU/L, CK 600 IU/L), embora sem fraqueza muscular ou alterações cutâneas efetuou novo eletromiograma que não revelou alterações e biópsia de pele e músculos. A primeira revelou “…discreto infiltrado inflamatório crónico perivascular…”. A biópsia muscular não evidenciou fibras em necrose, infiltrados inflamatórios ou fibrose intersticial nem substituição adiposa, com estrutura interna das fibras normal.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Mantém-se assintomática desde Março de 2010, medicada diariamente com hidroxicloroquina.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>DISCUSSÃO</b></p>      <p>Na investigação inicial de um doente com parotidites recorrentes, a ecografia e estudo analítico permitiram excluir as causas obstrutivas, infeciosas, genéticas bem como a presença de uma imunodeficiência. Perante isto, foram colocadas as seguintes hipóteses diagnósticas: SS com miosite, síndrome de <i>overlap </i>e dermatomiosite/polimiosiste.</p>      <p>A SS é uma doença auto-imune sistémica que, como referido, afeta predominantemente as glândulas exócrinas, sendo que a secura da mucosa ocular (queratoconjuntivite sicca) e a xerostomia constituem os sintomas clássicos da doença. Contudo, em idade pediátrica, a parotidite recorrente representa a manifestação oroglandular mais frequente<sup>(9)</sup>. Outras manifestações não exócrinas incluem a vasculite- pele, músculo e articulações, serosas, sistema nervoso central (SNC) e periférico (SNP), doença vascular não inflamatória (fenómeno de Raynaud), doença imuno-mediada (citopenias, fadiga e febre), e endocrinopatia auto-imune (tiroidite) <sup>(10)</sup>.Os achados laboratoriais e patológicos (infiltrado linfocitário das glândulas exócrinas, hipergamaglobulinémia, elevação da VS, título de anticorpos antinucleares (ANA) elevado com auto anticorpos anti-SSA e anti-SSB positivos) são comuns na idade pediátrica<sup>(8)</sup>.</p>      <p>A idade de aparecimento da tumefação parotídea é, nos pacientes com SS, geralmente após os seis anos, já na PRI é antes esta idade<sup>(10)</sup>. A SS pode surgir isolada (SS primária) ou associada a outras patologias reumatismais (SS secundária) sendo as mais frequentes o lúpus eritematoso sistémico, a esclerodermia e a doença mista do tecido conjuntivo<sup>(10)</sup>.</p>      <p>Os critérios de diagnóstico de SS (adulto) propostos em 2005 pelo Grupo de Consenso Americano – Europeu não são adequados para a idade pediátrica. Os critérios de diagnóstico propostos para o SS primário em idade pediátrica estão descritos na <a href="#t3">(Tabela 3)</a>. O diagnóstico de SS baseia-se na presença de quatro ou mais dos 11 critérios apresentados<sup>(11)</sup>.</p>      <p>&nbsp;</p> <a name="t3">     <p><img src="/img/revistas/nas/v22n1/22n1a05t3.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na paciente apresentada, a presença de aumento do volume das parótidas (critério 2), a presença de artralgias (critério 6), a demonstração de um título de ANA elevado (1:1280) com padrão mosqueado e Anti-SSA, Anti-SS-B e FR positivos (critério 7), a presença de alterações analíticas características com elevação da amílase sérica, da VS, a hipergamaglobulinémia e elevação da IgG (critério 8) associado a um padrão ecográfico das glândulas parotídeas e biópsia das glândulas salivares minor característicos (critério 10 e 11), permitiram o diagnóstico de SS.</p>      <p>Por outro lado, a negatividade dos auto-anticorpos para além dos anti-SSA e anti-SSB (nomeadamente o anti-RNP, anti-DsDNA, anti-Scl, anti-Jo1) tornam improvável, neste momento, a presença de outras patologias reumatismais associadas, como a doença mista do tecido conjuntivo, lúpus eritematoso sistémico ou esclerodermia.</p>      <p>Contudo, não podemos esquecer que várias doenças reumáticas podem compartilhar alterações serológicas<sup>(12,13)</sup>. Isto é particularmente verdadeiro para anticorpos antinucleares, fator reumatóide, anticorpos anti-citrulina peptídeo (anti-CCP), e anti-Ro/SSA e anti-La/SSB<sup>(12,13)</sup>. Nesta paciente foi detetada a positividade do anti-SSA e anti-SSB, mas não podemos esquecer que a positividade de ambos (mas principalmente o anti-SSA) pode ocorrer no LES. Assim, embora neste momento a paciente cumpra os critérios de diagnóstico de SS, esta é uma doença que em cerca de 50% dos casos precede por vários anos uma doença autoimune associada, e como tal, o diagnóstico da síndrome de <i>overlap </i>não pode ser completamente posto de parte.</p>      <p>O envolvimento muscular no SS primária tem um espectro clínico e patológico variado<sup>(14)</sup>. Um terço dos doentes tem mialgias e/ou fraqueza muscular por vezes incapacitante<sup>(14,15)</sup>. No estudo efetuado por Vrethem et al. foi reportada uma maior prevalência (73%) de achados inflamatórios na biópsia muscular de pacientes assintomáticos com SS primária. Uma miosite sintomática é descrita em 3% dos casos. A elevação de IgG parece estar associada a maior probabilidade de desenvolver miosite sintomática. A miosite subclínica é mais frequente como no presente caso e, consoante as diferentes séries, surge numa percentagem que varia entre os 5% e os 37%<sup>(14)</sup>.</p>      <p>A associação entre SS e dermatomiosite/polimiosite poderia ser colocada tendo em conta a elevação das enzimas musculares. Segundo Bohan &amp; Peter para a definição clínica de dermatomiosite/polimiosite têm de estar presentes associações de pelo menos três dos seguintes achados: manifestações cutâneas (eritema orbitário em heliotropo, pápulas de Gottron em superfícies extensoras), fraqueza muscular proximal e simétrica, elevação das enzimas musculares (CK, aldolase, DHL, TGO, TGP), alterações eletromiográficas típicas (unidades motoras polifásicas curtas, fibrilhações, ondas positivas agudas, irritabilidade de inserção e descargas bizarras ou repetitivas de alta frequência) e biópsia muscular com alterações típicas (evidência de necrose de fibras musculares, fagocitose, regeneração com basófilos, grandes vacúolos no sarcolema e nucléolo proeminente, atrofia de distribuição perifascicular, fibras musculares de tamanho variável e exsudado inflamatório perivascular)<i>, </i>sendo que esta última é efetuada na presença de sintomas clínicos<sup>(7,10)</sup>.</p>      <p>Nesta paciente temos, apenas, a elevação das TGO, TGP, CK, LDH e da aldolase, o que torna o diagnóstico de dermatomiosite/polimiosite improvável. Além disso, segundo alguns autores, a miosite como manifestação extraglandular da SS tende a ser caracterizada como menos severa e com uma resposta mais favorável à terapêutica com baixas/moderadas doses de corticoide comparado com a dermatomiosite/ polimiosite<sup>(14,15)</sup>. Esta resposta favorável foi verificada nesta paciente.</p>      <p>Assim, por tudo o que foi descrito, parece-nos que o diagnóstico da paciente é SS com miosite.</p>      <p>Relativamente ao tratamento instituído na paciente é de referir que perante uma suspeita de PRI o tratamento deve ser conservador, com uso de analgésicos e orientações de cuidados locais (massagem, calor local e higiene bucal) sendo que, até ao presente, não se conhecem medidas preventivas para evitar a recorrência dos episódios. A prescrição de antibióticos é, geralmente, desnecessária se não houver suspeita de infeção secundária bacteriana (febre e/ou secreção purulenta). Nos casos de suspeita de parotidite bacteriana, deve-se instituir tratamento que permita cobertura do <i>Streptococcus pneumoniae </i>e <i>Haemophilus influenzae</i><sup>(6)</sup>.</p>      <p>Quanto ao tratamento do SS, os anti-inflamatórios não esteróides, corticosteróides e hidroxicloroquina são as drogas mais frequentemente utilizadas. No caso da paciente apresentada o tratamento com hidroxicloroquina associando agentes anti-inflamatórios nas agudizações permitiu mantê-la assintomática. O tratamento passa, também, pela terapêutica sintomática com lágrimas artificiais e fluidos para diminuir a secura das mucosas, medidas não instituídas na paciente uma vez que não tem queixas de secura das mucosas. Drogas imunossupressoras mais potentes, como a ciclosporina e ciclofosfamida, estão reservadas para o tratamento das manifestações mais graves<sup>(9,10,16,17)</sup>.</p>      <p>Embora a SS primária tenha uma evolução benigna não podemos esquecer que a evolução desta patologia é crónica e insidiosa, e como já referido, poderá preceder uma doença auto-imune associada por vários anos. Devido à proliferação monoclonal de células B há um risco aumentado de linfoma de MALT, e também está descrito o aumento de risco de Linfoma não-Hodgkin pelo que a vigilância a longo prazo é fundamental<sup>(15,16)</sup>.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><b>BIBLIOGRAFIA</b></p>      <!-- ref --><p>1. Piltcher O. Afecções das glândulas salivares na infância. In: Sih T, Chinski A, Eavey R, Godinho R. V Manual de otorrinolaringologia pediátrica da Interamerican Association of Pediatric Otorhinolaryngology (IAPO). 1.ª Edição. Brasil: Lis Gráfica e Editora;2006:p127-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000065&pid=S0872-0754201300010000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>2. Gajendra V, Nagabhushana D, Mamatha G, Annigeri R. Bilateral Parotid Swelling in a child – A case report. Indian Soc Pedodon Prev Dent 2004; 22:17-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000067&pid=S0872-0754201300010000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>3. Chitre V, Premchandra J. Recurrent parotitis. Arch Dis Child 1997;77:359-63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000069&pid=S0872-0754201300010000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>4. Miziara ID, Campelo S. Parotidite recorrente da infância: estudo em longo prazo de cinco casos e revisão da literatura. Rev Bras Otorrinolaringol 2005;71:570-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000071&pid=S0872-0754201300010000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>5. Oliveira W, Assis L, Crosara S, Becker H, Guimarães R, Oliveira J et al. Síndrome de Sjögren primário em crianças: relato de caso. Rev Bras Cirurgia da Cabeça e Pescoço 2005;34:50-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000073&pid=S0872-0754201300010000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>6. Bricks LF. Parotidite recorrente da infância. Rev Paulista de Pediatria 2007;25: 190-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S0872-0754201300010000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>7. Woo P, Laxer M, Sherry D. Juvenile Dermatomyositis. Pediatric Rheumatology in Clinical Practice. 1st Edition. London: Springer Editors;2007:66-76.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S0872-0754201300010000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>8. Houghton K, Malleson P, Cabral D, Petty R, Tucker L. Primary Sjögren’s Syndrome in Children and Adolescents: Are Proposed Diagnostic Criteria Applicable? J Rheumatol 2005;32:2225-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S0872-0754201300010000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>9. Muscal E, DeGuzman M, Jung L, Flaitz C. Pediatric Sjogren Syndrome. Disponível em: <a href="http://emedicine.medscape.com/article/1008536-overview" target="_blank">http://emedicine.medscape.com/article/1008536-overview</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S0872-0754201300010000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>10. Cedalia A. Sjögren Syndrome. In: Kliegman RM, Behrman RE, Jenson HB, Stanton BF. Nelson Textbook of Pediatrics. 18th Edition. Philadelphia: Saunders Editors; 2007:1028-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S0872-0754201300010000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>11. Tucker LB. Sjögren syndrome In: Cassidy JT. Petty RE, Laxer RM, Lindsley CB. Textbook of Pediatric Rheumatology. 6<sup>th</sup> edition. Philadelphia: Saunders Elsevier; 2011:548-65.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S0872-0754201300010000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>12. Panush R, Kramer N, Rosenstein E. Undifferentiated systemic rheumatic (connective tissue) diseases and overlap syndromes. Disponível em: <a href="http://www.uptodate.com/contents/undifferentiated-systemic-rheumatic-connective-tissue-diseases-and-overlap-syndromes" target="_blank">http://www.uptodate.com/contents/undifferentiated-systemic-rheumatic-connective-tissue-diseases-and-overlap-syndromes</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S0872-0754201300010000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>13. Cervera R, Khamashta MA, Hughes GR. ‘Overlap’ syndromes. Ann Rheum Dis 1990; 49:947-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S0872-0754201300010000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>14. Hara T, Nagata M, Mizuno YU, Matsuo M, Ueda K, Recurrent parotid swelling in children: clinical features useful for differential diagnosis of Sjögren’s syndrome. Acta Paediatr 1992; 81:547-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S0872-0754201300010000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>15. Aoki A, Ono S, Ueda A, Hagiwara T, Tsuji T, Misumi M, et al. Myositis in primary Sjögren’s syndrome: clinical and pathological report. Mod Rheumatol 2003; 13:57-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S0872-0754201300010000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>16. Sjögren syndrome. Disponível em: <a href="http://www.mdconsult.com" target="_blank">http://www.mdconsult.com</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0872-0754201300010000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>17. Venables PJ. Management of patients presenting with Sjögren syndrome. Best Pract Res Clin Rheumatol 2006; 20:791-807.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0872-0754201300010000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b><a href="#topc0">ENDEREÇO PARA CORRESPONDÊNCIA</a><a name="c0"></a></b></p>      <p>Aida Silva e Sá</p>     <p><a href="mailto:aida-sa@hotmail.com">aida-sa@hotmail.com</a></p>         ]]></body><back>
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