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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Alcoolismo na adolescência: a realidade de um Serviço de Pediatria]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Introdução: O álcool é a droga de abuso mais consumida entre os adolescentes, levando a acidentes, comportamentos de risco, problemas escolares e familiares e dependência. Objetivos: Caracterizar o perfil e o padrão de consumo de álcool dos adolescentes admitidos por intoxicação alcoólica no serviço de urgência pediátrico do Centro Hospitalar Tondela-Viseu. Métodos: Estudo retrospetivo descritivo dos casos de adolescentes entre os 11 e 17 anos e 364 dias admitidos no serviço de urgência pediátrico do Centro Hospitalar Tondela-Viseu com o diagnóstico de intoxicação alcoólica aguda entre Janeiro 2006 e Dezembro de 2010 (cinco anos). Resultados: Foram admitidos 74 adolescentes com diagnóstico de intoxicação alcoólica aguda, com idade média de 15 anos e maioritariamente do sexo masculino. O contexto dominante foi festivo, com colegas, preferindo as bebidas destiladas. Na admissão a pontuação pela Escala de Glasgow foi em média 12 (7% casos com Glasgow inferior a oito). A taxa de alcoolemia média à entrada foi de 1,78g/l, com um máximo de 3,47g/l. Detetaram-se consumos de outras drogas em 10% dos casos. Como comorbilidades predominaram as lesões tipo escoriações e traumatismos cranianos leves; apenas um caso de fratura supraorbitária. Apenas sete casos necessitaram de internamento superior a 24 horas. Discussão e conclusões: Os consumos dos adolescentes admitidos no nosso serviço são experimentais, em grupo, preocupando as altas taxas de alcoolemia e a exposição ao risco, nomeadamente acidentes. Não se verificaram taxas elevadas de outros consumos.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGO  ORIGINAL / ORIGINAL ARTICLE</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="4" face="Verdana">Alcoolismo na adolescência: a realidade de um Serviço   de Pediatria</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">Adolescent alcoholism: the reality of a paediatric unit</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">Sofia Aires<sup>I</sup>;  Sérgio   Neves<sup>I</sup>;  Maria José Cálix<sup>I</sup>;  Cecília Figueiredo<sup>I</sup>;  Alzira Silveira<sup>I</sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>S. Pediatria, CH Tondela-Viseu, 3504-509 Viseu, Portugal. E-mail: <a href="mailto:sofiaires@gmail.com">sofiaires@gmail.com</a>; <a href="mailto:rod.sergio@hotmail.com">rod.sergio@hotmail.com</a>; <a href="mailto:mariajosecalix@gmail.com">mariajosecalix@gmail.com</a>; <a href="mailto:luxalfigueiredo@gmail.com">luxalfigueiredo@gmail.com</a>; <a href="mailto:alziramaria2615@gmail.com"> alziramaria2615@gmail.com</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#end">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topo" id="topo"></a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><b><font size="2" face="Verdana">RESUMO</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Introdução</b>: O álcool é a droga de abuso   mais consumida entre os adolescentes, levando a acidentes,   comportamentos de risco, problemas escolares e familiares e dependência.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Objetivos</b>: Caracterizar o perfil e o padrão de consumo de álcool dos adolescentes admitidos por intoxicação alcoólica no serviço de urgência pediátrico do Centro Hospitalar Tondela-Viseu.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Métodos</b>: Estudo   retrospetivo descritivo   dos casos de adolescentes entre os 11 e 17 anos e 364 dias admitidos no serviço de urgência pediátrico do Centro Hospitalar Tondela-Viseu com o diagnóstico de intoxicação alcoólica aguda entre Janeiro   2006 e Dezembro   de 2010 (cinco anos).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Resultados</b>: Foram admitidos   74 adolescentes com diagnóstico de intoxicação alcoólica aguda, com idade média de 15 anos e maioritariamente do sexo masculino. O contexto dominante foi festivo, com colegas, preferindo as bebidas destiladas. Na admissão   a pontuação pela   Escala de Glasgow foi em média 12 (7% casos com Glasgow inferior a oito). A taxa de alcoolemia média à entrada foi de 1,78g/l,   com um máximo de 3,47g/l.   Detetaram-se consumos   de outras drogas em 10% dos casos. Como comorbilidades predominaram as lesões tipo escoriações e traumatismos cranianos leves; apenas um caso de fratura supraorbitária. Apenas sete casos necessitaram de internamento superior a 24 horas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Discussão e conclusões</b>: Os consumos dos adolescentes admitidos no nosso serviço são experimentais, em grupo, preocupando as altas taxas de alcoolemia e a exposição ao risco, nomeadamente acidentes. Não se verificaram taxas elevadas de outros consumos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave</b>: Adolescência, alcoolismo, comportamentos de risco, consumos.</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Introduction: </b>Alcohol is the leading substance   abuse among adolescents, and is associated with risk behaviours, school and family problems and dependency.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Objectives: </b>To characterize the profile   and pattern of alcohol consumption   in the adolescents admitted for alcohol   in-   toxication in the paediatric emergency department in Tondela-   Viseu Hospital Center, Viseu.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Methods: </b>Retrospective descriptive study of the admissions   of adolescents in the emergency   paediatric department, with the diagnosis   of alcohol intoxication during a five years&rsquo; period (January 2006 &ndash; December 2010).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Results</b>: Seventy-four teenagers (aged 11 to 17 years/   mean age: 15 &nbsp;years) &nbsp;were &nbsp;admitted   &nbsp;with &nbsp;the &nbsp;diagnosis of acute alcohol intoxication, 77% male. The main context of alcohol   abuse was with friends,   at parties, and mostly   distilled spirits   drinks.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">On admission the average Glasgow   Scale score was 12 (inferior to eight in 7%). The average blood alcohol level at admission   was 1.78 g/l, with a maximum of 3.47 g/l. Consumption of other drugs   was found in 10% of cases. The more frequent co-morbidities were abrasion, lesions and minor head injuries;   only one case of supra-orbital fracture.   Only seven   cases required hospitalization over 24hours.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Discussion and conclusions</b>: Alcohol abuse in adoles-   cents admitted to our service was experimental and in group. Major concerns are the high rates of alcohol level and the exposure   to risk, including accidents. There weren&rsquo;t   high rates of of use of other drugs.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key-words: </b>Adolescence, alcohol, risk behaviours, substance abuse.</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">INTRODUÇÃO</font></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O   álcool é a droga mais consumida entre os adolescentes, provocando graves consequências imediatas e outras mais tardias. A curto prazo,   a referir os acidentes/traumatismos, os comportamentos sexuais de risco (gravidez indesejada, doenças sexualmente transmissíveis, violação) e a violência. Em consumos periódicos   ou mantidos, podem ainda surgir problemas escolares (mau aproveitamento escolar e absentismo), problemas familiares, depressão/ suicídio e, até mesmo,   dependência física e psicológica <sup>(1)</sup>. Estima-se que, na União Europeia, ocorram 195 000 mortes por ano relacionadas com o consumo   de álcool, com predomínio do sexo masculino e na faixa etária entre os 15 e os 29 anos. Na sinistralidade rodoviária portuguesa foram registadas 305 mortes em 2007 atribuíveis ao álcool <sup>(2)</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dados do Instituto da Droga e Toxicodependência confirmam que o início de consumo de bebidas alcoólicas, entre os 15 e os 17 anos, tem aumentado   nos últimos dez anos, passando de 30% em 2001 para 40% em 2007, com alguns jovens a ingerir álcool regularmente <sup>(2)</sup>. O início de consumo de álcool antes dos 15 anos aumenta em quatro vezes o risco de alcoolismo no futuro, relativamente aos que iniciam o consumo mais tarde, aos 21 anos <sup>(3)</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">São conhecidos alguns fatores   de vulnerabilidade para esta situação, entre eles, encontram-se os padrões familiares: filhos de pais alcoólicos   têm maior risco   de consumir álcool excessivamente no futuro. Adolescentes com comportamento antissocial, baixa autoestima, baixo rendimento escolar, excluídos por pares ou família ou com amigos com consumos   ilícitos, bem como adolescentes com co-morbilidades como depressão, história de abuso   físico ou Perturbação de Hiperatividade e Défice   de Atenção, são mais vulneráveis <sup>(3)</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A pressão   publicitária, os padrões culturais, sabendo-se que o consumo de álcool é bem aceite e tolerado   no nosso país, e a pressão do grupo,   privilegiando o consumo alcoólico como   forma de aceitação do grupo ou como meio de diversão, atraem os adolescentes para a utilização de álcool <sup>(3)</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O tipo de consumo   mais popular entre os adolescentes de todo o mundo   é o chamado “binge-drinking”, que consiste   na ingestão de várias bebidas num curto   espaço de tempo   de elevado teor alcoólico, atingindo rapidamente um estado de embriaguez <sup>(2)</sup>. De salientar que as bebidas   mais em voga atualmente têm   um alto teor de álcool que vão desde cerca de 20% nos licores até 85% no caso do absinto.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar da dependência alcoólica nos adolescentes ser rara, dado o tipo de consumo ser preferencialmente esporádico, devemos suspeitar de abuso de álcool em adolescentes se houver história de intoxicações agudas frequentes, se tolerarem grandes quantidades de álcool, se não conseguem parar ou reduzir o consumo, se ocorrer   amnésia circunstancial associada   a consumos, se mantêm consumos   apesar de todas as advertências e se dão prioridade ao álcool em detrimento da escola/família/ atividades de lazer <sup>(3)</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Clinicamente, a intoxicação alcoólica apresenta um largo espectro de manifestações que vão desde agitação   e desinibição, passando pela diminuição da coordenação motora, hipotermia   e hipoglicemia, até coma e falência respiratória. O grau de alteração do estado de consciência está diretamente relacionado com a alcoolémia <sup>(4)</sup>!</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A   Academia Americana de Pediatria recomenda a discussão dos riscos com os jovens, bem como o rastreio do consumo   de álcool em cada consulta de adolescência <sup>(3)</sup>. Estudos mostram que uma breve entrevista   motivacional só com o adolescente tem-se mostrado eficaz na redução do consumo de álcool <sup>(5)</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em Portugal, foi criado   um fórum de discussão,   integrado no Plano Nacional para a Redução   dos Problemas Ligados   ao Álcool, em parceria   com a Comissão Europeia, onde serão   debatidos vários aspetos   sobre esta problemática, tendo como objetivos a redução   do consumo entre os   jovens e durante a gravidez e amamentação, entre outros <sup>(6)</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma vez que a idade pediátrica admitida no nosso hospital é até aos 18 anos e, dado não haver estudos portugueses sobre esta problemática, pareceu-nos pertinente caracterizar a nossa população adolescente quanto ao consumo de álcool. Assim, com este trabalho pretende-se caracterizar o perfil e o padrão de consumo de álcool dos adolescentes admitidos por intoxicação alcoólica no serviço de urgência pediátrico do Centro Hospitalar Tondela-Viseu, Viseu.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">METODOLOGIA</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foi realizado um estudo retrospetivo descritivo dos casos de adolescentes entre 11 e 17 anos e 364 dias admitidos no serviço de urgência do Centro Hospitalar Tondela-Viseu com o diagnóstico de intoxicação alcoólica e internados   na Unidade de Internamento de Curta Duração, entre Janeiro   2006 e Dezembro de 2010 (cinco anos).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para tal, foram consultadas as fichas de urgência destes adolescentes, estudando   as variáveis: idade, sexo, dia e hora de vinda ao serviço   de urgência, contexto,   quantidade e qualidade de ingestão alcoólica, Escala Glasgow/estado clínico   na admissão,   episódios prévios, lesões   associadas, presença de acompanhante, contexto   familiar, exames auxiliares de diagnóstico realizados e seus resultados, tratamento e destino após alta.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">RESULTADOS</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram admitidos 74 adolescentes na Unidade de Internamento de Curta Duração   no período em estudo, sendo a maioria do sexo masculino (77%), em período   nocturno (54%)   e com idade média   de 14,6 anos, com mínimo de 12 e máximo de 17 anos. Verificou-se um predomínio de intoxicações em dias festivos, fim-de-semana ou férias,   correspondendo a 65% das admissões. A maioria dos consumos   (58%) foi realizada   em contexto de festa   com amigos ou colegas mas em 20% dos casos o consumo ocorreu   na escola. Ainda   assim, 11% dos adolescentes consumiram em casa ou em reuniões familiares (<a href="#f1">Figura 1</a>).</font></p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v23n1/23n1a02f1.jpg" width="396" height="290"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"></font><font size="2" face="Verdana">As bebidas mais consumidas   foram as bebidas destiladas em 82,5%, sendo na maioria   dos casos utilizadas   misturas de bebidas/”shots”(51%). Em segundo lugar surge o consumo   de whisky (16%)   e em terceiro consumo de vodka (10%) e   vinho (10%) (<a href="#f2">Figura 2</a>).</font></p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v23n1/23n1a02f2.jpg" width="396" height="290"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">À   admissão, 8% apresentava uma Escala   de Coma de Glasgow (ECG)   inferior a oito, 23% entre oito e 11 e os restantes igual ou superior a 12, registando-se um valor   mínimo na ECG de três. O valor médio atribuível   à ECG foi de 12. Clinicamente, as perturbações gastrointestinais como náuseas   e vómitos (42%)   e as alterações   ligeiras da consciência (32%) foram as apresentações mais frequentes. Ainda   assim, registaram-se quatro casos de alterações   graves da consciência (ECG inferior a oito) e dois casos de hipotermia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ocorreram lesões em 20 casos   (27%), sendo as mais frequentes as escoriações (30%), os traumatismos crânio-encefálicos ligeiros   (20%) e as quedas (15%).   Foram registados três casos de traumatismo com fratura associada, ocorrendo, no caso mais grave, fratura do teto da órbita.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nos antecedentes, salientam-se cinco casos (6,7%)   com episódios prévios   de intoxicação, dos quais dois casos   de ingestão medicamentosa voluntária e três casos   de intoxicação alcoólica. Foram registadas comorbilidades em dois casos: um caso de epilepsia   e outro de anorexia nervosa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram identificados nove casos   (12,2%) de jovens   inseridos em famílias disfuncionais, dos quais um   jovem sinalizado previamente pela Comissão   de Proteção de Crianças   e Jovens, um filho de pai alcoólico, um jovem que abandonou a escola, e um jovem que não vive com os progenitores.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A   maioria dos jovens foi trazida   à urgência pelos familiares (29,7%), bombeiros (25,7%)   ou INEM (18,9%), bem como   transferidos de outras instituições (16,2%). Em seis casos (8,1%) os jovens foram acompanhados por um funcionário da escola e outros seis por colegas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em 69 casos   (93,2%) foram realizados testes de alcoolemia, registando-se um valor médio de 1,78 g/l,   com um mínimo de 0,02 g/l e máximo de 3,47 g/l (<a href="#f3">figura 3</a>). Apenas   53% dos casos foram submetidos a pesquisa   de drogas de abuso na urina, revelando-se positiva em 10% dos casos   (5% com benzodiazepinas positivas e outros 5% com canabinóides positivos).</font></p>     <p><a name="f3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v23n1/23n1a02f3.jpg" width="393" height="353"></p>     
<p align="center">&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Todos realizaram fluidoterapia endovenosa e ficaram em vigilância. Em sete casos a vigilância prolongou-se mais de 24 horas. À data de alta, 24% dos adolescentes foram referenciados à consulta, maioritariamente para a consulta de Medicina do Adolescente.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">DISCUSSÃO</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Verificou-se um predomínio de intoxicações alcoólicas entre os jovens   do sexo masculino e em idades   mais jovens, com uma média de idade de 14,6 anos, pondo em causa   o cumprimento da legislação   portuguesa que proíbe a venda de bebidas alcoólicas a menores de idade. Para   além das manobras que os jovens possam utilizar   para contornar a lei, nomeadamente recorrendo a bebidas   trazidas de casa   ou   pedindo a colegas   mais velhos para comprarem as bebidas, poderá, em alguns casos, não estar a ser cumprida a lei.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Este estudo veio corroborar que a experimentação/ curiosidade corresponde ao tipo   de consumo alcoólico   mais frequente entre os adolescentes, geralmente em contexto   festivo nomeadamente entre colegas,   e em épocas festivas ou fins-de-semana. No entanto, uma preocupante percentagem de adolescentes (20%) confessou ter consumido álcool dentro do recinto   escolar, levantando   problemas em relação   à vigilância no recinto   escolar. Alguns admitiram terem   consumido em casa ou reuniões   familiares, traduzindo a permissividade de algumas famílias   face a esta temática, bem como alguma falta de vigilância em casa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Alertamos para o consumo   crescente de múltiplas bebidas com alto teor alcoólico,   quer isoladamente quer misturadas (“shots”), que se tem divulgado   entre os adolescentes, como também se verificou   num estudo espanhol com 90,7% de consumo de bebidas de alto teor alcoólico   <sup>(1)</sup>. Este tipo de consumo conduz a elevadas taxas   de alcoolémia que se instalam   rapidamente, sem que o adolescente se aperceba,   ficando mais vulnerável aos riscos, nomeadamente de acidentes. De notar que a taxa de alcoolémia   média verificada de 1,78g/l é muito superior à permitida   atualmente pelo código   da estrada (0,5g/l), apesar de ser semelhante à encontrada num estudo realizado num hospital de Barcelona (1,86g/l) <sup>(1)</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar de a maioria   se apresentar   no serviço de urgência com alterações   ligeiras da consciência e vómitos, verificaram-se 7% de admissões com Escala Glasgow   inferior a 8, demonstrando a gravidade de algumas situações.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sabe-se que o contexto   familiar é determinante nos consumos destes   jovens assim como   o modelo parental, tão importante nesta fase de mudança, crescimento e maturidade dos jovens. Neste estudo verificou-se que 12,2% das situações ocorreram em contexto familiar   desfavorável, sendo a inserção em famílias disfuncionais fator de risco para o consumo <sup>(3)</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No nosso hospital, todos os jovens com antecedentes de consumos prévios ou consumos aditivos, comorbilidades, comportamentos de risco   ou inseridos em contextos familiares/escolares desfavoráveis são enviados   para a consulta de Medicina   do Adolescente, onde serão   abordados os riscos   e consequências dos consumos/comportamentos de risco.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>CONCLUSÃO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O   álcool é uma droga de fácil acesso, apelativa e o seu uso é facilitado pelos padrões culturais permissivos face   a esta problemática. No entanto,   não devemos esquecer que a ingestão   alcoólica está fortemente relacionada com acidentes/traumatismos na adolescência, bem como problemas escolares e psicológicos, causando morbi-mortalidade nesta faixa etária.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os adolescentes são um grupo vulnerável ao consumo   de álcool uma vez que estão numa fase de experimentação e curiosidade, sentem-se   imunes aos riscos,   e são sujeitos à pressão dos colegas para se sentirem   integrados num   grupo. Dado se encontrarem numa fase   de crescimento e desenvolvimento, são também mais vulneráveis aos seus efeitos físicos. O consumo de álcool nesta fase poderá condicionar e restringir todo o potencial de desenvolvimento destes jovens, interferindo na sua qualidade de vida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Assim, é de extrema importância abordar os consumos   com os adolescentes em todas   as oportunidades, quer em meio   hospitalar, quer na comunidade, alertando para os seus riscos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Marcos NS, Constanti VA, Maza V, Barcenilla AI, Costa JM, Cubells   CL. Consultas por intoxicacion etílica aguda en un servicio de urgencias pediátricas. An Pediatr (Barc) 2009;70:132-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S0872-0754201400010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Plano nacional para a redução dos problemas ligados ao álcool 2010 – 2012, Instituto da Droga e Toxicodependência. (acedido em Janeiro   de 2011). Disponível em: <a href="http://www.idt.pt/PT/IDT/RelatoriosPlanos/Documents/2010/PNPR- PLA_2010-2012.pdf" target="_blank">http://www.idt.pt/PT/IDT/RelatoriosPlanos/Documents/2010/PNPR- PLA_2010-2012.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S0872-0754201400010000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Committee on Substance Abuse. Alcohol   Use and Abuse:   a pediatric concern. Pediatrics 2001; 108:185-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S0872-0754201400010000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Baum C. Ethanol   intoxication in children: Epidemiology, estimation of toxicity and toxic effect. 2009 (atualizado em 2010). Disponível em: <a href="http://www.uptodate.com/" target="_blank">www.uptodate.com.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S0872-0754201400010000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></a></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Tripodi SJ, Bender K, Litschge   C, Vaughn MG. Interventions for reducing adolescent alcohol abuse – a meta-analytic review. Arch Pediatric Adolesc Med 2010;164:85-91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S0872-0754201400010000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Plano Nacional para a Redução dos Problemas Ligados ao Álcool, Instituto da Droga e Toxicodependência. (acedido em Agosto 2013) . Disponível em: <a href="http://www.portaldasaude.pt/NR/rdonlyres/DFF7BEF4-9F5F-4470-B058-8376F8644B16/0/PlanoNacionalPLA202009II.pdf" target="_blank">http://www.portaldasaude.pt/NR/rdonlyres/DFF7BEF4-9F5F-4470-B058-8376F8644B16/0/PlanoNacionalPLA202009II.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0872-0754201400010000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="end" id="topo2"></a><a href="#topo">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></b></font>    <br>   <font size="2" face="Verdana">Sofia Aires    <br>   Centro   Hospitalar Tondela-Viseu     <br> Serviço de Pediatria    <br>   Av. Rei D. Duarte    <br>   3504-509 Viseu, Portugal    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   E-mail: <a href="mailto:sofiaires@gmail.com">sofiaires@gmail.com</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido a 12.05.2013 | Aceite a 14.01.2014</font></p>      ]]></body><back>
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