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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Abordagem multidisciplinar e qualidade de vida em doentes com espinha bífida]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Introdução: A Espinha Bífida é o defeito mais comum do tubo neural. A abordagem multidisciplinar é a mais adequada para prestar cuidados a estes doentes. Objetivo: Caracterizar a população de crianças seguida na consulta multidisciplinar de Espinha Bífida de um Hospital Terciário. Avaliar a perceção da qualidade de vida das crianças, adolescentes e pais/cuidadores. Correlacionar a qualidade de vida com algumas variáveis estudadas. Métodos: Estudo retrospetivo que incluiu as crianças em seguimento na consulta multidisciplinar de Espinha Bífida. As variáveis analisadas foram: tipo de defeito do tubo neural, regime vesico-esfincteriano e nível funcional. A avaliação da qualidade de vida foi feita através da aplicação do questionário Child Health Questionnaire - Parental Form (CHQ - PF50). O tratamento estatístico foi realizado no programa SPSS, versão 17. Resultados: Foram incluídas no estudo 69 crianças. Os doentes apresentavam uma idade média de 13 anos, sendo 52,2% do sexo masculino. Oitenta e seis por cento tinham diagnóstico de mielomeningocelo, 56,5% efetuavam marcha de forma autónoma e 30,4% eram incontinentes necessitando do uso de fralda. O questionário de qualidade de vida foi respondido pelos pais de 31 doentes. Todos os scores apresentaram valores superiores a 50, sendo que os que revelaram valores menores foram o relativo à função física nas crianças e o referente ao impacto emocional nos pais. Foi encontrada uma correlação estatisticamente significativa entre a capacidade funcional e o componente da escala de qualidade de vida relativo ao funcionamento físico (r = 0,456; p =0,01). Conclusão: As várias manifestações clínicas e complicações associadas a esta condição podem interferir de forma significativa nos vários componentes da qualidade de vida dos doentes e seu núcleo familiar. Este trabalho sublinha a importância da avaliação e intervenção das necessidades das crianças com incapacidade de forma a promover o seu bem-estar físico, psicológico e social.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><b>ARTIGO ORIGINAL / ORIGINAL ARTICLE</b></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Abordagem multidisciplinar e qualidade de vida   em doentes com espinha   bífida</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">Multidisciplinary  approach and quality of life in patients with spina bifida</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">Sandra Magalhães<sup>I</sup>; Teresa Costa<sup>II</sup>; Antónia Pires<sup>III</sup>; Lurdes Palhau<sup>I</sup>; Rosa Amorim<sup>I</sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>S. Medicina F&iacute;sica e de Reabilita&ccedil;&atilde;o, CH Porto. 4099-001 Porto, Portugal. E-mail: <a href="mailto:mag.sandra@gmail.com">mag.sandra@gmail.com</a>; <a href="mailto:lurdespalhau@hotmail.com">lurdespalhau@hotmail.com</a>; <a href="mailto:rosaamorim61@gmail.com">rosaamorim61@gmail.com    <br> </a><sup>II</sup>S. Nefrologia Pedi&aacute;trica, CH Porto. 4099-001 Porto, Portugal. E-mail: <a href="mailto:teresa.v.c.tavares@gmail.com"> teresa.v.c.tavares@gmail.com    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> </a><sup>III</sup>S.   Pediatria, CH Porto. 4099-001 Porto, Portugal. E-mail: <a href="mailto:mariaantoniapires@gmail.com">mariaantoniapires@gmail.com</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#end">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topo" id="topo"></a></font>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><b><font size="2" face="Verdana">RESUMO</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Introdução: </b>A Espinha Bífida é o defeito   mais comum do tubo neural.   A abordagem multidisciplinar é a mais adequada para prestar cuidados a estes doentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Objetivo: </b>Caracterizar a população de crianças seguida   na consulta multidisciplinar de Espinha Bífida   de um Hospital Terciário. Avaliar a perceção da qualidade de vida das crianças, adolescentes e pais/cuidadores. Correlacionar a qualidade de vida com algumas variáveis estudadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Métodos: </b>Estudo retrospetivo que incluiu as crianças em seguimento na consulta   multidisciplinar de Espinha   Bífida. As variáveis   analisadas foram: tipo de defeito   do tubo neural,   regime vesico-esfincteriano e nível funcional. A avaliação da qualidade de vida   foi feita através   da aplicação do questionário <i>Child Health Questionnaire – Parental Form </i>(CHQ – PF50).   O tratamento estatístico foi   realizado no programa SPSS, versão 17.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Resultados: </b>Foram incluídas   no estudo 69 crianças. Os doentes apresentavam uma idade média de 13 anos, sendo 52,2% do sexo   masculino. Oitenta e seis por cento tinham   diagnóstico de mielomeningocelo, 56,5% efetuavam marcha de forma autónoma e 30,4% eram incontinentes necessitando do uso de fralda.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O questionário de qualidade de vida foi respondido pelos pais de 31 doentes.   Todos os <i>scores </i>apresentaram valores superiores a 50, sendo que os que revelaram   valores menores foram o relativo   à função física nas crianças   e o referente ao impacto emocional nos pais.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Foi encontrada uma correlação estatisticamente significativa entre a capacidade funcional e o componente da escala de qualidade de vida relativo   ao funcionamento físico (r = 0,456; p =0,01). <b>Conclusão: </b>As   várias manifestações clínicas   e complicações associadas   a esta condição podem interferir de forma significativa nos vários componentes da qualidade de vida dos doentes e seu núcleo familiar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este trabalho sublinha a   importância da avaliação e intervenção das necessidades das crianças com incapacidade de forma a promover o seu bem-estar físico, psicológico e social.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave: </b>Abordagem multidisciplinar, espinha bífida, qualidade de vida.</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Introduction: </b>Spina Bifida   is the most common neural   tube defect. Multidisciplinary approach has long been advocated as the optimal   way to provide care for these patients.</font>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Aim: </b>To characterize the population of children followed   in Spina Bifida clinic. To measure   health-related quality of the life of children, adolescents and care givers. To correlate quality   of life with some studied   variables.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Methods: </b>Retrospective study that included children followed in Spina Bifida clinic. The variables analyzed   were: regarding the type of neural tube defect,   bladder-sphincter system and functional level. The quality   of life was assessed through   the application of the questionnaire Child Health Questionnaire Parental Form   (CHQ &ndash; PF50).   The statistical analysis was made with SPSS, version   17.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Results: </b>The study included 69 children. Patients   had a mean age of 13 years, 52.2% male, 86% had a diagnosis   of myelomeningocele, 56.5% had independent gait and 30.4% were incontinent and used a diaper.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">The quality of life questionnaire was completed by 31 parents. All scores   were greater than   50, the lowest   value in patients was physical function and in parents   was emotional impact.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">We found a statistically significant correlation between functional   capacity and physical functioning score on quality of life scale (r = 0.456, p = 0.01).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Conclusion: </b>Clinical   manifestations and complications of this condition can interfere significantly in the various   components of patients&rsquo; and families&rsquo; quality of life.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">This study emphasizes the importance of assessment and measurement of needs   in children with disabilities in order to promote their physical, psychological and social   well-being.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Keywords: </b>Multidisciplinary approach, quality of life,   spina bifida.</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODUÇÃO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A Espinha Bífida   (EB) resulta de um encerramento incompleto do tubo neuronal   embrionário e é o segundo defeito congénito mais frequente e o mais grave compatível com a vida em todo o Mundo.(1,2)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A prevalência desta patologia varia de acordo   com a localização geográfica dependendo de fatores   genéticos e ambientais, sendo este distúrbio claramente mais frequente em países em desenvolvimento.(3)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar da adoção   de medidas de prevenção primária como a suplementação com ácido fólico e o diagnóstico pré-natal ecográfico, o número de crianças que nasce com EB permanece significativo.(3)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A EB afeta vários   órgãos e sistemas   resultando numa panóplia de alterações da função. O seu tratamento é complexo e   multifacetado, focado na prevenção de complicações.(4)</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O tratamento cirúrgico precoce da EB tem aumentado a taxa de sobrevida nos doentes com formas mais graves da doença e mais recentemente o desenvolvimento da cirurgia pré-natal, por volta da 20ª semana   de gestação tem contribuído de forma ainda mais significativa para este aumento.(4) Assim, este   incremento na esperança média de vida torna essencial a realização de estudos de qualidade de vida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A EB é uma doença   congénita com múltiplas manifestações clínicas e complicações associadas   implicando um impacto significativo no funcionamento físico,   psicológico e social   dos indivíduos afetados.(5) É também bem reconhecido o impacto que esta doença tem nos componentes físicos, psicológicos e sociais de todo o núcleo familiar.(5)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A complexidade inerente   a esta patologia, a necessidade de intervenção de várias especialidades médicas e o reconhecimento do   desafio em promover cuidados de saúde a estas crianças conduziu   à criação de equipas multidisciplinares e multiprofissionais por volta de 1960 com o objetivo   principal de melhorar   a coordenação e integração das necessidades de serviços médicos.(6)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A importância deste tipo de abordagem é amplamente reconhecida   no tratamento contemporâneo da EB. A literatura tem apresentado esta abordagem   como a ideal   para estes doentes.(7,8) Nestas   crianças é cada vez mais frequentemente reconhecida a importância da abordagem de questões de saúde mental, recreação académica e promoção das   necessidades em saúde de forma a melhorar quer a funcionalidade quer a sua participação social e dos seus familiares.(7,8) Concentrar na mesma consulta várias especialidades médicas pode poupar estas crianças e seus familiares da exaustão de várias consultas em diferentes serviços hospitalares.(6)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A literatura carece   ainda de estudos   que relacionem a abordagem multidisciplinar com os índices   de qualidade de vida destas crianças   e seus familiares. Existem alguns   estudos, noutras patologias,   tais como, doença renal crónica   e fibrose quística que associam   a abordagem multidisciplinar a uma melhoria   na qualidade de vida.(9) Na EB há apenas   um estudo que documenta os efeitos   negativos na saúde destas crianças do abandono deste tipo de abordagem.(10)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar de reconhecida a sua importância, permanece por esclarecer   a informação detalhada de como esta deve decorrer. A literatura carece   de estudos específicos relativos à estrutura destas equipas e quais as especialidades médicas   e outros pro- fissionais que deverão ser envolvidos.(6-8)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A consulta multidisciplinar de EB existe   na nossa instituição desde 1995 e inclui presencialmente as especialidades de Medi-   cina Física e de Reabilitação e Nefrologia e conta também com a colaboração das especialidades de Neurocirurgia, Ortopedia e Urologia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os principais objetivos   da nossa consulta são: promover um adequado   desenvolvimento psicomotor destas crianças, prevenir deformidades musculosqueléticas, adquirir continência   de esfíncteres, prevenir   insuficiência renal, promover   a indepen-   dência funcional, facilitar a integração sócio-educacional, melhorar a autoestima, estabelecer uma uniformização de critérios de avaliação e tratamento e promover um enriquecimento mútuo entre as várias especialidades intervenientes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O objetivo deste estudo pretende   também avaliar a qualidade de vida destes doentes   procurando correlacionar os seus <i>scores </i>com   algumas das variáveis estudadas de forma a otimizar a intervenção efetuada.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>MÉTODOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foi realizado um estudo retrospetivo que incluiu as crianças em seguimento na consulta multidisciplinar de EB durante o período de Janeiro de 2000 a Dezembro de 2011.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os doentes foram descritos relativamente ao subtipo de defeito do tubo neural, regime vesico-esfincteriano e nível funcional. Procedeu-se   à avaliação da qualidade de vida dos doentes recorrendo à versão   portuguesa do <i>Child Health Questionnaire – Parental Form </i>(CHQ – PF50), questionário mais frequentemente   utilizado para avaliação da qualidade de vida na idade pediátrica.(11) A aplicação deste   questionário está validada apenas para crianças   com idades compreendidas entre os cinco e 17 anos e deve ser respondido pelos pais. Tem duas componentes principais, uma que pretende avaliar a qualidade de vida das crianças e outra que está relacionada com a implicação que a doença tem na qualidade de vida dos pais. O <i>score </i>deste questionário varia de 0 a 100, sendo que 100 corresponde ao máximo de qualidade de vida.(12)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O tratamento   estatístico foi realizado   no programa <i>SPSS (Statistical Package for the Social Sciences     17th version). </i>Para   a correlação de variáveis com os vários <i>scores </i>da escala de qualidade de vida   (escala ordinal) utilizou-se o teste não paramétrico, coeficiente de correlação de <i>Spearman</i>. Valores de <i>p </i>inferiores a 0,05 foram considerados estatisticamente significativos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram observadas na consulta   multidisciplinar de EB 108 crianças e adolescentes durante o período   de Janeiro de 2000 a Dezembro de 2011. Foram excluídas 39 crianças: 29 foram transferidas para a consulta de adultos, sete abandonaram a consulta e três morreram. Foram então incluídos um total de 69 doentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os doentes observados apresentavam uma idade média de 13 anos,   sendo 36 doentes   pertencentes ao sexo   masculino (52,2%) e 33 ao sexo feminino   (47,8%). Dos doentes   observados 86% apresentavam diagnóstico de mielomeningocelo, 8% lipomielomeningocelo e 6% tinham outros diagnósticos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Relativamente ao nível   funcional, 39 (56,5%) efetuava   marcha de forma   autónoma sem necessidade de ortóteses ou produtos de apoio,   21 (30,4%) deambulava em cadeira de rodas e nove (13,1%)   efetuava marcha com ortóteses e ou produtos de apoio (<a href="#f1">Figura 1</a>).</font></p>     <p><a name="f1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v23n2/23n2a02f1.jpg" width="394" height="297"></p>     
<p align="center">&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">No que se refere ao regime vesical,   43 (62,3%) encontrava-se   em regime de algaliações intermitentes e destes 16 (37,2%) efetuava   auto-algaliações. Vinte e uma (30,4%) era incontinente necessitando do uso de fralda (<a href="#q1">Quadro I</a>).</font></p>     <p><a name="q1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v23n2/23n2a02q1.jpg" width="391" height="242"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">O question&aacute;rio de qualidade de vida foi respondido pelos pais de 31 crian&ccedil;as.   Dentro deste subgrupo de crian&ccedil;as,   18 eram do sexo masculino e 13 do sexo feminino, com uma m&eacute;dia de idades   de 12,5 anos.</font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana">No <a href="#q2">Quadro II</a> est&atilde;o representados os resultados para cada um dos <i>scores </i>da CHP-PF50.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="q2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v23n2/23n2a02q2.jpg" width="387" height="413"></p>     
<p align="left">&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Relativamente aos <i>scores </i>relacionados diretamente com a qualidade de vida dos doentes todos apresentaram um valor superior   a 50, sendo que os relacionados com a saúde em geral e funcionamento físico foram os que apresentaram valores menores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os <i>scores </i>relativos à qualidade de vida dos pais revelaram-se globalmente superiores aos encontrados para as crianças   e os <i>scores </i>com   valores mais baixos foram os relacionados com o impacto emocional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foi estudada a correlação existente entre os <i>scores </i>de   qualidade de vida destas   crianças e o seu nível   funcional; encontramos uma correlação estatisticamente significativa apenas   com o <i>score </i>relativo ao funcionamento físico (r = 0,456; p =0,01).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Não foi encontrada uma correlação estatisticamente significativa entre os <i>scores </i>de qualidade de vida e a continência vesico-esfincteriana.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">DISCUSSÃO</font></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Dos doentes seguidos na Consulta Multidisciplinar de EB a maioria apresenta o diagnóstico de mielomeningocelo, achado que está de acordo com a literatura que o aponta também como o subtipo   mais frequente.(13) De salientar que a maioria dos doentes   apresentava marcha autónoma   (56,5%) mas uma percentagem considerável, 30,4% deambulava em cadeira de   rodas, salientando a importância desta patologia como indutora de incapacidade motora em muitos doentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Relativamente à avaliação da qualidade de vida, os resultados revelam que estas crianças apresentam globalmente uma boa qualidade de vida, uma vez que todos os <i>scores </i>apresentaram valores superiores a 50 (<i>score </i>médio para esta escala).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os <i>scores </i>com valores   inferiores foram os relativos à saúde em   geral e funcionamento físico. Os que revelaram resultados superiores foram   os relacionados com   os componentes emocional, comportamental   e social. Desta   forma, na nossa   amostra os domínios que têm mais   impacto na qualidade de vida dos   doentes são a diminuição da sua funcionalidade física e da saúde em termos globais. Não foi atribuída tanta importância aos compo-   nentes emocional, comportamental e de integração social.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No entanto, estes resultados devem ser interpretados com cuidado, na medida em que o questionário foi preenchido pelos pais que reportaram a sua perspetiva relativamente à qualidade de vida dos   seus filhos. Alguns estudos têm alertado para este facto, nomeadamente no que concerne aos aspetos sociais, apontando   que os pais esperam à partida   que estas crianças não tenham   uma vida social tão ativa como os seus pares saudáveis.(4) A literatura tem revelado que, apesar da maioria dos doentes com EB apresentarem uma boa funcionalidade ao longo da vida (achados   concordantes com o nosso estudo   – 56,5% dos doentes apresentam marcha autónoma), esta doença tem um importante   impacto ao nível   psicossocial.(14) Relativamente aos aspetos psicológicos, tem sido relatado que estes doentes   estão em maior   risco de desenvolver sintomas de ansiedade e depressão e que   têm níveis inferiores de autoestima comparativamente aos seus pares saudáveis.(14)   Os doentes   com hidrocefalia estão em particular risco de desenvolverem défices cognitivos, de atenção e concentração.(15) Os indivíduos com EB tendem   a ser socialmente mais imaturos e passivos, a estabelecer menos contactos sociais   e amizades, e estes efeitos têm demostrado perpetuar-se ao longo da vida.(14)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Relativamente aos <i>scores </i>de   qualidade de vida dos pais, o componente   emocional foi o que apresentou um valor inferior,   por sua vez a limitação da atividade e coesão familiar apresentaram <i>scores </i>superiores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Estes resultados estão   de acordo com a literatura que aponta para a   existência, na maioria dos casos, de uma dinâmica familiar funcional, revelando   também um maior atingimento dos componentes psicológico e emocional da qualidade de vida.(5) Uma metanálise recente   revelou efeitos moderados a severos do impacto da EB no ajustamento psicológico e emocional dos pais destas   crianças. Foi encontrada uma maior prevalência de stress, ansiedade e depressão e estes pais sentem-se menos satisfeitos e competentes no cumprimento do seu papel e socialmente mais isolados.(14)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foi encontrada, de forma expectável, uma   correlação estatisticamente significativa entre a capacidade funcional dos doentes   e o <i>score </i>físico da escala qualidade de vida. Não foi demonstrada   nenhuma outra correlação com os restantes <i>scores</i>. A literatura tem igualmente demonstrado que o nível de autonomia destes   doentes é importante apenas para o componente físico da sua qualidade   de vida.(16) Os doentes com limitação funcional <i>minor, </i>como por exemplo   aqueles que têm marcha autónoma, têm revelado   mais problemas emocionais que os que apresentam maior incapacidade funcional.(13) Outros componentes da qualidade de vida tais como o apoio e suporte familiar   tem revelado ter um papel mais importante.(16,17)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em contraste com a literatura(16,17) não foi encontrada uma correlação estatisticamente significativa entre incontinência de esfíncteres e os vários componentes de qualidade de vida. Os   estudos têm demonstrado uma correlação estatisticamente significativa entre os aspetos   vesico-esfincterianos e os componentes mental e emocional da qualidade de vida principalmente em grupos de adolescentes.(16-18) Uma possível   explicação será que nesta faixa etária os investigadores utilizam   frequentemente questionários respondidos pelos próprios doentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O número de cateterizações diárias tem sido constantemen-   te descrito como um importante fator de deterioração do componente emocional dos pais dos doentes com EB(17,18); desta forma, a realização de cateterizações intermitentes poderá ser desgastante para estes pais exigindo   deles uma disponibilidade constante. Assim os pais, quer pela sua própria exaustão   quer dos seus filhos, poderão   não incluir a continência esfincteriana nos componentes fundamentais para a qualidade de vida dos seus filhos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A inexistência de uma escala funcional para objetivação dos défices e número reduzido da amostra no grupo de doentes que tinham critérios para preenchimento do questionário de qualidade de vida constituem as principais limitações deste estudo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">CONCLUSÃO</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os   doentes com EB têm algumas   particularidades cujo conhecimento é essencial de forma a promover uma abordagem e intervenção mais apropriadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O seguimento e tratamento por uma equipa   multidisciplinar tem demonstrado ser ideal para este tipo de doentes, permitindo uma abordagem mais compreensiva numa   doença que é   multifocal, promovendo a uniformização de critérios e um mútuo enriquecimento entre as várias especialidades.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O aumento da esperança de vida verificado nas últimas décadas obriga a uma maior preocupação com a realização   de estudos de qualidade de vida   nesta população. Na pesquisa efetuada   não encontramos no nosso país estudos de qualidade de vida na EB.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A qualidade de vida quer dos doentes   quer do seu núcleo familiar poderá ser afetada nos seus vários   componentes sendo essencial incluir   na sua abordagem o apoio psicossocial de ambos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os pais deverão   ser alertados para   o papel fundamental que a continência vesico-esfincteriana terá no futuro   dos seus filhos, quer por   questões de saúde   renal quer por questões emocionais e de integração na sociedade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De um modo geral,   é essencial o esclarecimento quer do doente quer da sua família relativamente aos vários aspetos   que a doença engloba e nesse contexto   será importante a   disponibilização de material informativo e inclusão em associações relacionadas com a própria doença.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Assim este trabalho sublinha a importância da avaliação e medicação das necessidades das crianças com incapacidade de forma a promover o seu bem-estar físico, psicológico e social.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font size="3" face="Verdana">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Detrait ER, George TM,   Etchevers HC, Gilbert   JR, Vekemans M, Speer MC. Human neural tube defects: developmental biology, epidemiology and genetics. Neurotoxicol Teratol 2005; 27:515-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0872-0754201400030000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Cunha C, Fontana T, Garcias G, Martino-Roth M. Fatores genéticos e ambientais associados a   espinha bífida. Rev Bras Ginecol Obstet 2005; 27:268-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0872-0754201400030000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   EUROCAT: World atlas of birth defects. Geneva, CH, World Health Organisation1998:20-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0872-0754201400030000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Tulipan N, Sutton LN, Bruner JP, Cohen BM, Johnson M, Adzick NS. The effect of intrauterine myelomeningocele repair on the incidence of shunt-dependent hydrocephalus. Pediatric Neurosurgery 2004; 38:27-33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0872-0754201400030000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Holmbeck G, Alriksson-Schmidt A, Bellin M, Betz C, Devine K. A family   perspective: how this   product can inform   and empower families   of youth with spina bifida. Pediatr Clin North Am 2010; 57:919-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0872-0754201400030000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Brei TJ. The future of the multidisciplinary clinic. ScientificWorldJournal 2007; 7:1752-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0872-0754201400030000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Kinsman SL, Levey E, Ruffing V, Stone J, Warren L. Beyond multidisciplinary care: a new conceptual model   for spina bifida services. Eur J Pediatr Surg 2000; 10:35-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0872-0754201400030000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Brustrom J, Thibadeau J, John L, Liesmann J, Rose S. Care coordination in the spina bifida   clinic setting: current   practice and future directions. J Pediatr Health Care 2012; 26:16-26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0872-0754201400030000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Komenda P, Levin A. Analysis of cardiovascular disease   and kidney outcomes in multidisciplinary chronic kidney disease clinics: complex disease requires   complex care models. Curr Opin Nephrol Hypertens 2006; 15:61-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0872-0754201400030000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10.&nbsp;&nbsp;   Kaufman B, Terbrock A, Winters N, Ito J, Klosterman A, Park T. Disbanding a multidisciplinary clinic: effects on the health care of myelomeningocele patients. Pediatr Neurosurg 1994; 21:36-44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0872-0754201400030000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11.&nbsp;&nbsp;   Melo-Gomes JA, Ruperto N, Canhão H, Fonseca JE, Quintal A, Salgado M, et al. The Portuguese version of the Childhood Health Assessment Questionnaire (CHAQ) and the Child Health Questionnaire (CHQ). 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Characteristics of a spina bifida population including North American   Caucasian and Hispanic individuals. Birth Defects Res A Clin Mol Teratol 2008;82:692-700.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0872-0754201400030000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14.&nbsp;&nbsp;   Vermaes I, Janssens J, Bosman A, Gerris J. Parents’ psychological adjustement in families of children with   spina bifida: a meta-analysis. BMC Pediatrics 2005; 5:32-45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0872-0754201400030000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15.&nbsp;&nbsp;   Barf HA, Post MW, Verhoef M, Gooskens R, Prevo A. Is cognitive functioning associated with subjective quality of life   in young adults with spina bifida and hydrocephalus? J Rehabil Med 2010; 42:56-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0872-0754201400030000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">16.&nbsp;&nbsp;   Rendeli C, Ausili E, Tabacco F, Caliandro P, Aprile I, Tonali P, et al. Assessment of health status   in children with spina bifida. Spinal Cord 2005; 43:230-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0872-0754201400030000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">17.&nbsp;&nbsp;   Padua L, Rendeli C, Rabini A, Girardi E, Tonali P, Salvaggio E. Health-related quality   of life and disability in young patients   with spina bifida.   Arch Phys Med Rehabil 2002; 83:1384-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0872-0754201400030000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">18.&nbsp;&nbsp;   Barf HA, Post MW, Verhoef M, Jennekens-Schinkel A, Gooskens R, Prevo AJ.   Life satisfaction of young adults   with spina bifida. Devl Med Child Neurol 2007;49:458-63</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0872-0754201400030000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="end" id="topo2"></a><a href="#topo">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia    <br> </a></b></font><font size="2" face="Verdana">Sandra Marisa Pereira Magalhães    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> Rua Ribeira-Brava nº 84    <br> </font><font size="2" face="Verdana">4505-285 Fiães Santa Maria Feira, Portugal    <br> </font><font size="2" face="Verdana">E-mail: <a href="mailto:mag.sandra@gmail.com">mag.sandra@gmail.com</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido a 29.10.2013 | Aceite a 14.01.2014</font></p>      ]]></body><back>
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