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<abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[A alergia às proteínas do leite de vaca (APLV) constituiu a alergia alimentar mais frequente em crianças com idade inferior a três anos, podendo as suas manifestações gastrointestinais ocorrer em qualquer idade. Na suspeita clínica de APLV baseada na anamnese e exame físico, deve instituir-se dieta de eliminação durante um período variável consoante o quadro clínico, seguida de uma prova de provocação oral (PPO) que irá confirmar ou excluir o diagnóstico. Exames complementares como testes cutâneos e IgEs séricas específicas poderão ser necessários. O tratamento baseia-se na dieta de eliminação e pressupõe aconselhamento nutricional e vigilância do crescimento. Habitualmente repete-se a PPO após três a 12 meses de dieta de eliminação, verificando-se aquisição de tolerância em mais de 80% das crianças aos três anos de idade. O objetivo deste artigo é fazer uma breve revisão e atualização sobre as manifestações gastrointestinais da APLV em idade pediátrica, apresentando uma proposta de abordagem fundamentada em recomendações internacionais recentes.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font size="2" face="Verdana"> ARTIGO DE REVISÃO / REVIEW ARTICLES </font></b></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Alergia às proteínas do leite de vaca com   manifestações gastrointestinais</b>   </font>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">Cow&rsquo;s  milk protein allergy with gastrointestinal manifestations</font></b>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">Sofia Ferreira<sup>I</sup>; Mariana Pinto<sup>I</sup>; Patrícia Carvalho<sup>II</sup>; Jean-Pierre Gonçalves<sup>III</sup>; Rosa Lima<sup>IV</sup>; Fernando Pereira<sup>IV</sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>S.   Pediatria e Neonatologia, CH Entre Douro   e Vouga, 4520-211 Santa Maria da Feira, Portugal. E-mail: <a href="mailto:sofiafe@gmail.com">sofiafe@gmail.com</a>; <a href="mailto:marianabrpinto@gmail.com">marianabrpinto@gmail.com    <br> </a><sup>II</sup>S.   Pediatria, ULS Alto Minho, 4901-858   Viana do Castelo, Portugal. E-mail: <a href="mailto:patricia.pediatria@gmail.com">patricia.pediatria@gmail.com    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> </a><sup>III</sup>S.   Pediatria, H Braga, 4710-243 Braga, Portugal. E-mail: <a href="mailto:pierre_3.14r@hotmail.com">pierre_3.14r@hotmail.com    <br> </a><sup>IV</sup>S. Gastrenterologia Pedi&aacute;trica, Dep. Crian&ccedil;a   e do Adolescente, CH Porto, 4099-001 Porto, Portugal. E-mail: <a href="mailto:rosalima@netcabo.pt">rosalima@netcabo.pt</a>; <a href="mailto:facpereira@sapo.pt">facpereira@sapo.pt</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#end">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topo" id="topo"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A alergia às proteínas do leite de vaca (APLV)   constituiu a alergia   alimentar mais frequente em crianças com idade inferior a três anos, podendo as suas manifestações gastrointestinais ocorrer em qualquer idade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na suspeita clínica   de APLV baseada   na anamnese e exame físico,   deve instituir-se dieta   de eliminação durante   um período variável consoante o quadro clínico,   seguida de uma prova de provocação oral (PPO) que irá confirmar ou excluir o diagnóstico. Exames complementares como testes cutâneos e IgEs séricas específicas poderão ser necessários.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O tratamento baseia-se na dieta de eliminação e pressupõe aconselhamento nutricional e vigilância do crescimento. Habitualmente repete-se   a PPO após três a 12 meses de dieta de eliminação,   verificando-se aquisição de tolerância em mais de 80% das   crianças aos três anos de idade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O objetivo deste   artigo é fazer   uma breve revisão   e atualização sobre as manifestações gastrointestinais da APLV em idade   pediátrica, apresentando uma proposta de abordagem fundamentada em   recomendações internacionais recentes.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave: </b>Abordagem, alergia   às proteínas do leite de vaca, crianças, manifestações gastrointestinais, prova de provocação oral.</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Cow&rsquo;s milk protein   allergy (CMPA) is the leading   cause of food allergy in children under   three years of age, although its gastrointestinal   manifestations may occur in all age   groups.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">In the suspicion of CMPA based   on the anamnesis and physical examination, an elimination diet should be initiated for a variable length   of time according to the clinical picture, followed by an oral food challenge (OFC) confirming or excluding the diagnosis. Complementary exams   such as skin prick tests   and specific IgE may be necessary.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Treatment is based   on an elimination diet and demands nutritional counselling and growth monitoring. Usually an OFC is repeated   after three to 12 months   of elimination diet.   Tolerance is achieved   at three years   of age in more than 80% of the children.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">The aim of this   work is to make a brief   review and update on CMPA in pediatric age,   proposing a management approach based on recent international recommendations.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key-words: </b>Children, cow&rsquo;s   milk protein allergy,   gastrointestinal manifestations,   management.</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">INTRODUÇÃO</font></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A alergia   alimentar constituiu um importante problema de saúde pública   atingindo indivíduos de qualquer faixa etária. É defi da como um efeito adverso resultante de uma resposta imunológica específi  que ocorre de forma reprodutível após exposição a um dado alimento e que é distinto de outras respostas adversas como a intolerância alimentar (não imune mediada e que envolve reações enzimáticas) ou reações mediadas por toxinas.(1,2)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A alergia às proteínas do leite de vaca (APLV)   constitui a alergia alimentar mais frequente em crianças com idade inferior a três anos, todavia a APLV com manifestações gastrointestinais (GI) ocorre em qualquer idade.(3,4,5)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O diagnóstico correto, baseado em provas de tolerância oral, é extremamente importante, evitando situações de sobre ou subdiagnóstico e tratamento desadequado.(4-5)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A prevalência baseada   apenas na perceção dos pais é muito superior à real, atingindo até 17% das crianças em idade pré-</font><font size="2" face="Verdana">escolar.(3,6) Já a prevalência baseada em provas   de provocação oral (PPO) varia   entre 2 a 3% dos lactentes, 0,4 a 0,5% em lactentes sob leite materno exclusivo (LME) e menos de 1%   em crianças com idade igual ou superior a seis anos.(3-5)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O leite de vaca (LV) engloba 20 proteínas potencialmente sensibilizantes, incluindo &#945;-lactoalbumina, &#945;-lactoglobulina, albumina de soro bovina, imunoglobulinas bovinas e caseínas.(4) Verifi homologia estrutural e consequentemente reatividade cruzada, com alergénios do leite de vários mamíferos (ex.: leite de ovelha, cabra,   burra).(4) A APLV pode resultar de mecanismos Imunoglobulina   E (IgE)-mediados, não IgE-mediados ou mistos. As formas mistas podem envolver   mecanismos IgE-mediados ou celulares, habitualmente têm um início retardado   ou crónico e incluem   a gastroenteropatia e a esofagite eosinofílicas.(2,4)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A distin&ccedil;&atilde;o destes mecanismos tem import&acirc;ncia cl&iacute;nica,    uma vez que a APLV IgE-mediada associa-se a maior risco de    rea&ccedil;&otilde;es graves, maior risco de m&uacute;ltiplas alergias alimentares e sensibiliza&ccedil;&atilde;o a alerg&eacute;nios inalantes no futuro.(4,5)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O objetivo deste artigo &eacute; fazer uma revis&atilde;o e atualiza&ccedil;&atilde;o sobre    as manifesta&ccedil;&otilde;es gastrointestinais da APLV em idade pedi&aacute;trica,    apresentando uma proposta de abordagem fundamentada    em recomenda&ccedil;&otilde;es internacionais recentes, enfatizando    a import&acirc;ncia de um diagn&oacute;stico correto, sempre que poss&iacute;vel  apoiado em provas de provoca&ccedil;&atilde;o oral.</font></p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">  Manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O espectro &eacute; vari&aacute;vel, n&atilde;o existindo sintomas ou sinais patognom&oacute;nicos    de APLV.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Frequentemente, as manifesta&ccedil;&otilde;es nas formas IgE-mediadas ocorrem nas primeiras tomas de leite, ap&oacute;s uma fase de sensibiliza&ccedil;&atilde;o, nas formas n&atilde;o IgE-mediadas o intervalo entre a ingest&atilde;o e as manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas &eacute; muito vari&aacute;vel no tempo.(4,5) A APLV pode desenvolver-se em lactentes sob LME, sob aleitamento artificial (LA) ou quando as PLV s&atilde;o introduzidas durante a diversifica&ccedil;&atilde;o alimentar.(4,5) Os sinais e sintomas podem envolver diferentes sistemas &ndash; <a href="#q1">Quadro 1</a>, estando os sintomas GI presentes em 32 a 60% dos casos, sintomas cut&acirc;neos em 5-90%, e anafilaxia em 0,8 a 9%.(7,8)</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="q1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v23n2/23n2a04q1.jpg" width="387" height="577"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">Manifestações gastrointestinais   (GI)</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As manifestações GI resultam de inflamação e/ou   dismotilidade. Podem ser reações IgE-mediadas, não IgE-mediadas ou mistas.(5,10)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As <b>reações imediatas </b>(IgE-mediadas) incluem   a síndrome de alergia oral e a alergia GI imediata. A <b>síndrome de alergia oral </b>caracteriza-se por edema e prurido   dos lábios, palato,   língua ou orofaringe   e sensação de “aperto na garganta”.(4,10) A <b>alergia GI imediata </b>decorre com vómitos (mais frequente), diarreia, dor abdominal, isoladamente ou como parte de uma reação anafilática ou envolvendo outros sistemas.(4,10)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Estão definidos quatro tipos de fenótipos / síndromes GI não IgE-mediados e mistos associados às proteína da dieta, incluindo as PLV, com diferentes graus   de gravidade, descritos no <a href="/img/revistas/nas/v23n2/23n2a04q2.jpg">Quadro 2</a>.(10,11) A <b>enterocolite induzida por proteínas alimentares </b>(food   protein-induced enterocolitis syndrome   FPIES) é rara, representando o final do espectro de gravidade destes   fenótipos.   Ocorre habitualmente em pequenos lactentes nos primeiros contactos com as PLV, caracterizando-se por vómitos incoercíveis, palidez, hipotonia e por vezes diarreia grave com sangue, uma a três horas   após a ingestão.(4,10,11) Pode progredir para desidratação grave com choque em 15-20% dos casos.</font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">Não   há registo de casos em lactentes sob LM exclusivo.(4,10) Uma evolução mais insidiosa, ocorre   na <b>enteropatia induzida     pelas PLV</b>. O quadro   clínico inclui diarreia   sanguinolenta, má evolução ponderal, vómitos,   por vezes hipoproteinemia, anemia, e mais   tarde acidose metabólica. Podem estar presentes sinais   clínicos de intolerância secundária à lactose, como eritema perianal. Em lactentes sob LM a apresentação clínica   é mais benigna, com diarreia   com raios de sangue, raramente   anemia ligeira e hipoproteinemia, habitualmente sem afetar o crescimento e o estado geral.(4,10,11) A <b>proctocolite induzida     pela PLV </b>é manifestação mais frequente e mais benigna   deste grupo de síndromes. Tipicamente ocorre   nas primeiras semanas   a meses de vida, em   lactentes “saudáveis”, com boa evolução   ponderal e sem outros   sintomas além de presença de sangue   e muco em pequena/ moderada quantidade nas fezes, sem alteração do padrão das dejeções ou com diarreia   ligeira. Ocasionalmente pode cursar com anemia ligeira. Embora mais raro   e com quadro mais ligeiro também   atinge lactentes sob LM.(2,4,10,11) A <b>gastroenteropatia eosinofílica </b>pode apresentar-se em qualquer idade,   incluindo nos primeiros meses de vida,   altura em que pode mimetizar o quadro de estenose hipertrófica do piloro com obstrução e vómitos pós-prandiais em jacto. A perda ou má evolução ponderal é frequente. Dependendo do envolvimento inflamatório os doentes podem   apresentar dor abdominal, vómitos, diarreia, hemorragia digestiva baixa, anemia ferropénica e enteropatia perdedora de proteínas.(2)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Além destes, a <b>esofagite eosinofílica </b>pode ser uma manifestação de APLV, IgE-mediada ou não IgE-mediada.(4,5) Clinicamente carateriza-se por impacto alimentar, disfagia, recusa/ dificuldade alimentar, dor abdominal intermitente, vómitos, quadro clínico   semelhante ao refluxo   gastro-esofágico (RGE) sem resposta ao tratamento “anti-refluxo”. Embora o papel causal dos alergénios alimentares não esteja bem definido, em alguns casos, a evicção   de alimentos específicos, nomeadamente o LV, pode resultar em normalização da mucosa e melhoria clínica.(12) As crianças   com APLV podem   ainda apresentar-se com sintomas/quadros clínicos que podem ser enquadrados no largo espectro   da APLV, tais   como: vómitos, diarreia   crónica, síndrome de mal-absorção, má evolução estaturo-ponderal, RGE, có</font><font size="2" face="Verdana">licas e obstipação.(10)</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Os casos de <b>RGE </b>grave referenciados para consultas de especialidade cursam com APLV numa percentagem que pode atingir os 56% em lactentes. Nestes casos, o LV induz disritmia gástrica e atraso de esvaziamento gástrico, agravando o RGE.(4,13,14)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A relação entre <b>obstipação </b>e APLV é controversa, no entanto, segundo   alguns autores, algumas   crianças com obstipação crónica refratária à terapêutica anti-obstipante podem apresentar APLV,   verificando-se resposta clínica   à dieta de eliminação. Habitualmente ocorre tolerância após um período de 12 meses.(4,11,15)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Relativamente às <b>cólicas do lactente </b>a relação é também controversa e apenas uma minoria dos casos de cólicas graves poderá estar associado a APLV, melhorando com dieta de eliminação.(4,16)</font></p>     <p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">DIAGNÓSTICO</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O diagnóstico baseia-se   na história clínica,   exame físico, dieta de eliminação e prova de provocação oral (PPO).(4,5,17,18) Deve colocar-se a suspeita de APLV na presença de um ou mais sintomas   sugestivos (particularmente se persistentes e a envolver   vários sistemas) e/ou   ausência de resposta   adequada ao tratamento prévio para eczema atópico, DRGE ou sintomas GI crónicos.(17,18)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>A.&nbsp; Avaliação clínica</b></font>     <p><font size="2" face="Verdana">Na avaliação clínica deve dar-se especial   atenção a algumas questões “chave”,   entre as quais:   a história pessoal   e familiar de atopia; forma de apresentação idade de início, rapidez   de instalação após introdução de PLV, duração,   gravidade e frequência das manifestações, reprodutibilidade das manifestações; história alimentar LM <i>vs </i>LA, se LM rever   dieta materna, idade da diversificação alimentar, etc.. É fundamental avaliar o crescimento, sinais de má nutrição e sinais/sintomas sugestivos de comorbilidades alérgicas.(4,5,17,18)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No caso de suspeita de APLV deve ser realizada <b>dieta de eliminação</b>, em que as PLV são totalmente eliminadas da dieta e é avaliada a resposta clínica. A duração da dieta para   fins diagnósticos   deve ser tão curta quanto possível, mas suficiente para avaliar a resposta clínica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>B.&nbsp;&nbsp; Prova de provocação oral</b></font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Após um período   de dieta de eliminação, a PPO continua   a ser o método <i>gold-standard</i>, e é atualmente o único método definitivo para   confirmar ou excluir   a alergia alimentar (valor preditivo positivo e negativo superior   a 95%).(4,5,17-21) Consiste na administração   de doses graduais   de LV, começando com um volume inferior ao que poderá   produzir sintomas, aumentado até atingir o equivalente a um volume   adequado à idade.   Idealmente deve ser   realizada em meio   hospitalar, sendo mandatório em situações de reações imediatas, reações graves ou imprevisíveis. Deve estar disponível material de reanimação.(19,20)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Existem três tipos de prova: PPO aberta, PPO com ocultação simples   e PPO com dupla ocultação contra placebo. Na PPO aberta,   todos os intervenientes sabem que vai ser testado   leite de vaca (LV). N<b>ão deve ser usada na presença     de sintomas subjetivos e/ou questionáveis, no entanto é a mais     utilizada na prática clínica     pela maior facilidade de execução. </b>Na PPO com ocultação simples, utiliza-se LV e um placebo, conhecendo os profissionais de saúde qual está a ser testado, mas</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">os pais e a criança   não sabem. Já na PPO com dupla   ocultação contra placebo   os profissionais de saúde, os pais e a criança não sabem se é o placebo   ou o LV que está a ser testado. Embora seja   a mais fiável,   a sua aplicação é difícil   e onerosa, sendo maioritariamente utilizada em protocolos científicos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em lactentes até aos 12 meses é administrado leite para lactentes   ou de transição (com PLV), em crianças com idade superior a 12 meses LV ultrapasteurizado.(5)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Considera-se uma PPO positiva quando   a introdução do LV reproduz   os sintomas, confirmando-se o diagnóstico de APLV, e a dieta   de eliminação deverá   ser mantida até aos nove a 12 meses de vida ou durante seis meses, conforme o que ocorrer primeiro.(4,5,17,18) A prova é repetida posteriormente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Se a PPO for negativa, ou seja, na ausência de sintomas durante toda   a prova, mantém-se um volume diário   de LV de cerca de 200 ml.(5) Na alta,   devem ser dadas   indicações aos pais   sobre a possibilidade da ocorrência de reações tardias,   devendo ser efetuada   reavaliação clínica de acordo com a situação   clínica.(19) Caso a criança   se mantenha assintomática nas 48h a duas semanas seguintes, a dieta habitual com PLV pode ser retomada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>C.&nbsp;&nbsp; Exames auxiliares de diagnóstico</b></font>     <p><font size="2" face="Verdana">Além da PPO, nenhum dos testes diagnósticos, atualmente disponíveis, comprova ou excluí a APLV.(4,5,17,18,21)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As <b>IgE específicas </b>e   os <b>testes cutâneos </b>/   <i>skin prick tests </i>(SPT)   indicam sensibilização, mas   não diagnosticam APLV   isoladamente, principalmente no que diz respeito às manifestações   GI, em que a maioria   das crianças tem   IgE específicas negativas (&lt;0,35 IU/L) e SPT negativos   (diâmetro &lt;3 mm).(1,4,5,10) Têm sim, valor prognóstico, verificando-se que níveis superiores de IgE específicas   e maior diâmetro   nos SPT indicam   maior probabilidade de reações   graves e persistência da alergia. O doseamento   seriado de IgE específicas pode   ter valor preditivo na aquisição de tolerância.(1,4,5,19) A utilização de monocomponentes moleculares de alergénios poderá   ter valor prognóstico, com determinados epítopos candidatos a biomarcadores de tolerância.(22)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>D.&nbsp;&nbsp; Exames   endoscópicos, histológicos e outros</b></font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Exames endoscópicos, histológicos e outros podem estar indicados em crianças   com manifestações GI persistentes, moderadas a graves, má evolução estaturo-ponderal ou anemia ferropénica, sem resposta à dieta de eliminação ou que coloquem dúvidas   de diagnóstico.(5,21) Algumas indicações estão especificadas na <a href="/img/revistas/nas/v23n2/23n2a04q3.jpg">Quadro 3</a>.</font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">As alterações macroscópicas e microscópicas, como atrofia   da mucosa ou infiltrados eosinofílicos, não são específicas nem sensíveis para o diagnóstico de APLV.(5,10,21)</font></p>     <p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">ABORDAGEM</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De um modo geral, a abordagem da criança com suspeita de APLV está resumida no algoritmo da <a href="#f1">Figura 1</a>. Em reações graves e/ou imediatas   deve optar-se por dieta de   eliminação e doseamento de IgE específicas ou SPT, realizando-se PPO diagnóstica se estes forem negativos e/ou persistirem dúvidas no diagnóstico.(1,4,5,21)</font></p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v23n2/23n2a04f1.jpg" width="390" height="416"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em reações tardias   ou quando a relação com as PLV não é tão evidente, está indicada a realização de PPO diagnóstica após um período   de dieta de eliminação.(1,4,5,21) As IgE específicas ou SPT podem também   utilizar-se nestes casos,   tendo em atenção que serão   negativos na maioria.</font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Na ausência de melhoria com a dieta de eliminação ou se a PPO for negativa, devem considerar-se outros   diagnósticos, dependendo do quadro clínico:   alterações anatómicas, doença celíaca ou outras enteropatias, insuficiência pancreática (como na fibrose quística), reações   adversas alimentares não imunológicas (como mal   absorção da frutose,   intolerância secundária à lactose), reações   alérgicas a outros alergénios, infeções, neoplasias e doenças metabólicas.(18)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <b>abordagem específica das manifestações GI </b>está descrita na <a href="#q4">Quadro 4</a>.</font></p>     <p><a name="q4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v23n2/23n2a04q4.jpg" width="387" height="720"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Dieta de eliminação diagnóstica</b></font>     <p><font size="2" face="Verdana">A duração da dieta de eliminação diagnóstica depende da gravidade   e das características dos sintomas, de um modo   geral opta-se por uma a duas semanas.   Nas manifestações GI deve ser mantida por duas   a quatro semanas. Nos casos   de enterocolite, proctocolite ou enteropatia pode ser necessário um período de quatro a seis semanas.(5,21 Na presença   de reações graves como anafilaxia ou FPIES a dieta deve   manter-se por um mínimo de 12 a 18 meses antes da realização de PPO.(5,10)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em <b>lactentes sob aleitamento artificial </b>devem ser utilizados fórmulas extensamente hidrolisadas (FeH) como 1ª linha. Se já foi iniciada   a diversificação alimentar, eliminam-se todos os produtos com PLV.(5,23) Em casos   de intolerância/recusa ou ausência de resposta   à FeH deve considerar-se uma fórmula de aminoácidos (FAA).(5,17,18) As fórmulas de soja podem   ser uma opção em lactentes   com idade superior   a seis meses, uma vez assegurada a sua tolerância e na impossibilidade de utilizar uma FeH (motivos   económicos, dietas vegan ou recusa do lactente).(5,23) Em situações de enteropatia com   diarreia pode coexistir intolerância secundária à lactose, devendo considerar-se uma FeH sem lactose.(5)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nos <b>lactentes sob aleitamento materno</b>, este deve manter-se. Se já iniciou diversificação alimentar, eliminar os produtos com PLV.   A mãe deve fazer dieta   de eliminação de produtos lácteos e ovo, com aconselhamento nutricional.(5,17,18,23) Pode considerar-se FAA nos primeiros dias, por um máximo de duas semanas,   em casos mais graves. Na ausência de resposta devem eliminar-se outros alergénios da dieta materna e considerar a utilização de uma FAA.(5,23)</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Em <b>crianças com mais de 12 meses</b>, está recomendada uma dieta nutricionalmente equilibrada, sem LV ou alimentos que contenham PLV, devendo incluir   uma FeH.(5) Em casos selecionados, as fórmulas de soja podem   ser uma opção   (recusa da FeH ou motivos   económicos). Ponderar eliminar o ovo da dieta. O aconselhamento nutricional está recomendado, e se a criança não ingerir fórmula suficiente deve suplementar-se com cálcio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A eliminação bem sucedida de alimentos requer a leitura cuidadosa dos rótulos. Deve ser explicado que em rótulos   de alimentos processados termos como “caseína”, “soro lácteo” entre outros, significam a presença de PLV. Os alimentos que   contêm lactose geralmente são seguros   para o consumo, desde que não contenham outros componentes do LV.(5,23)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em casos de esofagite eosinofílica ou suspeita de múltiplas alergias alimentares, considerar alimentação exclusiva com FAA   até melhoria dos sintomas antes da PPO.(4,5,12)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Dieta de eliminação terapêutica e reavaliaç<i>ão com prova de provocação oral</i></b></font>     <p><font size="2" face="Verdana">Se a PPO diagnóstica foi positiva, a dieta de eliminação deve manter-se. No caso de dieta de eliminação materna, suplementar com cálcio (1000mg/dia) e providenciar aconselhamento nutricional.(5,23) De acordo com a gravidade   e o mecanismo subjacente deve repetir-se a PPO após pelo menos três meses (ex.: IgE específica negativa   e sintomas ligeiros) e até 12 meses (ex.:   IgE específica positiva e sintomas graves).(4,5) Em manifestações mais   graves (ex.: FPIES,   anafilaxia) não se realiza PPO   diagnóstica, mantendo-se a dieta de eliminação por 12 a 18 meses   antes de testar   a aquisição de tolerância com PPO.(5,10)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Caso a PPO seja positiva, mantém-se a dieta   de eliminação. Os intervalos para   as PPO subsequentes não são consensuais e dependem igualmente do quadro clínico.   No entanto, de um modo geral repetem-se a cada seis a 12 meses.(4,5)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em situações de ingestão acidental de produtos lácteos, com ou sem a ocorrência de sintomas credíveis, deve considerar-se antecipar ou adiar a PPO, respetivamente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Não está recomendado o uso de leites de outros mamíferos </b>(cabra, ovelha, burra), uma vez que existe reatividade cruzada com o LV e estes leites são nutricionalmente inadequados.</font><font size="2" face="Verdana">(4,23)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto à nova <b>fórmula de arroz </b>disponível, embora pareça eficaz e segura em crianças   com APLV(24), os autores consideram que são necessários mais estudos que avaliem a sua segu- rança nutricional.25)</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font size="3" face="Verdana">PREVENÇÃO</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na prevenção da APLV está recomendado o aleitamento materno exclusivo até aos seis   meses. A diversificação alimentar deve   ocorrer preferencialmente cerca   dos seis meses   de idade, nunca antes   dos quatro meses.   Não está recomendado por rotina dieta materna restritiva durante a gestação ou lactação ou adiar a introdução de outros alimentos potencialmente alergénicos.(2,26,27)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Atualmente não existe evidência científica suficiente para a suplementação com prebióticos ou probióticos, na prevenção da alergia alimentar.(28,29)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Alguns estudos mostram   benefício na utilização de leites hidrolisados (parcial ou extensamente), para a prevenção de patologia alérgica   em crianças de alto risco,   mas não existe   evidência suficiente para a sua recomendação por rotina.(30,31)</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>PROGNÓSTICO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O prognóstico é bom: aos três anos de idade verifica-se aquisição   de tolerância em mais de 80% das crianças.(7,18,26,32) Os fatores   de risco para persistência incluem   a história familiar   de atopia, a presença de manifestações graves,   SPT com maior diâmetro, níveis   mais elevados de IgE específicas e dose mais baixa para positividade na PPO.(4,18)</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>CONCLUSÃO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A alergia às proteínas do leite de vaca, nomeadamente com manifestações GI, pode ocorrer   em qualquer idade,   mas atinge principalmente crianças nos primeiros anos de vida.   Apresenta um amplo   espectro de gravidade, mas sempre com um grande impacto   na vida das crianças e da família,   tendo em conta a base láctea da alimentação pediátrica da sociedade atual. A abordagem das manifestações GI, na sua maioria não IgE-</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">-mediadas ou mistas, reveste-se de algumas particularidades. O diagnóstico correto, baseado em provas de provocação oral,   é extremamente importante, evitando situações   de sobre ou sub- diagnóstico e tratamento desadequado.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">LISTA   DE SIGLAS/ABREVIATURAS</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana">APLV   – alergia às proteínas do leite de vaca DRGE – doença de refluxo gastro-esofágico FAA – fórmula de aminoácidos    <br> </font><font size="2" face="Verdana">FeH – fórmula extensamente hidrolisada    <br> </font><font size="2" face="Verdana">FPIES – f<i>ood protein-induced enterocolitis syndrome    <br> </i></font><font size="2" face="Verdana">GI – gastrointestinal (ais) IgE – imunoglobulina E    <br> </font><font size="2" face="Verdana">LA – leite/aleitamento artificial LM – leite/aleitamento materno    <br> </font><font size="2" face="Verdana">LME – leite/aleitamento materno exclusivo LV – leite de vaca    <br> </font><font size="2" face="Verdana">PLV – proteínas do leite de vaca PPO – prova   de provocação oral   RGE – refluxo gastro-esofágico SPT   – <i>skin prick tests</i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>     <!-- ref --><p><b><font size="2" face="Verdana"></font></b><font size="2" face="Verdana">1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Boyce JA, Assa’ad A, Burks AW, Jones SM, Sampson HA, Wood RA, et al. Guidelines for the diagnosis and management of food allergy   in the United States: report of the NIAID sponsored expert   panel. J Allergy Clin Immunol 2010; 126:S1-58.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0872-0754201400030000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sampson HA. Update   on food allergy.   J Allergy Clin Immunol 2004; 113:805-19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0872-0754201400030000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Rona RJ, Keil   T, Summers C, David Gislason   D, Zuidmeer L, Sodergren E, et al. The prevalence of food allergy:   a meta-analysis. J Allergy Clin Immunol 2007; 120:638-46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0872-0754201400030000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Fiocchi A, Brozek   J, Schünemann H, Bahna SL,   von Berg A, Beyer K, et al. World Allergy   Organization (WAO) diagnosis   and rationale for action against   cow’s milk allergy   (DRACMA) guidelines. WAO J 2010; 3:57-161.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0872-0754201400030000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Koletzko S, Niggemann   B, Arato A, Dias JA, Heuschkel R, Husby S, et al. Diagnostic approach   and management of cow´s milk   protein allergy in infants and   children: ESPGHAN GI Committee practical   guidelines. J Pediatr Gastroenterol Nutr 2012; 55:221-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0872-0754201400030000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Roehr CC, Edenharter G, Reimann S, Ehlers I, Worm M, Zuberbier T, et al. Food allergy and non-allergic food hypersensitivity   in children and adolescents. Clin Exp Allergy 2004; 34:1534-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0872-0754201400030000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Høst A. Frequency of cow’s milk allergy in childhood. Ann Allergy Asthma Immunol 2002; 89:33-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0872-0754201400030000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Kvenshagen B, Halvorsen R, Jacobsen M. Adverse reactions to milk   in infants. Acta Paediatr 2008; 97:196-200.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0872-0754201400030000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; National Institute for   Health and Clinical Excellence. Diagnosis and assessment of food allergy in children   and young people in primary   care and community   settings. London; 2011. Disponível em: <a href="http://www.nice.org.uk/CG116" target="_blank">http://www.nice.org.uk/CG116</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0872-0754201400030000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10.&nbsp;&nbsp; Caubet   JC, Nowak-Wegrzyn A. Current understanding of the immune mechanisms of food protein-induced enterocolitis syndrome. Expert Rev Clin Immunol 2011; 7:317-27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0872-0754201400030000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11.&nbsp;&nbsp; Troncone R, Discepolo   V. Colon in Food Allergy.   J Pediatr Gastroenterol Nutr 2009; 48:S89-91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0872-0754201400030000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12.&nbsp;&nbsp; Liacouras CA, Furuta   GT, Hirano I, Atkins D, Attwood SE, Bonis PA, et al. Eosinophilic esophagitis: updated consensus recommendations for children and adults. J Allergy Clin Immunol 2011; 128:3-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0872-0754201400030000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13.&nbsp;&nbsp; Farahmand F, Najafi   M, Ataee P, Modarresi V, Shahraki T, Rezaei N. Cow’s Milk Allergy among   Children with Gastroesophageal Reflux Disease. Gut Liver 2011; 5:298-301.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0872-0754201400030000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14.&nbsp;&nbsp; Salvatore  S,  Vandenplas  Y.  Gastroesophageal    reflux and cow milk allergy: is there a link? Pediatrics 2002; 110:972-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0872-0754201400030000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15.&nbsp;&nbsp; Carroccio A, Iacono   G. Review article:   chronic constipation and food hypersensitivity – an intriguing relationship. Aliment Pharmacol Ther 2006; 24:1295-304.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0872-0754201400030000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">16.&nbsp;&nbsp; Lucassen PL, Assendelft WJ. Systematic review of treatments for infant colic. Pediatrics 2001; 108:1047-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0872-0754201400030000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">17.&nbsp;&nbsp; Caffarelli C, Baldi   F, Bendandi B, Calzone L, Marani M, Pasquinelli P; et al. Cow´s   milk protein allergy   in children: a practical guide. Ital   J Pediatr 2010; 36:5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0872-0754201400030000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">18.&nbsp;&nbsp; Vandenplas Y, Koletzko S, Isolauri E, Hill D, Oranje AP, Brueton M, et al. Guidelines for the diagnosis   and management of cow´s milk protein allergy   in infants. Arch Dis Child 2007; 92:902-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0872-0754201400030000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">19.&nbsp;&nbsp; Nowak-Wegrzyn A, Assa’ad   AH, Bahna SL,   Bock SA, Sicherer SH, Teuber SS; Adverse Reactions to Food Committee of American Academy   of Allergy, Asthma   &amp; Immunology. Work Group report:   Oral food challenge testing. J Allergy   Clin Immunol 2009; 123:S365-83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S0872-0754201400030000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">20.&nbsp;&nbsp; Yum HY, Yang HJ, Kim KW, Song TW, Kim WK, Kim JH, et al. Oral food challenges in children. Korean J Pediatr 2011; 54:6-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S0872-0754201400030000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">21.&nbsp;&nbsp; Canani   RB, Costanzo MD, Troncone R. The optimal   diagnostic   workup for children   with suspected food allergy. Nutrition 2011; 27:983-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S0872-0754201400030000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">22.&nbsp;&nbsp; Sastre J. Molecular   diagnosis in allergy.   Clin Exp Allergy 2010; 40:1442-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S0872-0754201400030000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">23.&nbsp;&nbsp; Dupont C, Chouraqui JP, de Boissieu   D, Bocquet A, Bresson JL, Briend A, et al. Dietary treatment of cows’ milk protein allergy in childhood: a commentary by the Committee on Nutrition of the French Society of Paediatrics. Br J Nutr 2012; 107:325-38.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S0872-0754201400030000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">24.&nbsp;&nbsp; Reche M, Pascual   C, Fiandor A, Polanco I, Rivero-Urgell M, Chifre R, et al.The   effect of a partially hydrolysed formula based on rice   protein in the treatment of infants with   cow’s milk protein allergy. Pediatr Allergy Immunol 2010; 21:577-85.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S0872-0754201400030000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">25.&nbsp;&nbsp; Savino F, Castagno E, Monti G, Serraino P, Peltran A, Oggero R, et al. Z-score   of weight for age of infants with atopic dermatitis   and cow’s milk   allergy fed with   a rice-hydrolysate formula during the first two   years of life.   Acta Paediatr Suppl 2005; 94:115-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S0872-0754201400030000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">26.&nbsp;&nbsp; Caldeira F, Cunha J, Ferreira MG. Alergia a proteínas de leite de vaca: um desafio diagnóstico. Acta Med Port 2011; 24: 505-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S0872-0754201400030000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">27.&nbsp;&nbsp; Kramer MS, Kakuma R. Maternal   dietary antigen avoidance during   pregnancy or lactation, or both, for preventing or treating atopic disease in the child. The Cochrane Database Syst Rev 2012; 9:CD000133.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S0872-0754201400030000400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">28.&nbsp;&nbsp; Vanderhoof JA. Probiotics in allergy managment. J Pediatric Gastroenterol Nutr 2008; 47:S38-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S0872-0754201400030000400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">29.&nbsp;&nbsp; Osborn DA, Sinn   JK. Prebiotics in infants for   prevention of allergic disease and food hypersensitivity. Cochrane Database Syst Rev 2007; 17:CD006474.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S0872-0754201400030000400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">30.&nbsp;&nbsp; Osborn DA, Sinn J. Formulas containing hydrolysed protein for prevention of allergy and food intolerance in infants. Cochrane Database Syst Rev 2006; 18:CD003664.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000182&pid=S0872-0754201400030000400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">31.&nbsp;&nbsp; Lowe AJ, Dharmage   SC, Allen KJ, Tang ML,   Hill DJ. The   role of partially hydrolysed formula   for the prevention of allergic disease:   evidence and gaps. Expert Rev Clin Immunol 2013; 9:31-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S0872-0754201400030000400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">32.&nbsp;&nbsp; Høst A, Halken   S, Jacobsen HP, Christensen AE, Herskind AM, Plesner K. Clinical course   of cow’s milk protein allergy/ intolerance and atopic diseases in childhood. Pediatr Allergy Immunol 2002;13:23-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000186&pid=S0872-0754201400030000400032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="end" id="topo2"></a><a href="#topo">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia    <br> </a></b>Sofia Ferreira    <br> Serviço de Pediatria/Neonatologia    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga     <br> Rua Dr. Cândido Pinho    <br> 4520-211 Santa Maria da Feira, Portugal    <br> </font><font size="2" face="Verdana">E-mail: <a href="mailto:sofiafe@gmail.com">sofiafe@gmail.com</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido a 10.07.2013 | Aceite a 11.04.2014</font>      ]]></body><back>
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