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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Fenitoína: fronteiras do tratamento]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar do Porto Departamento de Infância e Adolescência Unidade de Neuropediatria]]></institution>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0872-07542014000300009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0872-07542014000300009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0872-07542014000300009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Seizures are rather common in the neonatal period. It still remains unclear what is the best therapeutic approach, and there is no consensus protocol. Currently used antiepileptic drugs are sometimes ineffective and may cause significant adverse effects. Case report: We present the case of a newborn with seizures during the first day of life. After unsuccessful treatment with phenobarbital, phenytoin was added. He developed a picture of encephalopathy due to intoxication with this drug, despite the use of standard dosages. Given unchanged further investigations, individual’s susceptibility was considered to be the cause. Conclusion: Because of potential side effects, more frequent and severe in newborns, phenytoin tends to be less used in the treatment of neonatal seizures. Benzodiazepines and lidocaine seems to be safer and more effective options.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Introdução: As crises convulsivas são manifestações clínicas frequentes no período neonatal. Continua pouco claro qual a melhor abordagem terapêutica, não existindo ainda consenso entre os diversos protocolos. A terapêutica antiepilética usada tradicionalmente é, muitas vezes, pouco eficaz e pode originar efeitos secundários importantes. Caso Clínico: Apresenta-se o caso clínico de um recém-nascido que iniciou convulsões no primeiro dia de vida. Por persistência das crises após terapêutica com fenobarbital, foi iniciada fenitoína, tendo desenvolvido um quadro de encefalopatia devida a intoxicação por este fármaco, apesar do seu uso em doses habituais. Dado que a investigação complementar foi normal, concluiu-se que esta se deveu provavelmente a suscep- tibilidade individual. Conclusão: Atendendo aos potenciais efeitos secundários da fenitoína, mais frequentes e graves em recém-nacidos, este fármaco tende a ser menos usado como segunda linha no tratamento das convulsões neste grupo etário, considerando-se atualmente as benzodiazepinas e a lidocaína alternativas mais eficazes e seguras.]]></p></abstract>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Neonatal seizures]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[intoxicação medicamentosa]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font size="2" face="Verdana">CICLO DE PEDIATRIA INTER HOSPITALAR DO NORTE / PAEDIATRIC INTER-HOSPITALAR MEETING </font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Fenitoína – fronteiras do tratamento</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">Phenytoin  &ndash; boundaries of the treatment</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">Joaquina Antunes<sup>I</sup>; Luísa   Neiva Araújo<sup>I</sup>; Inês Carrilho<sup>II</sup>; Paula Soares<sup>I</sup>; Elisa Proença<sup>I</sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>U Cuidados   Intensivos Neonatais, Maternidade J&uacute;lio Dinis, CH Porto. 4050-371 Porto, Portugal. E-mail: <a href="mailto:jdcfa82@gmail.com">jdcfa82@gmail.com</a>;   <a href="mailto:neiva.araujo@gmail.com">neiva.araujo@gmail.com</a>; <a href="mailto:mpccsoares@hotmail.com;">mpccsoares@hotmail.com</a>; <a href="mailto:elisa.eug.proenca@gmail.com">elisa.eug.proenca@gmail.com    <br> </a><sup>II</sup>S. Neuropediatria, Dep. Inf&acirc;ncia e Adolesc&ecirc;ncia, CH Porto, 4099-001 Porto, Portugal. E-mail: <a href="mailto:icccarrilho@gmail.com">icccarrilho@gmail.com</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a href="#end">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topo" id="topo"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><b><font size="2" face="Verdana">RESUMO</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Introdução: </b>As crises   convulsivas são manifestações clínicas frequentes no período neonatal. Continua   pouco claro qual a   melhor abordagem terapêutica, não existindo ainda consenso entre   os diversos protocolos. A terapêutica antiepilética usada tradicionalmente é, muitas vezes,   pouco eficaz e pode originar efeitos secundários importantes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Caso Clínico: </b>Apresenta-se o caso clínico   de um recém-nascido que iniciou convulsões no primeiro dia de vida. Por persistência das crises após terapêutica com fenobarbital, foi iniciada fenitoína, tendo desenvolvido um quadro de encefalopatia devida a intoxicação por este fármaco,   apesar do seu uso em doses habituais. Dado que a investigação complementar foi normal, concluiu-se que esta se deveu provavelmente a suscep- tibilidade individual.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Conclusão: </b>Atendendo aos potenciais efeitos secundários   da fenitoína, mais   frequentes e graves   em recém-nacidos, este fármaco tende a ser menos usado como segunda linha no tratamento das convulsões neste   grupo etário, considerando-se atualmente as benzodiazepinas e a lidocaína   alternativas mais eficazes e seguras.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave: </b>Convulsões neonatais, fenitoína, intoxicação medicamentosa.</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Introduction: </b>Seizures are rather common   in the neonatal period. It still remains   unclear what is the best therapeutic approach, and there is no consensus protocol. Currently used   antiepileptic drugs are sometimes   ineffective and may cause significant adverse effects.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Case report: </b>We present the case of a newborn   with seizures during the   first day of life. After   unsuccessful treatment with phenobarbital, phenytoin was added. He developed a picture of encephalopathy due to intoxication with this drug, despite the use of standard dosages.   Given unchanged further   investigations, individual&rsquo;s susceptibility was considered to be the cause<b>. </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Conclusion: </b>Because of potential   side effects, more frequent and severe   in newborns, phenytoin tends to be less used in the treatment of neonatal seizures. Benzodiazepines and lidocaine seems to be safer   and more effective options.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key-words: </b>Neonatal seizures, phenytoin,   toxicity.</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">INTRODUÇÃO</font></b></p>     <p><b><font size="2" face="Verdana"></font></b><font size="2" face="Verdana">As convulsões neonatais   são manifestações clínicas frequentes no período   neonatal, com uma incidência, não   totalmente conhecida, estimada em 2-3 por cada 1000 recém-nascidos (RN)   de termo e 10-15 por cada 1000 RN pré-termo.(1)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A etiologia   é variável, sendo a encefalopatia hipóxico-isquémica a causa mais frequente, em algumas séries responsável por 42% dos casos.(2) Outras   etiologias a considerar são a patologia infeciosa, acidente vascular cerebral, alterações metabólicas, anomalias cromossómicas, malformações cerebrais, patologias   neurodegenerativas, erros inatos do metabolismo, ingestão materna de tóxicos e mais raramente síndromes epiléticos neonatais.(2-5)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As convulsões neonatais estão associadas a um aumento da mortalidade e a sequelas   neurológicas, nomeadamente défices motores,   problemas cognitivos, de comportamento e desenvolvimento e risco aumentado de epilepsia. No entanto, é controverso se a própria   crise epilética causa   dano num cérebro em desenvolvimento ou o dano é devido   à patologia desconhecida subjacente à crise, persistindo também dúvidas quanto   aos eventuais efeitos da terapêutica utilizada para o seu controlo. É também pouco consensual se todas as crises, clínicas e subclínicas, devem ser tratadas.(1-4)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para o diagnóstico são fundamentais a avaliação clínica e o estudo   electroencefalográfi complementados por avaliação laboratorial e estudo   imagiológico. No período neonatal verifica-se uma elevada dissociação eletroclínica (até cerca de 2/3 de convulsões clínicas sem alterações electroencefalográfi (3) pelo que se recomenda a monitorização electroencefalográfi contínua com vídeo, constituindo o vídeo-EEG   o exame de eleição para o diagnóstico. Muitas unidades neonatais tentam colmatar a indisponibilidade de vídeo-EEG, através da utilização do electroencefalograma de amplitude integrada (aEEG), que permite detetar convulsões com tradução elétrica e monitorizar a resposta à terapêutica. O electroencefalograma (EEG) convencional deve também realizar-se sempre, assim que seja possível.(3)</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A estratégia terapêutica tradicional passa pela   utilização de fenobarbital como   primeira linha e, nas crises epiléticas refratárias, fenitoína. A utilização destes antiepiléticos de primeira geração, para além de ser ineficaz no controlo total das crises, com controlo   de cerca de 60% quando usados em associação, pode originar efeitos adversos e causar neurodegeneração apoptótica em cérebros em desenvolvimento.(1-4)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os autores apresentam um caso de convulsões num recém-nascido secundárias a lesão hipóxico-isquémica, cuja abordagem terapêutica tradicional originou uma encefalopatia grave atribuída à medicação.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">CASO CLÍNICO</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Trata-se de um recém-nascido (RN) do sexo masculino, primeiro   filho de um casal jovem,   saudável, não consanguíneo. Como intercorrências ao longo da gravidez há a referir   infeções do trato urinário tratadas   em ambulatório com antibiótico e inter-   namento às 35 semanas durante três   dias por taquicardia fetal. Não havia   consumo de fármacos   ou substâncias ilícitas durante a gestação. A colonização pelo <i>Streptococcus do grupo B </i>era desconhecida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O parto foi por ventosa   às 40 semanas, com rotura   prolongada de membranas (20   horas), índice de Apgar 7/9/10   e antropometria   adequada à idade gestacional. Ao nascimento apresentava bossa   sero-hemática parieto-occipital esquerda, com restante exame   sem alterações. Acompanhou a mãe, apresentando algumas dificuldades na   alimentação e o rastreio sético realizado às 12 horas de vida foi negativo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Às   23 horas de vida, foram   observados movimentos clónicos do hemicorpo direito   e membro superior esquerdo e revul-   são ocular, sem repercussão hemodinâmica com duração entre um a dois   minutos. Foi transferido para a Unidade   de Cuidados Intensivos   Neonatais (UCIN) e realizada avaliação   laboratorial que incluiu   hemograma, proteína C reactiva, equilíbrio ácido-base, lactato,   glicemia e ionograma   normais; creatinina-kinase (CK) aumentada 2348 UI/L. Por manutenção dos movimentos anómalos   foi feita dose   de impregnação de fenobarbital (20 mg/ Kg) com resposta favorável. Às 32 horas de   vida verificou-se reaparecimento de movimentos clónicos   à direita e de mastigação à manipulação, tendo sido repetido fenobarbital (10 mg/Kg). Foi iniciada monitorização com aEEG, não se verificando nessa altura traçado sugestivo de atividade crítica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por agravamento dos movimentos anómalos   associados a dessaturação, foi iniciada dose   de impregnação de fenitoína (20 mg/Kg). Os níveis séricos de fenobarbital eram normais e uma nova avaliação laboratorial não mostrou alterações. A ecografia   transfontanelar revelou-se normal e o EEG evidenciou atividade paroxística   abundante no sono não REM de expressão bilateral com predomínio frontal e temporal esquerdo (<a href="#f1">Figura 1</a>).   Foi decidida terapêutica de manutenção com fenobarbital (4 mg/Kg/dia) e fenitoína (8 mg/Kg/dia).</font></p>     <p><a name="f1" id="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v23n2/23n2a09f1.jpg" width="563" height="325"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na noite do terceiro para o quarto   dia de vida constataram-se episódios de nistagmo com duração inferior   a um minuto, sem outros movimentos anómalos associados ou repercussão hemodinâmica. No quarto dia de vida e de forma súbita,   coincidente com   fim da administração de fenitoína, observaram-se hipotonia e hiporreatividade marcadas, compatíveis com   estado comatoso, e dessaturação acentuada, com necessidade de ventilação mecânica   não invasiva (VNI).   No aEEG assistiu-se à passagem de um padrão   fisiológico de sono vigília para um padrão de surto-supressão (<a href="#f2">Figura 2</a> e <a href="#f2">Figura 3</a>).</font></p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v23n2/23n2a09f2.jpg" width="571" height="665"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Perante   o agravamento clínico e electroencefalográfico, fez-se a escalada   terapêutica com midazolam e piridoxina, sem resposta. Os níveis   de fenitoína entretanto disponíveis revelaram níveis tóxicos de 66 µg/ml (intervalo terapêutico: 10-20 µg/ml), pelo que se suspendeu este fármaco.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Repetiu-se EEG (<a href="#f4">Figura   4</a>), que revelou um traçado   francamente agravado   em relação ao anterior, com abundante atividade paroxística de expressão multifocal   e padrão de surto-supressão, com períodos de supressão muito prolongados. A ressonância magnética cerebral realizada ao nono dia de vida mostrou áreas de restrição da difusão nas regiões occipitais e nas regiões rolândicas mais extensas à esquerda, sugestivas de lesão hipóxico-isquémica.</font></p>     <p><a name="f4"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v23n2/23n2a09f4.jpg" width="566" height="326"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Teve necessidade de suporte inotrópico entre o quarto   e o décimo dia de vida, por hipotensão associada   a diminuição da   contratilidade cardíaca e hipertensão pulmonar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A evolução clínica   foi favorável, embora   lenta, com recuperação progressiva da hipotonia e maior reatividade, sem   registo de novas   crises epiléticas, deixando de necessitar VNI ao oitavo dia de vida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A monitorização regular   dos níveis de fenitoína, mostrou   a sua normalização apenas ao vigésimo segundo dia de vida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O estudo metabólico, que incluiu lactato   sérico e do líquido cefalorraquidiano (LCR), piruvato, amónia,   aminoácidos (séricos, urinários e no LCR), ácidos orgânicos   urinários, sulfiteste, acilcarnitinas, ácido orótico e o teste de Guthrie, não revelou alterações.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Teve alta ao trigésimo dia de vida,   assintomático com exame   objetivo sem alterações, mantendo terapêutica de manutenção com fenobarbital. Aos quatro meses   de vida mantinha-se assintomático, com crescimento e desenvolvimento adequados. O EEG apresentava muito escassa atividade paroxística central e posterior direita.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">DISCUSSÃO</font> </b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font size="2" face="Verdana"></font></b><font size="2" face="Verdana">O caso descrito ilustra um quadro grave de intoxicação por fenitoína, com doses preconizadas para recém-nascidos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A fenitoína é um anticonvulsivante de primeira geração,   cujo mecanismo de ação passa pela ligação   e inibição dos canais de sódio ativados   por voltagem, condicionando um aumento do período refratário, especialmente a nível do tecido neuronal e cardíaco, entre outros.(5,6)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Trata-se de um fármaco com uma farmacocinética não linear, devido à taxa variável de metabolização hepática, às interações farmacológicas e à biodisponibilidade variável nas diversas formulações, ainda mais   irregular em recém-nascidos dado que apresenta   uma taxa de eliminação diminuída na primeira semana   de vida.(4,5) Cerca de 90% liga-se   às proteínas plasmáticas, pelo que na presença de hipoalbuminemia ou insuficiência renal há aumento   da fração livre   com risco de toxicidade, nomeadamente ao nível do sistema nervoso   central.(6) Apresenta um metabolismo dependente da dose, em que, a partir   de determinada concentração, um pequeno aumento   da dose pode causar saturação das enzimas que realizam o seu metabolismo (cinética zero), o que prolonga   a semivida do fármaco, levando ao aparecimento de efeitos secundários originados pelas con- centrações plasmáticas tóxicas.(6,7)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Um passo fundamental na metabolização da fenitoína é a hidroxilação pelo citocromo   P450. A presença de um polimorfis-   mo genético do citocromo, ou o uso em simultâneo com substâncias cuja metabolização necessite do citocromo   P450 podem predispor a intoxicações, apesar do uso de doses habituais.(6,8,9) Neste doente o motivo da intoxicação fica por esclarecer.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Poderá muito provavelmente dever-se à suscetibilidade indivi-   dual, devido a um polimorfismo do citocromo P450,   que não é atualmente possível   identificar, o que pode explicar a manutenção de níveis   tóxicos durante um período tão longo apesar   da suspensão do fármaco. A imaturidade pode ter contribuído para o agravamento do quadro, tendo   sido excluídas outras   causas, nomeadamente insuficiência hepática, renal, hipoalbuminemia assim como erro de dose.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na presença de níveis plasmáticos superiores a 30-40 &#956;g/ mL, surgem sintomas neurológicos de intoxicação (desde alteração do estado de consciência, letargia, coma, hiperrefl xia, nistagmo e convulsões) e cardíacos   (como hipotensão e bradiarritmia). No doente apresentado o agravamento   clínico e do aEEG foram interpretados como agravamento do quadro inicial,   levando a uma escalada terapêutica, sendo posteriormente confi  tratar-se de iatrogenia. A monitorização regular dos níveis séricos de fenitoína poderá minimizar este risco.(8,9)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A fosfofenitoína, um pró-fármaco da fenitoína, apresenta um melhor perfil de segurança e eficácia semelhante, pelo que tende a ser uma alternativa à fenitoína, não estando no entanto disponível em Portugal.(1,4)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Perante os potenciais efeitos   secundários da fenitoína   especialmente neste grupo etário,   muitas UCIN tendem a optar por estratégias alternativas na terapêutica antiepilética, que passa pela utilização em segunda linha das benzodiazepinas e da lidocaína.(1)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O topiramato (não disponível em formulação endovenosa) e o levetiracetam têm também   demonstrado eficácia, em estudos experimentais, no controlo das convulsões neonatais, mostrando serem fármacos seguros   nesta faixa etária,   apesar do seu uso não aprovado.(1,4) Num estudo recente   o levetiracetam demonstrou elevada   eficácia, com controlo das crises epiléticas refratárias ao fenobarbital em 86% dos recém nascidos, sem efeitos secundários importantes.(10)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O protocolo de abordagem das convulsões neonatais, resultante da última reunião   de consensos da Secção de Neonatologia da Sociedade Portuguesa de Pediatria, vai de encontro   às abordagens mais recentes, propondo que nas convulsões refratárias ao fenobarbital, se utilize como segunda linha o midazolam e como terceira linha a lidocaína.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Como se depreende   do caso descrito, a iatrogenia, condicionada por vezes pela suscetibilidade individual, deve ser colo-   cada como hipótese diagnóstica, especialmente perante situações graves ou evoluções desfavoráveis.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Vento M, de Vries   LS, Alberola A, Blennow M, Steggerda S, Greisen G, Boronat N. Approach to seizures in the neonatal   period: a European perspective. Acta Paediatr 2010; 99:497- 501.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S0872-0754201400030000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Tulloch JK, Carr RR,   Ensom MH. A systematic review   of the pharmacokinetics of antiepileptic drugs   in neonates with refractory seizures. J Pediatr Pharmacol Ther 2012; 17:31-44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S0872-0754201400030000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   van Rooij LG, van den Broek MP, Rademaker CM, de Vries LS. Clinical management of seizures in newborns: diagnosis and treatment. Paediatr Drugs 2013; 15:9-18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S0872-0754201400030000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Mizrahi EM. Treatment of neonatal seizures [Internet]. Uptodate Website [last   literature review 2012 Oct; access   in 2012 Dec]. Disponível em: <a href="http://www.uptodate.com/" target="_blank">http://www.uptodate.com</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S0872-0754201400030000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Sicca F, Contaldo A, Rey E, Dulac O. Phenytoin administration in the newborn and infant. Brain &amp; Development 2000; 22:35-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S0872-0754201400030000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Miller CA. Toxicity phenytoin   [Internet]. Emedicine Website [last literature review 2010 Nov; access in 2012 Dec]. Disponível em: <a href="http://www.emedicine.medscape.com/" target="_blank">www.emedicine.medscape.com</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S0872-0754201400030000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   McCluggage LK, Voils SA, Bullock MR. Phenytoin toxicity due to genetic polymorphism. 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Uptodate Website [last literature   review 2012 Dec; access in 2012 Dec]. Disponível em: <a href="http://www.uptodate.com/" target="_blank">http://www.uptodate.com</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S0872-0754201400030000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10.&nbsp;&nbsp;   Khan O, Chang E, Cipriani C, Wright C, Crisp E, Kirmani B. Use of intravenous levetiracetam for management of acute seizures   in neonates. 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