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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO DAS COMUNICA&Ccedil;&Otilde;ES LIVRES</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">PM-2</font></b></p>     <p><b><font size="4" face="Verdana">Hipertensão arterial pulmonar e telangiectasia hemorrágica hereditária: associação rara</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">Vasco Lavrador<sup>I</sup>; Ana Cristina Freitas<sup>I</sup>; Telma Barbosa<sup>I</sup>; Virgílio Senra<sup>I</sup>; Herculano Rocha<sup>I</sup>; Maria João Baptista<sup>I,II</sup>; Sílvia Álvares<sup>I</sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Centro Hospitalar do Porto (CHP)    <br> </font><font size="2" face="Verdana"><sup>II</sup>Centro Hospitalar São João (CHSJ)</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Introdução: </b>A hipertensão pulmonar (HP) pode desenvolver-se em qualquer idade, frequentemente com manifestações inespecíficas em idade pediátrica. Na maioria   dos casos pediátricos é idiopática   ou associada a doença cardíaca ou pulmonar. Porém o leque de possíveis   etiologias é alargado   e a importância da sua investigação relaciona-se com a estratégia   de abordagem terapêutica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Caso clínico: </b>Criança de 6 anos, sexo feminino,   referenciada   à consulta de Cardiologia Pediátrica por 3 episódios   de lipot  ímia e 4 de síncope   em 3 meses, um dos quais despoletado com movimento   de levante;   sem outros sintomas associados. Antecedentes de epistaxis   frequentes e m  á evolução   estatoponderal. Hist  ória familiar de Telangiectasia Hemorrágica Hereditária (THH).   Ao exame objectivo,   apresenta-se em classe   funcional II/III, saturação transcutânea de oxigénio   - 100%, detectando-se, na auscultação cardíaca, o reforço do segundo   som, sem sopros audíveis.   Ausência de telangiectasias. O ecocardiograma revelou hipertensão arterial pulmonar (HAP),   confirmada por cateterismo cardíaco   (PAPmédia-74mmHg, RAP-16,6UW, RAS- 13,4UW, PECP-12mmHg.). O teste de vasoreatividade pulmonar foi negativo.   NT-ProBNP-636. A tomografia   computorizada (TC) torácico   demonstrou sinais   de HAP e múltiplas e diminutas   fístulas arterio-venosas subpleurais. Realizou   3 provas de suor (resultado positivo), com   doseamento de elastase pancreática normal e estudo genético para a fibrose   quística negativo. Restante investigação não revelou   alterações relevantes. Iniciou vasodilatadores pulmonares com melhoria da capacidade de esforço e dos marcadores bioquímicos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Discussão e conclusão: </b>O diagnóstico de THH (doença de Rendu-Osler-Weber) baseia-se na presença de critérios   clínicos nomeadamente epistaxis, telangiectasias, manifestações viscerais e história   familiar. As malforma  ções arteriovenosas estão presentes   em cerca de 15-33% dos doentes.   A HAP   é rara e pode ocorrer sob duas formas: por alto débito, associada a malformações   art  ério-venosas hepáticas com RAP baixas, ou menos frequentemente, como neste doente, com PAP elevada, débito cardíaco   normal e RAP elevadas,   correspondendo a uma verdadeira arteriopatia e assemelhando-se   à HAP idiopática. Têm sido encontradas mutações   no gene ALK1 e BMPR2 na HHT- associada   a HAP, justificando-se esta investiga  ção   e especulando-se sobre uma patog  énese molecular comum entre a HHT e HAP.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este caso apresenta ainda a particularidade da positividade das provas de suor, apesar da ausência de sintomas   sugestivos de fibrose quística e estudo molecular para doença negativo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De realçar a resposta favorável à terapêutica vasodilatadora pulmonar específica.</font></p>      ]]></body>
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