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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO DAS COMUNICA&Ccedil;&Otilde;ES LIVRES</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">PM-3</font></b></p>     <p><b><font size="4" face="Verdana">Sobrevida de doente com lúpus eritematoso sistémico juvenil e hipertensão arterial pulmonar grave</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">Diana Pinto<sup>I</sup>; Andreia Dias<sup>I</sup>; Liliana Rocha<sup>I</sup>; Carla Zilhão<sup>I</sup>; Helena Sousa<sup>I</sup>; Teresa   Sousa<sup>I</sup>; Sameiro Faria<sup>I</sup>; Paula Matos<sup>I</sup>; Conceição Mota<sup>I</sup>; Margarida Guedes<sup>I</sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Centro Hospitalar do Porto (CHP)</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Introdução: </b>A hipertensão arterial pulmonar (HTP)   está descrita em algumas   conectivites. No lúpus eritematoso sistémico (LES) é rara e geralmente   de moderada gravidade.   Os autores descrevem   o caso clínico   de uma doente com LES juvenil   e HTP de evolução severa e prognóstico reservado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Caso clínico</b>: Doente de 21 anos, caucasiana, com LES juvenil diagnosticado aos 10 anos, com manifestações mucocutâneas incluindo fenómeno   de Raynaud, articulares, hematológicas e renais,   já tendo realizado terapêutica com corticóides em doses variáveis, hidroxicloroquina, azatioprina, ciclofosfamida e micofenolato de mofetil.   Aos 13 anos, por dor torácica e dispneia   para médios esforços   realizou ecocardiograma (ECO) que revelou insuficiência tricúspide ligeira e elevação   da pressão sistólica da artéria pulmonar   (PSAP). O cateterismo cardíaco direito   mostrou PSAP de 65 mmHg (em repouso)   e prova de vasodilatação positiva,   pelo que iniciou amlodipina. Um ano depois, por agravamento clínico   (classe III OMS) e por teste   de vasodilatação negativo, suspendeu   a amlodipina e iniciou bosentan. Por episódios   sucessivos de rectorragia não esclarecida foi decidido   não iniciar hipocoagulação. Aos 18 anos foi internada por reagra-   vamento, sendo que o ECO na altura mostrou   dilatação severa   das cavidades direitas,   disfunção do ventrículo direito e PSAP de 70 mmHg.   Iniciou sildenafil 25mg/dia e furosemida endovenosa, apenas com resposta parcial. Realizou posteriormente um ciclo de Rituximab.   Um ano depois por dispneia (classe   III-IV) e síncope, realizou cateterismo direito   que confirmou a progressão da HTP. Iniciou   iloprost inalado mantendo-se em classe   II-III durante   1 ano. Em Outubro   de 2012, por dispneia em repouso,   repetiu ECO que mostrou   PSAP de 105 mmHg. Após exclusão   de causas secundárias, assumiu-se progressão da doença e resposta insuficiente a terapêutica combinada instituída, pelo que iniciou iloprost endovenoso em perfusão contínua. Até à data mantém-se em classe   funcional II-III, com terapêutica tripla   e necessidade de escalada   de dose de iloprost. A realização de transplante cardio-pulmonar não parece   exequível por manter actividade lúpica, apesar da escalada terapêutica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Conclusão</b>: A HTP é um   achado raro e geralmente pouco grave no LES. A severidade desta manifesta  ção clínica num LES juvenil,   obrigando a v  árias atitudes terapêuticas, discrepantes da moderada   actividade da doen  ça de base, levanta questões fisio- patol  ógicas subjacentes e reconsiderações diagnósticas nesta doente.</font></p>      ]]></body>
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