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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO DAS COMUNICA&Ccedil;&Otilde;ES LIVRES</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">PM-6</font></b></p>     <p><b><font size="4" face="Verdana">Transposição das grandes artérias…mas não só!</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">Sara Domingues<sup>I</sup>; Diana Baptista<sup>I</sup>; Joana Leite<sup>I</sup>; Edite Gonçalves<sup>II</sup>; Jorge Casanova<sup>III</sup>; Augusto Ribeiro<sup>I</sup>; Maria João Baptista<sup>II</sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Serviço de Medicina Intensiva Pediátrica - Centro Hospitalar do S. João, EPE    <br> </font><font size="2" face="Verdana"><sup>II</sup>Serviço de Cardiologia Pediátrica - Centro Hospitalar do S. João, EPE    <br> </font><font size="2" face="Verdana"><sup>III</sup>Serviço de Cirurgia   Cardiotorácica – Centro Hospitalar do S. João, EPE</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Introdução: </b>A transposição das grandes artérias (TGA)   representa 5 a 10% das cardiopatias congénitas Em cerca de 25% dos casos,   associa-se a comunicação inter-ventricular (CIV),   o que melhora as trocas gasosas mas agrava a insuficiência cardíaca e a doença vascular pulmonar.   A hipertensão pulmonar   persistente em doentes com TGA é uma complicação grave, de etiologia   mal compreendida, habitualmente   resistente à terapêutica e associada a elevada mortalidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Caso clínico: </b>Lactente de 2 meses, sexo feminino, com diagnóstico pré-natal de TGA,   CIV perimembranosa grande e foramen   oval patente. Período   neonatal estável, sem necessidade de tratamento com prostaglandinas ou de septostomia. Alta da maternidade em D3 de vida. Internada eletivamente para reali-   zação de cirurgia paliativa com construção de <i>banding</i> da artéria pulmonar e laqueação   do canal arterial.   No pós-operatório imediato   apresentou hipoxemia persistente e acidose metabólica, sem melhoria com a otimização   das   medidas de suporte   nem com a instituição de óxido nítrico inalado. Confirmada hipertensão pulmonar   moderada a grave, com shunt interventricular predominantemente direito-esquerdo. Decidido realizar   septostomia de Rashkind   em D3 de pós-operatório e iniciar crurarização e sildenafil, verificando-se melhoria   clínica. Alta após 32 dias, sem sedoanalgesia, em   ventilação espontânea, hemodinamicamente estável sem suporte inotrópico, a tolerar alimentação entérica. Ao exame objetivo,   de destacar a presença   de sopro sistólico, sem outras alterações de relevo, nomeadamente no exame neurológico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Discussão: </b>O diagnóstico pré-natal permitiu definir a estratégia terapêutica atempadamente. Sendo   uma forma complexa de TGA, foi necessário o tratamento paliativo   com banding da artéria pulmonar para diminuir o hiperfluxo   pulmonar. O encerramento do canal   arterial levou à diminuição   da mistura entre as duas circulações e ao aumento   da resistência vascular pulmonar. A realização de septostomia interauricular e a cuidadosa abordagem da hipertensão pulmonar com medidas gerais e vasodilatadores pulmonares permitiu uma evolução clínica favorável.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A   hipertensão pulmonar associada a TGA exige alto índice   de suspeita e tratamento agressivo, devendo ser sempre conside-   rada em doentes   com instabilidade hemodinâmica e hipoxia no pós-operatório imediato.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O   planeamento de opções corretivas dependerá da evolução anatómica e fisiopatológica.</font></p>      ]]></body>
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