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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise da taxa de cesarianas e das suas indicações utilizando a classificação em dez grupos]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Introdução e objetivo: Foi efetuado um estudo observacional retrospetivo para analisar os motivos de cesariana e identificar os parâmetros obstétricos das mulheres a ela submetidas na nossa instituição em janeiro/fevereiro e junho/julho de 2011. Material e Métodos: Foram revistos os processos clínicos destas mulheres, categorizadas nos dez grupos obstétricos propostos por Robson, baseados nos seguintes parâmetros: gestação simples/múltipla; nuliparidade/multiparidade/multiparidade com cesariana anterior, cefálico/não-cefálico; parto espontâneo/induzido/cesariana eletiva; parto de termo/pré-termo. Em cada grupo foram analisados os motivos de cesariana excepto os das gestações múltiplas. Resultados: Ocorreram 1167 partos simples, 391 por cesariana, sendo a taxa de cesarianas 33,5% (36% eletivas). A cesariana foi mais frequente em nulíparas de termo com parto induzido e em mulheres com cesariana prévia. Durante o trabalho de parto o motivo mais comum nomeado pelo clínico foi o trabalho de parto estacionário, a incompatibilidade feto-pélvica e o estado fetal não tranquilizador. A apresentação fetal anómala motivou 4,4% da taxa de cesarianas, contributo superior ao da prematuridade (3%). Entre as multíparas de termo sem cicatriz uterina houve menor número de cesarianas. Conclusões: A análise dos resultados obtidos sugere que evitar uma primeira cesariana e permitir o início espontâneo do trabalho de parto pode contribuir para o decréscimo a longo prazo da taxa de cesarianas. É fundamental um esforço coletivo para objetivar as suas indicações e que estas reflitam as orientações mais atualizadas relativas ao estado fetal não tranquilizador e ao trabalho de parto estacionário.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><b>ARTIGO ORIGINAL / ORIGINAL  ARTICLE</b></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Análise   da taxa de cesarianas e das suas indicações utilizando a classificação em dez grupos</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Analysis of cesarean section rates and indications  using ten group classification</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>DanielaAlmeida<sup>I</sup>; Ana Sofia   Cardoso<sup>I</sup>; Rosa Maria Rodrigues<sup>I</sup>; Ana Cunha<sup>I</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>S. Obstetr&iacute;cia, CH Porto. 4099-001 Porto, Portugal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#end">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topo" id="topo"></a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Introdução e objetivo</b>: Foi efetuado um estudo observacional retrospetivo para analisar os motivos de cesariana e identificar os parâmetros obstétricos das mulheres a ela submetidas na nossa instituição em janeiro/fevereiro e junho/julho de 2011. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Material e Métodos</b>: Foram   revistos os processos clínicos destas mulheres, categorizadas nos dez grupos obstétricos propostos   por Robson, baseados   nos seguintes parâmetros: gestação simples/múltipla; nuliparidade/multiparidade/multiparidade com cesariana   anterior, cefálico/não-cefálico; parto espontâneo/induzido/cesariana eletiva; parto de termo/pré-termo. Em cada grupo   foram analisados os motivos de cesariana excepto </font><font size="2" face="Verdana">os das gestações múltiplas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Resultados</b>: Ocorreram 1167 partos simples,   391 por cesariana, sendo a taxa de cesarianas   33,5% (36% eletivas).   A cesariana foi mais frequente   em nulíparas de termo com parto induzido   e em mulheres com cesariana prévia. Durante o trabalho de parto o motivo mais comum nomeado pelo clínico foi o trabalho de parto estacionário, a incompatibilidade feto-pélvica e o estado fetal não tranquilizador. A apresentação fetal anómala motivou 4,4% da taxa de cesarianas, contributo superior ao da prematuridade (3%). Entre as multíparas de termo sem cicatriz uterina houve menor número de cesarianas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Conclusões</b>: A análise dos resultados obtidos sugere que evitar uma   primeira cesariana e permitir o início espontâneo do trabalho de parto pode contribuir para o decréscimo a longo prazo da taxa de cesarianas. É fundamental um esforço coletivo   para objetivar as suas indicações e que estas reflitam as orientações mais atualizadas relativas ao estado fetal não tranquilizador e ao trabalho de parto estacionário.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave</b>: Dez grupos, indicação de cesariana, parto, sistema de classificação, taxa de cesariana.</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Introduction and aim: </b>We performed   a retrospective observational study to identify the   obstetric parameters of all women submitted to cesarean section   in January/February and June/July of 2011 in our institution and the indications to perform it.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Material and Methods: </b>We reviewed the clinical records of these women   and categorized them in ten obstetric groups (Robson&acute;s classification) based on the following parameters: single/multiple pregnancy, nulliparity/multiparity/multiparity with a previous   cesarean section, cephalic/non-cephalic presentation, spontaneous/induced labour/cesarean section without labour and preterm/term delivery. In each group we analyzed the   reason(s) why the   cesarean section was   performed except for multiple gestations.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Results: </b> were 1167 single   deliveries, 391 by cesarean section and a cesarean section   rate of 33,5% (36% elective). Cesarean section was more common in term nul&iacute;paras with induced labor and in women with a previous   cesarean section. During labor, the   most common reasons   named by the   physician were labor arrest, suspected   cephalopelvic disproportion and nonreassuring fetal status. Fetal mal presentation represents 4,4% of cesarean section rate. This contribution is superior to the one of the preterm group (3%). Among term multiparas without a previous   scar there were   less cesarean sections.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Conclusions</b>: The analysis   of these results suggests that avoiding a first elective   cesarean section and allowing a spontaneous labor   onset are essential for long term decrease in cesarean section   rates. Efforts should be made to convert subjective indications into objective ones, trough well defined evidence-based guidelines regarding intrapartum fetal monitoring and labor arrest.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key-words</b>: Cesarean   section indications, cesarean   section rates, classification   system, labor, ten groups.</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">INTRODUÇÃO</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A cesariana foi um procedimento raro na primeira   metade do século XX e na década   de 70 apenas 3 a 6% dos nascimentos se davam por esta via, na maioria   dos países desenvolvidos(1). Atualmente, é o procedimento cirúrgico <i>major </i>mais comum   e a sua incidência está   a tomar proporçõesepidémicas.(2) Têm sido apontados   vários motivos para tal, nomeadamente, o número crescente   de gravidezes de alto risco e a diminuição do parto vaginal após cesariana, a obesidade, o aumento da idade materna, as preocupações médico-legais e a cesariana a pedido da mulher.(2,3)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A taxa de cesarianas não deve ser   perspetivada como sendo “muito alta” ou “muito   baixa”, sendo necessário perceber se é adequada a uma dada   população obstétrica.(4) Apesar disso,   no <i>Healthy people 2020 </i>é proposta a redução da taxa de cesarianas em mulheres   nulíparas sem risco obstétrico para 23,9%.(5)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este assunto tem sido motivo   de preocupação a nível nacional, uma vez que a cesariana envolve riscos adicionais de morbilidade e de mortalidade maternas (complicações trombo-embólicas, hemorrágicas, infeciosas e placentação anormal em gestações subsequentes) face ao parto vaginal.   Por outro lado, apesar dos métodos para estimar os custos das diferentes formas de nascimento serem   muito divergentes, a maioria dos estudos mostram um custo significativamente superior da cesariana.(6)</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Portugal, e em particular a região Norte,   tem das mais elevadas taxas de cesarianas da Europa, aproximando-se, em 2009, dos 36%. Na nossa instituição, esta situou-se acima   dos 40%, nesse ano.(6) Tornou-se imperioso conhecer os parâmetros obstétricos das mulheres submetidas a cesariana bem como identificar e sistematizar os motivos pelos   quais foram efetuadas quer de forma programada quer em trabalho de parto.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Procedeu-se à revisão   individual dos processos clínicos de todas as grávidas submetidas a cesariana em dois períodos de 2011, janeiro/fevereiro e junho/julho, escolhidos de forma a representar a população atendida   na instituição. Foi elaborado um formulário de colheita de dados preenchido com a informação considerada relevante (idade   gestacional no parto,   paridade, número de cesarianas prévias,   data da última   cesariana, início do trabalho de parto espontâneo/induzido ou cesariana eletiva)   e com   uma sistematização dos motivos das cesarianas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para se perceberem os parâmetros obstétricos das mulheres submetidas a cesariana optou-se   por organizá-las em 10 grupos (<a href="#q1">Quadro I</a>), adotando a classificação proposta   por Robson em 2001. Esta tem como objetivo identificar grupos de grávidas   clinicamente relevantes,   respondendo a 5 questões obstétricas   básicas: idade gestacional, gravidez simples/múltipla; nuliparidade/multiparidade/multiparidade com cesariana   prévia; apresentação cefálica/não   cefálica; início do trabalho de parto espontâneo/induzido ou ausência   de trabalho de parto, de forma que cada mulher só pode ser incluída num dos grupos.(7) Posteriormente analisou-se, em cada um desses grupos, os motivos para o procedimento.</font></p>     <p><a name="q1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v23n3/23n3a03q1.jpg" width="391" height="654"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os motivos considerados foram os seguintes 1) trabalho de parto estacionário (TPE) subdividido em fase latente   prolongada, paragem secundária da dilatação, paragem   da descida da apresentação ou após   instrumentação; 2) suspeita   de incompatibilidade feto-pélvica (IFP), subdividida em suspeita de IFP de causa   não especificada, bacia incompatível e suspeita de macrossomia; 3) situação ou apresentação fetal   anómala (transversa, pelve, face);   4) estado fetal   não tranquilizador (EFNT),   subdividido em alteração   da cardiotocografia (CTG) ou electrocardiografia (STAN) e restrição do crescimento intra-uterino (RCIU) com alterações fluxométricas; 5) cesariana anterior subdividida em pelo menos 2 cesarianas anteriores, cesariana há menos de 2 anos ou cesariana anterior sem condições de indução; 6) falha de indução; 7) gravidez   múltipla com 1º feto em apresentação pélvica, de mais de 2 fetos   ou monoamniótica; 8) condição fetal   que contra-indica parto vaginal; 9) patologia associada à gravidez; </font><font size="2" face="Verdana">10) condição materna     que contra-indica o parto vaginal.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Optou-se por excluir   do âmbito deste   trabalho as gestações gemelares (grupo 8), por estar   pouco representado e pela controvérsia que suscita a via de parto neste contexto.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">RESULTADOS</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em 2011 foram efetuadas 1180 cesarianas na nossa instituição, sendo a taxa de cesarianas nesse ano 34,5%. Nos períodos analisados houve um total   de 1167 partos simples, 391 por cesariana, sendo a taxa   de cesarianas 33,5%   (36% eletivas). Em 58% dos casos a cesariana foi efetuada em mulheres sem partos prévios e em 48% das nulíparas de termo submetidas a cesariana o trabalho de parto foi induzido.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Constatou-se que a cesariana foi mais frequente, por ordem decrescente,no grupo 2 (n= 111), 5 (n=109), 1 (n=62) e 10 (n=36)</font> - <a href="#g1"><font size="2" face="Verdana">Gráfico 1</font></a><font size="2" face="Verdana">. Procedeu-se à análise dos motivos de cesariana destas mulheres (n=318)   verificando-se a existênciade mais do que um motivo em 25 (20 das quais em trabalho de parto).</font></p>     <p><a name="g1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v23n3/23n3a03g1.jpg" width="389" height="268"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">No grupo 2 <i>(nulíparas com gestação   simples, feto em apresentação   cefálica, &#8805; 37 semanas, com parto induzido ou cesariana antes do início do trabalho de parto TP) </i>estão incluídas 111 mulheres, analisadas em dois subgrupos   (<a href="#q2">Quadro II</a>): 99 (89%) grávidas   submetidas a cesariana após trabalho de parto induzido e 12 (11%) grávidas submetidas a cesariana eletiva.   Nas grávidas em que o trabalho de parto foi induzido os motivos de cesariana foram,   por ordem decrescente: o trabalho de parto estacionário, o estado fetal   não tranquilizador, a incompatibilidade feto-pélvica, a falha de indução e a patologia da gravidez. Naquelas   em que o procedimento foi eletivo os motivos mais frequentes foram   a patologia materna   e a patologia da gravidez no seu conjunto, seguindo-se a incompatibilidade feto-pélvica.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="q2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v23n3/23n3a03q2.jpg" width="390" height="653"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao grupo 5 <i>(multíparas com pelo menos uma cicatriz uterina prévia,   com gestação simples, em apresentação cefálica, &#8805; 37 semanas)</i>, pertencem   109 mulheres, também analisadas em subgrupos   (<a href="#q3">Quadro III</a>): grávidas submetidas a cesariana   após trabalho   de parto espontâneo, após trabalho de parto induzido e em ausência de trabalho de parto. Vinte e três (21%) mulheres   entraram espontaneamente em trabalho de parto, sendo submetidas a cesariana   por suspeita de incompatibilidade feto-p&eacute;lvica, trabalho de parto estacion&aacute;rio, estado fetal n&atilde;o tranquilizador, cesariana anterior e patologia   da gravidez. Em 33 mulheres (30%) deste grupo o trabalho de parto foi induzido, procedendo-se a cesariana principalmente por falha de indu&ccedil;&atilde;o, por suspeita de incompatibilidade feto-p&eacute;lvica, estado fetal n&atilde;o tranquilizador, trabalho de parto estacion&aacute;rio e patologia   da gravidez. Em 53 gr&aacute;vidas (49%) a cesariana foi eletiva principalmente pela exist&ecirc;ncia de pelo menos duas cesarianas pr&eacute;vias, seguindo-se a patologia   materna, a incompatibilidade feto-p&eacute;lvica e o estado fetal n&atilde;o tranquilizador. </font></p>     <p><a name="q3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v23n3/23n3a03q3.jpg" width="384" height="745"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">No grupo   1 <i>(nul&iacute;paras com gesta&ccedil;&atilde;o simples,     feto em apresenta&ccedil;&atilde;o cef&aacute;lica, &#8805; 37 semanas,     em TP espont&acirc;neo)</i>, ao qual pertencem   62 mulheres, o motivo mais frequente de cesariana foi o trabalho   de parto estacion&aacute;rio,sucedendo-lhe o estado   fetal n&atilde;o tranquilizador, a incompatibilidade feto-p&eacute;lvica e a patologia materna (<a href="#q4">Quadro IV</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="q4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v23n3/23n3a03q4.jpg" width="383" height="364"></p>     
<p><font size="2" face="Verdana"></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No grupo 10 <i>(gestação simples, &#8804; 36 semanas,   incluindo aquelas com cicatriz uterina   prévia) </i>estão incluídas 36 mulheres (<a href="#q5">Quadro V</a>). A média e o seu desvio-padrão e a moda das idades gestacionais, foram respectivamente: 32,3   semanas ± 3,3 e 36 semanas, sendo   a idade gestacional mínima as 25 semanas. Em 25 (69%) casos a cesariana foi eletiva, principalmente por estado fetal não tranquilizador, patologia da gravidez,   condição fetal, cesariana prévia   e patologia materna.   Nas grávidas com 36   semanas de gestação   (n=5) procedeu-se a indução do trabalho de parto no contexto de pré-eclampsia, diabetes   descompensada e elevação das transaminases hepáticas.   Os principais motivos de cesariana foram a falha   de indução (n=3),   o trabalho de parto estacionário (n=1; paragem secundária da dilatação) e a patologia   da gravidez (n=1 – pré eclâmpsia). Em cinco casos foi efetuada   cesariana de emergência, por prolapso do cordão (n=1), por metrorragia abundante (dois casos de placenta   prévia) e por suspeita   de descolamento de placenta normalmente inserida (n=2).   Apenas num caso a cesariana   foi devida a paragem da descida da apresentação em gestação próxima   do termo em que a grávida entrou   espontaneamente em trabalho   de parto. </font><font face="Verdana"> </font></p>     <p><a name="q5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v23n3/23n3a03q5.jpg" width="384" height="581"></p> <font face="Verdana">    
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2">Os grupos 6,7 e 9 incluem 52 grávidas com feto em apresentação ou situação   fetal anómala. No seu conjunto   o contributo para a taxa global de cesarianas foi superior àquele   do grupo 10 (4,4% e 3%, respectivamente). Efetivamente, a apresentação fetal não cefálica motivou   quase 30% das cesarianas eletivas.</font></p> </font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Os grupos 3 (<i>multíparas sem cicatriz uterina   prévia, com gestação simples, em apresentação cefálica,   &#8805; 37 semanas, com TP espontâneo) </i>e   4 <i>(multíparas sem cicatriz     uterina prévia, com gestação simples,     em apresentação cefálica,   &#8805; 37 semanas, com     TP induzido ou antes do início do TP)</i>, que incluem 21 grávidas, são dos grupos   menos representados e os motivos para cesariana foram o trabalho   de parto estacionário, o estado fetal não tranquilizador e a incompatibilidade feto-pélvica em cerca de 70% dos casos e nos restantes a patologia materna e da gravidez.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">DISCUSSÃO</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nas últimas duas décadas houve um interesse crescente pela cesariana, quer por parte dos médicos   quer por parte das mulheres. Muitos estudos   têm-se debruçado na comparação de taxas de cesarianas globais.   Contudo, não faz sentido discutir-se isoladamente a taxa de cesarianas de uma dada   instituição sem se procurar saber   qual o tipo de população obstétrica que dela faz parte.(4) Neste trabalho   analisaram-se individualmente cerca de um terço dos processos das mulheres submetidas a cesariana durante   um ano, estando a maioria   dos dados colhidos registados em papel. Não se analisaram os processos relativos aos   partos vaginais no período escolhido, pelo que não   se pode conhecer a totalidade da nossa população obstétrica. Tal implica que não é possível   determinar taxas de cesariana por grupos, mas apenas referir o peso de cada grupo no total das cesarianas realizadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tem-se assistido ao incremento da taxa de cesarianas na primeira gravidez   e em gestações subsequentes de mulheres com cesariana prévia(3), o que está de acordo com os nossos resultados.   Uma elevada percentagem de cesarianas iterativas é explicada não só pelo   aumento do número   de primeiras cesarianas como pela diminuição das provas de trabalho de parto em mulheres com cesariana prévia.(3,8) Existe uma grande   preocupação com o risco de rotura   uterina num parto vaginal após cesariana, contudo   considera-se que este   risco é baixo,   sendo recomendado que à maioria   das mulheres com uma cesariana   segmentar transversal anterior seja oferecida uma   prova de trabalho de parto(9). Alguns   autores defendem ainda   que a cesariana precedida de trabalho de parto pode favorecer o sucesso de uma prova   de trabalho de parto em gestações subsequentes.O risco de rotura uterina   nesta situação reduz-se   para metade já que a incisão   cirúrgica teve lugar   num segmento uterino formado, envolvendo menos músculo contrátil.(9)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A sistematização dos motivos de cesariana é um enorme desafio.   Em trabalho de parto vários   fatores pesam na decisão da cesariana, sendo frequentemente nomeados   mais do que um   motivo. A classificação <i>International Classification of Diseases-9 </i>(ICD-9), obrigando à introdução de um único   código para o diagnóstico, implica   a sua hierarquização. Apesar dos grandes estudospopulacionais basearem a colheita de dados neste   sistema de codificação é importante averiguar as indicações específicas documentadas pelo clínico, o que oferece   uma perspetiva mais fiel da realidade. Carece este tipo de estudo3 e neste trabalho foram analisadas as indicações para cesariana registadas no processo clínico.   Existiu uma grande   dificuldade na colheita   e na organização da informação principalmente pela ausência de uma informatização estandardizada dos dados obstétricos. É necessário um esforço coletivo   de registo da informação em espaço próprio, de acesso fácil   e rápido que permita a disponibilidade   imediata e contínua pelo menos dos   cinco parâmetros em que se baseia a classificação de Robson. Esta informação permitiria   comparar ao longo do tempo a taxa de cesarianas numa instituição ou mesmo a nível nacional, sabendo justificar as variações da mesma.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os principais motivos   para cesariana no decurso do trabalho de parto foram o trabalho de parto estacionário, o estado fetal não tranquilizador e a suspeita   de IFP. Estes   diagnósticos coexistem nalguns   casos, sendo frequenteque a incompatibilidade feto-pélvica conduza   ao trabalho de parto estacionário e que perante   um estado fetal   não tranquilizador antes   do período expulsivo,   se opte por uma cesariana. É primordial a formação contínua   no que diz   respeito às definições de trabalho de parto estacionário e de análise   e decisão clínica com base na cardiotocografia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na nossa instituição, cerca de metade   das nulíparas de termo submetidas a cesariana tiveram   um trabalho de parto induzido. Sendo a probabilidade de um parto vaginal menor após indução, particularmente em nulíparas com colo desfavorável, tornou-se prioritário protocolar as indicações e métodos de indução.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Não se pode   deixar de mencionar o impacto de vários estudos na conduta obstétrica da última década.   Em 2000, <i>Hannah et al </i>concluíram, num estudo multicêntrico <i>Term Breech     Trial Collaborative Group </i>(TBT), que a cesariana   eletiva é preferível ao parto vaginal   para o feto de termo em apresentação pélvica.(10) As conclusões deste   estudo foram quase   imediatamente aceites pela comunidade médica e de uma forma sem precedentes: uma investigação levada   a efeito 3 anos após   a sua publicação mostrou   que 92,5% dos cerca de 80 centros em 23 países abandonaram o parto vaginal   na apresentação pélvica. Apesar disso, várias críticas   surgiram aos resultados obtidos no TBT<i>. </i>Uma   análise cuidada do mesmo levantou   sérias questões relativas ao cumprimento dos   critérios de inclusão estabelecidos, ao nível de prestação de cuidados muito discrepante das instituições incluídas e em muitos   casos os partos   vaginais não foram   assistidos pelo obstetra mais experiente.(11) De facto, a via de parto mais apropriada na apresentação pélvica   é um assunto controverso e a atitude   varia significativamente, quer a nível individual quer entre instituições.(12) Perante a aceitação generalizada do TBT, parece   ter-se atingido uma situação sem retorno em que a experiência na assistência ao parto pélvico escasseia cada   vez mais. Está   demonstrado que a versão cefálica por manobras externas,   entre as 36 e as 37 semanas,   é um procedimento seguro que reduz a prevalência de apresentações não cefálicas e por conseguinte diminui a taxa de cesarianas por este motivo.(13)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A nossa instituição é um hospital de apoio perinatal diferenciado e a prematuridade (grupo 10) contribui de forma considerável para a taxa de cesarianas. Neste contexto, as condições de indução são habitualmente pouco   favoráveis e a patologia materna, fetal ou associada à gravidez favorecem   habitualmente a cesariana como   via de parto preferencial.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Cada vez mais se sugere maior autonomia   da grávida no que diz respeito à escolha da via de parto. A cesariana a pedido, apesar de não ser considerada na maioria das instituições, parece ser um motivo   que tem sido   invocado com maior frequência.</font><font size="2" face="Verdana">(3) O papel   do médico é decisivo para informar adequadamente a grávida dos riscos da cesariana uma vez que se enraizou a ideia de ser esta   a via de parto mais segura e praticamente destituída de complicações.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>CONCLUSÕES</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A nossa instituição tem uma elevada   taxa de cesarianas, a maior parte   das quais efetuadas em nulíparas, após trabalho de parto induzido   ou em ausência de trabalho   de parto, e em multíparas   com cicatriz uterina. Evitar uma primeira cesariana e permitir o início   espontâneo do trabalho   de parto é fundamental para o decréscimo a longo prazo   da taxa de cesarianas. Os motivos mais frequentemente enunciados foram o trabalho   de parto estacionário, o estado   fetal não tranquilizador e a suspeita   de IFP. Devem   ser desenvolvidos esforçospara criar documentos devidamente fundamentados que atualizem e uniformizem a prática obstétrica que aliados   à educação da população podem ter efeito   significativo e duradouro na “epidemia” do parto por cesariana.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Graça LM. Cesariana. In: Graça LM (ed). Medicina   Materno-Fetal. 4ª ed. Lisboa: Lidel; 2010. p. 689-95.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S0872-0754201400050000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Brennan DJ, Robson MS, Murphy M, O´Herlihy. Comparative analysis   of international cesarian   delivery rates using 10-group classification identifies significant variation   in spontaneous labor. Am J Obstet Gynecol 2009; 201:308. e1-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S0872-0754201400050000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Barber EL, Lundsberg LS, Belanger K, Pettker C, Funai E,   Illuzzi J. Indications contributing to the increasing caesarean delivery rate. Obstet   Gynecol 2011; 118: 29-38.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0872-0754201400050000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Robson MS. Can we reduce the caesarean section rate? Best Pract Res Clin Obstet Gynaecol 2001; 15:179-94.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0872-0754201400050000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Maternal, Infant, and Child Health –Objectives. Disponível em: <a href="http://www.healthypeople.gov/2020/topicsobjecti-" target="_blank">http://www.healthypeople.gov/2020/topicsobjectives2020/objectiveslist.aspx?topicId=26</a> (acedido em: 13 de dezembro de 2012).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0872-0754201400050000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Relatório da Comissão para   a Redução da Taxa de Cesarianas da Administração Regional de Saúde   do Norte, I.P.   Disponível em: <a href="http://portal.arsnorte.min-saude.pt/portal/page/portal/ARSNorte/Conteúdos/GRP/Cesarianas" target="_blank">http://portal.arsnorte.min-saude.pt/portal/page/portal/ARSNorte/Conteúdos/GRP/Cesarianas</a> (acedido   em: 21 de outubro de 2013).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0872-0754201400050000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Robson MS. Classification of cesarean sections.   Fetal and Maternal Medicine Review 2001; 12:23-39.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0872-0754201400050000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Spong CY, Berghella V, Wenstrom KD, Brian M, Saade GR. Preventing the first caesarean   delivery. Obstet Gynecol 2012; 120:1181-93.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0872-0754201400050000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Algert CS, Morris J, Simpson   J, Ford J, Roberts C. Labor before a primary   cesarean delivery. Obstet Gynecol 2008; 112:1061-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0872-0754201400050000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10.&nbsp;&nbsp;   Hannah ME, Hannah WJ, Hewson SA, Hodnett ED, Saigal S, Willan AR. Planned caesarean section versus planned   vaginal birth for breech presentation at term: a randomised multicentre trial. The Lancet 2000; 356:1375-83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0872-0754201400050000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11.&nbsp;&nbsp;   Glezerman M. Five years   to the term   breech trial: the rise and fall of a randomized controlled trial. Am J Obstet Gynecol 2006; 194:20-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0872-0754201400050000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12.&nbsp;&nbsp;   Hehir MP, O´Connor HD,   Kent EM, Fitzpatrick C, Boylan PC, Coulter-Smith S, et al. Changes in vaginal breech   delivery rates in a single large   metropolitan area. Am J Obstet Gynecol 2012; 206:498.e1-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0872-0754201400050000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13.&nbsp;&nbsp;   Grootscholten K, Kok M, Oei SG, Mol B, van der Post J. External Cephalic Version-related risks. Obstet Gynecol 2008; 112:1143-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0872-0754201400050000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="end" id="topo2"></a><a href="#topo">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia    <br> </a></b></font><font size="2" face="Verdana">Daniela Almeida    <br> </font><font size="2" face="Verdana">Rua da Arroteia, nº 324, A.3.1.         <br>     4425-622 Maia, Portugal    <br> </font><font size="2" face="Verdana">E-mail:     <a href="mailto:daniela.almeida.med@gmail.com">daniela.almeida.med@gmail.com</a> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido a 31.10.2013| Aceite a 26.02.2014</font></p>     ]]></body>
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