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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Dificuldade respiratória neonatal…: um caso para Oftalmologia?]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Introdução: O dacriocistocelo congénito é uma obstrução rara do canal lacrimo-nasal no recém-nascido, que pode dar sintomatologia precoce. A fisiologia deve-se à obstrução proximal e distal do canal lacrimo-nasal. A apresentação clínica é variada e inclui formações quísticas, infetadas ou não, dificuldade na amamentação ou respiratória. A apresentação clássica é uma massa quística de coloração azulada, abaixo do epicanto interno. O diagnóstico correto implica exames complementares. A intervenção terapêutica está dependente da evolução clínica. O prognóstico é bom e geralmente não tem sequelas futuras. Caso clínico: As autoras apresentam o caso de um recém nascido, internado por dificuldade respiratória de início no segundo dia de vida. Ao exame objetivo tinha sinais de dificuldade respiratória e lesão circinada de aspeto semelhante a hematoma no canto interno do olho esquerdo. Nesta localização houve desenvolvimento posterior de formação quística com sinais inflamatórios, com diagnóstico inicial de dacriocistite. Após realização de tomografia computorizada das órbitas mostrou tratar-se de um dacriocistocelo. Conclusão: A dificuldade respiratória pode mesmo ser um caso oftalmológico.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana"><b><b><font size="2" face="Verdana">CASOS CL&Iacute;NICOS / CASE  REPORTS</font></b></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Dificuldade respiratória neonatal… um caso para Oftalmologia?</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">Neonatal  respiratory distress... A case for ophthalmology?</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">Carolina Gonçalves<sup>I</sup>; Ana Vaz<sup>II</sup>; Maria   Eduarda Reis</font><font size="2"><font face="Verdana"><sup>II</sup></font></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>S. Pediatria, Departamento da Pediatria, CH Lisboa Norte &ndash; H Santa Maria. 1649-035 Lisboa,   Portugal. E-mail: <a href="mailto:carolinacaina@gmail.com">carolinacaina@gmail.com    <br>   </a></font><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup><sup>I</sup>Unidade Funcional de Neonatologia, Departamento da Mulher e da Crian&ccedil;a, HPP Hospital de Cascais. 2755-009 Alcabideche, Portugal. E-mail: <a href="mailto:ana.paula.jesus@hospitaldecascais.pt"> ana.paula.jesus@hospitaldecascais.pt</a>; <a href="mailto:meduardareis@gmail.com">meduardareis@gmail.com</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a href="#end">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topo" id="topo"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Introdução: </b>O dacriocistocelo congénito é uma obstrução rara do canal lacrimo-nasal no recém-nascido,   que pode dar sintomatologia precoce.   A fisiologia deve-se   à obstrução proximal e distal do canal lacrimo-nasal. A apresentação clínica   é variada e inclui formações   quísticas, infetadas ou não, dificuldade na amamentação ou respiratória. A apresentação clássica   é uma massa quística de coloração azulada,   abaixo do epicanto   interno. O diagnóstico correto implica   exames complementares. A intervenção terapêutica está dependente da evolução clínica. O prognóstico é bom e geralmente não tem sequelas futuras.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Caso clínico: </b>As autoras apresentam o caso de um recém nascido, internado   por dificuldade respiratória de início no segundo dia de vida. Ao exame objetivo   tinha sinais de dificuldade respiratória e lesão circinada de aspeto semelhante a hematoma no canto   interno do olho   esquerdo. Nesta localização houve desenvolvimento posterior de formação quística com sinais inflamatórios, com diagnóstico inicial   de dacriocistite. Após   realização de tomografia computorizada das órbitas mostrou tratar-se de um dacriocistocelo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Conclusão: </b>A dificuldade respiratória pode mesmo ser um caso oftalmológico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave: </b>Canal lacrimo-nasal, congénito, dacriocistocelo, obstrução, recém-nascido.</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Introduction: </b>Congenital dacryocystocele is a rare nasolacrimal duct obstruction in the newborn,   which can give   early symptoms. Pathophysiology derives from the proximal and distal obstruction of the nasolacrimal duct. Clinical presentation includes cystic   formations, infected or not, difficulty in breastfeeding or breathing difficulties. Classic presentation is a bluish, cystic, firm   mass below the   medial canthus, The correct diagnosis requires further   investigation. Therapeutic intervention is dependent on the clinical outcome   and may include   antibiotics, local therapy and surgical intervention. Prognosis is good and usually   does not imply   future sequels.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Case report: </b>The authors present   the case of a newborn,   admitted in the 2nd day of life for respiratory distress. Physical examination   showed signs of respiratory distress   and bruise on inner corner   left eye. There   was subsequent development of quistic formation   with inflammatory signs,   with an initial   diagnosis of dacryocystitis who, after CT scan of the orbits showed to be a dacryocystocele.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Conclusion: </b>Respiratory distress may be   considered a case for ophtalmologic evaluation.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key-words: </b>Congenital, dacriocystocele, nasolacrimal duct, newborn, obstruction.</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">INTRODUÇÃO</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O dacriocistocelo congénito também conhecido como dacriocelo neonatal com quisto endonasal, mucocelo do saco lacrimo-nasal, amniotocelo, amniocelo ou dacriocelo(1), é uma obstrução rara (0,1%) do canal lacrimo-nasal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O desenvolvimento do sistema lacrimo-nasal inicia-se durante a 5ª semana de vida embrionária e o processo   de canalização só fica   completo após o nascimento(2,3). Na obstrução do canal lacrimo-nasal há obstrução única   distal do canal   lacrimal a nível da válvula   de Hasner, apesar   desta obstrução poder   ocorrer em qualquer lugar   ao longo do mesmo. A fisiopatologia do dacriocistocelo difere da obstrução   simples do canal lacrimo-nasal.   O dacriocistocelo ocorre quando ambos os topos do canal lacrimo-nasal estão obstruídos, causando   acumulação de fluído no canal e distensão do sistema lacrimal   com o saco distal a formar   um quisto que causa protusão   no meato inferior. As lágrimas continuam a entrar no canal lacrimal mas a sua saída é impedida pela   válvula unidireccional no canalículo ou na válvula proximal de Rosenmuller(4-6).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A apresentação clínica   desta patologia é, numa fase inicial, pouco indicativa do diagnóstico final podendo incluir:   dificuldade na amamentação, dificuldade respiratória com estridor   e infeção (dacriocistite)(6,8,9). No entanto,   a apresentação clássica do dacriocistocelo é uma massa quística de coloração azulada, abaixo   do epicanto interno(4,5,7) que resulta   da acumulação de resíduos   da epiderme e lágrimas(9). O diagnóstico diferencial inclui meningoencefalocelo, encefalocelo, hemangioma   capilar, glioma nasal e quisto dermóide. Os defeitos anexiais   oculares são raramente encontrados nas ecografias pré-natais. Na pouca literatura encontrada, há uma predominância do   sexo feminino. Os exames   complementares de diagnóstico utilizados são: ecografia,   útil devido ao seu carácter   não invasivo e permitindo um diagnóstico pré-natal;   tomografia computorizada; ressonância magnética; dacriocistografia endoscópica que pode ser   também usada como adjuvante no tratamento desta condição(9). A terapêutica do dacriocistocelo é controversa e, até à data, não há um protocolo de atuação baseado   em estudos controlados e randomizados que comparem os diferentes tratamentos. A terapêutica conservadora inclui massagem do canal lacrimal com saída de conteúdo, compressas tépidas e antibiótico tópico que pode resolver   cerca de 76% dos casos. A terapêutica cirúrgica inclui a exploração do canal, identificação endoscópica do quisto endonasal e remoção da mucosa excedente. A complicação mais frequente é a dacriocistite que implica terapêutica antibiótica endovenosa. Apesar dos estudos nesta área serem baseados em séries muito pequenas, a evolução é favorável sem recorrência e sem complicações(10,11).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>CASO CLÍNICO</b></font></p>     <p><font size="3"><b><font face="Verdana"></font></b></font><font size="2" face="Verdana">Apresenta-se o caso de um recém-nascido, sexo feminino, internado às 36 horas de vida, na Unidade   Cuidados Especiais Neonatais, por dificuldade respiratória.   Relativamente ao período pré-natal há a referir:   gravidez de mulher jovem sem intercorrências;   serologias do 1º e 3º trimestre   negativas, com pesquisa de streptococos grupo B negativo.   O parto foi eutócico   às 38 semanas, Índice de Apgar 9/10, peso à nascença   2490g, exame objetivo inicial normal. Às 30 horas de vida iniciou dificuldade respiratória progressiva pelo que foi internado na Unidade Cuidados Especiais   Neonatais. Ao exame objetivo, tinha sinais de dificuldade respiratória (tiragem intercostal, polipneia, adejo nasal), obstrução   nasal importante, sem hipoxémia, fácies assimétrica com desvio do septo e hematoma aparente no canto interno do olho   esquerdo. Na auscultação pulmonar alguns ruídos de transmissão. Na teleradiografia do tórax AP não mostrava assimetrias, sinais de condensação ou pneumotórax. A gasimetria capilar era normal e os parâmetros   de infeção eram negativos. Apesar da melhoria   do quadro respiratório manteve dificuldade na amamentação com cansaço durante as mamadas, e na mesma localização do “hematoma” periocular já anteriormente objetivado apareceu   uma formação quística com sinais inflamatórios que condicionava deformação da fenda palpebral e limitação   da abertura da mesma (<a href="#f1">Figura 1</a>). Na observação oftalmológica teve o diagnóstico inicial de dacriocistite, tendo sido medicada com antibioticoterapia de largo espectro (gentamicina e flucloxacilina endovenosa) que cumpriu durante cinco dias. Manteve observação diária com aplicação   de compressas húmidas e quentes e massagem   local, numa tentativa de desobstrução do canal endonasal. No 5º dia de antibioticoterapia, por manter a formação quística com sinais inflamatórios condicionando franca limitação abertura palpebral   e desvio da fenda, realizou   Tomografia Computorizada   das órbitas que mostrou “volumosa lesão ovalada de densidade quística,   em continuidade com o canal lacrimo-nasal, com associado abaulamento da parede medial da órbita esquerda, relacionável com provável dacriocelo”. Entretanto iniciou drenagem espontânea   de conteúdo purulento. A hemocultura e o exsudado ocular foram negativos. Houve melhoria clínica gradual (<a href="#f2">Figura 2</a>) e teve alta ao 19º dia de internamento, tendo cumprido 14 dias de antibioticoterapia, mantendo vigilância em consulta de Oftalmologia. Após três meses de seguimento em consulta de Oftalmologia, sem necessidade de outras intervenções terapêuticas e sem aparecimento de novos sintomas, teve alta.</font></p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v23n3/23n3a07f1.jpg" width="339" height="298"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v23n3/23n3a07f2.jpg" width="337" height="301"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>DISCUSSÃO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os autores reportam   este caso não apenas pela raridade do diagnóstico mas também, pela apresentação clínica   inicial atípica, caracterizada por dificuldade respiratória e sem as alterações características do dariocistocelo no exame objetivo   inicial, nomeadamente a massa de coloração azulada   periocular (apresentação clássica).   O aparecimento de dificuldade respiratória no recém-nascido associa-se frequentemente a obstrução nasal, mas não a obstrução do canal lacrimal,   exceto se este condicionar o aparecimento de quistos, que agravam também o prognóstico do dacriocistocelo. Salienta-se a necessidade de pensar neste diagnóstico no período neonatal, mesmo que não haja ainda   deformidade visível a nível ocular.   A atitude terapêutica mantém-se controversa, nomeadamente pela   escassez de casos publicados na literatura e pela disparidade de resultados face à opção   conservadora ou cirúrgica. Neste caso optou-se   por uma terapêutica conservadora com boa evolução do quadro. O prognóstico é bom, nomeadamente quanto à função, tendo motivado   alta da consulta de Oftalmologia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">CONCLUSÃO</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A dificuldade respiratória no recém-nascido é uma apresentação frequente de várias patologias, não só do sistema respiratório como cardiovascular, sistema   nervoso central, hematológico, infecioso entre outros. Este   caso clínico demonstra que, embora raramente, também poder ter causa oftalmológica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>     <!-- ref --><p><b><font size="2" face="Verdana"></font></b><font size="2" face="Verdana">1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Levin AV, Wygnansky-Jaffe T, Forte V, Buckwalter JA, Buncic JR. Nasal endoscopy in the treatment of congenital lacrimal sac mucoceles. Int J Pediatr Otorhinolaryngol 2003; 67:255-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000051&pid=S0872-0754201400050000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Cavazza S, Laffi GL, Lodi L, Tassinari G, Dall’Olio D.   Congenital dacryocystocele: diagnosis and treatment. Acta Otorhinolaryngol Ital 2008; 28:298-301.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000053&pid=S0872-0754201400050000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Hain M, Bawnik Y, Warman M, Halperin D, Leiba H. Neonatal dacryocele with endonasal   cyst: revisiting the management. Am J Otolaryngol 2011; 32:152-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000055&pid=S0872-0754201400050000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Allali J. Lacrimal pathology   in the infant and the child. Arch Pediatric  2010; 17:1609-16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000057&pid=S0872-0754201400050000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Álvaro B G, Esperanza G D, Eugenio   P B. Dacriocele. Atlas Urgencias en Oftalmologia. Vol II. 1st. Barcelona: Editorial Glosa; 2003. p.280.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000059&pid=S0872-0754201400050000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Mackenzie PJ,   Dolman PJ, Stokes J, Lyons C J. Dacryocele diagnosed prenatally. Br J Ophthalmol 2008, 92:437-38.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000061&pid=S0872-0754201400050000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Helper KM, Woodson GE, Kearns DB. Respiratory distress   in the neonate. Sequela   of a congenital dacryocystocele. Arch Otolaryngol Head Neck Surg 1995; 121:1423-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000063&pid=S0872-0754201400050000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Varnell H, Friedman NR, Shea C, Jones MD Jr. An unusual cause of neonatal respiratory distress. J Perinatol 2003; 23:688-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000065&pid=S0872-0754201400050000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Wong RK, VanderVeen DK. Presentation and management of congenital darcryocystocele. Pediatrics 2008; 122:1108-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000067&pid=S0872-0754201400050000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10.&nbsp;&nbsp;   Paysse EA, Coats DK, Bernstein JM, Go C, de Jong AL. Management   and complications of congenital dacryocele with concurrent intranasal mucocele. J AAPOS 2000; 4:4653.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000069&pid=S0872-0754201400050000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11.&nbsp;&nbsp;   Shashy RG, Durairaj V, Holmes JM, Hohberger GG,   Thompson DM, Kasperbauer JL. Congenital Dacryocystocele associated with intranasal cysts: diagnosis and management. Laryngoscope 2003; 113:37-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000071&pid=S0872-0754201400050000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="end" id="topo2"></a><a href="#topo">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></b></font>    <br>   <font size="2" face="Verdana">Carolina     Gonçalves    <br>   </font><font size="2" face="Verdana">Rua Cidade de Roma, Nº 5 R/C Esq    <br>   2735-465 Cacém,       Portugal    <br>       </font><font size="2" face="Verdana">E-mail: <a href="mailto:carolinacaina@gmail.com">carolinacaina@gmail.com</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido a 20.09.2013 | Aceite a 08.04.2014</font></p>      ]]></body><back>
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