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<publisher-name><![CDATA[Centro Hospitalar do Porto]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Sentimento de mulheres atendidas por graduandos de Medicina na realização do exame ginecológico em ambulatório de Ginecologia e Obstetrícia da Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade do Estado do Pará Ginecologia ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Introdução: As aulas práticas são fundamentais para a formação médica. Entretanto, matérias como Ginecologia e Obstetrícia, o exame físico é profundamente íntimo, lidando com áreas do corpo humano, na qual imperam preconceitos e tabus. Objetivo: Avaliar o sentimento das mulheres atendidas por graduandos de medicina em um hospital de ensino de referência no estado do Pará. Método: O estudo foi realizado nos meses de março a abril de 2013, com uma casuística de 110 mulheres atendidas por graduandos de medicina em ambulatório de ginecologia e obstetrícia de um hospital de ensino. Resultados: A maioria das mulheres deste estudo obtiveram esclarecimentos acerca do exame ginecológico a ser executado (79%) e alegam que foi solicitado consentimento para realização do exame (58%), que ocorreu sem dor ou desconforto (55%), sendo que a 66% dos graduandos prosseguiu na realização do exame na presença da dor ou desconforto. Após a realização do mesmo 41% das mulheres referiu sentir vergonha e as que não receberam esclarecimento revelaram que se sentiriam melhor (48%) ou indiferente (48%) caso recebessem. 62% referiram não ser solicitada a participação do graduando durante exame, porem sua conduta foi considerada adequada (64%), sendo o ambiente serio durante a realização do exame (65%). 55% das mulheres referem ter conhecimento do caráter acadêmico do hospital de ensino. Conclusão: A maioria das mulheres obteve esclarecimento acerca do exame ginecológico, principalmente pelo médico preceptor, alegam que foi requerido consentimento para realização do exame, e não foi questionada a participação do graduando durante o mesmo.]]></p></abstract>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Academic Medical Centers]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font size="2" face="Verdana">PERSPETIVAS ATUAIS EM BIO&Eacute;TICA / CURRENT PERSPECTIVES IN BIOETHICS</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Sentimento de mulheres atendidas por graduandos de Medicina na realização do exame ginecológico em ambulatório de Ginecologia e Obstetrícia da Fundação Santa   Casa de Misericórdia do Pará<a href="#note">*</a></b></font><a name="note_title"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">Informed  consent of women attended by students of medicine performing gynecological  examination in obstetrics and gynecology clinic of Funda&ccedil;&atilde;o Santa Casa de Miseric&oacute;rdia  do Par&aacute;</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">José Antônio   Cordero da Silva<sup>I</sup>; Nara Macedo   Botelho<sup>II</sup>; Naiana Gouveia de Melo<sup>III</sup>; Renyer do Santos Gonçalves<sup>III</sup>; Nathalya Botelho Brito<sup>III</sup></font></b></p>     <p><font size="2"><font face="Verdana"><sup>I</sup>M&eacute;dico, Doutor,   Prof. Disciplina de Deontologia M&eacute;dica   e Direitos Humanos, Universidade do Estado do Par&aacute; (UEPA). CEP: 66.050-540 E-mail: <a href="mailto:corderobel4@gmail.com">corderobel4@gmail.com</a> </font><font size="2" face="Verdana">    <br> </font></font><font size="2" face="Verdana"><sup>II</sup>M&eacute;dica, Prof&ordf;   Doutora Titular da Disciplina Ginecologia, Universidade do Estado do Par&aacute;(UEPA). CEP: 66.050-540    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>III</sup>Graduandos de Medicina da Universidade do Estado do Par&aacute; (UEPA).   CEP: 66.050-540</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#end">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topo" id="topo"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Introdução</b>: As aulas   práticas são fundamentais para a formação médica. Entretanto, matérias como Ginecologia e Obstetrícia, o exame físico   é profundamente íntimo,   lidando com áreas do corpo humano, na qual imperam preconceitos e tabus.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Objetivo: </b>Avaliar o sentimento das mulheres atendidas por graduandos de medicina em um hospital   de ensino de referência no estado do Pará.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Método</b>: O estudo   foi realizado nos   meses de março   a abril de 2013, com uma casuística de 110 mulheres   atendidas por graduandos de medicina em ambulatório de ginecologia e obstetrícia de um hospital de ensino.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Resultados: </b>A maioria das mulheres deste estudo obtiveram esclarecimentos acerca   do exame ginecológico a ser executado (79%) e alegam que foi solicitado consentimento para realização do exame   (58%), que ocorreu   sem dor ou desconforto (55%), sendo que a 66% dos graduandos prosseguiu na realização do exame na presença da dor ou desconforto. Após   a realização do mesmo 41% das mulheres   referiu sentir vergonha   e as que não receberam   esclarecimento revelaram que se sentiriam melhor (48%) ou indiferente (48%) caso recebessem. 62% referiram não ser solicitada a participação do graduando durante   exame, porem sua conduta foi considerada adequada   (64%), sendo o ambiente serio   durante a realização do exame (65%).   55% das mulheres   referem ter conhecimento do caráter acadêmico do hospital de ensino.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Conclusão: </b>A maioria   das mulheres obteve   esclarecimento acerca do exame ginecológico, principalmente pelo médico   preceptor, alegam que foi requerido   consentimento para realização do exame,   e não foi questionada a participação do graduando durante o mesmo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave: </b>Centros médicos   acadêmicos, consentimento esclarecido, ensino e saúde, mulheres.</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Introduction: </b>The classes   are crucial for medical training. However, issues such as obstetrics and gynecology, physical   examination is deeply   intimate, dealing with   areas of the human body which   prevail prejudices and taboos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Objective: </b>Evaluate the   consent form from   women assisted by undergraduate students   of medicine at teaching hospital   in the state of Par&aacute;   Reference.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Method: </b>The study will be conducted in the months from March to April 2013, with a sample of 110 women attended   by undergraduate&rsquo;s medicine   in obstetrics and gynecology clinic   of a teaching hospital.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Results: </b>The majority of women at study had clarification on the gynecological examination to be performed (79%)   and claim that consent was required for the exam (58%), which occurred without pain or discomfort (55%),   and 66% of graduates went   on to conduct the test in the presence of pain or discomfort. After performing the same 41% of women   reported feeling ashamed   and who did not receive   clarification revealed that they would feel   better (48%) or indifferent (48%)   if they received. 62% reported not being asked to participate in the graduate examination, however his conduct   was considered adequate   (64%), and seriously   environment during the exam (65%).   55% of women report having knowledge of an academic   teaching hospital.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Conclusion: &nbsp;</b>Most &nbsp;women &nbsp;got   &nbsp;clarified about the gynecological examination, especially by the physician preceptor, claim that consent was required for the exam, and was not questioned the participation of the student in the meantime.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key-words: </b>Academic Medical   Centers, education and   health, Informed Consent, women.</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font size="3" face="Verdana">INTRODUÇÃO</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A Ginecologia e Obstetrícia exercem   sua prática, apoiada em seus conhecimentos e experiências, num dos mais importantes períodos do ciclo vital:   a vida reprodutiva (e pós-reprodutiva) feminina. Esta, além dos biológicos, envolve   aspectos sociais, culturais e outros. É importante que saibamos valorizar a interconexão que existe entre   o corpo, a mente, as emoções, os fatores sociais e o meio ambiente(1).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Como é de conhecimento geral, a Ginecologia e Obstetrícia exercem sua prática, apoiada em seus conhecimentos e experiências, num dos mais importantes períodos do ciclo vital: a vida reprodutiva (e pós-reprodutiva) feminina. Esta, além dos biológicos, envolve   aspectos sociais, culturais e outros.   É importante que saibamos valorizar a interconexão que existe entre o corpo,   a mente, as emoções, os fatores sociais e o meio ambiente(2).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De uma forma geral   exames ginecológicos apresentam uma série de dificuldades, como a resistência a sua realização e os danos físicos e psíquicos decorrentes da inexperiência do executor. Uma outra dificuldade está relacionado ao constrangimento da paciente   principalmente em hospitais universitários, onde os exames são realizados às vistas de estudantes(3).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Desta forma, o presente trabalho   teve como objetivo   avaliar o sentimento das mulheres atendidas por graduandos de medicina em um hospital de ensino credenciado junto ao ministério da educação de referência no estado do Pará, com particular atenção a área   da saúde da mulher, afim   de tomar conhecimento da realidade que as pacientes estão sujeitas durante suas consultas ginecológicas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>OBJETIVO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Avaliar o sentimento livre e esclarecido das pacientes atendidas por graduandos de medicina no ambulatório de ginecologia e obstetrícia da Fundação Santa Casa de misericórdia do Para (FSCMP).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">MÉTODO</font></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Todas as pacientes   envolvidas nesta pesquisa   foram estudadas segundo os preceitos da Declaração de Helsinque e do Código de Nuremberg, respeitadas as Normas   de Pesquisas envolvendo   Seres Humanos (Res. CNS 196/96) do Conselho Nacional de Saúde   após, do Comitê   de Ética em pesquisa da Fundação Santa   Casa de Misericórdia do Pará (FSCMP)   e pelas pessoas incluídas no trabalho por   meio do Termo   de Consentimento Livre e Esclarecido.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O estudo foi realizado nos meses de março a abril de 2013, com uma casuística de 110 mulheres consultadas por graduan-</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">pelos   autores com perguntas sobre a visão   das pacientes acerca do atendimento concomitante dos graduandos de medicina juntamente   com médico responsável, o esclarecimento e consentimento para a   realização do exame ginecológico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As entrevistas foram   realizadas durante a espera das consultas no próprio   hospital, em local escolhido pela entrevistada, que oferecesse condições de realiza-la de forma reservada, confortável, sigilosa e individual. Optando ou não pela presença do pesquisador para que lhes orientassem na leitura das perguntas do questionário.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram incluídas no estudo mulheres atendidas pelo serviço   de ginecologia e obstetrícia da FSCMP, que tenham sido consultadas alguma vez por graduandos de medicina junto   ao médico preceptor naquele local, que estivessem de acordo com   a sua participação na pesquisa   e tivessem assinado   o TCLE, as pacientes menores   de idade também tiveram o aceite do responsável legal que as acompanhava. Foram excluídas do estudo mulheres que não se encontrarem dentro das condições anteriormente descritas, as que preencherem o protocolo de forma incompleta bem como as que não estiveram de acordo em participar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Após a obtenção dos dados coletados o resultado   foi rigorosamente   avaliado, tabelado e confeccionados gráficos para o seu melhor entendimento, com o auxílio do programa Excel® 2007 e BIOESTAT® 5.0. Foram utilizados os testes binomial e Kolmogorov Smirnov, sendo fixado p&lt;0,05 para análise estatística.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">    <br> </font></p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v23n3/23n3a10t1.jpg" width="389" height="221"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v23n3/23n3a10t2.jpg" width="389" height="221"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v23n3/23n3a10t3.jpg" width="389" height="209"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v23n3/23n3a10t4.jpg" width="382" height="224"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v23n3/23n3a10t5.jpg" width="384" height="209"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v23n3/23n3a10t6.jpg" width="380" height="255"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>DISCUSSÃO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A despeito de toda tecnologia incorporada pela prática   médica nas últimas   décadas, o exame   físico permanece como pedra angular do diagnóstico e da relação   médico-paciente, e seu aprendizado é de suma importância na educação médica.   Os exames ginecológicos são especialmente sensíveis tanto para os estudantes inexperientes quanto para   a mulher que   está sendo examinada, a inexperiência pode levar à insegurança, dificultando ao aluno inspirar confiança nas pacientes(4).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A maioria das mulheres deste estudo obtiveram   esclarecimentos acerca   do exame ginecológico a ser executado, conforme o proposto pelo Código de Ética Médica   que configura como infrações da ética profissional: “Art. 46. Efetuar   qualquer procedimento médico sem o esclarecimento   e o consentimento prévios do paciente ou de seu responsável legal,   salvo em iminente perigo de vida”.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar deste resultado, 42% das mulheres não receberam esclarecimento acerca do exame   a ser realizado. A não elucidação ao sujeito examinado quanto ao que esta sendo feito dificulta   o estabelecimento de uma adequada relação médico</font><font size="2" face="Verdana">-paciente. Os médicos preceptores da   instituição em estudo precisam   estar atentos e conscientes de tal infração diante dos graduandos de medicina.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Durante a realização do exame ginecológico, 45% das mulheres sentiram   dor ou desconforto, o que concorda com estudo realizado   por Barbeiro et al. (2009)(5), com estudantes de uma escola pública em Niterói, que indica o desconforto do exame como um dos principais problemas   relatados pelas mulheres. Essa sensação pode estar diretamente ligada ao pudor, pois exame ginecológico sob uma situação   de tensão pode levar a   contração da musculatura pélvica e dos membros inferiores, gerando um momento desagradável e doloroso.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Das pacientes que se queixaram   de dor e desconforto, a maioria delas   alegou que o executor do exame prosseguiu em sua realização e não valorizou   a queixa. A prática da medicina pressupõe   respeito a valores   e ao indivíduo em todos os seus aspectos, o que não se evidenciou no presente estudo,   negligenciando   o papel ético frente ao sofrimento e a dor.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nos últimos anos, produziu-se uma separação cada vez mais acentuada entre   a ética prescrita pelos códigos e aquela que é efetivamente praticada(6). As pacientes que são atendidas pelos estudantes frequentemente não sabem que estes não são médicos formados, e por não terem supervisão adequada podem provocar danos aos pacientes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com relação à sensação referida   pelas mulheres após o exame a maioria   apontou vergonha como   o principal sentimento. Concordando com o trabalho   de Brito, Nery e Torres   (2007) (7), que indicou a vergonha como   o principal sentimento durante um exame   ginecológico. A mulher   percebe-se fragmentada: de um lado,   utiliza-se da vergonha   como forma de se “proteger” da exposição no exame e, por outro, reconhece a inevitabilidade dele(8).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A maioria das pacientes entende   a necessidade de ser examinada, dentre   as razões principais, a existência de inúmeras campanhas   de saúde que alertam para a prevenção e rastreamento   das principais doenças   da mulher que hoje são veiculadas pelos meios de comunicação. No entanto, ainda   assim se mostram envergonhadas tendo em vista os valores   socioculturais que são atribuídos ao componente físico de atuação   da ginecologia, que   se configuram como   uma violação da intimidade e agressão   ao seu pudor, que são agravadas em um exame realizado por graduandos de medicina.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As   mulheres da pesquisa em sua maioria   referem que o sentimento após o exame teria sido melhor ou indiferente caso houvesse um esclarecimento adequado quanto aos seus aspectos gerais.   Duavy e col (2007)(9) em um estudo de caso de mulheres acerca da percepção do exame preventivo de colo uterino relata que no universo   assistencial há carência   de programas educativos, voltados   à população em geral. A falta de informação desencadeia diversos sentimentos nas mulheres, o que pode fazê-las se sentirem constrangidas à realização do exame, independentemente da idade ou do nível de instrução.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As mulheres da presente pesquisa   apontaram a vergonha como o principal sentimento observado durante exame   realizado por graduandos do sexo masculino, o que corrobora com estudo de Ferreira e Oliveira (2006)(10) realizado com 81 mulheres em Botucatu.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este estudo relata   que vergonha prevalece quando o profissional que está realizando o exame é do sexo masculino. Uma   prática mais humanizada, desenvolvendo a capacidade de integração, agindo   não só com preparo técnico, mas também com intuição   e sensibilidade certamente contribuirá para criar um ambiente de empatia   e segurança entre pacientes e acadêmicos do sexo masculino.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>CONCLUSÃO</b></font></p>     <p><font size="3" face="Verdana"></font><font size="2" face="Verdana">Conclui-se que a maioria das mulheres das pesquisadas apresentou   esclarecimento prévio sobre o exame ginecológico, referindo ausência   de dor com a maioria   dos graduandos seguindo a realização do exame sem valorizar a queixa da paciente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A maioria das pesquisadas referiu   vergonha após o exame, com sentimento melhor   ou indiferente caso   recebessem esclarecimento   prévio. O sentimento ao observar o acadêmico do sexo masculino realizar o exame foi de vergonha pela maioria.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Gilbert ACB, Cardoso MH, Wuillaume SM, Jung MP. Discursos médicos em construção: um estudo com residentes em   Obstetrícia/Ginecologia do Instituto   Fernandes Figueira/Fiocruz. Rev bras   educ med. Rio   de Janeiro. 2009; 33:615-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S0872-0754201400050001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   CREMESP. Manual de ética   em ginecologia e obstetrícia. 3. ed. São Paulo: Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S0872-0754201400050001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Ferreira MLSM, Oliveira C. Conhecimento significado para funcionárias de industrias têxteis   sobre prevenção do câncer   do colo uterino e detecção precoce do câncer da mama. Rev Bras Cancerol 2006; 52:5-15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0872-0754201400050001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Oliveira M. Cresce o número de denúncias médicas   em São Paulo. Notícias do Brasil. 8. ed. São Paulo, p.12-13, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0872-0754201400050001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Barbeiro FMS, Cortez EA, Oliveira PAMC, Silva ALO. Cuidado é fundamental. 2009. Disponível em: <a href="http://www.seer.unirio.br/index.php/cuidadofundamental/article/view/419/401" target="_blank">http://www.seer.unirio.br/index.php/cuidadofundamental/article/view/419/401</a>. Acedido em: 01 Jun 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0872-0754201400050001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Berlinguer G. Ética da saúde. São Paulo: Hucitec. 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0872-0754201400050001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Brito CMS, Nery IS, Torres LC. Sentimentos e expectativas das mulheres acerca da Citologia Oncótica. Rev Bras Enferm 2007 jul-ago; 60(4):387-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0872-0754201400050001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Martins DM, Amaral JL, Dourado MT, Gomes NC. Consulta coletiva: o espaço da mulher. Cad Saúde Pública 1991; 7:267-83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0872-0754201400050001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Duavy LM, Batista FL, Jorge MS, Santos JB. A percepção da mulher sobre   o exame preventive do câncer cévico-uterino: estudo de caso.   Ciênc saúde coletiva 2007; 12:733-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0872-0754201400050001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10.&nbsp;&nbsp;   Ferreira MLSM, Oliveira C. Conhecimento e significado para   funcionárias de indústrias têxteis sobre prevenção   do câncer do colo-uterino e detecção precoce do câncer da mama. Rev Bras Cancerol 2006; 52: 5-15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0872-0754201400050001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="end" id="topo2"></a><a href="#topo">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></b></font>    <br>   <font size="2" face="Verdana">José Antonio Cordero da Silva    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </font><font size="2" face="Verdana">Avenida Governador José Malcher 1343   aptº 1300     <br>   Nazaré Belém Pará Brasil    <br> </font><font size="2" face="Verdana">CEP: 66060-230    <br> </font><font size="2" face="Verdana">E-mail: <a href="mailto:corderobel4@gmail.com">corderobel4@gmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="note"></a><a href="#note_title">*</a>Trabalho realizado em Hospital de Ensino, refer&ecirc;ncia em sa&uacute;de da mulher. Bel&eacute;m, Par&aacute;, Brasil.</font></p>      ]]></body><back>
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