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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font size="2" face="Verdana">COMUNICA&Ccedil;&Otilde;ES  ORAIS</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">CO-11</font></b></p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Como dormem as nossas crianças?</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">Eduarda Rocha<sup>I</sup>; Nádia Correia<sup>II</sup>; Andrea Rodrigues<sup>I</sup>; Benedita Aguiar<sup>III</sup>; Lúcia Gomes<sup>III</sup>; Miguel Costa<sup>III</sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>USF Egas Moniz, ACES Entre o Douro e Vouga I    <br> <sup>II</sup>USF Famílias, ACES Entre o Douro e Vouga I    <br> </font><font size="2" face="Verdana"><sup>III</sup>Centro Hospitalar Entre o Douro e Vouga</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Introdução: </b>O sono, processo fisiológico complexo, é essencial   ao crescimento, desenvolvimento e saúde da criança. Os hábitos de sono criam-se   e modificam-se com a idade,   sendo influenciados por   fatores internos, socioeconómicos e culturais. As perturbações do sono são frequentes na criança, contudo, a sua identificação é tardia, ocorrendo geralmente quando as consequências na criança e/ou   família se fazem   sentir de forma significativa. Constitui objetivo deste trabalho   caracterizar os hábitos e perturbações do sono em crianças dos dois aos dez anos de idade, residentes na área de influência do CHEDV.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Metodologia: </b>Estudo transversal descritivo com componente   analítica, baseado na análise dos   resultados do inquérito Children’s Sleep   Habits Questionnaire, validado para a população pediátrica portuguesa dos 2 aos 10 anos. Utilizou-se uma amostra de conveniência (crianças frequentadoras do Ambulatório de Pediatria-CHEDV). As variáveis definidas foram: género; idade; IMC; Pontuação do questionário referido. Dados analisados com o programa SPSS-versão 21.0.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Resultados: </b>Obtiveram-se 203 questionários (excluídos 14 por mau preenchimento), 50,25% do sexo feminino, com uma   idade média de 71,26±32,28 meses.   Apresentavam baixo peso 1,97% das crianças,   peso normal 67,98%, excesso de peso 15,76% e obesidade 14,29%.   A média do score total   foi de 50,06±7,60. As subescalas com   pontuações mais elevadas (maior frequência da perturbação) foram “Perturbação respiratória do sono” e “Duração do sono”. As subescalas “Início   do sono” e “Ansiedade associada ao sono” registaram menores pontuações. As crianças dos 2 aos 4 anos e 11 meses apresentaram   pontuações elevadas, com significado estatístico, nas subescalas “Resistência em ir para a cama”,   “Despertares noturnos” e “Parassónias”. Não existe diferença estatisticamente significativa entre pontuação e IMC/género.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Conclusão: </b>Nesta população, as perturbações do sono   foram referidas numa percentagem reduzida, particularmente associadas aos distúrbios respiratórios e à duração do sono.   As crianças com idade inferior   a 5 anos registaram valores   de pontuação mais elevados. Apesar da média das pontuações em cada subescala não ultrapassarem o respetivo valor   médio admitido, os hábitos   incorretos são ainda muito frequentes na nossa população. A maioria dos pais desconhece a importância do ensino   de rotinas adequadas. O médico, aquando   da vigilância infantil, deve exercer um papel ativo e precoce, assumindo o tema como motivo de preocupação.</font></p>      ]]></body>
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