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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font size="2" face="Verdana">COMUNICA&Ccedil;&Otilde;ES  ORAIS</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">CO-16</font></b></p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>O telescópio monocular na consulta de baixa visão pediátrica: um desafio multidisciplinar</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">João   Pedro Marques<sup>I</sup>; José Costa<sup>I</sup>; João Quadrado Gil<sup>I</sup>; Pedro Gil<sup>I</sup>; Teresa Mesquita<sup>I</sup>; Catarina Paiva<sup>I</sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Centro de Responsabilidade Integrado em Oftalmologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Introdução: </b>O telescópio monocular é uma ajuda técnica para indivíduos com baixa visão, especialmente direcionada para a visão   de longe. Apesar   das inúmeras vantagens proporcionadas   pela ampliação de alvos distantes, a correta utilização do telescópio implica uma fusão complexa   entre controlo de ação, motricidade fina e coordenação mão-olho. Uma vez que   atrasos no desenvolvimento motor são comuns   em crianças com baixa   visão, manusear um telescópio pode   revelar-se uma tarefa árdua   e cansativa. Por este motivo,   na nossa consulta   de baixa visão, é delineado um programa individual de reabilitação que envolve   uma equipa multidisciplinar de profissionais altamente diferenciados em áreas que passam da oftalmologia à psicologia clínica, educação especial,   medicina física e reabilitação e (neuro)desenvolvimento. O objetivo   deste trabalho passa pela avaliação do sucesso   da reabilitação visual   com telescópio monocular em crianças e adolescentes com baixa visão.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Métodos: </b>Estudo retrospetivo, série   de casos. Analisaram-se os registos clínicos dos doentes   pediátricos (0 a 17 anos   de idade) que frequentam a consulta de Baixa Visão   e selecionaram-se aqueles   aos quais o telescópio monocular foi prescrito como parte do programa de reabilitação visual.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Resultados: </b>Foram incluídos 19 doentes neste   estudo, 11 do sexo masculino e 8 do sexo feminino,   com uma idade média de 10,05±4,00 anos. O tempo médio de seguimento foi de   28,00±17,34 meses (mediana   34 meses). A melhor acuidade visual corrigida média inicial era de 62±12 letras ETDRS.   Após a introdução do telescópio monocular, verificou-se uma melhoria significativa em todos os doentes (p&lt;0.001). O ganho médio foi de 33±12,14 letras   (mínimo 15, máximo   55; mediana 35). O   telescópio foi introduzido antes dos 10 anos em 11 doentes (57,89%), 7 dos quais do sexo masculino. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Conclusão: </b>Mesmo na comunidade oftalmológica, há uma considerável falta de informação   relativamente às intervenções disponíveis para   a reabilitação visual   de crianças com   baixa visão. Neste   estudo, o telescópio monocular revelou-se uma   ferramenta de indubitável benefício na reabilitação visual de crianças e adolescentes com baixa visão,   demonstrando que o seu   uso deve ser amplamente estimulado. É nossa convicção que, sempre que possível   e oportuno, a introdução precoce   do telescópio (i.e.   idade pré-escolar) deve ser tentada,   uma vez que influencia de forma dramática a adaptação da criança a esta valiosa ajuda técnica.</font></p>      ]]></body>
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