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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana"><b><font size="2">POSTERS</font></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">PM-2</font></b></p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Rabdomiólise como pista diagnóstica</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">Margarida Coelho<sup>I</sup>; Anabela Bandeira<sup>II</sup>; Cristina Garrido<sup>III</sup>; Esmeralda Martins<sup>II</sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Serviço de Pediatria do Centro Hospitalar do Porto    <br> </font><font size="2" face="Verdana"><sup>II</sup>Unidade de Doenças Metabólicas do Serviço de Pediatria do Centro Hospitalar do Porto    <br> </font><font size="2" face="Verdana"><sup>III</sup>Serviço de Neuropediatria do Centro Hospitalar do Porto</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Introdução: </b>A rabdomiólise é uma patologia   frequente, tradutora de necrose muscular, que pode ser desencadeada por quadros infeciosos, convulsões, tóxicos, trauma,   exercício físico   intenso ou, mais raramente, por miopatias metabólicas. O diagnóstico é feito através   do aumento das enzimas musculares   em circulação, podendo complicar com insufirenal aguda.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Caso clínico: </b>Adolescente   11 anos, sexo   masculino, 4  º filho de pais saudáveis, não consanguíneos. Antecedentes familiares: irmão, 20 anos   em estudo por quadro com início na adolescên  cia de mialgias após esforços   físicos, sobretudo em períodos de jejum, por vezes acompanhados de urina escura,   actualmente a condicionar limita  ção   funcional importante. Dos exames complementares realizados: níveis normais   de amónia e lactato, teste   de esfor  ço muscular sem alterações e biópsia muscular sem evid  ência de sobrecarga de glicogénio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Antecedentes pessoais: evolução   estaturo-ponderal e desenvolvimento psicomotor adequados, encontrando-se medicado com metilfenidato por perturbação do défice de atenção   e hiperactividade (PHDA), sem outros antecedentes patológicos de relevo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Aos   10 anos de idade, apresentou quadro de mialgias   generalizadas com dificuldades na marcha e acompanhado de urina de cor acastanhada após exercício físico intenso. Ao exame físico: dor à palapaçao   muscuclar. O estudo analítico que revelou   DHL 2578 /L, CK 36000U/L.   Pelo quadro de rabdomiólise e pelos antecedentes familiares de miopatia   foi encaminhado para investigação. Ao exame objectivo apresentava tónus   adequado, força muscular mantida e simétrica,sem outras alterações.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O perfil das   acilcarnitinas demonstrou um défice da desidrogenase de 3-hidroxi-acilCoA de cadeia muito longa (VLCAD), posteriormente confirmada pelo estudo molecular.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Iniciou dieta adaptada   com restrição do aporte de ácidos   gordos de cadeia muito longa   e suplemento nutricional de hidratos de carbono e ácidos gordos   de cadeia média,   mantendo-se assintomático, e conservando a prática de exercício físico   regular. As mesmas   medidas terapêuticas foram aplicadas ao irmão, com melhoria clínica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Discussão: </b>Os quadros de rabdomiólise recorrente ou a presença de história familiar   devem levantar a hipótese diagnóstica de miopatia metabólica. A VLCAD é uma doença do   metabolismo energético de transmissão autossómica recessiva provocada pela ausência   de uma enzima do ciclo de beta oxidação. Apresenta bom prognóstico desde que sejam cumpridas as medidas dietéticas e terapêuticas.</font></p>      ]]></body>
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