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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana"><b><font size="2">POSTERS</font></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">PM-9</font></b></p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Tumor neuroendócrino do apêndice ileocecal – a propósito de um caso clínico</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">Catarina Sousa<sup>I</sup>; Ana Coelho<sup>I</sup>; Mónica Recaman<sup>I</sup>; José Banquart Leitão<sup>I</sup>; Fátima Carvalho<sup>I</sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Serviço de Cirurgia Pediátrica, Centro Hospitalar do Porto</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Introdução: </b>O tumor   neuroendócrino do apêndice   ileocecal surge com uma incidência estimada na literatura de 0,15/100.000/ano, mais frequentemente no sexo feminino (2:1) na faixa etária dos 40-50 anos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Geralmente, são diagnosticados incidentalmente após apendicectomias, estimando-se que existam cerca   de 3 casos em cada 1000 apendicectomias. Assim   os tumores neuroendócrinos do apêndice ileocecal não se apresentam com clínica específica, estando   habitualmente associados a um quadro   de apendicite aguda. A associação com o síndrome carcinoide é extremamente rara.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apresentamos o caso   clínico de um adolescente com   diagnóstico de tumor neuroendócrino do apêndice ileocecal   no enquadramento de um quadro clínico sugestivo de apendicite aguda.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Caso clínico: </b>Adolescente   de 15 anos, sexo masculino, raça caucasina, que recorreu   ao Serviço de Urgência com queixa de dor   abdominal localizada na fossa ilíaca   direita com 24 horas   de evolução associada a náuseas.   Negava outra sintomatologia, nomeadamente vómitos, alterações do trânsito intestinal, queixas urinárias ou febre. Sem antecedentes médicos ou cirúrgicos e sem medicação habitual.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao exame objectivo, apresentava bom aspecto   geral, com dor à palpação electiva da fossa ilíaca   direita, sem sinais de irritação peritoneal. A ecografia abdominal confirmou tratar-se de apendicite aguda.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foi submetido a apendicectomia laparoscópica, tendo tido alta com diagnóstico pós-operatório de apendicite aguda supurada. O exame anatomopatológico da peça cirúrgica   identificou na extremidade distal do apêndice uma neoplasia de padrão organóide /ninhos sólidos com   focos de necrose   de tipo “comedo”, invadindo a subserosa mas sem atingir   a serosa ou a sua vascularização, distando de 5 cm da margem   cirúrgica. O índice Ki-67 foi inferior a 2%. O diagnóstico foi de um tumor neuroendócrino, grau 1, pT2 Nx R0 (ENETS), pT1a Nx R0 (AJCC).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O período pós-operatório decorreu sem intercorrências, com alta nas primeiras 24 horas. Encontra-se em seguimento na consulta externa, clinicamente bem.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os critérios de estadiamento e tratamento adoptados são os propostos pela European Neuroendocrine Tumor Society (ENETS).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Discussão: </b>Os tumores   neuroendócrinos do apêndice ileocecal são relativamente raros e o prognóstico é geralmente favorável.   A apendicectomia simples   é o tratamento cirúrgico de rotina e proporciona a cura na maioria dos casos. Os critérios   propostos pela ENETS constituem actualmente guidelines de grande utilidade no estadiamento e tratamento desta patologia.</font></p>      ]]></body>
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