<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0872-0754</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Nascer e Crescer]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Nascer e Crescer]]></abbrev-journal-title>
<issn>0872-0754</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Centro Hospitalar do Porto]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0872-07542014000600033</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Lesão óssea lítica: que diagnóstico?]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Martins]]></surname>
<given-names><![CDATA[Mariana Matos]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cardoso]]></surname>
<given-names><![CDATA[Joana]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lopes]]></surname>
<given-names><![CDATA[Lisete]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Couto]]></surname>
<given-names><![CDATA[Helena Sá]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Quelhas]]></surname>
<given-names><![CDATA[Jorge]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cunha]]></surname>
<given-names><![CDATA[António Leite da]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Unidade Local de Saúde de Matosinhos Hospital Pedro Hispano Serviço de Pediatria]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Unidade Local de Saúde de Matosinhos Hospital Pedro Hispano Serviço de Ortopedia]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>29</day>
<month>11</month>
<year>2014</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>29</day>
<month>11</month>
<year>2014</year>
</pub-date>
<volume>23</volume>
<fpage>21</fpage>
<lpage>21</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0872-07542014000600033&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0872-07542014000600033&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0872-07542014000600033&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana"><b><font size="2">POSTERS</font></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">PM-14</font></b></p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Lesão óssea lítica – que diagnóstico?</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">Mariana Matos Martins<sup>I</sup>; Joana Cardoso<sup>II</sup>; Lisete Lopes<sup>I</sup>; Helena Sá Couto<sup>I</sup>; Jorge Quelhas<sup>II</sup>; António Leite da Cunha<sup>II</sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Serviço de Pediatria, Hospital   Pedro Hispano, Unidade   Local de Saúde de Matosinhos    <br> </font><font size="2" face="Verdana"><sup>II</sup>Serviço de Ortopedia, Hospital   Pedro Hispano, UNIDADE Local de Saúde de Matosinhos</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Introdução: </b>As lesões ósseas líticas constituem um desafio dada a ampla variedade   de causas possíveis e respectivo   prognóstico. A faixa etária,   localização da lesão e aparência   imagiológica podem ser pistas para o diagnóstico mas, por vezes, apenas a biópsia óssea é capaz de o confirmar.   Os autores apresentam o caso clínico de uma criança com lesão óssea lítica vertebral que revelou tratar-se de um granuloma eosinofílico. Esta doença faz parte do espectro da Histiocitose de células de Langerhans (HCL), anteriormente conhecida como histiocitose X.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Caso clínico: </b>Criança de 10 anos, sexo masculino, antecedentes   pessoais irrelevantes, evolução   estatural no percentil 50. Quadro de dorso-lombalgia com 3 semanas de evolução   agravada com ortostatismo, com posição   preferencial em flexão   do tronco, sem história de trauma ou outra sintomatologia associada. Ao exame objectivo: sem dismorfias à inspecção,   dor à pressão da região   dorso-lombar, exame neurológico sem alterações. Realizou TAC da coluna lombar que mostrou “exuberante   lesão osteolítica no corpo de D12”. Estudo   radiológico complementado por RM que confirmou presença de lesão expansiva nessa localização mas mantendo-se a morfologia/altura   do corpo vertebral. Restante estudo complementar alargado incluindo   estudo infeccioso inconclusivo pelo que efectuou   biópsia percutânea transpedicular da vértebra afectada.   Diagnóstico histológico de HCL.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Discussão: </b>A HCL inclui um grupo de entidades raras   com manifesta  ções clínicas variáveis e de etiologia   desconhecida. O granuloma eosinof  ílico constitui cerca de 60% de todos os casos   de HCL podendo afectar o esqueleto de forma multi ou   unifocal, atingindo mais   frequentemente o cr  ânio   e os ossos longos. A apresenta  ção unifocal   tem o melhor progn  óstico mas, a   vigilância a longo prazo é essencial pois existe a possibilidade de aparecimento de novas lesões ósseas e mesmo conversão para uma forma sistémica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dados os possíveis diagnósticos diferenciais de prognóstico possivelmente mais   agressivo e com diferentes tratamentos (sarcoma de Ewing, osteomielite, linfoma, doença metastática, quisto ósseo),   o doente foi submetido a biópsia no sentido de estabelecer um diagnóstico definitivo. Até à data mantém um seguimento regular, sem défices   neurológicos e com melhoria radiológica documentada.</font></p>      ]]></body>
</article>
