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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana"><b><font size="2">POSTERS</font></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">PM-19</font></b></p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Doença de Von Willebrand Tipo 1, nem sempre uma evolução benigna</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">Dinis Sousa<sup>I</sup>; Mónica Costeira<sup>I</sup>; Joana Macedo<sup>I</sup>; Cláudia Neto<sup>I</sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Serviço de Pediatria do Centro Hospitalar do Alto Ave</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Na abordagem a um doente   com hemorragia recorrente, a frequência, a duração, a severidade e a falta   de explicação para os   episódios hemorrágicos poderão   indicar um possível distúrbio hemorrágico. Uma doença hemorrágica hereditária pode ainda ser sugerida pelo início da sintomatologia na infância e/ ou uma história   familiar positiva. Será relatado um caso clínico de Doença de Von Willebrand tipo 1 com manifestação clínica inicial pouco comum nesta patologia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Criança de 13 meses, sexo masculino, com internamento   por hemorragia prolongada e excessiva do local da sutura decorrente de traumatismo do lábio superior   na semana precedente. Ao exame físico encontrava-se hemodinamicamente estável,   com pele e mucosas descoradas e com boa   perfusão periférica. No estudo   analítico detetou uma anemia normocítica e normocrómica: Hb 6,2g/dL; HTc 18,7%; VCM 74,8fL; CHCM 33,2g/dL;   RDW 13,7%; Reticulócitos 53000/uL; RTHE 28,1 pg. Estudo da coagulação: PT 12,9segundos e aPTT 24,6segundos. Parâmetros bioquímicos de ferro: Fe 43 g/dl;   CTFF 398 g/dl;   Saturação de transferrina 10,8%; Ferritina 18,6 ng/ml.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No segundo dia de internamento teve dois novos   episódios de hemorragia do lábio, de difícil hemóstase, tendo sido necessário   realização de nova sutura, com queda do valor da Hb para 5,9g/dL mas com emergência de reticulocitose (Reticulócitos 242200/uL). Efetuou   perfusão de ferro   endovenoso, não tendo sido necessário transfusão de concentrados de eritrócitos. Durante   o restante internamento com boa evolução   clínica e analítica com Hb 7,1g/dL à data de alta.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foi orientado para CE de Pediatria Geral/Hematologia para estudo etiológico. Do estudo efetuado   salienta-se o estudo   da coagulação com Fator   de Von Willebrand 41%; Co-fator   da ristocetina 51%; Atg fator VIII 0,7 UI/mL; PFA 100 Col epi 211segundos e Col ADP 179segundos. O diagnóstico de Doença de Von Willebrand tipo 1 foi confirmado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A doença de Von Willebrand tipo 1 é o distúrbio hemorrágico hereditário mais comum,   cursando habitualmente com tendência hemorrágica pouco expressiva. Este caso clínico   realça a importância de sua suspeição diagnóstica e demonstra que por vezes esta patologia poderá   se manifestar com hemorragia mucocutânea grave.</font></p>      ]]></body>
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