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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana"><b><font size="2">POSTERS</font></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">PM-20</font></b></p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Anafilaxia ao ovo: a propósito de um caso clínico</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">Joana Macedo<sup>I</sup>; Mónica Costeira<sup>I</sup>; Armandina Silva<sup>I</sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Serviço de Pediatria, Centro Hospitalar Alto Ave</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Introdução: </b>A alergia   alimentar é definida   como uma resposta imunológica anormal às proteínas   dos alimentos, levando a uma reacção clínica   adversa. A prevalência de alergia alimentar é especialmente elevada   entre as crianças, cerca de 4 -6%,   com valores superiores naquelas com   formas de eczema   atópico moderado a grave. Cerca de 90% das alergias   alimentares em pediatria são causadas por apenas oito alergénios: proteínas do leite de vaca, soja, ovo, peixe, marisco,   amendoim, frutos secos e trigo. A maioria destas   alergias assume, geralmente, um caráter transitório, com aquisição de tolerância clínica em idade pré-escolar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Caso clínico: </b>Criança do sexo masculino, seguido em consulta de doenças alérgicas   desde 18 meses. Diagnósticos de eczema   atópico ligeiro e asma com   sensibilização a aeroalergénios e alimentos. Em avaliação clínico   laboratorial apresentava uma IgE Total de 314 UI/ml   (positiva), positividade no painel alergias Alatop screen (42),   e painel multialimentar de 24.8 (positivo, corresponde a uma classe   4, em 6). Efectuou testes   cutâneos com reacção positiva   ao ovo. Uma vez que, segundo informação da mãe da criança, mantinha uma dieta familiar diversificada, sem qualquer   tipo de restrição, manteve atitudes.   Com 22 meses, a criança foi trazida ao serviço de urgência por episódio   de vómito, dificuldade respiratória, rubor   e edema da face durante   a ingestão de sopa (na sua constituição teria cenoura, penca, batata e ovo pasteurizado). Ao exame na admissão a criança, após a intervenção terapêutica e de transporte pelo INEM,   apresentava-se já hemodinamicamente estável, com quadro   em regressão, objetivando-se rubor da face, edema malar e dos lábios e um exantema   macular discreto no tórax. Foi efetuada   adrenalina i.m, com ótima evolução   posterior no internamento com indicação para evicção   total de ovo e ensino sobre uso de adrenalina intra muscular.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Conclusão: </b>O diagnóstico de alergia alimentar   é de extrema importância não só pela evicção que implica, pela   potencial gravidade   clínica, como demonstrou o caso apresentado, como também pelo seu papel na caminhada da marcha alérgica. Mais que uma alergia   é por vezes a porta de entrada   para um amplo espetro de patologias   alérgicas. É essencial   atuar na prevenção, não só a nível da indústria alimentar para a correta rotulagem dos alimentos, mas também na promoção dos bons   hábitos alimentares e na educação da criança alérgica.</font></p>      ]]></body>
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