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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana"><b><font size="2">POSTERS</font></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">PM-23</font></b></p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Doença celíaca – mais um diagnóstico tardio…</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">Nádia Correia<sup>I</sup>; Eduarda Rocha<sup>II</sup>; Benedita Aguiar<sup>III</sup>; Cristina Rocha<sup>III</sup>; Lúcia Gomes<sup>III</sup>; Miguel Costa<sup>III</sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>USF Famílias, ACES Feira/Arouca    <br> </font><font size="2" face="Verdana"><sup>II</sup>USF Egas Moniz, ACES Feira/Arouca    <br> </font><font size="2" face="Verdana"><sup>III</sup>Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Introdução: </b>A incidência da doença celíaca   em Portugal é cerca   de 1 a 3%, mas está largamente subdiagnosticada. As   manifestações clínicas atípicas   surgem geralmente em crianças mais velhas, correspondendo muitas vezes a manifestações   extra-intestinais ou intestinais inespecíficas, o que pode levar   a um atraso no diagnóstico. Sendo   o tratamento a dieta isenta de glúten, quanto mais cedo esta for instituída mais rapidamente há resolução dos sintomas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Caso clínico: </b>Criança do sexo feminino, enviada   pelo Médico Assistente à consulta de Pediatria/Patologia Digestiva do Centro Hospitalar Entre   o Douro e Vouga, aos 11 anos   de idade, por alterações   inespecíficas gastrointestinais (cólicas,   obstipação, vómitos) com diversas terapêuticas e dietas de exclusão   efectuadas, sem melhoria. Antecedentes pessoais relevantes: enxaqueca desde os 3 anos de idade, seguida   em consulta de Pediatria/Neurologia desde   os 9 anos (relação com   ingestão de massa?); rinite alérgica (alergia   aos ácaros, gato e gramíneas); Antecedentes familiares: primo em primeiro   grau com doença celíaca. O exame objetivo   era irrelevante, com peso no P90 (estava no P95) e estatura   no P95. Dos exames efectuados salientamos: IgA normal;   IgA antigliadina negativa;   IgG anti-gliadina positiva; Ac. antitransglutaminase IgA positivo; hemograma   normal com cinética do fero normal;   EDA – alterações inespecíficas   da mucosa duodenal; biópsia intestinal: atrofia vilositária quase total ou total da mucosa entérica, com hiperplasia críptica, compatível   com doença celíaca.   Iniciou dieta isenta de glúten, com recuperação do peso, desaparecimento das queixas digestivas e das enxaquecas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Discussão: </b>O tratamento precoce da doença   cel  íaca está relacionado com   o desaparecimento dos   sintomas e com   a preven  ção de complicações. O diagnóstico tardio desta criança deveu-se à inespecificidade dos sintomas apresentados, apesar da história familiar   positiva. Na literatura existem alguns estudos que abordam a associa  ção entre Enxaqueca e Doença Celíaca – há maior prevalência de Enxaqueca nos doentes com Doença Celíaca   e vice-versa, havendo   melhoria das cefaleias com a dieta sem glúten nestes   indivíduos. Com este caso, os autores   pretendem alertar para as formas   atípicas da Doença   Celíaca, principalmente em crianças   mais velhas e com boa evolução estaturo-ponderal.</font></p>      ]]></body>
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