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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana"><b><font size="2">POSTERS</font></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">PM-37</font></b></p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Quando o diagnóstico não é linear...</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">Nádia M. Guimarães<sup>I</sup>; Ivete Afonso<sup>I</sup>; Mariana Martins<sup>I</sup>; Marco Pereira<sup>I</sup>; M. Eduarda Cruz<sup>I</sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Serviço de Pediatria, Hospital   Pedro Hispano, Unidade   Local de Saúde de Matosinhos</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Introdução: </b>A doença de Kawasaki (DK) é uma doença aguda febril da infância, caraterizada por uma vasculite das artérias de médio   calibre, com atingimento preferencial das coronárias. A febre, com pelo menos 5 dias de evolução, faz parte dos critérios de diagnóstico da grande maioria das normas de orientação.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Caso Clínico: </b>Criança do sexo masculino com 5 anos,   antecedentes pessoais e familiares irrelevantes. Quadro com 10 dias   de evolução de tumefação cervical esquerda, odinofagia e sialorreia. Pico febril   isolado no 2º dia de doença. Posteriormente, aparecimento exantema macular nas extremidades, hiperémia conjuntival, queilite, dor e edema   nos pés, língua   em framboesa e pequenas   hemorragias ungueais. Estudo analítico com leucocitose, trombocitose, aumento   da VS e PCR; ecocardiograma sem alterações. Cumpriu terapêutica com imunoglobulina EV e ácido acetilsalicílico (AAS) com evolução clínica favorável, resolução das alterações analíticas e sem alterações cardíacas de novo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Discussão: </b>Os critérios de diagnóstico da DK englobam, para além da febre,   pelo menos 4 de 5 critérios ou 4 na presença de aneurisma coronário, sendo estes hiperémia   conjuntival bilateral não exsudativa, atingimento orofaríngeo, eritema   e/ou edema duro das mãos e pés, exantema   polimorfo e adenopatia cervical unilateral igual   ou superior a 1,5cm. Existem, no entanto, formas   incompletas ou atípicas que não cumprem   todos os critérios, devendo   ser reconhecidas e tratadas. Os exames   auxiliares de diagnóstico não possuem   achados patognomónicos, caraterizando-se elevação   dos parâmetros inflamatórios, da contagem plaquetária, transaminases, bem como anemia normocítica normocrómica. O ecocardiograma pode estar normal   numa fase precoce   da doença. O tratamento baseia-se   no repouso, administração precoce   de imunoglobulina EV e AAS até   normalização da contagem   plaquetária ou das alterações   coronárias. O prognóstico depende exclusivamente da presença e severidade as lesões coronárias, sendo a incidência de patologia coronária de apenas 2-4% nos doentes   tratados, pelo que um diagnóstico e tratamento precoces   são fundamentais. Os autores   apresentam este caso pela sua particularidade de apresentação incompleta, em que o elevado   índice de suspeita levou uma atuação precoce,   evitando possíveis complicações cardíacas e permitindo assim um desfecho favorável.</font></p>      ]]></body>
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