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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana"><b><font size="2">POSTERS</font></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">PM-38</font></b></p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Pneumomediastino espontâneo</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">Ângela Pereira<sup>I</sup>; Catarina Faria<sup>I</sup>; Susana Carvalho<sup>I</sup>; Teresa Pontes<sup>I</sup>; Ana Antunes<sup>I</sup>; Henedina Antunes<sup>I</sup>; Sofia Martins<sup>I</sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Unidade de Adolescentes, Serviço   de Pediatria, Hospital de Braga</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O pneumomediastino espontâneo carateriza-se pela presença de ar livre nas estruturas mediastínicas, sem causa evidente. Esta entidade clínica é rara e deve ser suspeitada pela   apresentação   clínica: dor torácica, dispneia e enfisema subcutâneo. A intensidade dos sintomas dependerá da quantidade de ar livre nos espaços mediastinais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Adolescente de 17 anos, longilíneo, fumador ocasional (sem   história de trauma nem patologia   pulmonar), recorreu ao Serviço   de Urgência por episódio súbito   de dor torácica retroesternal   intensa, agravada com a inspiração e o decúbito,   e cervical, acompanhada por dispneia ligeira.   Referência a acessos   de tosse seca violenta na noite anterior   à admissão. Na observação,   apresentava enfisema subcutâneo supraclavicular. A telerradiografia (Rx) postero-anterior do tórax mostrava   discreta lâmina de ar envolvendo a silhueta cardíaca   e enfisema subcutâneo; no perfil evidenciava-se a presença de ar retroesternal. Ficou internado por pneumomediastino espontâneo, com tratamento conservador. Os sintomas desapareceram em 8 dias, bem como a   imagem radiológica. Foi realizada investigação com ecocardiograma, electrocardiograma e enzimas cardíacas   (normais) e, posteriormente, tomografia computorizada (TC) de tórax para exclusão de patologia pulmonar   subjacente, que não mostrou outras alterações. Da investigação etiológica, apresentava IgM Mycoplasma pneumoniae positiva, discutindo-se o papel da infeção por este agente na etiologia da doença.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O objetivo desta   apresentação é recordar a fisiopatologia e semiologia do pneumomediastino espontâneo e a importância da suspeição clínica no seu diagnóstico. Pensamos ser uma entidade pouco reconhecida, provavelmente sub-diagnosticada quando as queixas   são mais frustres. A dor torácica, apesar de inespecífica, é o   sintoma mais frequentemente implicado e o enfisema subcutâneo é altamente   sugestivo de pneumomediastino. A confirmação diagnóstica por Rx tórax é geralmente suficiente   e a TC deve ser reservada para os casos   duvidosos ou na suspeita de doença pulmonar subjacente. O tratamento é conservador e a maioria   recupera sem sequelas,   com probabilidade baixa de recorrência. Da revisão da literatura, os casos descritos de associação da infeção por Mycoplasma pneumoniae ao pneumomediastino são muito raros. O tabagismo pode também   funcionar como adjuvante e é uma   adição neste adolescente; foi aconselhado a não fumar e, caso este   hábito se mantenha, será proposto para consulta de cessação tabágica.</font></p>      ]]></body>
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