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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana"><b><font size="2">POSTERS</font></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">PM-40</font></b></p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Um bebé às manchas</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">Célia Silva<sup>I</sup>; Carlos Pedro Mendes<sup>II</sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>USF Famílias, ACES Entre Douro e Vouga I    <br> </font><font size="2" face="Verdana"><sup>II</sup>USF Salvador Machado, ACES Entre Douro e Vouga II</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Introdução: </b>A mancha   mongólica, também conhecida   por melanocitose dérmica congénita, trata-se de uma   macula congénita de coloração azul-acinzentada, com forma e tamanho   variável, resultante de uma anormal   migração dos melanócitos, que se agregam na derme. A localização habitual   é na região sacrococcígea, contudo pode   ter localizações atípicas como o dorso e mais raramente os membros. Surge   apenas em cerca   de 10% dos recém-nascidos caucasianos mas pode   atingir cerca de 80% dos negros e asiáticos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Caso clínico: </b>Lactente   do sexo masculino, gravidez vigiada   sem intercorrências, mãe de 28 anos G1P0 e pai de 28 anos, ambos saudáveis   e sem história de consanguinidade; parto por cesariana às 37 semanas   após rotura de membranas por indicação ortopédica da mãe. O Apgar foi de 9 e 10, respetivamente ao primeiro   e quinto minuto.   O peso de nascimento   foi de 2850g e 46 cm, tendo   o período neonatal decorrido sem intercorrências.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao exame objectivo   da pele apresentava mancha mongólica a ocupar toda a região lombo-sagrada e nos membros   inferiores várias manchas de coloração sobreponível à mancha referida de diferentes tamanhos (entre   1 a 3 cm) e localizações, bem como   no dorso da mão direita   (cerca de 1 cm). A coloração das diferentes manchas era semelhante, apresentando-se macular sem qualquer textura aberrante da pele.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O restante exame objectivo afigurou-se normal, nomeadamente ao exame neurológico e dermatológico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nas consultas de rotina subsequentes, verificou-se um crescimento   das manchas consentâneo com o crescimento do lactente, agora com 5 meses, e um bom desenvolvimento estato-ponderal e psicomotor.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Discussão: </b>O conhecimento das variantes do normal é fun  damental na prática clínica do Médico de Família, nomeadamente   na consulta de sa  úde infantil. Esta coloração atípica   da pele surge com   relativa frequ  ência na nossa população e apesar de não causar estranheza na localização habitual, ao surgir em locais atípicos pode alertar   para outro tipo de patologias associadas,   bem como se n  ão for vista logo ao nascimento alertar para maus-tratos. Assim,   o seguimento e acompanhamento da evolu  ção da criança torna-se   fundamental para a avalia  ção da evolução desta pigmentação, que habitualmente regride   na primeira inf  ância, podendo persistir até à idade adulta, sobretudo se for m  últipla.</font></p>      ]]></body>
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