<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0872-0754</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Nascer e Crescer]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Nascer e Crescer]]></abbrev-journal-title>
<issn>0872-0754</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Centro Hospitalar do Porto]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0872-07542015000100005</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Doenças neuromusculares no adulto: abordagem clínica]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Coelho]]></surname>
<given-names><![CDATA[Teresa]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar do Porto, EPE Departamento de Neurociências Serviço de Neurofisiologia]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Porto ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>20</day>
<month>02</month>
<year>2015</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>20</day>
<month>02</month>
<year>2015</year>
</pub-date>
<volume>24</volume>
<fpage>08</fpage>
<lpage>09</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0872-07542015000100005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0872-07542015000100005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0872-07542015000100005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font size="2" face="Verdana"> INVITED SPEAKERS / COMUNICAÇÕES POR CONVITE </font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">CC-05</font></b></p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Doenças neuromusculares no adulto: abordagem clínica</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">Teresa Coelho, MD, PhD<sup>I</sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Serviço de Neurofisiologia, Departamento de Neurociências Centro Hospitalar do Porto, EPE - Porto, Portugal <a href="mailto:responsavel.paramiloidose@hgsa.min-saude.pt">responsavel.paramiloidose@hgsa.min-saude.pt</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">As   doenças neuromusculares são   um conjunto muito   vasto de patologias do sistema nervoso   periférico, que abrangem   o segundo neurónio motor, as raízes nervosas, os plexos e os   nervos periféricos, a junção neuromuscular e o músculo   propriamente dito. Ao contrário do que se passa nas crianças, no adulto a maioria destas   patologias são de natureza adquirida. As doenças de causa   genética são raras   mas não deixam   de ter um enorme impacto pessoal   e social, não   só pela incapacidade que geram como também pelo seu carácter familiar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os   sintomas que podem fazer suspeitar   de doenças neu- romusculares são a fraqueza   muscular, apresentada por vezes   como intolerância ao esforço ou cansaço, a perda de sen- sibilidade, as dores musculares, sobretudo durante ou após   o esforço, as caimbras, a rigidez muscular   e as deformações ósseas. Mas esta lista relativamente pequena de problemas pode corresponder a situações muito diversas com origem em qualquer nível do sistema nervoso periférico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na   verdade o diagnóstico destas doenças tem vindo a tor- nar-se cada vez mais complexo. Nos últimos trinta   anos assis- timos ao crescimento explosivo do conhecimento sobre   a fisio- patologia destas   patologias, incluindo um conhecimento cada vez   mais completo da complexa fisiologia da célula muscular. A heterogeneidade genética (ou seja a multiplicidade de proteínas   envolvidas e de erros genéticos identificados no mesmo gene)   e a   variabilidade fenotípica dentro   de cada doença   não param de crescer.   Um mesmo gene pode originar   expressões fenotí- picas diferentes e inclusivamente doença   em compartimentos diferentes. E um mesmo   fenótipo pode ser causado pelos mais variados genes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dispomos hoje de instrumentos valiosos para chegar ao   diagnóstico de um determinando tipo de doença   neuromuscu- lar. A observação   clínica com anamnese, colheita de história familiar, exame físico e recurso   a alguns exames laboratoriais   como doseamento de CK sérico,   estudos electromiográficos e biópsias de nervo e/ou musculo permitem   quase sempre che- gar a um diagnóstico sindromático. Já o diagnóstico genético preciso, para além de nem sempre ser possível com o actual conhecimento, obriga   em muitas situações a uma abordagem multidisciplinar de equipas dedicadas que incluam clínicos,   neu- rofisiologistas, neuropatologistas e geneticistas clínicos e labo- ratoriais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Se   os diagnósticos genéticos são muitas vezes   a última linha da investigação etiológica não deixa de ser importante ressalvar que certas patologias clinicamente muito características per- mitem o seu reconhecimento imediato   por clínicos experientes nesta área. A distrofia miotónica tipo 1 e distrofia facioescapuloumeral são dois exemplos   de situações em que se pode avançar directamente para o estudo   genético, evitando exames   mais invasivos e até   indutores de erro   de diagnóstico, como é o caso da biópsia de músculo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apresentamos três   casos clínicos cujo diagnóstico preciso só foi possível pelo concurso de uma equipa multidisciplinar experiente e trabalhando em permanente diálogo.</font></p>      ]]></body>
</article>
