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<abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Introdução: Durante a puberdade devido à estimulação hormonal, ocorrem alterações do tipo e distribuição do pelo. Os pelos indesejados no corpo e na face, em ambos os sexos, podem ter um impacto psicológico negativo no adolescente. Existem disponíveis diversos métodos de remoção do pelo, mas a escolha do modo mais apropriado para cada indivíduo pode suscitar dúvidas. Objectivo: Rever os principais métodos de remoção do pelo e clarificar as suas indicações, vantagens e desvantagens. Desenvolvimento: Os métodos de remoção do pelo atualmente disponíveis são variados. A depilação com lâmina e com produtos químicos depilatórios são métodos temporários, em que existe a necessidade de repetição frequente do procedimento, uma vez que apenas existe a remoção do pelo junto à superfície cutânea. Os métodos epilatórios em que se procede à extração completa do pelo, incluem: epilação com cera, linha, pinça, máquinas epilatórias, laser, luz intensa pulsada, e eletrólise. Conclusão: A idade de inicio da remoção do pelo e a escolha do método deve ser individualizada e ter em consideração o tipo de pele e pelo, local, problemas dermatológicos e endocrinológicos, frequência de remoção, custo e preferências pessoais.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font size="2" face="Verdana">ARTIGOS DE REVIS&Atilde;O| REVIEW ARTICLE</font></b></p>     <p align="right">&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Remoção do pelo na adolescência</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Hair removal in adolescence</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Sandra Pereira<sup>I</sup>; Susana Machado<sup>II, III</sup>; Manuela Selores<sup>II, III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>S. Pediatria, Centro   Hospitalar T&acirc;mega e Sousa. 4564-007   Penafiel, Portugal. E-mail: <a href="mailto:spbaiao@gmail.com">spbaiao@gmail.com    <br>   </a><sup>II</sup>S. Dermatologia, Centro Hospitalar do Porto. 4099-001   Porto, Portugal.   E-mail: <a href="mailto:susanamlmachado@gmail">susanamlmachado@gmail</a>; <a href="mailto:dermat@sapo.pt">dermat@sapo.pt    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> </a><sup>III</sup>Instituto de Ci&ecirc;ncias Biom&eacute;dicas Abel Salazar. 4099-001 Porto, Portugal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#end">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topo" id="topo"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>      <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Introdução</b>: Durante a puberdade   devido à estimulação hormonal,   ocorrem alterações do tipo e distribuição do pelo. Os pelos indesejados no corpo e na face, em ambos os sexos, podem ter um impacto   psicológico negativo no adolescente. Existem disponíveis diversos   métodos de remoção   do pelo, mas a escolha do modo mais apropriado para cada indivíduo pode suscitar dúvidas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Objectivo: </b>Rever os principais métodos   de remoção do pelo e clarificar as suas indicações, vantagens e desvantagens.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Desenvolvimento</b>: Os métodos de remoção do pelo atualmente disponíveis são variados. A depilação com lâmina e com produtos   químicos depilatórios são métodos temporários, em que existe   a necessidade de repetição frequente   do procedimento, uma vez que apenas existe   a remoção do pelo junto à superfície   cutânea. Os métodos   epilatórios em que se procede à extração completa do pelo,   incluem: epilação com   cera, linha, pinça, máquinas epilatórias, laser, luz intensa pulsada, e eletrólise.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Conclusão</b>: A idade de inicio da remoção do pelo e a escolha do método deve ser individualizada e ter em consideração o tipo de pele e pelo, local,   problemas dermatológicos e endocrinológicos, frequência de remoção, custo e preferências pessoais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave</b>: adolescente; depilação; epilação; remoção do pelo</font></p> <hr size="1" noshade>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Introduction</b><i>: </i>Due to hormonal   stimulation during puberty, changes occur in hair type   and distribution. In both sexes,   body and facial unwanted hair may have a negative   psychological impact on the teenager. There are several   available methods of hair removal,   but the choice of the most suitable one for each individual can raise doubts.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Objective</b>: To review the main methods   of hair removal   and clarify their indications, advantages and disadvantages.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Development</b>: There are several removal methods currently available. Shaving and depilation with chemicals products   are temporary methods,   that need frequent repetition, because hair removal is next to the cutaneous surface. The epilating methods in which there is full hair extraction include:   epilation with wax,   thread, tweezers, epilating machines, laser, intense pulsed light, and electrolysis.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Conclusions</b>: The age of beginning hair removal and the method choice must be individualized and take into consideration   the skin and hair type,   location, dermatological and endocrine problems, removal frequency, cost and personal preferences.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Keywords: </b>adolescent; depilation; epilation; hair removal</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODUÇÃO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com o início da puberdade, o corpo do adolescente, num curto espaço   de tempo, sofre   alterações significativas. Perante   estas mudanças, o adolescente tem necessidade de reorganizar a sua imagem corporal. A satisfação com o seu corpo ajuda-o no adequado desenvolvimento de competências emocionais e sociais.<b>1,2</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Uma das alterações que ocorre durante   a puberdade, devido à estimulação androgénica, é a alteração no tipo e na distribuição do pelo, com aparecimento de pelo terminal   na região axilar, púbica e barba.<b>3</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O impacto psicológico e psicossocial dos pelos indesejados no corpo e face, independente da sua gravidade   objetiva, e da idade do adolescente, não deve ser desvalorizado.<b>4</b> A remoção do pelo tornou-se normal no final   da segunda guerra   mundial, como forma de promover   a feminilidade e atratividade. Na sociedade atual existe   uma preferência crescente pela ausência de pelo no corpo, em ambos os sexos.<b>5-6</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Atualmente,   o pelo pode ser removido   em quase todas   as partes do corpo. As motivações são   diversas: indicações médicas, interesses profissionais (modelos, desportistas), lúdicos,   ou somente preferência pessoal.<b>4-6</b> Em algumas situações clínicas a remoção do pelo   funciona como adjuvante do tratamento médico ou cirúrgico como nas situações de hirsutismo, hipertricose, pseudofoliculite, quisto sacrococcígeo. Nesta última situação clínica, tem sido demonstrada redução da recorrência com a realização de epilação com laser.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para os   adolescentes e para os seus pais é   muitas vezes motivo de preocupação a escolha do método mais   adequado, e a idade ideal para iniciar   a remoção do pelo. A eficácia clínica,   segurança, despesa, dor e outros   efeitos laterais a curto e longo prazo associados ao método depilatório ou epilatório são   os fatores que suscitam mais dúvidas e preocupações.<b>7</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os termos depilação   e epilação são utilizados frequentemente como sinónimos, tendo no entanto,   significados distintos. Depilação refere-se   à remoção do pelo junto   à superfície cutânea, sem atingimento das porções internas do folículo piloso. Por sua vez, epilação refere-se à extração completa do pelo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>OBJETIVO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Revisão sobre os principais métodos existentes de depilação e epilação,   esclarecer as suas vantagens e desvantagens, e os fatores a considerar no momento da decisão pela técnica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>DESENVOLVIMENTO</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Folículo piloso e ciclo de crescimento do pelo</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao nascimento já estão   presentes todos os folículos pilosos e encontram-se distribuídos por toda   a pele, exceto   nas regiões palmoplantares, lábios e glande do pénis.<b>3,8</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O folículo piloso   estende-se da superfície da epiderme até   à derme profunda. Pode ser dividido em quatro regiões   distintas: bulbo, zona   suprabulbar, istmo e infundíbulo. O bulbo é formado pela matriz   e pela papila   dérmica que são responsáveis pelo crescimento ativo e manutenção do pelo. As células da matriz dividem-se   rapidamente e estão   localizadas na porção   mais inferior do folículo. O istmo do folículo é a curta porção localizada</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">entre o ponto de inserção do músculo eretor   do pelo e a entrada   do ducto da glândula sebácea.   O infundíbulo encontra-se acima da entrada do ducto sebáceo e funde-se com a epiderme.<b>3,7</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O   lanugo fetal, o pelo velo e o pelo terminal   são os diferentes tipos   de pelo existentes. O lanugo é fino e curto, e cerca da 36ª-40ª semana   de gestação é substituído por pelo velo, que é curto, macio   e frequentemente despigmentado, e distribui-se por quase todo o corpo.   O pelo terminal é longo e espesso   e está presente no couro   cabeludo, sobrancelhas e cílios. Na puberdade, como resultado do efeito hormonal, os pelos púbicos, axilares e da barba transformam-se em pelos terminais.<b>3,8</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O   crescimento de todo o pelo humano é ciclico, independente das variações no comprimento e tipo de pelo. Para produzir novos pelos   os folículos passam   por fases cíclicas   de crescimento activo (anagénese), regressão (catagénese) e quiescência (telogénese).<b>9-11</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Durante a fase de anagénese, a atividade mitótica no bulbo piloso reinicia a formação do novo pelo,   empurrando para o exterior o pelo   velho inativo.<b>7</b> A duração desta   fase, que determina o comprimento do pelo, varia   de meses a anos e é dependente da proliferação contínua e da diferenciação das células da matriz na base do folículo, sendo diferente nos vários tipos   e localizações dos   pelos. Ao nascimento praticamente todos os pelos estão em anagénese. Posteriormente, ao longo da vida, cerca de 85-90% dos pelos se encontram nesta fase.<b>10,12</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Durante a catagénese, a parte inferior   de cada folículo   piloso regride num processo que inclui a apoptose de células epiteliais no bulbo e na bainha   radicular externa.<b>10</b> Esta fase do ciclo do pelo, com duração   de apenas algumas   semanas, termina quando o pelo entra numa fase de repouso   (telogénese). Nesta fase não existe nem proliferação, nem diferenciação ou apoptose significativa. A duração desta fase pode variar de dois a seis   meses, dependendo da localização do pelo. A transição da telogénese para   anagénese ocorre quando   as <i>stem cells </i>do   folículo são ativadas para iniciar um novo ciclo   de crescimento.<b>7,10</b> A fase do ciclo em que se encontra o pelo é importante no momento da sua remoção,   porque os pelos   em anagénese são particularmente sensíveis a agressões químicas, físicas, hormonais, infecciosas ou inflamatórias.<b>9,12</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A   taxa de crescimento do pelo está relacionada com a área do corpo envolvida, sendo mais rápida para os pelos mais longos em crescimento (couro cabeludo 0,35mm/dia) e mais lento para os pelos curtos   (coxa 0,20 mm/dia,   sobrancelhas 0,16 mm/ dia). A taxa de crescimento pode ser afetada pela idade e alterações hormonais.<b>9</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>MÉTODOS DE REMOÇÃO DO PELO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Depilação com lâmina</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Depilar com lâmina é um dos métodos mais antigos e mais utilizados de depilação.<b>7</b> O processo é mecânico e permite apenas o encurtamento do pelo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este tipo de depilação pode ser realizado com recurso a vários materiais desde   navalhas, lâminas ou máquinas.<b>8</b> As lâminas, em comparação com as máquinas,   cortam os pelos mais uniformemente em comprimento e mais próximo da superfície, permitindo uma aparência mais suave.<b>6</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao contrário do mito   popular, depilar com lâmina não afeta a espessura ou a taxa   de crescimento do pelo, mas como o corte provoca   a eliminação da ponta do pelo que é naturalmente mais afunilada, provoca   a ilusão de que o pelo recentemente cortado cresce mais grosso.<b>7,9,12</b> Esta aparência mais áspera após o corte pode ser indesejável, principalmente na face feminina.<b>7,9</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na depilação com lâmina   a pele nunca   deve estar seca,   para prevenir a irritação cutânea,   cortes e pelos encravados. Assim, antes da realização de depilação com lâmina, a pele deve ser lavada com água quente e usar um gel apropriado. Também deve ser realizada com calma e tempo, em ambiente aquecido, para evitar ferimentos acidentais. Após a depilação com lâmina é aconselhado o uso de emoliente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este método tem vantagem   de ser fácil, seguro e de baixo custo.<b>12</b> As principais desvantagems são: irritação da pele; possíveis cortes;   disseminação de infecção local (como verrugas e impetigo); pseudofoliculite e necessidade de repetição frequente, já que este método não interrompe a anagénese.<b>6-9</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Produtos depilatórios químicos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A   maioria dos produtos   depilatórios têm tioglicolato de potássio ou cálcio   na sua constituição, que rompe as ligações dissulfeto da queratina do pelo, resultando na dissolução do pelo numa massa gelatinosa que pode facilmente ser removida com água.<b>6,9 </b>Estão disponíveis em várias formas   como gel, creme, loção, aerossol, <i>roll-on </i>e pó.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma vez que os depilatórios químicos penetram frequentemente em porções do infundíbulo, permitem que demore alguns dias até ser observado novo crescimento do pelo, mas habitualmente não mais do que uma semana. Os depilatórios químicos são assim mais indicados para a remoção semanal do pelo de pequenas áreas.<b>6,8</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Os produtos depilatórios devem ser testados   previamente numa pequena   área do corpo,   de forma a excluir possíveis reações adversas ao produto. Nunca devem ser usados em pele lesada nem na zona periocular.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O   efeito adverso mais frequentes é a dermatite de contato irritativa (1-5%),   em parte devido ao pH alcalino dos depilatórios químicos, que pode ser evitada   com diminuição da frequência de utilização e pela aplicação de um corticóide tópico após o seu uso.<b>6,9</b> Outro efeito lateral mais raro é a dermatite de contato alérgica, devido à presença de fragrâncias nas preparações ou ao próprio tioglicolato.<b>6,9</b> Também estão descritos casos de hiperpigmentação cutânea após o uso repetido dos produtos depilatórios. O odor desagradável pode ser uma desvantagem destes produtos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os doentes com doenças   dermatológicas devem-se aconselhar com o seu Dermatologista antes   do usar este   método de remoção de pelo.<b>6</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As principais vantagem dos cremes depilatórios são o fato de serem   um método indolor, barato, rápido de usar e o pelo   ter um crescimento um pouco mais lento do que com o corte com lâmina. Para   além disso pode   ser feito por qualquer pessoa, na sua própria casa.<b>6,9</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Descoloração</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Descolorar o pelo não é um verdadeiro método depilatório, mas é relativamente comum para disfarçar a presença   de pelos indesejados, particularmente os faciais. Existem vários produtos, que geralmente contêm peróxido de hidrogénio como agente activo.<b>7,8</b> Estes produtos clareiam o pelo, tornando-o menos visível. A descoloração é uma técnica   rápida, fácil, barata   e indolor que pode durar   até quatro semanas.<b>7</b> As principais desvantagens são:   irritação da pele,   prurido e possível hipopigmentação cutânea.<b>6-8</b> Os   produtos devem ser sempre testados   previamente em pequenas áreas para detetar possíveis sensibilidades.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Creme de Eflornitina</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A   eflornitina tópica é um inibidor   irreversível da ornitina descarboxílase, uma enzima que tem sido associada ao prolongamento   da fase de anagénese do folículo piloso.   Consequentemente, o uso de creme com eflornitina reduz a taxa de crescimento do pelo.<b>12, 13</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O   creme com cloridrato de eflornitina a 13,9% está   aprovado pela <i>Food and Drug Administration </i>(FDA) para a remoção do pelo facial em mulheres<b>8</b>. Não existem dados sobre a sua utilização em idade pediátrica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os resultados são visíveis após cerca de seis a oito semanas de utilização. Após interrupção do tratamento, em cerca de oito semanas, o crescimento do pelo retorna ao observado antes de inicio do tratamento<b>13,14</b>. Alguns estudos têm demonstrado que a remoção do pelo com laser em combinação com o tratamento tópico com eflornitina tem sido mais rápida   do que com o laser   isolado.<b>8,15</b> A absorção sistémica da eflornitina tópica é muito baixa, conferindo   a este tratamento uma segurança clínica favorável e poucos efeitos laterais.<b>13</b> No entanto, em cerca de 10 a 20% dos pacientes pode ser observada uma reacção acneiforme.<b>8,15</b> Este produto não é comercializado atualmente em Portugal.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Epilação com pinça e dispositivos eléctricos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A   epilação com pinça   é um método temporário de remoção do pelo, que é mais utilizado em áreas pequenas   de excesso de pelos. Como existe a extração completa   do pelo (incluindo parte do bulbo piloso), pode demorar cerca de quatro a seis semanas para voltar a crescer.<b>6,8,12</b> A remoção   do pelo durante a anagénese   e a remoção repetitiva aumenta   a probabilidade de lesão da papila dérmica   e consequente remoção definitiva do pelo ou conversão de um pelo pigmentado num mais fino e menos pigmentado.<b>6,9,12</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esta técnica de epilação   pode ser muito desconfortável e demorada.<b>6,7</b> Os principais efeitos adversos incluem   o risco de foliculite, eritema, hiperpigmentação, distorção folicular e cicatrizes.<b>7-9</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os dispositivos eléctricos têm a vantagem   de extrair vários pelos em simultâneo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Estas técnicas de epilação   exigem que o pelo cresça o suficiente para poder ser agarrado pelo dispositivo utilizado e só o pelo terminal   pode ser arrancado com eficiência, porque os pelos velos geralmente quebram perto da superfície da pele.<b>6,9</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Epilação com linha</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A   epilação com linha   também designada por <i>Faltlah </i>no Egipto, <i>Khite </i>em Árabe,   e <i>Threading </i>em Inglês,   consiste na extracção do pelo através   da utilização de fios longos   com 50-70 cm de algodão.   É um método temporário, em que a maioria dos pelos são arrancados, mas alguns podem   apenas ser cortados   pela tração provocada pelos fios.<b>6,7</b> Deve ser realizado por um profissional com experiência nesta técnica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este método é tradicional, cultural   e amplamente utilizado no Médio Oriente. Apesar de ser um método   doloroso, habitualmente é bem aceite e tolerado. É utilizado essencialmente para a remoção dos pelos faciais.<b>6,7</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os principais efeitos adversos são a possibilidade de ocorrência de foliculite, eritema e alterações pigmentares secundárias.<b>7</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Epilação com cera</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A   epilaçao com cera é um método uniforme   de arrancar o pelo, que envolve a aplicação de uma camada   de cera na área onde se quer remover o pelo. Quando a cera é puxada no sentido oposto   do crescimento dos pelos, estes são removidos.<b>7-9</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Pode ser realizada com cera quente   derretida ou com cera semi-sólida (cera fria).<b>8</b> É necessário cuidado   para evitar queimaduras causadas   pela aplicação de cera excessivamente quente na pele.<b>7</b> Pode ser utilizada em várias áreas   do corpo, no entanto é necessário um determinado comprimento do pelo para   ser removido, habitualmente no mínimo dois a três milímetros.<b>7,9</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Epilar com cera pode ser menos doloroso   do que arrancar os pelos   individualmente. E tem como vantagem ser adequada para a remoção do pelo terminal e velo.<b>6</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">É uma técnica   barata e com   resultados mais duradouros do que a depilação com lâmina ou químicos depilatórios, porque os pelos são removidos   do bulbo piloso,   e não apenas da superfície   da pele. Quando os pelos são retirados com o bulbo intacto,   os resultados são semelhantes ao arrancar com pinça. Habitualmente demora cerca de quatro a seis semanas até os pelos voltarem a ser visíveis na superfície cutânea.<b>7,8</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Além do desconforto do tratamento, tem sido descrita   a possibilidade de foliculite, irritação da pele e cicatrizes quelóides.<b>7,13</b> A longo prazo pode ser possível reduzir a quantidade de pelo que volta a crescer devido ao trauma folicular induzido pela utilização repetida.<b>7</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Laser e luz intensa pulsada</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A laserterapia tem surgido como o método de eleição   na remoção do pelo, sendo actualmente o procedimento cosmético mais requisitado em todo o mundo.   Após conclusão do tratamento, possibilita um período longo de ausência de pelos, mas raramente uma eliminação permanente definitiva sendo necessário um tratamento de manutenção de uma a duas vezes por ano.<b>16-18</b> Baseado na teoria   da fototermólise seletiva, cujo princípio é a   destruição seletiva e especifica de uma substância (cromóforo), com o mínimo   de lesões térmicas   nos tecidos adjacentes, o laser de epilação utiliza   a melanina como alvo.<b>17,19</b> A melanina   do folículo piloso   absorve certos comprimentos de onda e, por difusão de calor, ocorre   destruição do folículo piloso. Idealmente, para haver remoção   definitiva do pelo,   tem de haver destruição das <i>stem cells </i>foliculares da região bulbar ou   papila dérmica (que ocorre cerca   de 15 – 30% em cada sessão). No entanto, há que ter em atenção   que a epiderme interfolicular também tem melanina, podendo também esta absorver a energia do laser.<b>16,18</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Assim, o candidato ideal para a remoção de pelo por laser será uma pessoa   de pelo escuro e pele clara.<b>16</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar de esta técnica   ser de natureza cosmética, deveria haver uma avaliação médica   prévia, com uma história   clinica completa e um exame   físico detalhado. Em casos de hirsutismo e de hipertricose torna-se necessário fazer   o estudo de patologias endócrinas ou paraneoplásicas que possam estar   na base de certos excessos   de pelos patológicos. Doenças que possam   provocar lesões induzidas   por traumatismos (fenómeno de Koebner), patologias de fotossensibilidade e certas infeções   cutâneas devem ser despistadas. Os candidatos a laser também devem ser informados de quais os medicamentos que estão contraindicados tomar concomitantemente com a laserterapia, bem como devem ter expectativas realistas   e informação dos potenciais riscos.<b>8,16,18</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A   epilação a laser   simultânea com a toma de isotretinoína é controversa. Embora estudos recentes   sugiram que possa ser segura, pode haver um risco de fotossensibilidade com possível formação de cicatrizes. É recomendado interromper esta medicação cerca de seis meses antes da exposição ao laser.<b>16</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Deve ser evitado qualquer método de epilação   quatro semanas antes do primeiro tratamento e entre os tratamentos com laser. No entanto, os pelos devem   ser depilados no dia anterior ou no próprio dia de tratamento, para evitar queimaduras cutâneas.<b>8,16</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Durante o tratamento é obrigatório o uso de óculos de proteção para impedir   lesões na retina,   estando contraindicado o uso de laser internamente ao rebordo ósseo da órbita.   O sucesso do método é dependente da experiência do operador e do tipo de laser ou luz pulsada (esta última está descrita como menos eficaz na remoção   do pelo), sendo   necessário escolher a fluência, duração do pulso e tamanho do <i>spot</i>,   adaptados ao tipo de pele e pelo.<b>17</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O   laser Nd: YAG   (1064nm) tem demonstrado eficácia em todos os tipos de pele, mas tem sido particularmente útil na pele mais escura   (fototipos IV-VI), sem sinais de despigmentação ou queimaduras. O laser Alexandrite (755 nm) e luz pulsada   são mais adequadas para pele   mais clara; no entanto têm   sido utilizados em fototipo III-IV sem registo de alterações pigmentares a longo prazo.<b>8,16</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O   sistema de arrefecimento é importante para minimizar o dano da epiderme. Para diminuir a dor provocada por este método, se necessário, podem ser usados anestésicos tópicos.<b>16</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Após tratamento com laser, podem surgir eritema e edema perifolicular transitórios. Raramente podem ocorrer discromias (hiper ou hipopigmentações), vulgarmente transitórias, reações urticariformes, ou cicatrizes. Outros efeitos laterais possíveis são a disseminação de infeções cutâneas (como verrugas ou herpes), foliculites e, raramente, hipertricose paradoxal (geralmente na face) e hiperidrose local. Os doentes devem evitar a exposição solar quatro semanas antes e depois do tratamento.<b>8,16,18</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Eletrólise</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A   eletrólise é, tecnicamente, um método permanente de remoção do pelo. É realizada através da inserção   de uma agulha muito fina no folículo   piloso e aplicação   de uma corrente elétrica. A base do seu efeito terapêutico é a destruição das células em divisão da matriz e do próprio folículo.<b>7,8</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Pode ser doloroso e por isso, a utilização de anestésicos tópicos como o EMLA ou lidocaina pode ser útil na redução da dor.<b>8</b> Se realizado corretamente, pode remover o pelo permanentemente, mas é um processo   lento, requer cerca   de um minuto por cada   pelo, pode ser desconfortável e pode ocasionalmente causar cicatrizes, estando   actualmente em desuso.   É geralmente usada   em áreas selecionadas da face (por   exemplo, sobrancelhas, queixo, lábio   superior), mas também   pode ser usada   na área de biquini   e outras pequenas áreas.<b>7,8</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A electrólise é mais eficaz na   anagénese. Cortar os pelos alguns dias antes aumenta a eficácia, porque assegura que só os pelos na anagénese que cresceram serão epilados. A taxa de crescimento do pelo após o tratamento varia de 15 a 50%, dependendo dos equipamentos, da experiência do profissional e do tipo de pelo em causa.<b>7</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O   eritema e edema que surgem posteriormente habitualmente regridem   rapidamente, mas para tentar reduzir o risco de lesão cutânea, deve-se evitar o tratamento   de folículos pilosos adjacentes na mesma sessão (intervalos de três a quatro milímetros). Isto obriga à necessidade de várias sessões de tratamento.<b>7,8</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Existe possibilidade de transmissão de doenças como   o impetigo, verrugas, moluscos   contagiosos e herpes simples. Deve ser realizada profilaxia antibiótica em doentes com elevado risco de endocardite bacteriana.<b>7</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os pacientes que têm propensão para acne, cicatrizes hipertróficas, quelóides, hiperpigmentação pós-inflamatória ou   outras discromias cutâneas   devem ser avisados que estas complicações podem surgir com este tratamento.<b>7</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>CONCLUSÕES</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A presença de pelos excessivos em qualquer idade e em ambos os sexos pode ser um motivo de insatisfação com a própria aparência, que pode conduzir   a distúrbios psicológicos e psicossociais. Na literatura não existe referência sobre a idade ideal ou idade limite   para iniciar um método depilatório ou epilatório. Talvez a idade apropriada seja quando o excesso de pelo comece a ser considerado um problema para o próprio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Atualmente estão disponíveis vários métodos para remoção   do pelo, desde métodos   depilatórios temporários até os considerados permanentes, cada um com as suas vantagens e inconvenientes. Não existe um método ideal   de remoção do pelo generalizado a todo o adolescente. A escolha deve   ser realizada com base em vários fatores   como tipo de pele e pelo, problemas dermatológicos e endocrinológicos, frequência de remoção, custo e preferências pessoais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><b>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</b> Del Ciampo LA, Del Ciampo RL. Adolescência e imagem corporal.   Adolesc. Saude, Rio de Janeiro 2010; 7(4):55-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0872-0754201500030000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><b>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</b> Borges A, Matos MG, Diniz JA. Body Image and Subjective Well-Being   in Portuguese adolescents. Span J Psychol 2013; 16:1-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0872-0754201500030000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><b>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</b> Morelli JG. Morphology of the skin.   In: Kliegman RM, Stanton BMD, Geme JS, Schor N, Behrman RE. Nelson   Textbook of Pediatrics. 19th Edition<b>. </b>Elsevier, 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0872-0754201500030000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><b>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</b> Blume-Peytav   U. An overview of unwanted   female hair. Br J Dermatol 2011; 165 (Suppl. 3):19–23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0872-0754201500030000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><b>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</b> De Maria AL, Berenson AB. Prevalence   and correlates of pubic hair grooming among   lowincome Hispanic, Black, and White   women. Body Image 2013; 10(2): 226-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0872-0754201500030000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><b>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</b> Ramos-E-Silva M, Castro MCR, Carneiro LV. Hair removal. Clin Dermatol 2001; 19: 437-44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0872-0754201500030000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><b>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</b> Wanitpakdeedechar R, Alster T. Physical means   of treating unwanted   hair. Dermatol Ther 2008; 21: 392-401</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0872-0754201500030000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><b><b>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</b>&nbsp;</b> Shenenberger   DW. Removal of unwanted hair. 2013. Disponível em: <a href="http://www.uptodate.com/contents/removal-of-unwanted-hair" target="_blank">http://www.uptodate.com/contents/removal-of-unwanted-hair</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0872-0754201500030000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><b>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</b>&nbsp; Olsen EA. Methods of hair removal. J Am Acad Dermatol 1999; 40 (2): 143-55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0872-0754201500030000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><b>10.&nbsp;</b>&nbsp; Alonso L, Fuchs E. The hair cycle. J Cell Sci 2006; 119 (3): 391-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0872-0754201500030000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><b>11.&nbsp;</b>&nbsp; Mandt N, Troilius A, Drosnerz M. Epilation Today:   Physiology of the Hair Follicle and Clinical Photo-Epilation. J Investig Dermatol Symp Proc 2005; 10:271-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0872-0754201500030000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><b>12.&nbsp;&nbsp;</b> Shenenberger   DW, Utecht LM. Removal of unwanted facial hair. Am Fam Physician 2002; 66 (15): 1907-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0872-0754201500030000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><b>13.&nbsp;&nbsp;</b> Shapiro J, Lui H. Treatments for unwanted facial   hair. Skin therapy let 2005; 10(10):1-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0872-0754201500030000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><b>14.&nbsp;</b>&nbsp; Blume-Peytavi   U, Gieler U, Hoffmann R, Lavery S, Shapiro J. Unwanted Facial   Hair: Affects, Effects   and Solutions. Dermatology 2007; 215:139-46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0872-0754201500030000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><b>15.&nbsp;</b>&nbsp; Lapidoth M, Dierickx   C, Lanigan S, Paasch U, CampoVoegeli A, Dahan S et al. Best Practice Options   for Hair Removal in Patients   with Unwanted Facial   Hair Using Combination   Therapy with Laser:   Guidelines Drawn up by an Expert Working Group. 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Low-fluence vs. standard fluence hair removal:   A contralateral control   non-inferiority study. J Cosmetic Laser Ther, 2012; 14: 2-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0872-0754201500030000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><b>18.</b>&nbsp;&nbsp; Alai NN, Saemi A, Ang JM. Laser assisted hair removal. 2013. Disponível em: <a href="http://emedicine.medscape.com/article/1831567" target="_blank">http://emedicine.medscape.com/article/1831567</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0872-0754201500030000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><b>19.</b>&nbsp;&nbsp; Rao K, Sankar   TK. Long-pulsed Nd:YAG   laser-assisted hair removal   in Fitzpatrick skin types IV–VI. 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<body><![CDATA[<br>   Centro   Hospitalar Tâmega e Sousa     <br>   Lugar   do Tapadinho,     <br>   4564-007   Guilhufe    <br>   e-mail: <a href="mailto:spbaiao@gmail.com">spbaiao@gmail.com</a>     <br> telefone: 255 714 000</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido a 10.03.2015 | Aceite a 20.04.2015</font></p>      ]]></body><back>
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