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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Anafilaxia e alergia alimentar: O resultado de uma intervenção na comunidade]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction and Objective: Since anaphylaxis is a lifethreatening medical emergency if not treated, community awareness is important. The objective of this study was to assess the effectiveness of a workshop about basic concepts on food allergy and anaphylaxis in schools and nurseries, aimed to develop in the staff adequate knowledge and timely management of this clinical conditions. Methods: Between December of 2013 and March of 2014 we visited six schools attended by children who suffered food anaphylaxis followed in the Pediatric Clinic of Allergic Diseases. A questionnaire, approved by the Portuguese Society of Allergology, was applied before and after the workshop on food allergy and anaphylaxis. A score was calculated according to the number of correct answers. Each correct answer corresponded to one point, maximal score: eight. Descriptive and frequency study and Student t test were used to analyze data, using SPSS Statistics version 20. Results: Seventy-seven school employers participated in the sessions, of whom 51 were evaluated before and after the theoretical session. Regarding the results before the meeting, it was found that 98% of the participants knew that anaphylaxis is a life-threatening emergency and that even very small amounts of the allergen can trigger an anaphylactic reaction. Only 55% recognized the symptoms of anaphylaxis or knew how to properly use an epinephrine autoinjector, and 24% had never heard of epinephrine autoinjector. The average score before and after the sessions was 6.3/8 and 7.5/8 respectively (p<0.001). Recognition of symptoms and treatment of anaphylaxis were the topics that had a higher increase in the calculated score. All the participants were motivated to receive regular training. Conclusion: This study demonstrates that half of the staff caring for children with anaphylaxis could not properly recognize or treat an anaphylactic reaction. The educational workshop was apparently effective in the awareness of this condition. In spite of the study limitations (the size of the sample), our results point out the effectiveness of this kind of intervention to disseminate knowledge on a potentially fatal condition, as well as the need of a regular educational program in the community.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[adrenalina]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGOS ORIGINAIS | ORIGINAL ARTICLES</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Anafilaxia e alergia  alimentar: O resultado de uma intervenção na comunidade</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Anaphylaxis  and food allergy: the result of an intervention in the community</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Helena Ferreira<sup>I</sup>; Carla Ferreira<sup>I</sup>; Armandina Silva<sup>I</sup>; Alberto Costa<sup>I</sup>; Cláudia Pedrosa<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I </sup>Servi&ccedil;o de Pediatria, Centro Hospitalar do Alto Ave &ndash;   Unidade de Guimar&atilde;es. 4835-044   Guimar&atilde;es, Portugal. E-mail: <a href="mailto:helena-of@hotmail.com">helena-of@hotmail.com</a>; <a href="mailto:carlamf85@hotmail.com">carlamf85@hotmail.com</a>;   <a href="mailto:armandinapf@gmail.com">armandinapf@gmail.com</a>; <a href="mailto:agcosta40@hotmail.com">agcosta40@hotmail.com</a>    <br>   <sup>II </sup>Servi&ccedil;o de Pediatria, Centro   Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho. 4434-502 Vila Nova Gaia, Portugal. E-mail: <a href="mailto:claudiampedrosa@yahoo.com">claudiampedrosa@yahoo.com</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a href="#end">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topo" id="topo"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o   e Objectivos</b>: A anafilaxia &eacute; uma emerg&ecirc;n  cia m&eacute;dica potencialmente fatal quando n&atilde;o tratada, sendo importante a dissemina&ccedil;&atilde;o do conhecimento desta entidade na comunidade. O objectivo deste trabalho foi avaliar os resultados   da implementa&ccedil;&atilde;o de uma ac&ccedil;&atilde;o   de forma&ccedil;&atilde;o sobre   conceitos b&aacute;sicos de alergia   alimentar e anafilaxia, dirigida a funcion&aacute;rios de escolas e infant&aacute;rios,   pretendendo-se desenvolver a sua capacidade em reconhecer a situa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica   e intervir correcta e precocemente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>M&eacute;todos</b>: Entre   Dezembro de 2013   e Mar&ccedil;o de 2014 foram visitadas seis institui&ccedil;&otilde;es frequentadas por crian&ccedil;as seguidas na <i>Consulta de Pediatria </i>por anafilaxia alimentar. Foram recrutados funcion&aacute;rios das institui&ccedil;&otilde;es e aplicado um question&aacute;rio   antes e depois da sess&atilde;o   te&oacute;rico-pr&aacute;tica sobre alergia   alimentar e anafilaxia. Este question&aacute;rio foi aprovado para ser usado   neste projeto pela Sociedade Portuguesa de Alergologia Pedi&aacute;trica. Para avalia&ccedil;&atilde;o da pontua&ccedil;&atilde;o global   dos conhecimentos cada resposta correta foi cotada com um ponto, sendo que a pon  tua&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima era de oito pontos. O estudo estat&iacute;stico incluiu an&aacute;lise descritiva, c&aacute;lculo   de frequ&ecirc;ncias e estudo comparativo atrav&eacute;s do teste t de Student.   O tratamento estat&iacute;stico foi efetuado com recurso a <i>software </i>estat&iacute;stico (SPSS Statistics vers&atilde;o   20).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Resultados</b>: Participaram na forma&ccedil;&atilde;o   77 funcion&aacute;rios, dos quais   51 foram avaliados antes e depois da sess&atilde;o te&oacute;rica.   Relativamente aos resultados antes da sess&atilde;o, verificou-se que 98%   dos inquiridos sabiam   que a anafilaxia &eacute; uma emerg&ecirc;ncia   m&eacute;dica potencialmente fatal e que mesmo quantidades muito pequenas do alerg&eacute;nio podem provocar uma rea&ccedil;&atilde;o anafil&aacute;tica. Apenas 55% sabia reconhecer os sintomas de uma rea&ccedil;&atilde;o   anafil&aacute;tica e o uso adequado   do auto injetor da adrenalina, sendo que 24% nunca tinham ouvido falar deste. A pontua&ccedil;&atilde;o   m&eacute;dia antes e depois das   sess&otilde;es foi de 6.3/8 e 7.5/8 respetivamente (<i>p</i>&lt;0.001). O   reconhecimento dos sintomas e tratamento da   anafilaxia foram os t&oacute;picos respons&aacute;veis pelo maior aumento   do score ap&oacute;s forma&ccedil;&atilde;o. Todos os participantes se disponibiliza  ram para receber forma&ccedil;&otilde;es peri&oacute;dicas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Conclus&atilde;o</b>: Este trabalho demonstrou que metade das pes  soas que lidam com crian&ccedil;as   com antecedentes de anafilaxia   n&atilde;o sabem reconhecer nem atuar   perante esta. A forma&ccedil;&atilde;o dos funcion&aacute;rios parece ter tido um impacto   positivo na aquisi&ccedil;&atilde;o   de no&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas de alergia alimentar e anafilaxia, uma   vez que se verificou um aumento significativo no conhecimento deste   tema. Apesar das limita&ccedil;&otilde;es do estudo dado o tamanho   da amostra, a implementa&ccedil;&atilde;o desta forma&ccedil;&atilde;o mostrou   ser um instrumento eficaz na capacita&ccedil;&atilde;o desta   popula&ccedil;&atilde;o para a abordagem de uma   situa&ccedil;&atilde;o, potencialmente fatal. Salienta-se ainda a necessidade deste tipo de interven&ccedil;&atilde;o de um modo   regular na comunidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave</b>: adrenalina,   alergia alimentar, anafilaxia</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Introduction   and Objective</b><i>: </i>Since anaphylaxis is a lifethreatening medical emergency if not treated, community awareness is important. The objective of this study was to assess   the effectiveness of a workshop   about basic concepts on food allergy and anaphylaxis in schools and nurseries, aimed to develop in the staff adequate knowledge and timely management of this clinical conditions.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Methods</b>: Between   December of 2013 and March   of 2014 we visited   six schools attended   by children who suffered food anaphylaxis followed in the <i>Pediatric Clinic     of Allergic Diseases</i>. A questionnaire, approved   by the Portuguese Society of Allergology, was   applied before and   after the workshop on food allergy and anaphylaxis. A score was calculated according to the number of correct answers.   Each correct answer   corresponded to one point,   maximal score: eight.   Descriptive and frequency study and Student t test were used to analyze data, using SPSS Statistics version 20.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Results</b>: Seventy-seven   school employers participated in the sessions, of whom 51 were evaluated before and after   the theoretical session. Regarding the results before   the meeting, it was   found that 98% of the participants knew that anaphylaxis is a life-threatening emergency and that even very small   amounts of the allergen   can trigger an anaphylactic reaction. Only 55% recognized the symptoms of anaphylaxis or knew how to   properly use an epinephrine autoinjector, and 24% had never   heard of epinephrine autoinjector. The average score   before and after the sessions was 6.3/8 and 7.5/8 respectively (p&lt;0.001). Recognition of symptoms   and treatment of anaphylaxis were the   topics that had a higher   increase in the   calculated score. All the participants were motivated to receive regular training.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Conclusion</b>: This study demonstrates that half of the staff caring for children with anaphylaxis could not properly   recognize or treat an anaphylactic reaction.   The educational workshop   was apparently effective in the awareness of this condition. In spite of the study limitations (the size of the sample),   our results point out the effectiveness of this kind of intervention to disseminate knowledge on a potentially fatal condition, as well as the need of a regular educational program in the community.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Keywords: </b>anaphylaxis, epinephrine, food allergy</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A alergia   alimentar &eacute; uma realidade crescente   em Pediatria.<sup>1,2 </sup>Estima-se que   cerca de dois   por cento da popula&ccedil;&atilde;o geral   e seis a oito por cento   da popula&ccedil;&atilde;o em idade pedi&aacute;trica tem antecedentes de alergia alimentar, sendo a sua preval&ecirc;ncia maior   nos primeiros anos de vida.<sup>1-4 </sup>No entanto, pensa-se   que a preval&ecirc;ncia esteja subestimada, uma vez que esta rea&ccedil;&atilde;o nem sempre &eacute; diagnosticada e/ou reportada   pelos profissionais de sa&uacute;de.<sup>5,6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A alergia alimentar ocorre devido a uma rea&ccedil;&atilde;o imunol&oacute;gica ap&oacute;s   contacto (ingest&atilde;o, cut&acirc;neo, inala&ccedil;&atilde;o) com um alimento/ aditivo alimentar que contenha   o alerg&eacute;nio.<sup>2</sup> Esta rea&ccedil;&atilde;o imunol&oacute;gica pode ser classificada em IgE mediada (sintomas ocorrem minutos   a duas horas ap&oacute;s o contacto com o alerg&eacute;nio) e n&atilde;o IgE   mediada.<sup>2,4,7 </sup>Clinicamente pode manifestar-se de diversas formas e graus de gravidade, sendo os sistemas   org&acirc;nicos mais frequentemente envolvidos o mucocut&acirc;neo (urtic&aacute;ria, angioede  ma, prurido, eritema), respirat&oacute;rio   (esternutos, rinorreia, tosse, dispneia,   pieira, dor tor&aacute;cica), gastrointestinal (n&aacute;useas, v&oacute;mitos, diarreia, dor abdominal) e cardiovascular (tonturas, hipotens&atilde;o, s&iacute;ncope).<sup>1,2,4,5</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A anafilaxia   representa a forma mais grave de alergia ali  mentar.<sup>1 </sup>Clinicamente   a anafilaxia pode manifestar-se de for  mas diversas, sendo que o seu diagn&oacute;stico nem sempre &eacute; f&aacute;cil   e evidente.<sup>8 </sup>Para o diagn&oacute;stico de anafilaxia &eacute; necess&aacute;rio que haja   envolvimento de pelo menos dois sistemas org&acirc;nicos (<a href="#t1">Tabela 1</a>).<sup>1,5,6,9 </sup>Na maioria das vezes (80-90%)   caracteriza-se por sintomas   mucocut&acirc;neos, associados a um ou mais sintomas   de outros sistemas (respirat&oacute;rio, gastrointestinal, cardiovascular).<sup>5,6,9-,11 </sup>O diagn&oacute;stico tardio associa-se a uma maior   taxa de mortalidade.<sup>8,10 </sup>A melhor forma de preven&ccedil;&atilde;o   da anafilaxia é a evicção do alergénio, no entanto, tal nem sempre   é possível, acontecendo reações acidentais. Deste   modo, sempre que ocorre um contacto com o alergénio é fundamental reconhecer os sintomas iniciais da reação alérgica   e atuar de imediato. A adrenalina intramuscular constitui o fármaco de primeira linha para os casos de anafilaxia.<sup>2,5,8,9,11,12 </sup>Uma vez que a anafilaxia é uma patologia potencialmente fatal se não   for reconhecida e ra  pidamente tratada, torna-se fundamental o ensino   dos doentes e das pessoas que contactam com estes, de modo a aprende  rem a reconhecer precocemente os sinais/sintomas da anafila  xia e a usar corretamente a caneta de adrenalina.<sup>13</sup></font></p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v24n3/24n3a02t1.jpg" width="390" height="613"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A partir do projeto   denominado “Programa de formação e prevenção da anafilaxia alimentar   nas escolas”, que é um pro  jeto inter-hospitalar que envolve alguns hospitais nacionais e que tem o apoio da Sociedade Portuguesa de Alergologia Pediátrica (SPAP), realizamos formações nas escolas e infantários. É finalidade do programa formar   os funcionários, que contactam   com crianças com risco de anafilaxia, quanto   a procedimentos corretos e intervenção precoce.   O objectivo do estudo foi ava  liar os resultados da implementação desta acção de formação   no desenvolvimento da capacidade dos funcionários relativa ao reconhecimento desta situação clinica e   actuação adequada.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>             <font size="3" face="Verdana"><b>MATERIAL E MÉTODOS</b>  </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Estudo populacional, observacional e transversal que decorreu entre   Dezembro de 2013 e Março de 2014.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na Consulta de Pediatria   Doenças Alérgicas do Centro Hospitalar do Alto Ave – Unidade   de Guimarães, foram   selecionadas todas as   crianças (total de 6 crianças) com antecedentes de anafilaxia por alergia alimentar (ovo, proteínas do leite de vaca, Kiwi,   amendoim). A visita   aos infantários/escolas destas   crianças foi realizada   após consentimento parental e após os estabele  cimentos de ensino   disponibilizarem os funcionários (professores, auxiliares, cozinheiros e outros funcionários escolares que contactam   com as crianças) para se proceder à formação. Foi realizada   uma sessão teórico-prática sobre conceitos básicos de alergia alimentar e anafilaxia. Antes e após a sessão foi entregue   um questionário de avaliação de conhecimentos. Este questio  nário não está validado mas foi aprovado   para ser usado nes  te projeto pela SPAP. Para avaliação da   pontuação global dos conhecimentos cada resposta correta foi   cotada com um ponto, sendo que   a pontuação máxima   era de oito pontos. Sempre que as respostas   dadas eram incompreensíveis, foram excluídas da base de dados. A população do estudo corresponde a todos os funcionários que aceitaram   receber formação e ser submetidos a avaliação dos   conhecimentos pré-concebidos e adquiridos após a formação.   Foram excluídos do estudo   os funcionários que não demonstraram interesse em receber formação.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">As variáveis quantitativas   recolhidas neste estudo foram submetidas a uma análise   descritiva, através do cálculo de mé  dias e desvio-padrão. Relativamente às variáveis qualitativas foram analisadas através do cálculo de frequências.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para o estudo comparativo dos resultados globais   antes e após a sessão teórico-prática recorreu-se ao teste   t-student. O tratamento   estatístico foi efetuado com recurso a <i>software </i>estatístico (SPSS Statistics versão   20), sendo que um valor   de <i>p </i>igual ou inferior a 0.05 foi considerado estatisticamente significativo.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS</b></font><font face="Verdana">     <p><font size="2">No total dos seis infantários e escolas visitadas   receberam formação sobre alergia   alimentar e anafilaxia 77 funcionários, dos quais 51 preencheram um questionário de avaliação de conhecimento antes e imediatamente após a sessão teórico-prática exposta.</font></p>     <p><font size="2">O questionário entregue era constituído por dez questões, das quais oito eram de avaliação   de conhecimento (questões 1,2,3,4,5,6,8,9) e duas (questões   7 e 10) eram de opinião pessoal acerca da qualidade e pertinência da sessão apresentada (<a href="#f1">Figura 1</a>).</font></p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v24n3/24n3a02f1.jpg" width="397" height="1035"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2">No <a href="#g1">gráfico 1</a> encontra-se discriminada a taxa de respostas   certas e erradas,   para cada uma das questões,   antes de apresentada a sessão teórica.   Pela análise do <a href="#g1">gráfico 1</a> verifica-se que 98% dos inquiridos acertaram nas   questões 1 e 6, reconhecendo a   anafilaxia como uma emergência médica poten  cialmente fatal (questão   1) e que mesmo quantidades mínimas do alergénio podem despoletar uma reação anafilática (questão 6). Constatou-se também que 92% dos formandos sabiam que após uma reação anafilática era imprescindível contactar   o 112 (questão 3) e reconheciam que a adrenalina era o tratamento de eleição (questão   8). Setenta e um por cento sabiam   que a reação anafilática pode ocorrer após qualquer tipo de contacto com   o alergénio (questão 5) e 65%   sabiam identificar possíveis acontecimentos desencadeantes de   anafilaxia (questão 4). A   identificação dos sintomas inerentes a uma reação anafilática foi conseguida por 56% dos formandos (questão   2) e 55% reconheciam o modo correto   de administração da adrenalina (questão 9). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="g1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v24n3/24n3a02g1.jpg" width="396" height="274"></p> </font>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Relativamente   às respostas dadas após a sessão teórica   (<a href="#g2">gráfico 2</a>), verificou-se uma melhoria   global dos resultados, sendo que a taxa de respostas certas   variaram entre 75% (questão 9) e 100% (questões 1 e 3).</font></p>     <p><a name="g2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v24n3/24n3a02g2.jpg" width="392" height="287"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quando   comparadas a taxa de respostas certas antes e depois da formação   teórica (<a href="#g3">gráfico 3</a>), verificou-se que a maior taxa de aprendizagem diz respeito   às questões que abordavam os sintomas (questão 2) e causas possíveis da anafilaxia (questões 4 e 5) e o uso adequado   da caneta de adrenalina (questão 9).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="g3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v24n3/24n3a02g3.jpg" width="391" height="283"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Vinte e cinco   por cento das pessoas presentes na formação   nunca tinham ouvido   falar no auto-injetor de adrenalina (questão7).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No que diz respeito   à pontuação global (0-8 pontos)   antes da sessão obteve-se uma pontuação média   de 6,3±1,3 pontos (mínimo 2 e máximo   8). Após a sessão teórica   a pontuação média   subiu para 7,5±0.8   pontos (mínimo 5 e máximo   8). Esta diferença foi estatisticamente significativa (p&lt;0.001).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Todos os participantes consideraram que a sessão   foi útil e mostraram disponibilidade para receber   mais formações sobre este e outros temas relacionados (questão 10).</font></p>     <p>&nbsp;</p> <font size="3" face="Verdana"><b>DISCUSSÃO</b></font><font face="Verdana">     <p><font size="2">Em Pediatria, a alergia alimentar constitui a principal causa de anafilaxia no ambulatório.<sup>5,10,11 </sup>Dentro dos vários alergénios   alimentares, alguns tendem a desenvolver tolerância na primeira década de vida (alergia ao leite, ovo,   soja, trigo) enquanto outros alergénios tendem a perdurar toda a vida (amendoim, noz, ma  risco, peixe).<sup>2,14,15 </sup>Nos casos em que a alergia persiste, é fundamental a evicção do alergénio de modo a prevenir reações   sistémicas potencialmente fatais.<sup>13 </sup>Uma vez   que a anafilaxia é uma emergência médica potencialmente fatal   se não reconhecida e não tratada   adequadamente, é fundamental o ensino regular   dos doentes, dos seus familiares e contactos mais próximos para que   se tornem capazes   de reconhecer os sintomas da anafilaxia e saibam utilizar corretamente o auto-injetor de adrenalina.<sup>13</sup></font></p>     <p><font size="2">Com este   trabalho verificou-se que a grande maioria dos   funcionários das escolas/infantários sabiam que a anafilaxia era uma emergência médica, que podia ser   despoletada mesmo com pequenas   quantidades de alergénio, reconheciam a necessidade de contactar o 112 após   a anafilaxia e sabiam que   o fármaco de eleição é a adrenalina. No entanto, apenas   metade das pessoas sabiam   reconhecer os sintomas   inerentes a uma rea  ção anafilática apesar de contactarem diariamente com crianças e/ou adolescentes com antecedentes de anafilaxia e somente   25% tinham ouvido falar do auto-injetor de adrenalina apesar desta ser transportada diariamente pelas mesmas. Através   da comparação das pontuações totais antes e depois da sessão   teórica, verificou-se que a formação   teve um impacto positivo no conhecimento geral sobre a alergia alimentar e abordagem de uma   reação anafilática. Todos   os participantes do estudo reconheceram a importância deste   tipo de formação   e demonstraram vontade em receber formações periódicas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2">O presente estudo apresenta   algumas limitações que importa realçar.   Trata-se de um estudo de pequenas dimensões o que limita o significado estatístico e a extrapolação dos resultados para a população geral. Uma vez que a amostra estudada era constituída por funcionários que lidavam diariamente com crianças com antecedentes de anafilaxia por alergia alimentar, o seu conhecimento geral   acerca de alergia   alimentar e anafilaxia provavelmente será   superior ao da população que   não contacta com estas   crianças. Por outro   lado, o fato da avaliação ter sido feita imediatamente após a exposição teórica pode estar   associado aos bons resultados da formação.</font></p>     <p><font size="2">Não foram encontrados estudos   semelhantes que permitissem comparar   os resultados obtidos   na nossa amostra com outra população.</font></p> </font>     <p>&nbsp;</p> <font size="3" face="Verdana"><b>CONCLUSÃO</b></font><font face="Verdana">     <p><font size="2">Com este   trabalho demonstrou-se que metade das pessoas   que contactam diariamente com crianças com antecedentes   de anafilaxia não sabe reconhecer nem atuar perante   esta. Sabendo que a anafilaxia pode ser fatal e que é potencialmente reversível através   do uso da adrenalina, torna-se   fundamental o ensino da comunidade para esta problemática.<sup>13 </sup>Este   tipo de formação na comunidade é muito importante podendo ter um impacto benéfico na ajuda   de crianças com alergia alimentar. Apesar das limitações   estatísticas desde estudo, a formação   dos funcionários parece   ter tido um impacto positivo   na aquisição de noções básicas   de alergia alimentar   e anafilaxia, uma vez   que se verificou um aumento significativo no conhecimento deste tema.</font></p>     <p><font size="2">Salienta-se a necessidade de continuar e propagar este   tipo de ação comunitária, pois só deste   modo será possível   reduzir a prevalência da anafilaxia e diminuir a sua taxa de mortalidade. São necessários mais estudos e de maiores   dimensões que avaliem o conhecimento geral   da comunidade acerca   desta temática e que averiguem a vantagens a longo prazo deste tipo de intervenção comunitária.</font></p>     <p>&nbsp;</p> </font><font size="3" face="Verdana"><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</b>  </font>     <!-- ref --><p><font size="3" face="Verdana"></font><font size="2" face="Verdana">1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tatachar P, Kumar S.   Food-induced anaphylaxis and oral allergy syndrome. Pediatrics in review   2008;29:e23-e27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S0872-0754201500040000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p> <font size="2"><font face="Verdana">     <!-- ref --><p>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Waserman S, Watson W. Food allergy. Allergy Asthma Clin Immunol 2011;7:S7&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S0872-0754201500040000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sicherer SH, Sampson HA.   Food allergy: epidemiology, pathogenesis,   diagnosis, and treatment. J Allergy Clin Immunol 2014;133:291-307&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S0872-0754201500040000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sampson HA. Update on food allergy.   J Allergy Clin Immunol 2004;113:805-19&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S0872-0754201500040000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Norma nº 014/2012 de 16/12/2012 da Direção-Geral da Saúde</p>     <!-- ref --><p>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Waibel KH. Anaphylaxis. Pediatrics in review 2008;29:255-63&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S0872-0754201500040000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Koletzko S, Niggemann B, Dias J.A., et al. Diagnostic   approach and management of cow’s-milk protein   allergy in infants and children: ESPGHAN GI Committee practical guidelines 2012;55:221-29&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S0872-0754201500040000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Simons F, Ardusso L, Dimov   V, et al. World Allergy Organization   Anaphylaxis guidelines: 2013 update of the   evidence base. Int Arch Allergy Immunol 2013;162:193-204&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S0872-0754201500040000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sampson HA, Munoz-Furlong A, Campbell RL, et al. Second symposium on the definition and management of anaphylaxis: summary report – Second National   Institute of Allergy   And Infectious Disease/Food Allergy   and Anaphylaxis Network   symposium. J Allergy   Clin Immunol 2006; 117:391-97&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S0872-0754201500040000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>10.&nbsp;&nbsp; Muraro   A, Roberts G, Clark A,   et al. EAACI Task Force on Anaphylaxis   in Children. The management of anaphylaxis in childhood.   Position paper of the European   Academy of Allergology and Clinical Immunology. Allergy. 2007;62:857-71&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S0872-0754201500040000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>11.&nbsp;&nbsp; Cheng A. Emergency treatment of anaphylaxis in infants and children. Paediatr Child Health. 2001;16:35-40&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S0872-0754201500040000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>12.&nbsp;&nbsp; Lieberman P, Decker W,   Camargo JA Jr, Oconnor R, Oppenheimer   J, Simons FE. SAFE: a multidisciplinary   approach to anaphylaxis education in the emergency   department. Ann Allergy   Asthma Immunol. 2007; 98:519-23&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S0872-0754201500040000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>13.&nbsp;&nbsp; Sicherer SH, Sampson HA. Food Allergy. J Allergy Clin Immunol 2010; 125: S116-25&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S0872-0754201500040000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>14.&nbsp;&nbsp; Langley EW, Gigante J. Anaphylaxis, urticaria, and angioedema. Pediatrics in review 2013;34:247-57&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0872-0754201500040000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>15.&nbsp;&nbsp; Turner PJ. Persistent allergy   to cow’s milk:   of greater a clinical concern than other food allergies. Pediatric Allergy and Immunology 2013; 24:624-26&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0872-0754201500040000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="end"></a><a href="#topo"><font size="2" face="Verdana">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</font></a></b>    <br> <font size="2" face="Verdana">Helena Ferreira    <br> Rua dos Cutileiros, Creixomil.     <br> 4835-044 Guimarães.    <br> E-mail: <a href="mailto:helena-of@hotmail.com">helena-of@hotmail.com</a>     <br> Telefone: 253 540 330</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Recebido a 14.07.2014 | Aceite a   10.04.2015</font></p>      ]]></body><back>
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