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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Casuística de alte num hospital terciário: o que mudou nos últimos 5 anos?]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO DAS COMUNICAÇÕES ORAIS / ORAL PRESENTATIONS - ABSTRACTS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font size="2" face="Verdana"><b>CO_14</b></font></p>      <p><b><font size="4" face="Verdana">Casuística de alte num hospital terciário – o que mudou nos últimos 5 anos?</font></b></p>      <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Daniel Meireles<sup>1</sup>, Joana Lorenzo<sup>1</sup>, Susana Pinto<sup>1</sup>, Carla Zilhão<sup>1</sup>, Ana Ramos<sup>1</sup></b></font></p> <font size="2" face="Verdana">     <p><sup>1</sup> Serviço de Pediatria do Centro Materno Infantil do Norte, Centro Hospitalar do Porto</p>      <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Introdução: </b>ALTE (apparent life-threatening event) é um evento súbito e ameaçador para o observador, caracterizado por alguma combinação de apneia (central ou obstrutiva), alteração da cor (cianose, palidez ou plétora), alteração do tónus muscular (geralmente hipotonia) e sufocação ou engasgamento. A investigação e a abordagem clínica necessárias são controversas.</p>      <p><b>Objetivos: </b>Caracterização dos doentes internados com ALTE no serviço de Pediatria do Centro Hospitalar do Porto, avaliando a apresentação clínica, exames complementares e tempo de internamento. Comparação dos resultados obtidos com estudo prévio de 2009 (julho/2001 a dezembro/2008).</p>      <p><b>Métodos: </b>Estudo retrospetivo, através da análise dos processos clínicos dos doentes internados entre 1 de junho de 2009 e 30 de junho de 2015 com o diagnóstico de ALTE. Tratamento estatístico efetuado em Excel (R) e SPSS v.21 (R).</p>      <p><b>Resultados: </b>Foram internados 78 lactentes (n=40; estudo de 2009), excluindo-se 4 por falta de dados nos processos consultados. Da amostra de 74 lactentes, 51.4% eram do sexo feminino. 48% tinham idade compreendida entre os 28 dias e os 3 meses. As formas de apresentação mais comuns foram cianose e plétora facial (36.5% e 29.7%, respetivamente), com hipotonia em 43.2%. Em 85% foi efectuado hemograma e bioquímica e em 82% gasimetria venosa/arterial (estudo anterior com valores semelhantes de 92.5% e 67.5%). Foi realizada radiografia de tórax em 61% (versus 80% no estudo em comparação) e exame sumário de urina em 55%. No internamento verificou-se tendência para diminuição da realização de outros exames – 56% e 55% realizaram ecocardiograma e eletrocardiograma, respetivamente; 50% ecografia transfontanelar e 57% EEG (versus 62.5% para o primeiro, 67.5% para ecografia TF e 60% para EEG). Em 4% não foi efetuada qualquer investigação. A duração mediana de internamento foi 4.6 dias (no estudo prévio 6.5 dias). Foi pedida orientação social em 3 doentes. Foram classificados como idiopáticos, 56.8% dos casos e 32.4% tiveram o diagnóstico de DRGE (versus 80% com este último no estudo anterior). Orientados para consulta externa hospitalar 74.3% dos doentes internados. Recorrência de ALTE em 2 doentes desta amostra.</p>      <p><b>Conclusões: </b>O ALTE cursa frequentemente com evolução favorável. Apesar de não haver recomendação ou consensos na literatura para a investigação etiológica, esta mantém-se uma prática comum, sem aparente modificação na abordagem nos últimos anos, em comparação com estudo prévio realizado em 2009.</p> </font>       ]]></body>
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