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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO DAS COMUNICAÇÕES ORAIS / ORAL PRESENTATIONS - ABSTRACTS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font size="2" face="Verdana"><b>CO_17</b></font></p>      <p><b><font size="4" face="Verdana">Trombose venosa profunda – causa rara de síndrome febril prolongado?</font></b></p>      <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Fábio Barroso<sup>1</sup>; Tiago Loureiro<sup>2</sup>; Sara Morais<sup>3</sup>; Emília Costa<sup>1</sup>; Carla Zilhão<sup>1</sup>; Margarida Guedes<sup>1</sup></b></font></p> <font size="2" face="Verdana">     <p><sup>1</sup> Serviço de Pediatria, Centro Hospitalar do Porto    <br> <sup>2</sup> Serviço de Cirurgia Vascular, Centro Hospitalar do Porto    <br> <sup>3</sup> Unidade de Hematologia Clínica, Centro Hospitalar do Porto</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdução: </b>A trombose venosa profunda (TVP) é uma entidade rara em Pediatria, com uma incidência de 0,07/100000, mas associa-se a morbilidade e mortalidade significativas. Habitualmente é secundária a outras patologias. A febre, quando presente, é autolimitada.</p>      <p><b>Caso Clínico</b>: Adolescente de 14 anos, previamente saudável, praticante de Krav Maga, observado por quadro com 9 dias de evolução de dor lombar direita com progressão para a face anterior do abdómen, coxa e nádega ipsilaterais, associada a edema, cianose, parestesias e claudicação do membro inferior (MI) direito; febre com início 24 horas antes. Pai com heterozigotia para o gene da protrombina e mutação do fator V de Leiden. À admissão: febril, consciente, com MI direito edemaciado, com dor na região gemelar, poplítea e coxa, com pulsos palpáveis; hipostesia e diminuição dos reflexos osteotendinosos à direita. Restante exame sem alterações. Negados hábitos tabágicos ou toxicómanos, traumatismo, imobilização prolongada, viagens recentes de avião, intercorrências infeciosas ou sintomas constitucionais. A avaliação analítica inicial revelou neutrofilia, elevação da PCR e do tempo de protrombina, bem como diminuição do aPTT. Estudo por ecografia com doppler e angio-TC confirmou TVP oclusiva das veias safena e femoral direitas e veias ilíacas homolaterais até à confluência da veia cava inferior. Iniciou enoxaparina e posteriormente acenocumarol. Manteve febre durante 18 dias, associada a agravamento imagiológico da TVP e aumento dos parâmetros inflamatórios.</p>      <p><b>Comentários: </b>Na investigação etiológica para síndrome febril prolongado e trombose (causas infeciosas, auto-imunes, neoplásicas e trombofilias) apenas detetado diminuição da proteína S e mutação do gene da protrombina 20210 G-&gt;A em heterozigotia. Deste modo, não foi possível definir nenhuma etiologia concreta para o síndrome febril, pelo que os autores colocam à discussão se a febre prolongada pode ser atribuída ao processo inflamatório com libertação de citocinas na dependência do trombo volumoso.</p>  </font>      ]]></body>
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